Em uma recente entrevista ao Deadline, Colman Domingo trouxe detalhes sobre sua aguardada estreia diretorial, ‘Scandalous!’, que trará ninguém menos que Sydney Sweeney e David Jonsson no centro de um dos maiores escândalos amorosos da Old Hollywood.
Durante a conversa, Domingo revelou que as filmagens do longa-metragem devem começar assim que ele e Sweeney terminarem as gravações da 3ª temporada de ‘Euphoria’, no verão norte-americano de 2025.
“Nosso objetivo é filmar logo depois que ambos terminarmos ‘Euphoria’, então espero começar a preparação no próximo ano, provavelmente no terceiro trimestre”, ele afirmou. “Esperamos fazer um filme lindo e doce que seja realmente sobre a possibilidade do amor, mas sob muitas perspectivas – tentando ter privacidade, tentando ter paixão, tentando ter uma vida. E acho que é algo que Sydney e eu conhecemos muito bem. Estamos tentando defender sua humanidade novamente na vida”.
A trama irá explorar o amor clandestino entre as icônicas estrelas da sétima arte Kim Novak e Sammy Davis Jr. em 1957. Sweeney dará vida a Novak, enquanto Jonsson interpretará Davis.
Além de estrelar, Sweeney ficará responsável pela produção do projeto ao lado de Tani Cohen e Bobby Rock. Jon Levin entra como produtor executivo.
Matthew Fantaci assina o roteiro.
Novak, estrela de ‘Um Corpo que Cai’, e Davis, membro da banda Rat Pack, estavam no auge do poder do estrelato quando se conheceram no programa The Steve Allen Show. Eles se apaixonaram imediatamente, mas, à medida que os rumores se espalhavam, o racismo desenfreado na América ameaçou atrapalhar suas carreiras. Novak sentiu a ira de Harry Cohn, o chefe da Columbia Pictures à época, que tinha a atriz sob contrato. O caso secreto deles se tornou uma grande notícia quando um colunista de fofocas de Chicago, no início de 1958, escreveu um relato detalhado de seu relacionamento, incluindo seus planos de se casar – apesar das constantes negações de ambos. Davis, nove dias depois, resolver se casar com uma corista chamada Loray White.
Os fãs poderão conferir como ‘Terrifier 3’ ganhou vida e entregou suas cenas extremamente violentas ao público.
Tudo será mostrado em um documentário especial sobre a produção do filme de terror, que trará detalhes sobre os bastidores da produção independente.
A Cineverse anunciou que o documentário ‘Art Attack! The Dissection of Terrifier 3’ será lançado na plataforma de streaming Screambox no começo de 2025.
O conteúdo contará com entrevistas com o diretor Damien Leone, membros do elenco e outros nomes da produção de ‘Terrifier 3’, além de revelar detalhes da criação das cenas viscerais do filme.
Aclamado entre os críticos – com 77% de aprovação no Rotten Tomatoes –, ‘Terrifier 3‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 60 milhões nas bilheterias mundiais, arrecadando mais de trinta vezes o valor do seu custo de produção.
‘Senna’ chegou à Netflix em formato de minissérie para contar a história do piloto brasileiro que marcou época.
Embora tenha sido elogiada, a série do serviço de streaming também está gerando reclamações do público devido ao fato de Adriane Galisteu, que foi namorada de Senna, não ter tido destaque na produção.
Em entrevista ao Splash UOL, Gabriel Leone, intérprete de Senna, explicou por que a série da Netflix mostrou rapidamente o relacionamento entre o piloto e Galisteu.
“Eu acho que não faltou explorar mais. Não foi uma questão com a Galisteu. Teve a ver com a construção do nosso roteiro”, disse Leone.
O ator citou a carreira do piloto brasileiro para argumentar sobre a ausência de mais momentos com Adriane Galisteu na série.
“No episódio cinco, a gente conta sobre 1991, pula para o episódio seis, não só para 1994, mas para o último fim de semana da vida de Ayrton. Por que não falamos sobre 1992 e 1993, que foi, por acaso, quando ele conheceu a Adriane? Porque foram anos em que o Ayrton não ganhou títulos”, declarou o ator.
Galisteu apareceu por apenas 1 minuto e 33 segundos em toda a série.
‘Skeleton Crew‘, nova série derivada do popular universo de ‘Star Wars‘, estreia no próximo dia 02 de dezembro no Disney+ – e, agora, trazemos a vocês as primeiras impressões da atração.
Recentemente, a plataforma de streaming divulgou o cronograma completo de lançamento dos episódios da atração – e seus respectivos diretores.
Veja:
02 de dezembro – Episódios 1 e 2 (Direção: Jon Watts & David Lowery, respectivamente) 10 de dezembro – Episódio 3 (Direção: David Lowery) 17 de dezembro – Episódio 4 (Direção: The Daniels) 24 de dezembro – Episódio 5 (Direção: Jake Schreier) 31 de dezembro – Episódio 6 (Direção: Bryce Dallas Howard) 07 de janeiro – Episódio 7 (Lee Isaac Chung) 14 de janeiro – Episódio 8 (Jon Watts)
Na trama, quatro crianças que fazem uma descoberta misteriosa em seu planeta natal aparentemente seguro, então se perdem em uma galáxia estranha e perigosa. Para encontrar o caminho de casa — cheio de aliados e inimigos improváveis —, eles terão que embarcar em uma aventura maior do que eles jamais imaginaram.
Apesar da premissa aparentemente destinada ao público infantil, o co-criador Chris Ford disse à Entertainment Weekly que a série vai agradar a todas as idades.
“O tom de ‘Skeleton Crew‘ é uma aventura. Queríamos que fosse algo muito divertido. Mas é claro que, junto com a aventura, vem o lado sombrio, que é o perigo. E quando as crianças estão em perigo, torna-se uma trama mais pesada e carregada. Então, brincamos com isso, mas no geral queríamos que fosse apenas uma aventura divertida.”
