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Patty Jenkins revela se gostaria de dirigir o novo ‘Mulher-Maravilha’ para o DCU

Em 2017, Patty Jenkins encabeçou um dos melhores projetos do agora extinto DCEU‘Mulher-Maravilha’ – que, além de arrecadar quase US$900 milhões ao redor do mundo, foi aclamado pela crítica e pelos espectadores. Pouco tempo depois, Jenkins encabeçou a sequência ‘Mulher-Maravilha 1984’, não conseguindo repetir o sucesso do projeto anterior e colocando um ponto de interrogação no futuro da personagem dentro do universo super-heroico.

Com a dissolução do DCEU e a estreia do DCU pelas mãos de James GunnPeter Safran, esse panteão foi reiniciado, com a busca pela próxima heroína ainda a todo vapor. Entretanto, alguns fãs ainda querem ver Jenkins voltar à cadeira de direção para a nova aventura de Diana Prince.

Em uma recente entrevista (via CBM), a cineasta foi questionada sobre a possibilidade de integrar o time de diretores do DCU, mas não deu uma resposta definitiva.

“Nesse momento, estou muito animada com o que estou fazendo, e é sempre bom fazer algo novo”, ela disse, acrescentando que “amei fazer filmes de super-heróis… Nunca de sabe, mas estou me divertindo muito”.

‘Mulher Maravilha’ vs ‘Capitã Marvel’? Fan art mostra duelo entre as heroínas; Confira!

A roteirista da nova adaptação será Ana Nogueira, atriz, dramaturga e roteirista que já é considerada uma das apostas criativas do estúdio.

Com Nogueira à frente do roteiro, a nova aventura de Diana Prince deve ser parte fundamental do capítulo inaugural do novo universo da DC, intitulado “Gods and Monsters”. A data de estreia, contudo, ainda não foi definida.

Lembrando que o mais recente longa do DCU é ‘Superman’, disponível na HBO Max.

“Hello, Sidney” | Ranking dos primeiros trailers da franquia ‘PÂNICO’ – Do PIOR ao MELHOR

Poucas franquias de terror têm um histórico de trailers tão emblemáticos quanto ‘Pânico‘. Desde 1996, cada nova prévia da saga de Wes Craven (e depois dos herdeiros de sua visão) virou evento entre fãs. Cada trailer definia uma nova era do terror e apresentava regras, além de dar o tom do filme.

O mais interessante é que os trailers sempre traziam cenas extras e falas que marcaram o imaginário popular mas não entraram no filme, como o Ghostface chamando Sidney de “Girlfriend” no trailer de ‘Pânico 2‘ e Gale Weathers falando “Você não tem culhões” (You don’t have the guts) antes de ser esfaqueada no trailer de ‘Pânico 4‘. Pérolas. Inclusive, o trailer de ‘Pânico 4‘ traz diversas cenas que não entraram no corte final, como a dos jovens analisando o cenário sentados em uma fonte – uma referência ao primeiro filme.

Abaixo, o ranking definitivo — do pior ao melhor — analisando o que funcionou, o que ficou datado e os momentos que marcaram cada trailer.

7. Pânico (1996)

Na era dos VHS os trailers não tinham o ritmo frenético e a ousadia dos dias de hoje, e apesar da nostalgia o trailer trazia apenas recortes do filme em um formato bastante diferente do que temos hoje. É LINDO e artístico, com vibes de chamada do Supercine, mas nessa época o marketing era bem diferente. Afinal, a internet estava começando e a maioria dos computadores só rodavam DOS. Os trailers eram mais expansivos e menos frenéticos, mas esse trailer já mostrava o potencial da franquia. Ah sim, e ainda vendeu que Drew Barrymore podia ser a mocinha, subvertendo as expectativas.

‘Pânico 7’ ganha vídeo dos bastidores com Neve Campbell comentando seu retorno como Sidney Prescott

6. Pânico 2 (1997)

Os marketeiros ainda estavam tentando descobrir como vender a sequência do fenômeno de bilheteria que tinha sido o primeiro filme. A prévia sabe que o público já conhece as regras — e brinca com isso. Apresenta novos personagens, sugere o retorno do perigo e faz tudo com um ritmo ágil e elegante. Tinha cenas com a Sarah Michelle Gellar, que era a IT girl do momento. A cena em que Randy e Dewey citam as novas regras tem frases que não entraram no filme, e ele começa a dar o tom dos trailers das sequências. O trailer sugere um novo mistério sem jamais entregar demais.

5. Pânico 7 (2026)

Foi o trailer mais diferentão da franquia, ele não estabelece regras e nem enaltece o passado da saga. Com uma pegada mais madura, o trailer tem um clima sombrio e mais pé no chão. Não entrega muita coisa e nem traz flashes rápidos focando em suspeitos. Ele foca em mostrar que o novo filme será sobre Sidney protegendo sua família, sem referências a outros filmes ou frases icônicas. A cena de abertura na clássica casa de Stu é genial e muda o tom da franquia. Agora, o Ghostface vai “queimar tudo”, não está se escondendo e cresceu com a Sidney em Woodsbooro. Temos também as vozes de Dewey Riley (David Arquette) e “Stu” Macher (Matthew Lillard) dando o tom do que está por vir, com o uso de Inteligência Artificial.

