Não é exagero dizer que o ano foi de Selton Mello. 2025 começou com o ator brasileiro percorrendo o mundo inteiro na divulgação de ‘Ainda Estou Aqui’ – que culminou na vitória do longa nacional com o Oscar de Melhor Filme Internacional. Mas, Selton não estava presente na ocasião. O motivo? O artista recebera o irrecusável convite para gravar uma superprodução hollywoodiana: o remake de ‘Anaconda’. É assim que o ano começou com Selton estrelando o primeiro filme brasileiro vencedor do Oscar e terminou com ele brilhando na refilmagem de um dos maiores ícones dacultura pop cinéfila: ‘Anaconda’. O filme já está disponível no catálogo da HBO Max.
Ronald (Paul Rudd, de ‘Homem-Formiga’) é um ator frustrado pois, mesmo tendo corrido atrás de seu sonho cinematográfico, as coisas não deram certo pra ele. Então, ele tem uma brilhante ideia: propõe ao seu grande amigo, Doug (Jack Black, de ‘Escola do Rock’), saírem numa aventura no Amazonas com seus colegas da época de escola, Claire (Thandiwe Newton, de ‘Westworld’) e Kenny (Steve Zahn, de ‘Planeta dos Macacos: A Guerra’), para reviverem o sonho juvenil de se tornarem cineastas realizando um grande projeto – o remake de ‘Anaconda’, o qual Ronald afirma deter os direitos autorais. Nessa aventura amazônica, tudo poderá acontecer, e uma cobra gigante talvez seja apenas o menor dos problemas do grupo.
Em uma hora e quarenta de duração, o novo ‘Anaconda’ é um prato cheio de pura diversão e entretenimento garantido. A sintonia do elenco em conjunto com Selton Mello (que dá vida a Carlos Santiago, o brasileiro cuidador de cobras contratado pelo grupo para fornecer o réptil para as gravações) constrói um dinamismo que, em muitos momentos, confunde o espectador sobre se o que estamos vendo é parte do roteiro ou apenas a química de um grupo de amigos que se juntou pra gravar um filme – na ficção e na realidade.
Mas, da mesma forma como quando reunimos os amigos, eventualmente alguém passa uma linha, também o filme escorrega nesses momentos, exagerando ou criando situações completamente desnecessárias e que acabam pesando a cena, como colocar um esquilo morto na boca de Doug (ainda que explicado, não tinha necessidade para o que acontecia na sequência) ou a todo o background do personagem Kenny, cujo trauma do passado faz o filme parar para uma sequência escatológica cuja única função é quebrar o ritmo do longa. O cinema cômico estadunidense muitas vezes recorre à escatologia como recurso, como que infantilizando seu público. Não tinha necessidade, ficou mal montado e desvia a narrativa para um outro lugar.
Escrito e dirigido por Tom Gormican (‘O Peso do Talento’), o longa se apropria da metalinguagem para alcançar os fãs e cinéfilos, fazendo-nos entender os sentimentos dos protagonistas em sua realização pessoal. Tom fez uma ótima escolha ao elencar Selton para o seu filme, pois, junto com o ator, vai toda a torcida brasileira, que ajuda a engajar a produção mundialmente, além de, claro, em se tratando de uma história que na ficção se passa no Brasil, ter Selton no elenco (e também o atorRui Ricardo Diaz) ajudou a “abrasileirar” a produção, seja na sequência do “toma”, seja no jeitinho de se resolver os perrengues.
‘Anaconda’ mantém a constância ao equilibrar cenas de ação, de aventura, de terror conduzidas pelo humor, ora genuíno, ora ensaiado – mas que sempre arrancam risadas, entregando um sólido resultado que, como diria o slogan da rede Severiano Ribeiro e divulgada pelo próprio Selton, ‘Anaconda’ é um filme que define a máxima “cinema é a maior diversão”. E a ver pelo final (tem pós-créditos) é totalmente possível esperarmos por uma continuação.
O ator alemãoLars Eidinger, escolhido para dar vida ao icônico vilão Brainiac no novo Universo DC (DCU), compartilhou recentemente detalhes fascinantes sobre o seu processo de entrada na franquia. Em entrevista ao portal ComicBookMovie, Eidinger relembrou o caminho percorrido desde a primeira chamada de vídeo com James Gunn até os testes físicos exaustivos para assumir o papel na sequência do aguardado Superman.
Aos 50 anos, Eidinger admitiu que não esperava mais uma oportunidade de tamanha magnitude em Hollywood. O processo começou de forma remota, em sua própria sala, e evoluiu para uma maratona de testes de vídeo.
“Eu realmente achava que, aos 50 anos, Hollywood não era mais uma possibilidade para mim. E então, de repente, surgiu uma chamada no Zoom com James Gunn. Eu estava na minha sala, totalmente nervoso, tentando me concentrar. Não fazia ideia de como estava sendo percebido ou se aquilo daria em algo. Depois, pediram que eu gravasse um teste. Fiz isso 15 vezes, repetindo até sentir que estava certo. E, de repente, eles ficaram completamente obcecados”, revelou o ator.
Após a aprovação inicial, Eidinger viajou para Atlanta, onde enfrentou protocolos de segurança rigorosos para evitar vazamentos.
“Depois, fui para Atlanta. No avião, assisti ao novo filme do Superman para entrar no clima. Lá, fizeram escaneamento corporal, modelagem 3D e tudo mais. Em seguida, recebi a máscara do Brainiac. Durante todo o tempo, eu não sabia se havia outros candidatos ou se eu era o único. Quando saí da maquiagem, fui escoltado com um guarda-chuva para evitar fotos. O estúdio parecia uma cidade fantasma, mas fui completamente protegido”, relembrou.
O ator destacou a recepção de James Gunn no set e o clima colaborativo, apesar da grandiosidade da produção: “Então entrei em um estúdio enorme, do tamanho de vários galpões. Havia uma equipe no centro, e James Gunn estava mais ao lado com os produtores. Para mim, marcaram um espaço pequeno no chão e disseram: ‘Fique aí’. Gunn veio, me cumprimentou e perguntou se eu tinha dúvidas. Eu disse que não”.
