Vinte anos depois de transformar a própria história em um dos maiores fenômenos do humor brasileiro, Paulo Gustavo volta aos palcos como personagem de um musical que nasce da memória, do afeto e da própria família. ‘Meu Filho é um Musical’ estreia em 28 de maio de 2026 no Teatro Multiplan, no Rio de Janeiro, com ingressos à venda pela Sympla e na bilheteria, e anuncia os atores que darão vida ao artista em diferentes fases de sua trajetória, além dos demais nomes do elenco e personagens que compõem a narrativa.
Apresentado pelo Ministério da Cultura e BB Seguros, com patrocínio do BNY e da Robert Half, o espetáculo é idealizado por Déa Lúcia e Ju Amaral e tem produção assinada por Déa Lúcia, em parceria com a Touché Entretenimento, de Renata Borges. A direção é de Ju Amaral e João Fonseca — que dirigiu o artista na montagem original de ‘Minha Mãe é Uma Peça’ e também na série ‘Vai Que Cola’ —, com roteiro de Fil Braz, responsável pelos três filmes da franquia, direção musical e arranjos de Tony Lucchesi, músicas e letras originais de Daniel Salve e coreografia e direção de movimento de Alonso Barros.
Os protagonistas foram revelados em matéria exclusiva no Fantástico, antecipando os primeiros nomes do elenco. João Pedro Chaseliov e Pierre Baitelli se alternam entre sessões na construção do personagem-título, atravessando diferentes momentos de sua vida, enquanto Miguel Venerabile, Gabriel Gentil e Guilherme Baleixo assumem, também em alternância, a fase da infância. Em cena, os intérpretes reúnem trajetórias que transitam entre teatro e audiovisual, compondo diferentes camadas de uma figura que marcou o imaginário popular.
Chaseliov iniciou sua carreira ainda criança no teatro musical e integrou, em 2024, o elenco de ‘A Noviça Rebelde’, ao lado de Baitelli, além de consolidar presença expressiva no ambiente digital, onde soma mais de 1,5 milhão de seguidores. Já Baitelli constrói sua trajetória entre palco e televisão, com passagens por produções como ‘Capitu’, ‘Magnífica 70′, ‘Amor à Vida’ e ‘Jesus’, além de trabalhos no teatro em títulos como ‘O Despertar da Primavera’, ‘O Mágico de Oz’ e ‘Hedwig e o Centímetro Enfurecido’.
O anúncio sucede um processo seletivo de grande escala, que mobilizou cerca de 800 inscritos de diferentes regiões do país, além de aproximadamente 200 candidatos para papéis ligados a esse universo e mais de 40 crianças. Ao longo de seis dias de audições presenciais, somando 48 horas de testes, cerca de 216 artistas foram avaliados. O resultado é um elenco de 31 nomes, reunindo novos talentos e artistas já consolidados da cena.
Ao lado do protagonista, Stella Maria Rodrigues interpreta Dona Déa, enquanto Castorine assume Juju na fase jovem e adulta, com Bella Moraes, Ivana Tkotz e Nina Vargens alternando no papel na infância. Marcelo Várzea completa o núcleo central como Júlio, ao lado de um elenco que inclui ainda Josie Antello (Iesa), Cris Pompeo (Malu Valle e Iafa), Talita Castro (Penha), Pedro Madeira (Fil), Luiza Lewicki (Bia), Thiago Voltolini (Porchat), Gaspar (Majella), Oscar Fabião (Fábio) e Lucas Colombo (Thales).
Entre os papéis múltiplos, Valéria Barcellos, Fabrício Negri, Cássia Sanches, Elizândra Souza, Fernanda Sabot, Milena Machado, André Celant, Beto Màcedo, Glauber Sevla e Caio Nery se revezam na composição de diferentes personagens e situações, ampliando as camadas da encenação e contribuindo para a construção coletiva que sustenta a narrativa em cena.
A vida e o legado de Paulo Gustavo (1978–2021) ganham forma em uma superprodução que transforma sua história pessoal e profissional em um musical original de grande escala. O espetáculo concretiza um desejo manifestado em vida pelo artista e agora conduzido por sua própria família, em uma construção que conecta memória afetiva e linguagem cênica contemporânea.
A data de estreia carrega um simbolismo particular: marca os 20 anos da primeira apresentação de ‘Minha Mãe é Uma Peça’, monólogo que deu origem a uma das maiores franquias do entretenimento brasileiro. Duas décadas depois, é Déa quem retorna ao palco para retribuir ao filho a homenagem feita em vida, quando dividiram a cena em ‘O Filho da Mãe’, em 2019, em apresentações que reuniam humor, música e afeto.

