Site Página 1339

‘Super Mario Bros.’ (1993), ‘Doom’, ‘Street Fighter’ e os PIORES filmes baseados em jogos de videogame

Ao longo da história da sétima arte, diversas fontes serviram de inspiração para os filmes. Os livros, por exemplo, remetem diretamente dos primórdios do cinema, e também de Hollywood, a maior indústria cinematográfica do mundo. Tudo, desde histórias em quadrinhos, seriados e programas de TV, biografias e até mesmo brinquedos (como linhas de bonecos e jogos de tabuleiro) já foi utilizado pelos roteiristas como base na hora de fazer filmes. No entanto, uma das mídias mais maltratadas pelos filmes ainda são os videogames. Se formos analisar de perto, notaremos que de todas as adaptações de games eletrônicos para o cinema, a grande parte não agradou os críticos e os fãs, ficando abaixo também de seu investimento financeiro.

Durante décadas, os heróis de histórias em quadrinhos também eram motivo de piada em Hollywood, no entanto, viram surgir uma onda de popularidade no início da década de 2000, e ascenderam até se tornarem a fonte mais confiável e lucrativa do cinema na atualidade. Isso que é moral. Muitos se perguntam quando será a vez dos videogames, ou será esse dia de fato chegará. Bem, com produções do nível da série ‘The Last of Us’ e da recente animação ‘Super Mario Bros.’ (que promete quebrar todo tipo de recorde de bilheteira esse ano), podemos nos animar um pouco mais de que essa mudança de sorte esteja finalmente chegando.

No entanto, aqui nessa nova matéria iremos focar justamente no que não deu certo. Mas não apenas isso, já que aqui daremos um mergulho nas profundezas do fundo do poço do subgênero – revisitando as piores adaptações de videogames para o cinema. É claro que nessa viagem infernal nos depararemos com alguns dos piores filmes da sétima arte também. Confira abaixo.

10) Super Mario Bros. (1993)

Completando 30 anos de lançamento em 2023, começamos a lista com ‘Super Mario Bros.’, a primeira adaptação de um videogame para o cinema da história da sétima arte. Tudo parecia estar no lugar. Os games do Super Mario seguiam como os mais populares do segmento. Era a hora certa para levar o encanador italiano bigodudo para as telonas com atores de carne e osso. Mas como adaptar um jogo com cogumelos vivos, canos verdes gigantes, cascos de tartarugas, caixas mágicas, etc., sem se tornar algo insano e alucinógeno? A aposta da Disney (através da subsidiária Hollywood Pictures) foi adaptar com uma pegada, digamos, um pouco mais sombria e suja – algo que estava na moda na época, vide ‘Batman’ (1989) e ‘As Tartarugas Ninja’ (1990). Aqui, digamos apenas que não funcionou, e o primeiro ‘Super Mario Bros.’ viveria para ser considerado um dos pontos baixos dos anos 90.

09) Doom: A Porta do Inferno (2005)

Doom foi o segundo jogo 3D de tiro em primeira pessoa na história dos videogames, mas foi o que se tornou mais popular de todos. A história fala sobre uma equipe de militares precisando resolver uma situação numa base localizada em Marte, quando um portal se abre, trazendo criaturas aparentemente direto do inferno. Insano é pouco. Para o filme, Dwayne Johnson provava que era gente da gente, e fã do game, ao impulsionar o projeto de levar o jogo para as telonas com seu nome. Quem também está no filme é a indicada ao Oscar Rosamund Pike, e Karl Urban (‘The Boys’). O filme até tenta emular o ponto de vista do jogo, mas terminou se tornando um fracasso de crítica e bilheteria.

08) Wing Commander: A Batalha Final (1999)

Nos anos 90, os filmes baseados em videogames se tornavam uma tendência, com todo estúdio tentando tirar do papel sua própria adaptação. A 20th Century Fox apelava para um produto pouco conhecido do grande público, um game que mostrava uma guerra de espaçonaves no melhor estilo ‘Star Wars dos pobres’ conhecido como ‘Wing Commander’. O filme com toda a aura de produção B era estrelado por Freddie Prinze Jr. e Matthew Lillard, como dois pilotos que eram melhores amigos – na vida real os atores haviam acabado de sair dos slasher de sucesso ‘Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado’ e ‘Pânico’. Por comparação dois anos antes havia sido lançado ‘Tropas Estelares’, que deixa ‘Wing Commander’ comendo poeira. O filme não conseguiu se pagar nas bilheterias e foi destroçado pela crítica. E você lembrava?

07) Double Dragon (1994)

Quando falamos nos primeiros jogos de videogame que viraram filmes nos cinemas, muitos citam rapidamente ‘Super Mario Bros.’, ‘Street Fighter’ e ‘Mortal Kombat’ como o trio que começou tudo. O que muitos podem não lembrar e alguns sequer saber, é que no meio destes três existe um longa chamado ‘Double Dragon’ – que na verdade é o segundo game levado aos cinemas, logo após ‘Super Mario Bros.’. Tendo estreado ainda em 1987 nos fliperamas pelo mundo, ‘Double Dragon’ rapidamente se tornou sensação, popularizado ainda mais com o lançamento para os consoles domésticos. A história mostrava dois irmãos enfrentando inimigos num jogo de luta no estilo beat ‘em up – no Brasil conhecido como andar e bater. Um dos personagens que marcaram o jogo era Abobo (nome que a geração dos anos 80 e 90 jamais esquecerá – espero que ninguém tenha colocado no filho), um sujeito grandalhão e deformado que, é claro, dá as caras no filme. A dupla improvável vivendo os irmãos Jimmy e Billy no cinema era formada pelos atores Mark Dacascos e Scott Wolf – e o elenco trazia ainda Alyssa Milano e Robert Patrick como o vilão.

06) Street Fighter: A Última Batalha (1994)

O jogo de luta ‘Street Fighter’ foi um verdadeiro fenômeno no mundo todo no início dos anos 90. Na verdade, Street Fighter 2 foi que introduziu os personagens que todos vieram a conhecer e adorar em 1991. Com personagens ecléticos que representavam seus países, como até mesmo um lutador do Brasil, o game representou um marco no estilo e a transição para uma nova fase na capacidade do que os jogos podiam fazer. Com ares de superprodução, a Columbia Pictures comprou os direitos da franquia e resolveu leva-la aos cinemas em grande estilo. No elenco, os produtores conseguiram alistar um dos maiores astros da ação na época, o belga Jean-Claude Van Damme para o papel não de Ken ou Ryu, os protagonistas, mas sim do coadjuvante Guile, aqui transformado em personagem principal. Fora isso, serviu como último trabalho do grande Raul Julia, como o vilão Bison, que estava abatido por causa do câncer que tirou sua vida. Apesar de todos na época terem corrido para os cinemas, hoje dificilmente alguém aprova o resultado sem olhos nostálgicos.

05) Mortal Kombat: A Aniquilação (1997)

Ao contrário de ‘Street Fighter’ (1994), que não teve nada a ver com sua contraparte dos games, a versão de ‘Mortal Kombat’ para o cinema ainda hoje é enaltecida como uma das melhores adaptações do gênero, apesar da notória falta de sangue (um dos atrativos do jogo). O que todos elogiam é o espírito mantido da história e a grande sensação de aventura que permeia o longa. Assim, com um sucesso em mãos, a New Line, produtora do longa, resolveu logo tirar do papel a sequência do filme de 1995 – algo que ‘Street Fighter’ nunca cogitou. Mas o que viria a seguir se tornaria uma das maiores atrocidades cinematográficas de todos os tempos com ‘Mortal Kombat: A Aniquilação’, que joga tudo de bom que o filme original tinha conquistado direto no lixo. Com atuações canhestras, figurinos piores que qualquer “cospobre” e efeitos de terceira categoria, o segundo ‘Mortal Kombat’ parece uma daquelas produções feitas no quintal de casa. Não por menos, nenhum (ou quase nenhum) dos atores originais quis retornar. ‘Mortal Kombat 2’ colocaria um fim na franquia dos anos 90, sendo revivida somente 24 anos depois.

04) Street Fighter: A Lenda de Chun-Li (2009)

Sabe o ditado “não existe nada ruim que não possa piorar”? Pois bem, ele se encaixa como uma luva na franquia ‘Street Fighter’ no cinema. O filme original deixou a criançada empolgada na época, por se tratar de um produto querido, que era febre, e ser uma das primeiras produções do segmento. Na época mesmo os fãs puderam atestar que ‘A Batalha Final’ (1994) não era essa Coca-Cola toda e a coisa só foi piorando quando as crianças da época cresceram e adquiriram mais senso crítico. Morta a franquia ficou nas telonas. Até produtores muito espertalhões decidirem reviver a marca de forma, digamos, mais minimalista, em clima de thriller policial, ao invés de um blockbuster como no original. Outra mudança foi que o foco seria em Chun-Li desta vez, vivida por Kristin Kreuk (a Lana Lang de ‘Smallville’). Numa virada curiosa e infeliz para a produção, o segundo filme conseguiu ser menos apreciado ainda pelos fãs do que o original.

