[ANTES DE COMEÇAR A MATÉRIA, FIQUE CIENTE QUE ELA ESTÁ RECHEADA DE SPOILERS] 

Se você ainda não assistiu aos episódios de WandaVision e Loki, não leia esta matéria para não receber spoilers.

Essa semana marcou o lançamento de um dos trailers mais aguardados dos últimos anos. E como era de se esperar, os fãs adoraram o conteúdo mostrado, mesmo com algumas cenas de CGI claramente não finalizadas ou, como alguns supõem, estão mascarando alguns segredos. O ponto é que a peça-chave desse filme será o tão comentado Multiverso, que será palco de possíveis viagens do Homem-Aranha (Tom Holland) e do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch). De acordo com o trailer, Peter pedirá ajuda ao Mago Supremo para tentar corrigir magicamente a situação de ter que conviver com as pessoas conhecendo sua identidade secreta. Nessa tentativa de “borracha mágica”, algo dá errado e vilões de outras franquias linhas do tempo começam a surgir no MCU.



Inicialmente, o trailer dá a entender que isso acontece por conta de uma falta de atenção do Mago ocasionada pela tagarelice do aprendiz de feiticeiro do Queens. No entanto, isso parece pouco provável, já que o Doutor Estranho é muito experiente e já agiu sobre pressões piores do que ter um adolescente torrando a paciência por perto. Então, essa falha no Multiverso começou a ser motivo de especulação on-line. A primeira delas dizia que os eventos vistos em WandaVision – quando a Wanda (Elizabeth Olsen) manipulou a energia do caos para remodelar a realidade de Westview e terminou assumindo a personalidade e os poderes da Feiticeira Escarlate, uma criatura tão poderosa que coexiste em todas as realidades – poderiam ser a causa para essa falha temporal do Multiverso.

Aproveite para assistir:

O problema dessa teoria é desconsiderar que WandaVision se passa pouco tempo depois dos eventos de Vingadores: Ultimato (2019). Então, se essa falha no Multiverso tivesse acontecido por conta das ações da Feiticeira Escarlate, muito provavelmente já teria refletido nos acontecimentos de Homem-Aranha: Longe de Casa (2019) – que até flerta em falar dessas múltiplas realidades, mas acaba tratando do tema como uma piada escrita por um aspirante a roteirista -, levando em conta que ele se passa cronologicamente depois da série da Wanda.



Por outro lado, a cena pós-créditos da produção se passa algum tempo depois, quando ela aparece isolada em uma cabana com o Darkhold, buscando uma forma de encontrar seus filhos que gritam por socorro em meio ao Multiverso. Saber onde na linha do tempo essa cena se encaixa é importante para entender como pode influenciar nessa história. No entanto, ao longo da série, o tal “Multiverso da Loucura” é citado algumas vezes, o que dá a entender que essa ação influenciará mais no segundo filme do Doutor Estranho do que no do Homem-Aranha.

Depois, na série do Loki, conhecemos a TVA e sua função de “podar” outras realidades que surjam no Multiverso. Com o passar da série, é revelado que essa agência é composta por um grupo de repressores que dizimam bilhões de vidas por dia e sequestram alguns habitantes dessas linhas temporais para que sejam “reprogramados” e trabalhem para eles. Como é visto nos episódios, diversas ramificações surgem quase que diariamente e algumas acabam não sendo podadas. No último episódio, porém, acontece uma coisa inesperada e que pode justificar todo o colapso do Multiverso que será abordado no futuro do MCU: o golpe fatal de Sylvie (Sophia Di Martino) em Aquele Que Permanece (Jonathan Majors).

Ao encontrar o homem por trás da TVA e todo aquele teatro de repartição pública interdimensional, Sylvie e Loki (Tom Hiddleston) chegam a conclusão de que eles podem tomar o cargo dele como governadores da linha do tempo ou matá-lo e deixar as linhas enlouquecerem e ficarem sujeitas a outras versões malignas daquele governador, que viriam sedentas pelo poder. Sylvie bane Loki para uma TVA alternativa, mata Aquele Que Permanece e instaura um verdadeiro caos no Multiverso, que cria novas ramificações a torto e a direito.

Então, a primeira temporada da série termina deixando muitas perguntas no ar. E como a produção se passa entre as linhas do tempo, não se sabe exatamente quando ela acontece e nem quando as bilhões de linhas alternativas começam a surgir.



Essas ramificações, visualmente representadas na série, parecem estar de acordo com a proposta do vindouro Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, mas sem a confirmação da época em que Sylvie quebra o “governo temporal”, não como confirmar.

Existe também uma teoria que se popularizou nos últimos dias, mas que não parece fazer muito sentido por questões cronológicas. É a suposição de que esses três eventos, Wanda acessando o Multiverso, Sylvie quebrando o governo temporal, e o Doutor Estranho supostamente errando o feitiço acerca do Multiverso teriam acontecido simultaneamente. Isso é muito pouco provável. Se WandaVision se passa antes do segundo filme solo do Homem-Aranha, como um evento pode acontecer simultaneamente ao terceiro filme solo do Cabeça de Teia?

Claro que o filme pode explicar a viagem de Wanda pelo Multiverso acontecendo nos meses seguintes. No entanto, parece mais provável que essa temática seja abordada em Doutor Estranho: No Multiverso da Loucura (2022), enquanto os eventos do season finale de Loki parecem encaixar melhor nesse contexto do filme.

De qualquer forma, tudo isso é uma grande suposição. A verdade e a motivação acerca dessa história de Multiverso só será esclarecida em dezembro de 2021, quando o longa chegar aos cinemas.


E aí, o que vocês acham que pode ter influenciado essa abertura do Multiverso? Digam nos comentários!

Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa estreia em 16 de dezembro de 2021.

COMENTÁRIOS

Não deixe de assistir: