‘Os Incríveis 2‘ ganhou um novo vídeo divertido mostrando o Zezé brincando com o Gelado. Assista:
Confira também o novo trailer dublado:
Em ‘Os Incríveis 2‘, Helena (Holly Hunter) decide iniciar uma pedindo a volta dos super-heróis, enquanto Beto (Craig T. Nelson) vive um dia a dia normal de dono de casa cuidando de Violeta (Sarah Vowell), Flecha (Huck Milner) e do bebê Zezé, cujos superpoderes estão prestes a serem descobertos. A missão deles sofre uma reviravolta, quando um novo vilão surge com um brilhante e perigoso plano que ameaça acabar com o mundo. Mas a família Pêra não foge do desafio, ainda mais com Gelado (Samuel L. Jackson) combatendo o vilão ao seu lado.
‘Os Incríveis 2’ tem lançamento previsto para 28 de junho de 2018.
Um forte rumor na internet indica que a Marvel Studios está desenvolvendo um filme sobre a heroína ‘Coração de Ferro’.
O site That Hashtag Show revelou que o projeto ainda está “engatinhando”, mas já é esperado para a próxima fase da Marvel nos cinemas, que começa após os eventos de ‘Vingadores 4’. Além disso, um roteiro escrito por Jada Rodriguez aparece listado no The Black List (popular site que lista roteiros).
Apesar de ser apenas um boato, já é um sinal de que a Marvel está interessada em levar a jovem heroína para os cinemas muito em breve.
Nos quadrinhos, a Coração de Ferro, também conhecida como Riri Williams, foi a sucessora de Tony Stark por alguns anos. A jovem adolescente prodígio conseguiu fazer engenharia reversa da tecnologia de armadura do Homem de Ferro. Enquanto montava algumas armaduras, acabou sendo descoberta por Pepper Potts e Tony Stark, que a apoiam e a ajudam em sua jornada para se tornar uma heroína.
Isso significaria o fim do Homem de Ferro? Vamos ter que esperar os próximos capítulos para saber.
Com estreia prevista para 10 de novembro deste ano, Pantera Negra: Wakanda Para Sempre ganhou seu novo trailer nas versões DUBLADA e LEGENDADA.
Dublado
Legendado
E como de costume, o CinePOP separou aqueles pontos que mais chamaram atenção e que você talvez não tenha percebido. Confira!
O trailer já começa com o funeral de T’Challa. São mostradas as cerimônias funerárias de Wakanda, com todos vestidos de branco, tal qual os falecidos no plano espiritual, conforme mostrado no primeiro filme. E essa abertura é de muito impacto, já que traz elementos que remetem diretamente ao T’Challa e ao próprio Chadwick. O filme em si é uma grande homenagem a ele e seu legado em vida.
Então, somos levados ao núcleo submarino de Namor (Tenoch Huerta). É possível ver uma forte influência da arte pré-colombiana na parte cultural que envolve o personagem. E isso já estava subentendido desde o primeiro teaser, mas agora está mais do que confirmado que a Atlântida do MCU ficará próxima à América Central, como confirmado no próprio pôster, que traz duas pirâmides mesoamericanas atrás do Príncipe Submarino.
Podemos ouvir ao fundo que “só as pessoas mais feridas podem ser grandes líderes”, enquanto Namor vai em direção ao trono com um traje mais ornamentado, com direito ao que parece ser uma coroa. Não sabemos se ele já será o regente de Atlântida no filme ou se ele será coroado conforme a trama avançar, mas é fato que ele terá o comando submarino em algum momento. Essa frase que ouvimos ao fundo também indica que a nova rainha de Wakanda será justamente a Rainha Ramonda (Angela Bassett), não a Shuri (Letitia Wright). Afinal, ela perdeu praticamente toda sua família nos últimos anos.
Então vemos um ataque do povo submarino a uma plataforma petrolífera. Um dos motivos pelos quais acredito que Namor vá assumir o trono é que ataque desse tipo não foram mostrados previamente no MCU. E nada mais lógico do que um monarca assumindo novas posturas assim que ascende ao trono. Por se tratar de uma petrolífera, é meio óbvio que a questão ambiental e toda a poluição/ destruição que uma plataforma dessas causa aos oceanos entrará em pauta como justificativa para ter o Namor como um anti-herói.
No momento seguinte, M’Baku (Winston Duke), líder dos Jabari, contextualiza um pouco mais sobre a história de Namor, contando ao seu povo que eles estão enfrentando algo muito poderoso. Ele diz que o povo submarino não o chama de “Rei” ou “General”, mas de Kukulcán. Na cultura Maia, o Kukulcán é uma divindade poderosíssima representada por uma serpente com plumas, o que explica a coroa que Namor aparece usando no início do trailer. Ele representa, de certa forma, o “Deus da Atmosfera”, pois reúne atributos de um deus sol, um deus do trovão e um deus do ar.
Uma das melhores sacadas dessa analogia proposta pelo filme é que o Kukulcán era conhecido também por sua habilidade de andar sobre as águas. E como Namor é um príncipe submarino, faz sentido que os povos pré-colombianos reconhecessem essas características divinas nele. Aproveitando essa “versatilidade divina” do personagem, o longa traz Namor atacando com vários elementos naturais. Nessa nova fase da Marvel, eles pararam de tentar justificar mitologias com ciência e tecnologia, e só assumiram que deuses existem e vivem entre eles. Então, podemos esperar sequências fantásticas de Namor atacando de formas bem criativas.
A conversa é terminada com a mensagem de que atacá-lo é arriscar uma guerra eterna. Então, vemos o reflexo do príncipe submarino nas vidraças do castelo de Ramonda, com o atlante se preparando para arremessar sua lança contra ela. Mais para frente, o trailer mostra um encontro entre Ramonda e Namor. Vale lembrar que apesar de rivais, eles são líderes de suas nações, então deve haver o mínimo de diplomacia antes do confronto entre os povos começar.
Há um corte e somos levados para uma sequência de perseguição na cidade entre Okoye (Danai Gurira) e um inimigo não revelado. O mais legal é que vemos atrás dela a armadura da Coração de Ferro (Dominique Thorne), que vai ganhar uma produção solo no MCU após o filme. Ela aparece em alguns momentos no trailer, seja com a armadura ou como a jovem Riri Williams.
Riri faz sucesso nos quadrinhos e é uma das grandes apostas da Marvel para suas novas fases, então acredito que seja uma personagem tratada com bastante carinho nessa sequência.
Até o momento em que somos levados a uma Wakanda sendo tomada por uma quantidade assustadora de água. A rainha Ramonda diz que sabe dos boatos acerca de como Wakanda perdeu seu grande protetor. Ou seja, para a comunidade internacional, a nação mais tecnológica e rica do mundo está à mercê. Isso pode ser uma forma de justificar o ataque não só dos atlantes, mas também de outras possíveis ameaças que surjam no filme. Afinal, se não tem mais um soldado com armadura indestrutível e possuído pelos poderes do Deus Pantera, a reserva inesgotável de Vibranium de Wakanda certamente está com menos proteção.
E em certo momento, não sabemos se no começo ou no final do filme – quiçá nos dois -, haverá uma guerra entre Atlântida e Wakanda. Esse embate é antigo nos quadrinhos e costuma render momentos espetaculares. Esse conflito já é sugerido no próprio pôster do filme, que traz as duas nações em perspectivas opostas.
Esse duelo tem tudo para ser um dos mais marcantes do MCU até o momento. E para falar a verdade, toda a construção do reino submarino tem potencial para ser uma das melhores desse universo até aqui, podendo até mesmo almejar indicações a categorias técnicas, como Figurino e Direção de Arte. É bastante promissor saber que terá toda uma hierarquia nova a ser explorada nesse mundo embaixo d’água.
Assim, o trailer mostra a sala do trono de Wakanda submersa, mas ainda assim pegando fogo. No centro dela, a princesa e chefe do setor de tecnologia de Wakanda, Shuri, permanece sozinha e em choque. Não sabemos se a Rainha Ramonda morrerá também nesse filme. Espero que não, porque traria uma dinâmica um pouco melhor para esse núcleo se a monarca e o principal soldado, o Pantera Negra, não fossem a mesma pessoa.
Tudo isso para terminar com a revelação da nova Pantera Negra. Apesar de não terem confirmado oficialmente, existe 99% de chance dessa jovem sob o traje ser a Shuri.
Caso vocês não se lembrem tão bem do primeiro filme, a Shuri era mostrada como a líder do setor tecnológico de Wakanda que não era tão ligada às tradições.
No entanto, ela sempre comparecia aos eventos culturais, como a luta pelo trono de Wakanda, ou outras cerimônias.
Nelas, a jovem aparecia com essa pintura de várias bolinhas brancas no rosto. E isso acabou virando uma das marcas da personagem, já que foi justamente com essas bolinhas faciais que a Marvel a promoveu nos pôsteres de Pantera Negra (2018) e Vingadores: Ultimato (2019).
E uma das novas características do traje de Pantera Negra é a presença de bolinhas prateadas na região facial. Ou seja, mesmo que não tenham confirmado a Shuri sob o manto, tudo indica que seja ela a sucessora de seu “Maninho”, T’Challa.
