Filmes com os Psicopatas Mais Famosos da Vida Real

Filmes com os Psicopatas Mais Famosos da Vida Real



O cinema de terror e suspense já nos deu grandes psicopatas como Michael Myers, Jason e Freddy Krueger. Essas figuras icônicas se transformaram em verdadeiras lendas. Porém, mais assustador que eles, é pensar que alguns filmes representaram assassinos da vida real, que cometeram atrocidades tão grandes ou até mesmo maiores do que os vilões da ficção.

O Brasil já está produzindo uma biografia sobre Suzane Richthofen, a jovem que orquestrou o assassinato dos próprios pais num dos crimes que mais chocaram nosso país. Nos cinemas, grandes produções atuais retratam figuras malditas como Ted Bundy e Charles Manson. Ou seja, os psicopatas reais demonstram que ainda rendem muito assunto. O segredo é se portar como um conto cautelar, alertando e demonstrando como pode funcionar a mente humana se levada ao lado sombrio. Ah sim, e a segunda temporada de Mindhunter vem aí.

Pensando no lado mais assustador e cruel do homem, o CinePOP resolveu trazer uma lista com alguns dos filmes que retratam essas figuras monstruosas. Vem conhecer.

Ted Bundy – A Irresistível Face do Mal (2019)

A mais recente produção a abordar o serial killer conhecido por sua boa aparência e lábia sedutora está em cartaz nos cinemas brasileiros. O longa traz o galã Zac Efron na pele do psicopata, para enfatizar seu visual atraente, que despertava o interesse das mulheres. Entre o período de 1974 e 1978, o brilhante estudante de direito matou mais de 30 mulheres, além de estuprá-las, se tornando assim um dos mais terríveis assassinos em série que os EUA já viu. Bundy morreu na prisão, condenado à pena de morte pela cadeira elétrica, aos 42 anos, em 1989. No filme, sua história é contada através de sua esposa, Liz Kendall (vivida por Lily Collins).

Era uma Vez… em Hollywood (2019)

Aproveite para assistir:


Novo e aguardadíssimo filme de Quentin Tarantino, que estreia no início de agosto, o longa usa como pano de fundo os crimes cometidos pelo psicopata Charles Manson e sua seita de hippies criminosos. Ao contrário da maioria dos assassinos em série famosos – que agiam por conta própria -, Manson era um autoproclamado guru e aliciava jovens (em especial mulheres) para sua seita. As viagens alucinantes de drogas logo se tornavam incrivelmente perigosas e a “turminha” saiu em uma matança de pelo menos sete pessoas, incluindo a atriz Sharon Tate, esposa do diretor Roman Polanski, que estava grávida. Manson e seus comparsas (três mulheres e um homem) foram presos e condenados à prisão perpétua. O assassino morreu na prisão em 2017, aos 83 anos. No filme, Margot Robbie interpreta Sharon Tate.

Psicose (1960)

A obra do mestre do suspense Alfred Hitchcock se tornou seu filme mais famoso. O longa é baseado no livro de Robert Block, que alterou eventos e nomes de seus personagens, mas usou como fonte de seu argumento o assassino real Ed Gein. O psicopata matava mulheres e também era conhecido por roubar cadáveres de túmulos. Mas o ato bizarro que o fez ficar notório era que Gein pegava troféus de suas vítimas: ossos e pele humana, com os quais decorava sua casa. Nascia assim uma nova versão para ele: Norman Bates. Além de Psicose, Gein inspirou também os filmes O Massacre da Serra Elétrica (1974) e O Silêncio dos Inocentes (1991). Gein foi condenado, mas julgado incapaz de responder por si, sendo considerado insano. Ele passou o resto de seus dias numa instituição psiquiátrica, onde morreu aos 77 anos, em 1984. Está enterrado num túmulo não marcado.

