‘Pandemia: A Guerra Final‘ (Last Man Down) estreou fazendo sucesso no catálogo do Prime Video, e atualmente figura em oitavo lugar entre os filmes mais vistos do catálogo.
A trama acompanha John Wood, um ex-soldado que se isola na floresta depois que uma pandemia devastadora destrói a sociedade. Sua vida muda quando uma mulher ferida, que pode ser a chave para um possível antídoto, surge em sua porta, forçando-o a enfrentar novamente os perigos do mundo devastado.
O filme mistura elementos de ação pós-apocalíptica com suspense e aventura, com produção independente e um foco claro em combates e sobrevivência.
Confira, com o trailer:
‘Pandemia: A Guerra Final‘ recebeu 62% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.
Confira algumas críticas:
“O filme perde o interesse dos espectadores logo no início e luta para recuperá-lo… Não é exatamente um filme interessante.” — Cinema Crazed
“Pandemia: A Guerra Final parece um filme de ação diretamente dos anos 80… Grandes armas e vilões exagerados marcam a experiência… Mas os atores parecem fora de seu elemento em cenas que exigem mais do que matar ou socar.” — AIPT Movies
“Como filme de ação, este não é emocionante o suficiente para compensar o ritmo tedioso ou o roteiro bobo e as performances rígidas dos atores.” — Roger Moore
O elenco conta com Daniel Stisen, Olga Kent, Daniel Nehme, Stanislav Yanevski, Madeleine Vall, Natassia Malthe, Stephanie Siadatan e Robert Follin.
O ator Mads Mikkelsen relembrou recentemente seu trabalho em ‘Rogue One: Uma História Star Wars’ (2016), revelando que o roteiro do prelúdio era “surpreendentemente inacabado”e passava por mudanças constantes durante as gravações.
Em entrevista à Variety, Mikkelsen explicou que o texto final parecia nunca estar totalmente fechado, o que exigia improvisação e refilmagens frequentes:
“O roteiro mudava o tempo todo. A gente imagina que algo assim já estaria resolvido, mas acho que nunca chegaram a uma versão final definitiva. Continuavam trabalhando nele, improvisando e voltando para refilmar cenas sempre que surgia uma ideia melhor”, afirmou o ator.
Embora a incerteza fosse administrável para o seu personagem, Galen Erso, o ator reconheceu o desafio para os protagonistas: “Para o meu personagem, até funcionava, pois eu sabia qual era a minha missão. Mas era obviamente complicado para os dois jovens heróis (Jyn Erso e Cassian Andor), que não sabiam exatamente o que estavam carregando naquela bagagem emocional e narrativa”.
Mikkelsen também detalhou as dificuldades técnicas de filmar em meio a tantas alterações, citando especificamente a cena em que seu personagem diz “Ele precisa ser destruído” sob uma chuva torrencial.
“Foi um dia brutal, na verdade, foram vários dias, porque havia muitas mudanças na história”, relembrou. “Íamos e voltávamos, e estava chovendo. Quando se usa chuva artificial, é quase impossível manter uma cena longa sem que a água esteja extremamente gelada. Eu estava ali deitado, morrendo de frio e tentando manter os olhos abertos enquanto tudo mudava ao redor”.
Lembrando que ‘Andor’, e o derivado mais recente da franquia ‘Star Wars’.
Lembrando que a segunda e última temporada de ‘Andor’, a mais recente adição ao universo ‘Star Wars’, já está disponível para streaming no catálogo do Disney+.
Relembre o trailer:
Além de Diego Luna, o elenco conta com Genevieve O’Reilly, Adria Arjona (‘Esquadrão 6’), Denise Gough (‘Guerrilla’), Stellan Skarsgård(‘Chernobyl’), eKyle Soller(‘The Titan’). Ewan McGregor também pode reprisar seu papel como Obi-Wan Kenobi, enquanto Andy Serkis volta como Snoke.
O’Reilly reprisa seu papel como a membro-chefe da Aliança Rebelde, Mon Mothma, personagem que representou pela primeira vez em ‘Star Wars: A Vingança dos Sith’ (2005) e depois em ‘Rogue One‘ (2016).
Nicholas Britell é responsável pela trilha sonora. Ele é conhecido por inúmeros projetos de grande aclame no cinema e na televisão. Ele recebeu duas indicações ao Oscar por seu trabalho em ‘Moonlight: Sob a Luz do Luar’ e em ‘Se a Rua Beale Falasse’. Além disso, conquistou um Emmy Award por sua magnífica trilha para o ovacionado drama ‘Succession’, onde trabalhou na primeira e na segunda temporadas. Seus outros créditos incluem ‘A Grande Aposta’, ‘Vice’, ‘Cruella’ e ‘Não Olhe para Cima’.
Um coração, dois amores. Mesclando o drama e o romance com toques de suspense, explorando fases da vida de alguns jovens entrelaçados por uma situação do passado, a nova série do PRIME VIDEO, Diga-me Baixinho, avança pelo melodramático para recortar o choque entre a culpa, a paixão e o perdão. O projeto, logo após sua estreia, alcançou o Top 1 da plataforma.
Baseado em uma obra da escritora argentina Mercedes Ron – o primeiro livro que faz parte de uma trilogia – o projeto se projeta em cima de uma premissa: não há soluções fáceis para o amor, avançando em uma fórmula desgastada para fisgar o público mais jovem, naquela linha de Elite, ou mesmo das antigas One Tree Hill e The O.C. Notem que encontrei o paralelo com séries que tiveram longas temporadas para se desenvolver, mas a receita é a mesma – até porque uma trilogia provavelmente nos aguarda.
