O filme ‘Emilia Pérez’, estrelado por Selena Gomez, Zoe Saldaña, Karla Sofía Gascón e Adriana Paz, se tornou um dos mais elogiados do ano – e não ficaria de fora da temporada de premiações.
Durante o anúncio de vencedores do Oscar 2025, o longa levou para casa o prêmio de Melhor Canção Original por “El Mal”.
Além disso, Zoe Saldaña levou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por seu aclamado trabalho.
“Em Emília Perez, ambientado no México, acompanhamos a história de Rita (interpretada por Zoe Saldana), uma advogada excepcional cujo talento é subutilizado em uma firma de baixa qualidade. Em vez de buscar a justiça, a firma encobre crimes. Um dia, surge uma proposta irrecusável para Rita: ajudar Juan Del Monte, o temido chefe do cartel, a se aposentar de seu negócio e desaparecer para sempre”.
A adaptação musical ‘Wicked‘ se tornou uma das produções mais aclamadas do ano – e não ficaria de fora da próxima temporada de premiações.
Durante o anúncio dos vencedores do Oscar 2025, o longa levou para casa o prêmio de Melhor Design de Produção. Além disso, Paul Tazewell foi condecorado com o prêmio de Melhor Figurino por seu incrível trabalho – tornando-se o primeiro homem negro a conquistar o feito.
O filme ‘Emilia Pérez’, estrelado por Selena Gomez, Zoe Saldaña, Karla Sofía Gascón e Adriana Paz, se tornou um dos mais comentados do último – e não ficaria de fora da temporada de premiações.
Durante o anúncio de vencedores do Oscar 2025, Zoe Saldaña levou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante em Filme por seu aclamado trabalho.
“Em Emília Perez, ambientado no México, acompanhamos a história de Rita (interpretada por Zoe Saldana), uma advogada excepcional cujo talento é subutilizado em uma firma de baixa qualidade. Em vez de buscar a justiça, a firma encobre crimes. Um dia, surge uma proposta irrecusável para Rita: ajudar Juan Del Monte, o temido chefe do cartel, a se aposentar de seu negócio e desaparecer para sempre”.
‘Anora’, o novo longa deSean Baker, premiado com a Palma de Ouro no 77º Festival de Cannes, fez bonito no anúncio de vencedores do Oscar 2025.
Baker foi condecorado com a estatueta de Melhor Montagem por seu aclamado trabalho, além de levar para casa o prêmio de Melhor Roteiro Original.
O longa alcançou uma impressionante aprovação de 96% dos críticos no Rotten Tomatoes, com base em 57 análises.
“Anora é vibrante e repleta de momentos para dar boas risadas, mas não é recomendada para pessoas com pressão alta”, disse Nicholas Barber da BBC.
“A grande estrela do espetáculo é a destemida Mikey Madison, que se entrega de corpo e alma ao papel de Ani, uma personagem desorientada e confusa”, disse Damon Wise do Deadline.
“[Anora] é uma obra muito satisfatória, abordando com habilidade questões de classe, privilégio e desigualdade econômica. O diretor mantém firmemente seu papel como cronista das vidas complexas de uma classe social americana frequentemente invisível”, disse David Rooney do The Hollywood Reporter.
“Baker está adotando um tom e ritmo cômico mais acessível, o que combina bem com ele, mesmo que se sinta falta de um pouco da sua ousadia anterior. Felizmente, ele mantém sua sensibilidade para capturar a humanidade por trás das situações engraçadas”, disse Richard Lawson da Vanity Fair.
“A força visceral que “Anora” consegue gerar entre a urgência coletiva dos seus personagens e o aperto inescapável de suas aspirações acaba desembocando com tanta intensidade que pode te esmagar na cadeira”, disse David Ehrlich do IndieWire.
“Sem nunca abrir mão do seu tom cômico, o filme se transforma em um dos retratos mais honestos e, ao mesmo tempo, emocionantes da profunda fragilidade do nosso mundo moderno”, disse Chase Hutchinson da Collider.
“Baker vai direto ao coração das emoções — e, graças à sua ousadia como cineasta, este filme, o melhor de sua carreira, em toda a sua grandiosidade esmagadora e caótica, exige ser vivido intensamente”, disse Lex Briscuso da IGN Movies.
“Uma jornada agitada onde os momentos de êxtase e desespero são vividos de forma visceral. A verdadeira cereja do bolo da genialidade de Anora, no entanto, é o surgimento de uma autêntica estrela do cinema na impecável Mikey Madison”, disse Yasmine Kandil da Discussing Film.
Relembre a sinopse:
Anora, uma stripper uzbeque-americana cujo chefe frequentemente a arranja com clientes que falam russo. Uma noite, ela conhece Vanya, o jovem rico filho de um oligarca russo que paga para tê-la como namorada por uma semana. Inesperadamente, os dois se apaixonam e fogem para se casar — mas o conto de fadas é ameaçado quando os pais de Vanya descobrem.
A cerimônia do Oscar 2025 está acontecendo neste domingo, 2 de março, diretamente do icônico Dolby Theatre, em Hollywood, um local que já se tornou sinônimo de glamour e história no universo cinematográfico.
Para quem deseja acompanhar ao vivo a cerimônia, oOscar 2025 será transmitido no Brasil por diferentes canais. A TNT e o Max farão a transmissão com tradução simultânea, permitindo aos telespectadores desfrutarem da premiação em tempo real, com a cobertura detalhada e comentários especiais. Além disso, a TV aberta no Brasil também irá exibir a cerimônia ao vivo, sendo a Rede Globo a responsável pela transmissão para todo o país, exceto no Rio de Janeiro, onde, devido à coincidência de datas, será mantida a exibição dos desfiles das escolas de samba, tradicional evento carioca que também atrai grande público.
Vale ressaltar que a Globo oferece seu sinal de TV aberta por meio da plataforma Globoplay, o que possibilita aos telespectadores de diversas regiões do Brasil assistirem à cerimônia gratuitamente pela internet, sem depender da TV tradicional. Isso significa que, independentemente de onde você esteja, pode acompanhar todos os detalhes do evento, desde a chegada das celebridades até os momentos de consagração dos vencedores.
Uma das maiores surpresas deste ano é a indicação de ‘Ainda Estou Aqui‘, um filme brasileiro que conquistou espaço entre as produções mais aclamadas pela crítica internacional e figura entre os indicados às principais categorias do Oscar 2025. Com uma história emocionante e uma atuação marcante de Fernanda Torres, a produção tem sido apontada como uma forte concorrente, trazendo uma representatividade importante para o cinema nacional na maior premiação do mundo.
O filme aborda questões sensíveis e universais, o que tem atraído a atenção não apenas de público brasileiro, mas também da crítica especializada mundial. Para os cinéfilos, a presença de ‘Ainda Estou Aqui‘ na disputa traz a esperança de que o cinema brasileiro continue a conquistar cada vez mais visibilidade no cenário internacional. Com grandes expectativas, o filme pode representar um marco para o cinema nacional e uma oportunidade de reconhecimento para o talento de Fernanda Torres, que já é reconhecida por seu trabalho no Brasil e agora recebe a chance de brilhar no maior palco do cinema mundial.
O Oscar 2025 promete ser uma noite repleta de emoção, surpresas e muitas estrelas, celebrando o melhor da sétima arte. Acompanhe a cerimônia e torça pelos seus favoritos, pois a cada edição, o Oscar se reinventa, e este ano, promete um espetáculo inesquecível.
