Ah, os anos 80! A década que a cultura pop não deixa morrer está sempre em voga em nossos corações. Esta época é tão especial que até mesmo os que não viveram nela a celebram como se pertencentes, tendo a memória reativada através de programas de TV, filmes, peças de merchandising e as mais variadas mídias. É por essas e outras que os anos 80 são agora! Não foram embora e jamais irão. Entre inúmeras outras coisas, porque para a cultura pop foi a consolidação dos blockbusters e dos produtos de entretenimento que transcendiam as telas para o nosso dia a dia.

Os filmes mais queridos quando falamos da mais pura diversão saíram desta década. Mas os anos 80 não marcaram apenas no cinema. E a Televisão também atingia picos de popularidade, com programas eternos que jamais esqueceremos. Para mergulhar fundo de cabeça nesta nostalgia, vamos lembrar agora com você as séries para toda a família mais queridas da década de 80. Confira abaixo.

Anos Incríveis

Provavelmente o coming of age televisivo mais querido de todos os tempos, Wonder Years (no original) fez sua estreia em 1988 na rede americana ABC. O programa ainda desperta o saudosismo dos fãs, que o têm no coração e mente, sendo constantemente citado quando falamos em séries do passado que marcaram os espectadores. Permanecendo no ar por 6 temporadas, a história apresentava Kevin Arnold (papel de Fred Savage), um menino crescendo e adentrando a adolescência na transição da década de 60 para a de 70 – e suas desventuras ao lado da família, amigos e primeiras paixões. O segredo do sucesso do seriado era já na época apostar na nostalgia (como Stranger Things faz na atualidade) e misturar comédia e drama. Quem viu, jamais esquecerá da abertura com a canção With a Little Help from My Friends, de Lennon e McCartney, na voz de Joe Cocker.



ALFO Eteimoso

Quem viveu nos anos 80 nunca esquecerá deste alienígena mais que peculiar, que em nosso país recebeu a voz interpretada pelo grande Orlando Drummond. Criado pela dupla Tom Patchett e Paul Fusco, o programa era uma destas comédias comportamentais centradas em uma família típica norte-americana. A pegadinha, seguindo a tendência da década (onde criaturas estranhas, mas bondosas, eram adotadas como um membro), estava no fato de que os Tanner eram visitados por um alienígena peludo, metido a engraçadinho, que cai com sua nave na garagem deles.

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O E.T. nada mais era do que um boneco fantoche, interpretado pelo próprio criador Paul Fusco. A dinâmica seguia outra tendência da época: atores contracenando com criações animatrônicas ou fantoches. Com seu bordão “Tá limpo”, imortalizado no Brasil, o programa durou 4 temporadas, estreando em 1986 na rede NBC. Curiosamente, dez anos após sua estreia e seis após seu término, um filme para a TV intitulado Projeto ALF (1996) era lançado. Fora isso, acompanhando o seriado clássico, era lançado um desenho animado logo em 1987, para explicar a vida do extraterrestre malandro em seu planeta de origem. A animação ficou no ar por 2 temporadas.

Punky – A Levada da Breca



Outro programa que marcou a década de 80 devido às exibições no SBT, Punky fez tanto sucesso que, assim como ALF, logo no ano seguinte de sua estreia virava um desenho animado para a garotada – demonstrando assim a forte afinidade com seu público infantil. A animação durou 2 temporadas e contou com a dublagem da mesma protagonista do programa original. Voltando para a série live action, a menina Punky Brewster (que é o título original) é uma garotinha de 8 anos de idade que foi abandonada num supermercado junto a seu cachorro, Brandon.

No local ela termina conhecendo e sendo adotada pelo idoso Henry Warnimont, papel do veterano George Gaynes, o eterno Comandante Lassard dos filmes da franquia Loucademia de Polícia no cinema. A protagonista Punky, é claro, foi interpretada pela gracinha Soleil Moon Frye, que cresceu e se tornou uma bela mulher. A Levada da Breca estreou em 1984 e durou 4 temporadas. Uma novidade é que Punky é mais uma série pega na onda dos revivals da atualidade; assim, 33 anos após o final do programa, Punky Brewster voltou nas formas de Frye, deixando a NBC para o streaming Peacock. Frye também produz, com Punky agora adulta e com seus próprios filhos. A criação do novo programa é do mesmo David W. Duclon do original.

Três é Demais

Também conhecido no Brasil por seu título original Full House, este é outro programa que surfou na onda dos revivals – sendo um dos primeiros a pegar tal hype. Exibido no Brasil pelo SBT, e na década de 90 em inúmeras reprises no canal da Warner, o programa apresentou ao mundo as gêmeas Olsen – que na série interpretavam o mesmo personagem, a “fofucha” Michelle (dona das melhores frases de efeito). Apesar de não ser uma reimaginação declarada, as semelhanças de Full House e o sucesso da época Três Solteirões e um Bebê são claras. E embora o remake americano tenha sido lançado no mesmo ano da série, o original é um filme francês intitulado 3 Homens e um Bebê (1985).