Kami (Alícia Falcó) é uma jovem popular do ensino médio em uma escola de elite. Sempre rodeada pelas amigas mais próximas, vê seu castelo de cartas da perfeição ruir quando os irmãos Di Bianco – Taylor (Diego Vidales) e Thiago (Fernando Lindez) – retornam à cidade após um acontecimento trágico ocorrido há pouco menos de uma década. Antes muito ligada a eles e agora sem saber o que acontecerá, Kami embarca em uma jornada de escolhas e paixões, buscando se desprender dos traumas do passado.
O roteiro empurra suas revelações para um ‘gran finale’, ficando à mercê de uma narrativa dosada e com clima de tensão, que por vezes escorrega em soluções convenientes. Um fato que ajuda é a utilização do flashback para ajudar a construção dramática e desenvolvimento dos personagens, revelando algumas camadas – ligando o passado ao presente. Nesse princípio narrativo de causa e efeito, uma atmosfera com sensação constante de tensão busca explorar temas como sexualidade, a traição, o luto e a tragédia.
Com filmagens realizadas em Barcelona, Santiago de Compostela e em outras localidades da Espanha, Diga-me Baixinhoé mais uma história de drama adolescente que não foge do comum e que ainda possui um final aberto, dando margem a interpretações. Ainda se completará e, torcemos, explorará as consequências das ações de seus pouco carismáticos personagens com mais eficiência.
‘Peaky Blinders: O Homem Imortal‘ ganhou seu teaser trailer e sinopse oficial.
O filme estreia globalmente na Netflix em 20 de março de 2026. Dirigido por Tom Harper e escrito porSteven Knight, o filme traz de volta o vencedor do Oscar®Cillian Murphy no papel do icônico Tommy Shelby.
Confira:
Birmingham, 1940, em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial, Tommy Shelby volta do exílio voluntário para seu acerto de contas mais violento até agora. Com o futuro da família e do país em jogo, ele precisa encarar os próprios demônios e decidir se vai confrontar seu legado ou destruir tudo. Por ordem dos Peaky Blinders…
O elenco também conta com Rebecca Ferguson (Duna, Casa de Dinamite), o indicado ao Oscar® Tim Roth (Cães de Aluguel, Os Oito Odiados), Sophie Rundle (Depois do Dilúvio, Gentleman Jack), o vencedor do BAFTABarry Keoghan (Saltburn, Os Banshees de Inisherin) e o vencedor do Emmy® Stephen Graham (Adolescência, Mil Golpes).
A estreia está marcada para 20 de março.
O filme, que dá sequência ao sucesso criado por Steven Knight, chega após uma série de seis temporadas aclamadas pelo público.
Tom Harper fica responsável pela direção, a partir de um roteiro assinado por Knight.
Relembre o trailer da 6ª e última temporada de ‘Peaky Blinders’:
É impressionante como alguns filmes conseguem nos surpreender. Chegou há poucos dias à Netflix um longa-metragem sul-coreano que, a princípio, parecia ser mais um ‘filme-catástrofe’, daqueles onde acompanhamos uma personagem protagonista lutando por sobrevivência em meio à devastação da vida na Terra. Só que em A Grande Inundação, um plot twist muda nossas percepções sobre o que estamos vendo, nos levando para uma jornada que explora de forma profunda questões ligadas à existência.
Nada neste projeto dirigido pelo cineasta Kim Byung-woo é simples. É preciso uma total atenção, já que, quando começamos a decifrar seus mistérios, percebemos uma narrativa que induz o público a decifrar pistas, mesmo preso a um complexo roteiro que confunde em alguns momentos mas deixa rastros importantes de reflexão em cada linha. Como as surpresas dessa história precisam ser sentidas pelo público para seu impacto, tentarei ao máximo fugir dos spoilers.
A trama, ambientada em uma Seul (Coreia do Sul) dos tempos atuais, gira em torno de An-Na (Kim Da-mi Koo), uma cientista e pesquisadora que acorda em um dia com um tsunami atingindo o prédio de 30 andares onde mora com o filho, Ja In (Kwon Eun-sung). Correndo contra o tempo para encontrar uma saída em meio ao caos, seu destino se cruza com o agente de segurança Hee-jo (Park Hae-soo), que está no local para resgatá-la. Aos poucos, vamos entendemos que essa história não se resume só a isso, com algo misterioso sendo revelado aos poucos.
Dentro de sua poesia filosófica com ar existencialista, o engenhoso roteiro provoca o espectador indo na contramão de qualquer ritmo contemplativo ou mesmo silêncios profundos. Sempre com o pé no acelerador, se camufla de ‘filme-catástrofe’ para explorar as emoções através de uma experiência, um surpreendente experimento complexo ligado à inteligência artificial. Nesse universo criado, a relação maternal ganha forte destaque, tornando-se um elemento importante nas interpretações que surgem na conclusão da obra.
Do drama à ficção científica, impressiona a forma como o roteiro nos leva às suas surpresas – mesmo que tudo fique bem confuso em certos momentos. Não era um trabalho fácil deixar tudo mastigado em forma de narrativa, há deslizes. Ainda assim, o projeto cresce quando percebemos sobre o que é essa história. Os conflitos humanos, principalmente os dilemas morais, ganham a frente sobre qualquer outras questões, fugindo de explicações objetivas e deixando a emoção ser sentida antes da razão.