Monster – Desejo Assassino (2003)

O filme que deu o Oscar para a musa Charlize Theron traz a atriz na pele da psicopata Aileen Wuornos. Dirigido por Patty Jenkins (Mulher-Maravilha), o longa mostrou a transformação física pela qual a estrela passou a fim de ficar parecida com a assassina. Para isso, Theron engordou e usou maquiagem para se “enfeiar”. É raro serial killers serem mulheres e Aileen é a mais famosa a cometer crimes deste sentido nos EUA. Aileen se prostituía e matava seus clientes, todos homens. Ela assassinou pelo menos 6 homens, sempre usando arma de fogo. A psicopata foi presa e condenada à pena de morte – que foi executava em 2002, aos 46 anos, um ano antes da estreia de seu filme.

Zodíaco (2007)

O diretor David Fincher fez seu nome com um dos grandes filmes de suspense do cinema: Seven – Os Sete Crimes Capitais (1995). O cineasta retornaria ao tema alguns anos depois, para um estudo mais aprofundado e basicamente uma investigação detalhada, numa obra de quase 3 horas de duração. Na verdade, Zodíaco se aproxima mais da série Mindhunter, que Fincher desenvolveu para a Netflix, do que de Seven. Aqui temos um item curioso. O assassino do Zodíaco – como ficou conhecido o serial killer que aterrorizou a Califórnia durante as décadas de 1960 e 1970 – nunca foi descoberto e preso. Isso se deve em partes por seu modus operandi: discreto, ele cometia seus crimes e sumia, ficando inerte durante longos períodos até seus casos esfriarem. Ele inclusive chegou ao cúmulo de mandar mensagens provocativas para a imprensa através de cartas, fazendo exigências e daí veio seu apelido. Ele clamava ter feito no mínimo 37 vítimas. Alguns suspeitos foram apontados, assim como um retrato falado: de um homem branco, alto, magro e usando óculos. O caso foi taxado pela polícia de São Francisco como “inconclusivo” em 2004, mas reaberto em 2007, época em que Fincher lançou seu filme.

O Verão de Sam (1999)

Dez anos depois de ganhar o mundo com Faça a Coisa Certa (1989), o diretor Spike Lee voltava à Nova York para uma nova onda de calor – num dos verões mais quentes que a cidade já viu. E não apenas isso, Lee trouxe à tona, mesmo que como pano de fundo, a história do psicopata David Berkowitz, conhecido como “O Filho de Sam”. Seu reino de terror durou “pouco”, um ano exatamente: de julho de 1976 até ser preso em julho de 1977. Mas o tempo foi o suficiente para o sujeito matar 6 pessoas, e ferir outras 7, todas com seu revólver, daí seu outro apelido: “o assassino do calibre 44.”. O psicopata confessou ter cometido os crimes a mando de um cachorro preto da vizinhança, que segundo ele, estaria possuído por um demônio. Berkowitz se encontra preso até hoje, com três condenações de prisão perpétua. No filme de Lee, o assassino é interpretado por Michael Badalucco, mas o foco são outros personagens, aterrorizados pela onda de crime do serial killer e seus dramas pessoais. Algo parecido com o que Tarantino fez em Era uma Vez em Hollywood.

O Homem que Odiava as Mulheres (1968)

Outra trama macabra cerca este caso. Durante a década de 1960, um maníaco que ficaria conhecido como “O Estrangulador de Boston”, matou 13 mulheres enforcadas – usando objetos como meias-calças (o que fez os crimes também ficarem conhecidos como “os assassinatos das meias-calças”). O fato mais curioso sobre os assassinatos, e que chamou atenção, é que todas as vítimas permitiam que o psicopata entrasse em suas casas – o que levou a polícia a suspeitar da forma como o assassino se apresentava antes de atacar. Albert DeSalvo confessou os crimes e foi preso. Destes, apenas 1 foi confirmado, o que deixou a polícia até hoje com a possibilidade de um segundo assassino ter agido com DeSalvo ou até mesmo por conta própria, já que os outros 13 assassinatos nunca foram provados (a não ser por sua confissão) como sendo de sua autoria. Em 1967, ele foi condenado à prisão perpétua, mas morreu esfaqueado na cadeia em 1973 por outro prisioneiro membro de uma gangue. No filme dirigido por Richard Fleischer (Conan O Destruidor), Tony Curtis (Quanto Mais Quente Melhor) interpreta DeSalvo.