“INCRÍVEL!”: Internautas rasgam elogios ao primeiro trailer de ‘Pânico 7’

4. Pânico (2022)

O trailer de ‘Pânico‘ (2022) conseguiu o que parecia impossível: fazer o público se importar de novo. Trazer Jenna Ortega no melhor estilo Drew Barrymore foi um acerto, e o trailer mostrou que a franquia voltaria mais assustadora e com menos humor. Um rebranding muito bem feito. A recriação da famosa ligação telefônica, agora via smartphone, é um aceno brilhante ao passado. O corte rápido para Dewey dizendo “Está acontecendo de novo…”(It’s happening again”) arrepiou fãs no mundo todo. E Sidney respondendo: “I’m Sidney Prescott, of course I’ve a gun” foi o auge. O retorno. O revival. Que trailer. O trailer não tenta reinventar, mas homenagear — e faz isso com classe. O clima é mais maduro, a tensão é palpável e a montagem final, com o tema clássico de Marco Beltrami, soa como um grito de boas-vindas à velha Woodsboro.

Vem assistir ao trailer de ‘Pânico 7’ comentado por Renato Marafon

3. Pânico 4 (2011)

Após 11 anos, o público aguardava o retorno de Ghostface. O trailer de ‘Pânico 4‘ tenta equilibrar nostalgia e modernidade, com o slogan Nova Década, Novas Regras — e acerta. Há energia, há meta-humor, há sangue. O elenco de ‘Pânico 4‘ era de estrelas em ascensão na época, e o trailer soube tirar proveito disso. Anna Paquin estava fazendo sucesso em ‘True Blood‘, Kristen Bell estava no auge de ‘Veronica Mars‘, Hayden Panettiere estava em ascensão em ‘Heroes‘ e Lucy Hale brilhava como Aria Montgomery em ‘Pretty Little Liars‘. Era o elenco dos sonhos. O trailer trouxe várias cenas que não entraram no filme e serviram para situar o público sobre a nova geração. E tem a clássica fala de Gale Weathers: “Você não tem culhões” (You don’t have the guts). A fala infelizmente não entrou no corte final do filme. O filme tem uma versão estendida com várias cenas extras pela internet que fazem dele ainda melhor.

2. Pânico 3 (2000)

O trailer de ‘Pânico 3‘ era o mais esperado do ano. A franquia tinha se tornado um fenômeno pop cult e naquele momento a ideia era que o terceiro filme encerraria tudo. Tinha todo um buzz em torno do projeto, já que ‘Pânico‘ tinha “reinventado” o terror na época. ‘Pânico‘ era o momento nos anos 2000. O design da máscara se desfazendo enquanto lemos as regas é icônico. A prévia aposta em explosões, cenários de estúdio e um tom quase de ação, perdendo um pouco do terror dos anteriores mas trazendo ares de superprodução. Mark Kincaid falando: “No terceiro, não existem regras”. ÉPICO! O primeiro vislumbre do set de Stab 3, filme-dentro-do-filme, é curioso e carrega a ironia típica da saga. Muitos astros famosos. O suspense dá lugar à grandiosidade do terceiro ato de uma trilogia. Um elenco estelar para a época e a ideia brilhante de levar a franquia para Hollywood. O trailer foi um estouro quando saiu, nos primórdios da internet. Foi um evento.

1. Pânico 6 (2023)

Esse soube vender o peixe. O marketing desse filme foi mesmo sensacional, por que o trailer é melhor que o filme em si. O trailer de ‘Pânico 6‘ é uma injeção de adrenalina. Ele mudou o cenário para Nova York e imaginávamos que teríamos o Ghostface atacando na Times Square ou algo assim, a cena no metrô é realmente assustadora e passava a ideia que o filme se passaria no Halloween na Big Apple. Por fim, Nova York e o Halloween não tiveram nenhum papel importante no filme, o que foi um pouco broxante. Mas o trailer vendeu uma ideia genial. O segundo trailer ainda trouxe o santuário, que poderia ser melhor usado no sétimo filme.

Crítica | ‘Bom Menino’ tem terror ao estilo ‘Atividade Paranormal’ sob ótica de um cachorro

“Interrompemos este programa para levar até vocês o programa do Coragem, o cão covarde.  estrelando Coragem, o cão covarde

Qualquer criança que cresceu nos anos 2000 provavelmente lembrou dessa introdução quando anunciaram Bom Menino, um filme de terror que mostraria a ótica de um simpático cachorrinho durante a experiência sobrenatural de seu dono. O que parecia ser uma adaptação de uma das animações mais queridas do início do século acabou se revelando um dos filmes mais criativos e interessantes de 2025, um ano muito bom para os fãs de terror.

A trama é bem simples. Um jovem está sofrendo com uma doença complexa e decide mudar para a casa que herdou do avô, onde espera ter um pouco de paz. No entanto, a propriedade fica numa área bastante isolada da floresta, sendo rodeada apenas por árvores, um cemitério e um vizinho caçador de raposas. Para acompanhá-lo neste jornada de isolamento, o rapaz leva seu melhor amigo, o cachorrinho Indy. Mas tem um problema: a casa esconde uma maldição de família que só é vista pelo cachorro. Agora, diante das limitações de um animal irracional, o doguinho vai tentar compreender o que está acontecendo, enquanto busca meio de avisar e proteger o seu tutor dos perigos dessa ameaça mortal.

A condução do filme é muito interessante, reforçada por um trabalho muito competente da equipe de cenário, que consegue criar uma casa que mantém aquela estética familiar americana ao mesmo tempo que constrói um ambiente hostil. Enquanto há cômodos grandes, com móveis tipicamente familiares, eles ornam o ambiente com fotos do avô falecido e uma porção de animais empalhados. Não bastasse isso, o quintal da casa é praticamente um cemitério cercado de armadilhas para raposa.

Ao mesmo tempo que isso representa um grande acerto do time de cenário, esses elementos exigem que o roteiro aposte na boa vontade do público para embarcar nessa jornada de suspensão da descrença, porque ver um homem com uma doença grave se mudar para uma casa cercada de elementos estranhos, e decidir ficar por lá mesmo sabendo que todos os membros da família que viveram lá acabaram morrendo jovens e acompanhados de seus cachorros… Dá uma forçada na barra que pode afastar alguns.

Mas não tem jeito. O grande diferencial do projeto é o Indy. A ideia de contar uma história de terror pela perspectiva de um animal de estimação é sensacional e consegue ter uma boa execução. A direção aposta em duas conduções. Uma pela perspectiva do próprio cachorro, mostrado pelo campo de visão dele, que se resume a pernas e móveis altos, e outra que coloca o público na perspectiva dos humanos, castigando no plongée. Isso dá ao cachorro uma posição de inferioridade na trama, que é comovente. A introdução, inclusive, é fundamental para construir essa posição de “tadinho” do protagonista. A vida da mascote é mostrada desde sua adoção, e não tem nada mais eficiente na hora de se afeiçoar a um cachorro do que vê-lo filhote. Mais do que isso, ele cresce como um “bom menino”.

Extremamente comportado, ele aceita alguns comportamentos estranhos e grosseiros do tutor, enquanto segue sua rotina de explorar a casa nova. Só que ele mesmo percebe certas bizarrices que causam uma sensação de perigo, enquanto o rapaz passa seus dias trabalhando ou vendo filmes antigos de terror. E isso permite que a direção brinque bastante durante a construção de tensão. Os primeiros momentos de estranhamento do Indy criam aquela dúvida: existe algo sobrenatural acontecendo aqui ou são apenas portas abrindo sozinhas e ventos chacoalhando cortinas?

Essa estratégia deu muito certo lá em 2009, no primeiro Atividade Paranormal. A construção de tensão era toda baseada em cenas desse estilo, a ponto de renderem comentários do tipo: “a gente estava com medo do vento”. Só que Bom Menino vai além e aposta na identificação. Quem tem cachorro em casa certamente já viu o querido latindo para o nada ou encarando com muita intensidade um ambiente aparentemente vazio. E isso é bastante trabalhado aqui. Mas há também o fator sobrenatural, que também aposta nessa questão da identificação e talvez consiga até mesmo emocionar quem já passou por alguma perda na família.

No fim das contas, Bom Menino acaba conquistando justamente por essas situações identificáveis. O filme não tenta “reinventar a roda”, se contentando em fazer o básico bem feito. Há momentos muito interessantes, como um jumpscare construído no reflexo do olho de um cachorro, e por ser um filme bem curtinho (1h13), cria um rápido e interessante entretenimento. Poderia ser um filme bem qualquer coisa, mas a escolha de protagonista foi realmente acertada. O time de casting encontrou um cachorro ridiculamente expressivo que consegue passar emoções melhor que muito marmanjo barbado em filme de grande orçamento. Ele rouba seu coração na primeira aparição. Você torce pelo cachorro do início ao fim.

Com esse protagonista sensacional e algumas decisões criativas bem executadas, Bom Menino é mais um bom filme de terror nesse ano recheado de boas produções no gênero. Vale a assistida com um baldão de pipoca para tentar amenizar a tensão de certos momentos criados.

Bom Menino estreia nos cinemas em 30 de outubro de 2025.

Daisy Edgar-Jones e Emilia Jones irão estrelar o SUSPENSE dramático ‘Bad Bridgets’

Daisy Edgar-Jones (‘Um Lugar Bem Longe Daqui’) e Emilia Jones (‘Locke & Key’) foram escaladas para o suspense dramático ‘Bad Bridgets’ (via Deadline).

O projeto, cujo título ainda pode sofrer alterações, traz Rich Peppiatt (‘Kneecap’) na cadeira de direção e responsável pelo roteiro.

A história é inspirada no romance de não-ficção ‘Bad Bridget: Crime, Mayhem, and the Lives of Irish Emigrant Women’, assinado por Elaine FarrellLeanne McCormick. A LuckyChap e a Coup d’Etat supervisionam o longa.

No filme, uma carta misteriosa leva uma jovem a uma jornada perigosa de uma Irlanda devastada pela fome até a Nova York do século XIX, juntando-se às fileiras das “Bridgets” irlandesas que semeiam o caos na cidade.

O vencedor do Oscar James Price assume a função de designer e produção, enquanto Kate Hawley é responsável pelo figurino.

As gravações começam em meados de 2026, na Irlanda do Norte e na Irlanda.

Bom Menino

(Good Boy)

 

Elenco:

Larry Fessenden
Shane Jensen
Arielle Friedman

 

Direção: Ben Leonberg

Gênero: Terror

Duração: 72 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ 5 milhões

Estreia: 30 de Outubro de 2025

Sinopse: 

Em BOM MENINO, nosso herói canino, Indy, se encontra em uma nova aventura com seu dono humano — e melhor amigo — Todd, deixando a vida na cidade para viver em uma casa de família antiga no campo. Desde o início, duas coisas ficam bem claras: Indy desconfia da velha casa assustadora e sua afeição por Todd é inabalável.

Após se mudar, Indy fica imediatamente incomodado com cantos vazios, rastreia uma presença invisível que só ele consegue ver, percebe avisos fantasmagóricos de um cachorro morto há muito tempo e é assombrado por visões da morte sombria do antigo morador. Quando Todd começa a sucumbir às forças sombrias que rondam a casa, Indy precisa lutar contra uma maldade que pretende arrastar seu amado Todd para a vida após a morte.

Crítica | ‘Bom Menino’ tem terror ao estilo ‘Atividade Paranormal’ sob ótica de um cachorro

Curiosidades: 

10 filmaços que bombaram antes da internet!

» Além de dirigir, Ben Leonberg também assina o roteiro com Alex Cannon;

» Indy, o protagonista canino, é do cachorro do próprio cineasta;

» Sucesso entre os críticos, o terror – contado através da perspectiva de um cachorro – alcançou impressionantes 95% de aprovação no Rotten Tomatoes;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Sonhos

(Dreams)

 

Elenco:

Jessica Chastain
Isaac Hernández
Rupert Friend

 

Direção: Michel Franco

Gênero: Drama

Duração: 95 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 30 de Outubro de 2025

Sinopse: 

Em SONHOS, Jennifer é uma influente socialite de São Francisco. Sua vida cuidadosamente construída entra em risco quando ela se envolve com Fernando, um jovem bailarino mexicano que sonha em atuar numa grande escola de balé. Impulsionado pelo amor e pela esperança de um recomeço, ele atravessa a fronteira para estar ao lado dela, uma decisão que ameaça desestabilizar o mundo que Jennifer tanto lutou para preservar. Determinada a manter seu império intacto, ela será capaz de tudo, mesmo que isso revele o lado mais obscuro desse romance.

Crítica | ‘Sonhos’ – Uma obra sensível e atual, ao mesmo tempo carnal e desconfortante [Festival do Rio 2025]

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Michel Franco também assina o roteiro do longa;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Crítica | ‘Sonhos’ – Uma obra sensível e atual, ao mesmo tempo carnal e desconfortante

Trazendo à reflexão as muitas faces extremas do sentimento mais poderoso que existe – o amor – Sonhos, escrito e dirigido pelo cineasta mexicano Michel Franco é um filme sensível e atual, ao mesmo tempo carnal e desconfortante. Fruto de atuações impressionantes e um jogo de cena que nos conduz da euforia à destruição – chegando até o rompimento com o psicológico e o bom senso -, a obra se destaca por seu silêncio revelador, algo que chama a atenção nessa narrativa. Uma fórmula que convence – desde o início – onde se potencializa a tensão.

Uma mulher da alta sociedade norte-americana (Jessica Chastain), diretora de uma fundação de renome, se apaixona perdidamente por um bailarino mexicano (Isaac Hernández) que está ilegalmente nos Estados Unidos. Ao longo desse relacionamento que se mostra conflituoso, situações vão colocando os personagens em dilemas, até o último suspiro dessa relação.

O roteiro se projeta através de um contraponto dentro desse recorte sobre os relacionamentos – um discurso afiado e, ao mesmo tempo, desafiador. O real valor de quando se perde encontra as barreiras dos dilemas; o sonho de uma carreira vira um duelo com o sonho de um grande amor. Nessa gangorra existencial, percorremos as faces dessa intensidade, sempre no extremo, onde a tensão e o constrangimento maximiza esse choque entre os ‘sonhos’ – título mais que certeiro do projeto.

O sugestivo encontra espaço, deixando a trama cada vez mais interessante. Partimos do ponto onde os personagens já se conhecem, onde o passado também é contado pelas entrelinhas. Impressiona como o roteiro instiga o público a querer descobrir como essa história vai terminar. Uma aula de como contar uma história usando elementos em cena e buscando na força das atuações construir grandes momentos. O projeto não perde fôlego; os minutos vão se passando e a tensão só aumenta, culminando em um final emblemático e surpreendente.

Há tempo também para uma crítica social contundente em relação ao tratamento aos imigrantes ilegais na maior potência do mundo – assunto que se tornou cada vez mais atual com a chegada do governo em vigor.

A obra conta com atuações brilhantes de seus protagonistas, principalmente Jessica Chastain. Esse é um filme que busca no visceral de suas intensas cenas, um olhar profundo para retratos sociais e as incongruências que podem evoluir dentro de um relacionamento.