“‘Skeleton Crew‘ é para todas as idades. Quando contamos a Kathy Kennedy que queríamos usar aquele tom dos filmes da Amblin (‘Os Gonnies’, ‘E.T. – O Extraterrestre‘), que ela aperfeiçoou ao longo dos anos junto com Steven Spielberg, ela disse é que eles nunca pensaram nesses filmes como algo infantil. Acontece que são sobre crianças, crianças em aventuras bem maduras e reflexivas. Então ‘Skeleton Crew’ é para todos, não importa a idade.”
Durante uma entrevista para o portal, o produtor Jon Favreau confirmou que ‘Skeleton Crew’ também será ambientada no mesmo período de ‘O Mandaloriano’, ‘Ahsoka’ e ‘O Livro de Boba Fett’.
“Todos os programas em que trabalhamos – ‘O Mandaloriano’, ‘Ahsoka’, ‘O Livro de Boba Fett’ e agora ‘Skeleton Crew‘ – todas elas existem no mesmo período. Todas elas são ambientadas após os eventos de ‘O Retorno de Jedi‘. Então, entre o ‘Episódio VI’ e o Episódio VII’, há 30 anos de histórias que ainda não foram exploradas, pelo menos na tela.”
Ele continuou, sugerindo uma possível encontro dos personagens de ‘Skeleton Crew‘ com o restante dos protagonistas.
“Há muito espaço para contarmos histórias, e há muitos personagens em jogo porque sabemos ‘quem’ está por perto durante esse período de tempo, então todos podem se conectar uma hora ou outra.”
Segundo informações do insider Alex Perez, a personagem Sylvie, introduzida ao UCM na série ‘Loki’, retornará ao universo e terá um encontro com Thor.
O insider revelou que a versão feminina de Loki se juntará ao Deus do Trovão em um projeto da Marvel Studios; no entanto, Perez não soube afirmar qual será esse projeto.
Com ‘Vingadores: Apocalipse’ prometendo ser o maior crossover já feito pelo estúdio, existe a possibilidade de Sylvie e Thor aparecerem lado a lado no filme.
No entanto, a informação ainda deve ser tratada como rumor.
Enquanto a personagem não retorna ao UCM, os fãs podem conferir Sylvie em ação na série ‘Loki‘, que está disponível no Disney+ com duas temporadas.
Durante uma recente participação no Festival de Marrakesh, o icônico realizador canadense David Cronenberg refletiu sobre sua extensa carreira – e revelou que não se arrepende de ter recusado dirigir um dos maiores clássicos do cinema: ‘Flashdance’.
No evento, Cronenberg contou que, caso tivesse aceitado a oportunidade, teria destruído a produção, que, de fato, não combinava com seu estilo fílmico (via Variety).
“Você não vai acreditar [que os produtores Don Simpson e Jerry Bruckheimer] estavam totalmente convencidos de que eu era a pessoa certa para dirigir”, ele disse. “Realmente, não sei por que [eles] acharam que eu deveria fazer isso. Por fim, eu tive que dizer não”.
Cronenberg continua: “eu disse a eles: ‘eu vou destruir o filme de vocês se eu dirigi-lo!”.
Eventualmente, a cadeira de direção de foi ocupada por Adrian Lyne.
Lançado em 1983, o longa-metragem trouxe ninguém menos que Jennifer Beals como Alex Owens, uma bela jovem que trabalha durante o dia em uma usina de aço como soldadora e dança em um bar à noite. Quando ela descobre que seu chefe está interessado nela e apoia sua carreira, Alex retoma os esforços para ser aceita em um prestigioso conservatório de balé. Ela tem medo de fracassar, mas recebe apoio do chefe e de sua mentora, uma ex-bailarina.
Apesar de ter amargado 37% de aprovação no Rotten Tomatoes, a produção sagrou-se um clássico cult e arrecadou estrondosos US$201,5 milhões mundialmente (contra um baixíssimo orçamento de US$7 milhões).
Relembre o trailer:
Além de Beals, o elenco contou com Michael Nouri, Lilia Skala, Sunny Johnson, Kyle T. Heffner, Lee Ving, Ron Karabatsos e outros.
‘Flashdance’ conquistou quatro indicações ao Oscar e levou para casa a estatueta de Melhor Canção Original por “Flashdance… What a Feeling”, da saudosa Irene Cara.
James Gunn e Peter Safran estão investindo todos os esforços possíveis para garantir que o DCU abra um novo capítulo para o universo DC nos cinemas e na televisão – aumentando as expectativas dos fãs para iminentes projetos.
Agora, em uma recente entrevista ao Business Insider, Tom King, um dos roteiristas da aguardada série ‘Lanterns’, comentou que esse novo DCU “soa como um renascimento da DC. Estamos no início de criar um novo mundo totalmente brilhante”.
King também aproveitou para comentar sobre o projeto focado no Lanterna Verde, que co-assina ao lado de Chris Mundy (showrunner e produtor executivo da atração) e Damon Lindelof.
Durante a conversa, King comentou que tem um senso muito pessoal de responsabilidade para garantir que o enredo envolvendo os protagonistas Hal Jordan (Kyle Chandler) e John Stewart (Aaron Pierre) funcione por completo.
“Eu era amigo de Neal Adams, co-criador de John Stewart”, ele conta. “E toda vez que eu estava na sala [de roteiristas], sentia Neal gritando para mim: ‘não se esqueça de onde você veio, garoto'”.
King continua: “Damon, Chris e eu viemos com grande amor pelo material [original] e queríamos fazer o que sempre fizemos nos quadrinhos – que é pegar essas criações originais e mostrar o porquê delas ainda serem relevantes hoje, e de que forma elas dialogam tanto com o público e com os assuntos com que lidamos hoje”.
O projeto, que integra o capítulo ‘Deus e Monstros’ do DCU, apresentará uma trama onde John Stewart (Pierre) e Hal Jordan (Chandler) investigam um misterioso assassinato no coração da América. A série terá um tom sombrio, inspirado em ‘True Detective’.
john stewart
Nos quadrinhos, Hal Jordan é um piloto de teste que se torna o primeiro humano membro da Corporação dos Lanternas, uma organização intergaláctica de seres que protegem o cosmo.
