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Crítica Netflix | Adolescência – Uma minissérie sem cortes e um alerta implacável para a era digital

Owen Cooper como Jamie Miller em Adolescência. (Foto: Netflix © 2024)

Dois policiais conversam dentro de uma viatura sobre o filho de um deles, que sempre arranja uma desculpa para não ir à escola. Isso sugere que há algo errado com o adolescente ou com a instituição de ensino. Logo em seguida, eles são chamados para realizar a prisão na casa de um suspeito. Em uma residência no subúrbio do norte da Inglaterra, os policiais arrombam a porta, rendem os pais e sobem para o quarto de Jamie (Owen Cooper), de 13 anos. Seu rosto de bochechas rosadas reflete pavor e um ar de pura inocência enquanto grita: “Eu não fiz nada!” e, tomado pelo medo, se urina. 

Esta mise-en-scène inicial em plano-sequência é o ponto de partida da nova minissérie Adolescência (Adolescence), da Netflix. Dividida em quatro episódios de uma hora, cada capítulo não apresenta cortes do início ao fim. A dupla responsável por essa narrativa intensa e perturbadora é a mesma do excelente e frenético O Chef (2021). Philip Barantini assume a direção, enquanto o roteiro fica por conta de Jack Thorne (Enola Holmes) e Stephen Graham, que também interpreta o pai de Jamie na minissérie

Stephen Graham e Owen Cooper em Adolescência. (Foto: Netflix © 2024)
Stephen Graham e Owen Cooper em Adolescência. (Foto: Netflix © 2024)

Durante o primeiro episódio, o uso contínuo do plano-sequência em uma trama policial é uma escolha ousada, porém exaustiva. Muitas tomadas acompanham personagens de costas e focam em pescoços caminhando de uma sala para outra na delegacia, após a prisão do garoto. Por outro lado, a sequência em que Jamie, sozinho na viatura, desaba em lágrimas, é um dos momentos mais impactantes e explora a imaginação do espectador. Esse episódio constrói um suspense envolvente em torno das provas do crime e da incredulidade tanto dos pais quanto da audiência. 

Embora trata-se de um crime entre adolescentes da mesma escola, Adolescência não é baseada em fatos reais, tampouco busca oferecer respostas definitivas. A minissérie convida à reflexão sobre a formação dos jovens na sociedade contemporânea. Mais do que uma simples trama de “quem matou” e “por que matou”, a narrativa conduz o espectador a considerar todas as possibilidades e responsabilidades envolvidas, evitando simplificações ou julgamentos precipitados.

Inspetor Bascombe (Ashley Walters) e Sargento Frank (Faye Marsay) em Adolescência. (Foto: Ben Blackall/Netflix © 2024)

O segundo episódio remete ao estilo claustrofóbico de O Chef, mas em proporções monumentais, pois se passa inteiramente dentro da escola. O plano-sequência dita o ritmo de busca pela verdade. Logo nos primeiros diálogos, entretanto, entre os policiais DS Misha Frank (Faye Marsay) e DI Luke Bascombe (Ashley Walters) — cujo filho estuda na instituição —, percebe-se a inutilidade das investigações no local: os adolescentes se mostram hostis ou zombeteiros em relação ao caso.

Aqui, o criador Stephen Graham provoca uma reflexão sobre a juventude e o abismo interpretativo entre adultos e adolescentes na era digital. Desde o início, a faca utilizada no crime nos é apresentada por um dos amigos de Jamie, mas a real motivação para um menino de 13 anos assassinar uma colega mais velha permanece uma incógnita. Somente no final, surgem indícios de sua ligação com a cultura incel (celibato involuntário).

Adam Bascombe (Amari Jayden Bacchus) e Detetive Inspector Bascome (Ashley Walters), em Adolescência. (Foto: Ben Blackall/Netflix © 2024)

No terceiro episódio, a narrativa se afasta da multidão e se concentra em um embate psicológico entre duas figuras: a psicóloga Briony Ariston (Erin Doherty) e Jamie, sete meses após seu encarceramento. Ela possui a incumbência de escrever um relatório sobre o comportamento do garoto. A conversa começa de maneira cordial, com a oferta de um chocolate quente e um sanduíche, mas logo evolui para um diálogo tenso e revelador. Durante uma hora sem cortes, o ator iniciante Owen Cooper justifica sua escolha para o papel, entregando uma performance que transita entre fragilidade, confusão, revolta e, por fim, a aceitação de seus atos, antes negados com seus angelicais olhos azuis. 

Se os três primeiros episódios estabelecem um fluxo intenso de emoções e conflitos, o episódio final é um verdadeiro clímax catártico. Quem aprecia narrativas elípticas e centradas em grandes eventos — como eu —, as quais deixam ao espectador construir os possíveis caminhos entre os momentos chaves, encontrará neste capítulo um olhar profundo sobre culpa e redenção.

Na sequência final — sempre sem cortes —, a série foca na família de Jamie, especialmente em seu pai, Eddie Miller (Stephen Graham).Treze meses após o crime, acompanhamos seu aniversário de 50 anos, celebrado com a esposa Manda (Christine Tremarco) e a filha Lisa (Amelie Pease), as três outras vítimas ocasionais do ato de Jamie.

Christine Tremarco e Stephen Graham em Adolescência. (Netflix © 2024)

É inevitável a relação com o longa Precisamos Falar sobre o Kevin (2011), de Lynne Ramsay, cuja comiseração e amor materno se apropriam da protagonista pelo ato bárbaro do filho. Aqui, Stephen Graham oferece uma atuação visceral, oscilando entre pesar, medo e descontrole. Algumas das revelações feitas por Jamie à psicóloga desafiam a visão que se tem sobre o papel do pai em sua vida: esta figura masculina foi a faísca para um adolescente se tornar misógino e feminicida?

Diferentemente de narrativas que buscam explicações simplistas – como abuso familiar, pais ausentes ou vícios –, Adolescência apresenta uma família trabalhadora comum. Eddie é um patriarca brusco, mas presente. Manda é uma mãe amorosa. Lisa, uma irmã sensível. Assim, a produção expande sua análise para além do lar, abordando a influência da internet e das redes sociais. As mensagens trocadas entre Jamie e sua vítima são um dos poucos indícios de contato entre eles, ressaltando o impacto do mundo virtual nas interações juvenis.

Erin Doherty como psicóloga Briony Ariston em Adolescência. (Foto: Ben Blackall/Netflix © 2024)

Se a violência no ambiente escolar já foi explorada em filmes como Elefante (2003), de Gus Van Sant, Adolescência adiciona um novo elemento: a constante exposição a conteúdos digitais. TikTok, Instagram e outras redes oferecem vídeos curtos sem restrição etária, moldando a visão de mundo de uma geração. Ao evitar respostas fáceis e levantar questões inquietantes, a minissérie nos obriga a refletir: como podemos controlar os discursos de ódio e sua influência nos jovens?

Reflexiva e arrebatadora, Adolescência se destaca não apenas por sua direção ousada em plano-sequência e atuações memoráveis, mas também por sua abordagem corajosa e necessária sobre violência juvenil e os perigos da era digital. Um alerta incômodo, mas essencial. 

 

Adolescência (Adolescence) estreia dia 13 de março na plataforma de streaming da Netflix.

‘Coringa: Delírio a Dois’: Executivo da Warner comenta fracasso do filme; “Negligência profissional”

Coringa: Delírio a Dois’ representou um dos maiores reveses da Warner Bros. no ano passado, sofrendo tanto com a recepção negativa da crítica quanto com o desempenho decepcionante nas bilheterias.

O filme arrecadou US$ 207,5 milhões, um valor que, diante de seu orçamento de US$ 200 milhões, resultou em perdas significativas para o estúdio.

A situação gerou repercussão na indústria. Recentemente, um executivo de alto escalão de um estúdio concorrente criticou duramente a decisão da DC/Warner de não realizar exibições de teste da sequência.

Segundo o ScreenRant, o executivo classificou a medida como “negligência profissional completa”“Recusar exibições de teste é inadmissível! Na indústria, nenhum filme com orçamento de US$ 200 milhões deixa de passar por esse processo. Isso é negligência total!”.

O longa arrecadou apenas US$ 206 milhões nas bilheteiras globais, o que o caracteriza como um grande fracasso. O prejuízo foi tão grande que a Warner Bros. deve ter perdido entre US$ 150 milhões a US$ 200 milhões com a produção.

