Oscar 2019 | Melhor Atriz Coadjuvante – Nossos Palpites para as Indicadas

Oscar 2019 | Melhor Atriz Coadjuvante – Nossos Palpites para as Indicadas


Sim, amiguinhos! A temporada de prêmios já está entre nós. 2018 passou voando, como de praxe, e já estamos na reta final do ano. Só nos resta um pouco mais de dois meses para que 2019 se forme diante de nossos olhos e mais uma edição do Oscar traga o que de melhor passou pelas telas mundiais. É claro que antes da maior premiação do mundo do cinema, outras de grande importância irão aportar – como os prêmios dos Sindicatos e o Globo de Ouro (ambos fortes termômetros para as indicações nos prêmios da Academia).

Os especialistas já começaram a falar e apontar, e nós do CinePOP também iremos dar nossos pitacos sobre o que pode acontecer no próximo janeiro. Lembrando que até lá ainda tem muito chão e favoritos agora podem perder força, e vice versa. Lembrando também que a maioria destas produções ainda não aportaram em nosso país – até o momento deste texto apenas O Primeiro Homem e Nasce uma Estrela foram exibidos para a nossa imprensa.

Oscar 2019 | MELHOR ATRIZ – Nossos Palpites para as Indicadas

Sem mais delongas, vamos conhecer as potenciais candidatas para a categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.



Emma Stone

Sim, a jovem do Arizona, de 29 anos, é uma das atrizes mais quentes da atualidade em Hollywood. Dá licença, J-Law. Stone levou o prêmio de melhor atriz na edição do ano passado por La La Land, e neste ano ficou de fora por pouco – com seu retrato da tenista Billie Jean King em A Guerra dos Sexos. Em 2018, mais dois trabalhos significativos em sua carreira: Maniac – que deve emplacar em prêmios da TV, e A Favorita, no qual interpreta o novo objeto de afeto da rainha Ana da Grã-Bretanha (papel de Olivia Colman). É justamente este segundo que pode colocá-la novamente perto de uma estatueta no próximo ano.

Rachel Weisz

Aqui surge uma grande dúvida na cabeça dos cinéfilos e votantes. O próprio estúdio ainda não decidiu quem é sua atriz principal (ou principais) e suas coadjuvantes em A Favorita, de Yorgos Lanthimos (O Lagosta). No longa, temos uma tríade: Olivia Colman na pele da Rainha Ana, Rachel Weisz como sua favorita, e Emma Stone como a nova favorita. Aparentemente, as três dividem o mesmo tempo de cena. Se formos levar em conta o peso do nome, a britânica Colman sai perdendo e uma das outras duas entraria como protagonista.

O anúncio, porém, que vem sendo feito nas “casas de apostas”, é que Colman abocanharia uma indicação na categoria principal. Por outro lado, especialistas garantem que na categoria de coadjuvante a estatueta seria sua. E agora? Seja como for, possivelmente o filme irá emplacar Colman como principal e Rachel Weisz e Emma Stone como coadjuvantes. Ou quem sabe apenas uma das duas. Mas qual?

Amy Adams

Indicada 5 vezes ao Oscar e ainda sem vitória, Amy Adams é considerada o Leonardo DiCaprio de saias uma das atrizes mais talentosas de sua geração. Tudo que falta para a moça é uma estatueta dourada decorando sua casa. Ano passado, todos sentiram a ausência dela na premiação, já que havia entregue trabalhos do nível de A Chegada e Animais Noturnos. Ano que vem é a chance da Academia finalmente se redimir com Adams. Totalmente descaracterizada, como os votantes gostam, a atriz vive Lynne Chaney, mulher do político Dick Chaney, no drama biográfico político Vice, anteriormente intitulado Backseat.