 

Crítica | Terror em Shelby Oaks – Suspense, Experimentação e Sobrenatural em Boa Pedida para o Halloween

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Todo país, toda cidade tem suas próprias histórias macabras que encobrem com uma grande sombra a felicidade dos moradores locais. Alguns desses casos ocorreram de verdade, e andam inspirando incontáveis documentários nas plataformas de streaming. Outros, porém, são ficção, mas de tão bem construídos e justificados na trama, tendem a enganar o espectador sobre a veracidade dos fatos. É o que acontece em ‘Terror em Shelby Oaks’, grande lançamento de terror nos cinemas na semana do Halloween.

Mia (Camille Sullivan) hoje é completamente infeliz. Sua irmã Riley (Sarah Durn) está desaparecida há tempos, e não há nenhum paradeiro dela desde que a jovem e seu grupo de amigos do podcast The Paranormal Paranoids visitou a pacata cidade de Shelby Oaks, no interior dos Estados Unidos. Na ocasião, algo sombrio aconteceu a eles, e, desde então, Riley segue desaparecida. A questão é que a polícia local e o delegado Morton (Keith David) não têm muitas provas e estão quase dando o caso como encerrado sem solução, porém Mia, certa de que sua irmã ainda está viva, decidirá seguir com a investigação por conta própria, nem que isso signifique colocar a própria vida em risco.

Dirigido e escrito por Chris Stuckmann (com colaboração no roteiro de Sam Liz, com quem é casado), é justamente a estrutura criativa da primeira metade do roteiro de ‘Terror em Shelby Oaks’ que traz algum frescor às produções cinematográficas como um todo e, portanto, se torna o ponto forte do longa. O filme começa com uma sequência de depoimentos alternados entre Mia, o marido desta e o delegado Morton, filmados por uma equipe de audiovisual que capta as imagens e áudios dando a entender que estão fazendo alguma cobertura sobre o caso ocorrido em Shelby Oaks. Esses minutos iniciais nesse formato dão um tom experimental ao filme, pois mistura realidade e ficção através da abordagem documental dos depoimentos, o que favorece a imersão do espectador na veracidade dos fatos apresentados.

A partir daí o longa vai se desenvolvendo de maneira mais regular, abandonando o aspecto documental e entregando a narrativa ficcional padrão, dramatizada, enquanto Mia começa a investigação por conta própria. Esta parte, somada aos elementos que engatilham os eventos do filme, sustentam o clima de suspense do projeto de Chris Stuckmann que fez carreira criando review de filmes para a internet. Até este ponto, ‘Terror em Shelby Oaks’ entrega uma história acima da média com propostas criativas de realização cinematográfica. A questão toda talvez seja a conclusão do filme, que talvez deixe uma sensação de que o próprio diretor não conseguiu sustentar sua ideia até o fim e talvez tenha se deixado interferir por forças externas que tenham palpitado no seu projeto e afastado a resolução da trama da coerência.

Mesmo com essa irregularidade final, ‘Terror em Shelby Oaks’ é um projeto interessante que mistura estéticas distintas para contar uma história simples que bebe em fontes de clássicos do terror como ‘A Bruxa de Blair’ e entrega essas referências para uma geração jovem demais para ter vivenciado o impacto desse clássico. ‘Terror em Shelby Oaks’ é uma boa pedida do gênero nos cinemas para quem curte dar chance ao terror experimental independente.

Florence and the Machine lança ‘Everybody Scream’, seu novo álbum de estúdio!

Florence and the machine everybody scream

O popular ato musical conhecido como Florence and the Machine, liderado por Florence Welch, lançou recentemente seu novo álbum de estúdio, intitulado Everybody Scream.

O compilado de originais conta com 12 faixas inéditas, incluindo os singles “One of the Greats” e a faixa-título, e foi disponibilizado nas plataformas de streaming no último dia 31 de outubro.

Relembre a tracklist:

1. Everybody Scream
2. One of the Greats
3. Witch Dance
4. Sympathy Magic
5. Perfume and Milk
6. Buckle
7. Kraken
8. The Old Religion
9. Drink Deep
10. Music by Men
11. You Can Have It All
12. And Love

Vale lembrar que o compilado marca o primeiro lançamento de Florence and the Machine desde 2022, com ‘Dance Fever’.

10 curiosidades de ‘Pantera Negra’, um dos mais queridos clássicos Marvel

Lançado em 2018, Pantera Negra se consagrou como um fenômeno cultural. Abraçado pela comunidade afro-americana, o filme se pagou em apenas três dias e rendeu diversas manifestações de apoio ao redor do mundo, já que pessoas negras enfim viam uma representação de realeza nas telonas.

pantera negra

O filme ficou marcado na história da Marvel e conquistou milhões de fãs ao redor do mundo, consolidando o herói como um dos grandes marcos recentes da cultura pop. Anos se passaram e diversas situações aconteceram, e ainda assim há uma série de curiosidades que muitos não conhecem. Pensando nisso, o CinePOP separou 10 delas para você conhecer ou relembrar. Confira!