Além do fracasso nas bilheterias, a produção também decepcionou o público. O filme ganhou uma nota D dos espectadores no CinemaScore – uma avaliação DESASTROSA para o gênero.

A nota representa a pior classificação da história para um filme de super-herói no site avaliador, ficando abaixo de produções criticadas como ‘Madame Teia‘, ‘Batman e Robin‘ e ‘Morbius‘, que receberam um C+.

Coringa: Delírio a Dois‘ já está disponível na Max.

Blake Lively conquista decisão judicial de SIGILO em processo contra Justin Baldoni

blake lively

A atriz Blake Lively obteve uma decisão judicial favorável em seu processo contra o diretor e co-estrela de ‘É Assim que Acaba’, Justin Baldoni.

Segundo a Variety, o juiz federal Lewis Liman concordou com o pedido de Lively para restringir certos materiais de descoberta ao acesso exclusivo dos advogados. A decisão foi motivada pela natureza do caso, que envolve celebridades e seus publicitários, e pelo risco de vazamento de informações confidenciais.

Os materiais restritos incluem “segredos comerciais”, como planos de negócios e marketing, ideias para projetos futuros, medidas de segurança dos clientes, informações médicas e “informações altamente pessoais e íntimas sobre terceiros”.

O juiz destacou o alto risco de divulgação, seja para a imprensa ou por meio de “fofocas e insinuações” na comunidade artística, e a necessidade de proteger informações confidenciais em casos que envolvem concorrentes de negócios e alegações de danos sexuais.

Os advogados de Baldoni concordaram com a necessidade de confidencialidade, mas se opuseram à restrição de acesso dos clientes aos materiais.

O juiz não acatou totalmente o pedido de Lively, restringindo a provisão para incluir materiais “altamente prováveis” de causar “dano significativo”.

O juiz argumentou que o sigilo facilitará o processo de descoberta.

“As partes solicitantes mostraram uma boa razão para uma provisão limitada de AEO e mostraram que entrar em tal provisão agora é crucial para a determinação justa e rápida (se não necessariamente ‘barata’) do caso”, escreveu ele.

Um porta-voz de Lively celebrou a decisão: “Hoje, o Tribunal rejeitou as objeções das partes da Wayfarer e entrou com as proteções necessárias para garantir o fluxo livre de materiais de descoberta, sem qualquer risco de intimidação de testemunhas ou danos à segurança de qualquer indivíduo”, disse o porta-voz. “Com esta ordem em vigor, a Sra. Lively seguirá em frente no processo de descoberta para obter ainda mais as provas que confirmarão suas alegações no tribunal”.

O processo movido pela atriz Blake Lively contra seu colega de elenco de ‘É Assim Que Acaba’, Justin Baldoni, ganhou sua data de julgamento.

Segundo o Deadline, o juiz federal Lewis J. Liman marcou para o dia 9 de março de 2026 o início do julgamento para resolver a disputa entre os atores.

“Até quinta-feira, 30 de janeiro de 2025, as partes devem apresentar um plano de gerenciamento do caso com prazos que permitam o início do julgamento nessa data”, afirmou o juiz.

O juiz Liman também tentou acelerar a resolução dos casos, que provavelmente serão consolidados, adiando uma audiência marcada para 12 de fevereiro sobre o pedido de Blake Lively, feito em 22 de janeiro, para que fosse imposta uma ordem de silêncio contra Bryan Freedman, advogado principal de Baldoni, a fim de silenciá-lo na mídia.

Hoje, o advogado de Lively, Michael J. Gottlieb, escreveu uma nova carta ao juiz sobre o suposto “fluxo interminável de declarações difamatórias e extrajudiciais” feitas por Freedman, pedindo que essas práticas fossem interrompidas.

O advogado, comentou sobre o comportamento combativo de Freedman: “Já há um risco sério de que a má conduta dele esteja contaminando os jurados”. Gottlieb também afirmou que Freedman estava agravando “uma corrida armamentista de divulgações seletivas de mensagens de texto para a mídia”.

“As ações dos réus da Wayfarer estão sendo financiadas por um bilionário que se comprometeu a gastar US$ 100 milhões para arruinar as vidas de Sra. Lively e sua família”, disse Gottlieb. “O Sr. Freedman está usando esse dinheiro, sua lista de clientes atuais e ex-clientes, e uma estratégia descarada de mídia e redes sociais para assassinar o caráter de Sra. Lively antes do julgamento”.

Além disso, no processo no estado do Texas, a defesa de Lively afirmou que Wallace e sua empresa, Street Relations, “armaram um exército digital por todo o país, incluindo em Nova York e Los Angeles, para criar, semear, manipular e promover conteúdo difamatório que parecia autêntico em plataformas de redes sociais e fóruns de bate-papo na internet”.

Além disso, o que as comunicações de Freedman ignoram – e provavelmente foram feitas para obscurecer – é que a Sra. Lively está de posse de inúmeras comunicações adicionais relacionadas às suas alegações contra as partes da Wayfarer”, concluiu Gottlieb

O ator Justin Baldoni entrou oficialmente com um processo contra Blake Lively e Ryan Reynolds, acusando o casal de ter roubado seu filme, ‘É Assim Que Acaba’, e de tentar destruir sua carreira com falsas acusações de assédio sexual.

De acordo com a Variety, no processo de 179 páginas, apresentado no Distrito Sul de Nova York, Baldoni e seus publicitários acusam Lively e Reynolds de extorsão civil, difamação e invasão de privacidade.

A ação judicial solicita pelo menos US$ 400 milhões em danos.

“Em essência, este não é um caso de celebridades se atacando na imprensa”, afirma o processo de Baldoni. “Este é um caso sobre duas das estrelas mais poderosas do mundo utilizando seu imenso poder para roubar um filme inteiro das mãos de seu diretor e estúdio de produção… Quando os demandantes tiverem seu dia no tribunal, o júri reconhecerá que nem a celebridade mais poderosa pode manipular a verdade para seu próprio benefício”.

Anteriormente, foram reveladas mensagens de texto que supostamente mostram que Justin Baldoni e sua equipe jurídica fabricaram uma campanha difamatória contra Blake Lively durante o lançamento do filme.

“Ele quer sentir que ela pode ser derrotada”, escreveu uma publicitária que trabalha com o estúdio e o Sr. Baldoni em uma mensagem de 2 de agosto para a especialista em gerenciamento de crises, Melissa Nathan.

Melissa respondeu:

“Você sabe que podemos acabar com qualquer um”.

A publicista respondeu:

“A narrativa on-line é tão boa e os fãs ainda estão defendendo Justin e literalmente não houve captação desses dois artigos, o que é realmente chocante para mim. Mas eu vejo isso como um sucesso total, assim como Justin.”

‘É Assim que Acaba’ | Entenda TODA a treta envolvendo Blake Lively e Justin Baldoni

Justin Baldoni foi dispensado pela agência de talentos WME.

A decisão de se separar do diretor e estrela de ‘É Assim que Acaba’ veio da agência no sábado, depois que Blake Lively entrou com uma queixa de assédio sexual e retaliação contra ele na sexta-feira à noite, confirmaram fontes.

Baldoni foi informado da decisão no sábado, disseram fontes. A WME também representa Lively, e com base na seriedade das alegações na reclamação de Lively, a agência sentiu que ações precisavam ser tomadas rapidamente.

A WME não fez comentários.

Lively moveu um processo judicial contra Baldoni, seu ex-diretor e colega de elenco no filme, acusando-o de assédio sexual e de liderar uma campanha destinada a manchar sua reputação pública.

Baldoni refuta as acusações e contra-ataca, afirmando que Lively estaria utilizando a situação para tentar recuperar sua imagem, que, segundo ele, teria sido prejudicada por seu próprio comportamento no set.

Conforme documentos judiciais obtidos pelo TMZ, as tensões entre os dois teriam escalado a ponto de ser necessária uma reunião de emergência com toda a equipe de produção.

O encontro, que contou até mesmo com a presença do marido de Blake, o ator Ryan Reynolds, buscava resolver o que ela descreve como um ambiente de trabalho hostil.

No processo, Blake descreve episódios que teriam contribuído para essa atmosfera tóxica.

Ela alega que Baldoni teria exibido imagens de mulheres nuas, abordado assuntos pessoais inapropriados, incluindo supostos problemas de vício, e feito comentários desrespeitosos sobre a aparência dela e de outros membros da equipe.