03) BloodRayne (2005)

Daqui em diante, nas três primeiras posições dos piores filmes baseados em videogames de todos os tempos, teremos obras assinadas pelo mesmo cineasta: alemão Uwe Boll. Os mais ácidos poderão dizer que Boll foi a pior coisa que a Alemanha produziu desde o nazismo, mas a verdade é que Uwe Boll é considerado um dos piores, quiçá, o pior diretor da atualidade. Seus filmes parecem amadores – tudo bem que o orçamento de troco de padaria também não ajuda muito. Aliás, poderíamos ter incluído aqui na lista outro filme de Boll, ‘Em Nome do Rei’ (2007), protagonizado por ninguém menos que Jason Statham, e baseado no videogame Dungeon Siege, de 2002. Mesmo capenga o filme gerou duas continuações. Mas aqui optamos por ‘BloodRayne’, que mistura aventura medieval com vampiros, e tem como base o game também de 2002. Para o filme, Boll arrastou Michelle Rodriguez, Michael Madsen e pasme, Ben Kingsley. A protagonista é Kristanna Loken, que havia saído do sucesso de ‘O Exterminador do Futuro 3’ (2003), onde viveu a exterminadora mulher.

02) Alone in the Dark: O Despertar do Mal (2005)

A franquia de games Alone in the Dark seguem a linha de Resident Evil, ou seja, são jogos do estilo conhecido como “sobrevivência” e utilizam uma pegada de terror em sua narrativa – de tiro em primeira pessoa. Quando ‘Alone in the Dark’, o filme, estreou, Milla Jovovich já havia lançado dois ‘Resident Evil’ – que não foram, por assim dizer, muito elogiados. Mas tais filmes são verdadeiras obras-primas se comparados com esse terror mequetrefe, estrelado por Christian Slater, Tara Reid e Stephen Dorff. Novamente assinado por Uwe Boll, ‘Alone in the Dark’ é um daqueles filmes que quase ninguém viu, e os que viram se arrependem. E como sonhar não custa nada, é dito que o ambicioso “Ed Wood” moderno queria ninguém menos do que Christian Bale e Jessica Alba para a dupla protagonista. Aham.

01) House of the Dead – O Filme (2003)

Para a infelicidade de todos, era aqui que a “tragédia” começava. O alemão Uwe Boll conseguiu a oportunidade de dirigir seu primeiro filme baseado em um videogame com este ‘House of the Dead’. Mais uma vez, o jogo faz parte do subgênero de terror de sobrevivência, do qual também pertencem ‘Alone in the Dark’ e ‘Resident Evil’. O primeiro House of the Dead foi lançado ainda em 1996. A trama do filme conta sobre um grupo de jovens viajando até uma ilha carinhosamente chamada de “Ilha da Morte”, onde reza a lenda que um padre espanhol foi banido por inventar um soro que enganaria a morte. No local, eles descobrem da pior maneira que a lenda talvez seja real, e precisam fugir de criaturas mortas-vivas. Nas mãos de qualquer outro diretor essa premissa, embora batida, até poderia render alguma novidade. Nas mãos de Uwe Boll se torna “menos do mesmo” e não apenas o pior filme de videogame de todos os tempos, mas também um dos piores filmes de todos os tempos.

‘Terrifier 3’ estreia no Brasil com polêmica e violência; Aonde assistir aos 2 primeiros filmes?

terrifier3 1
terrifier3 1

Assim como os filmes anteriores, Terrifier 3’ gerou muita polêmica; no entanto, tornou-se um verdadeiro sucesso para a franquia aterrorizante. O longa de terror atingiu a marca global de $50 milhões, o que é um excelente resultado para um projeto com orçamento modesto de apenas $2 milhões.

Mas aonde assistir aos dois primeiros filmes?

Terrifier 1 e 2‘ estão disponível para os assinantes do Prime Video.

Em TERRIFIER 3, depois de sobreviver aos brutais ataques do palhaço serial killerSienna (Lauren LaVera) passou um tempo em uma casa de reabilitação, onde foi medicada e tratada por conta de seus traumas, enquanto seu irmão mais novo, Jonathan (Elliott Fullam) seguiu com sua vida, indo para a faculdade. Com a proximidade das festas de fim de ano, Sienna recebe alta para ir para a casa da tia, Jessica (Margareth Anne Florence), onde tenta recomeçar a vida retomando o convívio com sua prima, Gabbie (Antonella Rose).

Mas por mais que se esforce, as memórias de sua família sendo assassinada voltam a assombrá-la, e a proximidade do Natal faz com que ela sinta a presença de Art (David Howard Thornton) com cada vez mais frequência… até que novos episódios sinistros começam a acontecer.

Crítica: 

Crítica | Terrifier 3 – Entre o Deboche e o HORROR Gore, Art Torna o Natal Sangrento

Crítica em Vídeo: 

terrifier3 1

 

Terrifier 3

terrifier3 1
terrifier3 1

 

Elenco:

David Howard Thornton
Lauren LaVera
Samantha Scaffidi
Elliott Fullam

 

Direção: Damien Leone

Gênero: Terror

Duração: 125 min.

Distribuidora: Diamond Films

Orçamento: US$ 10 milhões

Estreia: 31 de Outubro de 2024

Sinopse: 

Em TERRIFIER 3, depois de sobreviver aos brutais ataques do palhaço serial killerSienna (Lauren LaVera) passou um tempo em uma casa de reabilitação, onde foi medicada e tratada por conta de seus traumas, enquanto seu irmão mais novo, Jonathan (Elliott Fullam) seguiu com sua vida, indo para a faculdade. Com a proximidade das festas de fim de ano, Sienna recebe alta para ir para a casa da tia, Jessica (Margareth Anne Florence), onde tenta recomeçar a vida retomando o convívio com sua prima, Gabbie (Antonella Rose). Mas por mais que se esforce, as memórias de sua família sendo assassinada voltam a assombrá-la, e a proximidade do Natal faz com que ela sinta a presença de Art (David Howard Thornton) com cada vez mais frequência… até que novos episódios sinistros começam a acontecer.

Crítica: 

Crítica | Terrifier 3 – Entre o Deboche e o HORROR Gore, Art Torna o Natal Sangrento

Crítica em Vídeo: 

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Damien Leone também assina o roteiro do longa;

» Sucesso nos cinemas, o segundo filme arrecadou impressionantes US$ 15 milhões nas bilheterias mundiais – a partir de um orçamento de apenas US$ 250 mil. E, além de ter despertado a curiosidade dos espectadores, a produção também agradou os críticos, conquistando 85% de aprovação no Rotten Tomatoes;

Trailer:

Cartazes: 

terrifier 3 samhain christmas final web

terrifier3 1
terrifier3 1

terrifier 3 hero theatrical sm

terrifier 3 samhain christmas final web

 

Fotos: 

‘Jason X’, ‘O Filho de Chucky’, ‘Halloween: Ressurreição’ e os Piores Filmes de Terror dos Anos 2000

Talvez nem todos saibam, mas foi a paixão pelos filmes de terror que fundou o site CinePOP há mais de 20 anos. Hoje, nos tornamos um portal de cinema que cobre todo tipo de filme, mas nunca esquecemos aquela paixão que começou tudo. E para esta nova matéria voltaremos justamente para a década na qual o site foi criado: os anos 2000. Você pode não saber ou lembrar, mas os anos 2000 trouxeram uma verdadeira enxurrada de filmes de terror, alguns bons, alguns mais ou menos e outros bem ruins.

Aqui acreditamos que para existir os filmes bons e os maravilhosos, precisam existir também os filmes ruins, os péssimos e os horríveis. Faz parte. A verdade é que um filme ruim pode ser também bastante divertido e nos dar vontade de assistir mais vezes do que um filme mais bem avaliado, digamos. Preciso dizer também que uma coisa que é boa para mim, pode não ser para você e vice-versa. Nossa intenção não é ofender os fãs de tais filmes. Essa é apenas a nossa opinião. Portanto, se você concorda ou não concorda está tudo bem.

Os anos 2000 ficaram conhecidos também por sua grande quantidade de refilmagens de clássicos e continuações, digamos, pouco inspiradas para o gênero do terror. E são justamente elas que iremos comentar aqui. Confira abaixo 10 filmes de terror que consideramos os piores de uma década inteira – os anos 2000. P.S. Os filmes não estão em nenhuma ordem específica, pois seria difícil distinguir entre tamanha ruindade.

Eu Sempre vou Saber o que Vocês Fizeram no Verão Passado (2006)

Em vias de estrear um novo ‘Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado’ (um reboot/sequência será lançado em 2025 com o elenco original), começaremos a lista com o ponto baixo da franquia. E não, não estou me referindo à primeira continuação direta do clássico dos anos 90: ‘Eu Ainda Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado’, de 1998. Acontece que em meados dos anos 2000, a Sony/Columbia Pictures estava com uma mania boba de criar continuações direto em vídeo de alguns de seus filmes queridos.

Assim, ganhamos sequências abomináveis de ‘O Homem sem Sombra’, ‘Garotas Selvagens’ e ‘Segundas Intenções’, por exemplo. Sobrou até para a franquia slasher “irmã de ‘Pânico’”, que ganhou uma terceira parte lançada direto em vídeo, sem qualquer membro do elenco original. A intenção era transformar o assassino Pescador em uma entidade sobrenatural no estilo Jason ou Michael Myers. Melhor fingir que não aconteceu.