E, enquanto os vencedores não são revelados, preparamos uma breve matéria especial ranqueando todos os longas-metragens indicados à categoria de Melhor Filme – que inclui, de forma histórica, a produção brasileira ‘Ainda Estou Aqui’, estrelada por Fernanda Torres e comandada por Walter Salles.
Confira e conte para nós qual o seu favorito:
10. EMILIA PÉREZ
Polêmicas envolvendo a protagonista Karla Sofía Gascón e o diretor Jacques Audiard à parte, ‘Emilia Pérez’ não tem qualquer elemento que justifique sua presença entre os indicados a Melhor Filme. O musical, que também traz Zoe Saldaña e Selena Gomez no elenco protagonista, é uma mistura cansativa de gêneros e de canções esquecíveis, coreografias sem sentido e fracas atuações (com exceção de Saldaña, que continua como a favorita para levar o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para casa) que narra uma história controversa e exaurível. Talvez o único aspecto que realmente chame a atenção seja a estética – que também não consegue se sustentar por muito tempo.
Bob Dylan é um dos nomes mais respeitados da história da música e, ano passado, ganhou uma cinebiografia intitulada ‘Um Completo Desconhecido’, com direção assinada por James Mangold. O filme é uma sólida investida cinematográfica, mas joga demais no seguro e não se arrisca em seus aspectos engessados, optando por seguir o libreto de convencionalismos de obras similares. Todavia, Timothée Chalamet faz um trabalho incrível ao incorporar Dylan, dividindo os holofotes com nomes como Edward Norton e Monica Barbaro (igualmente em interpretações aplaudíveis).
‘Wicked’ nos arrebata desde os primeiros minutos com performances aplaudíveis de Cynthia Erivo e Ariana Grande. Ao encarnar Elphaba, Erivo consegue desfrutar de sua carreira no teatro (sendo detentora de um prêmio Tony, inclusive) e trazer novos aspectos àquela que se transformaria na icônica Bruxa Má do Oeste – singrando pelas complexidades de uma justiceira social que sabe o que é ser diferente e ser marginalizada pelos outros; Grande, por sua vez, explode como um hilário escape cômico, pintado na mais pura egolatria e vaguidão que, na verdade, esconde um coração benévolo que está apenas tropeçando ao se encontrar. E, para além dessas icônicas performances, é notável o trabalho memorável do diretor Jon M. Chu em capturar a essência do romance e do musical da Broadway em um espetáculo visual e sonoro de tirar o fôlego.
‘Nickel Boys’ talvez seja o título menos conhecido dessa seleção de indicados, mas, desde sua estreia no Festival de Telluride em agosto do ano passado, tornou-se um queridinho da crítica – e não é por qualquer razão. O longa dirigido por Colson Whitehead é inspirado por eventos reais e traz um estilo estético único que se afasta das fórmulas dos dramas e apresenta uma perspectiva bastante original. Para além do sólido trabalho imagético, o elenco explode em rendições fabulosas, com destaque a Ethan Herisse e Brandon Wilson em um comprometimento com seus respectivos papéis que nos deixa extasiados e emocionados.
6. A SUBSTÂNCIA
Ninguém imaginaria que, em 95 anos dos prêmios da Academia, o terror finalmente conseguiria encontrar um espaço de apreciação por parte dos votantes. E foi graças a Coralie Fargeat que ‘A Substância’ sagrou-se uma das produções mais aclamadas dos últimos anos, nos envolvendo com uma remodelagem do body horror e do terror sci-fi que quebrou as barreiras entre os gêneros e mereceu seu lugar dentre os indicados. Além dos impressionantes roteiro e direção encabeçados por Fargeat, essa visceral jornada pelo mundo do estrelato e da ambição contou com performances irretocáveis de Demi Moore e Margaret Qualley.
Depois de fornecer uma visão bastante diferenciada sobre os dramas bélicos com o vencedor do Oscar‘Nada de Novo no Front’, Edward Berger voltou aos holofotes com o suspense religioso ‘Conclave’. O filme poderia se render às fórmulas do gênero, porém, ao ter plena ciência dos limites que se autoimpõe, busca alternativas que prezam pela originalidade e que deixam que atores de altíssimo calibre convidem os espectadores a uma espetacular peça cinematográfica. Ademais, o longa reitera Berger como um dos grandes diretores da atualidade – e mostra sua sagacidade ao se aliar com nomes como Ralph Fiennes, Stanley Tucci, John Lithgow e Isabella Rossellini em um elenco estelar.
4. DUNA: PARTE 2
Ambicioso, estupendo e majestoso são apenas alguns dos adjetivos que conseguem resumir, grosso modo, ‘Duna: Parte 2’. O mais recente longa de Denis Villeneuve é um deleite para os olhos, uma aula de como fazer cinema e, de forma imediata, posta-se como um dos melhores títulos não apenas da década, mas do século – expandindo o lendário universo arquitetado por Frank Herbert com esmero espetacular. Cada uma das sequências tira o fôlego do público, pinceladas com atuações esplendorosas de nomes como Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson e Zendaya, investindo esforços em temáticas como fanatismo religioso, luta pelo poder e vingança.
Apesar de descrito como uma dramédia, ‘Anora’ emerge como uma obra fílmica que consegue borrar os limites delineados entre os gêneros narrativos. Percebemos desde os primeiros minutos que o escopo atmosférico, pincelado com o hedonismo estético e artístico de um realismo mágico que divide os múltiplos atos. A ideia é fundir o prazer fugaz com a dureza de uma realidade sóbria, seja no proposital conflito imagética, seja em uma tour-de-force inenarrável de Mikey Madison, que desponta como uma das grandes estrelas de cinema da nova geração. No final das contas, não é possível colocá-lo apenas em um rótulo, conforme o escopo escala a níveis estratosféricos e aposta fichas na maximização das complicadas relações humanas.
Mesmo em meados da década de 2020, há pessoas que rendem-se ao vira-latismo cultural ao acreditar que o Brasil não produz filmes bons. Walter Salles veio para provar novamente que isso não é verdade ao encabeçar o visceral e impactante drama ‘Ainda Estou Aqui’. Ambientado no obscuro período da Ditadura Militar, o longa funciona como um retrato cru de um dos momentos mais duros da história nacional – e, além de contar com uma soberba produção técnica e artística, é encabeçado por uma performance arrebatadora de Fernanda Torres, que se reitera como uma das melhores atrizes de todos os tempos.
Ninguém poderia nos preparar para o épico drama que Brady Corbet estava cozinhando com ‘O Brutalista’. Ao longo de três horas e meia de duração, o cineasta nos leva a uma jornada suntuosa de reflexão sobre as mentiras do inalcançável sonho americano ao colocar nos holofotes um imigrante que sobreviveu ao Holocausto e se mudou para os Estados Unidos para alcançar seus objetivos. Guiado pela performance quase etérea de Adrien Brody, o filme emerge como um clássico instantâneo que se vale bastante de elementos dos anos 1950 e 1960 – como a revitalização do formato VistaVision e o intervalo entre seus atos – em uma carta de amor à arte cinematográfica.
A cerimônia do Oscar 2025 acontecerá neste domingo, 2 de março, diretamente do icônico Dolby Theatre, em Hollywood, um local que já se tornou sinônimo de glamour e história no universo cinematográfico. O evento começará pontualmente às 21h (horário de Brasília), com a tradicional exibição do tapete vermelho, onde celebridades e convidados desfilam seus trajes elegantes. Às 22h, tem início a entrega dos prêmios, e a cerimônia deve durar cerca de três horas, com grandes expectativas para as disputas nas categorias mais relevantes, como Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Ator/ Atriz.