Brasil

Parte fundamental da mitologia de Wakanda, as cataratas dos guerreiros, onde são definidos os futuros reis da nação, são bastante familiares ao brasileiros. Isso porque as quedas d’água foram filmadas em território nacional. Isso mesmo! A Marvel contratou uma produtora brasileira para gravar as Cataratas do Iguaçu no Paraná para compor os cenários de Wakanda.

Cultura

Wakanda foi concebida sob forte influência dos Bantu, um grupo da África subsaariana composto por diversas etnias diferentes, que tinham amplo domínio sobre a metalurgia, por exemplo. Além disso, o principal idioma do povo wakandano é o Xossa, falado na África do Sul. Sem contar que o próprio nome “Wakanda” é derivado do grupo étnico queniano Wakamba, que existe de verdade e também é oriundo dos Bantu.

Representante

A língua e o sotaque Xossa foi uma ideia de John Kani, que interpretou o rei T’Chaka. O ator sul-africano faz parte desse grupo étnico e trouxe sua cultura para os sets de filmagem com o apoio de Chadwick Boseman. Assim, ele passou a ser um tipo de consultor extraoficial de sotaque para os atores do elenco.

Apoio

Inclusive, quando Boseman aceitou o papel de T’Challa, ele solicitou à Marvel que pudesse falar inglês com algum dos sotaques vindos do continente africano. Porque, sim, a ideia original do estúdio era que ele falasse inglês sem sotaque. Quando descobriu que Kani era Xossa, ele aprendeu umas poucas palavras e o surpreendeu com seu idioma nativo. O ator, então, passou a ensinar mais sobre Xossa e seu sotaque para que, em cena, pai e filho pudessem conversar na língua nativa. A produção gostou da interação e decidiu manter.

Vibranium

Parte fundamental da trama é a relação do país com as minas de Vibranium, o material metálico que mantém o funcionamento de Wakanda, fazendo dela a nação mais tecnológica do mundo. Segundo o diretor Ryan Coogler, ele se inspirou nas minas de Coltan, do Congo, que produzem um metal que foi fundamental para o programa nuclear americano e atualmente é usado na produção de celulares e computadores. Ele passou a ser conhecido como “Mineral do Sangue” por ter sua exploração associada à violação de diversos direitos humanos, sendo constante alvo de contrabando.

Tolkien Boys

Martin Freeman é um dos dois atores brancos que integram o elenco principal do filme. Durante a première britânica do longa, ele foi questionado sobre isso e respondeu que talvez valesse a pena a reflexão do mercado, porque esse estranhamento da imprensa não acontece em outros filmes, quando a situação se inverte e há pouquíssimos personagens negros nas tramas. Além de Freeman, o outro ator branco era Andy Serkis, que deu vida ao vilão Garra Sônica. Nos bastidores, eles receberam o apelido de Tolkien Boys, algo como ‘Os meninos de Tolkien, já que ambos marcaram época no universo de O Senhor dos Anéis.

Recordação

Destaque do filme, Michael B. Jordan deu vida ao vilão Killmonger. Ele começa o filme com um traje tático, até conseguir executar seu plano e ganhar sua própria armadura de Pantera Negra. O mais curioso desse ponto é que muitos acreditavam que essa roupa de Pantera era feita 100% de CGI, mas ela não apenas foi feita, como também foi para casa com Michael B. Jordan, que ganhou o traje de presente.

Câncer

A informação mais surpreendente desse filme é que o protagonista Chadwick Boseman atuou e enfrentou as desgastantes rotinas de promoção do longa enquanto enfrentava o árduo tratamento contra o câncer de cólon que ele tinha. O ator foi diagnosticado com a doença em 2016, mas manteve segredo de seus amigos e companheiros de trabalho para poder viver o sonho de estrelar uma grande franquia e poder fazer a diferença na vida das crianças pelo mundo. Pantera Negra chegou aos cinemas em 2018. Ele viria a falecer apenas dois anos depois, em 2020, vítima do câncer.

Solidariedade

Apesar de sua condição de saúde e das rotinas exaustivas de filmagens, turnês de divulgação e tapetes vermelhos, Chadwick compreendia seu papel enquanto herói da molecada e dedicava um bom tempo de sua vida para visitar crianças que, assim como ele, enfrentavam o câncer. Mais do que isso, ele constantemente apoiava instituições de caridade. Inclusive, um de seus últimos feitos em vida foi doar mais de quatro milhões de dólares para crianças carentes em plena pandemia.

Sucesso total

Além de ter arrecadado mais de 1.35 bilhão de dólares em sua passagem pelo cinema, tendo conquistado mais de 200 milhões (o custo da produção) apenas no primeiro fim de semana, Pantera Negra conseguiu realizar um sonho antigo da Marvel: chegar ao Oscar. Foram sete indicações, incluindo a Melhor Filme, e conquistou três estatuetas (Melhor Figurino, Melhor Design de Produção e Melhor Trilha Original). Sucesso total!

Pantera Negra está disponível no Disney+.