E vocês? Encontraram mais algum ponto que merece destaque? Diga nos comentários!
Pantera Negra: Wakanda Para Sempre estreia nos cinemas em 10 de novembro de 2022.
Sim, o Rock in Rio 2022 está rolando no Rio de Janeiro e muitos de nós infelizmente ficamos de fora do maior evento de música do planeta. Mas isso não é motivo para ficarmos triste, afinal, tem muito astro do rock’n roll cujas vidas viraram filme para a gente acompanhar no intervalo dos shows. Então, pega a listinha e aproveite!
A mais nova cinebiografia do Rei do Rock acabou de sair das salas de cinema e chegou fresquinha essa semana na HBO Max. E se liga que este filme já é aposta certa para o Oscar 2023!
9 – ‘Eduardo e Mônica’ – Globoplay
‘Eduardo e Mônica’ é uma canção da banda de rockLegião Urbana, mas transcendeu a própria banda e embalou a vida de muitos casais roqueiros no Brasil. Nesse clima de rock, nada melhor do que reviver as histórias de amor adolescente.
Uma das maiores cantoras do país,Elis Regina ganhou sua cinebiografia na interpretação arrasadora de Andréia Horta. É desses filmes que chega a ser difícil acreditar que não é documentário, tão real que ficou.
Elton John é um dos mais respeitados cantores do mundo, e participou de algumas edições do Rock in Rio. Em 2019, ganhou uma potente e colorida cinebiografia musical interpretada por Taron Egerton.
Uma das mais conhecidas e explosivas bandas de heavy metal, Mötley Crüe ganhou filme em 2019 com um elenco de rostos conhecidos, que inclui Tommy Lee e Mick Mars.
Explosivo, polêmico, romântico, poeta. Cazuza foi um meteoro raro que atravessou o Brasil nos anos 1980 com o Barão Vermelho, participou do memorável Rock in Rio de 1985 e ganhou filme em 2004 sob o comando de Walter Carvalho e Sandra Werneck.
Cantor, dançarino e compositor. James Brown faz parte da realeza do rock mundial e em 2014 ganhou uma cinebiografia interpretada por ninguém menos do que Chadwick Boseman. Imperdível!
KISS é uma das maiores bandas do mundo, e suas músicas ultrapassam barreiras. Razão pela qual a canção ‘Detroit Rock City’ ganhou seu próprio filme, que, claro, também conta parte da história da banda e tem até participação do baixista Gene Simmons.
Este filme simplesmente rendeu a Jamie Foxx o Oscar de Melhor Ator, tamanha sua entrega em interpretar Ray Charles, gênio musical que não deixou a deficiência visual impedi-lo de se tornar músico.
Sim, a maioria das pessoas já assistiu a esse filme, mas nunca é demais reprisar ‘Bohemian Rhapsody’, não só porque é um filmão que conta a vida do Freddy Mercury, mas, principalmente, porque tem a icônica cena do show do Queen no Rock in Rio.
Lançada em 2010, Pretty Little Liars contou com sete temporadas de muito suspense, drama e romance. A série marcou época na TV americana e ficou conhecida pelo elenco jovem e carismático. Agora, três anos após o final da produção, é hora de descobrir o que estão fazendo as atrizes e os atores da série.
O CinePOP decidiu matar saudade dessa clássica série adolescente dos anos 10. Como poderão ver a seguir, alguns nomes seguiram numa trajetória de sucesso após o trabalho na produção, enquanto que outros acabaram não tendo tantas oportunidades. Vem ver!
Nossa Aria Montgomery foi dos nomes que mais se destacou após o fim de PLL. Ela atuou nos suspensesVerdade ou Desafio e A Ilha da Fantasia (ainda inédito no Brasil), e é protagonista de uma nova série de destaque: Katy Keene. Trata-se de um spin-off do hit Riverdale, em que Lucy interpreta a personagem-título, uma jovem que trabalha como consultora de moda em uma loja de departamentos e que sonha em criar sua própria linha de roupas. A atriz possui alguns projetos em andamento no cinema, com destaque para The Hating Game, A Nice Girl Like You, Big Gold Brick e Son of the South.
Filha de importantes produtores de Hollywood, Troian Bellisario atua desde os três anos de idade. Seu papel mais famoso, é claro, é o de Spencer Hastings. Após a série, a atriz viu a carreira dar uma esfriada, mas isso foi algo opcional. Ela se casou com o também ator Patrick J. Adams (Suits) em 2016, e os dois tiveram uma filha em 2018. Com isso, Troian acabou dedicando boa parte de seu tempo pós-PLL à família. No ano passado, a atriz ensaiou uma retomada na carreira com Cadê Você, Bernadette?, contracenando ao lado de Cate Blanchett. Ela também fez participação na série Stumptown, estrelada por Cobie Smulderse Jake Johnson. No momento, está escalada para atuar ao lado de Patrick Dempsey no drama Ways & Means.
Destaque como Emily Fields em PLL, Shay Mitchell praticamente saiu da série para outra produção de sucesso. A atriz interpretou Peach Salinger, melhor amiga de Guinevere Beck, na primeira temporada de Você. Ainda em 2018, ela protagonizou o filme de terror Cadáver. No ano seguinte, embarcou em uma nova série, Dollface, em que atua ao lado de Kat Dennings e Brenda Song, e que já foi renovada para uma segunda temporada. Mitchell também está envolvida com uma outra série, The Heiresses, ainda sem previsão. A trama acompanha uma família conhecida no ramo dos diamantes, mas que luta para superar uma sequência de tragédias.
Apesar de ter aproveitado muito do hype de PLL durante o andamento da série, fazendo inúmeros projetos importantes do cinema, Ashley Benson acabou diminuindo um pouco o ritmo após o fim da produção. Desde então, nossa Hanna Marin participou de apenas um filme: Her Smell, drama estrelado por Elisabeth Moss, Cara Delevingnee Dan Stevens, e que foi destaque do Festival de Toronto em 2018. No momento, a atriz possui dois filmes em pós-produção. The Birthday Cake, thriller estrelado por Ewan McGregor, Val Kilmer e Penn Badgley, e Lapham Rising, comédia com Bobby Cannavale.
De PLL para PLL. Isso mesmo, Sasha Pieterse foi o nome do elenco principal que seguiu ligada na série, afinal voltou a interpretar Alison DiLaurentis no spin-offPretty Little Liars: The Perfectionists. O projeto, no entanto, não deu muito certo e acabou cancelado após uma temporada. Recentemente, a atriz também atuou no drama A Lista de Honra, que foi lançado diretamente no streaming no Brasil (está disponível no Prime Video). No momento, Sasha está envolvida com a série interativa Epic Night.
Mais um nome que embarcou no spin-off Pretty Little Liars: The Perfectionists, no qual reprisou o papel de Mona Vanderwaal. Mas Janel Parrish não perdeu tempo após PLL e realizou vários outros projetos. Ela está no trilogia Para Todos os Garotos que Já Amei, Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você e Para Todos os Garotos: Agora e para Sempre, Lara Jean, no papel de Margot Covey, irmã mais velha de Lara Jean. A atriz também fez uma participação na nova versão de Magnum P.I., isso sem falar dos filmes I’ll Be Watching, Hell Is Where the Home Is e Tiger.
Após sete anos na pele do professor que se envolve com uma aluna, Ian Harding fez algumas pequenas participações nos cinemas em filmes que nem entraram em cartaz no Brasil, como Office Uprising e No Apologies. Seu filme mais badalado foi o indicado ao Oscar Ford vs Ferrari, mas sua participação se resumia a uma ponta como um executivo da Ford. O ator viu a carreira dar uma nova esquentada quando decidiu voltar às telinhas. No momento, Harding está no elenco de série médica Chicago Med, na qual interpreta Phillip Davis.
Interesse amoroso de Hanna (e brevemente de Spencer), Caleb foi um dos principais personagens masculinos na série, só aparecendo menos que Ezra. Após o trabalho em Pretty Little Liars, o ator Tyler Blackburn participou de dois filmes: Hello Again, adaptação do musical da Broadway escrito por Michael John LaChiusa; e Capsized: Blood in the Water, sobre um grupos de jovens que fica perdido em alto mar após uma tempestade e acaba cercado por tubarões. No momento, Tyler é um dos nomes principais do elenco da série Roswell, New Mexico.
Toby sempre foi um dos personagens mais misteriosos de PLL. Ele surge como o cara esquisito que não queria papo com ninguém até se tornar par romântico de Spencer. No meio disso tudo, ele ainda consegue ser um dos aliados de A e até policial. O ator Keegan Allennão fez nada de muito destaque após o término da série. Ele fez participações eventuais nas séries Crimes Graves, Dilema e Rick e Morty, e assumiu papel secundário na comédia dramática Zeroville, estrelada e dirigida por James Franco. No momento, o ator está envolvido com o terror Follow Me e está gravando o piloto de uma nova série, Walker, com Jared Padalecki.