“Eles disseram: ‘Vamos gravar. Ação’. Eu estava tremendo, cheio de adrenalina. Mas também foi muito colaborativo. Gunn disse que queria construir o personagem comigo. Agora estou treinando quatro vezes por semana, porque as filmagens devem começar em abril de 2026”, acrescentou.
Atualmente, o ator segue uma rotina de treinos intensos, quatro vezes por semana, preparando-se para o início das gravações. Antes de sua confirmação, nomes como Matt Smith, Sam Rockwell e Dave Bautista foram ventilados por rumores, mas Gunn negou oficialmente as especulações na época.
‘Superman: Homem do Amanhã’ promete elevar as apostas do DCU ao apresentar uma aliança improvável: o Homem de Aço deDavid Corenswet precisará unir forças com o Lex Luthor de Nicholas Hoult para deter a ameaça tecnológica de Brainiac, que visa a coleção de mundos.
As filmagens oficiais estão agendadas para começar no próximo dia 17 de abril de 2026, dividindo-se entre os estúdios de Atlanta e locações em Londres. O longa tem estreia mundial marcada para 9 de julho de 2027, consolidando a nova era da DC nos cinemas sob o comando de James Gunn e Peter Safran.
Em MINHA IRMÃ E EU 2, as irmãs Mirian e Mirelly retornam para novas confusões.
Curiosidades:
» Sucesso nos cinemas, o longa original ultrapassou a marca de dois milhões de espectadores – sendo o primeiro filme nacional a superar a marca desde a pandemia de COVID-19;
Em NATAL SANGRENTO, o pequeno Billy testemunha o assassinato de seus pais pelas mãos de um maníaco fantasiado de Papai Noel. Anos depois, ele sai do orfanato e decide se tornar a lendária figura natalina… com a intenção de punir todos que foram malvados.
» O longa é um remake do terror clássico ‘Natal Sangrento‘, de 1984. A produção já havia ganhado uma refilmagem em 2012, estrelada por Jaime King e Malcolm McDowell;
» Do mesmo diretor de ‘Pânico na Floresta: A Fundação‘;
» Rohan Campbell (‘Halloween Ends’) interpretará Billy Chapman, o protagonista que embarca em uma brutal onda de assassinatos vestido como Papai Noel;
» Ao contrário da fita original, esta versão investe em uma subtrama romântica entre Billy e Pamela (Ruby Modine), que adiciona tensão emocional ao enredo e expande o papel da “final girl”.
Em ENTRE NÓS – UMA DOSE EXTRA DE AMOR, um jovem crê que seus sonhos estão sendo realizados quando sua crush o envolve em um ménage à trois inesperado, porém os três precisam encarar as consequências preocupantes do ato logo a seguir.
REBBECA: BECKY G traz um mergulho na história de Becky G, uma das vozes mais marcantes de sua geração. Ao lado da família, Becky G abre o coração para compartilhar uma trajetória de perda, amor, dor e reconstrução, vivida durante o ano mais intenso e transformador de sua carreira.
Curiosidades:
» Becky G é uma cantora, compositora e atriz norte-americana de origem mexicana. Ela já lançou quatro álbuns de estúdio, além de ter estrelado filmes como ‘Besouro Azul‘ e o live-action de ‘Power Rangers‘;
Em SORRY, BABY, Agnes passa por um evento trágico, mas o mundo continua seguindo em frente. Enquanto ela lida com os traumas, aqueles ao seu redor seguem com suas vidas.
Em TRAIÇÃO ENTRE AMIGAS, Penélope e Luiza sempre foram inseparáveis, até que uma escolha errada coloca a amizade à prova e muda o rumo de suas vidas. Entre mágoas, romances e reflexões, elas descobrem que amadurecer é bem mais complicado do que parece. Enquanto Penélope tenta a sorte como atriz em Nova York, Luiza mergulha no universo da música. E no meio de tantas mudanças, elas vão descobrir que toda amizade tem amor, promessas e segredos, mas que também tem os seus limites.
Curiosidades:
» O longa é baseado no livro homônimo da Thalita Rebouças, que também assina o roteiro da adaptação ao lado de Marcelo Saback;
Em O CASTIGO, Ana dirige séria e irritada. Mateo, seu marido, pede que ela dê a volta, retornando ao lugar na floresta onde abandonaram o filho desobediente de 7 anos, Lucas. Apenas dois minutos se passaram, mas o menino desapareceu.
Curiosidades:
» Coral Cruz, de ‘Verônica: Jogo Sobrenatural‘, assina o roteiro;
A internet pode ser algo viciante, por isso, sempre é bom deixar o telefone de lado por algum tempo, chamar a família e embarcar em ótimas histórias que o cinema pode proporcionar. Para você que está procurando o que assistir nos streamings, segue abaixo algumas ótimas opções de filmes envolventes:
Jo (Zo In-sung) é um oficial de alta patente da inteligência sul-coreana que vai para Vladivostok investigar algumas pessoas suspeitas de tráfico humano envolvendo integrantes da força policial norte-coreano e a máfia russa. Logo, seu caminho se cruza com Chae Seon-hwa (Shin Sae-Kyeong), que vira sua informante. Mas, quando descobrem esse fato, surge na trama Park Geon (Park Jeong-min), um oficial norte-coreano que teve uma relação próxima de Chae Seon-hwa no passado.
Dusty (Josh O’Connor) está passando por um caos em sua vida. Após perder tudo o que tinha em um incêndio florestal, ele precisa reunir forças para encarar um recomeço. Ele se instala em um acampamento ligado à Agência Federal de Gestão de Emergências dos EUA (FEMA) e, nesse lugar, conhece outras pessoas na mesma situação, como Mila (Kali Reis). Ao mesmo tempo que precisa saber o que fazer da vida, Dusty começa a se reconectar com a filha Callie-Rose (Lily LaTorre), ajudado pela ex-namorada Ruby (Meghann Fahy) e a mãe dela, Bess (Amy Madigan).