Em relação à trama, Gunn já havia comentado que “esta é a história de dois Lanternas Verdes, John Stewart e Hal Jordan. Temos alguns outros Lanternas espalhados por lá, mas é realmente um programa de TV terrestre que é quase como ‘True Detective’, com alguns Lanternas Verdes que são policiais espaciais vigiando o setor da Terra, o que eventualmente leva a uma história maior no DCU.”
A atração contará com oito episódios, sendo exibida simultaneamente na HBO e na plataforma da Max, em vez de estrear sob a marca Max Originals.
A próxima temporada contará com oito novos atores no elenco: Park Gyu-young (‘Sweet Home’), Jo Yu-ri, Kang Ae-sim, Lee David (‘The Fortress’), Lee Jin-uk (‘Sweet Home’), Choi Seung-hyun, Roh Jae-won e Won Ji-an (‘D.P.’).
Os novos episódios ainda terão o retorno de Lee Jung-jae, Lee Byung-Hun, Wi Ha-jun e Gong Yoo, além dos novatos Yim Si-Wan, Kang Ha-Neul, Park Sung-Hoon e Yang Dong-Geun, que haviam sido previamente anunciados.
O filme conquistou impressionantes 91% de aprovação no Rotten Tomatoes, com base em 170 análises.
Os críticos, de maneira geral, elogiaram a performance de Kendrick, além de ressaltarem seu excelente trabalho na estreia como diretora.
“Com base em tudo isso, Kendrick realmente tem um futuro promissor atrás das câmeras, especialmente considerando que ela conseguiu tudo isso em apenas 24 dias de filmagem e demonstra um talento real para encenar as cenas; uma em particular me fez pular da cadeira”, disse Pete Hammond do Deadline.
“Esta estreia na direção de Anna Kendrick é impressionante e apresenta uma história real de crime chocante com muito estilo. Altamente recomendada, mas, claro, a decisão é sua”, disse Matt Maytum da Total Film.
“Por meio de atuações multifacetadas, uma escrita excelente e uma atmosfera de grande tensão, Kendrick supera as expectativas em sua impressionante estreia na direção, trazendo à tela uma consciência sobre as maneiras como as mulheres são forçadas a lidar com a vida cotidiana ao lado dos homens”, disse Anna Miller da Discussing Film.
“A Garota da Vez é um thriller envolvente e bem dirigido que, apesar de algumas tropeços em suas ideias temáticas, conquista o público com sua habilidade atrás das câmeras”, disse Ross Bonaime da Collider.
“A imagem de Kendrick como atriz não está necessariamente ligada a materiais sombrios e provocativos, mas, como diretora, ela demonstra um talento para encenar cenas de suspense, combinando isso com seu humor característico”, disse Katie Rife da IndieWire.
“A visão aguçada de Kendrick, que combina horror e humor com uma narrativa não linear, resulta em uma estreia memorável e impactante”, disse Meagan Navarro da Bloody Disgusting.
Cheryl Bradshaw é uma atriz esforçada tentando construir uma carreira na Califórnia. Suas tentativas frustradas de conquistar diretores de elenco a deixaram sem saber o que fazer. É quando seu agente decide fazê-la participar de um programa de namoro. Mas o nervosismo de estar na frente da câmera não é a única coisa que ela deve se preocupar; um dos solteiros elegíveis em seu episódio é Rodney Alcala, um assassino em série no meio de uma série de assassinatos implacáveis.
Marcando o início do DCU, a série animada ‘Comando das Criaturas‘ promete agradar os fãs da DC e começar com o pé direito o universo liderado por James Gunn.
Com o lançamento se aproximando, os fãs já podem conferir o primeiro clipe da animação, que traz um diálogo entre os personagens.
A série estreará no serviço de streaming Max no dia 5 de dezembro.
Assista:
Frank Grillo, que interpretará Rick Flag Sr. em ‘Comando das Criaturas’ e na segunda temporada de ‘Pacificador’, no novo DCU de James Gunn, elogiou os planos e o trabalho do cineasta neste universo renovado.
Em entrevista ao Screen Rant, Grillo comentou: “Em termos de cronograma, ‘Comando das Criaturas’ será lançado em dezembro, e ‘Superman’ e ‘Pacificador’ estão previstos para 2025”.
Ele continuou: “Eles não nos informaram nada intencionalmente. James Gunn está editando tudo agora; estou prestes a concluir os últimos episódios sob sua direção em ‘Pacificador’, e isso é o máximo que posso compartilhar. É tudo sobre o Rick Flag, o mesmo personagem ao longo de toda a trama, o que eu realmente adoro”.
“Estou imensamente grato a James e Peter Safran. Esses caras estão à frente da DC agora e me incluíram de maneira significativa nesse projeto. Acredito que os fãs ficarão impressionados com a genialidade de James Gunn. Ele foi liberado para criar. O que ele tem em mente para a DC é muito maior do que ‘Guardiões’. Portanto, fiquem ligados”, concluiu.
Os sete episódios do seriado foram escritos por Gunn, que também serve como produtor executivo do projeto. Os episódios serão exibidos semanalmente até sua conclusão, que está marcada para o dia 16 de janeiro de 2025.
Lembrando que ‘Creature Commandos‘ faz parte de ‘Deuses e Monstros’, o primeiro capítulo da nova safra de produções da DC Studios.
A segunda temporada de ‘Wandinha‘, série da Netflix, teve suas filmagens encerradas no dia 30 de novembro.
A produção, estrelada por Jenna Ortega, fez grande sucesso em sua primeira temporada e gerou muitas expectativas para a continuação da trama.