Jason X (2001)

Por falar no maníaco mais famoso dos filmes slasher, não poderíamos ficar sem um exemplar da franquia ‘Sexta-Feira 13’ na lista. E se Michael Myers ganhou uma trilogia de prestígio pelas mãos da Universal / Blumhouse (que não teve um resultado muito favorável), mesmo engavetado desde 2009, Jason permanece o assassino mascarado mais famoso do cinema.

No começo da década de 2000, tudo já havia sido tentado com os filmes do psicopata. Bem, quase tudo. Porque ele nunca havia ido ao espaço antes. Assim, os “gênios” responsáveis pela franquia decidiram fazer justamente isso. ‘Jason X’ é Jason dando uma de ‘Alien – O Oitavo Passageiro’ e ainda se transformando em um robô fortão no fim do filme. O longa virou cult, mas essa história nunca foi continuada.

Halloween: A Ressurreição (2002)

Virou lugar comum colocar “ressurreição” no título de filmes de terror. Afinal, esses vilões nunca morrem de verdade. E se tivemos um exemplar de Jason que virou motivo de piada nos anos 2000, o “primo” Michael Myers não podia ficar sem a sua. Se formos pensar, ‘Halloween’ possui em sua franquia mais filmes ruins do que bons – isso não impede a série de ter seus fãs ardorosos, que adoram mesmo os filmes mais fracos. Porém, poucos são os que defendem ‘Ressurreição’ – possivelmente o pior da franquia.

Essa era uma época em que os reality shows estavam no auge de sua popularidade nos EUA – assim, acharam por bem trazer esse clima para um filme do assassino da máscara branca. A “sacada de mestre” aqui era um reality passado dentro da casa de Myers, com o morador ilustre chegando para expressar seu desagrado. Quem poderia esquecer cenas vergonha alheia como Busta Rhymes lutando kung fu e dando um golpe em Myers. O problema mesmo é que este filme continuou o ótimo ‘Halloween H20’ (1998), que havia encerrado em uma nota bem positiva. Esse é outro que prometeu uma continuação que nunca rolou. Foi melhor assim.

O Filho de Chucky (2004)

Sim, todos os grandes ícones do terror slasher chegaram ao fundo do poço de suas franquias graças a produções sem qualquer inspiração lançadas nos anos 2000. Depois do Pescador, Jason e Michael Myers, temos agora Chucky – o brinquedo assassino. Só faltou mesmo Freddy Krueger para a festa estar completa. ‘O Filho de Chucky’ comete o mesmo pecado de ‘Halloween – A Ressurreição’, ou seja, continua um filme querido, que havia acabado em uma nota bem positiva para a franquia. No caso, ‘A Noiva de Chucky’, que por coincidência foi lançado em 1998, no mesmo ano de ‘Halloween H20’.

A franquia do ‘Brinquedo Assassino’ sempre andou na tênue linha entre o terror e o humor – e ‘A Noiva de Chucky’ cai dentro do estilo, sem perder a classe. Mas ‘O Filho de Chucky’ mergulha demais no humor e esquece o terror, resultando em um filme para lá de bizarro e que poucos ousam defender.

Lenda Urbana 2 (2000)

Convenhamos, ‘Lenda Urbana’ (1998) não é nenhuma obra-prima do gênero slasher, mas é um filme divertido e que possui seus fãs. Acontece que o filme se beneficiou da nova onda de popularidade do subgênero nos anos 1990, sendo o terceiro da trifeta após ‘Pânico’ e ‘Eu sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado’. O filme tem a cara do estilo na década. Desta forma, tendo tido um mínimo sucesso, é claro que tentariam continuar de alguma forma essa história. Diferente dos “primos ricos” citados, o segundo ‘Lenda Urbana’ conta uma história diferente, sem qualquer personagem do original.

Desta vez, ao invés do cenário de uma universidade e das classes sobre lendas urbanas, somos levados a uma faculdade de cinema. Todos os filmes slasher costumam querer criar um novo assassino de visual icônico e capitalizar em cima dele – foi o que fizeram ‘Pânico’ com Ghostface e ‘Eu sei o que Vocês Fizeram…’ com o Pescador. Mas ao invés de insistir no vilão “Esquimó” do original, aqui a opção foi para um novo visual do maníaco – o “Esgrimista”. O problema é que não cria identidade com o público. No elenco, Eva Mendes, Jennifer Morrison e Anthony Anderson.

A Bruxa de Blair 2: O Livro das Sombras (2000)

Sabemos que fazer uma continuação tão boa quanto o original é uma tarefa bem ingrata. Poucos são os casos ao longo da história do cinema, de uma continuação melhor do que seu original. O objetivo é sempre por algo no mesmo nível, ou que não deixe muito a “peteca cair”. Mas o segundo ‘A Bruxa de Blair’ entrará para a história como exemplo do que NÃO se fazer em uma continuação de um filme de sucesso.

Bem, podemos começar dizendo que não tinha muito para onde correr. Afinal, fazer outro filme no estilo found footage do original seria bastante repetitivo (bem, por um lado ‘Atividade Paranormal’ fez por diversas continuações). Talvez a solução fosse não ter sequência. Mas como dizer não para uma oportunidade de ouro, de ganhar mais alguns milhões de dólares com uma marca lucrativa. Mal não faria. Mas fez. A opção foi por um filme padrão, que tira todo o mistério em volta do original – abrindo descaradamente a porta para o sobrenatural e a loucura. O resultado foi um dos filmes mais odiados dos anos 2000.

O Exorcista: O Início (2004)

O que o dinheiro não faz? Todo mundo precisa de dinheiro para viver, mas mexer em um clássico atemporal pode ser pior do que mexer em um vespeiro. ‘O Exorcista’ é simplesmente o clássico de terror mais amado da história do cinema. Por outro lado precisamos lembrar que ‘O Início’ não foi a primeira investida cara-de-pau em tentar lucrar em cima desta marca. E não será a última. Na década de 1970 ganhávamos a primeira continuação, ‘O Herege’ (1976), uma sequência hedionda e bem abaixo do original.

Recentemente, o mesmo diretor da nova trilogia ‘Halloween’ foi longe demais criando ‘O Exorcista – O Devoto’, um dos filmes mais odiados dos últimos anos. E ele promete novos longas continuando a “saga”. Vinte anos atrás a Warner tentava tirar ‘O Exorcista’ da gaveta em uma história de origem que deu o que falar. Uma dança das cadeiras de bastidores, troca de diretores, refilmagens completas, atrasos e dois  filmes lançados. Nenhum agradou. O maior pecado é ser um filme de terror que não assusta. Algumas franquias só querem descansar em paz.

A Rainha dos Condenados (2002)

Seguindo na linha dos filmes de terror que não assustam (ou causam qualquer outra emoção na realidade) e dos filmes que continuam clássicos verdadeiramente adorados, temos uma sequência que muitos sequer associam ao seu filme original. Não se pode culpar quem não sabe. Acontece que essa atrocidade conhecida como ‘A Rainha dos Condenados’ é a continuação de ‘Entrevista com o Vampiro’, um dos filmes do gênero mais adorados dos anos 90.

Entrevista com o Vampiro’ pode não ser um filme muito assustador, mas possui uma história dramática cativante e uma narrativa imprevisível, que nos leva por lugares surpreendentes, mostrando de forma sem precedentes como seria a rotina de vampiros caso eles fossem reais. É como se o filme pegasse a fantasia dos seres da noite e a trouxesse para o nosso mundo real. É claro que nenhum envolvido com o filme de 1994 quis retornar para a continuação, igualmente baseada no livro de Anne Rice. Uma pena que este foi o último trabalho da jovem Aaliyah antes de sua morte precoce devido a um acidente aéreo, aos 22 aninhos em 2001.

A Névoa (2005)

Finalizando a matéria entraremos em dois itens que fazem parte da filmografia de uma verdadeira lenda do cinema de gênero: John Carpenter. Bem, ao menos são tentativas de homenagens. A primeira é ‘A Névoa’, remake do clássico ‘Fog – A Bruma Assassina’, que Carpenter dirigiu em 1980, logo depois de seu ícone ‘Halloween’ (1978). ‘Fog’ não é um dos filmes mais conhecidos ou bem-sucedidos do diretor, mas hoje, 44 anos depois, o filme é considerado um dos grandes cult do cinema de gênero.

A história não é sobre um assassino mascarado, e ao invés de fazer mais um slasher, Carpenter optou por uma história de fantasmas, daquelas contadas em volta da fogueira à noite. Aliás, o filme até começa dessa forma. Ao invés de uma continuação tardia, os produtores resolveram apostar em um remake (típico da época). E se o original ressurgiu como cult anos depois, o mesmo dificilmente acontecerá com a refilmagem – que resolveu investir em um filme mais jovem e moderno, apostando em atores promissores da época, que terminaram não se consolidando na indústria – vide Tom Welling (‘Smallville’), Maggie Grace (‘Lost’) e Selma Blair (‘Hellboy’). O resultado é um filme mecânico, sem personalidade, desses que parecem fabricados por uma máquina.