Dark Waters conta a saga de um promissor advogado de defesa corporativa chamado Rob Bilott (Mark Ruffalo) que, após ser procurado por moradores de uma comunidade onde passou bons tempos quando criança, inicia uma batalha jurídica de anos para expor uma empresa química acusada de destruir muitas vidas.
Mamonas – Eu Te Ai Lóve Iú (Globoplay)
https://youtu.be/7t_P6wIocUQ?si=p_ZPfCrhXC9TouAL
Em mais um projeto audiovisual que relembra a trajetória desse grupo, o média-metragem Mamonas – Eu Te Ai Lóve Iú, disponível no globoplay, percorre rapidamente por toda a história desses jovens de Guarulhos, focando nos momentos-chaves – do período em que eram desconhecidos até virarem aos rostos mais famosos do Brasil na época. Com depoimentos de familiares, do famoso produtor Rick Bonadio (empresário da banda) e imagens de arquivo, a acertada narrativa se consolida como um sopro sobre o legado deixado pela banda e toda força que tem até hoje.
Na trama, ambientada na primavera de 1945, conhecemos Heinrich (Robert Maaser), um soldado alemão que acabara de desertar e logo é sentenciado à morte. Só que o destino lhe ajuda e coloca em seu caminho a humilde fazendeira Elsa (Marie Hacke) que o salva e cuida do seus ferimentos na casa onde mora com o irmão. Os nazistas que sentenciaram Heinrich estão na cidade em busca de ouro deixado para trás por judeus em fuga, fato que todos ali naquela região parecem conhecer. Logo, uma imensa batalha é vista, com vários lados em busca de seus objetivos.
Baby (Maricel Soriano) é daquelas mãezonas que gostam de ter toda sua família por perto. Mas isso raramente é possível, pois seu primeiro filho se distanciou de todos – inclusive deixando a filha para Baby criar. Quando seu negócio chega à beira da falência, Tupe (Piolo Pascual) volta para casa em busca da ajuda da mãe, mas descobre que ela está com uma doença cruel, já em estágio bem avançado. Precisando se entender com toda a família, que sempre joga um olhar desconfiado a ele, todos percebem que precisam se unir novamente para realizar o último desejo da mãe: conhecer um astro coreano.
Inspirado em Céu e Inferno, de Akira Kurosawa, o novo trabalho da dupla Spike Lee e Denzel Washington apresenta a história de um empresário bem-sucedido do ramo musical que se vê diante de um dilema quando o filho de um grande amigo é sequestrado.
Tess (Sadie Sink) é uma jovem que passa por um momento difícil após uma tragédia e se distanciar da mãe, Elly (Jessica Capshaw). Sem saber o que fazer, resolve ir morar com o pai Nick (Theo Rossi). Nesse período, busca entender a vida sob novas perspectivas.
O Que Te Faz Mais Forte, dirigido pelo ótimo cineasta norte-americano David Gordon Green, mostra a reconstrução na vida de homem após uma tragédia que aterrorizou os Estados Unidos.
O terror é um dos gêneros mais populares entre os cinéfilos e está intrinsicamente atado ao surgimento do cinema. Afinal, se pensarmos nos primórdios da sétima arte, títulos como ‘Nosferatu’ e ‘Fausto’, ambos de F.W. Murnau, ‘M, o Vampiro de Dusseldorf’, de Fritz Lang, e ‘O Gabinete do Doutor Caligari’, de Robert Wiene, se tornaram emblemas desse tipo de narrativa e introduziram tropos que seriam remodelados e emulados mais de um século depois de terem chegado às telonas. E um dos incontáveis realizadores que se apropriaram desse expansivo universo foi André Øvredal.
O diretor norueguês, que tornou-se conhecido por seu trabalho em ‘A Última Viagem do Deméter’ e na elogiada adaptação ‘Histórias Assustadoras para Contar no Escuro’, fez sua estreia oficial na sétima arte em 1997, com o longa independente ‘Future Murder’, migrando para o mainstream quase uma década e meia mais tarde com ‘Trollhunters’, que começou a atrair atenção midiática ao realizador. Em 2016, Øvredal encontraria um sucesso ainda maior com o atmosférico e subestimado horror sobrenatural de ‘A Autópsia’, que chegou sem muito alarde aos cinemas e que, dez anos mais tarde, permanece como uma das peças mais originais do gênero.
A trama nos leva para o interior da Virgínia e se inicia com uma brutal investigação criminal que revela um estranho corpo enterrado no porão de uma casa, que, por sua vez, foi palco de uma série de homicídios cruéis. O corpo da desconhecida, então, é levado para o legista local, Tommy Tilden (Brian Cox), que administra um necrotério ao lado do filho, Austin (Emile Hirsch). A dupla, então, resolve trabalhar a noite inteira para encontrar a causa da morte da vítima para que os detetives continuem a investigar, mas se deparam com um mistério que se transforma em uma luta pela sobrevivência e que coloca um ponto de interrogação na verdadeira identidade do cadáver que jaz sobre a mesa de necropsia.
Øvredal encontra sucesso em boa parte do filme, principalmente quando pensamos na construção da atmosfera: apoiando-se em um sólido slow burn cujo objetivo principal é nos envolver nessa angustiante jornada contra forças invisíveis, Tommy e Austin se veem no centro de um complexo quebra-cabeça que não faz o menor sentido – e que vem acompanhado de acontecimentos estranhos, desde a constante estática no rádio até as luzes piscando. Conforme realizam o minucioso exame, verdades arrepiantes sobre a desconhecida vêm à tona: desde os pulmões enegrecidos às lacerações no pulso e nos tornozelos, culminando em símbolos que inexplicavelmente foram cravados do lado de dentro de sua pele. E as coisas ficam ainda mais complexas quando eles encontram um pequeno patuá alojado entre seus órgãos.
É interessante ver o modo como o diretor, aliando-se ao roteiro de Ian Goldberg e Richard Naing, transforma o que poderia ser apenas mais um terror de bruxas em um enervante suspense procedural com toques de melancolia – e o escopo restrito permite que outros elementos sejam esquadrinhados a fim de nos manter vidrados do começo ao fim. Os conhecidos jumpscares, dessa forma, são transformados em sequências de antecipação que premeditam o que vai acontecer através de sutilezas visuais e sonoras – fomentando cenas que utilizam jogos simples de luz e sombra para reiterar a inescapável e opressora ambientação do necrotério.