Opinião | ‘Springsteen: Salve-me do Desconhecido’ é um sufocante retrato da depressão e seus impactos

Lançado nos cinemas brasileiros na última quinta-feira (30), Springsteen: Salve-me do Desconhecido está sendo vendido como a cinebiografia do astro americano do rock Bruce Springsteen. Porém, quem for assistir o longa com isso em mente, provavelmente irá sair decepcionado porque o filme não aborda toda a vida do músico, mas sim o processo de criação do álbum Nebraska.

Lançado em 1982, o álbum foi um movimento ousado do cantor, que estava prestes a explodir internacionalmente, mas vivia um momento muito complexo da carreira. Ele já sentia os efeitos do sucesso, só que estava sufocado e sem entender o motivo de continuar fazendo música. Diante dessa situação, ele se isola em Nova Jérsei, acompanhado apenas de sua gaita, violão, glockenspiel e um gravador de quatro canais. Com isso, ele compõe músicas que tentam desafogar sua alma, dando origem ao seu álbum mais autoral.

Divulgação/ 20th Century Studios. © 2025 20th Century Studios. All Rights Reserved.

O filme, então, aborda simultaneamente essa busca por sentido de Bruce, vivido brilhantemente por Jeremy Allen White, enquanto seu empresário tenta vender a ideia do álbum para as gravadoras, que esperavam, na verdade, um álbum de hits eletrizantes para consolidar o artista no ramo internacional e nas paradas das rádios americanas.

O mais interessante é que o longa é conduzido de forma bem vagarosa, explorando aspectos da vida pessoal de Bruce nesse período entre 1981 e 1982, como a tentativa de relacionamento com a jovem Faye (Odessa Young), uma mãe solteira que conhece o músico em uma escapada da fama, que acaba trazendo o rapaz para sua vida, apesar de todos da família a alertarem para o risco que seria se relacionar com um astro da música. A presença de Faye é fundamental para a trama, porque ela representa os efeitos que uma doença tão séria – e muitas vezes não tratada com a seriedade que merece – pode causar nas pessoas amadas por aqueles que são atormentados por ela.

Divulgação/ 20th Century Studios. © 2025 20th Century Studios. All Rights Reserved.

Sim, pode ser que demore um pouco para que alguns percebam, mas o filme fala essencialmente sobre depressão e seus impactos destrutivos no ser humano, independentemente de quem seja. Ao longo da trama, vemos um jovem Bruce Springsteen vivendo o sonho de todo artista. Ele está prestes a deslanchar, mas já faz shows lotados pelo país e conta com uma base de fãs que não apenas o curte… Eles amam verdadeiramente o Bruce e o que ele tem a dizer. Só que o rapaz se vê incapaz de sentir esse amor. Na verdade, o sonho vira um tormento porque ele passa a se isolar cada vez mais.

E Bruce, nessa fase, ainda tinha a rara capacidade de dar umas escapadas desses momentos megalomaníacos da rotina de shows, fugindo para sua cidade natal, onde fazia pequenos shows para tocar o que ele quisesse, sem a responsabilidade de ter de agradar ou corresponder a expectativas alheias. Mesmo assim, o rapaz não consegue tirar da cabeça essa sensação de que nada faz sentido e de que ele está perdendo tempo. É angustiante, porque ele se vê perseguido por um inimigo invisível que ele sequer tem ideia do que seja ou de como enfrentá-lo.

Divulgação/ 20th Century Studios. © 2025 20th Century Studios. All Rights Reserved.

Nesse contexto, o isolamento de Bruce em sua casa com os instrumentos funciona como um respiro na rotina do músico, porque ele acredita estar se reconectando com suas origens. O problema é que ele começa a afastar as pessoas que ama sem nem perceber. Sua sede por se reencontrar é tanta que ele se perde do mundo, enquanto busca algo intangível. Ao mesmo tempo, o músico cria um apego a essas obras, como se elas fossem a resposta para todos os seus problemas. E isso contrasta justamente com os momentos em que ele tenta vender o álbum para a gravadora e não vê a ideia ser bem recebida. Como assim o meu grito de socorro não é aceito? O que fazer quando você está sob o controle de alguém que não se interessa por quem você é verdadeiramente? O que isso gera? Mais frustração.

O outro contraste interessante é o do Bruce na casa com o Bruce no estúdio. Ele sai de uma suposta paz momentânea para uma rotina infernal atrás da reprodução exata dos efeitos e sentimentos que ele pôs naquela fita que viraria Nebraska. O músico desenvolve um apego sem igual por sua obra e fica frustrado a cada tentativa falha dos engenheiros de som em replicarem o material para os compactos. É como se os sentimentos de Bruce fossem tão sinceros que ninguém ao seu redor fosse capaz de compreendê-los. E essa sensação é uma das mais sufocantes dos quadros de depressão. A de não ser levado a sério, a de não ser compreendido. É enlouquecedor, é desesperador, é exaustivo. Abordar isso por meio das tentativas de replicação da música foi uma tacada de mestre do diretor Scott Cooper, porque conseguiu recriar com maestria o inferno vivido por quem sofre com a doença. Não é uma tristeza, é um vazio que parece sem fim que faz com que a pessoa sinta estar isolada.

Divulgação/ 20th Century Studios. © 2025 20th Century Studios. All Rights Reserved.

