Lady Gaga e as Divas da Música que se tornaram Atrizes no Cinema

Lady Gaga e as Divas da Música que se tornaram Atrizes no Cinema


Sim, meus amigos. Chegou a hora dos detratores darem o braço a torcer. O mundo dá voltas e ao longo da história tivemos diversas cantoras pop transformadas em atrizes. Algumas, como veremos a seguir, conquistaram inclusive enorme prestígio nesta outra carreira. A verdade é que o mundo do entretenimento está interligado, e em geral as artes se complementam. A mais nova cantora a dar uma guinada e “trocar” de lado foi Lady Gaga, uma das maiores estrelas da música pop da atualidade. Com o lançamento de Nasce uma Estrela neste fim de semana nos cinemas brasileiros, Stefani Germanotta, vulgo Lady Gaga, brilha também como atriz e gera falatório de prêmios.

Pensando nisso, em homenagem a este lançamento, que deve seguir forte rumo ao Oscar – segundo afirmam especialistas -, resolvemos formular nossa nova lista. Desta vez, o foco são cantoras e estrelas da música que deram o passo além, se tornando atrizes também – variando em sucesso.

Para finalizar, sabemos que muitas cantoras e artistas da música já tiveram sua chance na carreira de atriz (na verdade todas, ou quase todas) e esta lista poderia ficar realmente longa. Portanto, apontaremos apenas algumas das mais famosas. Caso tenhamos esquecido alguma, deixe nos comentários. De resto, quem sabe guardaremos outras para um próximo especial.

Então, preparem-se para ouvir essas musas nas telas. Vem conhecer.



Lady Gaga

Como foi motivadora da lista, não poderíamos começar com outro nome. Com apenas 32 anos de idade, Lady Gaga (alter ego de Stefani Germanotta) começou a carreira em 2001, vindo a estourar em 2008. Portanto, não deixa de ser impressionante sua ascensão meteórica em apenas 10 anos, se tornando uma das cantoras mais populares mundialmente e sendo conhecida como “veterana” na indústria.

A primeira aparição de Gaga nas telas ocorreu antes de ter se tornado cantora, com uma ponta aos 15 anos de idade no seriado Família Soprano, em 2001. Depois foram diversas participações especiais, na maioria interpretando a si mesma, como em Os Simpsons, e nos filmes Homens de Preto 3 (2012) e Muppets 2: Procurados e Amados (2014). Como personagem na trama, podemos considerar seu primeiro filme o insano Machete Mata (2013), de Robert Rodriguez, no qual tem um papel igualmente insano. O filme foi lançado direto em vídeo no Brasil.

No ano seguinte, voltou a trabalhar com Rodriguez e entregou seu primeiro papel no qual verdadeiramente atuou com certa dramaticidade. Embora pequeno, seu papel como a garçonete Bertha de Sin City: A Dama Fatal (2014) mostrava potencial. Gaga a seguir se voltou para a TV e protagonizou uma temporada inteira da série de terror American Horror Story. E o curioso, ela foi quem se aproximou buscando o trabalho. Pela atuação, ela ganhou um Globo de Ouro.

Agora, a cantora pode dar o próximo passo em sua carreira com Nasce uma Estrela, filme pelo qual pode receber sua primeira indicação ao Oscar de atriz. É esperar para ver.

Madonna

Se existe uma estrela da música que serviu de inspiração para a maioria das cantoras e aspirantes da atualidade, esta estrela é Madonna. Nem é preciso dizer o valor e influência que a musa, conhecida como Rainha do Pop, possui. Sua carreira começou em 1983, e a explosão ocorreu com o álbum Like a Virgin em 1984. Com mais de 300 milhões de discos vendidos mundialmente, Madonna é imortalizada como a artista feminina da música mais vendida no mundo, pelo Livro Guinness de recordes. Em comum com Gaga, além da ousadia e os cabelos loiros, ambas possuem descendência italiana.

Nas telas, a carreira começou antes, com o curta The Egg em 1972, quando tinha apenas 14 anos. Depois, em 1979, protagonizaria o drama criminal Um Certo Sacrifício (A Certain Sacrifice), no qual foi creditada com seu nome do meio, Louise Ciccone. O longa foi relançado em 1985, quando sua carreira musical já havia explodido. Madonna surgiu bem na época da MTV e dos videoclipes, portanto, sua carreira foi inovadora neste sentido também, por ter sido uma das cantoras que ajudaram a cimentar a imagem junto com as canções. Nesta mesma época, Madonna fez participação no romance dramático Em Busca da Vitória (Vision Quest, 1985), interpretando uma cantora de boate, muito parecida com sua persona na vida real.

