A renomada atriz Natalie Portman (‘Cisne Negro’ e ‘Thor’) revisitou recentemente os primórdios de sua carreira, relembrando o período em que, aos 13 anos, tornou-se alvo de intensa sexualização.
Conforme o Deadline, Portman detalhou como sua participação no filme ‘O Profissional’ a expôs a uma intensa sexualização.
“Acho que existe uma compreensão pública sobre mim que é diferente de quem eu sou”, compartilhou com a atriz Jenna Ortega.
“Já falei um pouco sobre isso antes — sobre como, quando criança, fui muito sexualizada, o que acho que acontece com muitas meninas jovens que estão na tela. Eu me sentia muito assustada com isso. A sexualidade obviamente faz parte de ser adolescente, mas eu queria que isso estivesse dentro de mim, e não direcionado a mim. Então senti que minha forma de me proteger era me mostrar como: ‘Sou séria. Sou estudiosa. Sou inteligente — e esse não é o tipo de garota que você ataca'”, acrescentou.
Portman prosseguiu: “Pensei que, se eu criasse essa imagem de mim mesma, me deixariam em paz. Não deveria ser assim, mas funcionou. E acho que é isso que cria esse contraste entre quem sou na vida real — meio boba e divertida — e o que as pessoas acham que eu sou: uma pessoa séria, intelectual”.
“Na vida real, não sou particularmente reservada — conto qualquer coisa —, mas, em público, ficou claro desde cedo que se você diz às pessoas que é reservada, sua privacidade passa a ser respeitada. Criei uma barreira nesse sentido, como: ‘Não vou fazer ensaios fotográficos com meus filhos'”, concluiu.
Após seu papel de destaque em ‘O Profissional’, Portman chegou a recusar o papel principal na adaptação cinematográfica de ‘Lolita’ (1997), dirigida por Adrian Lyne e estrelada por Dominique Swain.
“Me encontrei com o diretor, mas disse logo de cara que não havia chance de eu fazer aquele filme”, revelou em 1996.
“O filme do Kubrick sobre o livro é ótimo porque nada é realmente mostrado, mas esse novo seria explícito. Ele disse que usariam dublês de corpo, mas eu respondi: ‘As pessoas ainda vão achar que sou eu. Então, não, obrigada'”, concluiu.