Para quem deseja acompanhar ao vivo a cerimônia, oOscar 2025 será transmitido no Brasil por diferentes canais. A TNT e o Max farão a transmissão com tradução simultânea, permitindo aos telespectadores desfrutarem da premiação em tempo real, com a cobertura detalhada e comentários especiais. Além disso, a TV aberta no Brasil também irá exibir a cerimônia ao vivo, sendo a Rede Globo a responsável pela transmissão para todo o país, exceto no Rio de Janeiro, onde, devido à coincidência de datas, será mantida a exibição dos desfiles das escolas de samba, tradicional evento carioca que também atrai grande público.
Vale ressaltar que a Globo oferece seu sinal de TV aberta por meio da plataforma Globoplay, o que possibilita aos telespectadores de diversas regiões do Brasil assistirem à cerimônia gratuitamente pela internet, sem depender da TV tradicional. Isso significa que, independentemente de onde você esteja, pode acompanhar todos os detalhes do evento, desde a chegada das celebridades até os momentos de consagração dos vencedores.
Uma das maiores surpresas deste ano é a indicação de ‘Ainda Estou Aqui‘, um filme brasileiro que conquistou espaço entre as produções mais aclamadas pela crítica internacional e figura entre os indicados às principais categorias do Oscar 2025. Com uma história emocionante e uma atuação marcante de Fernanda Torres, a produção tem sido apontada como uma forte concorrente, trazendo uma representatividade importante para o cinema nacional na maior premiação do mundo.
O filme aborda questões sensíveis e universais, o que tem atraído a atenção não apenas de público brasileiro, mas também da crítica especializada mundial. Para os cinéfilos, a presença de ‘Ainda Estou Aqui‘ na disputa traz a esperança de que o cinema brasileiro continue a conquistar cada vez mais visibilidade no cenário internacional. Com grandes expectativas, o filme pode representar um marco para o cinema nacional e uma oportunidade de reconhecimento para o talento de Fernanda Torres, que já é reconhecida por seu trabalho no Brasil e agora recebe a chance de brilhar no maior palco do cinema mundial.
O Oscar 2025 promete ser uma noite repleta de emoção, surpresas e muitas estrelas, celebrando o melhor da sétima arte. Acompanhe a cerimônia e torça pelos seus favoritos, pois a cada edição, o Oscar se reinventa, e este ano, promete um espetáculo inesquecível.
E, enquanto os vencedores não são revelados, preparamos uma breve matéria especial ranqueando todos os longas-metragens indicados à categoria de Melhor Filme – que inclui, de forma histórica, a produção brasileira ‘Ainda Estou Aqui’, estrelada por Fernanda Torres e comandada por Walter Salles.
Confira e conte para nós qual o seu favorito:
10. EMILIA PÉREZ
Polêmicas envolvendo a protagonista Karla Sofía Gascón e o diretor Jacques Audiard à parte, ‘Emilia Pérez’ não tem qualquer elemento que justifique sua presença entre os indicados a Melhor Filme. O musical, que também traz Zoe Saldaña e Selena Gomez no elenco protagonista, é uma mistura cansativa de gêneros e de canções esquecíveis, coreografias sem sentido e fracas atuações (com exceção de Saldaña, que continua como a favorita para levar o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para casa) que narra uma história controversa e exaurível. Talvez o único aspecto que realmente chame a atenção seja a estética – que também não consegue se sustentar por muito tempo.
Bob Dylan é um dos nomes mais respeitados da história da música e, ano passado, ganhou uma cinebiografia intitulada ‘Um Completo Desconhecido’, com direção assinada por James Mangold. O filme é uma sólida investida cinematográfica, mas joga demais no seguro e não se arrisca em seus aspectos engessados, optando por seguir o libreto de convencionalismos de obras similares. Todavia, Timothée Chalamet faz um trabalho incrível ao incorporar Dylan, dividindo os holofotes com nomes como Edward Norton e Monica Barbaro (igualmente em interpretações aplaudíveis).
‘Wicked’ nos arrebata desde os primeiros minutos com performances aplaudíveis de Cynthia Erivo e Ariana Grande. Ao encarnar Elphaba, Erivo consegue desfrutar de sua carreira no teatro (sendo detentora de um prêmio Tony, inclusive) e trazer novos aspectos àquela que se transformaria na icônica Bruxa Má do Oeste – singrando pelas complexidades de uma justiceira social que sabe o que é ser diferente e ser marginalizada pelos outros; Grande, por sua vez, explode como um hilário escape cômico, pintado na mais pura egolatria e vaguidão que, na verdade, esconde um coração benévolo que está apenas tropeçando ao se encontrar. E, para além dessas icônicas performances, é notável o trabalho memorável do diretor Jon M. Chu em capturar a essência do romance e do musical da Broadway em um espetáculo visual e sonoro de tirar o fôlego.
‘Nickel Boys’ talvez seja o título menos conhecido dessa seleção de indicados, mas, desde sua estreia no Festival de Telluride em agosto do ano passado, tornou-se um queridinho da crítica – e não é por qualquer razão. O longa dirigido por Colson Whitehead é inspirado por eventos reais e traz um estilo estético único que se afasta das fórmulas dos dramas e apresenta uma perspectiva bastante original. Para além do sólido trabalho imagético, o elenco explode em rendições fabulosas, com destaque a Ethan Herisse e Brandon Wilson em um comprometimento com seus respectivos papéis que nos deixa extasiados e emocionados.
6. A SUBSTÂNCIA
Ninguém imaginaria que, em 95 anos dos prêmios da Academia, o terror finalmente conseguiria encontrar um espaço de apreciação por parte dos votantes. E foi graças a Coralie Fargeat que ‘A Substância’ sagrou-se uma das produções mais aclamadas dos últimos anos, nos envolvendo com uma remodelagem do body horror e do terror sci-fi que quebrou as barreiras entre os gêneros e mereceu seu lugar dentre os indicados. Além dos impressionantes roteiro e direção encabeçados por Fargeat, essa visceral jornada pelo mundo do estrelato e da ambição contou com performances irretocáveis de Demi Moore e Margaret Qualley.
Depois de fornecer uma visão bastante diferenciada sobre os dramas bélicos com o vencedor do Oscar‘Nada de Novo no Front’, Edward Berger voltou aos holofotes com o suspense religioso ‘Conclave’. O filme poderia se render às fórmulas do gênero, porém, ao ter plena ciência dos limites que se autoimpõe, busca alternativas que prezam pela originalidade e que deixam que atores de altíssimo calibre convidem os espectadores a uma espetacular peça cinematográfica. Ademais, o longa reitera Berger como um dos grandes diretores da atualidade – e mostra sua sagacidade ao se aliar com nomes como Ralph Fiennes, Stanley Tucci, John Lithgow e Isabella Rossellini em um elenco estelar.
4. DUNA: PARTE 2
Ambicioso, estupendo e majestoso são apenas alguns dos adjetivos que conseguem resumir, grosso modo, ‘Duna: Parte 2’. O mais recente longa de Denis Villeneuve é um deleite para os olhos, uma aula de como fazer cinema e, de forma imediata, posta-se como um dos melhores títulos não apenas da década, mas do século – expandindo o lendário universo arquitetado por Frank Herbert com esmero espetacular. Cada uma das sequências tira o fôlego do público, pinceladas com atuações esplendorosas de nomes como Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson e Zendaya, investindo esforços em temáticas como fanatismo religioso, luta pelo poder e vingança.