Ainda em 1985, estrelou seu primeiro filme como protagonista, surfando na onda de sua popularidade crescente como cantora. Na comédia Procura-se Susan Desesperadamente, Madonna e Rosanna Arquette trocam de identidade. No ano seguinte, a cantora viria a amargar seu primeiro grande fracasso no cinema, com o drama “sério” Surpresa em Shanghai. O filme refletiu seu casamento conturbado com o ator Sean Penn – os relatos é que as brigas eram homéricas. Daí seguiram Quem é essa Garota (1987), Doce Inocência (1989), Dick Tracy (1990), Neblina e Sombras (1991), de Woody Allen, Uma Equipe Muito Especial (1992), o erótico Corpo em Evidência (1993), Olhos de Serpente (1993), Sem Fôlego (1995), Grande Hotel (1995), Garota 6 (1996), de Spike Lee, e Evita (1996) – pelo qual os fãs clamavam por uma indicação para a cantora, que não veio.

Na década passada, Madonna foi bem menos ativa nas telas. Em 2000, lançou a comédia Sobrou pra Você, na qual decide ter o filho do melhor amigo gay. Mas foi com Destino Insólito (2002), refilmagem de uma obra italiana, que viu ressurgiu em sua carreira problemas da vida pessoal. Nesta época, a cantora estava casada com o cineasta britânico Guy Ritchie, diretor do longa, e com o filme ambos atingiram o ponto baixo em suas carreiras. A separação saiu logo após. Depois disso, vieram apenas uma participação em 007 – Um Novo Dia para Morrer (2002), no qual gravou a canção tema, uma participação no seriado cômico Will & Grace e a dublagem na versão em inglês para a animação Arthur e os Minimoys, de Luc Besson.

Poucos sabem, mas Madonna é também diretora de cinema, roteirista e produtora. E tem no currículo, assinado nos três quesitos citados acima, a comédia musical Sujos e Sábios (2008) e drama de época W.E. – O Romance do Século (2011). Como produtora, ela bancou as comédias juvenis O Agente Teen (2003) e O Agente Teen 2 (2004).

Whitney Houston

A saudosa e lendária estrela do R&B norte-americano nos deixou cedo. Ganhando os holofotes para o mundo mais ou menos na mesma época de Madonna, Whitney compartilha de sua extrema popularidade, embora dona de um estilo mais clássico, recatado e menos jovem. Com as vendas, Whitney chegou perto, tendo vendido algo em torno de 200 milhões de discos. Porém, acima das outras, guarda o recorde como a artista da música mais premiada da história. Seu sucesso veio com o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio, intitulado somente Whitney Houston, em 1985.

Nas telas, seus primeiros trabalhos vieram antes de sua carreira musical, com participações nas séries Gimme a Break! (1984) e As the World Turns (1984). A estreia nas telonas viria a demorar, mas seria em grande estilo. O Guarda-Costas (1992) é o filme pelo qual Whitney é constantemente lembrada como atriz. Pelo filme, ela teve duas canções indicadas ao Oscar ("I Have Nothing" e "Run to You"), mas infelizmente não venceu. Dali seguiram participações em Falando de Amor (1995) e Um Anjo em Minha Vida (1996), com Denzel Washington. Em 1997, estrelou o episódio de 1h30min no seriado o Maravilhoso Mundo da Disney. Na reimaginação de Cinderella, intitulado no Brasil A Cinderela, Whitney viveu a Fada Madrinha da Cinderela da cantora Brandy (sensação na época). O telefilme contava ainda com Whoopi Goldberg no elenco. A cantora também produziu a obra e recebeu uma indicação no Emmy.

Ainda como produtora, esteve por trás dos filmes O Diário da Princesa (2001), que lançou a carreira de Anne Hathaway, e sua continuação (2004). A artista, infelizmente, viria a falecer em 2012, antes do lançamento de seu último filme, Sparkle: O Brilho de uma Estrela, do qual também foi produtora. Este ano, um documentário sobre a icônica cantora foi exibido em festivais e, segundo rumores, possui grandes chances de prêmios.

Cher

Outra lenda viva, Cherilyn Sarkisian é dona de uma carreira que já dura seis décadas. Antes de todas as outras da lista, Cher começou a carreira ainda na década de 1960, época na qual cantava com seu então marido Sonny Bono, no dueto Sonny & Cher. I Got You foi o primeiro grande hit da dupla. Já nos anos 2000, a cantora se reinventou e virou musa do universo hoje chamado LGBT+, com apresentações recorrentes em Las Vegas.

A carreira nas telas teve pontapé com uma participação na série de espionagem O Agente da UNCLE, em 1967. No cinema, a grande revelação veio dois anos depois com Chastity, no qual protagonizou, com roteiro do marido Sonny, um road movie através do país. No entanto, seu talento dramático só viria a chamar atenção na década de 1980. O primeiro grande trabalho foi no drama denúncia real Silkwood – O Retrato de uma Coragem (1983), no qual serviu como coadjuvante para Meryl Streep e recebeu uma indicação ao Oscar. Depois seguiu Marcas do Destino, onde vive a mãe de um jovem deformado – filme que lhe rendeu uma indicação no Globo de Ouro. Ainda na década de 1980, vieram As Bruxas de Eastwick (1987), Sob Suspeita (1987) e o Oscar de melhor atriz pelo drama romântico Feitiço da Lua (1987).