Nicole Kidman

Poucas atrizes da atualidade acima de 40 anos se reinventam tanto quanto Nicole Kidman. Mesmo depois de sua vitória no Oscar, Kidman  não se acomodou e segue aceitando papeis desafiadores e ousados – ao contrário de estrelas como Halle Berry e Catherine Zeta-Jones. Kidman volta aos radares este ano com dois longas. O primeiro, Destroyer, comentamos na matéria sobre as atrizes principais. Ou seja, Kidman tem chances de emplacar em uma das duas categorias, ou quem sabe nas duas. Como coadjuvante, ela chega com Boy Erased – Uma Verdade Anulada, no qual vive a matriarca de uma família religiosa que não aceita a opção sexual de seu filho. Um dos temas aqui é a “infame” cura gay.

Claire Foy

Uma novata no Oscar, a britânica Claire Foy se destacou com a série The Crown, da Netflix – pela qual ganhou um Globo de Ouro. Existe falatório de que talvez ela seja laureada com uma indicação na categoria principal por seu retrato de Lisbeth Salander em A Garota na Teia de Aranha, novo filme da franquia Millenium. Ninguém assistiu ao filme ainda e embora sua antecessora, Rooney Mara, tenha sido lembrada no papel, as chances de Foy aqui parecem pequenas. Por outro lado, a vantagem da moça aumenta quando falamos da categoria de coadjuvante e seu papel em O Primeiro Homem, de Damien Chazelle, no qual vive Janet Armstrong, a esposa do astronauta.

Regina King

Outra atriz estreante se caso venha a receber sua indicação, Regina King é uma veterana na indústria, com 33 anos de carreira, 53 créditos como atriz, que você muito provavelmente já viu em algum filme ou série. No cinema, seu primeiro papel foi em Os Donos da Rua (1991), de John Singleton. Ela também esteve em Ray (2004), biografia do músico Ray Charles, que deu o Oscar de melhor ator para Jamie Foxx. Agora, a maioria dos especialistas apontam King como dona de fortes chances para uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante por sua participação em Se a Rua Beale Falasse, novo trabalho do diretor Barry Jenkins (Moonlight – Sob a Luz do Luar).

Margot Robbie

Se ainda estivéssemos em 2016, poucos acreditariam que a musa Margot Robbie estaria entre as possíveis postulantes a uma indicação no Oscar. Acontece que neste meio tempo Eu, Tonya ocorreu. Definitivamente, a biografia da incorreta esportista serviu como divisor de águas na carreira da estrela – e este que vos fala tem orgulho de ter cantado esta pedra assim que bati os olhos no longa em setembro passado no TIFF. Assim, Robbie se torna uma elegibilíssima concorrente à vaga. E o trabalho desta vez se chama Duas Rainhas, no qual interpreta a Rainha da Inglaterra, Elizabeth I, cujo trono é ameaçado pelas tramoias da prima, Maria da Escócia, papel de Saoirse Ronan – que igualmente busca vaga entre as indicadas na categoria principal.

Sissy Spacek

Tudo bem que os votantes da Academia não gostam de premiar “últimas chances”, pelo menos não o tem feito nas últimas edições, mas indicar são outros quinhentos. Aqui, a veteraníssima Spacek (e eterna Carrie – A Estranha) tem a chance de voltar aos radares dezessete anos depois de sua última indicação por Entre Quatro Paredes. Sissy Spacek, é claro, coleciona seis indicações ao longo da carreira, incluindo a primeira justamente pelo citado terror de Stephen King, e uma vitória por O Destino Mudou Sua Vida (1981). Agora, a atriz reaparece, no auge de seus 68 anos, com o longa The Old Man & The Gun, filme que marca a despedida do veterano Robert Redford na frente das câmeras – em sua última atuação antes de se aposentar.

Dianne Wiest

Poucos sabem, mas a veterana Dianne Wiest, de 70 anos, tem duas estatuetas de coadjuvante decorando a casa – em ambas as vezes, dirigida por Woody Allen (Hannah e Suas Irmãs e Tiros na Broadway). Ano que vem, Wiest tem a chance de ser lembrada de novo na categoria, igualmente dirigida por um veterano em rota de aposentadoria. Assim como Robert Redford em The Old Man & the Gun, Clint Eastwood promete que A Mula, que também dirige, será seu último trabalho como ator. No filme, o ator vive um traficante octogenário.

