InícioNotíciasJonathan Majors fala sobre DEMISSÃO da Marvel: "Decepção como nunca experimentei"

Jonathan Majors fala sobre DEMISSÃO da Marvel: “Decepção como nunca experimentei”


Jonathan Majors, conhecido por interpretar Kang no Universo Cinematográfico da Marvel (UCM), foi demitido pela Disney após ser condenado por agressão de terceiro grau e assédio contra sua ex-namorada, Grace Jabbari.

Em uma recente entrevista ao The Hollywood Reporter, o ator compartilhou detalhes sobre sua demissão e seu processo de recuperação.

Majors revelou que soube da demissão enquanto ainda estava no tribunal, através de um membro de sua equipe jurídica.



“Ele disse: ‘Vou te contar agora. Assim, você não será pego de surpresa e pode começar a processar. A Marvel te demitiu’. Houve dias em que pensei: ‘Isso é real?’. Foi uma decepção como nunca experimentei, e isso só foi se acumulando”, lembrou Majors.

Embora não tenha se referido diretamente às acusações de violência doméstica de Jabbari, com quem ainda trava uma disputa civil, Majors enfatizou a importância de assumir a responsabilidade por sua própria vida.

“Em algum momento, é necessário assumir a responsabilidade por escrever sua própria história”, afirmou. “Eu vou me deixar cair nessa narrativa de desmoronamento e autodestruição? Passar por dificuldades e culpar o mundo? Passar por dificuldades e odiar a mim mesmo? Passar por dificuldades e negar tudo? Nenhuma dessas narrativas é benéfica”.

Como estratégia para reconstruir sua vida após o julgamento, Majors explicou que está focado em “passar pelas dificuldades, aprender, metabolizar e crescer”. Após a condenação, ele iniciou terapia e se reaproximou de sua pastora, processos que o ajudaram a enfrentar traumas de infância que ainda não havia confrontado.

“Eu lidei com abuso sexual, tanto de homens quanto de mulheres, desde os 9 anos”, revelou Majors. “De pessoas que eram para cuidar de você, na ausência de um pai. Eu estava completamente perdido”.

Sobre seu pai, um pianista clássico que servia na Força Aérea e o abandonou quando ele tinha 8 anos, Majors contou que só o reviu quando o pai apareceu com sua irmã para vê-lo atuar em uma peça universitária na Carolina do Norte.

“Meu pai é um homem muito bonito, muito gentil, mas tinha algumas qualidades que não eram complementares à vida familiar. Ele foi o melhor pai até não ser mais. E, quando ele não foi, ele se foi”, explicou.

O ator também compartilhou que, ao contar à sua mãe sobre a situação, ela se desculpou por não ter podido protegê-lo.

“Eu disse: ‘Isso não é nem uma questão, mãe. Eu só quero que você saiba. E agora podemos todos nos concentrar e continuar nos conectando e aprendendo com isso, porque isso é algo que estava na nossa família'”, afirmou.

Processar o abuso, segundo Majors, o levou a uma maior compreensão sobre seu comportamento nos relacionamentos.

“Não há desculpas, mas ao receber ajuda, você começa a entender coisas sobre si mesmo”, concluiu.

Vale lembrar que, conforme informado pela Variety, Jonathan Majors foi condenado a:

  • Completar um programa presencial de 52 semanas sobre violência doméstica em Los Angeles, onde reside atualmente, com a possibilidade de migrar para sessões parcialmente virtuais no futuro.
  • Continuar sua terapia de saúde mental e fornecer atualizações sobre seu progresso.
  • Manter-se afastado de Grace Jabbari, já que a vítima recebeu uma ordem de proteção permanente.

Qualquer violação das condições estabelecidas ou envolvimento em atividades criminais poderá resultar em sua prisão.

O trabalho mais recente de Majors é o filme ‘Magazine Dreams’.

Escrito e dirigido por Elijah Bynum (‘One Dollar’), o longa acompanha o aspirante a fisiculturista Killian Maddox (Majors), que luta para encontrar uma conexão humana nesta exploração de celebridades e violência. Nada o impede de alcançar seu sonho feroz de estrelato, nem mesmo os médicos que o alertam sobre os danos permanentes que ele causa a si mesmo durante sua jornada.

Magazine Dreams chegou a ser rodado por 24 dias em Los Angeles, onde recebeu o prêmio do júri pela visão criativa.

“É uma performance notável, repleta de vulnerabilidade e raiva, e é mérito tanto de Majors quanto do roteirista-diretor Elijah Bynum o feito considerável de nos fazer temer mais o colosso intimidador do que o empregador trêmulo que ele está supervisionando”, escreveu o crítico-chefe de cinema do The Hollywood Reporter, David Rooney.

Inicialmente programado para estrear em 8 de dezembro, visando a temporada de premiações e almejando o Oscar, o lançamento do filme foi cancelado devido ao julgamento de Majors.

“Teria sido 100% parte da conversa para as premiações” se não fossem pelos problemas legais de Majors, afirma uma fonte ligada ao filme.

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