A atriz também denuncia que seu falecido pai foi mencionado de maneira inadequada durante as gravações, além de relatar pressões para incluir cenas explícitas que não estavam previstas no roteiro original.

Lively acusa Baldoni de ser o principal responsável por uma estratégia de manipulação social com o objetivo de prejudicar sua carreira.

Por outro lado, Bryan Freedman, advogado de Baldoni, repudiou as alegações, classificando-as como “falsas e sensacionalistas”.

Ele ainda caracterizou Lively como uma figura problemática no set, afirmando que a atriz teria ameaçado abandonar as filmagens e boicotar a promoção do longa, ações que, segundo ele, contribuíram para o fracasso do projeto.

Vale lembrar que a adaptação de ‘É Assim que Acaba‘, que arrecadou mais de US$ 350 milhões mundialmente, está disponível no streaming do Max.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

é assim que acaba

Daniel Radcliffe se junta a série de comédia da NBC, criada por Tina Fey e Robert Carlock

Daniel Radcliffe, conhecido por seu papel em Harry Potter, foi escalado para a nova série de comédia da NBC, ainda sem título definido, criada por Tina Fey e Robert Carlock, com roteiro de Sam Means.

Segundo o Deadline, a série terá Tracy Morgan no papel de um ex-jogador de futebol desonrado em busca de reabilitar sua imagem.

Radcliffe interpretará Arthur Tobin, um cineasta premiado que se muda para a mansão de Reggie (Morgan) para filmar um documentário sobre o ex-jogador.

Carlock, Means e Morgan são produtores executivos, juntamente com Fey, Eric Gurian e David Miner.

Rhys Thomas dirige e produz o episódio piloto.

A série está em fase de desenvolvimento do piloto e ainda não tem previsão de estreia.

Crítica | Cillian Murphy faz um trabalho fabuloso no dilacerante drama ‘Pequenas Coisas Como Estas’

Cillian Murphy vem se provando um dos maiores atores de sua geração ano após ano. Depois de ter participado de obras como ‘Peaky Blinders’ e ‘Um Lugar Silencioso: Parte 2’, o astro levou para casa o Oscar de Melhor Ator por sua performance incrível em ‘Oppenheimer’ – caindo ainda mais no gosto da crítica e do público. E, pouco depois de ter colaborado com Christopher Nolan, Murphy firmou parceria com Tim Mielants para um poderoso e cru drama histórico intitulado Pequenas Coisas Como Estas, que chega hoje, 13 de março, aos cinemas brasileiros.

A trama é centrada em Bill Furlong (Murphy), um carvoeiro que mora na pequena cidade irlandesa de New Ross e que é pai de cinco filhas. Além de ser bastante respeitado pelos outros moradores locais, ele lida com traumas de uma penosa infância ao lado da mãe solteira e condenado ao ostracismo pela própria família – e sempre escolheu ficar longe de problemas e não repetir os erros de um passado distante. Em uma determinada noite perto do Natal, Bill vai fazer uma entrega ao convento de garotas da cidade e encontra uma jovem quase congelando de frio e presa em um armazém de carvão – levando-o a descobrir segredos obscuros que se escondem dentro das fortificadas paredes da igreja.

Baseado no aclamado romance homônimo de Claire Keegan, que inclusive foi eleito como um dos melhores livros do século, a trama traz como inspiração as Lavanderias de Magdalene, nome popular dos manicômios de Magdalene – instituições católicas destinadas a “mulheres caídas”, isto é, a profissionais do sexo, a jovens que ficaram grávidas fora do matrimônio ou àquelas sem apoio familiar. Todavia, apesar de defenderem uma recuperação dessas mulheres, tais lugares funcionavam como um cárcere de escravidão que submetia suas pacientes a trabalharem compulsoriamente, com provisões racionadas e sob circunstâncias deploráveis, além de serem exploradas para manter serviços a terceiros através de uma rede de lavanderias – e o mais chocante é que essas prisões existiram entre 1922 e 1998.

Dessa forma, não leva muito tempo até que Bill descubra o que está acontecendo e que, à maneira que deseja salvar aquela garota de retornar para aquele inferno, é alertado para não cruzar caminho com as irmãs que controlam a instituição, pois elas possuem uma influência muito grande em New Ross e podem destruir a vida dele e da família. E, a partir daí, o protagonista se vê em um dilema moral que o coloca no centro de um campo de batalha e que se apoia em conceitos sociológicos e filosóficos da necessidade mandatória de tomar uma escolha com consequências impactantes.

Para além de uma performance aplaudível de Murphy, que reitera seu prestigiado status no cenário do entretenimento, o elenco do longa-metragem conta com monstros da atuação para ajudar a compor esse cenário bélico de maneira a entregar exatamente a mensagem que deseja: Eileen Walsh encarna Eileen, esposa de Bill e uma das peças-chave mais importantes para compreendermos a trajetória do personagem principal; Emily Watson, recém-saída de uma imponente incursão em ‘Duna: A Profecia’, transmuta-se em uma sisuda e perigosa freira que carrega consigo o dom da manipulação; e Zara Devlin amalgama o terror e o pânico das jovens confinadas no convento ao dar vida à Sarah.

Mielants não é nenhum novato no mundo da sétima arte, mas, agora, conseguiu se infiltrar no cenário mainstream através da potente narrativa que levou às telonas, conquistando elogios ao redor do planeta e sabendo utilizar os pontos mais fortes do elenco. Aliando-se ao roteiro de Enda Walsh, Mielants consegue se esquivar das inclinações novelescas e das fórmulas melodramáticas para maximizar essa experiência crítica e visceral de uma dura realidade, conforme minimiza exageros em uma ambientação introspectiva e bastante funcional. É claro que um outro equívoco acaba aparecendo, mas a decisão de condensar a trama de Keegan em um breve filme de pouco menos de cem minutos.

Pequenas Coisas Como Estas é um grande acerto que finalmente chegou aos cinemas brasileiros e que, com sorte, cairá no radar dos cinéfilos pelas importantes mensagens que entrega. Contando com atuações esplendorosas e investidas que transformam essa impactante história em uma claustrofobia envolvente e angustiante, o novo longa-metragem de Tim Mielants já se sagra uma das grandes produções do ano – e volta a dar os holofotes a Cillian Murphy em sua melhor forma.

‘Invencível’: Conquista está morto? Criador responde

A terceira temporada de Invencível chegou ao fim com um confronto épico entre Mark Grayson (Steven Yeun) e o viltrumita Conquista (Jeffrey Dean Morgan).

Após uma intensa batalha, Mark derrota o vilão com a ajuda de seu irmão Oliver (Christian Convery) e sua namorada Eve Atômica (Gillian Jacobs).

Embora Cecil mostre o corpo de Conquista a Mark, as cenas finais do episódio revelam que o viltrumita foi aprisionado, levantando dúvidas sobre sua morte.

Em entrevista ao ComicBookMovie, o criador Robert Kirkman confirmou que Conquista está vivo e retornará em futuras temporadas.

“Acho que uma cena de Cecil interrogando Conquest, com Walton Goggins e Jeffrey Dean Morgan se enfrentando, seria uma cena bem legal e intensa. Mas, para ser mais sucinto, não acho que Cecil teria ido a todo esse trabalho de conter Conquest da maneira que fez se ele estivesse realmente morto. Então, acho seguro dizer que o Conquest de Jeffrey Dean Morgan vai retornar de alguma forma”, afirmou Kirkman.

Com a confirmação de que Conquista está vivo, resta aguardar para ver quais serão seus próximos passos na trama. A quarta temporada deInvencível já foi confirmada e tem previsão de estreia para 2026.

A terceira temporada de ‘Invencível’ está disponível no Prime Video.

Relembre o trailer:

Na trama, acompanhamos a história de Mark Grayson, um adolescente comum que trabalha numa lanchonete após a aula, que curte quadrinhos e que possui alguns amigos. A grande diferença dele para os demais jovens é o fato de ser o filho do maior super-herói do planeta, o Omni-Man. Não demora muito e Mark começa a desenvolver os mesmos poderes de seu pai, tais como voo, super força e super velocidade. Essa novidade vai transformar sua vida de formas inimagináveis.

Lembrando que o astro Jeffrey Dean Morgan (‘The Walking Dead’, ‘The Boys’) fará parte do novo ciclo. Detalhes sobre seu personagem não foram revelados.