Øvredal demonstra uma incrível habilidade em “desbravar o desconhecido”, por assim dizer – mas não de forma a se apoiar no horror cosmológico. Pelo contrário, ele utiliza o isolamento e o silêncio para colocar os dois protagonistas em um jogo de gato e rato com uma antagonista que nem sequer respira. Ao passo que a força psíquica da protagonista se transmuta em um indelével desejo de vingança, o temor toma conta de um microcosmos que os encarcera entre uma furiosa tempestade e os terrores infernais que os estão caçando. E nada disso seria possível sem o comprometimento exemplar de Cox e Hirsch, que não apenas desfrutam de uma química fabulosa em meio a personalidades distintas e explosivas, como partem em seus próprios miniarcos que indicam uma iminente ruína.
Marcando a estreia em língua inglesa do diretor, ‘A Autópsia’ derrapa ao chegar ao terceiro ato, oferecendo uma saída que, por mais coesa que seja, soa um pouco pensada de última hora e não segue os passos dos dois blocos iniciais do longa. Porém, a construção sensorial que André Øvredal arquiteta ao lado do trabalho incrível de Brian Cox e Hirsch são o suficiente para nos deixar à beira de um colapso nervoso nesse instigante e fantasmagórico mistério de terror.
Lembrando que o filme está disponível no catálogo do Prime Video.
O ator Charlie Cox, que dá vida a Matt Murdock no Universo Cinematográfico Marvel (MCU), comentou recentemente sobre sua participação na série animada ‘Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha’ (Your Friendly Neighborhood Spider-Man). Apesar de ter emprestado sua voz ao “Homem Sem Medo” no primeiro ano da produção, o ator admitiu que o status atual de seu personagem para os novos episódios ainda é um mistério para ele.
Conforme o portal ComicBookMovie, enquanto promovia a nova temporada de ‘Demolidor: Renascido’, Cox explicou que o processo de gravação de animações da Marvel é extremamente compartimentado. Segundo o ator, ele ainda não recebeu informações sobre uma possível volta para a segunda temporada.
“Na verdade, não sei se estou [na segunda temporada]. A série é ótima e eu estive no primeiro ano, mas não faço ideia do que vem a seguir”, revelou. “Quando gravei a primeira temporada, não recebi roteiros completos. É tudo muito secreto, então eu recebia apenas as minhas cenas. É divertido, porque sei o que eu digo, mas depois assisto e curto como um espectador comum.”
Questionado sobre quais personagens gostaria de ver interagindo com o Demolidor no futuro do MCU, Cox brincou: “É perigoso responder isso, porque em dez minutos surgem manchetes dizendo que eu quero tal personagem, e as pessoas passam a acreditar nisso”.
Mas não escondeu sua torcida pessoal: “Sempre imaginei que, em um universo tão grande, em algum momento ele faria parceria com o Homem-Aranha”.
Embora detalhes específicos da trama ainda estejam sendo mantidos em segredo, o final da primeira temporada deixou ganchos importantes que devem ser explorados nos novos episódios. Entre eles, está a revelação de que o pai de Peter Parker está vivo e sob custódia.
A nova fase também deve aprofundar a ascensão de Lapide como líder do crime organizado, além de desenvolver ainda mais a relação complexa entre Peter e Harry Osborn, que segue como um dos pilares da história.
A confiança do Marvel Studios no projeto é tamanha que a série já possui renovação garantida para uma terceira temporada, consolidando este universo como um pilar importante das narrativas multiversais.
Outro destaque muito aguardado é a introdução oficial de Gwen Stacy, já confirmada em sua versão heroica como Spider-Gwen
A confiança do estúdio no projeto é tamanha que a série já possui renovação garantida para uma terceira temporada, consolidando este universo como um pilar importante das narrativas multiversais da Marvel.
A primeira temporada de ‘Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha’ está disponível integralmente no catálogo do Disney+. A produção é amplamente elogiada pelo estilo visual que remete à era de prata dos quadrinhos e por apresentar uma origem alternativa para o herói aracnídeo.
A atriz Colby Minifie, que interpreta a tensa e ambiciosa Ashley Barrett em ‘The Boys’, trouxe novos detalhes sobre o destino de sua personagem na aguardada temporada final da série. Após o desfecho chocante do quarto ano, onde Ashley injeta o Composto V em si mesma para sobreviver ao expurgo da Vought, a personagem deixa oficialmente de ser humana para integrar as fileiras dos Supers.
Em entrevista ao ComicBookMovie, Minifie refletiu sobre a trajetória de Ashley, que por muito tempo foi a “humana que mais sobreviveu dentro da Vought”. Com a mudança de status, a atriz acredita que a personagem agora personifica a pergunta central de seu arco: até onde alguém está disposto a ir por poder ou preservação profissional?
“Bom, agora não mais [risos]. O interessante na Ashley é que ela sempre representou essa pergunta: até onde você está disposto a ir pelo seu trabalho ou pelo poder? E isso continua na quinta temporada. Acho que ela não consegue mais se olhar no espelho. Carrega muita culpa pelo que fez por Homelander e pela Vought. Ela acabou se tornando aquilo que mais temia, então essa temporada é sobre lidar com isso”, revelou a atriz.
Minifie também abordou o estado emocional fragilizado de sua personagem. Agora, com poderes ainda não revelados, o foco será a busca por redenção ou coragem.
“Acho que ela vive constantemente em modo de luta ou fuga, mas também fez uma escolha de permanecer ali. Houve uma cena com o A-Train em que ele sugere que eles fujam juntos, e ela decide ficar, porque é o ‘mal conhecido’. Ela escolheu isso, inclusive ao usar o V. Agora está em outra posição. Essa temporada é muito sobre encontrar coragem. Enfrentar aquilo que ela temeu por tanto tempo exige muita coragem, e talvez isso seja algo subestimado hoje. Ashley ainda está lidando com isso”, acrescentou.
