Enquanto ‘Superman‘, de James Gunn, continua sua trajetória de sucesso nas bilheterias globais, a repercussão nas redes sociais e em certos veículos tem sido marcada por polêmica. A crítica mais recente? Acusações de que o filme é “SuperWoke” — uma tentativa, segundo esses críticos, de politizar o personagem ao retratá-lo como imigrante e ao inserir temas internacionais no enredo.
No entanto, especialistas no legado do Homem de Aço rejeitam essa visão com veemência. Em entrevista exclusiva ao Collider, os autores Edward Gross e Robert Greenberger — que escreveram Superman: The Definitive History, com mais de 400 páginas sobre o personagem — defenderam a abordagem de Gunn e criticaram a deturpação do simbolismo de Superman.
“Chame como quiser, mas desde Action Comics #1, em 1938, já existia a prática de usar países fictícios para tratar de temas políticos sem causar conflitos diplomáticos,” explicou Greenberger. “A criação de lugares como Boravia segue essa tradição. Surpreende até que não tenham usado Kahndaq, que se tornou um país fictício associado ao Oriente Médio e à violência nos quadrinhos mais recentes.”
Já Gross reforçou que essas decisões criativas não são gratuitas. Para ele, o filme é fiel à proposta de usar a fantasia para refletir temas reais e atuais. “É impossível não pensar em situações como Ucrânia e Rússia, ou Israel. Algumas pessoas se incomodaram com isso — e daí vem o tal ‘SuperWoke’ — mas aparentemente esqueceram que Superman é, literalmente, um imigrante. Ele não é daqui. Isso sempre foi parte da sua identidade”, disse o autor.
Gross ainda comentou uma das cenas mais intensas do filme, onde Superman testemunha a execução de um personagem que não pertence àquele país. “É um momento impactante. E revela exatamente o tipo de conflito moral e político que sempre esteve presente nas melhores histórias do personagem.”
As críticas de que o filme estaria “militando demais” parecem ignorar décadas de histórias onde Superman atua como uma força de justiça global, frequentemente envolvido em crises internacionais, guerras e dilemas morais de grande escala.
“Superman sempre foi mais que um símbolo americano. Ele representa esperança, justiça e compaixão — valores universais que transcendem fronteiras,” conclui Greenberger.
‘Superman’ esta em cartaz nos cinemas nacionais.
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James Gunn assume o filme de super-herói original no recém-imaginado universo da DC com uma mistura singular de ação épica, humor e coração, apresentando um SUPERMAN movido pela compaixão e uma crença inerente na bondade da humanidade.
David Corenswet estrela como Clark Kent/Superman.
O elenco também conta com Rachel Brosnahan (Lois Lane), Nicholas Hoult (Lex Luthor), Edi Gathegi (Michael Holt/Senhor Incrível), Anthony Carrigan (Rex Mason/Metamorfo), Nathan Fillion (Guy Gardner/Lanterna Verde), Isabela Merced (Kendra Saunders/Mulher-Gavião), Skyler Gisondo (Jimmy Olsen), Sara Sampaio (Eve Teschmacher), Wendell Pierce (Perry White), Milly Alcock (Kara Zor-El / Supergirl) e outros.