O elenco é composto também por Steven Yeun, J.K. Simmons, Mark Hamill, Chris Diamantopolous, Walton Goggins, Grey Griffin, Gillian Jacobs, Melise, Jason Mantzoukas, Andrew Rannells, Kevin Michael Richardson e Seth Rogen.

Aaron PaulSimu LiuJonathan BanksKate MaraXolo MaridueñaJohn DiMaggioTzi MaDoug BradleyChristian Convery fazem parte da nova leva de episódios.

Brad Pitt é piloto de Fórmula 1 no trailer INÉDITO da ação ‘F1’; Confira!

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Estrelado pelo vencedor do Oscar Brad Pitt, F1 é uma aposta ambiciosa da Apple Studios, que promete agradar aos fãs de automobilismo com um tom realista.

O novo trailer do filme traz Pitt como um piloto de Fórmula 1.

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Apesar dos rumores iniciais de um orçamento astronômico de US$ 300 milhões, o produtor Jerry Bruckheimer e o diretor Joseph Kosinski desmentiram as especulações, garantindo que o custo real está significativamente abaixo desse valor.

Segundo o ScreenRant, sem mencionar valores específicos, o produtor afirmou que o divulgado orçamento de US$ 300 milhões está muito distante da realidade: “está completamente, fora da realidade em dezenas de milhões de dólares na direção errada, e na direção certa para nós”.

Ele ainda explicou: “o que as pessoas não percebem é que, primeiro, estamos filmando em locais com descontos. A Inglaterra tem grandes incentivos fiscais, muitos países europeus também oferecem descontos, e o mesmo acontece com Abu Dhabi. Tudo isso reduz consideravelmente o orçamento. Além disso, arrecadamos mais dinheiro para nosso carro [através de patrocínios] do que alguns times de Fórmula 1. Levando tudo isso em consideração, o número real é muito menor do que as pessoas imaginam”.

O produtor também revelou por que não pode divulgar o orçamento exato: “não podemos fornecer um número porque o dinheiro é da Apple e cabe a eles divulgar. Mas posso dizer que é significativamente menor do que o que foi reportado”.

Kosinski acrescentou: “Eu apenas direi que estou acostumado, em muitos dos filmes em que trabalhei, a ter seus custos superestimados por qualquer motivo, mas nunca tive uma experiência onde estivessem tão equivocados em um filme. Não sei de onde esse número surgiu”.

F1‘ é estrelado por Brad Pitt no papel de um ex-piloto que retorna à Fórmula 1, ao lado de Damson Idris, como seu companheiro na fictícia equipe APXGP do grid da competição. O filme está sendo rodado durante os finais de semana das rodadas do Grande Prêmio da Fórmula 1, com a equipe de produção em competição com os titãs do esporte.

O elenco estelar inclui ainda Kerry Condon, indicada ao Oscar; Javier Bardem, vencedor do Oscar; Tobias Menzies, vencedor do Emmy e indicado ao Globo de Ouro; Emmy Sarah Niles, indicada ao Emmy; Kim Bodnia, Samson KayoSimone Ashley.

Segundo o Deadline, a Apple Original Films fechou um acordo com a Warner Bros. Pictures para o lançamento nos cinemas, marcado para 27 de junho de 2025. .

‘Vingadores: Apocalipse’; Elizabeth Olsen revela se retornaria como Feiticeira Escarlate no UCM

Elizabeth Olsen, que interpreta Wanda Maximoff (Feiticeira Escarlate) no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), falou sobre a possibilidade de sua personagem retornar em futuros projetos, incluindo o próximo filme dos Vingadores.

Sua última aparição foi em ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura’, onde Wanda aparentemente se sacrifica para destruir todas as cópias do Darkhold no multiverso.

Segundo o ComicBookMovie, Olsen expressou seu desejo de retornar ao papel, desde que haja uma “boa forma de usá-la”.

“É uma personagem que eu adoro voltar a interpretar quando há uma boa forma de usá-la, e eu acho que tive sorte, porque quando comecei, fui bem utilizada… depois, por um tempo, não sabiam muito o que fazer comigo! Se houver uma boa maneira de usá-la, estou sempre feliz em voltar”, afirmou a atriz.

Rumores indicam que Wanda pode ter um papel importante em ‘Vingadores: Apocalipse’, ao lado do Doutor Destino (Robert Downey Jr.).

Em outra entrevista, Olsen refletiu sobre sua jornada com a personagem.

“É muito incomum”, disse ela. “É algo que tem sido incrível. Eu imagino que seja como as pessoas se sentem quando fazem uma série de TV por muito tempo. Poder voltar a uma personagem e continuar a desenvolvê-la tem sido muito divertido para mim, especialmente porque me deram algo como WandaVision para realmente expandir tudo. E, a partir disso, Doutor Estranho foi uma virada tão louca e insana. Eu realmente me sinto muito sortuda por poder interpretar uma personagem por mais de 10 anos da minha vida, e adoraria continuar fazendo mais”.

robert downey jr dr destino marvel vingadores
robert downey jr dr destino marvel vingadores

Com poucos detalhes revelados, sabe-se que Robert Downey Jr. irá retornar ao Universo Cinemático Marvel, dessa vez dando vida ao antagonista Victor von Doom/Doutor Destino.

Vale lembrar que recentes rumores apontam que Deadpool, Wolverine, Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, Thunderbolts, Jovens Vingadores, Doutor Estranho, Clea, Hulk, Mulher-Hulk, Shang-Chi, Pantera Negra (Shuri), Sam Wilson, Capitã Marvel, Monica Rambeau, Cavaleiro da Lua, Demolidor, Gavião Arqueiro, Senhor das Estrelas, Loki, Thor, Visão Branco, Wanda, Agatha Harkness, Homem-Formiga, Máquina de Combate e Pepper Potts devem aparecer em ambos os projetos.

‘Vingadores: Apocalipse’ chega aos cinemas no dia 01 de maio de 2026, enquanto ‘Vingadores: Guerras Secretas’ tem estreia agendada para 07 de maio de 2027.

‘Thunderbolts*’: Soldado Invernal se torna congressista em novas fotos; Confira!

Thunderbolts*’, o novo longa da Marvel que apresenta uma equipe de heróis formada por personagens de caráter e objetivos duvidosos, ganhou novas imagens de divulgação.

Nas fotos, podemos ver o Bucky Barnes (Soldado Invernal) como um confidente, o Agente Americano, entre outros personagens.

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O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 2 de maio de 2025.

O elenco também conta com, Sebastian Stan (Soldado Invernal), Hannah John-Kamen (Fantasma) e Wyatt Russell (Agente Americano).

O roteiro é escrito por Eric Pearson.

Confira os trailers e siga o CinePOP no Youtube:

Indicada ao Oscar, animação ‘Memórias de um Caracol’ ganha data de estreia no Brasil

memórias de um caracol

Mares Filmes revelou hoje (13) que a aclamada animação Memórias de um Caracol ganhou data de estreia nos cinemas brasileiros.

O longa, que conquistou indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar, chega às telonas no dia 01 de maio.

Relembre o trailer:

O filme é escrito e dirigido por Adam Elliot.

Grace Pudel é uma garota solitária que coleciona caracóis ornamentais e tem um enorme amor pelos livros. Ainda muito jovem, Grace foi separada do irmão gêmeo, o pirofagista Gilbert, e a partir daí, entrou em uma espiral contínua de ansiedade e angústia. Apesar dessas inúmeras dificuldades, a menina volta a encontrar inspiração e esperança quando inicia uma amizade duradoura com uma idosa excêntrica chamada Pinky, repleta de coragem e desejo de viver.

O elenco de voz é formado por Sarah SnookKodi Smit-McPheeJacki WeaverEric BanaMagda Szubanski e outros.

Lizzo lança o single inédito “Still Bad”; Ouça e confira o videoclipe!

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A cantora e compositora multi-vencedora do Grammy Lizzo lançou hoje (13) o single inédito “Still Bad”.

A faixa integra seu próximo álbum de estúdio, ‘Love in Real Life’, que também vem acompanhado da canção homônima. Ainda não se sabe o dia que o compilado será lançado.

Confira:

Lembrando que o último compilado de originais de Lizzo foi o elogiado Special, que contou com os singles “About Damn Time”“Grrrls”.

Lizzo, nome artístico de Melissa Viviane Jefferson, fez sua estreia oficial no mundo da música em 2013, com o lançamento do aclamado álbum Lizzobangers. Entretanto, não seria até Cuz I Love You, que teve recepção bastante similar por parte dos críticos e do público, que ela ganharia reconhecimento mundial.