Típica garota malvada – que ao mesmo tempo era vítima do quinteto principal – Jenna Marshall foi importante personagem na trama de Pretty Little Liars. O papel foi interpretado pela sul-africanaTammin Sursok. Logo após o fim de PLL, a atriz assumiu o papel de protagonista de outra série, Aussie Girl. A produção, no entanto, acabou durando apenas uma temporada, com sete episódios. Depois disso, a atriz participou do thriller Killer in a Red Dress e da comédia Braking for Whales, com Tom Felton.
Se você tem em mente que o gênero pop já nos ofereceu tudo o que tinha para oferecer, então definitivamente não vem acompanhando o trabalho da cantora britânica Charli XCX. Ganhando notoriedade após participar da música “Fancy”, de Iggy Azalea, e de ter escrito a música-tema do drama ‘A Culpa é das Estrelas’, ela apostou em um suis-generis diferente de tudo o que os grandes nomes já haviam apresentado e seguindo os passos vanguardistas de divas como Lady Gaga, Madonna e Kylie Minogue. E foi em meio a lançamento de EPs e mixtapes que Charli encontrou uma poderosa voz e uma habilidade incrível de fugir do esperado – coisa que talvez apareça muito mais em seu terceiro álbum de estúdio homônimo que em qualquer outra obra que tenha lançado.
É um fato dizer que a lead singer iniciou sua carreira ainda nova e, desde então, vem trilhando um caminho de pura glória. E mesmo que alcance esse patamar sem prometer e sem se valer de convencionalismos mercadológicos, ‘Charli’ consegue encontrar mensagens metafóricas muito bem articuladas que se provam à frente de seu tempo sem abandonar aspectos nostálgicos, emulando aqueles que sempre lhe inspiraram. Não é surpresa que essa nova jornada abra com “Next Level Charli”, cuja construção insurge com a impactante e pesada preferência da artista pelos brutos sintetizadores oitentistas, remasterizados com uma verborrágica versificação coming-of-age.
Talvez algo que possa assustar os ouvintes seja a quantidade imensurável de participações especiais. É claro que ela maneja com habilidade ímpar o equilíbrio entre sua voz e seus convidados, criando, em grande parte, tracks inovadoras, extremamente originais e que drenam de cada uma das vozes secundárias suas características únicas. É nesse fértil e convidativo território que temos a presença da icônica Lizzo em “Blame It On Your Love” que, ainda não tenha o mesmo respiro renovador que as outras faixas por se respaldar em uma progressão conhecida – a ballad, em tempo mais enérgico do que o precedido, mergulha nos estilos eletrônicos que oscilam desde o beat-drop até o refrão puramente instrumental. Troye Sivan, que trabalhou no final do ano passado com a cantora em “1999”, marca presença não apenas nessa canção, como volta um século mais tarde para futurista e quase distópica “2099”.
Seu avant-pop não se restringe apenas ao que poderíamos esperar, mas expande-se para uma deliciosa batida mais dark, minimalista e retumbante em iterações como “Gone”, uma das poucas em que reflete sua envolvente performance-solo. Essa ambiência mais obscura também aparece na track seguinte, “Cross You Out”, cujas dissonâncias entram em proposital conflito com as variações vocais – em especial o incrível falsetto que ela nos apresenta. Como se não bastasse, Sky Ferreiradivide os holofotes com Charli em uma congruência melódica apaixonante.
O álbum aproveita seu hibridismo para voltar-se para a década passada em “White Mercedes” – que se configura, sem sombra de dúvida, como uma das melhores faixas. A delineação pop, travestida com certos elementos sintéticos que a tornam bastante diferente do normal. Aliás, se há algo do qual a lead singer foge é a normatização, e essa é a provável razão pela qual opta por não se importar com o que a indústria lhe exija: ela, em uma independência autoproclamada, arquiteta epopeias guiadas pela força descomunal do baixo, da guitarra e de alguns toques que vagamente nos trazem de volta para a atualidade (respaldando com sutileza quase indecifrável no trap) – e ganha uma complexidade interessante ao entregar versos como “como uma Mercedes branca, sempre correndo muito rápido” dentro de uma atmosfera mais recuada.
Em suas revoluções estéticas, Charli brinca com uma inebriante sinestesia – sem deixar que os chocantes esforços caiam numa monotonia soporífera. Na verdade, ela mostra seu apreço pelo gênero eletrônico, aumentando nossas expectativas em um arco musical que quebra quaisquer expectativas pré-determinadas, permitindo que encontremos uma contraditória fluidez entre as estrofes de “Silver Cross” ou a paradoxal unidimensionalidade de “Official”. Em outras tentativas, entretanto, a artista busca por algo que nunca consegue achar, como é o caso de “I Don’t Wanna Know” e suas declamações românticas e fragmentárias.
Pabllo Vittartambém retorna em mais uma parceria com XCX em “Shake It” – e isso não é tudo: se “Flash Pose” funcionou como uma cópia de qualquer outra música ballroom da comunidade drag queen norte-americana, a track em questão é diferente de tudo que já ouvimos antes: o riff-off mistura o pop experimental com a transgressora explosão do synth-electro ao mesmo tempo que se rende a um engrandecedor rap que nos conquista do começo ao fim.
‘Charli’ é um álbum totalmente experimental que, diferente de outras produções que morrem na praia e insurgem com esquecíveis boas intenções, alcança sucesso em praticamente tudo a que se propõe. A sonoridade avant-garde faz uso quase redundante de sua significação redundante e reafirma a importância de Charli XCX para um gênero que já sofreu muito por suas saturações e excessos – e, no caso, até mesmo as demasias são compreensíveis nas vigorosas quinze faixas.
Segundo o Palads Teatret na Dinamarca, o aguardado remake do clássico ‘Duna’ deve ganhar seu primeiro trailer oficial no mês que vem.
O vídeo, sem detalhes sobre a duração divulgados, será transmitido antes da reexibição de ‘A Origem’, filme de Christopher Nolan que completa dez anos em 2020. Além disso, ‘Mulher-Maravilha 1984’ e ‘Tenet’ devem ganhar novos teasers promocionais.
Em entrevista ao podcast Team Deakins, o aclamado diretor Denis Villeneuve revelou que foi inspirado pelo lendário diretor de fotografia vencedor do Oscar, Roger Deakins, para dar vida à arte imagética do remakei.
Os dois trabalharam juntos em ‘Blade Runner 2049’, obra que rendeu a Deakins a estatueta da Academia.
“Quando estou trabalhando com você, estarei em uma posição onde vou aprender coisas todos os dias sobre a realização cinematográfica. Estou em um processo de aprendizagem trabalhando com você. É muito enriquecedor e animador. Agora, estou fazendo o trabalho de efeitos visuais de ‘Duna’ e me vi pensando coisas do tipo: ‘eu sei que é Roger’. Sei posso fazer coisas [por causa de Roger]”.
A Warner Bros. permanece com planos de lançar o filme em 18 de dezembro de 2020.
Uma jornada de herói mítica e emocionante, ‘Duna’ conta a história de Paul Atreides, um jovem brilhante e talentoso nascido com um grande destino além de seu entendimento, que deve viajar para o planeta mais perigoso do universo para garantir o futuro de sua vida, família e seu povo. À medida que as forças malévolas explodem em conflito sobre o recurso mais precioso existente no planeta – uma mercadoria capaz de desbloquear o maior potencial da humanidade –, somente aqueles que podem dominar seu medo sobreviverão.
A CBS All Access divulgou a promo oficial de “Terra Firma Part I”, nono episódio da 3ª temporada de ‘Star Trek: Discovery’.
No capítulo, que vai ao ar no dia 10 de dezembro, “a tripulação do U.S.S. Discovery viaja para um misterioso planeta para encontrar uma cura para a condição deteriorante de Philippa Georgiou (Michelle Yeoh)”.
Confira:
Ambientada dez anos antes dos acontecimentos da série original, ‘Star Trek: Discovery‘ mostra pela primeira vez o início da história da Federação. Com uma ameaça de guerra no horizonte, o primeiro oficial Michael Burnham encontra novos mundos, espaçonaves e vilões em sua jornada pelo universo.
A indicada ao Grammy Lana Del Rey anunciou nas redes sociais que seu 8º álbum de estúdio ganhou um novo título e uma nova data de lançamento.
Anteriormente chamado ‘Rock Candy Sweet’ e previsto para estrear em 01 de junho, a produção agora recebeu o nome de ‘Blue Banisters’ e chegará a todas as plataformas de streaming em 04 de julho.
1. White Dress 2. Chemtrails Over the Country Club 3. Tulsa Jesus Freak 4. Let Me Love You Like a Woman 5. Wild at Heart 6. Dark But Just a Game 7. Not All Who Wander Are Lost 8. Yosemite 9. Breaking Up Slowly 10. Dance Till We Die 11. For Free
A era é precedida pelo ovacionado ‘Norman Fucking Rockwell!’, álbum lançado em 2019 e que foi indicado a duas categorias do Grammy Awards – incluindo Álbum do Ano.
Del Rey é conhecida por suas melódicas e melancólicas letras e por seu onirismo instrumental. Tendo trabalhado ao lado de nomes como Antonoff e Max Martin, ganhou aclame e popularidade com ‘Born To Die’, álbum lançado em 2012.