Vampiros – Os Mortos (2002)

Depois de ‘A Névoa’, temos mais um filme que tenta homenagear uma obra de John Carpenter. Vale dizer que o diretor serviu de produtor em ambos os filmes, então não é dizer que não tiveram o seu envolvimento. Aqui, o que foi tentado é uma espécie de sequência para ‘Vampiros’ (1998), longa que o cineasta dirigiu e que obteve um sucesso moderado na época – se tornando cult (para variar) um tempo depois. Na trama, acompanhamos um grupo de caçadores de vampiros bancado pelo Vaticano.

A proposta era dizer que existem vários grupos de caçadores, todos bancados pelo mesmo contratante, atuando em diferentes áreas pelo mundo. Aqui, acompanhamos a equipe que atua no México comandada por Derek Bliss, papel de Jon Bon Jovi. No original, o líder era Jack Crow, papel de James Woods. Se tivesse dado certo, quem sabe poderíamos ter outras equipes pelo mundo. Embora o segundo ‘Vampiros’ tenha toda a cara de lançamento em vídeo (foi esse seu destino no Brasil), a produção chegou a ser exibida nos cinemas dos EUA. Resta a pergunta: quem foi o felizardo que conseguiu assistir nas telonas?

Crítica | Terrifier 3 – Entre o Deboche e o HORROR Gore, Art Torna o Natal Sangrento

Em 2016, um filme se sobrepôs aos lançamentos daquele ano, pois com um orçamento baixo e uma temática não popular, a produção conseguiu arrecadar mais do que gastou, tornando-se, assim, um sucesso. Estamos falando de ‘Terrifier’, filme de terror que traz o palhaço Art como um serial killer psicopata que mata a todos que aparecem em seu caminho. O sucesso foi inesperado, e, durante a pandemia, os produtores e realizadores tiveram que bolar um plano para uma continuação, afinal, não dava para deixar a peteca cair. Assim chegamos à ‘Terrifier 3’, terceiro longa desta que já se tornou a franquia de terror experimental proporcionalmente mais bem-sucedida da década.

terrifier 3

Depois de sobreviver aos brutais ataques do palhaço serial killer, Sienna (Lauren LaVera) passou um tempo em uma casa de reabilitação, onde foi medicada e tratada por conta de seus traumas, enquanto seu irmão mais novo, Jonathan (Elliott Fullam) seguiu com sua vida, indo para a faculdade. Com a proximidade das festas de fim de ano, Sienna recebe alta para ir para a casa da tia, Jessica (Margareth Anne Florence), onde tenta recomeçar a vida retomando o convívio com sua prima, Gabbie (Antonella Rose). Mas por mais que se esforce, as memórias de sua família sendo assassinada voltam a assombrá-la, e a proximidade do Natal faz com que ela sinta a presença de Art (David Howard Thornton) com cada vez mais frequência… até que novos episódios sinistros começam a acontecer.

Uma coisa que fica muito evidente nesse ‘Terrifier 3’ é que há um crescente na franquia – e, pelo andar da carruagem, a franquia pretende extrapolar todos os limites. Se no primeiro filme o foco de arte era em duas garotas, como uma história de terror qualquer, no segundo a coisa já ficou mais elaborada, com background à protagonista e cenas de matança com mais intensidade. Agora, nesse terceiro filme, Art (e a produção) ficam totalmente sem limites – para a satisfação dos fãs de horror e para o choque do espectador comum.

terrifier 3

As cenas de matança são literais e brutais, com muito close, tripas saindo, sangue escorrendo para todos os lados e bastante requinte de crueldade. Versátil, Art faz uso de tudo que possa lhe servir como ferramenta para matar – martelo, bastão, arma, faca, vidro, motosserra. As mortes são todas calculadas criativamente, elevando o sarrafo do bizarro a cada nova vítima. Nesse crescente, há cenas que podem fazer (mesmo!) pessoas passarem mal, e há cenas que ultrapassam os limites do entretenimento.

Por outro lado, a cada carnificina, há o contraponto do riso de Art, sempre fazendo palhaçada para quebrar a repulsa da morte. E assim vamos, entre um assassinato absurdo e um claro deboche, Art vai conquistando com seu carisma a la Mr. Bean, atraindo com as vítimas com seu sorriso e chocando com sua violência.

Terrifier 3’ é o melhor filme da franquia, mas também o mais pesado. É sensato seguir a orientação indicativa de 18 anos, pois é preciso ter grande poder de abstração para não se afetar pelo filme.

Às vezes passado do limite, ‘Terrifier 3’ é grotesco, faz rir e se solidifica como a melhor franquia de terror gore da atualidade. Um prato cheio para os fãs de terror de estômago forte.

terrifier 3

‘Wicked’: Parte 1 terá quase 3 HORAS de duração

wicked 2
wicked 2

A primeira parte de ‘Wicked‘ teve sua duração revelada, e será de 160 minutos – ou 2 horas e 40 minutos.

Resta saber quantas músicas novas foram adicionadas, já que o filme terá uma segunda parte que estreia em Novembro de 2025.

Vale lembrar que ‘Wicked‘ e ‘Gladiador 2‘ irão se enfrentar nas bilheterias dos EUA, e o filme musical deve sair como o grande vencedor deste confronto.

Projeções recentes indicam que a adaptação do musical da Broadway deve arrecadar US$ 80 milhões em seu primeiro final de semana no país.

Já a sequência ‘Gladiador 2‘ deve abrir em torno de US$ 65 milhões.

O site afirma que ambos filmes têm potencial para superarem as expectativas e não descarta um novo fenômeno como Barbenheimer. Enquanto ‘Wicked‘ tem se mostrado muito popular entre o público feminino, ‘Gladiador 2‘ tem despertado o interesse dos homens e das mulheres mais velhas.

O musical deve se tornar a maior estreia da carreira do diretor Jon M. Chu – facilmente superando ‘G.I. Joe: Retaliação‘ (US$41M) –, e de suas duas protagonistas, Cynthia Erivo e Ariana Grande.

Além disso, o valor também deve representar a maior abertura da história para um filme musical (que não seja da Disney), superando o recorde de ‘Bohemian Rhapsody‘ (US$51M).

As primeiras reações de ‘Wicked‘ já foram divulgadas, e elas são extremamente positivas. Confira abaixo o que os críticos estão achando: 

Como alguém que amaO Mágico de Oz‘ e a musical ‘Wicked, eu estava cética sobre isso. Isso precisava ser dois filmes e tão longo? Quais eram aqueles clipes? Eu não estava convencida. E eu estava errada! Wicked é tudo o que o cinema deveria ser.”

“‘Wicked é um espetáculo no estilo Oz que estoura e encanta na tela grande. Uma visão absolutamente deslumbrante. As protagonistas Erivo e Grande arrasam. Embora isso talvez não converta muitas pessoas antimusicais, os fãs do gênero e os Ozianos obstinados vão se deliciar com isso

“Eu estava pessimista, masWicked é uma obra-prima. Ariana Grande faz Glinda brilhar: ela ordenha cada momento com gosto, humor e sacudidelas de cabelo. Jon M. Chu adicionou tanta vida nova à história que eu posso ver por que precisava ser em 2 partes! Valeu a pena a espera de 20 anos”

Wicked arrasa, crianças. Galinda é o papel que Ariana Grande nasceu para interpretar. Perfeitamente adequado e genuinamente uma performance hilária, que rouba a cena. Os vocais celestiais de Cynthia Erivo permitem que ela faça de Elphaba sua. A equipe de artesãos reunida por Jon M. Chu colocou seus toques característicos. Muito animado para ver o que eles farão com a Parte 2.”

Lembrando que o filme chega aos cinemas em 22 de novembro.

Wicked segue a história de Elphaba, a Bruxa Má do Oeste (interpretada por Cynthia Erivo), uma jovem que se inscreve na Universidade Shiz para aprender a dominar seus poderes. É lá que ela conhece Glinda, a Bruxa Boa do Sul (interpretada por Ariana Grande), uma estudante popular que promete ajudar a introvertida Elphaba com seu comportamento em público. O filme se desenrola antes, durante e depois dos eventos clássicos de O Mágico de Oz.

Lembrando que o filme é dirigido por Jon M. Chu (‘Em um Bairro de Nova York’).

A produção cinematográfica será dividida em duas partes e apresentará novas músicas escritas pelo compositor original do espetáculo, Stephen Schwartz.

O elenco ainda conta com nomes como Michelle Yeoh, Jeff GoldblumEthan Slater.

Com roteiro de Winnie Holzman, a composição musical é de autoria de Stephen Schwartz, enquanto Marc Platt (‘La La Land: Cantado Estações’) produz.

Megalópolis

megalopolis

 

Elenco:

Adam Driver
Giancarlo Esposito
Nathalie Emmanuel

 

Direção: Francis Ford Coppola

Gênero: Épico

Duração: 138 min.