A temporada final promete elevar o caos a níveis globais. Com o mundo sob os caprichos erráticos do Capitão Pátria (Antony Starr), a resistência liderada por Annie (Erin Moriarty) tenta se organizar, mesmo com Hughie, Mother’s Milk e Frenchie confinados em um “Campo da Liberdade” e com o paradeiro de Kimiko sendo um mistério.
O ponto de virada será o retorno de Billy Bruto (Karl Urban), determinado a utilizar um vírus capaz de exterminar todos os Supers, desencadeando eventos que mudarão o destino da humanidade para sempre.
‘Super Mario Galaxy – O Filme’ estreou na última quinta-feira, 5, e levou 1,16 milhão de pessoas aos cinemas e arrecadando R$ 27,3 milhões nos seus primeiros cinco dias – tornando-se a maior estreia do ano em território nacional (até o momento).
A sequência da Universal Pictures é a nova aposta do estúdio para uma franquia duradoura e vem arrancando elogios dos fãs por ser uma adaptação fiel de um dos jogos de videogame mais adorados de todos os tempos. O clássico game da Nintendo divertiu gerações desde a década de 1980. Porém, os fãs mais velhos devem lembrar da primeira versão do game para as telonas. ‘Super Mario Bros.’ já havia adaptado anteriormente em um filme com atores reais em 1993, numa obra que está completando 33 anos em 2026. E é este longa que iremos adereçar aqui nesta nova matéria.
‘Super Mario Bros.’ (1993) guarda um recorde em seu histórico que jamais será apagado. Isso porque o filme foi a primeira adaptação em live-action (com atores reais) de um jogo de videogame da história do cinema. Antes dele, alguns projetos tinham como tema de suas narrativas videogames, como ‘Tron: Uma Odisseia Eletrônica’ (1982), ‘Jogos de Guerra’ (1983), ‘Os Heróis Não têm Idade’ (1984) e ‘O Gênio do Videogame’ (1989), mas eles não eram adaptações de nenhum game específico. ‘Super Mario Bros.’ tinha como proposta levar às telas a criação dos japoneses Shigeru Miyamoto e Takashi Tezuka, os designers do game da Nintendo.
Dos games eletrônicos para as telonas. ‘Super Mario Bros.’ foi o primeiro filme baseado em um videogame da história do cinema.
O jogo trazia dois irmãos italianos bigodudos chamados Mario e Luigi (que só mudavam a cor do macacão – a de Mario é vermelha e de Luigi é verde) numa aventura pelo reino dos cogumelos, onde precisavam enfrentar os desafios em um mundo colorido e repleto de situações surreais (como criaturas fantásticas) para resgatar uma princesa das garras de um vilão – um monstro conhecido como Bowser (uma mistura de tartaruga e dragão cuspidor de fogo). É claro, o jogo era mirado às crianças, então a coerência era trocada por criaturinhas e bichinhos engraçadinhos, típicos dos desenhos animados. A pergunta que ficava na época era: como transpor isso ao cinema num filme com atores reais?
Esse foi o principal desafio que os produtores Jake Eberts e Roland Joffé tinham pela frente quando compraram os direitos de adaptar o game através da Hollywood Pictures, subsidiária da Disney na época. Ou seja, a primeira versão de ‘Super Mario Bros.’ para o cinema é uma produção da Disney e caso tivesse se dado bem, poderia pertencer ao acervo do maior estúdio da atualidade. Jake Eberts era um famoso produtor de Hollywood (falecido em 2012), responsável por sucessos clássicos como ‘Conduzindo Miss Daisy’ (1989), ‘Dança com Lobos’ (1990) e ‘O Nome da Rosa’ (1986). Já seu colega Roland Joffé é um prestigiado diretor de obras como ‘Os Gritos do Silêncio’ (1984), ‘A Missão’ (1986) e ‘A Letra Escarlate’ (1995).
O visual sombrio, “sujo” e “realista” foi inspirado em sucessos da época como ‘Batman’ (1989), ‘Dick Tracy’ (1990) e ‘As Tartarugas Ninja’ (1990).
A opção dos produtores foi seguir uma tendência que estava muito em voga na época, tratar marcas consideradas infantis de forma uma pouco mais séria e adulta – o que terminava por resultar em filmes talvez sombrios demais para a garotada mais sensível. Mas esses eram os anos 80 e 90. Tudo começou quando ‘Batman’ (1989), de Tim Burton, pegou o conceito colorido e divertido que era associado ao Homem-Morcego na época (fosse nos quadrinhos com a roupa azul e cinza, nos desenhos animados ou na série de TV com Adam West) e jogou pela janela, optando investir nas raízes do personagem. Sombrio é a primeira palavra que vem à mente de todos quando se fala no longa, produzido num estilo noir, ‘Batman’ foi considerado por muitos como sendo bastante violento. Sem dúvida um filme mais sério e adulto, que resultou em um verdadeiro fenômeno sem precedentes.
Seguindo de perto na esteira de ‘Batman’ (1989), ‘As Tartarugas Ninja’ (1990) fez o mesmo com um produto leve, colorido e mirado às crianças. Ou seja, trouxe os personagens para o mundo real, o nosso mundo da época, esquecendo as cores extravagantes e deixando tudo extremamente sóbrio. Resultado? Mais um grande sucesso para a conta. Joffé e Eberts então não tinham dúvidas de que seu ‘Super Mario Bros.’ seria diferente dos games, mais sóbrio, sombrio e “realista”. Esse seria o ponto de partida. Para escrever o roteiro foram contratados Parker Bennett, Terry Runte, mas o às na manga era Ed Solomon, responsável pela criação dos personagens ‘Bill & Ted’, personificados por Keanu Reeves e Alex Winter. Na direção, o casal Rocky Morton e Annabel Jankel, que tinha em seu portifólio a criação do personagem digital ‘Max Headroom’, que virou ícone dos anos 1980 protagonizando alguns programas diferentes e falava diretamente com a geração MTV.
A direção de arte de ‘Super Mario Bros.’ é um chamariz, criado por David L. Snyder, o mesmo de ‘Blade Runner’ (1982).