Tommy, Angelica, Chuckie e o restante dos Anjinhos estão de volta para uma nova série animada na Paramount+! Ajuste a altura das cadeiras para o show, que continua o conto dos bebês do clássico sucesso dos anos 1990. Então, prepare-se para a reunião do icônico grupo de crianças – dublados pelos membros do elenco original – à medida que embarcam em novas aventuras épicas.
‘Rugrats: Os Anjinhos‘ foi uma das séries animadas de maior sucesso da Nickelodeon, sendo exibida entre 1991 e 2004 – com um hiato entre 1995 e 1997. Na trama, um grupo de crianças aparentemente normais vivem diversas aventuras, possuem habilidades cognitivas avançadas e chegam a se comunicar como adultos, de maneira articulada e interativa.
A série chegou a ter um spin-off, intitulado ‘Rugrats Crescidos‘, que trazia os personagens na fase da adolescência, além de ter ganhado um longa de animação.
A CW divulgou a sinopse oficial de “Homecoming”, 6º episódio da temporada de estreia de ‘Naomi’, série criada por Ava DuVernay (‘Olhos que Condenam’).
Na trama, “é dia de ‘homecoming’ em Port Oswego e Naomi e seus colegas estudantes estão muito animados para o evento – mas a tensão entre Nathan e Anthony escala quando Anthony sente que a tradição de seu lar está sendo desrespeitada por uma criança militar. Enquanto isso, Naomi descobre uma nova fonte de informações em potencial, mas ela pode saber mais do que ela esperava. Uma revelação de seu encontro com caçadores de recompensas leva Dee a procurar por respostas sobre alguém do passado, enquanto Zumbado tem uma corrida com Greg e Jennifer”.
O episódio vai ao ar no dia 01 de março.
Da indicada ao Oscar e vencedora do Emmy Ava DuVernay e de Jill Blankenship, o drama gira em torno de uma adolescente divertida, confiante e amante de histórias em quadrinhos à medida que mergulha numa jornada para encontrar seu destino escondido. Quando um evento sobrenatural abala a pequena cidade de Port Oswego, Naomi resolve descobrir suas origens, com a ajuda da melhor amiga, Annabelle. Ela também tem o apoio de seus pais adotivos, o veterano militar Greg e a linguista Jennifer.
Depois de um encontro com Zumbado, misterioso dono de um antigo estacionamento, a deixar impactada, Naomi busca ajuda de Dee, dono de um estúdio de tatuagem, que se torna seu mentor. Enquanto desenrola os mistérios sobre si mesma, Naomi também navega através das amizades na escola, incluindo o ex-namorado e atleta Nathan; o namorado de Annabelle, Jacob; um cidadão orgulhoso chamado Anthony; e a entusiasta de HQs Lourdes. Conforme Naomi viaja para os confins do Multiverso em busca de respostas, o que ela descobre vai mudar tudo o que acreditamos sobre super-heróis.
Amanda Marsalis, conhecida por seu trabalho em obras como ‘Queen Sugar’ e ‘Ozark’, comanda o episódio piloto.
DuVernay fica responsável pela produção ao lado de Blankenship, que também assina o roteiro.
Para quem não conhece, a HQ original foi escrita por Brian Michael Bendis, David F. Walker e Jamal Campbelle acompanha uma jovem forasteira que vem ao nosso mundo para protegê-lo de um genocida que destruiu seu mundo natal.
A AMC divulgou três novas artes promocionais de ‘Entrevista com o Vampiro‘ (Interview with the Vampire), nova adaptação da clássica saga literária de Anne Rice.
Os cartazes trazem falas que aparecerão na série, incluindo diálogos de Eric Bogosian como Daniel Molloy, Bailey Bass como Claudia e Jacob Anderson como Louis de Pointe du Lac.
A produção será lançada no outono estadunidense, isto é, entre setembro e novembro de 2022.
Confira:
O elenco conta com Jacob Anderson (‘Game of Thrones’), que será o vampiro Louis de Pointe du Lac; Sam Reid (‘The Newsreader’), que dará vida ao vampiro Lestat; Eric Bogosian (‘Billions’), que viverá o Daniel Molloy; Assad Zaman, que dará vida a Rashid; e Bailey Bass (‘Avatar 2’), que irá interpretar Claudia, jovem que é transformada em vampira por Louis e Lestat.
Assista às primeiras cenas da produção abaixo:
Iconic characters. Epic new worlds. Legendary series.
A trama do primeiro livro gira em torno do vampiro Louis de Pointe du Lac enquanto ele relata a história de sua vida a um repórter, especialmente sobre como ele foi transformado em um vampiro e, em seguida, orientado por Lestat de Lioncourt.
Alan Taylor (‘Game of Thrones’) será responsável pela direção dos dois primeiros episódios.
Oito episódios foram encomendados para a primeira temporada, que está prevista para estrear apenas em 2022.
Rolin Jones (‘Friday Night Lights’) servirá como showrunner, além de ser responsável pelo roteiro da produção.
2022 se provou um ótimo ano para a música, com o retorno de aguardados atos do cenário fonográfico, bem como a estreia de vários outros.
Depois de separarmos os 22 melhores álbuns do ano, montamos uma segunda matéria celebrando as 50 melhores músicas, focando essencialmente na composição lírica, na produção e na rendição dos artistas.
Desde a reimaginação rap de “Vegas”, performada pela vencedora do Grammy Doja Cat, até a belíssima e antêmica arena-rock de “Hold My Hand”, música-tema do elogiado ‘Top Gun: Maverick’ assinada pela lendária Lady Gaga, montar nosso ranking não foi um trabalho fácil – e com certeza devemos ter deixado alguma pérola de fora.
Confira nossas escolhas abaixo e conte para nós qual é sua canção favorita:
Retornando com força descomunal para o mundo do entretenimento, a icônica Dolly Parton se aventurou na literatura, na música e, futuramente, no cinema com ‘Run, Rose Run’ – e, apesar de nem todas as faixas funcionarem como deveriam, “Snakes In the Grass” emerge como a clássica Dolly que todos aprendemos a amar, mergulhando no cativante country-rock e em uma narrativa atemporal sobre os perigos de confiar em qualquer um.
Desde “Cannoball”, faixa de abertura do novo álbum de Avril Lavigne, somos engolfados em uma vibrante e frenética progressão que fica no ápice praticamente o tempo inteiro; a performer tem plena consciência do que está fazendo e não se importa se você está tendo um dia ruim, entregando tudo de si para mensagens de empoderamento e de libertação que nos arremessam de volta para os anos 2000.
Depois da problemática identitária de ‘Kisses’, Anitta, que vem se consagrando como uma das maiores performers mundiais da atualidade, retornou com força descomunal com ‘Versions of Me’, uma ode a todas as camadas que passou durante sua carreira. E a faixa-titular, infundida em uma produção irretocável e bastante nostálgica, tem um dos refrãos mais envolventes do ano, incrementado pelo baixo, pelos sintetizadores e pela mixórdia exuberante do synth-pop dos anos 1980 e de sua consecutiva revitalização na passagem dos anos 2000 para os anos 2010.
As melhores faixas do álbum de estreia de Sofia Carson se concentram na primeira metade, logo de cara com a abertura “It’s Only Love, Nobody Dies”, uma narrativa romântica que fala sobre um relacionamento que pode superar quaisquer obstáculos – e que se finca com fervor nas tendências da década passada, alimentando um apreço significativo pelo balada electro-pop e oscilando entre o minimalismo pré-refrão e a aguardada explosão central, pincelada pelos toques retumbantes e acompanhada por rimas interessantes e que fogem da obviedade lírica.
Com ‘Familia’, Camila Cabello parece muito mais confortável dentro de seu escopo artístico, deixando transparecer uma diversão apaixonante que nos guia por essa jornada incrível e que merece ser apreciada até mesmo por aqueles que não são tão fãs de música latina. E, dentro desse respiro, somos agraciados com a espetacular “Don’t Go Yet”, em que Cabello encarna uma versão modernizada de Gloria Estefan e, dessa maneira, gesta uma das melhores canções de sua carreira.
Em “Immaculate”, uma das canções do álbum ‘Night Call’, Olly Alexander (ou, como conhecemos seu ato musical, ‘Years & Years’) dá as boas-vindas a um arab-pop que rege um conto de paixão ardente e diabolicamente blasfema, cujas mensagens principais se escondem sob versos como “quando você era meu anjo caído, quase divino” e “só quero sentir aquela batida em meu coração de novo”, arrancando uma rendição impecável de Alexander e emulando os anos 1990 e 2000 com concisão inigualável.
No mais novo álbum da icônica Charli XCX, ‘CRASH’, somos presenteados com um resumão do que a indústria fonográfica foi capaz de fazer, desde a intensa faixa-titular, que abre de forma irrefreável, até a ode ao electro-house e ao power-pop dos anos 2000 com “Used To Know Me”, pegando elementos emprestados de Steve Angello e Laidback Luke com a memorável “Show Me Love”.