A Grande Inundaçãose joga sem medo em sua ideia de atribuir significados às relações humanas e à nossa razão de ser, além de evocar importantes debates sobre a inteligência artificial e sua influência em um mundo onde o amor é algo difícil de ser explicado, mas ainda é uma grande força genuína que move e dá sentido à nossa existência.
O filme coreano ‘A Grande Inundação‘ se tornou um fenômeno na Netflix e tem gerado debates acalorados entre críticos e espectadores. O longa, que mistura thriller de desastre e ficção científica, recebeu 47% de aprovação no Rotten Tomatoes e atualmente figura em primeiro lugar entre os filmes mais assistidos do streaming.
A trama mostra o que poderia ser o último dia da vida na Terra, aonde uma luta em um apartamento inundado se transforma na única esperança de sobrevivência da humanidade.
Na análise do critico Phil Hoad, do The Guardian, o filme tem pontos positivos, mas tropeça em sua própria ambição. Hoad descreve a obra como “uma proposição que poderia calibrar respostas emocionais neste drama de loops narrativos”, mas critica a execução: segundo ele, o filme soa como uma espécie de “apologia à imagem de desastre recortada e colada, mais um produto de entretenimento do que uma história coesa”.
Ainda assim, Hoad reconhece que os primeiros minutos — com a mãe e seu filho presos pela água crescente — são eficazes e geram tensão, antes que a narrativa se complique demais.
Já Dennis Harvey, da Variety, foi direto em sua crítica: para ele, ‘A Grande Inundação‘ é “uma ambiciosa colcha de muitas ideias que acabam parecendo subdesenvolvidas e apressadas” dentro do formato de longa-metragem. Essa avaliação reflete um problema central apontado em várias resenhas — a tentativa de combinar disaster movie e ficção científica profunda acaba diluindo o impacto de ambos os gêneros.
Outro comentário que circulou entre os críticos — como o do canal Rachel Wagner (Rachel’s Reviews) — resume parte da frustração de quem esperava um filme de desastre mais tradicional: “Eu gostaria que tivesse permanecido um filme de desastre, porque os primeiros 20 minutos são incríveis, mas a virada para sci-fi me perdeu”.
A crítica de Pierce Conran, no ScreenAnarchy, vai ainda mais longe ao chamar a mudança de tom de “ambiciosa, mas insensata”, classificando o filme como um projeto que parece “perder o foco”. E Jonathon Wilson, do Ready Steady Cut, acrescenta: “A Grande Inundação começa como um filme de desastre muito convincente, mas quase se torna um desastre cinematográfico por causa de sua própria ambição confusa”.
No site Rotten Tomatoes, que agrega opiniões de críticos de vários veículos, ‘A Grande Inundação‘ teve uma recepção do público ainda mais baixa — cerca de 39% no Popcornmeter. Isso sugere que, embora alguns críticos encontrem qualidades no filme, muitos espectadores também saem frustrados ou confusos após assistir.
Mesmo dividindo o público, o filme se tornou um sucesso de audiência.
O cineasta James Gunn, CEO do novo DCU, usou recentemente as redes sociais para comentar sobre a aguardada sequência ‘Batman: Parte II’. O diretor explicou o motivo de ainda não ter feito muitos anúncios oficiais sobre o longa dirigido por Matt Reeves.
“Batman: Parte II é um filme da DC Studios, e Peter e eu somos produtores. Mas, de modo geral, não fazemos muitos anúncios sobre filmes que ainda nem entraram em produção. Coisas como o anúncio do Lars como Brainiac aconteceram porque sabíamos que essa informação acabaria vindo a público”, afirmou Gunn, no Threads.
Após dois anos espreitando as ruas como Batman, Bruce Wayne se encontra nas profundezas mais sombrias de Gotham City. Com poucos aliados confiáveis, o vigilante solitário se estabelece como a personificação da vingança para a população.
Mais um veterano indicou seu retorno em ‘Vingadores: Doutor Destino’ (‘Avengers: Doomsday’). Além de Chris Evans voltar como Steve Rogers, mais um dos Vingadores originais deve retornar para o filme.
Jeremy Renner, que no começo do ano recusou voltar para a segunda temporada de ‘Gavião Arqueiro‘ devido a uma disputa salarial com a Disney, aparentemente se acertou com o estúdio.
Renner compartilhou o teaser de ‘Vingadores: Doutor Destino’ no Instagram, o que levou a especulações de que ele estaria insinuando seu envolvimento com o filme. Embora o astro de ‘Vingadores: Ultimato‘ não tenha sido confirmado, ele também republicou o primeiro pôster do filme – algo que apenas os atores que estão no elenco fizeram.
Renner também se mostrou evasivo em entrevistas sobre os próximos filmes dos Vingadores .
“Não volto”, disse ele. “Se eles quiserem [me substituir pelo Multiverso], podem fazer isso à vontade [Risos]. Estou bastante ocupado.”
Você acha que o ator voltará no filme?
Ontem, a Marvel Studios divulgou o primeiro teaser oficial de ‘Vingadores: Doutor Destino’ (‘Avengers: Doomsday’), trazendo Chris Evans de volta com o icônico Steve Rogers/Capitão América.
O cineastaJames Cameron, mente por trás dos sucessos bilionários ‘Avatar’ e ‘Titanic’, comentou recentemente sobre os rumos da icônica franquia ‘Alien’. Em tom crítico, ele detalhou o que considera a “coisa mais estúpida pra c******” feita pela saga após a sua saída.