Distribuidora: O2 Play

Orçamento: US$ 120 milhões

Estreia: 31 de Outubro de 2024

Sinopse: 

Em MEGALÓPOLIS, a cidade de Nova Roma é palco de um conflito épico entre Cesar Catilina, um artista genial a favor de um futuro utópico e idealista, e seu opositor, o ganancioso prefeito Franklyn Cicero. Entre os dois está Julia Cicero, com a lealdade dividida entre o pai e o amado, tentando decidir qual futuro a humanidade merece.

Crítica | Megalopolis – Coppola cria fantasia ancorada em discurso político, porém com CAPENGA tom burlesco

Entrevista Francis Ford Coppola

Curiosidades: 

» Após sua estreia mundial no Festival de Cinema de Cannes, a produção amargou 53% de aprovação no Rotten Tomatoes. As avaliações variam entre elogios entusiasmados à “loucura genial” do filme até críticas que o definem como “caótico”, “desconcertante” e “a coisa mais louca já vista”;

» Além de dirigir, Francis Ford Coppola também assina o roteiro do longa;

» Lionsgate REMOVE trailer de ‘Megalópolis’ após polêmicas com críticas falsas

» ‘Megalópolis’: Francis Ford Coppola volta a negar acusações de comportamento inadequado no set

» Francis Ford Coppola revela 2 novos projetos ambiciosos após ‘Megalópolis’

» ‘Megalópolis’: Francis Ford Coppola defende elenco com atores cancelados

» Polêmica: Coppola se pronuncia sobre trailer de ‘Megalópolis’ com citações falsas: “Foi um Erro”

Trailer:

Cartazes: 

megalopolis cartaz final pt br digital

Fotos: 

megalopolis1

megalopolis2

megalopolis5

megalopolis4

megalopolis3

‘Agatha Desde Sempre’: Joe Locke quer Billy e Doutor Estranho JUNTOS no UCM

billy
billy

Em uma recente entrevista ao Deadline, Joe Locke, que interpretará Billy Kaplan no Universo Cinematográfico da Marvel, revelou com qual herói gostaria de ver seu personagem interagindo em novas produções da Marvel.

O ator demonstrou interesse especial em uma parceria com o Doutor Estranho, personagem interpretado por Benedict Cumberbatch no UCM.

Com ambos os personagens possuindo habilidades mágicas, Joe Locke acredita que Billy poderia aprender bastante com o Doutor Estranho.

“Acho que Billy aprenderia muito com o Doutor Estranho ou alguém assim. Ele é uma pessoa jovem que pratica magia e sabe o que está fazendo. Obviamente, nos quadrinhos, eles têm uma conexão. Então, acho que isso seria legal, mas quem sabe?”, disse Locke.

Enquanto o futuro de Billy ainda não está definido no Universo Cinematográfico da Marvel, as inúmeras possibilidades empolgam os fãs da franquia.

Lembrando que os fãs deAgatha Desde Sempre’ já podem conferir os nove capítulos da série que introduziu Billy ao UCM. – todos disponíveis no Disney+.

Relembre o trailer:

A série foi criada por Jac Schaeffer.

A trama se passa três anos depois de WandaVision e acompanha Agatha Harkness (Kathryn Hahn) que, após ficar presa em um feitiço lançado por Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), consegue sair de sua prisão sem grades e retorna à realidade sedenta por vingança e pelo desejo de sair de Westview. Todavia, as coisas mudam quando Rio Vidal (Aubrey Plaza) aparece em sua casa e revela que inúmeros bruxos desejam matar Agatha em virtude de acontecimentos passados – o que coloca a protagonista em uma luta pela própria vida ao lado de um clã de companheiras.

O elenco também conta com Joe LockeSasheer ZamataAli AhnMaria DizziaPaul AdelsteinMiles Gutierrez-RileyOkwui OkpokwasiliDebra Jo Rupp e Patti LuPone.

agatha all along 768x960.jpg

Crítica | Megalopolis – Coppola cria fantasia ancorada em discurso político, porém com CAPENGA tom burlesco

Será que a ambição nos leva a cometer loucuras? Esta pergunta é pertinente tanto do ponto de vista da trama quanto dos bastidores da produção. É impossível falar de Megalopolis, de Francis Ford Coppola, sem contextualizar os anos de produção que o filme levou para ser feito e a rejeição de investidores ao projeto.

Desde da década de 1980, o renomado diretor — ganhador de cinco Oscar e duas Palmas de Ouro — sonha com este filme. Megalopolis é uma fantasia sobre política social, no entanto, ancorada em elementos do cinema de várias épocas e, principalmente, no caráter burlesco. 

Enquanto a encenação dos atores é propositalmente teatral, a estética do longa é futurista e espelha-se na ambientação de ficção-científica. Confuso? Pois é. Francis Ford Coppola apresenta uma montagem de elementos sobrepostos de maneira bastante desarmoniosa. 

Se nas cenas iniciais temos a sensação de pisar em um solo parecido com o de Christopher Nolan, onde temos que descobrir a lógica da obra para segui-la. Logo depois, compreendemos que esta é apenas uma ponta do espetáculo proposto pelo cineasta, o qual faz referências de dezenas de obras cinematográficas, assim como literárias, num roteiro em que a citação é rainha de todos os discursos. 

Em uma alusão direta a Metrópolis (1927), de Fritz Lang, Megalopolis propõe ser futurista, mas ancorado nas mazelas atuais, principalmente sobre a insustentabilidade do modelo capitalista, ao invés de ser na era industrial, é na digital. Para isso, no entanto, utiliza-se de linguagens antigas de forma cômica e satírica. 

Outra ponte traçada pelo cineasta é o Império Romano, sucumbido pela soberba de poder de poucos homens, uma referência, talvez, ao aumento de bilionários nesse planeta. A própria cidade fictícia chama-se New Rome, uma mistura de New York a ao império de Júlio César, e o narrador (Laurence Fishburne) nos lembra a cada momento desse espírito histórico em suas interferências.  

A interpretação mais memorável é a de Shia LaBeouf como Clodio Pulcher, por conta do seu caráter dúbio e andrógeno, tal como o bobo da côrte, já que todos os outros personagens  parecem terem saído de folhetins dos anos 1930. Além disso, os papéis femininos são unidimensionais. 

Uma é a mocinha Júlia Cicero (Nathalie Emmanuel), que vai apaixonar-se pelo arquiteto utopista Caesar Catalina (Adam Driver) a contragosto do seu pai, o prefeito Franklyn Cicero (Giancarlo Esposito) e inimigo n°1 dos projetos do amado da filha. A segunda personagem feninina é a femme fatalle Wow Platinum (Audrey Plaza), uma repórter interessei que utiliza dos seus atributos físicos para manipular, enganar e roubar os homens ricos. 

Dentro do arco principal da disputa de narrativas do que é melhor para as pessoas: uma cidade sustentável ou um mundo capitalista em ruínas, o enredo engendra ainda tons de filme noir e comédia pastelão. Em uma cena sobre a revelação do segredo de uma celebridade da música pop (Chloe Fineman), o desenrolar remete à cena do tribunal do filme O Mentiroso (1997), com Jim Carey. Sem contar as diversas citações de William Shakespeare e Marco Aurélio, como se o reinventar de frases fosse desnecessário diante de tantas palavras já ditas. 

Com tantos componentes a analisar em cena, a trama principal de Megalopolis sobre o arquiteto ganhador do prêmio Nobel, por conta da descoberta do Megalon, fica quase como um pano de fundo do que uma intriga latente. Ao invés de instigar a curiosidade, o longa nos aborrece com tanta espetacularização da riqueza, cenas exageradamente teatrais e de zombaria.

Megalopolis é um filme sobre um megalomaníaco utópico, dessa forma a cidade almejada não existe (e nunca existirá), mas o utopista luta pelo direito de imaginá-la. Algo que o protagonista diz em alto e bom tom na narrativa é que não importa se ele projetá-la um dia, só de as pessoas começarem a discutir sobre o processo é uma vitória. A reflexão soa piegas como boa parte da estética do filme e seus personagens. Olhando pelo prisma de deixar-se levar pela comicidade, é possível divertir-se aqui e ali durante a projeção. 

Ao tentar abraçar um mundo, isto é, todos às estéticas e referências, Megalopolis parece um filme mal acabado, com um pouco de beleza  — as cenas das estátuas desmoronando são ímpares  —, e sem lucidez. Aos 85 anos, Francis Ford Coppola permite-se confundir, enjoar e desagradar, já o público decide se vai aplaudir sua loucura ou escarnecer de sua ridicularização utópica.

Todo Tempo Que Temos

todo tempo que temos

(We Live In Time)

 

Elenco:

Florence Pugh
Andrew Garfield
Adam James

 

Direção: John Crowley

Gênero: Romance

Duração: 104 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: US$ 5 milhões

Estreia: 31 de Outubro de 2024

Sinopse: 

Em TODO TEMPO QUE TEMOS, as vidas de Almut, uma talentosa chef de cozinha, e Tobias, um homem recém-divorciado, mudam para sempre quando eles se conhecem. Após um encontro inusitado, eles se apaixonam e constroem o lar e a família que sempre sonharam, até que uma verdade dolorosa põe à prova essa história de amor. Decididos a enfrentar as dificuldades, Almut e Tobias embarcam numa jornada emocionante, onde vão aprender que cada minuto conta quando estamos ao lado de quem amamos.