Em “Matilda”, HarryStyles promove uma desmistificação profunda do conceito de família e de lanços sanguíneos, narrando uma personagem que não foi amada por aqueles que deveriam amá-la e encontrou independência e felicidade ao se afastar deles: “você não deve pedir desculpas por ir embora e crescer” resume com consciência assustadora o que significa se libertar das amarras impostas pela sociedade e perceber que o mais difícil é, por vezes, o caminho a ser seguido.
“Vigilant Shit”, sem sombra de dúvida a faixa mais original de ‘Midnights’ (décimo álbum de Taylor Swift), puxa aspectos de ‘Reputation’ para um electro-synth comedido e uma história de vingança arrepiante (“eu não me visto para mulheres, não me visto para homens; ultimamente, me visto para vingança”), arrancando semelhanças de “Look What You Made Me Do” e pincelando com pulsões à la Charli XCX.
Além de ter lançado o impecável ‘CRASH’ e ter participado da trilha sonora de ‘Morte Morte Morte’, Charli XCXse uniu ao icônico DJ Tiësto para uma celebração do dance-pop com a incrível e sensual “Hot In It”. A faixa é destinada essencialmente às pistas de dança e funciona como uma incursão incrível da música eletrônica com um refrão impregnante e uma forte batida que nos impede de ficar parados por muito tempo.
O segundo single de ‘Dirt Femme’, quinto álbum da incrível Tove Lo, não poderia ficar de fora da nossa lista. A produção irretocável da faixa traz o melhor do electropop à tona, seja com a multiplicidade de camadas vocais, seja com o uso pungente dos sintetizadores – escolhas que refletem a habilidade do produtor A Strut e que fala sobre um relacionamento que chegou ao fim da pior forma possível e que, mesmo assim, deixará memórias.
Demi Lovato retornou para o mundo da música com o aguardado ‘Holy Fvck’ este ano, abandonando o estilo mais conceitual que vinha apresentando e apostando nas raízes do pop-rock. “29”, facilmente uma das melhores faixas do álbum, choca pela produção comedida e pelos potentes vocais da artista, infundida em uma história de disparidade etária, daddy issues e a tênue linha entre o consentimento e a manipulação.
Selena Gomez se tornou uma das porta-vozes sobre saúde mental e, com o lançamento do documentário ‘Minha Mente & Eu’, aproveitou a oportunidade para retornar ao mundo da música com uma ótima balada pop. Intitulada “My Mind & Me”, a potente canção fala sobre a fragilidade mental da cantora e compositora, caminhando para uma história de superação e fraternidade consigo mesma (eternizada pelo verso “nós não nos damos vem às vezes, e fica difícil respirar”).
37. “MISUNDERSTOOD”, BANKS
A breve faixa “Misunderstood”, da artista BANKS, é uma sinestésica obra-prima que aposta fichas numa produção conceitual, retumbante e guiada pela confluência de estilos que reflete o apreço da cantora e compositora por misturar gêneros conflitantes entre sim – e, ao longo de efêmeros 1:42, ela emplaca uma das melhores música do ano com a fusão entre R&B e pop alternativo.
ROSALÍA causou um grande impacto ao retornar ao cenário fonográfico com o aclamado ‘MOTOMAMI’, facilmente um dos melhores álbuns do ano e da década. E, em meio a tantas faixas impecáveis, tivemos a presença da minimalista “Kombi Versace”, que mistura o experimentalismo dos sintetizadores com vocais em falsetto e uma presença demarcada do reggaeton.
35. “HEUTE NACHT”, Maddix
Maddix é provavelmente um nome do qual você nunca ouviu falar – mas que mereceu seu lugar na nossa lista com a desconhecida faixa “Heute Nacht”. O DJ alemão superou todas as expectativas ao entregar um techno conceitual que tem todos os elementos do gênero, incluindo o crescendo que premedita o refrão e uma celebração da vida noturna (“esta noite será incrível”, diz uma robótica voz).
Com “Bad Habit”, Steve Lacy alcançou o topo da Hot 100 da Billboard e serviu como uma divisora de águas na carreira do cantor e compositor. A faixa foi assinada por Lacy em colaboração a Diana Gordon, John Kirby, Foushée e Matthew Castellanos, e trouxe inúmeros elementos a uma construção memorável em R&B, lo-fi e funk-pop.
Megan Thee Stallion vem quebrando inúmeras barreiras de gênero dentro da configuração do rap e do hip-hop e, depois do aclamado ‘Good News’, retornou com o ótimo ‘Traumazine’. Dentro da produção, temos o single“Plan B”, uma antêmica incursão de empoderamento que fala sobre um problemático relacionamento que a rapper teve no passado.
“God Turn Me Into a Flower” traz uma celebração melancólica do enfrentamento dos problemas, em que a cantora clama por Deus para que ele a transforme em uma flor, um símbolo de força que é associado erroneamente à fragilidade – pois, quando ela cai, ela não se estilhaça como um copo de vidro. Cada nota proferida pelos sintetizadores ou pela multiplicidade de vozes é pensada com exímia cautela, adotando elementos teatrais que nos relembram de Fiona Apple e que se desvencilham de um melodrama desnecessário.
31. “NOBODY LIKE U”, 4*TOWN
Em 2022, a Pixar lançou a animação ‘Red – Crescer é uma Fera’, cuja história acompanha uma jovem garota apaixonada por uma boyband e com o poder de se transformar em panda quando passa por experiências estressantes. É claro que o filme contaria com uma trilha sonora memorável, incluindo a canção “Nobody Like U”, estruturada pelos múltiplos vencedores do Grammy Billie Eilish e Finneas O’Connell (e uma das cotadas para a próxima edição do Oscar). A faixa pega elementos do pop dos anos 1990 e faz referências nostálgicas a grupos como N*SYNC e Backstreet Boys.
A artista Mitski vem ganhando espaço no cenário fonográfico ano após ano e, em 2022, lançou o elogiadíssimo ‘Laurel Hell’, seu sexto álbum de estúdio. O compilado de originais é uma celebração do synth-pop, do electro-pop e do nu-disco – e a faixa que melhor o representa é a instigante “Love Me More”, lançada como quarto single e que, em uma produção impecável e muito bem pensada, fala sobre a necessidade de ser amada.
Bad Bunny fez um estrondo gigantesco ao lançar o álbum ‘Un Verano Sin Ti’ em 2022, trazendo a música latina com mais força para o cenário mainstream americano. “Tití Me Preguntó”, afastando-se das costumeiras incursões do reggaeton, apresentou um novo lado do cantor ao misturar dembow e psychedelia, puxando elementos do dancehall centro-americano e arquitetando uma atmosfera sensual e dançante.
28. “SUMMER RENAISSANCE”, Beyoncé
No aclamado ‘Renaissance – Act I’, nada poderia nos preparar para a estonteante conclusão intitulada “Summer Renaissance”, cujas conhecidas peculiaridades de Beyoncé são interpoladas pela clássica “I Feel Love”, honrando a parceria entre Summer e o imortal pai do disco Giorgio Moroder, em uma expressividade hi-NRG de tirar o fôlego.
“honda” nos chama a atenção por manter-se fiel à identidade da performer e por fornecer um lado mais costumeiro, por assim dizer, permitindo que ela brinque com aspectos como o atabaque, o kissange e o corpo gospel. Além disso, a parceria com o rapperPa Salieu carrega uma química categórica, reafirmada pelo fraseamento divertido e bastante rítmico de cada verso, que foge das obviedades e nos engolfa em uma aventura aprazível e completa.
Em seu álbum de estúdio homônimo, Anaïs Mitchell nos presenteia com a singela e atmosférica “Brooklyn Bridge”, reafirmando-se como uma das storytellers mais potentes da atualidade – e cada palavra suspirada e tecla apertada demonstra uma confiança íntegra e uma sutileza poética que já foram emuladas diversas vezes nos últimos tempos
Logo na primeira metade de ‘Midnights’, Taylor Swiftentrega inflexões poéticas aplaudíveis e que se configuram como algumas das melhores da carreira da performer. “Maroon”, em contraposição à faixa anterior, mergulha na repetição tonal de modo evocativo, nos levando de volta para ‘1989’ e ‘Lover’ (em especial a faixa “The Archer”, que grita synth-dream com todas as forças) e guiada por uma espécie de teoria de cores que dialoga com sensações e com a realidade percebida pela cantora
24. “DAFFODIL”, Florence + the Machine
‘Dance Fever’ marcou o glorioso retorno de Florence + the Machine ao mundo da música – e uma das principais entradas do disco é “Daffodil”, uma mítica peregrinação de autorreflexão, lidando com uma expressividade que se transpõe ao literário e borra a separação entre os tipos de arte (considerando que o alcance sensorial da obra é múltiplo e avança até mesmo para o industrial psicodélico).
‘The Gods We Can Touch’ é, facilmente, a obra-prima de AURORA, recheada de diversas faixas de tirar o fôlego. Uma das melhores é, sem dúvida, “You Keep Me Crawling”: nesta track, temos o início de uma tendência teatral que viria ser explorada em outras incursões. A progressão é pincelada pela densidade dramática do piano, do violino e da bateria, abrindo espaço para uma rendição espetacular e tocante que discorre sobre um relacionamento tóxico de que o eu-lírico não consegue escapar (Por que eu continuo implorando como o animal? Talvez seja porque eu precise servir alguém).