Em Três é Demais, três homens solteiros precisam criar três menininhas, filhas de um deles. Na trama, Danny (Bob Saget) é um jovem viúvo pai de três crianças: D.J. (Candance Cameron), Stephanie (Jodie Sweetin) e Michelle (Mary-Kate e Ashley Olsen). Para ajuda-lo na missão, se juntam o cunhado, irmão de sua falecida esposa, Jesse (John Stamos) e o amigo humorista Joey (Dave Coulier). O programa estreou em 1987 e durou 8 temporadas até 1995. Vinte anos depois do término, a Netflix resgatou a ideia e lançou o derivado Fuller House em 2016, agora focado em D.J. como protagonista, mãe de seus próprios filhos, retornando para a casa onde viveu na infância. A nova série contou com participação dos atores originais e durou 5 temporadas até 2020.

Super Vicky

Dá para perceber que a fórmula do sitcom familiar era subvertida na década de 80 com a adição de algum elemento fantástico, fosse um alienígena como o citado ALF (ou E.T. no cinema), um pé grande (como no filme que depois virou série Um Hóspede do Barulho) ou até mesmo uma “filha robô”. Essa é a premissa de Small Wonder, no Brasil conhecido como Super Vicky, sobre uma família formada por pai, mãe e filho pequeno, cujo patriarca é um inventor e desenvolveu um robô perfeito, que simula a forma de uma menininha.



Assim, a fim de não levantar suspeitas na vizinhança sobre sua invenção revolucionária, esta família resolve tratar a criação Vicky (papel de Tiffany Brissette) como sua filha mais nova. O programa estreou em 1985 e permaneceu no ar por 4 temporadas, sendo exibido na TV Globo. Uma curiosidade é que no filme Tomorrowland (2015), da Disney, temos a que poderia ter sido uma interpretação perfeita para uma eventual produção cinematográfica de Super Vicky: a atriz Raffey Cassidy e sua personagem, a menina robô Athena.

Um Amor de Família

Conhecida nas exibições do canal Sony no fim da década de 90 por seu título original Married With Children (ou Casado com Filhos), esta comédia tipicamente familiar ficou famosa, entre outras coisas, por revelar ao mundo a atriz Christina Applegate, então bem novinha aos 16 aninhos quando o programa estreou ainda em 1987. Ela vive Kelly, a filha mais velha da família, uma loira mais interessada em sua aparência e nos rapazes do que no conteúdo de sua cabeça, e acredite a série tira muito sarro de sua falta de inteligência.

O mote deste seriado é uma família que se odeia, mas mesmo com todos os seus problemas, permanece unida. O patriarca Al (Ed O’Neill) tinha um futuro brilhante no futebol americano ainda no colegial, mas terminou engravidando a líder de torcida Peggy (Katey Sagal) e precisou desistir de seu sonho e arrumar um emprego a fim de sustentar seu vindouro bebê. Assim, amargurado, ele segue no mesmo trabalho como vendedor de sapatos num shopping. O filho mais novo é Bud (David Faustino), um jovem nerd inteligente, mas sem jeito com as mulheres. O programa é um verdadeiro marco da TV americana permanecendo no ar por 11 temporadas, até 1997.

Caras e Caretas


Antes do mega sucesso dos anos 80 no cinema, De Volta para o Futuro (1985), o astro Michael J. Fox, então com 21 anos, era revelado nessa sitcom família que marcou muito o período. Ganhador do Globo de Ouro por sua performance no programa, Fox vivia Alex, um jovem conservador que ao lado de duas irmãs e um irmão pequeno eram criados por pais liberais, ex-hippies. Exibido pela rede NBC com o título original Family Ties (ou Laços de Família), o seriado estreou em 1982 e durou 7 temporadas até 1989. Ou seja, Fox ainda estava no ar com o programa quando lançou De Volta para o Futuro, e no mesmo ano do encerramento da série lançava o segundo filme da franquia de viagem no tempo.

Quem é o Chefe?

Muitos seriados focados em histórias familiares utilizavam algum diferencial para servir como mote na hora de vender a ideia. Afinal, não podiam ser todas iguais. Esta aqui era protagonizada pelo machão descendente de italiano Tony Danza na pele de um ex-jogador de baseball profissional que aceita emprego como “governanta” de uma casa, onde começa a morar com sua filha adolescente. O programa revelou Alyssa Milano, que vive a filha do protagonista, Samantha. Após a série, Milano se tornou um símbolo sexual. Os empregadores do sujeito são uma família rígida, encabeçada pela matriarca Angela (Judith Light), uma escritora obcecada pelo trabalho, a mãe dela e o pequeno filho. Aos poucos, com seu jeito brincalhão e relaxado, o personagem de Danza vai quebrando o gelo no local. Who’s the Boss?, no original, estreou em 1984 e durou 8 temporadas até 1992.

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