Crítica: 

Crítica | Todo Tempo que Temos – Andrew Garfield e Florence Pugh Juntos em EMOCIONANTE Romance

Curiosidades: 

» Nick Payne, de A Última Carta de Amor‘, assina o roteiro;

Trailer:

Cartazes: 

poster todo tempo que temos

Fotos: 

todo tempo que temos1

todo tempo que temos2

todo tempo que temos3

todo tempo que temos4

Som da Esperança: A História de Possum Trot

som de esperança

(Sound of Hope: The Story of Possum Trot)

 

Elenco:

Nina King
Demetrius Grosse
Elizabeth Mitchell

 

Direção: Joshua Weigel

Gênero: Drama

Duração: 130 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ 3 milhões

Estreia: 31 de Outubro de 2024

Sinopse: 

SOM DA ESPERANÇA conta a história de Donna, do Reverendo WC Martin, e sua igreja no leste do Texas, na qual 22 famílias adotaram 77 crianças do sistema de adoção local, dando início a um movimento em prol de crianças vulneráveis em todo o mundo.

‘Som da Esperança’: Drama cristão conquista 83% de aprovação no Rotten Tomatoes; Confira as críticas!

Curiosidades: 

» O longa é baseado em uma história real;

» Além de dirigir, Joshua Weigel também assina o roteiro ao lado de Rebekah Weigel;

Trailer:

Cartazes: 

sound of hope

Fotos: 

som de esperança4

som de esperança3

som de esperança2

som de esperança1

A Última Invocação

Pôster misterioso com duas pessoas e mãos sombrias.

(The Forbidden Play)

 

Elenco:

Hashimoto Kanna
Daiki Shigeoka
Minato Shougaki

 

Direção: Hideo Nakata

Gênero: Terror

Duração: 110 min.

Distribuidora: SATO Company

Orçamento: US$ 3 milhões

Estreia: 31 de Outubro de 2024

Sinopse: 

Em A ÚLTIMA INVOCAÇÃO, Naoto Ihara vive feliz com a esposa Miyuki e o filho Haruto. Porém, quando Miyuki morre em um acidente, Naoto fica inconsolável. Haruto, em negação, decide enterrar um dedo da mãe no jardim na esperança de que, rezando todos os dias, ela volte à vida. Um dia, pai e filho são visitados por Hiroko Kurasawa, ex-colega de trabalho de Naoto. Mas o que era para ser uma simples visita a um amigo assolado pelo luto, toma um rumo macabro quando ela testemunha Haruto gritando palavras estranhas no quintal, e uma série de acontecimentos sombrios começam a perturbá-la.

Curiosidades: 

» O longa é baseado no romance homônimo escrito por Karma Shimizu;

Trailer:

Cartazes: 

Cartaz do filme 'A Última Invocação', olho assustador.

Fotos: 

Mulher assustadora em imagem distorcida e sombria.

Olho assustador observa através de uma fenda escura.

Crítica | ‘Malu’ – As dores da existência guiadas pelo furacão de emoções Yara de Novaes

Cena do filme Malu, de Pedro Freire
Cena do filme Malu, de Pedro Freire

Explorando uma história sobre as dores da existência, do não saber lidar com as relações próximas, Malu foi um dos filmes selecionados para a competição de longas-metragens da Première Brasil no Festival do Rio 2024 – e venceu o prêmio de Melhor Longa de Ficção. Escrito e dirigido pelo cineasta Pedro Freire, que apresenta em sua estreia na direção memórias sobre a própria mãe, ao longo dos 103 minutos de projeção somos testemunhas de conflitos intensos, que vão de um extremo ao outro, do afeto até a indiferença, entre gerações de mães e filhas tendo como ponto de interseção a personagem título.

Na trama, ambientada nos anos 1990, conhecemos Malu (Yara de Novaes), uma atriz desbocada com dias de sucesso no passado, que após se separar muda-se para uma casa em construção que comprou com o marido tempos atrás. Morando com a mãe conservadora (Juliana Carneiro da Cunha) e com a visita da filha (Carol Duarte) iniciando a fase adulta, uma série de conflitos se estabelecem e que logo rumam para a descoberta de uma cruel doença.

Cena do filme Malu, de Pedro Freire
Cena do filme Malu, de Pedro Freire

Tendo como único cenário uma casa em construção, que logo vira o reflexo de relações conturbadas que se estabelecem a partir da figura central, o filme busca no embate seu alicerce para preencher essa ciranda de atritos potencializado pelo tripê: conservadorismo, orgulho e imaturidade, representado pela mais forte característica de cada uma das personagens. A questão é que o discurso da revolução de um viver se perde com uma narrativa que apresenta os desafios do resolver os conflitos com as ações sendo mais fortes que os significados. Talvez seja mais marcante para quem já conhece essa história, ou conheceu Malu.

Cena do filme Malu, de Pedro Freire
Cena do filme Malu, de Pedro Freire

Ao longo de três meses de gravações – com o mesmo tempo anterior de ensaios – um fato que fica em evidência é a proximidade do diretor com a história. Fato que pode ser um trunfo ou mesmo um calcanhar de aquiles. Entre memórias emotivas, desabafos, e lapidado pelo orgulho como característica mais forte da personalidade explosiva de uma protagonista brilhantemente interpretada pelo furacão de emoções Yara de Novaes, o projeto se consolida como uma carta aberta do diretor para si mesmo sobre a mãe diagnosticada com uma doença neurodegenerativa.

Cena do filme Malu, de Pedro Freire
Cena do filme Malu, de Pedro Freire

Exibido em festivais que alcançaram cinco continentes, incluindo uma passagem pelo Festival de Sundance, Malu não deixa de ser um filme corajoso de Pedro Freire. Abrir as portas de uma história que o diretor conhece como poucos e deixar o público receber as mensagens íntimas que propõe deve ter sido uma jornada repleta de emoções. O ponto é se o público vai conseguir se conectar com tudo que queria ser transmitido.

A Vilã das Nove

a vilã das nove poster

 

Elenco:

Karine Teles
Alice Wegmann
Camila Márdila

 

Direção: Teodoro Poppovic

Gênero: Comédia

Duração: 103 min.

Distribuidora: Disney

Orçamento: R$ 5 milhões

Estreia: 31 de Outubro de 2024

Sinopse: 

Em A VILÃ DAS NOVE, seguimos Roberta, que atualmente se encontra na melhor fase de sua vida. Recentemente divorciada, ela vive com sua filha Nara em uma liberdade que ela não sente há muito tempo, até descobrir que alguém transformou seu maior segredo no enredo de uma novela – onde ela é a vilã.

Curiosidades: 

» O longa é uma coprodução entre a Star Original Productions e a Lupa Filmes;

» Além de dirigir, Teo Poppovic também assina o roteiro;

Trailer:

Cartazes: 

a vilã das nove poster

Fotos: 

a vila3

a vila2

a vila1

Malu

Ilustração de mulher sorrindo com braços erguidos.

 

Elenco:

Yara de Novaes
Juliana Carneiro da Cunha
Carol Duarte

 

Direção: Pedro Freire

Gênero: Drama

Duração: 103 min.

Distribuidora: Filmes do Estação

Orçamento: R$ 4 milhões

Estreia: 31 de Outubro de 2024

Sinopse: 

MALU, uma mulher de meia idade com um passado glorioso, se vê presa em um caos existencial. A complexa relação com sua mãe conservadora e com sua filha adulta torna a crise ainda mais aguda, em meio a momentos de carinho e alegria entre as três. Um retrato de uma mulher em busca da melhor versão de si mesma.

Crítica | ‘Malu’ – As dores da existência guiadas pelo furacão de emoções Yara de Novaes [Festival do Rio 2024]

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Pedro Freire também assina o roteiro do longa;

Trailer:

Cartazes: 

Cartaz do filme Malu: Viver é Revolucionário.

Fotos: 

Mulher sorrindo, ao ar livre, dia ensolarado.

Silhueta de pessoas em cena sombria

Mulher idosa e jovem interagindo carinhosamente.

Pessoa lê livro, segurando cigarro aceso.

Crítica | Todo Tempo que Temos – Andrew Garfield e Florence Pugh Juntos em EMOCIONANTE Romance

todo tempo que temos

Receber o diagnóstico de uma doença é um momento muito difícil na vida de qualquer pessoa, e esse momento se torna ainda mais difícil se a doença já estiver em estágio avançado ou for incurável. Tanto a literatura quanto o cinema têm abordado bastante esse tema, primeiramente com um olhar mais dramático sobre e agora, nos últimos tempos, com um tom mais esperançoso nas produções, mesmo que nem sempre o final seja feliz. Muito mais inclinado a retratar o que há de bom na vida apesar dos pesares, estreia no cinema o romance dramáticoTodo Tempo que Temos’.

todo tempo que temos4

Tobias (Andrew Garfield, de ‘O Espetacular Homem-Aranha’) é dono de uma grande empresa de produtos pra café da manhã e ele vive viajando, o que acaba destruindo seu casamento. Prestes a assinar o papel do divórcio, ele acaba atropelado por Almut (Florence Pugh, de ‘Duna – Parte 2’), e, por ironia do destino, os dois acabam se apaixonando perdidamente. Ela, uma importante chef de cozinha, tem ambiciosos sonhos de participar de competições e ele, com sua empresa segura, só pensa em ter uma família. Do encontro desses dois a vida vai acontecendo, até Almut ser diagnosticada com uma doença incurável e se dar conta de que tem pouco tempo de vida. Agora, Tobias e Almut precisam pensar em como vão passar todo o tempo que têm juntos.