Influenciada por nomes como Missy ElliottBeyoncéDiana Ross, a performer já levou para casa três estatuetas do Grammy Awards e, como se não bastasse, também fez uma breve aparição na ovacionada dramédia criminal ‘As Golpistas’, ao lado de Jennifer LopezConstance Wu.

Em 2019, Lizzo foi condecorada como Entertainer of the Year pela revista TIME por sua contribuição à música e por sua ascensão meteórica ao estrelado. Desde o seu debute, ela se tornou porta-voz da imagem corporal positiva e quebrou tabus de imagem com performances avassaladoras e críticas explícitas em suas canções.

‘Superman’: Nathan Fillion fala sobre seu papel como Laterna Verde; “Ele é um idiota!”

O astro Nathan Fillion, que dará vida ao super-herói Guy Gardner (Lanterna Verde) em Superman, o novo longa de James Gunn, falou recentemente sobre o icônico personagem que fará sua estreia nas telonas.

Segundo o ComicBookMovie, Fillion comentou sobre o herói, afirmando: “Ele é um idiota!”.

“O importante de saber é que você não precisa ser bom para ser um Lanterna Verde; você só precisa ser destemido. Guy Gardner é destemido, e ele não é muito bom. Ele não é legal, o que é muito libertador como ator, porque você pensa consigo mesmo: qual é a coisa mais egoísta e interesseira que eu posso fazer nesse momento? E essa é a resposta. Isso é o que você faz nesse momento. Eu acho que, se ele tem um superpoder, talvez seja sua superconfiança, porque ele acha que pode enfrentar o Superman. Mas ele não pode!”, afirmou Fillion.

Lembrando que ‘Superman’, que marca o início do novo DCU nos cinemas, será lançado em 10 julho de 2025.

Confira o trailer dublado:

James Gunn assume o filme de super-herói original no recém-imaginado universo da DC com uma mistura singular de ação épica, humor e coração, apresentando um SUPERMAN movido pela compaixão e uma crença inerente na bondade da humanidade.

David Corenswet estrela como Clark Kent/Superman.

O elenco também conta com Rachel Brosnahan (Lois Lane), Nicholas Hoult (Lex Luthor), Edi Gathegi (Michael Holt/Senhor Incrível), Anthony Carrigan (Rex Mason/Metamorfo), Nathan Fillion (Guy Gardner/Lanterna Verde), Isabela Merced (Kendra Saunders/Mulher-Gavião), Skyler Gisondo (Jimmy Olsen), Sara Sampaio (Eve Teschmacher), Wendell Pierce (Perry White), Milly Alcock (Kara Zor-El / Supergirl) e outros.

Henry & Klauss | Dupla de ILUSIONISTAS fala sobre inspirações e o novo especial do Disney+ [COLETIVA]

henry & klauss

Neste próximo dia 14 de março, o Disney+ lançará o especial Henry & Klauss: Mestres da Mágica – um espetáculo estrelado pelos ilusionistas vencedores de dois Guinness World Records Henry Vargas e Klauss Durães.

A produção, considerada o maior show de mágica da América Latina, foi rodada na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro, para mais de 8 mil pessoas em uma jornada não apenas pelo melhor que a mágica pode oferecer, mas pelas vidas pessoais dos artistas que, depois de quinze anos de história, abrem um novo capítulo em suas carreiras.

Segundo a sinopse oficial, “a apresentação combina levitação, teletransporte, escapismo e ilusões que desafiam a lógica e a realidade, com um espetáculo visual que mistura música, dança e interações digitais”, e posa como o primeiro especial do gênero da plataforma de streaming.

Recentemente, tivemos a oportunidade de conversar com Henry e Klauss sobre inspirações por trás da carreira no mundo do ilusionismo, e com Cristiano Lima, chefe de estratégia e marketing do Disney+ Brasil. O trio comentou sobre o retorno da magia para o território nacional, visto que o último performer ilusionista a se tornar um fenômeno no país havia sido Mister M – e de que forma esse especial abre portas para outras incursões semelhantes.

Um dos elementos mais interessantes da produção é o fato de vir acompanhada de uma trilha sonora original que dialoga não apenas com os truques feitos em palco, mas com a história de vida da dupla.

O desafio da música foi, primeiro, respondendo, sim, porque é uma questão de direitos autorais também.

“O caminho natural do artista, do mágico, é encontrar uma música que, para ele, vai funcionar pro número, e aí meio que colocar uma mágica pra poder versar, vamos dizer assim, fazer junto com a música ao mesmo tempo”, explicou Henry. “Então, para gente, foi um momento difícil da gente se desapegar do que já nos tocava, do que pra gente já funcionava, e o que funcionava pro público também”.

Ele continua: “acho que é um pouco do que o Klaus disse lá no documentário. Primeiro, a pessoa tem que, musicalmente, achar aquilo ser audível, ela tem que gostar daquilo, aquilo tem que ter uma sintonia para que depois se torne interessante. [A trilha sonora] tem várias referências, e a maioria dessas referências são dos nossos próprios gostos musicais, daquilo que a gente já utilizou em outros shows. A gente foi pegando essas referências, trazendo um pouco de coisas originais, para poder chegar numa trilha sonora original”.

Em relação às músicas originais, Lima também acrescentou seu parecer:

“Essa é uma pergunta muito boa, porque a gente discutia isso lá no começo. Tem a questão autoral, e a música é um personagem também dentro do espetáculo, né? A gente fala muito de mágica em si, que é essa ação ali na hora do palco, mas a Disney é uma empresa de storytelling. Se você analisar o show, ele tem essa trajetória. Essa emoção, essa motivação pra que empodere as pessoas a fazerem o que elas desejam, o que elas realmente sonham em fazer. Então, é um pouco do nosso DNA contado através da mágica, mas por trás tem esse elemento da música e o storytelling, que é onde a gente busca fazer essa conexão emocional com as pessoas”.

Em relação ao retorno de apresentações de mágica e de ilusionismo ao Brasil, Klauss comentou sobre o hiato pelo qual esse cenário passou por quase vinte anos, comentando que é um trabalho complexo e uma grande responsabilidade voltar a popular tais espetáculos em território nacional.

“É uma responsabilidade muito grande, porque você está construindo, você está na vanguarda de um caminho que não existia, ou pelo menos deixou de existir durante vinte anos. E você está construindo esse caminho de uma forma completamente diferente e distinta, porque há duas décadas, o caminho era não necessariamente de um show, mas sim da revelação de um segredo por si só, apenas do segredo, o mote”, ele explica. “E, agora, estamos vindo num caminho um pouco diferente, que é entregar entretenimento, que é entregar uma experiência, que é entregar um show – entregar uma carreira artística construída no Brasil”.

“E não necessariamente construída apenas para o Brasil”, Klauss continua. “É muito importante deixar claro isso, porque a gente não faz shows somente no Brasil, a gente viaja o mundo inteiro. Estamos, obviamente, com uma turnê grande no Brasil, fazemos alguns atos aqui e alguns atos fora, mas mostrando, mais uma vez, que é possível viver de arte; que se você sonha em ser mágico, é possível, sim. É claro que vai exigir muito esforço de cada uma das pessoas que sonharam em querer ser mágicos, mas, sem dúvidas, é possível construir um caminho com qualidade, com respeito à arte, e, sem dúvidas, com um caminho que possa inspirar outras pessoas a seguirem seus sonhos”.

Henry acrescenta: “só complementando um pouco tudo o que o Klaus falou, a gente tem muito orgulho de falar, bater no peito e falar: cara, é um show 100% ‘brazuca’. Não tem nenhum gringo envolvido, sabe? E isso me dá um orgulho muito forte, porque é muito brasileiro, é muito da gente. Vocês viram no making off, eu e o Klaus botando a mão na massa o tempo inteiro, porque a gente sabe a dificuldade de produzir uma coisa desse tamanho no Brasil. Não é fácil, gente, é uma loucura”.

Quando questionado pelo CinePOP sobre referências e sobre a possibilidade abrir portas para produções semelhantes, o trio também deu suas opiniões.

Confira:

‘A Vida de Chuck’: Novo filme de Mike Flanagan ganha teaser trailer INCRÍVEL; Confira!

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A NEON divulgou o primeiro teaser trailer oficial de ‘A Vida de Chuck‘, novo filme dirigido pelo aclamado realizador Mike Flanagan (‘A Maldição da Residência Hill’), será lançado.

