A cineasta Nia DaCosta explicou recentemente os motivos por trás de sua decisão de dirigir o drama psicológico ‘Hedda’, estrelado por Tessa Thompson no papel-título de Hedda Gabler, uma recém-casada profundamente insatisfeita com a vida.
Segundo o Deadline, DaCosta enfatizou que seu interesse na história era interno e atemporal: “Não era tanto sobre o que está acontecendo por fora, e sim sobre o que está acontecendo por dentro, para mim, quando se trata do motivo pelo qual quis contar essa história agora”.
Sobre a ambientação do filme, a diretora detalhou a escolha dos anos 1950 na Inglaterra, em vez de uma época moderna: “Quando escrevi o roteiro, pensei em fazer um filme mais contemporâneo, mas não queria que fosse ambientado nos dias atuais, e foi por isso que escolhi os anos 1950. É uma década com a qual ainda temos conexão”.
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O longa-metragem também contará com uma canção original, composta por Hildur Guðnadóttir (vencedora do Oscar por Coringa), com a letra escrita pela própria Nia DaCosta.
Guðnadóttir expressou entusiasmo com a colaboração: “A Nia escreveu a letra da música. Foi ótimo colaborar com ela. Adoro quando a música pode permear diferentes aspectos da colaboração. É isso que me empolga tanto: realmente fazer parte do DNA do filme”.
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Além disso, foi revelado que o longa-metragem terá lançamento limitado em salas selecionadas dos EUA a partir de 22 de outubro (a tempo do início do circuito de premiações) e chegará à plataforma de streaming uma semana depois em 29 de outubro.
Assista:
A produção é baseada na peça norueguesa ‘Hedda Gabler’, de Henrik Ibsen.
A história acompanha a “imoral personagem titular, considerada uma das personagens femininas mais fortes da história do teatro. Presa a um casamento por interesse, ela faz de tudo para destruir o futuro de um antigo admirador, o talentoso e boêmio Eilert Lovborg, ao descobrir que ele disputa a cadeira destinada a seu marido na universidade”.
Imogen Poots, Tom Bateman, Nicholas Pinnock e Nina Hoss co-estrelam.
Adaptada diversas vezes para a televisão e para o cinema, a peça é considerada uma das mais influentes de todos os tempos e se insere no período realista do século XIX.
A última versão cinematográfica foi lançada em 2016, trazendo Matthew John como diretor e roteirista, e Rita Ramnani como Hedda.