Antes de qualquer coisa é preciso dizer que ‘Todo Tempo que Temos’ é simplesmente um filme adorável. Sim, ele é drama, e desde o início você já sabe como terminará a história, mas nem por isso o espectador se envolve menos com o enredo, pois o que vale aqui é a construção, é como esses personagens vão se desenvolvendo e fazendo escolhas que os levam para determinados caminhos. É, sim, desses filmes que fazem você chorar, sem você nem mesmo esperar por isso, como anteriormente o fez ‘Como Eu Era Antes de Você‘.

todo tempo que temos3

O roteiro de Nick Payne (de ‘A Última Carta de Amor’), entretanto, pode gerar alguma confusão em quem assiste ao filme, pois faz a história não só ficar indo e vindo no tempo (e, considerando que o espaço de tempo deles é curto, poucos anos, são poucas as diferenças estéticas nas memórias) como também à medida que a trama avança, ela começa também a intercalar com memórias do presente. Ou seja, navegamos em três períodos de tempo em um intervalo curto, com muitos acontecimentos, e às vezes podemos nos perder se aquilo que vemos é passado, presente ou desejo de futuro.

O realizador John Crowley consegue extrair o melhor do seu elenco, em atuações intensas emocionalmente e carismáticas do casal protagonista. A química entre Garfield e Pugh chega a ser palpável – a gente realmente acredita que os dois são um casal. Há cenas belissimamente gravadas, como a do nascimento do bebê em um contexto absurdo, que mistura drama, tensão, adrenalina, romance e humor tudo numa única sequência que deixa todo mundo a flor da pele. E Andrew Garfield, especialmente, se mostra tão frágil e emotivo que em quase todas as suas cenas o ator parece a ponto de chorar; dá vontade de abraçar ele.

Todo Tempo que Temos’ tem drama, humor e esperança na medida certa. Não é um filme sobre doença ou sobre perda, mas sim sobre amor, apesar das doenças e das perdas no caminho. Um filme lindo, emocionante e que vai preencher o coração do espectador.

todo tempo que temos

‘Som da Esperança’: Drama cristão conquista 83% de aprovação no Rotten Tomatoes; Confira as críticas!

som de esperança1

Som da Esperança: A História de Possum Trot’ drama baseado em uma história real já está em cartaz nos cinemas. O filme fez uma estreia positiva no Rotten Tomatoes, conquistando 83% de aprovação da crítica especializada, com base em 42 análises, e impressionantes 98% de aprovação do público.

som da esperança

Os críticos elogiaram amplamente as atuações e o roteiro tocante, embora tenham apontado que a história é, em alguns momentos, simples demais e apresenta algumas falhas.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

“É a típica história acolhedora e sentimental de amor cristão que agrada ao público da igreja de maneiras que são praticamente inofensivas, mesmo que toque essas notas de forma direta e sem muita finesse”, disse Clint Worthington do RogerEbert.

Som da Esperança: A História de Possum Trot provavelmente ressoará profundamente com o público que busca uma narrativa inspiradora e fundamentada na fé. Sua representação edificante de comunidade, compaixão e o poder do amor proporciona uma experiência emocionante”, disse Linda Marric do HeyUGuys.

“O roteiro pode ser excessivamente simplista, mas este é um biográfico bem feito, cujo coração está claramente no lugar certo. Se você está procurando um drama leve que possa fazer você derramar uma lágrima ou duas, este filme atende a sua expectativa”, disse Matthew Turner do Action Reloaded.

“As atuações são excepcionais. A história é formulaica, mas muito inspiradora. É revigorante ver um filme que celebra os aspectos positivos e curativos da fé, em vez de usar a fé como arma para o poder político e a divisão”, disse Robert Roten do Laramie Movie Scope.

“Realmente é algo de proporções cinematográficas, mesmo com a abordagem voltada para o público evangélico- embora talvez outros também gostem”, Bill Arceneaux do Moviegoing with Bill.

“É uma história verdadeira com um coração tão grande quanto o Texas. O filme não suaviza o processo de adoção e apresenta boas atuações”, disse Joe Friar do Fort Worth Report.

“O longa adota uma abordagem positiva em uma comovente história de interesse humano, sem explorar seus personagens nem pregar para o público”, disse Daniel Eagan do Film Legacy.

“Um drama intenso baseado na fé, repleto de atuações impressionantes”, disse Christian Toto do HollywoodInToto.

Som da Esperança: A História de Possum Trot’ já está em cartaz nos cinemas.

Na trama, um pastor batista e sua esposa lideram uma grande campanha de adoção. Em uma pequena comunidade rural negra, o movimento que eles protagonizam resulta na conquista de novos lares para 77 crianças vulneráveis. Em pouco tempo, eles conseguem esvaziar o orfanato da pequena comunidade de Possum Trot, no estado do Texas.

Nina King, Demetrius Grosse e Elizabeth Mitchell estrelam a produção.

O filme foi desenvolvido pela Angel Studios, produtora do polêmico ‘Som da Liberdade‘.

sound of hope

Curtiu ‘A Substância’? Conheça outros clássicos do Body Horror

Mulher deitada com cicatriz costurada nas costas.
the substance

A Substância’ é o novo sucesso cult da temporada, e já está disponível no MUBI. Um filme que definitivamente não é para todos os gostos, mas que vem dando o que falar – ao ponto de render comentários de especialistas sobre uma possível indicação a prêmios para a estrela veterana Demi Moore, que protagoniza o longa. Moore definitivamente se entrega de corpo e alma para a insanidade proposta pelo longa, em um dos mais intensos e empenhados desempenhos de sua carreira.

A Substância’ é totalmente fora da caixinha, mas o inegável é o trabalho minucioso da diretora francesa Coralie Fargeat (‘Vingança’) ao construir esse mundo particular em uma narrativa envolvente e que nos deixa imediatamente investidos. O filme se divide em duas partes. A primeira é uma crítica social afiada sobre etarismo na indústria do entretenimento – em especial voltado à mulher. A segunda parte é onde o filme ganha seus contornos de fantasia e terror, quando a tal substância do título entra em cena. É neste ponto que o longa se torna um “body horror”.

Se você nunca ouviu falar no termo “body horror”, ele é extremamente literal. Ou seja, “terror corpóreo”. É o tipo de filme que traz aflição, desconforto e agonia usando o corpo humano para tal. Sim, é o que nos causa “nojo”, geralmente associado a metamorfoses humanas em algum outro ser monstruoso. A repulsa e o grotesco também estão sempre em cena no subgênero.

E se você adorou a segunda metade de ‘A Substância’, abaixo listaremos alguns exemplares memoráveis do subgênero Body Horror para você colocar na lista e conhecer um pouco mais este tipo específico de filme. Confira.

A Mosca (1986)

Não dá para falar de Body Horror sem mencionar ‘A Mosca’. O filme é provavelmente o mais famoso do subgênero, e o primeiro que vem à mente dos cinéfilos quando nos referimos a tal termo. Aliás, ‘A Substância’ pega muitas influências do longa. E também não dá para falar de Body Horror sem falar no diretor de ‘A Mosca’, David Cronenberg, uma verdadeira sumidade no estilo. Neste filme, vemos a transformação gradual de um brilhante cientista em uma mosca humanoide após um experimento sair terrivelmente errado.

O Enigma de Outro Mundo (1982)

Um dos pré-requisitos para um eficiente Body Horror são efeitos especiais práticos de primeira. Ou seja, o povo da maquiagem e dos efeitos precisam criar algo crível para chocar a audiência. ‘A Mosca’ permanece um dos mais impressionantes. Outro que resistiu ao teste do tempo é ‘O Enigma de Outro Mundo’, de John Carpenter, um dos cult mais adorados dos anos 80. Aqui, cientistas no Ártico de deparam com um ser de outro planeta capaz de imitar a forma humana, criando assim um estado de paranoia completa, afinal você pode não ser você mesmo.

Titane (2021)

Saindo da década de 1980, para uma produção bem recente, aqui temos mais um exemplar comandado por uma talentosa jovem francesa. Julia Ducournau havia impressionado no circuito de festivais com sua estreia no impactante ‘Raw’, de 2016. Seu trabalho seguinte igualmente deu o que falar. ‘Titane’ traz um impressionante desempenho de Agathe Rousselle, no papel principal de Alexia, uma jovem com implantes metálicos em seu corpo, que com o passar do tempo começa a se identificar mais com uma máquina do que com uma humana, ao mesmo tempo em que seu corpo vai sofrendo tal modificação.