A adaptação do conto homônimo de Stephen King estreará nos cinemas norte-americanos no dia 30 de maio de 2025.

Confira:

A trama gira em torno de Charles ‘Chuck’ Krantz, começando pelo final, desde sua trágica morte aos 39 anos causada por um tumor cerebral, até sua infância, crescendo em uma casa amaldiçoada.

Confira as imagens e siga o CinePOP no Youtube:

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Esta será a terceira adaptação de King pelo o cineasta após os incríveis ‘Jogo Perigoso‘ e ‘Doutor Sono‘.

Tom Hiddleston (‘Loki’) estrela a adaptação. O elenco ainda conta com Chiwetel EjioforKaren Gillan, Jacob Tremblay, Mark Hamill, Matthew LillardHeather Langenkamp.

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Millie Bobby Brown rebate críticas sobre sua aparência: “Eu cresci”

A atriz Millie Bobby Brown voltou a se manifestar sobre as críticas que vem recebendo sobre sua aparência, rebatendo comentários que a chamam de “velha” e afirmam que ela parece ter 40 anos.

Segundo à Variety, Brown desabafou sobre a forma como a imprensa a ataca, criticando sua aparência e mudanças em seu sotaque britânico.

“Uma coisa que sempre me dizem é tipo, ‘Oh meu Deus, ela parece ter 40 anos'”, disse Brown. “E eu fico tipo, bem, sim, vocês me conheceram quando eu tinha 10 anos, então eu entendo. Agora eu tenho 21, se passaram 10 anos. Eu cresci. Meu rosto, tipo, cresceu. O que você quer que eu faça com isso?”.

A atriz afirmou que a constante vigilância “realmente não me incomoda”, mas reconheceu que já a afetou no passado.

“Já me afetou, sim… E eu me lembro de tentar mudar para agradar as massas”, disse. “E, na verdade, agora estou em um lugar onde, sim, meu sotaque muda. Meu rosto cresce. Eu uso muita maquiagem. É só o tipo de pessoa que eu sou”.

Lembrando que a atriz já disse que esse tipo de tratamento “nunca deveria ser aceitável” e se mostrou revoltada com a situação.

“Não posso acreditar que isso ainda aconteça. E se eu puder fazer algo para mudar, eu faria”, disse. “Se eu tivesse um desejo de gênio, eu realmente pediria que ninguém precisasse passar por esse tipo de vigilância, porque isso muda a pessoa que você é. Muda a maneira como você percebe o mundo. Você vê o mal em todo mundo, você não vê o bem. Você fica tipo, ‘Quais são suas intenções, o que você vai dizer sobre mim?’”.

Brown concluiu que “a imprensa precisa aprender boas maneiras novamente” e que “os padrões e estigmas contra as garotas são ridículos”.

Ela também compartilhou o motivo de ter decidido se manifestar publicamente.

“Eu meio que continuei criando desculpas, tipo, não é o momento certo ou eu não deveria fazer isso, as pessoas vão reagir mal. E então eu percebi, eu só estava criando desculpas porque tinha medo. E quando é o momento certo para uma mulher se posicionar? E, na verdade, eu não posso esperar mais”, declarou.

Vale destacar que, recentemente, o humorista Matt Lucas se desculpou com a atriz pelas piadas sobre sua aparência.

Segundo o DeadlineLucas explicou que seu comentário foi uma referência à personagem Vicky Pollard, da série ‘Little Britain’, que usava cabelo loiro e blusa rosa, assim como Brown em uma foto.

“Querida Millie, acabei de ver sua postagem e queria responder e fornecer um contexto”, escreveu Lucas no Instagram. “Quase 25 anos atrás, coescrevi e participei de um programa de esquetes chamado Little Britain. Havia uma personagem chamada Vicky Pollard, que tinha cabelo loiro e sempre usava uma blusa rosa. Na foto, você tinha cabelo loiro e estava usando uma blusa rosa, então apontei a semelhança postando uma das falas dela”.

Ele continuou, “Eu achei que você estava maravilhosa e fiquei horrorizado quando a imprensa escreveu que eu ‘critiquei’ você, primeiro porque isso não é o meu estilo, e segundo porque eu acho você brilhante. Eu não teria postado isso se tivesse pensado que isso te chatearia, mas percebo que te afetou e, por isso, peço desculpas. Matt x”.

A desculpa de Lucas veio um dia após Brown usar suas redes sociais para desabafar sobre as críticas à sua aparência. Em um vídeo no Instagram, ela disse que estava abordando “algo que afeta toda jovem mulher que cresce sob o escrutínio público”.

“Eu cresci na frente do mundo, e por algum motivo, as pessoas não conseguem crescer junto comigo”, disse ela. “Em vez disso, agem como se eu devesse ficar congelada no tempo, como se eu ainda devesse parecer do jeito que eu era na primeira temporada de Stranger Things. E como eu não pareço mais assim, agora sou um alvo”.

“Isto não é jornalismo. Isto é bullying. O fato de escritores adultos estarem gastando seu tempo dissecando meu rosto, meu corpo, minhas escolhas, é perturbador. O fato de que alguns desses artigos são escritos por mulheres? Pior ainda”, acrescentou.

Brown acrescentou, “Sempre falamos sobre apoiar e incentivar as jovens mulheres, mas quando chega a hora, parece mais fácil destruí-las para conseguir cliques. Pessoas desiludidas não conseguem lidar em ver uma menina se tornar uma mulher nos seus próprios termos, e não nos deles”.

“Eu me recuso a me encolher para se encaixar nas expectativas irreais de pessoas que não conseguem lidar em ver uma menina se tornar uma mulher. Eu não vou ser envergonhada pela minha aparência, pelo que visto ou pela maneira como me apresento”, ressaltou.

“Não apenas por mim, mas por toda menina jovem que merece crescer sem medo de ser destruída simplesmente por existir”, concluiu.

Orgulho e Preconceito | 20 anos do CLÁSSICO romance com Keira Knightley e Matthew Macfadyen

orgulho e preconceito

Jane Austen é uma das autoras inglesas mais lembradas de todos os tempos. Seus romances tragicômicos perpassam com grande destreza por diversos temas sociais que, à prima vista, podem parecer superficiais, mas na verdade carregam consigo uma profundidade imprevisível e que dialoga tanto com a época na qual foram escritos e possuem a atemporalidade de estenderem suas críticas e metáforas para os dias de hoje. Logo, não é nenhuma surpresa que livros como Razão e Sensibilidade’ e Persuasão’ ganhem releituras para o cinema e finquem a importância da novelista no escopo literário mundial.

É claro que a popularização de sua obra-prima, Orgulho e Preconceito, chamou a atenção de diversos cineastas e, desde a década de 1940, o romance centrado em dois personagens de classes sociais diferentes e que negam qualquer sentimento próspero entre eles sofreu investidas cada vez mais endossadas para diversos meios de entretenimento. Entretanto, é a versão mais recente que faz jus ao legado de Austen, na incrédula estreia diretorial do que viria a ser um dos nomes mais conhecidos da indústria cinematográfica: Joe Wright. Através de uma habilidade muito fluida tanto com a narrativa quanto as técnicas fílmicas, o emergente cineasta conseguiu resgatar todo o escopo do material original ao mesmo tempo em que forneceu uma perspectiva única para a história de Elizabeth Bennet e o Sr. Darcy.

ULTIMATE AUSTEN

Adaptar uma obra literária nunca é um trabalho fácil, principalmente quando ela pertence a um legado tão marcante quanto a de Austen. Porém, mesmo com todo o peso que recaiu sobre Wright, o longa-metragem é sem sombra de dúvida a melhor rendição do universo inglês burguês da autora, justamente por se preocupar em absorver a sensibilidade crítica, mesclando de forma equilibrada a comédia, a tragédia e os costumes de uma sociedade pautada na regência patriarcal e no conservadorismo.