O Bar Luva Dourada (2019)

Outro filme atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros, trata-se de uma produção alemã, sobre um serial killer alemão. Dirigido pelo prestigiado cineasta Fatih Akin, que ganhou os holofotes após o sucesso de Em Pedaços (2017), o longa narra a trajetória de Fritz Honka, sujeito perturbado que assassinou (pelo menos) quatro mulheres no período entre 1970 e 1974, de forma brutal. Considerado um dos filmes mais perturbadores dos últimos tempos, a obra narra de forma didática os crimes cometidos pelo psicopata. O curioso é que para o papel do protagonista, conhecido por sua aparência precária, falta de higiene e nada atraente, o diretor escalou o jovem galã Jonas Dassler – o que demonstra o exímio trabalho de maquiagem da produção. Honka, ao contrário da maioria dos serial killers, matava suas vítimas em sua própria casa, as mutilava e guardava partes de seus corpos espalhadas pelo local. Sua prisão foi acidental, após um incêndio em seu prédio, foram descobertos os corpos. Ele foi preso ao voltar para casa. Como os crimes foram cometidos na Europa e o sistema de justiça é diferente dos EUA, Honka foi condenado a 15 anos de prisão num hospital psiquiátrico. Ele foi solto em 1993, e passou seus últimos dias num asilo sob o nome de Peter Jensen. O psicopata viria a falecer no local em 1998.

O Despertar de um Assassino (2017)

O foco aqui é Jeffrey Dahmer, conhecido como “o canibal de Milwaukee”, um dos mais notórios assassinos em série dos EUA. Ao contrário da maioria dos psicopatas deste tipo, Dahmer se concentrava em homens como vítimas e nunca assassinou uma mulher. Foram ao total 17 mortes cometidas por ele: uma apenas em 1978, e todas as outras após sua volta do serviço militar, entre 1989 e 1991. O sujeito também cometia estupro, necrofilia e canibalismo. Duas de suas vítimas conseguiram escapar, o primeiro, no entanto, foi recuperado e morto pelo psicopata. O segundo, levou a polícia e causou a prisão do assassino. Dahmer foi condenado a 900 anos de prisão, mas foi morto na cadeia em 1994. O Despertar de um Assassino (My Friend Dahmer) traz Ross Lynch como o serial killer e se concentra na adolescência e juventude de Dahmer. Antes disso, em 2002, o filme Dahmer, produção lançada em vídeo, mostrou Jeremy Renner como o personagem, em um de seus primeiros papeis de destaque.

Wolf CreekViagem ao Inferno (2005)

Embora a maioria dos casos de assassinos em série ocorram nos EUA, na lista já tivemos um alemão, e agora chega a vez do psicopata australiano conhecido como “o assassino de mochileiros”. Ivan Milat, um caçador de uma área rural em New South Wales, Austrália, usava armas de fogo e facas para caçar jovens mochileiros, entre homens e mulheres, inclusive casais. Foram ao total sete assassinatos no período de 1989 e 1993. O sujeito usava sua experiência de caça para imobilizar as vítimas, antes sempre tentando parecer solícito e agradável, a fim de atrair suas “presas”. O psicopata foi preso e condenado a sete prisões perpétuas (uma para cada vítima sua), as quais ainda está cumprindo, assim como mais 18 anos sem condicional. No filme, o serial killer recebe o nome Mick Tayler e é interpretado por John Jarratt. Considerado O Massacre da Serra Elétrica australiano, o longa ganhou uma sequência em 2013, e uma série de TV com 12 episódios em 2016.



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