De acordo com o ComicBook, Cameron expressou sua profunda decepção com a decisão de matar a personagem Newt. Para o diretor, descartar figuras estabelecidas foi um erro estratégico de roteiro:
“Eu achei que foi a coisa mais estúpida pra c******”, disparou Cameron.
Ele explicou que a decisão ignorou a conexão emocional que o público havia construído em ‘Aliens, O Resgate’:
“Você cria muita boa vontade em torno dos personagens Hicks, Newt e Bishop, e então a primeira coisa que fazem no filme seguinte é matar todos eles. Muito inteligente, né? E depois os substituem por um bando de condenados que você odeia e quer ver morrer. Muito esperto”, ironizou o cineasta.
Vale lembrar que o diretor foi o responsável pela criação de ‘Aliens: O Resgate’, mas após o sucesso do longa, Cameron se afastou da franquia para focar em outros projetos aclamados, como ‘O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final’. Isso levou o estúdio a contratar David Fincher para dirigir ‘Alien 3’.
Na época, Fincher ainda não era o diretor consagrado que conhecemos hoje; aquele era o seu primeiro longa-metragem. Por esse motivo, Cameron faz questão de isentá-lo da culpa pelas mortes imediatas do Cabo Hicks (Michael Biehn), Newt (Carrie Henn) e do androide Bishop (Lance Henriksen).
“Hoje sou um grande fã do Fincher e do trabalho dele. Aquele foi o primeiro filme dele e ele estava sendo pressionado por muitas outras vozes, então dou um passe livre para ele nessa”, afirmou Cameron.
A Netflix divulgou recentemente o primeiro teaser de ‘Peaky Blinders: O Homem Imortal’, longa-metragem que dará continuidade à aclamada série e contará com o retorno deCillian Murphy ao papel icônico de Thomas Shelby.
O filme, que dá sequência ao sucesso criado por Steven Knight, chega após uma série de seis temporadas aclamadas pelo público.
A trama do filme de ‘Peaky Blinders’ se concentra em Tommy Shelby durante o período tumultuado da Segunda Guerra Mundial e apresenta novos integrantes no elenco, como Rebecca Ferguson, Keoghan e Tim Roth.
Mais detalhes sobre os personagens inéditos ainda são um mistério.
Tom Harper fica responsável pela direção, a partir de um roteiro assinado por Knight.
Relembre o trailer da 6ª e última temporada de ‘Peaky Blinders’:
Só quem é mãe sabe o que é ser mãe. Seja planejado ou inesperado, uma gravidez muda a vida de uma mulher em muitos sentidos – que dirá quando este evento ocorre quando ainda se é adolescente e está descobrindo a vida. É possível que aí resida uma certa universalidade do tema: ser mãe adolescente em qualquer lugar do mundo é difícil – em alguns lugares, entretanto, é mais difícil ainda. E é possível também que a universalidade desse tema tenha sido o propulsor para a escolha do longa ‘Jovens Mães’ como representante da Bélgica na corrida para o Oscar.
Na trama, conhecemos cinco jovens, todas moradoras de uma espécie de abrigo para mães menores de idade na cidade de Liège. Jessica (Babette Verbeek), Julie (Elsa Houben), Ariane (Janaina Halloy), Perla (Lucie Laruelle) e Naïma (Samia Hilmi) vivem nesse abrigo, onde aprendem a cuidar de seus bebês comunitariamente e recebem uma ajuda governamental por isso. Cada uma delas busca soluções diferentes para si mesmas: enquanto umas pensam em dar seus filhos para a adoção, outras buscam conciliação com os pais das crianças, tentam encontrar o paradeiro de suas próprias famílias ou entram em conflito com seus passados diante do inesperado do futuro. Nessa montanha-russa de emoções e decisões, elas precisam lembrar de amamentar as crianças e cuidar delas.
Escrito e dirigido por Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, o longa tem uma pegada de curta documental: ao contar sua história através de cinco protagonistas, o espectador entra na trama com a maioria das histórias já em andamento, sem ter conhecimento de elementos fundamentais dos passados das personagens que justifiquem atitudes presentes – tal como um curta, ou seja, um recorte de um momento da vida dessas personagens. O tom documental recai no desenrolar de cada um desses núcleos, pois uma vez que o espectador corta e segue a vida de cada uma delas (enquanto elas buscam soluções para os próprios dramas), a sensação é como se estivéssemos vendo um daqueles especiais do Profissão Repórter, em que a câmera acompanha as personagens dentro de suas casas, nos hospitais, para, de repente, a edição cortar e já estarmos em alguns momentos depois, sem que haja uma passagem de tempo no filme.
Como assistir filmes de outros países é, entre outras coisas, permitir-se adentrar na cultura desse outro país, é curioso ver que em ‘Jovens Mães’ o núcleo protagonista gire todo dentro de uma residência única – a tal casa de acolhimento governamental para mães adolescentes aprenderem a cuidar de seus bebês e terem suporte desse tipo. É o tipo de coisa que faz o espectador pensar e comparar com outras realidades, inclusive a nossa.
Por se tratar de mães muito jovens, as experiências vividas pelas personagens são bastante intensas, tudo elevado como se não existisse o amanhã, demonstrando não só a inexperiência maternal, mas, acima de tudo, a falta de maturidade dessas jovens em estar maternando em idades tão tenras. Mesmo esforçando-se, a dificuldade é evidente quando vemos o abandono familiar, afetivo, emocional pelos quais as personagens passam enquanto tentam, a todo custo, não se anularem por conta dos bebês. O abandono à mãe solo, infelizmente, é mesmo universal.