Todas as peças pareciam estar no lugar e os jogadores principais concordavam com a visão mais intensa que o longa receberia. Para corroborar com esta nova visão, foi contratado David L. Snyder para a criação do design desse admirável novo mundo. No currículo o artista tinha a direção de arte de um pequeno filme cult conhecido como ‘Blade Runner: O Caçador de Androides’ (1982) – ainda hoje referência quando o assunto é visual futurista único e detalhado. E Snyder reproduz seu estilo de uma distopia suja, chuvosa e caótica, adicionando elementos fantásticos, como criaturas meio humanas, meio lagartos. Aliás, as criaturas reptilianas possuem grande espaço dentro da narrativa. A história fala sobre um mundo paralelo ao nosso, no qual os humanos evoluíram dos lagartos, como dinossauros, ao invés de primatas mamíferos. Quando a “princesa” é sequestrada para a realidade alternativa, cabe aos irmãos Mario irem resgatá-la. Ou seja, a premissa dos jogos foi mantida.
Quando se fala na falta de fidelidade do filme ‘Super Mario Bros.’ em relação aos games, a questão principal é a falta de caracterização dos cenários e personagens. Mas se levarmos em conta que este fator não foi o suficiente para afastar os fãs de ‘Batman’ e ‘As Tartarugas Ninja’, ainda filmes muito queridos dos fãs, percebemos que o problema de ‘Super Mario Bros.’ não é o visual, e sim o roteiro pouco inspirado, que não desenvolve bem seus protagonistas, os antagonistas ou qualquer personagem na verdade. A trajetória é básica e não cria nenhum momento verdadeiramente memorável, fazendo com que não nos importemos com o que está sendo mostrado em tela. O visual não é fiel, mas é o de menos se tivéssemos um filme bom.
Parecidos? John Leguizamo e Bob Hoskins foram os escolhidos para dar vida a Luigi e Mario no longa-metragem.
Muito se reclama também da escolha dos atores para os papeis principais. O britânico Bob Hoskins foi escalado para ser o italiano Mario – o ator havia acabado de sair de sucessos como ‘Uma Cilada para Roger Rabbit’ (1988) e ‘Hook – A Volta do Capitão Gancho’ (1991). Para Luigi, o colombiano John Leguizamo criava uma versão mais jovem do personagem, sem seu característico bigodão e como uma relação de “pai e filho” com o irmão mais velho. A química da dupla foi elogiada, mas seus personagens realmente não possuem carisma e muito o que fazer em cena, sempre parecendo ligados no automático.
Para o papel do vilão Rei Koopa entrava em cena o ator Dennis Hopper, duas vezes indicado ao Oscar, e que nos anos 90 ficaria conhecido por papeis de antagonista em grandes produções como ‘Velocidade Máxima’ (1994) e ‘Waterworld – O Segredo das Águas’ (1995). Koopa, ou Bowser, como dito é uma criatura monstruosa, mas a pegada mais “realista” do filme tenta emular seus espinhos no penteado de Hopper, hora ou outra exibindo vislumbres de suas características reptilianas, seja nas pupilas dos olhos, na língua alongada e de duas pontas, ou no desfecho em que realmente se transforma em uma espécie de Tiranossauro Rex em menor escala – o mais próximo que os fãs do jogo veriam o vilão chegar de sua forma clássica no filme. A temática de dinossauros que o filme receberia, sendo que nunca fez efetivamente parte do game, se deve graças à “dinomania” que tomou conta dos anos 90.
Vilão obrigatório nos anos 80 e 90, Dennis Hopper vive o Rei Koopa, um lagartão em sua forma humana.
Completando o elenco principal, Samantha Mathis vive a “princesa” Daisy, aqui uma arqueóloga que não sabe sobre sua linhagem real vinda de outro mundo. As referências e personagens secundários são muitos. O dinossaurinho Yoshi, por exemplo, dá as caras na forma de um bem trabalhado boneco animatrônico. O cogumelo Toad faz participação na forma de um músico de rua e o peixe Big Bertha se transforma em uma voluptuosa leão de chácara, caracterizada com um vestido vermelho de espinhos para lembrar as formas do baiacu. Ou seja, muitos elementos que os fãs gostariam de encontrar estão presentes, escondidos ou não, simplesmente na forma que eles não esperavam vê-los. Contribuindo para o teor mais soturno, os cogumelos que dominam os jogos e dão poderes aos protagonistas, se tornaram um fungo nojento que permeia a produção e parece saídos de algo como ‘Alien’.
A produção foi problemática, e os atores simplesmente odiaram trabalhar no filme, com o trio principal Hoskins, Hopper e Leguizamo se pronunciando sobre sua falta de apreço ao projeto – chegando a atestar que foi o pior filme deles. Com orçamento de US$48 milhões, o filme recuperou menos da metade em sua bilheteria, se tornando um fiasco monumental. Na época, o filme era tratado como um blockbuster de respeito, anunciado em todos os lugares com uma campanha de marketing massiva. A falta de personalidade de ‘Super Mario Bros.’ o fez fracassar, não conseguindo cativar audiências não familiarizadas com os jogos. Por outro lado, quem já era fã do produto, não o reconheceu em tela, o desmerecendo prontamente.
‘Super Mario Bros.’ é considerado um dos piores blockbusters de todos os tempos, mas ressurgiu como item cult.
Em seu fim de semana de estreia no dia 28 de maio de 1993, ‘Super Mario Bros.’ ficou em quarto lugar no ranking das maiores bilheterias dos EUA, no feriado Memorial Day. O longa estreou no mesmo dia de ‘Risco Total’, aventura de escaladores com Sylvester Stallone, e ‘Feita por Encomenda’, comédia com Whoopi Goldberg e Ted Danson – que estrearam em primeiro e segundo lugar respectivamente. ‘Mario’ não conseguiu superar nem mesmo ‘Dave – Presidente por um Dia’, com Kevin Kline e Sigourney Weaver, que já estava em cartaz anteriormente, e ocupou a terceira posição. Para piorar a situação, na semana seguinte chegava ‘Jurassic Park‘, a maior bilheteria do ano, pisoteando ‘Super Mario’ e o fazendo ser rapidamente esquecido. O filme estrearia no Brasil no dia 10 de dezembro do mesmo ano.