Apesar de descrito como uma dramédia, ‘Anora’ emerge como uma obra fílmica que consegue borrar os limites delineados entre os gêneros narrativos. Percebemos desde os primeiros minutos que o escopo atmosférico, pincelado com o hedonismo estético e artístico de um realismo mágico que divide os múltiplos atos. A ideia é fundir o prazer fugaz com a dureza de uma realidade sóbria, seja no proposital conflito imagética, seja em uma tour-de-force inenarrável de Mikey Madison, que desponta como uma das grandes estrelas de cinema da nova geração. No final das contas, não é possível colocá-lo apenas em um rótulo, conforme o escopo escala a níveis estratosféricos e aposta fichas na maximização das complicadas relações humanas.
Mesmo em meados da década de 2020, há pessoas que rendem-se ao vira-latismo cultural ao acreditar que o Brasil não produz filmes bons. Walter Salles veio para provar novamente que isso não é verdade ao encabeçar o visceral e impactante drama ‘Ainda Estou Aqui’. Ambientado no obscuro período da Ditadura Militar, o longa funciona como um retrato cru de um dos momentos mais duros da história nacional – e, além de contar com uma soberba produção técnica e artística, é encabeçado por uma performance arrebatadora de Fernanda Torres, que se reitera como uma das melhores atrizes de todos os tempos.
Ninguém poderia nos preparar para o épico drama que Brady Corbet estava cozinhando com ‘O Brutalista’. Ao longo de três horas e meia de duração, o cineasta nos leva a uma jornada suntuosa de reflexão sobre as mentiras do inalcançável sonho americano ao colocar nos holofotes um imigrante que sobreviveu ao Holocausto e se mudou para os Estados Unidos para alcançar seus objetivos. Guiado pela performance quase etérea de Adrien Brody, o filme emerge como um clássico instantâneo que se vale bastante de elementos dos anos 1950 e 1960 – como a revitalização do formato VistaVision e o intervalo entre seus atos – em uma carta de amor à arte cinematográfica.
O aclamado terror ‘A Substância‘, estrelado por Demi Moore e Margaret Qualley, sagrou-se uma das produções mais elogiadas do ano – e não ficaria de fora da próxima temporada de premiações.
A produção conquistou o prêmio de Melhor Cabelo & Maquiagem.
Ovacionado pelos críticos – com 90% de aprovação de Rotten Tomatoes –, ‘A Substância‘ acabou se tornando o maior sucesso da Demi Moore como protagonista nos cinemas desde ‘Striptease‘ (US$113M), lançado em 1996.
Confira nossa crítica em vídeo:
Após ser demitida da TV por ser considerada “velha demais” para ser atriz, Elisabeth Sparkle (Demi Moore) recorre a um sinistro programa de aprimoramento corporal. A substância milagrosa promete rejuvenescê-la, mas resulta em uma transformação ainda mais radical. Ela agora precisa dividir seu corpo com Sue (Margaret Qualley), sua versão jovem e melhorada, e, aos poucos, começa a perder completamente o controle da própria vida. Em um pesadelo surreal sobre a busca incessante pela juventude, A Substância revela o preço oculto da perfeição.
Durante o anúncio de vencedores do Oscar 2025, o filme levou para casa o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado, dado a Peter Straughan.
“O filme explora um dos eventos mais secretos e antigos do mundo: a escolha do novo Papa. O Cardeal Lawrence é designado para conduzir esse processo sigiloso após a morte inesperada do querido Papa. Quando os líderes mais poderosos da Igreja Católica se reúnem no Vaticano, trancados juntos nos corredores, Lawrence descobre uma série de segredos profundos deixados pelo Papa falecido, segredos que podem abalar as fundações da Igreja”, revela a sinopse.
‘Anora’, o novo longa deSean Baker, premiado com a Palma de Ouro no 77º Festival de Cannes, fez bonito no anúncio de vencedores do Oscar 2025.
Baker foi condecorado com a estatueta de Melhor Roteiro Original por seu aclamado trabalho.
O longa alcançou uma impressionante aprovação de 96% dos críticos no Rotten Tomatoes, com base em 57 análises.
“Anora é vibrante e repleta de momentos para dar boas risadas, mas não é recomendada para pessoas com pressão alta”, disse Nicholas Barber da BBC.
“A grande estrela do espetáculo é a destemida Mikey Madison, que se entrega de corpo e alma ao papel de Ani, uma personagem desorientada e confusa”, disse Damon Wise do Deadline.
“[Anora] é uma obra muito satisfatória, abordando com habilidade questões de classe, privilégio e desigualdade econômica. O diretor mantém firmemente seu papel como cronista das vidas complexas de uma classe social americana frequentemente invisível”, disse David Rooney do The Hollywood Reporter.
“Baker está adotando um tom e ritmo cômico mais acessível, o que combina bem com ele, mesmo que se sinta falta de um pouco da sua ousadia anterior. Felizmente, ele mantém sua sensibilidade para capturar a humanidade por trás das situações engraçadas”, disse Richard Lawson da Vanity Fair.
“A força visceral que “Anora” consegue gerar entre a urgência coletiva dos seus personagens e o aperto inescapável de suas aspirações acaba desembocando com tanta intensidade que pode te esmagar na cadeira”, disse David Ehrlich do IndieWire.
“Sem nunca abrir mão do seu tom cômico, o filme se transforma em um dos retratos mais honestos e, ao mesmo tempo, emocionantes da profunda fragilidade do nosso mundo moderno”, disse Chase Hutchinson da Collider.
“Baker vai direto ao coração das emoções — e, graças à sua ousadia como cineasta, este filme, o melhor de sua carreira, em toda a sua grandiosidade esmagadora e caótica, exige ser vivido intensamente”, disse Lex Briscuso da IGN Movies.
“Uma jornada agitada onde os momentos de êxtase e desespero são vividos de forma visceral. A verdadeira cereja do bolo da genialidade de Anora, no entanto, é o surgimento de uma autêntica estrela do cinema na impecável Mikey Madison”, disse Yasmine Kandil da Discussing Film.
Relembre a sinopse:
Anora, uma stripper uzbeque-americana cujo chefe frequentemente a arranja com clientes que falam russo. Uma noite, ela conhece Vanya, o jovem rico filho de um oligarca russo que paga para tê-la como namorada por uma semana. Inesperadamente, os dois se apaixonam e fogem para se casar — mas o conto de fadas é ameaçado quando os pais de Vanya descobrem.
A adaptação musical ‘Wicked‘ se tornou uma das produções mais aclamadas do ano – e não ficaria de fora da próxima temporada de premiações.
Durante o anúncio dos vencedores do Oscar 2025, Paul Tazewell foi condecorado com o prêmio de Melhor Figurino por seu incrível trabalho – tornando-se o primeiro homem negro a conquistar o feito.
‘Flow’, a animação de Gints Zilbalodis, fez bonito na cerimônia de vencedores do Oscar 2025.
A produção levou o prêmio de Melhor Animação para casa, ganhando em cima de títulos como ‘Robô Selvagem’ e ‘Divertida Mente 2’.
A animação obteve uma excelente aprovação no Rotten Tomatoes com 96% de aprovação da crítica especializada, com base em 84 análises, e 94% de aprovação do público.
Os críticos, em geral, elogiaram a animação, destacando a beleza e a maravilha do longa-metragem.
“Zilbalodis evita em grande parte o tipo de capricho e sentimentalismo que poderia prejudicar, por exemplo, um filme da Disney com a mesma premissa”, disse Calum Marsh do New York Times.
“É um tour mágico e misterioso em um mundo em afundamento, um filme maravilhoso, fascinante, místico e belo, algo tão único que quase parece um sonho”, disse Pete Hammond do Deadline.