‘Jovens Mães’ retrata o dilema moral que as adolescentes enfrentam entre cuidar de seus filhos e correr atrás de seus sonhos e manter suas individualidades. Do conflito entre desejo e responsabilidades, vem o filme representante da Bélgica no Oscar 2026 e que chega aos cinemas brasileiros no primeiro dia do ano.
Dylan O’Brien é um dos nomes mais concorridos dentre os jovens atores nessa última década e meia. Tendo estrelado séries de sucesso como ‘Teen Wolf’ e a franquia ‘Maze Runner’, aos poucos o jovem talento foi se distanciando de produções de larga escala e se enveredando mais para criações que lhe proporcionassem maior expressividade artística. E é exatamente isso que vemos no surpreendente ‘Twinless – Um Gêmeo a Menos’, longa que teve exibição prévia durante o Festival do Rio2025 e que está atualmente em cartaz no circuito brasileiro.
Dennis (James Sweeney) é um jovem gay completamente inseguro de muitas coisas sobre si mesmo. Certo dia, casualmente, ele conhece Rocky (Dylan O’Brien), um cara confiante, charmoso, estiloso, ou seja, o extremo oposto de Dennis. Por mais improvável que pudesse parecer, Dennis e Rocky se envolvem e vivem um romance… até que, de repente, Rocky para de responder. Atordoado e sem entender como que o romance poderia ter desaparecido assim, tão de repente, Dennis começa a perseguir Rocky, certo de que conseguirá obter as respostas de que precisa e retomar o relacionamento dos dois. Porém, um trágico acidente mudará o rumo de tudo… e Dennis conhecerá Roman (Dylan O’Brien), o irmão gêmeo de Rocky.
Escrito e dirigido por James Sweeney (que também protagoniza o filme), ‘Twinless – Um Gêmeo a Menos’ é, sem exageros, um dos filmes mais surpreendentes do ano.
O roteiro é construído de tal forma que o espectador se vê entrando no drama desse protagonista e sofre, junto com ele, por uma saída digna à situação embaraçosa que vai se construindo. Há toda uma rede de mentiras, enganações, teatro e mais mentiras para poder construir uma história de ficção plausível de modo a acobertar as escolhas do protagonista – e nós, espectadores, vamos vendo toda essa rede sendo montada na nossa frente, cientes de que alguma hora aquilo tudo vai ruir e, muito embora sintamos empatia e solidariedade por Dennis, é impossível concordar com tudo que ele faz, mesmo que em nome do amor.
Para contar essa história de amor obsessivo e responsabilidade emocional, James Sweeney imprime humor, romance e drama na medida certa para construir uma atmosfera de tensão (e tesão) crescente, que surpreende na hora certa e conduz bem as emoções que o público deve sentir – raiva, empatia, desejo, repulsa, vergonha, pena, compreensão, amor –, tudo pela roupagem de um filme que começa como uma comédia romântica e se transforma em um drama profundo e reflexivo, que pode fazer chorar aos mais sensíveis. Sob uma segunda camada, há todo um debate sobre saúde mental, sobre toxicidade, isolamento social e busca por afeto, e em até que ponto podemos permitir que nossos traumas do passado ditem nossas ações no presente.
Em um projeto que mistura temas tão sensíveis – romance gay, saúde mental, crimes de perseguição, relacionamento tóxico, suicídio, entre outros – destaca-se não só o roteiro e a direção dedicada, mas, acima de tudo, as atuações, com surpreendente destaque a Dylan O’Brien, que flexibiliza entre um cara altamente descontraído e solar para um outro mais introvertido, totalmente diferente, empenhado nas cenas de relação íntima com igual dedicação como em qualquer outro projeto.
Com plot twists surpreendentes e uma história bastante contemporânea, ‘Twinless – Um Gêmeo a Menos’ é dessas pequenas joias que entram silenciosamente em circuito e que quem gosta de um bom filme precisa garimpar para assistir.
Carlos José Fontes Diegues. Esse é o nome de um dos grandes cineastas brasileiros de todos os tempos, que nos deixou em fevereiro desse ano. Responsável por clássicos do cinema nacional, como ‘Xica da Silva’, ‘Tieta do Agreste’, ‘Bye Bye Brasil’ e ‘Deus é Brasileiro’, o diretor e roteirista ganhou um emocionante documentário, pelas mãos do também diretor Lírio Ferreira, sob o título ‘Para Vigo Me Voy!’, que teve exibições antecipadas em diversos festivais pelo país ao longo desse ano e estreia mundial no Festival de Cannes.
Escrito pelo próprioLírio Ferreira, o documentário passeia por alguns momentos-chave da trajetória de Cacá: faz um panorama sobre suas obras mais impactantes, apresenta bastidores do último filme de Cacá (o ainda inédito ‘Deus Ainda é Brasileiro’), usa entrevistas dadas por ele no passado para costurar os temas que permearam sua obra – tudo isso intercalado por uma mega festa em sua residência, onde podemos observar a presença de incontáveis artistas de todas as áreas, comprovando o quão querido o diretor era pela classe.
A dedicação empregada no trabalho de garimpo do material de acervo se reflete no resultado do que vemos: de uma maneira bem didática, o roteiro pacientemente explica a importância do biografado para o espectador (para o eventual caso de alguém não saber quem Cacá Diegues seja), exibindo diversas entrevistas dadas pelo diretor na época da formação do Cinema Novo, onde já então o diretor apontada a direção dos seus filmes e como ele enxergava o país (que, à época, enfrentava os anos de chumbo da ditadura).