Com “Vegas”, música original da cinebiografia ‘Elvis’, Doja Cat nos leva para um clube à la Nova Orleans dos anos 1950, misturando passado e presente em uma divertida releitura da carreira de Elvis Presley, o rei do rock. Doja já mostrou que é uma das grandes vozes da atualidade e, continuando a nos encantar com seus versos pungentes, se diverte como nunca.
21. “FAST TIMES”, Sabrina Carpenter
Em ‘emails i can’t send’, quinto álbum de Sabrina Carpenter, são várias as tracks que nos chamam a atenção – e, sem dúvida, “Fast Times” é uma das que despontam como uma das mais bem arquitetadas, seja pelas inclinações ao post-disco ou pelos elementos do funk setentista que pincelam as estrofes (e isso sem comentar o ótimo videoclipe inspirado em ‘Kill Bill’ e ‘As Panteras’ que Carpenter protagoniza)
20. “FREE YOURSELF”, Jessie Ware
Apesar de não termos sido agraciados com mais um álbum, Jessie Ware não deixou de fazer sua participação em 2022 e lançou o incrível hino de autoaceitação e empoderamento “Free Yourself”. A faixa permitiu que Ware continuasse a explorar sua paixão por incursões dos anos 1980 e 1990 em uma narrativa sobre libertar a si mesmo, guiada pelas notas conhecidas do italo disco, do house e do dance-pop.
Rina Sawayama já havia feito um estrondoso barulho quando lançou ‘SAWAYAMA’ em 2020 e, dois anos mais tarde, está pronta para retornar com um aguardado álbum de originais. O primeiro vislumbre de seu novo disco veio sob a forme de “This Hell”, um divertido e ácido rock-pop que usa tiradas geniais e comentários sarcásticos sobre a retrocesso da comunidade para com as minorias – aproveitando para fazer alusões a ícones como Lady Di, Britney Spears, Paris Hilton e Whitney Houston.
18. “ABOUT DAMN TIME”, Lizzo
Já faz três anos desde que Lizzo parou o mundo com o lançamento de seu último álbum de estúdio – mas, atendendo nossas preces, ela está retornando para o cenário musical. O lead single de seu próximo compilado, “About Damn Time”, estende-se para o saudosismo inebriante do final dos anos 1970 e começo dos anos 1980, com um nu-disco absorvido pelo funk-pop, marcado pelas impactantes notas do piano e por um baixo arrepiante – além de uma narrativa de empoderamento própria da identidade da cantora.
Baco Exu do Blues se envolveu na própria reflexão com ‘QVVJFA?’, lançado em fevereiro deste ano com uma fusão de inúmeros estilos musicais. Aqui, a faixa “4 da manhã em Salvador” fecha esse arco introspectivo e adota um teor mais biográfico, consagrando-se como a canção mais latinizada do álbum (com a presença inesperada do violão) e uma narrativa de superação que denuncia a opressão sistêmica dos não privilegiados.
Depois da nostálgica incursão de ‘Sunshine Kitty’, que merecia mais reconhecimento do que tem, a performer sueca Tove Lo foi escalada para compor e cantar uma das faixas originais da aclamada série adolescente ‘Euphoria’, estrelada por Zendaya. Intitulada “How Long”, o pulsante electro-dark parte da perspectiva de um eu-lírico marcado por tristezas e decepções, declamando sobre um relacionamento tóxico que, na verdade, nunca foi verdadeiro.
Dove Cameron começou a fazer sucesso no Disney Channel e, depois de ter protagonizado a trilogia ‘Descendentes’, começou a investir em peso em sua carreira musical. “Boyfriend”, dessa maneira, representa um divisor de águas em sua discografia, tanto pela sensual rendição, quanto pelo ácido liricismo que remete às incursões iconográficas de Ariana Grande. Além disso, a envolvente produção pega múltiplos elementos e, construindo uma atmosfera dark, parece ter saído de uma trilha sonora da franquia ‘007’.
Aliando-se novamente a Aaron Dessner, cujo toque especial na produção transmuta a melodia em uma mística aventura recheada de segredos a serem descobertos,Taylor Swiftnos carrega a um caudaloso e narcótico rio do qual não queremos sair com ‘Carolina’, música-tema de ‘Um Lugar Bem Longe Daqui’. E, certamente, é a irretocável poética presente na composição, estampada com rimas inteligentes e uma cadência envolvente, que nos relembra do paixão que sentimos por essa artista tão espetacular que conhecemos.
Kendrick Lamar voltou em 2022 com mais um projeto espetacular, intitulado ‘Mr. Morale & the Big Steppers’. Uma das faixas que melhor representa as ideias por trás do álbum em questão é “N95”, que continua o projeto de descontruir os engessamentos musicais em uma crítica narrativa em hip-hop que imprime jazz, blues e rap, arquitetando enredos de consciência social que nos envolvem desde as primeiras batidas.
Björkescolheu “Atopos” como a faixa de abertura e como lead single da inesperada obra-prima ‘Fossora’ – e a própria nomenclatura da música já indica o que podemos esperar do álbum. Se você nunca ao menos cruzou caminho com uma canção composta por Björk, digo que nenhuma das escolhas é por acaso e que cada engrenagem pertence a uma macroestrutura que rompe com as barreiras sonoras e expande-se para teoremas filosóficos e análises sociológicas sobre o homem em si e dentro da sociedade.
11. “PURE/HONEY”, Beyoncé
‘Renaissance – Act I’ tornou-se um evento ao finalmente ser divulgado para os fãs de Beyoncé, reiterando, mais uma vez, a versatilidade invejável de uma das maiores artistas da história. E, como já é de se esperar, escolher as melhores músicas dentro deste imaculado e testamentário compilado não é um trabalho fácil; de qualquer forma, é notável como “Pure/Honey” é uma das entradas que nos roubam a atenção por sua construção ostensiva e elegante, pautada no electro-house e neo-disco (que é resumida pelo honrável verso “deve custar um bilhão para parecer tão bem”).
Para cada mínimo e quase imperceptível deslize, Rina Sawayama deu tudo de si para nos presentear com algumas das melhores músicas do ano com o ótimo ‘Hold the Girl’, seu segundo álbum de estúdio oficial. E a faixa-assinatura do compilado veio um pouco depois de seu lançamento oficial, com “Frankenstein” – um mergulho no pop-punk, contando com a assinatura certeira do vencedor do Oscar Paul Epworth e da sempre incrível Lauren Aquilina.
No ótimo ‘CAPRISONGS’, FKA Twigs continua a explorar sua identidade musical com despreocupação apaixonante – e, nesse processo de contínua autodescoberta, arquiteta a irretocável “papi bones”, uma das melhores entradas do álbum e de sua carreira. Aqui, a cantora e compositora discorre sobre o fervor da paixão, à medida que busca referências nas incursões do afrobeats, do reggae e até o mambo, fomentando uma miscelânea sensual e convidativa.
8. “DREAM GIRL EVIL”, Florence + the Machine
Colaborando com Dave Bailey, vocalista da banda Glass Animals, Florence Welch dá vida à narcótica atmosfera de “Dream Girl Evil”, construindo um enredo sarcástico e ácido, revelando a disparidade de gênero em que, quando uma mulher se posa como independente, atrai olhares de desprezo pelos homens: puxando elementos da icônica canção “Freedom!”, de George Michael, Florence abusa de uma retórica com propósito condescendente para com seu interlocutor, perguntando a ele se “eu o desapontei? A mamãe deixou você triste? Eu te faço lembrar de todas as garotas que te deixaram louco?”.
O lead single de ‘Dawn FM’, recente álbum de The Weeknd, veio na forma de “Take My Breath”, uma das melhores canções da carreira do artista. Mantendo um belíssimo diálogo com a clássica “Blinding Lights”, a faixa se lança a um ambicioso projeto que estende ramificações pelo pop psicodélico e pelo disco, fazendo um incrível e desmedido uso de sintetizadores que remontam a Donna Summer com “I Feel Love” e ao lendário pai do disco, Giorgio Moroder. Além de uma coesa e soberba produção, somos agraciados com uma evocativa progressão e vocais poderosos que respaldam a sensual narrativa que se desenrola.
Lady Gaga foi escalada para escrever a música-tema do elogiado ‘Top Gun: Maverick’ e, sem muitas surpresas, a faixa emerge como uma das mais belíssimas entradas de sua gloriosa carreira. Seguindo os passos de “Take My Breath Away”, que comandou o filme original de 1986, a track se volta à estética oitentista e, ao mesmo tempo, se mantém fiel à identidade única da performer, erguendo-se em formosura envolvente e apaixonante, misturando elementos do power-pop e do power-rock em um mergulho ao passado que reafirma o lugar atemporal da artista no cenário fonográfico.