“É como se Zilbalodis tivesse decidido despejar um oceano de água no Vale da Estranheza. Ainda assim, os espectadores amantes de animais irão se conectar quase instantaneamente com o gato e seus companheiros inusitados”, disse Peter Debruge do Variety.
“Este é um filme maravilhoso para crianças, com seu exemplo de troca e reciprocidade na amizade e a importância da confiança mútua, incorporados organicamente na narrativa com clareza, mas sem exageros. Não é menos um filme para adultos…”, disse David Rooney do The Hollywood Reporter.
“Algo como uma pintura ganhando vida, um deslumbrante quadro sobre o qual Zilbalodis pode desenhar sua comovente história de animais enfrentando um apocalipse bíblico”, disse Hoai-Tran Bui do Inverse.
“Até os momentos mais silenciosos de Flow são marcados por uma ameaça existencial. É um filme tenso, pensativo e doloroso de uma maneira que poucos filmes buscam, e ainda menos conseguem alcançar”, disse William Bibbiani do TheWrap.
“Em um mundo que muitas vezes parece inundado por filmes de animação que são excessivamente semelhantes entre si, Flow se destaca como um exemplo do que a grande animação pode realmente fazer”, disse Ross Bonaime do Collider.
“Precisamos desesperadamente de mais longas de animação como Flow, filmes que se fixam em nossas mentes ao imaginar coisas que nunca vimos antes e apresentar emoções que não esperamos sentir. É uma verdadeira aula magistral em animação sem diálogos”, disse Ryan Guar do Discussing Film.
O filme é assinado porGints Zilbalodis, que também é responsável pelo roteiro e direção.
A trama se passa em um mundo à beira do fim, repleto de vestígios da presença humana. O protagonista, um gato solitário, vê sua casa devastada por uma grande enchente e encontra refúgio em um barco habitado por diversas espécies. Juntos, eles precisarão superar suas diferenças enquanto navegam por paisagens místicas e deslumbrantes, enfrentando os desafios e perigos da adaptação a esse novo mundo.
Sucesso! A sequência ‘Ne Zha 2: O Renascimento‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 2 bilhões nas bilheterias mundiais.
Apenas em seu país de origem, o fenômeno chinês de animação soma impressionantes US$ 1.98 bilhão.
De acordo com o Deadline, com o acréscimo de US$ 18 milhões dos EUA e US$ 6 milhões somados pela Austrália, Nova Zelândia e Hong Kong, a produção conseguiu superar a marca histórica – independente da taxa de conversão.
Este é o sétimo longa-metragem a ultrapassar a marca na história do cinema, atrás apenas de ‘Vingadores: Guerra Infinita‘ (US$2.05B), ‘Star Wars: O Despertar da Força‘ (US$2.07B), ‘Titanic‘ (US$2.2B), ‘Avatar: O Caminho da Água‘ (US$2.3B), ‘Vingadores: Ultimato‘ (US$2.7B) e ‘Avatar‘ (US$2.9B).
Além disso, o filme também superou ‘Divertida Mente 2‘ (US$1.69B), tornando-se a maior animação da história do cinema.
Assista ao trailer:
‘Ne Zha 2: O Renascimento‘ é a sequência de ‘Ne Zha‘ (2019), que é baseado na lenda chinesa deNe Zha, um personagem mitológico que nasceu de um ovo e foi destinado a trazer destruição, mas acaba se tornando um herói que luta contra forças do mal.
Em ‘Ne Zha 2‘, a história segue o jovem Ne Zha enquanto ele enfrenta novos desafios e inimigos, incluindo a luta interna de encontrar seu lugar no mundo e confrontar seu destino. Com uma combinação de cenas de ação eletrizantes e temas emocionais profundos, o filme ressoou fortemente com o público, especialmente com a juventude chinesa, que se viu refletida nas batalhas internas e externas de Ne Zha.
A animação apresenta uma estética impressionante e utiliza tecnologias de ponta para criar sequências de luta deslumbrantes, com movimentos de câmera e efeitos visuais que impressionam pela sua fluidez e realismo. Esses elementos, combinados com a conexão emocional com os personagens, fizeram de ‘Ne Zha 2‘ um grande sucesso de crítica e público, principalmente na China.
Na trama, dois primos incompatíveis, David e Benji, se reúnem para uma viagem pela Polônia para homenagear sua amada avó. A aventura sofre uma reviravolta quando as antigas tensões do estranho casal ressurgem no contexto da história de sua família.
O longa é protagonizado, roteirizado e dirigido por Jesse Eisenberg.
Sucesso! A sequência ‘Bridget Jones: Louca Pelo Garoto‘ (Bridget Jones: Mad About The Boy) já arrecadou quase US$ 100 milhões nas bilheterias internacionais.
Com um sólido desempenho internacionalmente, a produção acrescentou US$ 14.6 milhões neste final de semana – o que representa uma queda de apenas -38% em comparação ao final de semana anterior.
Ao total, a produção já soma US$ 95.7 milhões através de 75 mercados.
O TOP 5 dos maiores mercados internacionais conta com o Reino Unido (US$45.6M), Austrália (US$7.7M), Holanda (US$4.4M), Polônia (US$4.3M) e Espanha (US$2.3M).
Aclamado pelos críticos, o quarto e último filme da franquia alcançou sólidos 88% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Apesar do sucesso no mercado internacional, vale lembrar que o longa foi lançado no território norte-americano direto no serviço de streaming do Peacock.
Dirigido por Michael Morris (‘Better Call Saul’), a produção é baseada no terceiro livro da série de Helen Fielding.
Pressionada a forjar um novo caminho em direção à vida e ao amor, Bridget volta ao trabalho e até experimenta aplicativos de namoro, e logo se torna a ‘favorita’ de um homem mais jovem, sonhador e entusiasmado. Agora entre os malabarismos com trabalho, casa e romance, Bridget ainda tem que lidar com o julgamento das mães perfeitas na escola, se preocupar com Billy ainda em luto pela ausência de seu pai e se envolver em uma série de estranhos contatos com o racional professor de ciências de seu filho.
Sarah Solemani, Sally Phillips, Shirley Henderson e James Callis retornam como os amigos da Bridget, Gemma Jones e Jim Broadbent como os pais da Brigdet, além de Celia Imrie, Neil Pearson e Joanna Scanlan.
Ocorre hoje, 02 de março, a 97ª edição do Oscar, que visa premiar o melhor do cinema.
