sábado, fevereiro 7, 2026
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Gina Carano e Disney fecham acordo após demissão de ‘The Mandalorian’





O processo judicial entre Gina Carano e a Disney/Lucasfilm referente à demissão da atriz da série The Mandalorian chegou ao fim. Carano, que acusava os estúdios de discriminação e demissão injusta por suas opiniões conservadoras, anunciou que um acordo foi selado, embora os termos financeiros não tenham sido divulgados.

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Em um comunicado ao The Hollywood Reporter, um porta-voz da Lucasfilm expressou a esperança de futuras colaborações: “Com este processo encerrado, esperamos encontrar oportunidades para trabalhar com a Sra. Carano em um futuro próximo”. 

O estúdio complementou, elogiando a atriz: “Chegamos a um acordo com Gina Carano para resolver as questões em seu processo contra as empresas. A Sra. Carano sempre foi muito respeitada por seus diretores, colegas de elenco e equipe, e trabalhou com dedicação para aprimorar seu talento, tratando seus colegas com gentileza e respeito”.

Por sua vez, Gina Carano afirmou que o acordo representa “o melhor resultado para todas as partes envolvidas” e que seus “desejos permanecem nas artes”.

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O processo, movido no ano passado, alegava que Carano foi demitida por expressar opiniões conservadoras nas redes sociais. A atriz pedia uma ordem judicial para ser reescalada em seu papel.

A ação ganhou destaque devido ao apoio de Elon Musk, que, cumprindo sua promessa de financiar processos judiciais de usuários que alegam discriminação na plataforma X (antigo Twitter), ajudou a custear as despesas legais. Carano expressou sua “mais profunda e sincera gratidão” a Musk por esse “ato de bom samaritano”.

A demissão da atriz pela Lucasfilm, anunciada em 2021, ocorreu após uma série de postagens consideradas controversas. Entre elas, uma publicação em que comparava a perseguição de judeus na Alemanha Nazista ao “odiar alguém por suas opiniões políticas”.

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“A maioria das pessoas hoje não percebe que, para chegar ao ponto em que os soldados nazistas poderiam facilmente reunir milhares de judeus, o governo primeiro fez seus próprios vizinhos odiá-los simplesmente por serem judeus. Como isso é diferente de odiar alguém por suas opiniões políticas?”, afirmou na época.

Antes disso, a ex-lutadora de MMA já havia zombado dos mandatos de uso de máscaras durante a pandemia de COVID-19 e feito alegações falsas sobre fraude nas eleições presidenciais de 2020, o que a levou a ser dispensada de sua agência, a UTA.

De acordo com a denúncia, a Disney e a Lucasfilm teriam assediado e difamado Carano, que recebia US$ 25.000 por episódio como atriz convidada e mais tarde negociou um bônus único de US$ 5.000.

A atriz alegava que foi demitida por se recusar a aderir aos posicionamentos dos estúdios sobre temas como o movimento Black Lives Matter, pronomes de gênero e alegações de fraude eleitoral, que foram desmentidas.

Carano argumentou que sua demissão foi motivada por suas crenças culturais e religiosas, enquanto comportamentos semelhantes de colegas homens teriam sido ignorados. Ela citou como exemplo uma publicação de 2017 de Pedro Pascal, seu colega de elenco, que comparava o então presidente Donald Trump a Hitler.

A ação judicial também afirmava que Carano foi demitida de The Mandalorian e de outros projetos do universo Star Wars após recusar uma reunião com a presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, e 45 funcionários que se identificam como LGBTQ+.

No ano passado, o tribunal recusou o pedido da Disney para arquivar o processo, rejeitando o argumento da empresa de que teria o direito de não se associar a talentos cujas opiniões pudessem afastar os fãs da franquia.

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