Logo de cara percebemos que Orgulho e Preconceito será um filme sensorial. Se nas páginas do livro a saturação descritiva é a sua principal característica, toda a subjetividade fornecida pela protagonista é traduzida em seu modo de olhar o mundo em que está inserida e como sua “disfuncional” família, por assim dizer, funciona como um cosmos à parte da sociedade urbana. Não é à toa que o cineasta demonstra essa contradição primeiro pelo manejo da câmera e segundo pelas escolhas visuais que compõe a caracterização dos personagens. O primeiro plano-sequência da obra preza pela fluidez onírica que acompanha os sonhos de uma jovem mulher chamada Elizabeth (Keira Knightley), a qual praticamente dança em seu caminho para casa à medida em que uma luz dourada a guia numa trajetória quase infinita. A ambientação já imponente torna-se ainda mais inalcançável e majestosa pela construção cênica que consegue ao mesmo nome entrar em contradição com a decadente posição social da família em questão, os Bennet, ao mesmo tempo em que fornece uma base para os futuros conflitos a serem desenrolados.

A apresentação dos outros personagens é feita de forma quase teatral e, como sempre, a partir da visão de Lizzie: ela observa seus pais tendo uma conversa um tanto quanto supérflua acerca dos benefícios e da necessidade do casamento para suas filhas, as quais devem ser desposadas antes que tornem-se velhas demais, por uma janela quadrada. Essa escolha a coloca não como protagonista da própria história, mas sim como uma mera espectadora que não tem controle sobre o destino e mesmo assim aceita todas as condições sob as que vive. Também não é por qualquer razão que a iluminação difusa permite-lhe se juntar à casa em que cresceu e que sempre serviu como uma bolha para o mundo lá fora até ser conquistada por um cavalheiro e ser entregue das mãos protetoras da mãe para seu marido.

Olhando por cima, a trama principal parece resgatar os ideais impossíveis dos romances românticos do século XIX, os quais basicamente eram pautados na superficialidade. Entretanto, não é até o final do primeiro ato que percebemos o jogo narrativo nos levando a um caminho completamente diferente do que esperávamos: primeiro, precisamos entender que a família principal é dotada de diversas figuras caricatas ou arquetípicas, dialogando com os inúmeros tipos sociais das peças de costumes que se tornaram populares com a virada para o século XX, funcionando inclusive como uma premeditação para o futuro da comunidade britânica. Se Lizzie representa toda a ideologia libertária, rebelde e irrefreável, suas irmãs Liddy (Jena Malone) e Kitty (Carey Mulligan) entram como a válvula de escape cômica, lutando para conseguirem um rico e benéfico marido que suprirá todas as suas necessidades.

A química entre as personagens coadjuvantes é adorável e odiável ao mesmo tempo, não de forma acidental, mas sim proposital. Elas carregam maneirismos quase insuportáveis em cena, os quais são reflexo da constante influência causada pela mãe, a Sra. Bennet (Brenda Blethyn), uma mulher que pode ser tudo, menos ingênua. Seus discursos acerca da importância da instituição matrimonial são esparsos por uma razão bem clara: criticar a supervalorização de uma vertente decadente e que só era reafirmada com uma força irrefreável para resgatar o brilho perdido da Igreja, ofuscada pelas crescentes investidas econômicas mercantis, e de valores cíclicos e que, eventualmente, se perderiam com a fragmentação do próprio ser humano. As análises que Austen promove em seu livro são, ao mesmo tempo, sutis e perceptíveis, ainda que passíveis de serem ignoradas.

Por incrível que pareça, uma das figuras mais desconstruídas dentro do longa é a do Sr. Bennet. Donald Sutherland encarna o patriarca de modo incrivelmente bem delineado: suas feições austeras na verdade são apenas uma máscara para um terno coração que definitivamente não liga para títulos sociais, mas preza pela real felicidade de suas filhas, muitas vezes abusando de sua condição como provedor daquele núcleo familiar para entrar em conflito com a mentalidade unilateral de sua esposa. E, ao mesmo tempo, esse casal torna-se mais complexo por entrarem em discordância e ainda sim de amarem incondicionalmente, ainda que esse amor tenha sido construído ao longo do tempo.

O pano de fundo é de imprescindível importância para a moção dos personagens principais, isso não se pode negar. Mas a cena é roubada tanto pela doçura de dois gumes de Knightley quanto pela chegada do amargurado e charmoso Sr. Darcy (Matthew Macfayden). Para aqueles que não conhecem a história de Orgulho e Preconceito, Lizzy e Darcy são um dos casais mais famosos justamente por não serem convencionais. O primeiro encontro entre duas personalidades tão distintas e contraditoriamente tão semelhantes ocorre durante um baile para a chegada da “realeza britânica” ao pequeno condado de Hertfordshire, incluindo o personagem em questão e seu melhor amigo, o animado e levemente confuso Sr. Bingley (Simon Woods).

Pense em todos os momentos do cinema, da televisão e da literatura em que um garoto e uma garota se apaixonavam logo que se encontravam e enterre tudo isso o mais fundo possível: o filme não é um conto de fadas, e sim um retrato real de uma burguesia decadente e que se fincava em relações amorosas lucrativas para reafirmar seu poder. Entretanto, estamos lidando com Darcy, um homem tão blasé quanto suas expressões acerca das mulheres que o cortejam, e Lizzy, que não se importa realmente com mais ninguém além dela mesma e de sua família e que utiliza de suas falas afiadas como forma de proteção e quebra de paradigmas.

Entretanto, essa nobre renegação entre os dois é o ponto de partida para o crescimento gradativo e inesperado de um romance. Eles escondem e utilizam de xingamentos dolorosos um para com o outro para afastarem-se e impedirem que uma “tragédia” aconteça. O orgulho que sentem é maior do que a relação que poderiam firmar pouco tempo depois de se conhecerem, enquanto o preconceito externo é lembrete constante para a diferença de classes sociais entre os dois: todo esse escopo, eventualmente, é o que explica o jogo de palavras que forma o título da obra, muito mais profundo do que parece.

Austen cria em seu livro um discurso indireto para a liberdade de expressão, colocando de forma satírica todos os seus pensamentos na figura de Lizzy. Para a época, esse afronte impertinente era visto com maus olhos principalmente pelas gerações anteriores, e Wright resgata isso com a construção de uma das melhores cenas do longa. Em determinado momento, a protagonista viaja com sua melhor amiga, Charlotte (Claudie Blakley) e seu esposo, Mr. Collins (Tom Hollander) para o palácio de Lady Catherine de Bourg, interpretada pela sempre incrível Judi Dench. Lady Catherine talvez seja a encarnação de todos os valores reacionários e conservadores que permeiam a cultura britânica desde os tempos medievais, utilizando de sua posição e da ideia de que as mulheres devem ser prendadas para servirem à “inegável superioridade” dos homens. Não é nenhuma surpresa que, durante um jantar-interrogatório, a protagonista utilize de seu pensamento conciso para rebater todas as insossas perguntas da nobre. Essa sequência não se mantém apenas em primeiro plano, mas estende-se para o futuro embate entre progresso e tradicionalismo.

A LUZ DOS OLHOS TEUS

Wright não apenas consegue transpassar toda o magnífico épico de Austen em diálogos muito bem pensados e estruturados, mas também cria uma concepção estética emocionante e envolvente, conseguindo envolver toda a magia das terras britânicas com uma visceralidade catártica.

Todo o niilismo da fotografia arquitetada por Roman Osin bate de frente com personagens movidos por valores milenares. A mudança das escolhas de iluminação é clara à medida em que a independência de Darcy e Lizzy dá lugar a uma angústia interior, representada pela transição gradativa das cores vivas, douradas e quentes para uma paleta mais pastel e suave, marcada pela escolha mórbida e quase monocromática do preto, do marrom e do verde, pincelados com alguns momentos de ternura com o vermelho e o laranja, principalmente em cenários mais fechados. E não é surpresa que o uso de tons mais esverdeados, normalmente conversando com a ideia de segurança, esteja presente nos momentos de maior tensão.

É engraçado colocarmos duas sequências muito bem construídas e analisarmos como elas representam causa e consequência para a vida dos personagens. Ao final do primeiro encontro entre o futuro casal, Lizzy mostra que não está interessada no rancoroso homem e se vira para ir embora, atravessando um gigantesco corredor. Sua expressão de contentamento, reafirmada pela luz dura, logo dá margem para feições de dúvida e leve arrependimento, marcados pelo escurecimento da fotografia que se mantém até a próxima vez que os dois se encontram. Com o final do segundo ato, os dois se reencontram em um gazebo logo depois que ela descobre um segredo terrível de Darcy. Após se confrontarem, temos praticamente o mesmo jogo de luzes, mas agora com o charmoso nobre, que não pode mais esconder seus sentimentos e não consegue mais manter-se indiferente quanto à jovem.

