Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa‘ surpreendeu a crítica especializada, ao abordar de maneira bem irreverente uma narrativa completamente protagonizada por mulheres, sob a liderança da já popular Arlequina.

A produção, que explora um nicho de personagens pouco conhecido para aqueles que não são fãs assíduos dos quadrinhos da DC, conquistou 80% de aprovação no Rotten Tomatoes, adquirindo ainda o selinho de “Fresh” em menos de uma semana desde sua estreia nas telonas.



A aclamação do público também não ficou atrás e com mais de sete mil avaliações no RT, a aprovação por parte da audiência segue o mesmo ritmo daquela feita pela crítica, acumulando 81% de validação pública. Mas porque esses bons reflexos não estão reverberando nas bilheterias mundiais, acarretando em apenas US$ 33.2 milhões faturados nos Estados Unidos, se tornando a pior estreia da história do DCEU?

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O principal motivo se dá justamente pela trabalhosa escolha do título da produção, colocado ali em cima. Trazendo Arlequina como o grande destaque – com um grupo de personagens femininas que orbitam ao seu redor, a produção apresenta um nome um tanto difícil de lembrar, fazendo com que sua versão mais curta, ‘Aves de Rapina‘ não promova nenhuma associação direta àquela que é quem rege toda a narrativa.



E embora o subtítulo ‘Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa‘ expresse bem a irreverência da anti-heroína ao trazer um certo elemento fantástico, ele não se apresenta de forma prática. Na hora de usar as hashtags, que permitem que o filme circule ainda melhor entre os internautas, é difícil reduzir o nome de maneira que a associação seja mantida. Para escrever sobre eles em tweets – com o uso de caracteres bem limitado – fica ainda mais complicado.

Além disso, para os fãs de cinema que se apaixonaram pela caracterização da Arlequina de Margot Robbie em ‘Esquadrão Suicida‘, não ver o nome da personagem em questão como o destaque principal do título pode ter gerado uma série de dúvidas, comprometendo diretamente na compra de ingressos. E foi justamente por ponderar isso que a Warner Bros. optou por uma pequena – mas eficiente – mudança, readequando o título para ‘Arlequina: Aves de Rapina‘.



Essa mudança não opera de forma aleatória e de fato pode mesmo afetar na arrecadação do filme. Com a produção acertando de forma certeira na sua abordagem narrativa, a troca do nome facilita muito a comercialização dessa ideia, que fora bem executada para o público que já conferiu o longa. Ao mudar o foco de seu título, chamando as atenções para a personagem destaque e já muito bem consolidada nos cinemas (ainda que ‘Esquadrão Suicida‘ não tenha se saído bem), fica mais fácil para os cinéfilos encontrar a produção na hora de buscar os ingressos, seja de forma on-line ou em uma rede de cinemas.

Essa estratégia publicitária é pequena, mas gera impactos grandiosos. Principalmente considerando que, ao contrário de ‘Esquadrão Suicida‘- que contava com dois personagens extremamente populares (Batman e Coringa) e um dos atores mais famosos do mundo (Will Smith), ‘Arlequina: Aves de Rapina‘ não conta com o mesmo peso. Ainda que Robbie já seja uma indicada ao Oscar consagrada, seu impacto cultural não é naturalmente tão comerciável como o nome de Smith normalmente é (mesmo que seu trabalho mais recente tenha fracassado nas bilheterias).

Adotar uma mudança estratégica como essa ainda pode virar o jogo para ‘Arlequina‘, permitindo que o amor já estabelecido por aqueles que viram o longa se estenda, transformando a produção girl power no sucesso que ela almeja e – genuinamente – merece.

Vale lembrar que ‘Arlequina: Aves de Rapina‘ segue em exibição nos cinemas nacionais.



 

 

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