Para anunciar o fim das filmagens, a equipe criativa divulgou uma mensagem da própria Wandinha:
“Aos meus sombrios companheiros, ofereço meus agradecimentos pelas horas de sangue e iluminação sinistra investidas na produção deste trabalho. Se eu tivesse a capacidade de sentir calor, talvez até chamasse isso de prazer. Mas vamos evitar levar isso tão adiante. Eternamente grata, Wandinha Addams.”
Ainda sem data de estreia, a próxima temporada de ‘Wandinha‘ contará com vários nomes inéditos, incluindo Christopher Lloyd, Steve Buscemi, Thandiwe Newton, Joanna Lumley, Haley Joel Osment, Heather Matarazzo e Billie Piper.
A segunda temporada também dará mais destaque aos pais de Wandinha, Mortícia (Catherine Zeta-Jones) e Gomez (Luis Guzmán), que se tornarão personagens regulares da série.
A série é um mistério investigativo e sobrenatural que traça os anos de Wandinha como estudante na Escola Nunca Mais, enquanto ela tenta dominar sua habilidade psíquica emergente, frustrar uma monstruosa matança que aterrorizou a cidade local e resolver o mistério sobrenatural que envolveu seus pais há 25 anos – tudo isso ao mesmo tempo em que mergulha em complicados relacionamentos sociais.
Em uma recente aparição ao popular programa Hot Ones, a icônica Demi Moore analisou sua extensa carreira e revelou que tomar riscos é algo crucial para escolher os projetos de que irá participar – seja com o aclamado terror ‘A Substância’ ou com o clássico ‘Ghost: Do Outro Lado da Vida’.
“Significa que estava guardando algo pelo qual valia a pena se arriscar”, ela disse quando questionada o que quis dizer quando afirmou que o roteiro de ‘A Substância’ guardava “algo extraordinário ou um desastre absoluto”.
“Me senti desse jeito sobre ‘Ghost’, porque havia vários gêneros misturados que, realmente, me fizeram pensar: ‘isso pode ser tanto incrível ou um grande desastre’. De qualquer forma, é o tipo de tempero que grita: ‘entre. Arrisque-se. Jogue os dados. Vamos ver o que acontece'”, ela acrescentou.
Vale lembrar que o projeto mais recente de Moore, ‘A Substância’, foi amplamente aclamado pelos críticos e pelo público – e pode lhe render uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz.
Confira nossa crítica em vídeo:
Após ser demitida da TV por ser considerada “velha demais” para ser atriz, Elisabeth Sparkle (Demi Moore) recorre a um sinistro programa de aprimoramento corporal. A substância milagrosa promete rejuvenescê-la, mas resulta em uma transformação ainda mais radical. Ela agora precisa dividir seu corpo com Sue (Margaret Qualley), sua versão jovem e melhorada, e, aos poucos, começa a perder completamente o controle da própria vida. Em um pesadelo surreal sobre a busca incessante pela juventude, A Substância revela o preço oculto da perfeição.
Na trama, Mickey (Robert Pattinson) faz parte de um programa espacial de colonização e sempre é enviado para missões perigosas, quase suicidas. Se morrer, ele é clonado e boa parte de suas memórias são recuperadas. Mas, após seis mortes, ele começa a entender o porquê de seu cargo nunca ter sido ocupado antes.
‘Mufasa: O Rei Leão’ chega em breve aos cinemas mundiais – e trará ninguém menos que o aclamado realizador Barry Jenkins (‘Moonlight’, ‘Se a Rua Beale Falasse’) na cadeira de direção.
Todavia, Jenkins quase não aceitou participar do projeto a princípio, como contou em entrevista ao GamesRadar+.
“Eu definitivamente pensei [em não aceitar o filme] quando ele veio até mim”, ele revela. “Recebi uma ligação do meu agente dizendo: ‘a Disney mandou esse projeto – uma pré-sequência de ‘O Rei Leão’. E eu disse: ‘é, isso não vai acontecer’. Mas antes mesmo de ler [o roteiro]”.
Jenkins, então, afirmou que foi graças à insistência de sua parceira e esposa Lulu Wang que resolveu ler o roteiro, durante a pandemia de COVID-19 em 2020. O resultado da história o surpreendeu e, eventualmente, ele assinou contrato para encabeçar o projeto.
“Eu esperava ler cinco páginas. Depois de ler 45, eu virei para ela e disse: ‘isso é muito bom!’. E, sendo alguém bastante familiarizado com ‘O Rei Leão’, fiquei em choque com tantas coisas que acreditava conhecer, ou coisas que eu pensava estarem cravadas em pedra sobre quem eram esses personagens”, ele acrescenta.
Jenkins também descobriu paralelos inesperados entre seus próprios interesses artísticos e a visão do roteirista Jeff Nathanson, particularmente no tocantes a temas como “os laços entre irmãos e a ideia da família encontrada, dos anseios, da comunidade e do legado – de certa forma. E coisas bem profundas, ditas ou não ditas, sobre os personagens em seus relacionamentos interpessoais”.
Lembrando que o longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 19 de dezembro.
“‘Mufasa: O Rei Leão’ convoca Rafiki para transmitir a lenda de Mufasa ao jovem filhote de leão Kiara, filha de Simba e Nala, com Timão e Pumba emprestando sua assinatura. Contada em flashbacks, a história apresenta Mufasa como um filhote órfão, perdido e sozinho até conhecer um simpático leão chamado Taka – o herdeiro de uma linhagem real. seu destino – seus laços serão testados enquanto eles trabalham juntos para escapar de um inimigo ameaçador e mortal.”
O projeto é dirigido pelo aclamado cineasta independente Barry Jenkins, vencedor do Oscar por ‘Moonlight: Sob a Luz do Luar‘.
Dave Metzger, Pharrell Williams e Nicholas Britell cuidarão das novas músicas da pré-sequência.
As inteligências artificiais (IAs) já são uma realidade no mundo contemporâneo e, enquanto trazem facilidades inegáveis, podem ter impacto negativo em diversos aspectos da sociedade – e Cate Blanchett parece concordar com tal afirmação.