Seres Rastejantes (2006)

James Gunn se tornou um dos nomes mais badalados da cultura pop após ter feito três golaços com a trilogia ‘Guardiões da Galáxia’, da Marvel. Quando ressuscitou o título ‘Esquadrão Suicida’, a Warner percebeu que o cineasta não tinha como errar, e assim lhe deu carta branca para comandar uma nova fase do universo DC no cinema. E o lançamento será em 2025 com um novo ‘Superman’. Porém, muito tempo antes disso, Gunn entregou ‘Seres Rastejantes’, que reflete mais suas origens no terror e que fala vermes de outro planeta aterrorizando uma cidadezinha americana. Aqui, o Body Horror entra em cena com o personagem de Michael Rooker, que, infectado, começa a se tornar uma criatura grotesca.

Tusk – A Transformação (2014)

Até mesmo o diretor Kevin Smith decidiu molhar os pés no subgênero do Body Horror com ‘Tusk’, longa que se tornou um cult querido. Acredite se quiser, mas a ideia para o longa surgiu de um podcast, no qual o cineasta inventava a tal história insana. Ele conseguiu realiza-la em filme, contando sobre um entrevistador saindo dos EUA para o Canadá, a fim de ouvir uma história para lá de louca de um idoso. Muito cuidado com o que você deseja. Com uma atuação brilhante do saudoso Michael Parks como o idoso, ele decide transformar o entrevistador, através de uma série de cirurgias, em um leão marinho.

Viagens Alucinantes (1980)

Voltando para a década de 1980 (casa de alguns dos mais memoráveis Body Horrors do cinema), a obra do diretor Ken Russell é um interessante conto sobre ciência e regressão. Assim como em ‘A Mosca’, o saudoso William Hurt interpreta um cientista tão obcecado com sua própria teoria, que resolve se tornar cobaia de seu experimento de privação em um tanque sensorial. O sobrenatural e a ciência se encontram, quando o homem erudito viaja em uma jornada ao passado, em sua própria mente, se tornando um antepassado primitivo.

O Mistério do Cesto (1982)

O exemplar mais trash da lista, ‘Basket Case’ serviu de forte influência para ‘A Substância’, em especial no design de sua criatura final. Um clássico cult do terror, ‘O Mistério do Cesto’ conta a história de Duane (Kevin VanHentenryck), um jovem retraído e estranho, que vive para cima e para baixo com um misterioso cesto de palha. Ao longo, descobrimos a verdade bizarra sobre o objeto: ele guarda seu irmão gêmeo com má formação, que não passa de uma cabeça e dois braços – mas é extremamente agressivo e homicida.

Re-Animator – A Hora dos Mortos Vivos (1985)

Depois de David Cronenberg, um dos diretores mais devotos ao Body Horror dos anos 80 é Stuart Gordon, que não por menos se dedicou a adaptar as obras do romancista do terror fantástico H.P. Lovecraft, como por exemplo ‘Do Além’ (1986). No ano anterior, Gordon lançaria seu primeiro longa, que se tornou também seu filme mais famoso: o cult ‘Re-Animator’. Na trama com vibe de ‘Frankenstein’, cientistas descobrem uma forma de reanimarem os mortos, trazendo-os de volta à vida, mesmo que sejam apenas pedaços de corpos desmembrados, como uma cabeça falante, por exemplo.

A Cor que Caiu do Espaço (2019)

Por falar em Lovecraft, aqui temos um dos filmes mais recentes a adaptar uma de suas obras para as telonas. Quem estrela é Nicolas Cage, em um dos longas considerados de sua nova boa-fase no cinema. Cage vive um pai de família entrando em contato com uma entidade de outro planeta caída em sua propriedade rural. O ser é uma energia de luz que reflete a cor púrpura. É claro que ao tocar sua pele no ser, logo o sujeito e sua família irão começar a se tornar criaturas horrendas e insanas.

Hellraiser – Renascido do Inferno (1987)

Representante máximo do “cinema podreira” dos anos 80, no melhor sentido da palavra, o ‘Hellraiser’ original jamais será equiparado por alguma sequência ou refilmagem, sendo um dos longas mais grotescos não apenas da década, como também de todos os tempos. Como dito acima, ajuda e muito o fato do longa britânico ter tido à sua disposição uma equipe de maquiagem e efeitos práticos extremamente competente, que conseguiram, entre outras coisas, ressuscitar um ser humano desde uma mucosa até um esqueleto ensanguentado, depois um corpo com os músculos à mostra. Além da criação dos Cenobitas, entidades sadomasoquistas do inferno.

A Sociedade dos Amigos do Diabo (1989)

Um dos cults de terror dos anos 80 que começou a cair na boca dos fãs nos últimos tempos, ‘Society’ (no título original) é uma sátira à depravação social da alta classe. Quem estrela é Billy Warlock (S.O.S. Malibu), que vive um jovem se deparando com seu pior pesadelo. Ele descobre que seus pais ricos fazem parte de uma sociedade secreta, que não são apenas esnobes endinheirados, mas sim uma diferente espécie. Juntos eles realizam orgias em um culto repugnante, em um Body Horror único, que fez muito mais sucesso na Europa do que nos EUA em sua época de lançamento.

Trailer LEGENDADO de ‘Presence’, terror contado pela perspectiva do fantasma

presence 1

O CinePOP traz o trailer LEGENDADO do terror ‘Presence‘, que estreou oficialmente no festival Sundance 2024 e fez diversos espectadores abandonaram a sala de cinema por ser considerado “muito intenso”.

A produção acompanha uma história sobrenatural através da perspectiva da entidade maligna.

Na trama…

Após se mudaram para uma nova casa, a família Payne – uma mãe, pai e seus dois filhos – logo descobre que não está sozinha na residência.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

O filme brinca com as convenções do terror de uma casa mal-assombrada a partir da perspectiva do fantasma situado em uma casa recentemente reformada, com novos habitantes se mudando para lá – uma família, liderada por Lucy Liu e Chris Sullivan.

Como as famílias costumam fazer neste gênero, elas chegam com excesso de bagagem, tensões que esperam que se dissipem em um novo lar, um novo começo após um período de mal-estar.

Stephen Rodrick, repórter da Variety que acompanhou a sessão, afirmou que “eu não posso aguentar esse nível de estresse tão tarde na noite” após deixar precocemente a sessão, enquanto outros cinéfilos também se mostraram extremamente abalados com a experiência.

O próprio elenco do filme ficou afetado com a exibição. A atriz Lucy Liu afirmou: “Estou devastada. Meu corpo está reagindo como se eu não estivesse no filme.”

Apesar de parecer um típico filme de casa mal-assombrada, o grande diferencial da produção foi ter sido filmada sob a perspectiva da entidade que assombra o local, colocando o público à espreita da família ao lado do fantasma.

A jornalista Rafa Gomes estava na exibição e traz a crítica direto do Festival de Sundance:

https://cinepop.com.br/critica-presence-steven-soderbergh-brilha-na-direcao-em-intimidador-drama-sobrenatural-467048/

Steven Soderbergh (‘Contágio’) é responsável pela direção.

O elenco conta com Lucy Liu, Julia Fox e Chris Sullivan.

O roteiro foi assinado por David Koepp (‘Anjos e Demônios’).

O terror será programado para estrear no dia 17 de janeiro de 2025.

 

Rainha Elizabeth II vai aparecer em ‘Paddington 3: Uma Aventura na Floresta’

imagem 2024 11 01 082412438
imagem 2024 11 01 082412438

Conforme revelado pela Variety, o aguardado Paddington 3: Uma Aventura na Floresta’ não apenas trará Olivia Colman, intérprete da Rainha Elizabeth II na aclamada série ‘The Crown’, ao elenco – mas contará com uma breve aparição da verdadeira monarca.

Segundo informações, foi confirmado que a saudosa Rainha, que faleceu em 2022, aparecerá em uma foto ao lado do personagem-título – ambos desfrutando de um chá da tarde.

Sobre a homenagem, a produtora Rosie Alison comentou:

“[A família real] ficou muito feliz com o acontecimento. Mas não gostamos de fazer um alvoroço em relação a isso, porque Paddington é, obviamente, alguém bastante modesto”.

Vale lembrar que o filme chegará aos cinemas nacionais no dia 16 de janeiro de 2025.

No novo filme, Paddington (Ben Whishaw) deixa Londres e viaja à sua terra natal na América do Sul para visitar sua amada tia Lucy (Imelda Staunton), que agora reside no Lar para Ursos Aposentados. No entanto, o que seria uma pacata temporada de férias se transforma em uma aventura emocionante acontece quando um mistério os mergulha em uma jornada inesperada pela floresta amazônica e até os picos das montanhas do Peru.

O longa-metragem marca a estreia diretorial de Dougal Wilson e terá a produção de Paul King, Simon Farnaby e Mark Burton.

Além de Wishaw (‘007 – Sem Tempo para Morrer’), Colman (‘The Crown’) e Staunton (‘Harry Potter’), o elenco conta com Antonio Banderas (‘Zorro’), Carla Tous (‘Através da Minha Janela 3’), Emily Mortimer (‘Ilha do Medo’), Hugh Bonneville, Madeleine Harris, Samuel Joslin, Julie Walters e Jim Broadbent.

Lembrando que ‘Paddington‘ (2014) e ‘Paddington 2‘ (2017) arrecadaram quase US$ 500 milhões mundialmente.