Confira abaixo a lista completa de ganhadores, atualizada em tempo real:
MELHOR FILME Anora (VENCEDOR) O Brutalista Um Completo Desconhecido Conclave Duna: Parte 2 Emilia Pérez Ainda Estou Aqui Nickel Boys A Substância Wicked
MELHOR DIREÇÃO Anora, Sean Baker (VENCEDOR) O Brutalista, Brady Corbet Um CompletoDesconhecido, James Mangold Emilia Pérez, Jacques Audiard A Substância, Coralie Fargeat
MELHOR ATRIZ
Cynthia Erivo, Wicked
Karla Sofía Gascón, Emilia Pérez Mikey Madison, Anora (VENCEDORA)
Demi Moore, A Substância
Fernanda Torres, Ainda Estou Aqui
MELHOR ATOR Adrien Brody, O Brutalista (VENCEDOR)
Timothée Chalamet, Um Completo Desconhecido
Colman Domingo, Sing Sing
Ralph Fiennes, Conclave
Sebastian Stan, O Aprendiz
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Monica Barbaro, Um Completo Desconhecido
Ariana Grande, Wicked
Felicity Jones, O Brutalista
Isabella Rossellini, Conclave Zoe Saldaña, Emilia Pérez (VENCEDORA)
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Yura Borisov, Anora Kieran Culkin, A Verdadeira Dor (VENCEDOR)
Edward Norton, Um Completo Desconhecido
Guy Pearce, O Brutalista
Jeremy Strong, O Aprendiz
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Um Completo Desconhecido Conclave (VENCEDOR) Emilia Pérez Nickel Boys Sing Sing
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Anora (VENCEDOR) O Brutalista A Verdadeira Dor Setembro 5 A Substância
MELHOR ANIMAÇÃO Flow (VENCEDORA) Divertida Mente 2 Memórias de um Caracol Wallace & Gromit: Avengança Robô Selvagem
MELHOR DOCUMENTÁRIO Black Box Diaries No Other Land (VENCEDOR) Porcelain War Soundtrack to a Coup D’Etat Sugarcane
MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM Death by Numbers I Am Ready, Warden Incident Instruments of a Beating Heart The Only Girl in the Orchestra (VENCEDOR)
MELHOR FILME INTERNACIONAL Ainda Estou Aqui (VENCEDOR) The Girl with the Needle Emilia Pérez A Semente da Árvore Sagrada Flow
MELHOR FIGURINO Um Completo Desconhecido Conclave Gladiador II Nosferatu Wicked (VENCEDOR)
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO O Brutalista Conclave Duna: Parte 2 Nosferatu Wicked (VENCEDOR)
MELHOR MONTAGEM Anora (VENCEDOR) O Brutalista Conclave Emilia Pérez Wicked
MELHOR FOTOGRAFIA O Brutalista (VENCEDOR) Duna: Parte 2 Emilia Pérez Maria Callas Nosferatu
MELHORES EFEITOS VISUAIS Alien: Romulus Better Man Duna: Parte 2 (VENCEDOR) Planeta dos Macacos: O Reinado Wicked
MELHOR MAQUIAGEM & CABELO Um Homem Diferente Emilia Pérez Nosferatu A Substância (VENCEDOR) Wicked
MELHOR SOM Um Completo Desconhecido Duna: Parte 2 (VENCEDOR) Emilia Pérez Wicked Robô Selvagem
MELHOR TRILHA SONORA O Brutalista (VENCEDOR) Conclave Emilia Pérez Wicked Robô Selvagem
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL “El Mal”, Emilia Pérez (VENCEDORA)
“The Journey”, Batalhão 6888
“Like a Bird”, Sing Sing
“Mi Camino”, Emilia Pérez
“Never Too Late”, Elton John: Never Too Late
MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMADO Beautiful Men In the Shadow of the Cypress (VENCEDOR) Magic Candies Wander to Wonder Yuck!
MELHOR CURTA-METRAGEM EM LIVE-ACTION A Lien Anuja I’m Not a Robot (VENCEDOR) The Last Ranger The Man Who Could Not Remain Silent
A cerimônia do Oscar 2025 acontecerá neste domingo, 2 de março, diretamente do icônico Dolby Theatre, em Hollywood, um local que já se tornou sinônimo de glamour e história no universo cinematográfico. O evento começará pontualmente às 21h (horário de Brasília), com a tradicional exibição do tapete vermelho, onde celebridades e convidados desfilam seus trajes elegantes. Às 22h, tem início a entrega dos prêmios, e a cerimônia deve durar cerca de três horas, com grandes expectativas para as disputas nas categorias mais relevantes, como Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Ator/ Atriz.
Para quem deseja acompanhar ao vivo a cerimônia, oOscar 2025 será transmitido no Brasil por diferentes canais. A TNT e o Max farão a transmissão com tradução simultânea, permitindo aos telespectadores desfrutarem da premiação em tempo real, com a cobertura detalhada e comentários especiais. Além disso, a TV aberta no Brasil também irá exibir a cerimônia ao vivo, sendo a Rede Globo a responsável pela transmissão para todo o país, exceto no Rio de Janeiro, onde, devido à coincidência de datas, será mantida a exibição dos desfiles das escolas de samba, tradicional evento carioca que também atrai grande público.
Vale ressaltar que a Globo oferece seu sinal de TV aberta por meio da plataforma Globoplay, o que possibilita aos telespectadores de diversas regiões do Brasil assistirem à cerimônia gratuitamente pela internet, sem depender da TV tradicional. Isso significa que, independentemente de onde você esteja, pode acompanhar todos os detalhes do evento, desde a chegada das celebridades até os momentos de consagração dos vencedores.
Uma das maiores surpresas deste ano é a indicação de ‘Ainda Estou Aqui‘, um filme brasileiro que conquistou espaço entre as produções mais aclamadas pela crítica internacional e figura entre os indicados às principais categorias do Oscar 2025. Com uma história emocionante e uma atuação marcante de Fernanda Torres, a produção tem sido apontada como uma forte concorrente, trazendo uma representatividade importante para o cinema nacional na maior premiação do mundo.
O filme aborda questões sensíveis e universais, o que tem atraído a atenção não apenas de público brasileiro, mas também da crítica especializada mundial. Para os cinéfilos, a presença de ‘Ainda Estou Aqui‘ na disputa traz a esperança de que o cinema brasileiro continue a conquistar cada vez mais visibilidade no cenário internacional. Com grandes expectativas, o filme pode representar um marco para o cinema nacional e uma oportunidade de reconhecimento para o talento de Fernanda Torres, que já é reconhecida por seu trabalho no Brasil e agora recebe a chance de brilhar no maior palco do cinema mundial.
O Oscar 2025 promete ser uma noite repleta de emoção, surpresas e muitas estrelas, celebrando o melhor da sétima arte. Acompanhe a cerimônia e torça pelos seus favoritos, pois a cada edição, o Oscar se reinventa, e este ano, promete um espetáculo inesquecível.
E, enquanto os vencedores não são revelados, preparamos uma breve matéria especial ranqueando todos os longas-metragens indicados à categoria de Melhor Filme – que inclui, de forma histórica, a produção brasileira ‘Ainda Estou Aqui’, estrelada por Fernanda Torres e comandada por Walter Salles.
Confira e conte para nós qual o seu favorito:
10. EMILIA PÉREZ
Polêmicas envolvendo a protagonista Karla Sofía Gascón e o diretor Jacques Audiard à parte, ‘Emilia Pérez’ não tem qualquer elemento que justifique sua presença entre os indicados a Melhor Filme. O musical, que também traz Zoe Saldaña e Selena Gomez no elenco protagonista, é uma mistura cansativa de gêneros e de canções esquecíveis, coreografias sem sentido e fracas atuações (com exceção de Saldaña, que continua como a favorita para levar o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para casa) que narra uma história controversa e exaurível. Talvez o único aspecto que realmente chame a atenção seja a estética – que também não consegue se sustentar por muito tempo.
Bob Dylan é um dos nomes mais respeitados da história da música e, ano passado, ganhou uma cinebiografia intitulada ‘Um Completo Desconhecido’, com direção assinada por James Mangold. O filme é uma sólida investida cinematográfica, mas joga demais no seguro e não se arrisca em seus aspectos engessados, optando por seguir o libreto de convencionalismos de obras similares. Todavia, Timothée Chalamet faz um trabalho incrível ao incorporar Dylan, dividindo os holofotes com nomes como Edward Norton e Monica Barbaro (igualmente em interpretações aplaudíveis).