Em entrevista à BBC, a múltipla vencedora do Oscar teme que as IAs podem representar uma ameaça que vai além de Hollywood, admitindo que está “profundamente preocupada” com o impacto que elas terão na indústria do entretenimento e no planeta – com potencial de “substituírem todos”.
“É um setor muito público em que atuamos, e acho que as discussões em torno da IA não foram generalizadas até a greve dos roteiristas, realmente sendo trazidas para o discurso público”, ela comentou. “Então, acho que é muito real.”
Blanchett continua: “eu apenas vejo essas coisas e penso: ‘realmente não sei o que isso está trazendo para qualquer pessoa’. Às vezes, é apenas experimentação por si só, e pode até ser criativo sob uma certa perspectiva. Mas também é incrivelmente destrutivo, o que, claro, é o outro lado da criatividade”.
A atriz também observou que a IA “pode substituir totalmente qualquer pessoa” nas telas, mas sua preocupação com a tecnologia vai além do impacto em Hollywood.
“Estou menos preocupada com as minhas perspectivas de emprego do que com o impacto que isso terá sobre as outras pessoas, sobre os pensionistas, sobre as pessoas que já estão trabalhando em três empregos para tentar estar [acima] da linha da pobreza”, ela explica. “Essa é a minha preocupação; estou preocupado conosco como espécie. É um problema muito maior.”
Lembrando que o projeto mais recente de Blanchett foi a aclamada minissérie de suspense ‘DISCLAIMER*’, disponível na Apple TV+.
A série ‘Nível Secreto’, uma antologia animada do Prime Video que contará com personagens do mundo dos games, terá episódios curtos para cada história.
Com dois novos episódios sendo lançados a cada semana, a duração dos quatro primeiros foi revelada pelo insider @Cryptic4kQual.
Além disso, foram divulgados os jogos que serão apresentados nos primeiros episódios da série animada, com ‘Dungeons & Dragons’ abrindo a produção. Confira:
‘Dungeons & Dragons: O Berço da Rainha:‘ – 14 minutos
‘Sifu: Leva Uma Vida’ – 8 minutos
‘New World: O Único e Futuro Rei’ – 13 minutos
‘Unreal Tournament: Xan’ – 17 minutos
Secret Level, first four episodes.
EP 1: Dungeons & Dragons: The Queen’s Cradle – 14 mins
EP 2: Sifu: It Takes a Life – 8 mins
EP 3: New World: The Once and Future King – 13 mins
Criada por Tim Miller, o mesmo cérebro por trás do sucesso de ‘Love, Death & Robots’, a série contará com 15 episódios, cada um explorando um universo de jogo diferente.
Entre os títulos que inspiraram os episódios, estão gigantes como “Armored Core”, “Concord”, “Crossfire”, “Dungeons & Dragons”, “Exodus”, “Honor of Kings”, “Mega Man”, “New World: Aeternum”, “PAC-MAN”, “Sifu”, “Spelunky”, “The Outer Worlds”, “Unreal Tournament”, “Warhammer 40,000” e diferentes títulos da PlayStation Studios.
A plataforma de streaming também divulgou o cronograma completo de lançamento dos episódios da atração – e seus respectivos diretores.
Veja:
02 de dezembro – Episódios 1 e 2 (Direção: Jon Watts & David Lowery, respectivamente 10 de dezembro – Episódio 3 (Direção: David Lowery) 17 de dezembro – Episódio 4 (Direção: The Daniels) 24 de dezembro – Episódio 5 (Direção: Jake Schreier) 31 de dezembro – Episódio 6 (Direção: Bryce Dallas Howard) 07 de janeiro – Episódio 7 (Lee Isaac Chung) 14 de janeiro – Episódio 8 (Jon Watts)
Na trama, quatro crianças que fazem uma descoberta misteriosa em seu planeta natal aparentemente seguro, então se perdem em uma galáxia estranha e perigosa. Para encontrar o caminho de casa — cheio de aliados e inimigos improváveis —, eles terão que embarcar em uma aventura maior do que eles jamais imaginaram.
Apesar da premissa aparentemente destinada ao público infantil, o co-criador Chris Ford disse à Entertainment Weekly que a série vai agradar a todas as idades.
“O tom de ‘Skeleton Crew‘ é uma aventura. Queríamos que fosse algo muito divertido. Mas é claro que, junto com a aventura, vem o lado sombrio, que é o perigo. E quando as crianças estão em perigo, torna-se uma trama mais pesada e carregada. Então, brincamos com isso, mas no geral queríamos que fosse apenas uma aventura divertida.”
“‘Skeleton Crew‘ é para todas as idades. Quando contamos a Kathy Kennedy que queríamos usar aquele tom dos filmes da Amblin (‘Os Gonnies’, ‘E.T. – O Extraterrestre‘), que ela aperfeiçoou ao longo dos anos junto com Steven Spielberg, ela disse é que eles nunca pensaram nesses filmes como algo infantil. Acontece que são sobre crianças, crianças em aventuras bem maduras e reflexivas. Então ‘Skeleton Crew’ é para todos, não importa a idade.”
Durante uma entrevista para o portal, o produtor Jon Favreau confirmou que ‘Skeleton Crew’ também será ambientada no mesmo período de ‘O Mandaloriano’, ‘Ahsoka’ e ‘O Livro de Boba Fett’.
“Todos os programas em que trabalhamos – ‘O Mandaloriano’, ‘Ahsoka’, ‘O Livro de Boba Fett’ e agora ‘Skeleton Crew‘ – todas elas existem no mesmo período. Todas elas são ambientadas após os eventos de ‘O Retorno de Jedi‘. Então, entre o ‘Episódio VI’ e o Episódio VII’, há 30 anos de histórias que ainda não foram exploradas, pelo menos na tela.”
Ele continuou, sugerindo uma possível encontro dos personagens de ‘Skeleton Crew‘ com o restante dos protagonistas.
“Há muito espaço para contarmos histórias, e há muitos personagens em jogo porque sabemos ‘quem’ está por perto durante esse período de tempo, então todos podem se conectar uma hora ou outra.”