Apesar de tudo isso, nas vídeo locadoras o filme logo se tornaria cult, apelando a um novo público. E esse status aumenta quando as gerações mais novas se deparam com a realidade de que sim, existe um filme de carne e osso do Mario Bros. – e ele era uma grande aposta de Hollywood na época. Apesar do fracasso, o filme serviria para abrir as portas para novas adaptações de videogames logo nos anos seguintes, como ‘Street Fighter’, ‘Double Dragon’ e ‘Mortal Kombat’, dando origem a todo um subgênero que nos traz atualmente produções elogiadas como ‘The Last of Us’ e ‘Sonic’.
O ator Michael Chiklis, que imortalizou o personagem Ben Grimm (O Coisa) nos ‘Quarteto Fantástico’ (2005) e ‘Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado’ (2007), trouxe a público uma revelação que poderia ter mudado o curso dos filmes de heróis na década de 2000. Segundo o ator, a 20th Century Fox chegou a considerar seriamente um spin-off focado em um dos embates mais icônicos das HQs: Coisa vs. Hulk.
Conforme o ComicBookMovie, Chiklis relembrou que o entusiasmo após o sucesso do primeiro longa gerou diversas discussões criativas nos bastidores. O ator, fã confesso do material original, tentou transformar o confronto em realidade com o apoio inicial dos executivos do estúdio.
“Fazemos quadrinhos há 50 anos, pelo amor de Deus. Não há limite para o que pode ser feito nesse universo”, afirmou o ator. “Uma das minhas histórias favoritas de infância era o embate entre o Hulk e o Coisa. Isso foi discutido na época, mas eles simplesmente não levaram adiante. Fiquei decepcionado, porque teria sido muito divertido.”
Chiklis confirmou que a ideia não era apenas um desejo pessoal, mas uma possibilidade real debatida entre o primeiro e o segundo filme da franquia. Contudo, após a sequência de 2007, os planos esfriaram.
“Era uma ideia de spin-off. Havia muitas ideias sendo debatidas entre o primeiro e o segundo filme. E, sinceramente, não sei o que aconteceu depois do segundo. Fiquei muito tempo sem ouvir ninguém. Mas, se não me engano, aqueles filmes arrecadaram cerca de 750 milhões de dólares”, destacou.
Embora a ideia fosse criativamente atraente, o projeto enfrentaria um pesadelo burocrático. Naquela época, a Fox detinha os direitos dos personagens do Quarteto Fantástico, enquanto o Hulk estava (e em grande parte ainda permanece) vinculado a um acordo de distribuição com a Universal Pictures. Esse emaranhado jurídico é o mesmo que, até hoje, dificulta a produção de filmes solo do Gigante Esmeralda pela Marvel Studios.
Michael Chiklis aproveitou a oportunidade para defender o legado de sua versão do grupo: “Sinto que todos nós realmente nos esforçamos muito nesses dois filmes, e eu os defendo”.
Enquanto o passado revela projetos não realizados, o futuro da Marvel caminha para uma escala sem precedentes. O estúdio finaliza os preparativos para ‘Vingadores: Doutor Destino’, que explorará a Guerra Multiversal e promete reunir diversas variantes e personagens históricos em um único evento cinematográfico.
De acordo com o The Ankler, o Prime Video deu sinal verde para a série baseada no filme clássico ‘RoboCop‘.
O projeto foi originalmente anunciado em 2024, mas só agora sairá do papel.
Peter Ocko (‘Pushing Daisies’) foi confirmado como showrunner, enquanto James Wan entra como produtor executivo através da Atomic Monster.
Ainda não se sabe, no entanto, se a dupla permanece em suas respectivas funções.
Na trama…
“Um gigantesco conglomerado tecnológico colabora com o departamento de polícia local para introduzir um agente avançado tecnologicamente, a fim de combater o aumento do crime — um policial que é parte homem, parte máquina”.
‘Robocop – O Policial do Futuro’ está disponível no Prime Video.
“Na história, um policial é morto em combate e transformado por cientistas da empresa que comanda a força policial em um ciborgue ultrassofisticado, destinado a lutar contra o crime em Detroit. Contudo, mesmo com sua memória apagada, lembranças o assombram, levando-o a buscar vingança”.
Estrelado por Nick Jonas (‘Jumanji: Próxima Fase’) e Kathryn Newton (‘Casamento Sangrento: A Viúva’), o longa marca o primeiro fruto da RSPX, uma parceria estratégica entre o coletivo Radio Silence e a Project X Entertainment, focada exclusivamente em produções de terror e suspense com abordagens criativas e envolventes.
Sob a direção deEli Craig(‘Palhaço no Milharal’), ‘White Elephant’ subverte a tradicional dinâmica de festas de fim de ano. A trama acompanha oito amigos em uma troca de presentes que rapidamente declina para um jogo implacável de desconfiança e carnificina.
O roteiro é assinado por JT Billings, com revisões do próprio Craig. A premissa, oito amigos, um prêmio e zero confiança, promete misturar a tensão psicológica com o terror visceral que se tornou marca registrada dos envolvidos.
Para Newton, o projeto marca um novo capítulo em sua colaboração com o Radio Silence e a Project X, após estrelar ao lado de Samara Weaving em ‘Casamento Sangrento – A Viúva’. A sequência do sucesso de 2019 estreou recentemente no festival SXSW, em 13 de maio, chegando aos cinemas logo em seguida.
Já Jonas, além de protagonizar, assume o papel de produtor através da sua empresa, Powered By Jonas. O artista vive um momento de alta visibilidade no cinema; no mês passado, ele recebeu elogios da crítica no SXSW pela comédia dramática ‘Power Ballad’, onde atua ao lado de Paul Rudd. Ainda este ano, Jonas será visto na nova sequência da franquia ‘Jumanji’, da Columbia Pictures.