Cada uma das composições funciona como uma pintura. Resgatando elementos do barroco e do renascimento, criando assim uma amálgama atemporal para o filme, as sequências que premeditam um possível choque dialógico, por exemplo, que ocorre entre Lizzy e a prima do Sr. Bingley, a sedutora e venenosa Caroline (Kelly Reilly), a qual se importa mais com as aparências que os reais sentimentos. Em determinado momento, temos a clara distinção de classes entre a humildade mascaradas dos Bennet, cuja esperança de transcenderem para uma classe social mais abastada é transparecida pela escolha kitsch de suas vestimentas chamativas, e o hedonismo supérfluo dos Bingley, ressaltada pela sutileza e simetria de seus trajes (vide acima).

Como já é de se esperar, o final da narrativa nos fornece uma perspectiva otimista em relação ao “amor verdadeiro”. Ainda que se afaste dos convencionalismos de tramas similares, o reencontro dos protagonistas segue um padrão conhecido, acompanhado principalmente por uma fotografia que não chega a ser redundante, mas desenrola de modo dançante em tela: Lizzy está em seu momento reflexivo acerca do recente pedido de casamento feito por Bingley à sua irmã mais velha, Jane (Rosamund Pike) e ao descobrir o arco de redenção no qual Darcy se lançou. Logo depois, o homem aparece andando de forma objetiva através das campinas para finalmente falar com sua amada e firmar algo que sempre desejaram – e, assim que o duo deixa claro quais as intenções um para com o outro, a luz difusa do sol desponta no horizonte e os envolve mais uma vez na atmosfera onírica do primeiro ato.

O bucolismo próprio do cenário inglês também é de grande ajuda para a experiência sensorial. Todas essas sensações são também buscadas através pela trilha sonora pautada basicamente no piano clássico e delineada pela habilidade de Dario Marianelli, o qual se entrega para o drama histórico e permite ousar de forma a atingir todo o potencial que explora.

MRS. DARCY

A história pode ser repetitiva, mas Orgulho e Preconceito deixa que seus pouco mais de 120 minutos passem em um piscar de olhos. Não apenas pela envolvente atmosfera, mas também pela incrível química que Knightley e Macfayden trazem em seus personagens, utilizando-se de monólogos extensos e crus para permitir que a conexão entre as figuras que encarnam seja tão forte quanto aquela com o público, que não pode deixar de se emocionar com cada uma das viradas dentro do roteiro.

Além disso, o romance não ortodoxo preza por inúmeras críticas sociais que perpassam por instituições inquebráveis, como o matrimônio e as classes sociais, bem como a sutileza da diferença de estilos de época e a impossibilidade de duas pessoas com abismos econômicos tão grandes poderem ficarem juntas. Não apenas a obra literária como também o filme de Wright permitem que essas ironias mostrem uma permanência do orgulho e do preconceito que sempre serão inerentes à personalidade do ser humano.

‘Black Mirror’: 7ª temporada ganha trailer INCRÍVEL e data de estreia na Netflix; Confira!

Netflix divulgou o trailer oficial da 7ª temporada de Black Mirror, elogiada série antológica criada por Charlie Brooker.

Além disso, foi revelado que o novo ciclo tem estreia agendada para o dia 10 de abril na plataforma de streaming.

Confira:

Os próximos episódios contarão com Awkwafina, Milanka Brooks, Peter Capaldi, Emma Corrin, Patsy Ferran, Paul Giamatti, Lewis Gribben, Osy Ikhile, Rashida Jones, Siena Kelly, Billy Magnussen, Rosy McEwen, Cristin Milioti, Chris O’Dowd, Issa Rae, Jimmi Simpson e Harriet Walter no elenco.

A sétima temporada trará seis novos episódios – incluindo uma sequência direta de USS Callister, primeiro capítulo da quarta temporada.

Charlie Brooker, Annabel Jones e Jessica Rhodes retornam como produtores executivos.

Lembrando que as seis primeiras temporadas da antologia estão disponíveis na Netflix.

Crítica | 6ª temporada de ‘Black Mirror’ é uma das mais FRACAS e decepcionantes da antologia

https://youtu.be/nYUS1cOiaJQ

“É importante ver uma comédia romântica brasileira LGBTQ que traz essa leveza”, fala Vinicius Teixeira sobre ‘O Melhor Amigo’

Em entrevista EXCLUSIVA ao CinePOP, o astro Vinicius Teixeira e o diretor Allan Deberton falaram sobre a comédia romântica gay ‘O Melhor Amigo‘.

O longa acompanha os dilemas de seu protagonista Lucas (Vinicius Teixeira), que se vê dividido entre retomar seu relacionamento com o atual namorado ou viver uma paixão com um antigo amigo.

No vídeo, Vinicius fala que é importante ver uma comédia romântica brasileira LGBTQ que traz uma leveza.

Assista a entrevista e siga o CinePOP no YouTube:

“Após uma crise com seu namorado Martin (Léo Bahia), Lucas (Vinicius Teixeira) decide viajar sozinho para a praia de Canoa Quebrada, no Ceará. Lá, ele reencontra seu antigo amigo Felipe (Gabriel Fuentes). Durante os passeios, Lucas começa a desenvolver sentimentos por Felipe e se vê em um dilema, sem saber se deve voltar para seu relacionamento antigo ou viver algo novo com Felipe”, diz a sinopse.

O longa tem roteiro e direção de Allan Deberton.

O filme é estrelado por Vinicius Teixeira, Gabriel Fuentes, Léo Bahia, Deydianne Piaf, Mulher Barbada, Souma, Muriel Cruz, Diego Montez, Mateus Carrieri, Cláudia Ohana, com participação especial da cantora Gretchen.

O Melhor Amigo’ estreia hoje, dia 13 de março, nos cinemas.

‘A Sogra Perfeita 2’: Sequência da comédia estrelada por Cacau Protásio ganha cartaz e data de estreia

A Sogra Perfeita 2‘, sequência da comédia estrelada por Cacau Protásio, ganha cartaz oficial e data de estreia, divulgados hoje pela Paris Filmes.

O longa, dirigido por Cris D’Amato e Bianca Paranhos, chegará aos cinemas no dia 12 de junho.

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Depois de conquistar a casa para si com grande esforço, Neide está determinada a manter sua independência. Por isso, quando Oliveira, seu namorado e padeiro português do bairro, a pede em casamento, o medo de comprometer sua liberdade faz com que Neide responda um sonoro “não”. O que ela não esperava era que Dona Oliveira, sua sogra portuguesa, chegasse de mala e cuia para um casamento! Com a pressão da sogra para que ela se case, Neide sente que precisa provar sua independência a qualquer custo, o que desencadeia uma briga com sua melhor amiga, Sheila. No meio disso tudo, Neide ainda precisa se preparar para o concurso de melhor cabeleireira do bairro.

No filme, as mulheres são as protagonistas não só do elenco, como também da equipe. Estrelada por Cacau Protásio, a produção é dirigida e escrita por duas duplas femininas. Flávia Guimarães roteiriza com a colaboração de Bia Crespo. Cris D’Amato e Bianca Paranhos estão à frente da direção e o elenco também conta com um timaço feminino, que inclui ainda Carolina Borelli, Heloisa Barbosa, Tuna Dwek, Vera Mancini, Dirce Couto, Barbára Rìcciardi e Agda Aguiar.

Confira o trailer do primeiro filme:

Michael B. Jordan surge IMPONENTE no cartaz inédito do terror ‘Pecadores’; Confira!

O terror ‘Pecadores‘, próximo filme do diretor Ryan Coogler (‘Pantera Negra’), acabou de ganhar um cartaz inédito dando destaque ao protagonista Michael B. Jordan.

Confira:

pecadores

O longa recebeu uma alta classificação etária (R) nos EUA, e só poderá ser assistido por maiores de idade.

O filme foi classificado pelo MPAA por “forte violência sangrenta, conteúdo sexual e linguagem”.

Na trama, dispostos a deixar suas vidas conturbadas para trás, irmãos gêmeos (Jordan) retornam à sua cidade natal para recomeçar suas vidas do zero, quando descobrem que um mal ainda maior está à espera deles para recebê-los de volta.

Pecadores chega aos cinemas nacionais no dia 17 de abril.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

O elenco ainda conta com Hailee Steinfeld, Jack O’Connell, Wunmi Mosaku, Jayme Lawson, Omar Benson Miller e Delroy Lindo.

Além de dirigir, Coogler também assina o roteiro do longa.