Jude Law, que está prestes a fazer sua estreia no universo de ‘Star Wars’ com a série ‘Skeleton Crew’, revelou ao Collider quais são seus filmes favoritos da franquia.
O experiente ator contou que sua preferência é por ‘O Império Contra-Ataca‘, afirmando também que ‘Rogue One’ ocupa o segundo lugar na sua lista de favoritos.
A plataforma de streaming também divulgou o cronograma completo de lançamento dos episódios da atração – e seus respectivos diretores.
Veja:
02 de dezembro – Episódios 1 e 2 (Direção: Jon Watts & David Lowery, respectivamente 10 de dezembro – Episódio 3 (Direção: David Lowery) 17 de dezembro – Episódio 4 (Direção: The Daniels) 24 de dezembro – Episódio 5 (Direção: Jake Schreier) 31 de dezembro – Episódio 6 (Direção: Bryce Dallas Howard) 07 de janeiro – Episódio 7 (Lee Isaac Chung) 14 de janeiro – Episódio 8 (Jon Watts)
Na trama, quatro crianças que fazem uma descoberta misteriosa em seu planeta natal aparentemente seguro, então se perdem em uma galáxia estranha e perigosa. Para encontrar o caminho de casa — cheio de aliados e inimigos improváveis —, eles terão que embarcar em uma aventura maior do que eles jamais imaginaram.
Apesar da premissa aparentemente destinada ao público infantil, o co-criador Chris Ford disse à Entertainment Weekly que a série vai agradar a todas as idades.
“O tom de ‘Skeleton Crew‘ é uma aventura. Queríamos que fosse algo muito divertido. Mas é claro que, junto com a aventura, vem o lado sombrio, que é o perigo. E quando as crianças estão em perigo, torna-se uma trama mais pesada e carregada. Então, brincamos com isso, mas no geral queríamos que fosse apenas uma aventura divertida.”
“‘Skeleton Crew‘ é para todas as idades. Quando contamos a Kathy Kennedy que queríamos usar aquele tom dos filmes da Amblin (‘Os Gonnies’, ‘E.T. – O Extraterrestre‘), que ela aperfeiçoou ao longo dos anos junto com Steven Spielberg, ela disse é que eles nunca pensaram nesses filmes como algo infantil. Acontece que são sobre crianças, crianças em aventuras bem maduras e reflexivas. Então ‘Skeleton Crew’ é para todos, não importa a idade.”
Durante uma entrevista para o portal, o produtor Jon Favreau confirmou que ‘Skeleton Crew’ também será ambientada no mesmo período de ‘O Mandaloriano’, ‘Ahsoka’ e ‘O Livro de Boba Fett’.
“Todos os programas em que trabalhamos – ‘O Mandaloriano’, ‘Ahsoka’, ‘O Livro de Boba Fett’ e agora ‘Skeleton Crew‘ – todas elas existem no mesmo período. Todas elas são ambientadas após os eventos de ‘O Retorno de Jedi‘. Então, entre o ‘Episódio VI’ e o Episódio VII’, há 30 anos de histórias que ainda não foram exploradas, pelo menos na tela.”
Ele continuou, sugerindo uma possível encontro dos personagens de ‘Skeleton Crew‘ com o restante dos protagonistas.
“Há muito espaço para contarmos histórias, e há muitos personagens em jogo porque sabemos ‘quem’ está por perto durante esse período de tempo, então todos podem se conectar uma hora ou outra.”
Sensação no Festival de Veneza em agosto, Babygirl, da cineasta holandesa Halina Reijn, aborda de maneira provocativa temas como sexualidade, liderança e papeis de gênero. Num encontro de exibição do filme para os votantes do Globo de Ouro e Oscar no charmoso restaurante Silencio des Prés, em Paris, Halina compartilhou suas inspirações e desafios no processo criativo do suspense erótico, ganhador da Coppa Volpi de Melhor Atriz para Nicole Kidman. Ojurado era presidido por Isabelle Huppert, uma das inspirações da cineasta. “A Professora de Piano[2001] é um dos meus filmes favoritos”, confidenciou.
Igualmente esperada para o coquetel após a exibição na emblemática sala Cinéma Étolie Saint-Germain-de-Prés no subsolo do restaurante gastronômico, Nicole Kidman não apareceu devido às condições meteorológicas; em pleno novembro, nevou em Paris e os termômetros chegaram a temperaturas negativas. Em gravação na Cidade Luz, a atriz australiana deixou a diretora de 49 anos ser protagonista da conversa sobre pudor, prazer e poder em conversas com os votantes.
Diretora e elenco de Babygirl no Festival de Veneza 2024 (Foto: The Hollywood Reporter)
A Lacuna do Orgasmo
Para a diretora e roteirista Halina Reijn, a sexualidade em Babygirlnão é somente o tema central, mas uma metáfora para a busca da sua protagonista Romy (Nicole Kidman) pela liberdade de seus pensamentos reprimidos e traumas passados. Ela é CEO de uma empresa de tecnologia e envolve-se sexualmente com um dos estagiários de sua companhia, numa relação de controle e dominação.
“[Romy] é uma mulher em crise existencial, tentando se libertar das pressões que a aprisionam. Ela acredita que precisa ser perfeita: a mãe ideal, a esposa ideal, sem falhas ou feridas, porém isso a desconectou de seu ‘lado selvagem’”, explica Halima.
A partir dessa obra, a diretora busca abordar a complexidade do prazer feminino, um tema muitas vezes ignorado ou minimizado nos filmes do gênero suspense erótico. Halima destaca a “lacuna do orgasmo” — um fenômeno real e estatisticamente comprovado — como um ponto de partida para a história, já que está relacionada à primeira cena do filme de Romy durante uma transa com o seu marido (Antonio Banderas).
“Baseei-me em uma amiga que, por muito tempo, nunca havia experimentado um orgasmo durante a relação sexual com um homem. Ao investigar, percebi que isso é um problema maior do que parece“, revelou a artista.