Lupita Nyong´o

Essa seria surpresa. Mas uma surpresa muito positiva. O que todos sabem é que a Disney inscreveu seu mega blockbuster necessário, Pantera Negra, em todas as categorias possíveis para indicações no Oscar. Muitos especialistas, inclusive, atestam sua indicação para melhor filme. Exagero ou não, entre as vagas estaria a de Lupita para coadjuvante. Lembrando que a atriz já tem sua estatueta justamente em tal categoria, por 12 Anos de Escravidão (2014). Das três coadjuvantes femininas do longa, Lupita é a que possui mais peso de nome. Isto é, se não formos contar o de Angela Bassett, a que possui menos chances de indicação. Por outro lado, se formos contar o impacto de suas performances, podemos dizer que ambas Danai Gurira e Letitia Wright marcaram mais com seus desempenhos. A verdade é que estaremos felizes se qualquer uma deste elenco lindo estiver no Oscar.

Cynthia Erivo

Outra atriz desconhecida do grande público, Cynthia Erivo, começou a carreira nas telas em 2015, e tem como background a dança. Seu grande divisor de águas promete ser o thriller As Viúvas, de Steve McQueen (12 Anos de Escravidão), pelo qual os especialistas tem apontado uma possível indicação. Sua candidatura pode chegar com força na esteira de Viola Davis, caso a atriz vencedora de 2017 ocupe de fato uma vaga. No longa, Erivo vive uma das viúvas que decidem continuar os negócios de seus maridos criminosos, precisando se esquivar de polícia e mafiosos.

Thomasin McKenzie

Um dos filmes independentes que vem sendo cotado para a próxima edição do Oscar é Sem Rastros, novo trabalho da diretora Debra Granik. O longa estreou este ano no Festival de Sundance e vem sendo enaltecido como uma mistura entre Inverno da Alma (Winter´s Bone) – trabalho anterior da mesma diretora - e Capitão Fantástico (2016). Outro que vem sendo elogiado para uma vaga na categoria de ator é Ben Foster, o protagonista. Parte da força de sua atuação vem equilibrada pela performance da jovem Thomasin McKenzie, de 18 anos, que no filme vive sua filha.

Bônus:

Natalie Portman

Aqui temos um caso bem estranho. Vox Lux, filme que vem sendo considerado o Cisne Negro 2 – na forma de brincadeira, é claro – traz os bastidores de uma aspirante a cantora, até sua ascensão à fama. O carro chefe do filme, não por menos, é a presença da estrela Natalie Portman no papel principal. Fato que me levou, inclusive, a incluí-la entre as possíveis indicadas na categoria principal, embora como azarão extremo. O lance é que agora os principais veículos do meio começam a creditá-la entre as coadjuvantes por uma disputa na vaga. O fato leva a duas conclusões. A primeira é que a esta altura, muitos veículos de fora já puderam conferir Vox Lux e talvez Portman seja de fato uma coadjuvante – o que seria estranho já que seu nome estampa o cartaz do filme. A segunda, igualmente plausível, é que talvez aqui ocorra mais uma jogada estratégica, colocando uma atriz principal na categoria menos disputada de coadjuvantes. Não seria a primeira vez.

Outras Possibilidades:

Kathy Bates – On the Basis of Sex
Vera Farmiga – O Favorito
Amy Ryan – Beautiful Boy
Meryl Streep – O Retorno de Mary Poppins
Tatiana Maslany – Destroyer
Maria de Tavira – Roma
Michelle Yeoh – Podres de Ricos
Cynthia Erivo – Maus Momentos no Hotel Royale
Linda Cardellini – Green Book
Elizabeth Debicki – As Viúvas
Blythe Danner – What they Had
Leslie Mann – Bem-Vindos a Marwen
Rachel McAdams – Desobediência
Maura Tierney – Beautiful Boy
Andie McDowell – Love After Love
Sarah Paulson – Caixa de Pássaros
Alison Pill – Vice
Tilda Swinton – Suspiria
Janelle Monáe – Bem-Vindos a Marwen





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