O julgamento do comediante e ator britânico Russell Brand, acusado de uma série de crimes sexuais, sofreu uma alteração em seu cronograma oficial. Inicialmente previsto para começar em 16 de junho no Southwark Crown Court, em Londres, o processo foi adiado e agora deve ter início no dia 12 de outubro.
De acordo com informações da Variety, a estimativa é que o julgamento, que consolidará todas as sete acusações formais apresentadas contra o artista no último ano, tenha uma duração de até dois meses devido à complexidade e ao número de depoimentos previstos.
As denúncias contra Brand foram formalizadas em etapas distintas ao longo de 2025:
- Abril de 2025: O ator foi acusado inicialmente de estupro, atentado ao pudor e agressão sexual envolvendo quatro mulheres. Os supostos incidentes teriam ocorrido entre 1999 e 2005.
- Dezembro de 2025: Duas novas acusações — uma de estupro e outra de agressão sexual — foram adicionadas ao processo, referentes a casos que teriam ocorrido em 2009, envolvendo mais duas mulheres.
Ao todo, o Ministério Público britânico avalia sete acusações formais que incluem estupro, agressão indecente e agressão sexual contra diferentes vítimas.
O comediante se declarou inocente de todas as queixas e nega veementemente qualquer irregularidade ou atividade não consensual. Atualmente, Brand aguarda o início do julgamento em liberdade sob fiança.
Em pronunciamentos realizados em suas redes sociais e durante audiências preliminares, o ator adotou uma postura de defesa enfática:
“Quando eu era jovem e solteiro, antes de ter minha esposa e família, eu era um tolo… um dependente químico, viciado em sexo e um imbecil. Mas nunca fui um estuprador. Nunca me envolvi em atividades sem consentimento”, afirmou Brand em abril de 2025.
Recentemente, ao chegar ao tribunal em Londres, o ator declarou aos presentes que se sentia “abençoado” e “incrivelmente grato” pela oportunidade de apresentar sua defesa perante a Justiça.
A Justiça britânica está em fase de finalização dos procedimentos para anexar as novas queixas ao corpo principal do julgamento. Com o adiamento para outubro, a Corte busca garantir que todos os elementos probatórios e depoimentos das sete acusações sejam apresentados de forma conjunta, assegurando o devido processo legal para todas as partes envolvidas.