Na tecitura do longa, é de suma importância a ilustração dos filmes que mais se destacaram na carreira do diretor – e, nesse sentido, é prazeroso (re)ver José Wilker em cena, falando a célebre frase ‘Para Vigo Me Voy!’ – título do documentário; ainda que não explicado ao espectador, fica evidente que para falar de um criador de filmes, é preciso usar a linguagem cinematográfica.
É muito gostoso também ver as imagens de bastidores de ‘Deus Ainda é Brasileiro’ com Antônio Fagundes em cena. Mesmo que não podendo mostrar muita coisa, ao ver Cacá ali, no comando, em ação na direção, somos lembrados de que seu legado permanece, para além dos filmes prontos.
A maneira carinhosa com que o diretorLírio Ferreira e a montadora Karen Harley juntam o passado e o presente para construir um filme de afeto imprime na telona através dos depoimentos e gestos, tanto de Cacá quanto de outros personagens, como sua esposa Renata Magalhães; vê-los no cotidiano, com tanto carinho, faz o espectador se sentir parte da família.
Com uma hora e trinta e sete de duração, ‘Para Vigo Me Voy!’ é, segundo palavras próprias, uma viagem cinematográfica pela obra do biografado. E, para isso, presta-se muito mais ao processo da viagem em si do que em relatar pormenores da vida do biografado, resultando, portanto, num documentário muito mais inclinado a mostrar o cineasta Cacá Diegues do que os detalhes da vida civil do Carlos Diegues. Por isso mesmo, ‘Para Vigo Me Voy!’ é obra fundamental a todos os estudantes e profissionais do cinema brasileiro. Para ficar de olho quando entrar no circuito em 2026.
Muitos dos atores mais consagrados dos nossos tempos tiveram suas carreiras iniciadas tempos antes de muitos de nós sequer termos nascido. O que significa, na prática, que muitos de nós criou imagens fixas de artistas consagrados como se eles não tivessem tido um início de carreira – mas tiveram. E aí está o encantamento de assistir a clássicos restaurados ou filmes antigos que voltam ao circuito para o público de hoje: entender como esses artistas se tornaram quem são hoje. Foi o que o Festival de Cinema Francês fez este ano, ao trazer para o circuito exibidor o longa ‘A Cabra’, de 1981, como parte da mostra em celebração ao ator Pierre Richard, homenageado desse ano.
Um homem muito rico e dono de uma importante empresa enfrenta uma situação difícil: é que sua filha, Marie (Corynne Charbit) está desaparecida há meses. Acontece que a jovem além de rica e herdeira, é também muito, muito azarada, por isso o pai colocou um investigador, Campana (Gérard Depardieu), que não conseguiu encontrar seu paradeiro. É então que um funcionário da empresa dá uma sugestão: contratar François (Pierre Richard) para encontrar Marie, uma vez que o sujeito é tão azarado quanto a filha do magnata. Assim começa a improvável campanha de resgate no meio da selva, promovida por um contador mega azarado e um detetive particular mega frustrado por não conseguir realizar seu trabalho direito.
Mais do que uma comédia estrelada pelo tropo policial mau versus policial bom, ‘A Cabra’ é uma comédia crua, bem aos moldes de antigamente, moldada pelas comédias de costume para criticar a metodologia que o inconsciente cria sobre o que é sorte e o que é azar dentro de um contexto em que tudo muda o tempo todo, encabeçados por dois personagens diametralmente opostos que usam a razão e a inspiração como motivadores de suas ações. Desse contraste nasce o humor genuíno no filme de Francis Veber.
Mas são as atuações da dupla principal que arrancam verdadeiras gargalhadas do público. Pierre Richard simplesmente brilha como um cara totalmente azarado, mas que não tem o menor conhecimento do que está acontecendo consigo mesmo, ao contrário: certo de que tudo é acaso, ao receber a proposta de seu chefe entende-se, de uma maneira bem torta, que é ele quem está no comando da missão, levando à loucura o pobre do Campana – e ao vermos o jovem Depardieu em cena, conseguimos entender o frisson que causou tanto no público quanto na indústria da época.
Ter uma dupla de atores em total sintonia faz com que ‘A Cabra’ seja mais do que um filme, e sim uma aula de direção, de roteiro de comédia e de improvisos. E de como é possível fazer comédia sem ser ofensivo, mesmo cinquenta anos atrás. É claro que aqui e ali há alguma situação mais datada, que não seria bem-visto se produzido hoje, mas a ideia e o desenvolvimento de ‘A Cabra’ são tão geniais, que é simplesmente impossível não se permitir rir das situações insanas em que os personagens se metem – principalmente a partir da inocência de François, pois é a sua ingenuidade que proporciona o absurdo da trama.
Simples, atemporal e engraçado do início ao fim, ‘A Cabra’ poderia muito bem ser um filme brasileiro estrelado pelo Hassum, mas éfilme francês. O que demonstra a universalidade da comédia bem feita, e também comprova porque Pierre Richard e Gérard Depardieu se tornaram atores tão consagrados até os dias de hoje, cinquenta anos após seu lançamento. Ainda bem que o Festival de Cinema Francês trouxe essa experiência em tela grande para o público de hoje!
Mesmo com o domínio histórico dos filmes de super-heróis nas bilheterias, a Warner Bros. decidiu não recuar. O estúdio manteve o lançamento de ‘Duna 3’ para o dia 18 de dezembro de 2026, mesma data prevista para a estreia de ‘Vingadores: Doutor Destino’.