‘Wicked’ nos arrebata desde os primeiros minutos com performances aplaudíveis de Cynthia Erivo e Ariana Grande. Ao encarnar Elphaba, Erivo consegue desfrutar de sua carreira no teatro (sendo detentora de um prêmio Tony, inclusive) e trazer novos aspectos àquela que se transformaria na icônica Bruxa Má do Oeste – singrando pelas complexidades de uma justiceira social que sabe o que é ser diferente e ser marginalizada pelos outros; Grande, por sua vez, explode como um hilário escape cômico, pintado na mais pura egolatria e vaguidão que, na verdade, esconde um coração benévolo que está apenas tropeçando ao se encontrar. E, para além dessas icônicas performances, é notável o trabalho memorável do diretor Jon M. Chu em capturar a essência do romance e do musical da Broadway em um espetáculo visual e sonoro de tirar o fôlego.
‘Nickel Boys’ talvez seja o título menos conhecido dessa seleção de indicados, mas, desde sua estreia no Festival de Telluride em agosto do ano passado, tornou-se um queridinho da crítica – e não é por qualquer razão. O longa dirigido por Colson Whitehead é inspirado por eventos reais e traz um estilo estético único que se afasta das fórmulas dos dramas e apresenta uma perspectiva bastante original. Para além do sólido trabalho imagético, o elenco explode em rendições fabulosas, com destaque a Ethan Herisse e Brandon Wilson em um comprometimento com seus respectivos papéis que nos deixa extasiados e emocionados.
6. A SUBSTÂNCIA
Ninguém imaginaria que, em 95 anos dos prêmios da Academia, o terror finalmente conseguiria encontrar um espaço de apreciação por parte dos votantes. E foi graças a Coralie Fargeat que ‘A Substância’ sagrou-se uma das produções mais aclamadas dos últimos anos, nos envolvendo com uma remodelagem do body horror e do terror sci-fi que quebrou as barreiras entre os gêneros e mereceu seu lugar dentre os indicados. Além dos impressionantes roteiro e direção encabeçados por Fargeat, essa visceral jornada pelo mundo do estrelato e da ambição contou com performances irretocáveis de Demi Moore e Margaret Qualley.
Depois de fornecer uma visão bastante diferenciada sobre os dramas bélicos com o vencedor do Oscar‘Nada de Novo no Front’, Edward Berger voltou aos holofotes com o suspense religioso ‘Conclave’. O filme poderia se render às fórmulas do gênero, porém, ao ter plena ciência dos limites que se autoimpõe, busca alternativas que prezam pela originalidade e que deixam que atores de altíssimo calibre convidem os espectadores a uma espetacular peça cinematográfica. Ademais, o longa reitera Berger como um dos grandes diretores da atualidade – e mostra sua sagacidade ao se aliar com nomes como Ralph Fiennes, Stanley Tucci, John Lithgow e Isabella Rossellini em um elenco estelar.
4. DUNA: PARTE 2
Ambicioso, estupendo e majestoso são apenas alguns dos adjetivos que conseguem resumir, grosso modo, ‘Duna: Parte 2’. O mais recente longa de Denis Villeneuve é um deleite para os olhos, uma aula de como fazer cinema e, de forma imediata, posta-se como um dos melhores títulos não apenas da década, mas do século – expandindo o lendário universo arquitetado por Frank Herbert com esmero espetacular. Cada uma das sequências tira o fôlego do público, pinceladas com atuações esplendorosas de nomes como Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson e Zendaya, investindo esforços em temáticas como fanatismo religioso, luta pelo poder e vingança.
Apesar de descrito como uma dramédia, ‘Anora’ emerge como uma obra fílmica que consegue borrar os limites delineados entre os gêneros narrativos. Percebemos desde os primeiros minutos que o escopo atmosférico, pincelado com o hedonismo estético e artístico de um realismo mágico que divide os múltiplos atos. A ideia é fundir o prazer fugaz com a dureza de uma realidade sóbria, seja no proposital conflito imagética, seja em uma tour-de-force inenarrável de Mikey Madison, que desponta como uma das grandes estrelas de cinema da nova geração. No final das contas, não é possível colocá-lo apenas em um rótulo, conforme o escopo escala a níveis estratosféricos e aposta fichas na maximização das complicadas relações humanas.
Mesmo em meados da década de 2020, há pessoas que rendem-se ao vira-latismo cultural ao acreditar que o Brasil não produz filmes bons. Walter Salles veio para provar novamente que isso não é verdade ao encabeçar o visceral e impactante drama ‘Ainda Estou Aqui’. Ambientado no obscuro período da Ditadura Militar, o longa funciona como um retrato cru de um dos momentos mais duros da história nacional – e, além de contar com uma soberba produção técnica e artística, é encabeçado por uma performance arrebatadora de Fernanda Torres, que se reitera como uma das melhores atrizes de todos os tempos.
Ninguém poderia nos preparar para o épico drama que Brady Corbet estava cozinhando com ‘O Brutalista’. Ao longo de três horas e meia de duração, o cineasta nos leva a uma jornada suntuosa de reflexão sobre as mentiras do inalcançável sonho americano ao colocar nos holofotes um imigrante que sobreviveu ao Holocausto e se mudou para os Estados Unidos para alcançar seus objetivos. Guiado pela performance quase etérea de Adrien Brody, o filme emerge como um clássico instantâneo que se vale bastante de elementos dos anos 1950 e 1960 – como a revitalização do formato VistaVision e o intervalo entre seus atos – em uma carta de amor à arte cinematográfica.
A galera que cresceu entre os anos 90 e 2000 certamente ouve o termo “filme de pai” e já sabe a que se refere. Criados por uma geração que se apaixonou pelo cinema entre os tiros e facadas de Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Chuck Norris, Jean-Claude Van Damme e muitos outros, esses ‘pais’ passaram sua paixão adiante mostrando filmes como Rambo, Conan, Braddock e por aí vai, para a molecada. Porém, com a chegada dos anos 2000, esse tipo de filme caiu no esquecimento.
Os exércitos de um homem só foram deixados de lado e a ação passou a trazer um tom mais aventuresco, cabendo a alguns poucos atores, muitas vezes considerados ultrapassados por parte da crítica, levarem a duras penas as “ações à moda antiga”.
Pois bem, mostrando que os “filmes de pai” ainda resistem, Contra-Ataque chegou à Netflix e vem dando o que falar. A produção mexicana começa de um jeito divertido, com cinco amigos viajando rumo aos EUA e se divertindo no carro, até que uma caminhonete carregada de bandidos provoca um acidente e tenta executá-los. O que parecia ser o fim do grupo dá início a uma sequência de ação sensacional, que culmina nesse grupo incomum arrastando a bandidagem no asfalto.
Sim, eles eram um grupo de militares de folga, indo comemorar o aniversário do ‘mascote’ antes de uma grande missão contra o narcotráfico mexicano. Porém, eles foram traídos e tiveram sua localização revelada para o chefão do cartel, que decidiu dar um fim ao homem que ousou enfrentá-lo e humilhar seus capangas: o Capitão Guerra (Luis Alberti).
Conforme a história avança, o público vai entendendo como essa confusão toda começou e compreende melhor a personalidade de cada membro do grupo militar. Guerra, um homem íntegro e correto até demais, confia plenamente em seus homens e conta com eles para sobreviver até conseguirem apoio. Com isso, prepare-se para sequências de muito tiro, bomba e táticas militares postas em prática.
Em muitos momentos, o longa captura o espírito de videogames clássicos de tiro, abordando cenários como florestas, carros e um casarão abandonado. Do outro lado, o mafioso é bem estilo de vilão dos anos 80. Ele é um traficante sem escrúpulos que se sente humilhado por ter seu irmão e melhores capangas massacrados por um grupo militar. E aí entra outro elemento clássico dos filmes de pai: o verdadeiro inimigo é a corrupção. O governo participa da história, mas é daquele jeito já conhecido, em que membros do alto escalão da política mexicana fazem acordos e se vendem para o narcotráfico.