A escolha de Craig para a direção traz um peso adicional ao projeto. Conhecido pelo clássico cult ‘Tucker & Dale vs. Evil’, Craig vem do recente sucesso comercial de ‘O Palhaço no Milharal’, que estabeleceu recordes de bilheteria para a IFC Films.
A atriz Lisa Kudrow, mundialmente consagrada pelo fenômeno cultural ‘Friends’, compartilhou reflexões ácidas e honestas sobre o estado atual das comédias na televisão. Conforme à Variety, a eterna intérprete de Phoebe Buffay revelou não se sentir mais atraída pelo formato de sitcoms, apontando uma crise criativa no gênero.
Kudrow expressou o desejo de ver um amadurecimento, mas demonstrou ceticismo com as produções contemporâneas: “Eu gostaria que estivesse evoluindo. Um Maluco na TV, Seinfeld e Friends eram muito engraçadas e muito bem escritas. Mas não me sinto atraída por novas sitcoms multicâmera com plateia, porque não acredito nelas. Não sei se é porque assisti muitas sitcoms de câmera única, acho que precisamos voltar a saber contar piadas. Sinto que ficamos com medo demais de fazer piadas que possam deixar as pessoas desconfortáveis”.
Por fim, a atriz concluiu: “Mas as realmente boas não têm piadas suaves. São aquelas que fazem você pensar: ‘Não acredito que você acabou de dizer isso.’ Comédia é sobre surpresa. Você precisa de coisas que não esperava”.
Kudrow revisitou recentemente sua trajetória nas 10 temporadas de ‘Friends’. O papel de Phoebe lhe rendeu o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia em 1998, mas também trouxe rótulos que ela nunca aceitou plenamente.
A atriz revelou que, durante o auge da série, era constantemente questionada por interpretar uma personagem considerada “avoada” (flaky).
“Na época era tipo: ‘Ela é tão avoada. Por que você só faz personagens assim?’ E eu pensava: ‘Ela é avoada?’ Para mim, não era. Em 1994, era tipo: ‘Eu amo ela, é tão avoada’. E, bem, aquilo era o que ‘avoada’ significava para nós, alguém que não seguia padrões… Mas ela não era burra”, explicou, defendendo a inteligência não convencional de sua personagem.
A série, que acompanhava a rotina de seis amigos, Rachel, Monica, Phoebe, Joey, Chandler e Ross, em Nova York, continua sendo um dos pilares do streaming. No elenco principal, Kudrow dividiu os holofotes comJennifer Aniston, David Schwimmer, Matthew Perry, Courteney Cox e Matt LeBlanc, contando ainda com participações recorrentes de nomes como Paul Rudd.
A sinopse oficial destaca o cotidiano do grupo que, entre o balcão da cafeteria Central Perk e seus apartamentos em Manhattan, encara dilemas amorosos e profissionais com o humor característico que Kudrow sente falta nas produções de hoje.
Atualmente, todas as temporadas de ‘Friends’ estão disponíveis no catálogo do HBO Max.
A nova adaptação de ‘O Senhor das Moscas‘ (Lord of the Flies), criada pelo vencedor do Emmy Jack Thorne (‘Adolescência’), ganhou um novo trailer.
No Brasil, a produção será lançada pelo serviço de streaming da Globoplay.
Assista:
https://www.youtube.com/watch?v=APM3nrdkHik
‘O Senhor das Moscas’ é baseado na aclamada história de William Golding, que gira em torno de um grupo de jovens garotos estudantes que se veem isolados em uma ilha tropical sem adultos, após a mortal queda de um avião. Em uma tentativa de permanecerem civis, eles se organizam, com Ralph emergindo como líder e Piggy como seu braço-direito.
O prestigiado compositor Hans Zimmerassina a trilha sonora da atração ao lado de Kara Talve.
Vale lembrar que a obra já ganhou três adaptações para os cinemas, lançadas em 1963, em 1975 e em 1990. Além disso, a história inspirou a aclamada série ‘Yellowjackets’, estrelada por Christina Ricci.
O ator Wyatt Russell, que dá vida ao complexo John Walker (Agente Americano) no Universo Cinematográfico Marvel (MCU), trouxe a público detalhes curiosos sobre os bastidores de ‘Vingadores: Doutor Destino’. Em entrevista ao portal ComicBookMovie, Russell revelou uma piada improvisada que, segundo ele, acabou sendo cortada da montagem final, mas que evidencia o tom de seu personagem diante das mudanças cósmicas da franquia.
De acordo com o ator, a cena em questão ocorreria logo após os eventos pós-créditos de ‘Thunderbolts*’. Na sequência, o grupo dos “Novos Vingadores” (composto pelos ex-membros da equipe de Valentina Allegra de Fontaine) detecta uma nave espacial não identificada em rota de colisão com a Terra. Ao aproximarem o visual, o público identifica o emblemático logotipo “4”, confirmando que o Quarteto Fantástico realizou a transição da Terra-828 para a Terra-616.
Russell relembrou sua reação espontânea durante as filmagens: “A nave do Quarteto Fantástico aparece, e eu fiz a piada: ‘Para que serve o quatro?’ Achei muito engraçado e fiquei rindo sozinho. Todo mundo ficou tipo: ‘Meu Deus, o Wyatt é um idiota'”.
Para Russell, integrar o time dos ‘Vingadores’ representa uma mudança drástica na dinâmica de John Walker. Desde sua estreia em ‘Falcão e o Soldado Invernal’ (2020), onde assumiu temporariamente o manto de Capitão América antes de ser recrutado por Valentina Allegra de Fontaine, o personagem passou por diversas nuances morais.
“Existe um arco que posso desenvolver ao longo de várias séries ou filmes e ainda manter o personagem interessante. O John Walker que interpretei em 2020 é completamente diferente do de Thunderbolts*, e será diferente novamente em Vingadores: Dr. Destino”, destacou o ator.
‘Vingadores: Doutor Destino’ tem estreia confirmada no Brasil para o dia 17 de dezembro de 2026, garantindo aos fãs brasileiros a oportunidade de assistir ao filme um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Já a sequência, ‘Vingadores: Guerras Secretas’, está programada para chegar às telonas exatamente um ano depois, em 17 de dezembro de 2027.