De acordo com o portal World of Reel, a coincidência de datas está sendo vista como o potencial nascimento de um novo “Barbenheimer”. No entanto, o fenômeno é atípico, já que raramente dois blockbusters voltados para grandes fandoms estreiam simultaneamente.
Vale lembrar que o sucesso do “Barbenheimer” original (‘Barbie’ e ‘Oppenheimer’) se deveu ao fato de os filmes atingirem públicos distintos, enquanto a disputa entre ‘Duna’ e ‘Vingadores’ coloca frente a frente dois gigantes do cinema de entretenimento.
Ainda assim, a Warner parece ter dobrado a aposta, confiando na força da obra de Denis Villeneuve para encarar o MCU.
Na trama do livro, Paul Atreides governou como Imperador por 12 anos. Ao aceitar o papel de messias para os Fremen, ele desencadeou uma jihad que conquistou a maior parte do universo, mas é impotente para deter os excessos letais movimento religioso que ele criou.
Lembrando que ‘Duna: Parte 2‘, lançado no começo deste ano, conquistou impressionantes 93% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.
Os milagres acontecem, mas é sempre bom termos pessoas que nos conduzem até eles. Preenchendo a tela com superações morais e com a fé atravessando seu roteiro, o longa-metragem Uma Vida de Esperança nos coloca de frente com o luto e, ao mesmo tempo, a necessidade de sermos uma fortaleza, a partir de um protagonista que enfrenta tempestades em forma de tragédias.
Com filmagens no Canadá (Winnipeg) e nos Estados Unidos (Albany), o projeto, ambientado em meados da década de 1990, tem uma fácil compreensão quando pensamos em sua estrutura narrativa – que não se arrisca, seguindo a cartilha da maioria dos filmes sobre superação –, com atalhos usuais e uma base linear que provoca essa assimilação rápida. Inspirado em uma história real, a obra se constrói em torno de uma ideia solidária, batendo nessa tecla com frequência para gerar mensagens positivas, algo que se mostra como o grande objetivo do projeto.
Ed (Alan Ritchson) é um pai e marido amado. Quando a esposa parte precocemente, o tempo passa e uma de suas filhas é diagnosticada com uma doença que exige um transplante urgente. Com as conta hospitalares e custos diários aumentando, entra em sua vida Sharon (Hilary Swank), uma cabelereira com marcas no passado e por seus problemas com o alcoolismo. Sensibilizada pela situação da família de Ed, Sharon vai atrás de soluções, se tornado peça-chave de alguns milagres.
Mãos dadas são mais firmes do que qualquer caminhada solitária. Da superação moral à fé – esta colocada à prova de muitas formas – nossos olhos estacionam, na maioria parte do tempo, na personagem Sharon (interpretada pela duas vezes vencedora do Oscar, Hilary Swank), grande força motriz da história. Achando um propósito ao ler no jornal uma notícia, parte ao encontro de algo que dá significado para sua trajetória – marcada pelo vício, que a afastou de muitas pessoas, incluindo seu único filho. Essa história de superação, a partir do fazer o bem, é um exemplo das já mencionadas mensagens positivas que o filme se propõe a transmitir.
Uma Vida de Esperança, mesmo em um sua forma simplista e direta na definição dos conflitos, encontra algumas camadas pelo caminho, chegando inclusive na transmissão da emoção de forma intensa em seu clímax. Esse é um filme para ser sentido, entrega lindas mensagens, mas recorre ao habitual quando pensamos em sua estrutura dramática.
‘Guerreiras do K-Pop’ é um verdadeiro fenômeno, e agora a Netflix revelou que o longa alcançou 500 milhões de visualizações na plataforma desde a sua estreia no serviço de streaming.
No longa, quando não estão lotando estádios, as estrelas do K-pop Rumi, Mira e Zoey usam seus poderes secretos para proteger os fãs contra ameaças sobrenaturais.
Além de se tornar um fenômeno no serviço de streaming, o longa alcançou 95% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, além de ter arrecadado quase US$ 25 milhões nas bilheterias norte-americanas.
Daniela Melchior, que conquistou o público como a Caça-Ratos 2 em ‘O Esquadrão Suicida’ de James Gunn, falou recentemente sobre a possibilidade de reprisar o papel no novo universo da DC (DCU).
Em entrevista ao portal ScreenRant, a atriz expressou seu desejo de retornar, mas manteve os pés no chão:
“Não sei. Eu adoraria voltar. Cresci muito como pessoa e como artista. Meu sotaque ainda é forte, mas não tanto quanto antes. Seria interessante ver se o James Gunn gostaria de uma versão mais adulta da Caça-Ratos. Tento não pensar muito nisso para não ficar triste”, desabafou.
Lembrando que ‘Supergirl’, próximo longa do dcu, chega aos cinemas nacionais no dia 25 de junho.
Quando um inimigo inesperado e implacável surge como uma ameaça, Kara Zor-El é forçada, contra a sua vontade, a unir-se a uma companheira improvável. Juntas, elas embarcam numa jornada cósmica épica onde vingança e justiça estão em jogo – e onde Kara precisa confrontar as suas origens para encontrar o seu próprio caminho como heroína.
Lançado globalmente no dia 24 de dezembro pela Netflix,Adeus, June(Goodbye, June) se apresenta como um drama de despedida formatado para o período natalino. O filme, no entanto, carrega um peso simbólico que ultrapassa o calendário: trata-se da estreia de Kate Winslet na direção. Vencedora do Oscar por O Leitor(2009), Winslet agora assume o controle da narrativa — com resultados aquém da força que marcou sua trajetória diante das câmeras.