Na década de 1990, vieram Minha Mãe é uma Sereia (1990), com Winona Ryder, Fiel, mas Nem Tanto (1996), O Preço de uma Escolha (1996) – no qual estreou na direção de um dos segmentos do telefilme – e Chá com Mussolini (1999). Além disso, a década traria participações da cantora como ela mesma, vide O Jogador (1992) e Prêt-à-Porter (1994) – ambos de Robert Altman. Fato repetido em 2003, com uma participação maior no filme Ligado em Você. Cher também participou de dois episódios da comédia Will & Grace (em 2000 e 20002), protagonizou o musical Burlesque (2010) ao lado de Christina Aguilera (em seu único filme) e cedeu a voz para a leoa em O Zelador Animal (2011). Este ano, a cantora esteve na sequência Mamma Mia 2: Lá Vamos Nós de Novo, no qual atuou novamente com a amiga Meryl Streep.

Outras Cantoras/Atrizes:

Tina Turner

A lendária Anna Mae Bullock, verdadeira identidade de Tina Turner, assim como Whitney Houston e Madonna, teve sua própria biografia nas telonas. No entanto, ao contrário das colegas, a sua foi digna de indicações ao Oscar. Em Tina (1993), ela foi vivida por Angela Bassett. Além disso, como atriz ficou marcada como Tia Entity, a vilã de Mad Max: Além da Cúpula do Trovão (1985), no qual proveu a trilha sonora, com a canção tema famosa “We Don´t Need Another Hero”. Fora isso, esteve no musical Tommy (1975), na aventura cômica Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band (1978) e em O Último Grande Herói (1993), no qual viveu a prefeita. Sua última participação nas telas foi na série Ally McBeal (2000), interpretando a si mesma.

Beyoncé

Uma das cantoras de maior prestígio na atualidade, a jovem Beyoncé já foi a mulher mais rica do mundo com menos de 30 anos. Além disso, já foi também atriz diversas vezes. Inclusive, a cantora seria a intérprete principal feminina em Nasce uma Estrela, quando o filme ainda tinha direção de Clint Eastwood. Seu primeiro filme foi Carmen: Uma Ópera Pop (2001), filme para a TV. Depois, vieram as comédias Austin Powers em o Homem do Membro de Ouro (2002), Resistindo às Tentações (2003) e A Pantera Cor de Rosa (2006). Beyoncé dava o próximo passo em uma atuação mais séria e digna de indicações, com Dreamgirls: Em Busca de um Sonho (2006), filme que emplacou no Oscar. Assim, seguiram Cadillac Records (2008) e o suspense Obsessiva (2009), que, com críticas extremamente negativas (muitas o colocando como um dos piores filmes de seu respectivo ano) se tornou o último trabalho da cantora nas telas. Ano que vem, Beyoncé será a voz de Nala na adaptação em “live action” de O Rei Leão.

Rihanna

A bela cantora saída da ilha de Barbados é outra que se aventurou no terreno da atuação. Seu primeiro filme como atriz foi no lançamento em vídeo As Apimentadas: Tudo ou Nada (2006) e ocorreu antes de sua explosão como cantora. Depois do sucesso, Rihanna participaria de seu primeiro filme para o cinema com o blockbuster Battleship: A Batalha dos Mares (2012) – filme que, infelizmente, viria a se tornar um fracasso retumbante. No ano seguinte, fez uma ponta na comédia escrachada É o Fim (2013), interpretando a si mesma. Em 2014, fez outra participação, desta vez no remake do musical Annie, no qual viveu a Deusa da Lua. Em 2015, foi a vez de emprestar a voz para a animação Cada um na Sua Casa. Ano passado, marcou presença na ficção aventuresca de Luc Besson, Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, mas chamou atenção mesmo foi com sua performance na série de suspense Bates Motel, na qual por dois episódios deu vida para a icônica personagem de Psicose, Marion Crane, vivida no filme por Janet Leigh. Este ano, Rihanna foi parte do timaço feminino no derivado Oito Mulheres e um Segredo.

Britney Spears

Parte do fenômeno juvenil pop que tomou o mundo de assalto no fim dos anos 1990 e início de 2000, a jovem Britney Spears viveu para se tornar uma cantora problemática e polêmica. Antes disso, no entanto, quando era apenas uma menina doce e amável, ela interpretou a si mesma na série adolescente Sabrina – Aprendiz de Feiticeira (1999). Spears, que começou a carreira apresentando programas da Disney, repetiria o feito em Kenan e Kel (1999), Os Simpsons (2000), Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro (2002), Pauly Shore está Morto (2003), Glee (2010) e na recente Jane, a Virgem (2015). Seu primeiro e único papel protagonista no cinema foi em Crossroads – Amigas para Sempre (2002), filme adolescente que demorou para capitalizar em cima do sucesso da cantora – já que foi lançado anos depois de seu auge. Além disso, Spears participou do filme Longshot (2001) e das séries Will & Grace (2006) e Como Eu Conheci Sua Mãe, em dois episódios em 2008.





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