Desde os anos 1970, com a teoria do Male Gaze(Olhar Masculino), da crítica cultural Laura Mulvey, é discutida a representação das mulheres na telas apenas com um objeto de admiração, principalmente por diretores homens, mas será que as mulheres conseguem romper esse padrão? Atriz de teatro e televisão durante anos, Halina Reijn trabalhou com Paul Verhoeven no suspense A Espiã (2006) e confessa ter incorporado algumas dos elementos de um dos maiores cineastas do seu país neste filme, contudo, com um olhar acurado para o prazer feminino.
Enquanto no seu primeiro longa-metragem na direção Instinto (2019), Halima explorava uma relação tóxica e tortuosa entre uma terapeuta e um estuprador, subjugada à perspectiva masculina do desejo feminino, Babygirlé uma obra sobre pessoas comuns e o enfrentamento das nossas contradições internas. “Utilizei elementos de thrillers sexuais dos anos 1990, mas invertendo as expectativas.”, explica a autora.
Embora o longa tenha inspirações de Instinto Selvagem (1992), de Paul Verhoeven, e Nove 1/2 Semanas de Amor (1986), de Adrian Lyne, Babygirltraz questionamentos tanto sobre feminilidade quanto sobre masculinidade, principalmente através do papel do jovem estagiário Samuel (Harris Dickinson). “[Para mim,] os homens também estão tentando encontrar seu lugar no mundo: ‘O que significa ser homem hoje? O que é permitido?’. Quero incluir todos na conversa e mostrar que somos todos humanos — anjos e demônios, herois e vilões.“, explica a roteirista sobre a composição dos personagens e um ponto diferencial dos suspense eróticos do século XX.
A Escolha de um Elenco Factível
“Eu interpreto todos os personagens sozinha enquanto escrevo, para garantir que o ritmo funcione“, confessa Halina. Sua abordagem de direção é igualmente meticulosa. “Preciso de estrutura completa, preparo tudo como um militar, com planos detalhados e ensaios rigorosos. Só assim consigo ser livre no momento.”
Essa disciplina encontrou eco em Nicole Kidman, cuja preparação foi igualmente minuciosa. “Nicole chegou aos ensaios com um fichário cheio de anotações e fotos. Isso nos permitiu criar momentos genuínos no set.” Na construção das cenas, Halina também utilizou a técnica de coreografar cada detalhe para, paradoxalmente, transmitir espontaneidade. “A cena no quarto de hotel vermelho, onde ela tem seu primeiro orgasmo verdadeiro, foi ensaiada e gravada em uma tomada longa. Tudo era planejado para parecer improvisado.”
Além de aparecer completamente nua em algumas cenas, Nicole Kidman entrega-se ao personagem na sua jornada confusa sobre poder e dominação, ao mesmo tempo que é uma mulher forte e imponente, ela deseja ser subjugada e submissa. A contradição lhe exigiu uma alta performance e habilidade diferente de seus recentes trabalhos para Netflix, como Tudo em Família (2024) e O Casal Perfeito (2024).
O elenco masculino, composto por Antonio Banderas e Harris Dickinson, também foi selecionado com cuidado para refletir as nuances dos personagens. “Antonio traz credibilidade e complexidade ao papel do marido. Ele não é um vilão; o casamento funciona em muitos aspectos. Mas a crise da protagonista é interna — ela precisa ser honesta consigo mesma antes de ser honesta com ele”. Somente um galã maduro poderia apresentar o desejo e frieza ao mesmo tempo para a diretora.
Sobre Harris Dickinson, Halina destacou sua capacidade de transitar vulnerabilidade e masculinidade. “Ele representa a geração Z, que tem uma visão diferente sobre sexo, hierarquia e corpos. Harris consegue ser confiante e sensível ao mesmo tempo, pedindo consentimento enquanto domina a personagem. Isso é raro.”
Harris Dickinson em Trinângulo da Tristeza, ganhador da Palma de Ouro 2022 (Foto: Divulgação)
Destaque nos filmes Ratos de Praia (2017) e Triângulo da Tristeza(2022), Dickinson, de 28 anos, apesar da pouca idade, não se intimidou diante das cenas íntimas com a musa Nicole Kidman. “Se ele estava impressionado por trabalhar com ela, escondeu muito bem”, brincou a diretora.
Ambiguidades e Reflexões Sobre Amor e Sexo
Com um trofeu no festival de Veneza, Babygirlchega na temporada de prêmios avido por mais títulos para Nicole Kidman, mas também sonha com chances de direção e roteiro original por conta da inversão de olhares do gênero suspense erótico. Para isso, o final é intencionalmente ambíguo. “Queria uma boa resolução para o casal, mas não no estilo Disney. A cena final é como um exercício terapêutico — eles tentam olhar um nos olhos do outro sem desviar. É um esforço para encontrar intimidade novamente.“, explica a diretora sobre a metáfora final entre o homem e o animal; isto é, o mestre e o discípulo.
“Somos todos complexos, e o cinema é um lugar onde podemos explorar essas complexidades. Quero criar histórias que nos desafiem a aceitar nossas imperfeições e a nos conectarmos uns com os outros de maneira mais autêntica”, expõe Halina. Será ainda é novidade falar sobre as relações de poder e o desejo feminino no cinema mainstreaming?
Vale lembrar que o filme Jogo Justo, de Chloe Domont, lançado no último ano no TIFF, trazia uma nova perspectiva para o gênero erótico, mas ficou reduzido ao consumo via streaming e nem chegou a ser nomeado na temporada de prêmios apesar dos oytimos protagonistas Phoebe Dynevor e Alden Ehrenreich. Com distribuição da Diamond Films, Babygirl estreia dia 9 de janeiro de 2025 nos cinemas brasileiros.
Levar para o cinema trajetórias de vida que se tornam empolgantes por inúmeras questões nunca é uma coisa simples. Baseado em fatos reais ou criação puramente ficcionais, alguns roteiros conseguem a profundidade necessária para passar ao público muitas reflexões. Pensando nesse recorte, separamos abaixo uma lista bem legal com 10 filmes sobre vidas extraordinárias!