A curiosidade inicial em torno do projeto não se limita à mudança de função da atriz. O roteiro é assinado por Joe Anders, filho de Winslet, que também estreia como roteirista. Entre tantas primeiras vezes, instala-se uma sensação incômoda. O impulso por trás da obra parece menos uma urgência artística do que um gesto de legitimação familiar. Essa impressão se infiltra na obra e se manifesta no texto e na encenação padronizada.
A trama acompanha os últimos dias de June (Helen Mirren), internada em um hospital enquanto a família se reúne para antecipar um Natal que talvez não volte a acontecer. Os quatro filhos retornam à casa dos pais trazendo conflitos apenas esboçados. Entre eles está Julia, personagem interpretada pela própria Winslet, mãe de duas crianças, uma no espectro autista. O papel sugeria uma abordagem complexa, mas acaba reduzido à disputa emocional com a irmã Molly (Andrea Riseborough). Desde a primeira cena, ambas são enquadradas de forma esquemática: a executiva bem-sucedida em oposição à dona de casa ressentida.
Helen (Toni Collette), a irmã distante, surge como um alívio cômico, enquanto Connor (Johnny Flynn), o filho que permanece na casa dos pais, ocupa uma posição ambígua entre cuidador e figura acomodada, com uma trajetória queer. O personagem mais injustiçado, no entanto, é o pai, Bernie (Timothy Spall). Ignorado pelos filhos e emocionalmente invalidado, ele ainda é empurrado para um lugar de culpa, pedindo desculpas por não ter “cuidado melhor” de June. O filme tenta extrair empatia dessa dinâmica, mas acaba minando seus próprios personagens com atitudes que não encontram sustentação dramática.
O problema central de Adeus, Juneestá nas escolhas formais. A mise-en-scène abdica de qualquer impacto visual em favor de diálogos explicativos e reiterativos. As imagens raramente comunicam algo por si mesmas, tudo precisa ser dito, explicado, reforçado. O resultado é um cinema que desconfia da própria capacidade expressiva e se comporta como um texto ilustrado. Ambientado majoritariamente em espaços fechados — especialmente quartos de hospital —, o filme não transforma o confinamento em tensão, apenas em clausura estética.
Essa limitação se evidencia ainda mais quando Adeus, Juneé colocado em perspectiva com As Três Filhas, de Azazel Jacobs. Também ambientado quase integralmente dentro de uma casa, o filme de Jacobs converte o sufocamento espacial em potência dramática. Ali, a dor não é verbalizada em excesso: manifesta-se nos silêncios, nos olhares desviados, nos corpos que hesitam entre o afastamento e o contato. As três irmãs — Carrie Coon, Natasha Lyonne e Elizabeth Olsen —, vindas de realidades distintas, tentam compreender quem era aquele pai em estado paliativo quando elas não estavam presentes. O embate revela ressentimentos reais.
Se As Três Filhas é uma xícara de café transbordante — espessa, quente, capaz de queimar —, Adeus, June se assemelha a um copo de água esquecido sobre a mesa. A comparação evidencia que o problema não está no tema, mas na execução: quando os ingredientes não dialogam, resta apenas a sensação de sorver palavras e imagens sem sabor.
A diferença se cristaliza no desfecho. Em As Três Filhas, a cena final — marcada por uma conversa imaginativa, quase fantasmal — reorganiza as tensões acumuladas e produz um impacto emocional. Em Adeus, June, nada semelhante acontece. Não há catarse, ruptura ou imagem que permaneça. Apenas a confirmação de uma despedida anunciada, mas jamais verdadeiramente sentida.
Diante de outras estreias recentes de atores na direção — como Kristen Stewart em Cronologia da Água ou Harris Dickinson em Urchin —, o filme de Winslet soa cauteloso. Enquanto alguns arriscam linguagem e forma, Adeus, June escolhe o caminho mais seguro. Não falha por ser simples, mas por se conformar ao já conhecido, sem pulsão cinematográfica ou ambição estética.
Para uma artista cuja carreira foi construída a partir de escolhas ousadas e personagens memoráveis, como em Almas Gêmeas(1994), de Peter Jackson, e Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004), de Michel Gondry, essa estreia no comando das lentes revela menos uma nova voz autoral do que uma hesitação. No cinema, a emoção não se decreta. Constrói-se. E aqui, infelizmente, não chega.
O astro Ralph Macchio, eternizado como Daniel LaRusso, comentou recentemente sobre os rumos da franquia ‘Karatê Kid’. Em entrevista à revista People, o ator defendeu que a saga precisa de um “reset” para organizar as diferentes frentes da história.
“Houve discussões”, revelou Macchio. “Com a série e o novo filme com Jackie Chan colidindo ao mesmo tempo, acredito que precisamos de um reinício. É necessário encontrar a maneira perfeita de relançar a marca, pois a base de fãs nunca desapareceu, ela se mantém fiel desde 1984. O desafio é respeitar o público de forma orgânica e manter a integridade dos personagens a longo prazo”.
Embora afirme que não há nada definido para o futuro imediato, o ator garantiu que os envolvidos mantêm contato constante: “Eu, os roteiristas da série e o elenco estamos abertos ao diálogo. Não teremos novidades amanhã, mas estamos explorando possibilidades. Cobra Kai nunca morre e Karatê Kid vive para sempre”.
Vale lembrar que Ralph Macchio voltou a interpretar Daniel LaRusso na série ‘Karatê Kid: Lendas’, atualmente disponível no Disney+.