‘Dawn FM’ veio acompanhado de uma aclamação crítica aplaudível e representou uma das melhores entradas da elogiada discografia de The Weeknd. E, nesse soberbo álbum, o cantor e compositor foi impulsionado a fazer o que bem entender e inclusive a lançar tendências (como provavelmente veremos nos meses seguintes, em que outros artistas farão um movimento exploratório e metadiegético promovido pelo artista). É nesse espectro que faixas como “Out of Time”, fazendo alusão a nomes como Marvin Gaye e a Michael Jackson, insurge como um belíssimo laço entre passado, presente e futuro.
A evocativa “Children of the Empire” é uma explosão instrumental que renega a maximização espetacular, procurando um ponto de encontro entre os arranjos que despontam e a rendição irretocável da performer. A princípio, a profusão de instrumentos pode parecer estranha, oscilando entre sintetizadores robóticos, o dedilhar de cordas e as notas ácidas de um piano (tudo pincelado com um coro gospel que surge no refrão) – mas a mixórdia de sensações é um deleite para os ouvidos, principalmente aliada a versos como “nós não temos mais tempo para ficar com medo” e “filhos do império sabem, sabem que não são livres”.
Com ‘MOTOMAMI’, ROSALÍA lançou seu melhor e mais experimental álbum até hoje, utilizando toda sua criatividade para refletir sobre a própria vida. E um dos singles oficiais da produção vem com “Saoko”, uma investida extremamente conceitual que desconstrói conceitos do reggaeton e do cyberpunk, unindo-os em uma alternância de estilos que não poderia ser feita por mais ninguém além dessa já memorável artista.
2. “ALIEN SUPERSTAR”, Beyoncé
Beyoncé voltou com força total em 2022 ao lançar o aguardado e antecipadíssimo ‘Renaissance – Act I’. O projeto, primeiro capítulo de uma ambiciosa trilogia sonora, já ascendeu ao patamar dos melhores do ano e da década (ao menos na opinião desta que vos fala) e honrou a cultura negra com uma celebração antêmica do house e do disco. E, dentre as várias canções, “Alien Superstar” nos chama a atenção pela produção impecável e pelo caráter explosivo de suas texturas, mergulhando no poder dos sintetizadores, do voguing e dos ballrooms do Brooklyn dos anos 70 e 80 (“olhos em você quando performa, olhos em mim quando eu coloco”)
É provável que você nunca tenha ouvido de falar de Stromae – mas certamente deveria. O cantor e compositor belga retornou em 2022 com o incrível ‘Multitude’ e, dentro dessa melancólica e expressiva jornada, rendeu-se à melhor faixa do ano até agora – a profunda “L’Enfer”. Movida pelas densas notas de um piano clássico e pela interpolação com urgentes sintetizadores, a canção fala sobre depressão e pensamentos suicidas, enquanto realiza uma compressão niilista sobre o mundo e sobre a vida.
Quando montamos essa lista, SZA ainda não havia lançado o irretocável álbum ‘SOS’. Para não reestruturarmos o ranking inteiro, resolvemos dedicar uma seção hors concours para a icônica cantora e compositora e colocar “Good Days” como uma das melhores incursões do ano. A faixa traz aspectos do R&B alternativo, do neo-soul e do soul psicodélico, alimentado por uma atmosfera saudosista dos anos 2000 e inclusive conquistando uma indicação ao Grammy de Melhor Música R&B.
O Prime Video divulgou o cartaz e a data de estreia oficiais da 4ª e última temporada de ‘Jack Ryan‘, série estrelada por John Krasinski (‘Um Lugar Silencioso’).
Os novos episódios serão lançados no dia 30 de junho na plataforma de streaming.
Confira:
Composta por 8 episódios, a terceira temporada mostrará o personagem titular “em fuga e em uma corrida contra o tempo. Jack é acusado em uma grande conspiração e se torna um fugitivo. Agora, caçado por todos os lados, ele é forçado a se esconder para se manter vivo enquanto tenta prevenir um enorme conflito global”.
Vale lembrar que a série já está renovada para a 4ª (e última) temporada!
Criada por Carlton Cuse e Graham Roland, a série traz o protagonista dos livros de Tom Clancy, mas não é realmente baseada em nenhuma trama escrita pelo autor.
Jack Ryan (Krasinski) é um analista promissor da CIA que segue um padrão de comunicações terroristas, levando à descoberta de uma estratégia intrincada que tem como meta a destruição global.
Os episódios finais da 4ª e última temporada de ‘Patrulha do Destino’ já estão disponíveis no catálogo da HBO Max.
Os capítulos de encerramento foram lançados na plataforma de streaming no último dia 12 de outubro.
Relembre o trailer:
Na primeira parte do ciclo final, os protagonistas acabaram presos em uma dimensão chamada Orqwith. Já na mansão, o refrigerador contendo uma criatura perigosa foi deixado acidentalmente aberto.
De acordo com o diretor Bosede Williams, em entrevista ao Entertainment Weekly, os novos episódios irão continuar imediatamente a partir destes ganchos na narrativa: “O criador da série [Jeremy Carver] realmente queria apresentar a dimensão Orqwith para os fãs, porque ela tem sido mencionada desde a primeira temporada.”
Ele completa, “Nós sabíamos que essa dimensão devia ser sombria e desorientadora porque os personagens nunca haviam visto algo parecido. Devia ser algo sinistro para realmente tirá-los de sua zona de conforto.”
Apesar do cancelamento, os fãs podem ficar despreocupados, pois o ator Mark Sheppard (‘Supernatural’), intérprete de Willoughby Kipling, disse à Entertainment Weekly que a atração terá um desfecho apropriado em respeito ao público.
“Sinceramente, acho que estávamos preparados para esse cancelamento. O final da 4ª temporada é muito bom. É muito bom como um final para a história em si. O que posso garantir é que tivemos a oportunidade de fazer quatro temporadas de um lindo trabalho. Foi uma alegria e tanto.”
Os membros da Doom Patrol sofreram acidentes horríveis que lhes deram habilidades sobre-humanas, mas também os deixaram marcados e desfigurados. Traumatizados e oprimidos, a equipe encontrou um propósito através de The Chief, que os reuniu para investigar os fenômenos mais estranhos existentes e proteger a Terra do que eles encontram.
Ambientada em Los Angeles, a história gira em torno de Dawn Reeve, uma detetive que recebe um novo caso: o assassinato bizarro de sua mãe adotiva que deixou até os profissionais mais experientes em choque. Lidando com o caos da cidade, Dawn está determinada a prender o assassino. No entanto, enquanto ela se aproxima da verdade, algo sinistro e malevolente espreita sua família…
A série foi criada por Little Marvin, que também serve como showrunner e produtor.
Lembrando que o compilado de originais também conta com as canções “Woman’s World” e “Lifetimes”, com estreia marcada para o dia 20 de setembro.
Confira a tracklist:
1. Woman’s World 2. Gimme Gimme (feat. 21 Savage) 3. Gorgeous (feat. Kim Petras) 4. I’m His, He’s Mine (feat. Doechii) 5. Crush 6. Lifetimes 7. All the Love 8. Nirvana 9. Artificial (feat. JID) 10. Truth 11. Wonder
Lembrando que Perry se apresentará no Rock in Rio, no Palco Mundo, no mesmo dia de lançamento do álbum.
Perry é considerada uma das cantoras de maior sucesso da história com quase 20 milhões de álbuns vendidos, além de ter sido indicada 13 vezes ao Grammy Awards. Seu último compilado de originais, ‘Smile’, foi lançado em 2020.
Goste ou não, ‘Harry Potter’ tornou-se um marco na cultura pop, seja em termos dos romances escritos por J.K. Rowling, seja na franquia cinematográfica que até hoje está na ativa.
Lançado originalmente em 1997, ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’ veio a se tornar um divisor de águas no cenário literário – a despeito de críticas de especialistas em literatura. Afinal, é inegável que Rowling, aliando-se com diversos membros do alto escalão da esfera cinematográfica (Chris Columbus, Alfonso Cuarón, David Yates e muitos outros), arquitetou um universo bastante envolvente, que nutria de inspirações de clássicos da fantasia, como ‘O Senhor dos Anéis’ e ‘As Crônicas de Nárnia’. A narrativa trouxe à vida e imortalizou o personagem titular, um jovem de onze anos que, morando com os tios infernais e um primo insuportável após o acidente dos pais, descobriu ser um bruxo de potencial enorme e viu seu mundo virar de cabeça para baixo ao ingressar em Hogwarts, uma escola de magia regada a feitiços, poções e constantes problemas.
28 anos depois da estreia do primeiro romance original e 24 anos depois da chegada da primeira adaptação audiovisual aos cinemas, a franquia tornou-se uma marca multibilionária e multimidiática que inclui uma mini-franquia spin-off intitulada ‘Animais Fantásticos e Onde Habitam’, bem como parques de diversão, livros, peças de teatro e uma série reboot que está sendo desenvolvida pela HBO | Max e que deve chegar às telonas em 2026.
Pensando nisso, preparamos uma breve lista ranqueando todos os longas-metragens da icônica saga bruxa, incluindo os filmes derivados.