Desde seu nascimento e dentro de uma narrativa/cronologia corrida, com um ar de filme épico, em The Personal History Of David Copperfield, conhecemos David Copperfield (Dev Patel), um jovem que após sua amorosa mãe Clara (Morfydd Clark) se casar novamente é expulso de casa pelo novo padrasto Murdstone (Darren Boyd) e enviado aos cuidados do malandro Mr Micawber (Peter Capaldi). A partir daí, sua vida muda radicalmente e ele cresce em busca de seu quase evidente sonho de contar suas inimagináveis histórias para os que querem ouvir, assim entende melhor o mundo em que vive, faz amizades, encontra a inveja mas também descobre o amor.
Na trama, conhecemos um jovem chamado Balram (Adarsh Gourav) que nasceu em uma pequena comunidade nos arredores de uma cidade indiana. Sem muitas oportunidades (as que tem outros tiram dele), e largou a escola cedo. Mas querendo se tornar alguém na vida, embarca em uma viagem até a casa de um multimilionário onde consegue ser motorista de Ashok (Rajkummar Rao). O tempo passa e muitas vezes, mesmo sendo muito dedicado, Balram é humilhado. Mas tudo muda em um dia em que acontece um acidente de carro, fato que fará o protagonista abrir os olhos para a realidade que lhe é imposta e ir atrás, custe o que custar, por um lugar ao sol.
Antonia, uma Sinfonia
Na trama, conhecemos Antonia (Christanne de Bruijn), uma jovem com um talento evidente para a música clássica que possui um único grande sonho: ser uma regente de uma importante orquestra. Mas sua vida não é fácil, vinda com a família da Holanda para os Estados Unidos, onde mais tardar descobre ter sido adotada, sofre todo tipo de preconceito em terras americanas em busca do sonho de estudar e alcançar respeito no mundo do música.
Na trama, que teve um orçamento na casa dos 40 milhões de dólares, conhecemos pitacos da vida de Sir Elton John (Taron Egerton, na maior parte do tempo) ao longo dos anos, da infância até a adolescência, dos tempos que estudava na prestigiada Royal Academy of Music até perto do ano de 1970 quando começa uma parceria fenomenal com o compositor Bernie Taupin (seu amigo até hoje) e se torna aos poucos, com shows de tirar o fôlego, uma das grandes lendas do universo musical do planeta Terra. Sempre com suas roupas chamativas e seus óculos coloridos, Elton John foi criando uma história linda que merecia ganhar as telonas.
Na trama, ambientada em meados dos anos 90, conhecemos Zahia (Oulaya Amamra) e Fettouma (Lina El Arabi), irmãs gêmeas que desde criança possuem um enorme amor pela música clássica. Vindas de um subúrbio francês, tem a chance de estudar em um conservatório prestigiado em Paris. A primeira com o sonho em ser uma maestrina, a segunda em seguir carreira como violoncelista. Ao longo do tempo, enfrentam vários tipos de preconceitos e impedimentos, até que um dia resolvem formar a própria orquestra. Assim surgiu a Divertimento.
Nascida para Você
Na trama conhecemos Luca (Pierluigi Gigante), um homem solteiro, homossexual, que trabalha fazendo um lindo trabalho em uma ONG para pessoas especiais. Ele tem o sonho de ser pai e quando é selecionado para tentar a adoção de uma recém-nascida com síndrome de Down, rejeitada por vinte famílias, enfrenta uma dolorosa batalha com o sistema judiciário de Nápoles.
Na trama, ambientada no Rio de Janeiro do século XIX, conhecemos Marie Durocher (na primeira fase Jeanne Boudier, depois Sandra Corveloni), uma mulher que ao longo do tempo precisou vencer obstáculos para exercer sua profissão. Desde o início de sua trajetória sendo testemunha de absurdos com a mãe Anne (Marie-Josée Croze), quando se vê sozinha resolve ingressar na escola de medicina tornando o partejar como ofício. Aprendendo a viver com o insuportável e se blindando de um passado que a atinja, percorremos uma trajetória de dor e luta no choque com o machismo e o preconceito.
Na trama, conhecemos Will (Billy Crudup), um homem bem estabelecido na sua profissão, centrado, que possui um conflito de anos com seu pai Ed (Albert Finney/Ewan McGregor). Anos após a última vez que se falaram, Will recebe um telefonema de sua mãe Sandra (Jessica Lange) dizendo que o pai não está nada bem. Embarcando numa viagem de volta para casa, ao lado da esposa Josephine (Marion Cotillard), Will irá refletir bastante sobre sua relação com o pai a partir das intensas histórias que ele contava sobre a própria trajetória até ali.
Documentário super interessante que contorna a poesia de um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira. Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos nos apresenta um grande contador de histórias, um artista que aprendeu a gostar de si, pelos outros. Escrito, dirigido e produzido por Daniela Broitman, com um rico material, muito bem aproveitado, ao longo de 90 minutos passeamos por meio de memórias do seu passado e as inspirações que moldaram sua vida e suas canções.
Verissimo
O Luis Fernando do Verissimo. Partindo 15 dias antes do aniversário de 80 anos de uma das lendas da literatura brasileira, o documentário Verissimo, busca um recorte do dia a dia de um dos maiores cronistas do cotidiano. Com um acertado tom intimista, a narrativa, de alguma forma, simplifica a personificação de um homem pacato que adora criar laços com as palavras através de seu próprio universo. Dirigido por Angelo Defanti, o projeto foi um dos destaques do Festival É Tudo Verdade 2024. Ao longo de uma hora e meia de projeção, da simplicidade ao brilhantismo, caminhamos pelas reflexões não expostas, nos momentos de relaxamento, na rotina, algo que cobre e desvenda um pouco de uma personalidade que vê os holofotes como uma consequência de seu brilhante trabalho que segue constante mesmo aos 80.