O lado negativo é que esse ponto da corrupção acaba ficando de lado, diferentemente de um Tropa de Elite 2, por exemplo, em que ela ocupa parte central na trama. Aqui, ela é um dos causadores dessa jornada inteira, mas não tem muito desenvolvimento. Principalmente no que diz respeito às consequências da missão do grupo do Guerra. É algo que poderia render mais.
Na verdade, esse filme é um reflexo do momento de revolta que vive a população mexicana. Durante as últimas eleições, em 2024, cerca de 30 candidatos foram assassinados no período de campanhas. E a mensagem que o filme passa é muito nítida, está literalmente escrita em tela: “Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada”. E um povo revoltado gera obras que reflitam o que carece.
No fim das contas, Contra-Ataque é um grande filme de ação, por mais que tenha uma trama simples e personagens não aprofundados. É uma história sobre revolta, integridade e honradez, perfeita para quem sente falta dos clássicos de ação oitentista. Um filmão de pai!
No dia de hoje, 02 de março, ocorre a 97ª edição dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, cuja cerimônia visa celebrar o melhor da sétima arte de 2024. E, este ano, a disputa está muito mais acirrada do que imaginamos.
Primeiramente, é preciso lembrar que, pela primeira vez na história do Oscar, um longa nacional está indicado à principal categoria da noite, a de Melhor Filme – isso caso não consideremos a produção américo-brasileira ‘O Beijo da Mulher Aranha’, de 1985. ‘Ainda Estou Aqui’, drama dirigido por Walter Salles, levou os espectadores de volta ao sombrio período da Ditadura Militar e acompanhou a história de uma família impactada pelas mazelas fascistas do governo e pela supressão de quaisquer direitos e liberdade de expressão.
O resultado não poderia ter sido outro: Salles, já um nome prestigiado dentro do cenário fílmico, conquistou a crítica e o público ao redor do mundo, sagrando o próprio projeto com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes e, além da indicação mencionada acima, rendeu a Fernanda Torres uma nomeação a Melhor Atriz e outra a Melhor Filme Internacional. Com inúmeros jornais ao redor do mundo apostando fichas de que o Brasil finalmente sairá vitorioso com ao menos uma estatueta, não podemos deixar de ficar animados para essa edição, torcendo para que a nossa arte se concretize mais uma vez no cenário mundial.
Mas quem, de fato, sairá vitorioso com o maior prêmio da noite?
Acreditar na vitória de ‘Ainda Estou Aqui’ não é apenas uma celebração patriótica por parte dos brasileiros, mas uma sólida aposta que pode render frutos inesperados, ainda mais se levarmos em consideração a recente vitória de ‘Parasita’ na categoria de Melhor Filme – o primeiro longa em língua não-inglesa a conquistar o feito. Ademais, Torres conquistou o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Drama, propulsionando a indicação do projeto ao Oscar e garantindo que todos os votantes lhe assistissem.
Considerando a enorme polêmica que ‘Emilia Pérez’ enfrentou desde o início da campanha para a temporada de premiações – e pelo fato de ser o título mais fraco dessa safra de indicados -, o Oscar de Melhor Filme Internacional parece bastante certo para o Brasil (mesmo que títulos como ‘Flow’ e ‘A Semente da Árvore Sagrada’ tenham chance de impressionar ao levar para casa a estatueta). Porém, no circuito de Melhor Filme, as coisas são um pouco mais complexas, mas não por causa do musical francês de Jacques Audiard.
É um fato dizer que Torres enfrenta competição por parte de ‘A Substância’ na categoria de Melhor Atriz, considerando que Demi Moore é um popular nome entre os votantes por sua incrível performance e pela narrativa que trouxe para respaldar sua campanha. Em outras palavras, o body horror dirigido por Coralie Fargeat não é motivo de preocupação em Melhor Filme, ainda mais considerando que ‘Anora’ e ‘O Brutalista’ possuem mais a “cara” da premiação e remam ao encontro da identidade pela qual os votantes prezam (ou ao menos prezavam até agora).
‘Anora’, dirigido por Sean Baker, acompanha a história de uma jovem stripper que vê sua vida virar de cabeça para baixo após conhecer o filho de oligarca russo e, em um ímpeto de emoção, aceitar se casar com ele – apenas para descobrir que as coisas não são tão simples assim. Contando com uma performance aplaudível de Mikey Madison (a atriz mais premiada dessa temporada), a construção de Baker foi ofuscada brevemente por alegações de má conduta dentro do set de filmagens que logo morreram na praia e deram espaço para chamar a atenção dos votantes.
‘O Brutalista’, por sua vez, emerge como um potente épico de três horas e meia comandado por Brady Corbet que gira em torno de um arquiteto visionário que foge da Europa pós-Segunda Guerra e chega aos Estados Unidos para reconstruir sua vida, sua carreira e seu casamento. Estando lado a lado com ‘Anora’ em relação à atenção recebida pela crítica e pelo público, o longa estrelado por Adrien Brody não é apenas uma ótima narrativa cinematográfica, mas uma conquista técnica e artística que trouxe de volta o popular formato do VistaVision em um encontro entre passado e presente.
Ainda que esses dois posem como duas “ameaças” para a vitória de ‘Ainda Estou Aqui’, há um outro título que surpreendeu a todos nas últimas duas premiações ao conquistar as maiores estatuetas da noite: ‘Conclave’. O drama, que funciona como um suspense dramático religioso centrado na eleição de um novo Papa em meio a segredos escondidos dentro da própria Igreja, levou para casa não apenas o BAFTA de Melhor Filme, como o SAG Award de Melhor Elenco em Filme – ascendendo ao título de favorito para ser condecorado com o maior prêmio do Oscar.
De fato, são esses os três principais adversários que ‘Ainda Estou Aqui’; perto dos outros títulos indicados à categoria, que também incluem ‘Um Completo Desconhecido’, ‘Duna: Parte 2’, ‘Nickel Boys’ e ‘Wicked’, a vitória do drama estrelado por Torres seria certeira sem pensar duas vezes. Entretanto, não podemos descartar que o Brasil possa fazer história hoje à noite – e, agora, tudo o que nos resta é esperar.
Após ter conquistado o título de maior terror do ano, ‘O Macaco‘, baseado no conto de Stephen King, já conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 30 milhões.
O valor representa mais de três vezes o valor de seu orçamento – que girou em torno de US$ 10 milhões.
Nos EUA, o longa soma US$ 24.5 milhões. No mercado internacional, foram US$ 6.6 milhões – totalizando uma arrecadação global US$ 31.2 milhões.
Vale lembrar que a produção estreou com US$ 14.2 milhões nos EUA, abrindo no TOP 2 do país, atrás apenas de ‘Capitão América 4‘ (US$28.2M).
O longa conseguiu se tornar o maior lançamento do ano para um filme do gênero, superando os lançamentos de ‘Heart Eyes‘, ‘Lobisomem‘, ‘Acompanhante Perfeita‘ e ‘Presença‘.
Aclamado pelos críticos – com 77% de aprovação no Rotten Tomatoes –, o terror não parece ter conquistado tanto os espectadores, recebendo uma nota C+ do público no CinemaScore.
O terror será lançado nos cinemas nacionais dia 6 de Março.
Dirigido por Osgood Perkins (‘Longlegs – Vínculo Mortal’), ‘O Macaco‘ conta a história de dois irmãos gêmeos que encontram um macaco de brinquedo do pai no sótão. A partir daí, uma série de mortes horríveis começa a acontecer ao redor deles.