Veja abaixo a nossa lista e conte para nós qual o seu favorito:
11. ANIMAIS FANTÁSTICOS: OS CRIMES DE GRINDELWALD (2018)
‘Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald’ deu continuidade ao spin-off iniciado em 2016 com um sólido primeiro capítulo. É claro que esperaríamos uma qualidade semelhante ou até mesmo superior – ainda mais considerando as pessoas envolvidas no time criativo e técnico. Porém, o resultado foi extremamente aquém do esperado, e não apenas por conta de uma história cansativa e recheada de fórmulas, mas também por uma fraca inspiração artística que deixou os fãs da saga sedentos por algo mais bem formulado e arquitetado.
10. ANIMAIS FANTÁSTICOS: OS SEGREDOS DE DUMBLEDORE (2022)
Depois de um segundo filme decepcionante e frustrante, ‘Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore’ respondeu a algumas questões e se sagrou como uma obra muito melhor que a anterior, ainda que não chegue aos pés da coesão do capítulo inicial desse spin-off. O elenco faz o máximo a partir de um roteiro que não sabe exatamente em que direção seguir e em meio a cenas sem muito sentido para o desenrolar da trama – mas foi Mads Mikkelsen quem roubou os holofotes com uma interpretação fantástica de Gellert Grindelwald, substituindo Johnny Depp em uma bem-vinda adição ao time de performers.
‘Harry Potter e a Câmara Secreta’ não é um filme ruim, por assim dizer – pelo contrário: aqui, Chris Columbus retorna à cadeira de direção depois de ter comandado o capítulo de estreia e mantém-se atrelado fielmente à estética que explorou e deu vida. E talvez esse tenha sido o problema: a narrativa parece não trazer muitas coisas novas em relação à identidade e à condução, ainda que arranque várias cenas de ação esplendorosas. Aqui, Harry se prepara para voltar a Hogwarts e começar seu segundo ano na escola de bruxos. Na véspera do início das aulas, a estranha criatura Dobby aparece em seu quarto e o avisa de que voltar é um erro e que algo muito ruim pode acontecer se Harry insistir em continuar os estudos de bruxaria – o que, como bem sabemos, acontece.
Chris Columbus foi o diretor responsável por trazer ‘Harry Potter’ à vida ao encabeçar o primeiro capítulo da saga: ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’. Apresentando oficialmente Harry, Rony e Hermione, bem como o vislumbre impressionante da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Columbus e o restante da equipe criaram mágica ao capturar a essência do romance original – mesmo cometendo deslizes aqui e ali. Porém, é inegável dizer que, quase vinte e cinco anos depois de seu lançamento, é notável que o filme é uma das entradas mais fracas da franquia quando posta lado a lado com os outros títulos.
Não ouso dizer que ‘Harry Potter e a Ordem da Fênix’ marca um retrocesso para esta série mágica, mas a entrada de David Yatese de uma nova equipe – inclusive um roteirista estreante nesse universo – definitivamente desequilibrou o andamento da própria narrativa em relação aos longas predecessores. O quinto ano de Harry em Hogwarts se sagra uma entrada bastante caótica para saga, seja para o bem, ou para o mal. Na trama, Harry volta para a lendária escola de magia, onde pouquíssimos alunos e pais acreditam nele ou em Dumbledore sobre a volta de Voldemort. Ainda por cima, Dolores Umbridge, a nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas, prova ser a pessoa mais repugnante que Harry já conheceu.
O maior receio de reviver a saga ‘Harry Potter’ com uma saga spin-off era que as possibilidade se tornassem tão vagas que o novo longa não faria jus ao seu real potencial – e que ficasse confuso ao ponto de decepcionar até os fãs mais fervorosos, ainda mais considerando o escasso material original (uma brevíssima enciclopédia). Felizmente, não foi isso que aconteceu: ao chegar aos cinemas em 2016, ‘Animais Fantásticos e Onde Habitam’ conseguiu entregar além do prometido, criando uma atmosfera indescritível capaz de trazer os melhores conceitos de um universo mágico que já conhecemos e, ao mesmo tempo, construir sua própria identidade – e, com tristeza, se consagrar como a única entrada realmente boa de uma franquia que morreu muito cedo em meio a inúmeras polêmicas.
5. HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE 1 (2010)
Em 2010, David Yates retornava pela terceira vez consecutiva à cadeira de direção de ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1’, que dava início à conclusão dessa incrível narrativa iniciada com ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’. Já tendo comandado os ótimos ‘Harry Potter e a Ordem da Fênix’ e ‘Harry Potter e o Enigma do Príncipe’, Yates não era nenhum estreante nesse fantasioso cosmos e, seguindo os passos do que havia nos apresentado anteriormente, focaria em uma identidade diferente dos capítulos anteriores – apostando fichas em uma ambientação ainda mais obscura e que premeditaria a queda do mundo bruxo como, até então, o conhecíamos.
Conquistando uma merecida indicação ao Oscar de Melhor Fotografia, ‘Harry Potter e o Enigma do Príncipe’ costuma ser subestimado pelos inveterados fãs da saga – mas posa como uma quase irretocável incursão audiovisual que arranca performances magníficas de seu elenco e nos prepara para a impactante conclusão que sairia pouco mais tarde. No sexto ano de Harry em Hogwarts, Lord Voldemort e seus Comensais da Morte estão criando o terror nos mundos bruxo e trouxa. Dumbledore convence seu velho amigo Horácio Slughorn para retornar a Hogwarts como professor de poções após Harry encontrar um estranho livro escolar. Draco Malfoy se esforça para realizar uma ação destinada por Voldemort, enquanto Dumbledore e Harry secretamente trabalham juntos a fim de descobrir o método para destruir o Lorde das Trevas uma vez por todas.
Enquanto nas iterações anteriores os personagens tinham apenas esbarrado em situações mortais e sofrido ameaças constantes, não foi até ‘Harry Potter e o Cálice de Fogo’ que as adversidades explodiram em sucessão e confirmaram o que todos estávamos esperando – que eles, de fato, não estavam mais seguros. Harry, a partir da conclusão desse épico filme comandado por Mike Newell, começa a lidar com mais um trauma a partir de ‘A Ordem da Fênix’, em que as criaturas conhecidas como Testrálios aparecem para ele como uma forma de reconfortá-lo e de trazer uma certa “beleza” distorcida a uma imensurável; entretanto, Hermione, Rony e os outros também enfrentam a materialização do conceito de morte pela primeira vez, compreendendo o que os aguarda em um futuro não muito distante.
2. HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE 2 (2011)
Há quase uma década e meia, a aclamada e memorável conclusão da saga ‘Harry Potter’ fazia sua estreia na Praça Trafalgar, em Londres, uma semana antes de oficialmente chegar aos cinemas de todo o mundo. Ovacionado pela crítica especializada e pelo público, ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2’ fez um sucesso enorme e deu fim a uma das franquias mais importantes do cinema contemporâneo. O filme continuou a história do capítulo anterior e arquitetou o confronto final entre o bruxinho titular e Voldemort, o Lorde das Trevas do mundo mágico em uma épica batalha regada a reviravoltas, sustos e emoções. Levando inúmeros prêmios para casa, o longa arrecadou mais de US$1,3 bilhão nas bilheterias, alcançou o terceiro lugar das produções mais lucrativas da história e se tornou a obra mais bem-sucedida da Warner Bros. até ser ultrapassada por ‘Barbie’.
Em 2004, Alfonso Cuarón deu vida ao que podemos encarar como a melhor entrada da saga ‘Harry Potter’: ‘O Prisioneiro de Azkaban’ continuou com louvor a levar a icônica saga mágica às telas e, diferente do que imaginamos, ele permanece destinado tanto para as crianças que acompanharam as aventuras predecessoras quanto para um público mais velho, que compreende as complexas nuances engendradas pelas dinâmicas entre família, amigos e o entendimento de que o mundo é bem mais difícil do que parece. E são esses os motivos que, quase duas décadas depois de seu lançamento oficial, o validam como uma obra-prima cinemática dos anos 2000 – e um dos melhores filmes de fantasia do século.
A série ‘Matlock‘, estrelada pela Kathy Bates (‘American Horror Story’), ganhou momento significativo com os inúmeros elogios à atriz – que, inclusive, fez história durante a cerimônia de indicados à 77ª edição do Emmy Awards.
Bates conquistou uma nomeação à cadeira de Melhor Atriz em Série de Drama por seu aplaudido trabalho e, com isso, tornou-se a atriz mais velha a realizar o feito, com 77 anos de idade.
Bates tem grandes chances de vencer a estatueta, considerando sua vitória no Critics Choice Awards por sua performance. Os vencedores serão revelados no dia 14 de setembro.
Criada por Jennie Snyder Urman (‘Jane the Virgin’), a série serve como um reboot do clássico homônimo de 1986.
Na trama, após alcançar sucesso em seus anos mais jovens, a brilhante septuagenária Madeline Matlock (Bates) volta a trabalhar em um prestigiado escritório de advocacia, onde usa seu comportamento despretensioso e táticas astutas para ganhar casos e expor a corrupção interna. Inspirado na clássica série de televisão de mesmo nome.