O filme também promove pequenas viagens acerca de um trauma familiar que resulta em uma das cenas mais bonitas de reconciliação do cinema recente. Mas o ponto mais importante dessa obra é a mensagem que existe uma saída. O longa é uma grande mensagem de esperança de que você não está sozinho e que, procurando ajuda profissional, conforme o próprio Bruce Springsteen busca ao longo da trama, e tendo uma rede de apoio verdadeira, é possível se reencontrar e corrigir a química mental.

Não fosse essa rede de apoio singela, mas sincera, que o músico tem no filme, talvez as coisas tivessem sido diferentes. É uma obra necessária, belíssima e angustiante sobre um dos ícones mais influentes da música americana, cuja mensagem pode ser um sopro na vida de quem precisa procurar ajuda e talvez não tenha percebido ainda ou não saiba como.

Divulgação/ 20th Century Studios. © 2025 20th Century Studios. All Rights Reserved.

Springsteen: Salve-me do Desconhecido está em cartaz nos cinemas.

Dica | Filmes para fugir do Halloween, mas não muito

O halloween vem crescendo bastante no Brasil. O feriado americano contou com bastante resistência da sociedade brasileira, mas já é possível ver crianças fantasiadas para pedirem doces em algumas cidades do país hoje em dia.

A semana é marcada também pelos fãs de franquias de terror, que tiram uns dias para assistirem os longas de franquias como Halloween, Sexta-Feira 13 e afins. As dicas de hoje, porém, não são desse tipo de filme. A ideia aqui é recomendar filmes que dialogam com o 31 de outubro, mas sem necessariamente precisarem abordar o Halloween como centro da trama. Confira!

Batman

Divulgação/ Warner Bros. Pictures.

Um dos mais celebrados Batman dos cinemas, esse épico do mundo do crime traz um jovem Bruce Wayne (Robert Pattinson) começando na vida de justiceiro mascarado. E quer forma melhor de introduzir esse herói gótico do que no meio do Halloween de Gotham City? Pois é, Matt Reeves não estava de brincadeira quando acabou criando acidentalmente um filme 100% adequado para a época do Halloween, mas necessariamente falar sobre o tema.

Donnie Darko (fim do mundo no dia 31)

Nessa ficção científica que nasceu cult e foi abraçada pela galera de tanta encheção de saco alheia, o clima esquisito de um jovem isolado que tem visões de um coelho bizarro que o incentiva a fazer coisas estranhas já faria dela uma opção muito interessante para ver na época de Halloween. Porém, ele traz mais elementos que casam perfeitamente com a data, como a data do suposto fim do mundo previsto pelo jovem Donnie ser exatamente dia 31 de outubro. Mais uma grande obra que respira Halloween, mesmo sem ser um filme focado no Dia das Bruxas.

ET – O Extraterrestre

Clássico imortal do cinema, E.T. – O Extraterrestre conta a história de um garotinho bagunceiro que encontra um alienígena que caiu acidentalmente em seu quintal. Tentando esconder o ET dos adultos, ele traz a criatura para casa, onde descobrirá que ele tem poderes especiais e está apenas tentando voltar para sua casa. E uma das sequências mais memoráveis dessa aventura extraterrestre de Steven Spielberg começa justamente no Halloween, quando a criançada decide passear com o ET pelas ruas. Afinal, quem vai desconfiar de um alien em meio a fantasias ainda mais bizarras?

Lutero

Além de Halloween e Dia do Saci, o dia 31 de outubro marca também a publicação das 95 teses de Martinho Lutero, pai da reforma protestante. E esse tema é abordado em Lutero, filme biográfico de 2003 que acompanha a trajetória do monge Martinho Lutero, que acredita que a Igreja do século XVI se afastou dos dogmas de Deus, sendo corrompida pelo poder e pela ganância. Então, ele propõe reformas para se aproximar de sua interpretação da bíblia, dando início ao protestantismo. Tá vendo como dá para fugir completamente do Halloween sem escapar das datas?

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Por fim, a saga do bruxinho mais famoso dos cinemas tem início justamente em uma noite de Halloween. É nela que o Lorde das Trevas tenta matar o menino, marcando a vida do bebê para sempre e iniciando a jornada que renderia uma das franquias de maior sucesso da história do cinema. Sem contar que o filme é todo marcado pelas bruxarias dos alunos de Hogwarts e pelas criaturas mágicas e masmorras do lugar. Bom para curtir o clima de Halloween sem estar focado nele.

Dica do fim de semana | Novidades para ver no Amazon Prime Video e na Netflix

Novembro começou oficialmente, e o mês promete algumas grandes novidades nos streamings. Para este primeiro fim de semana, o CinePOP separou cinco dicas do que assistir na duas maiores plataformas do Brasil: Amazon Prime Video e Netflix.

São séries originais e filmes que prometem agradar a todos os públicos. Por fim, concluímos com uma franquia que voltou a um streaming muito popular. Confira!

Os Donos do Jogo

Desde que Vale o Escrito furou a bolha, todas as plataformas de streaming do Brasil correram atrás de histórias do jogo do bicho para tentar surfar no hype do tema. E agora chegou a vez da Netflix, que investiu pesado em Os Donos do Jogo, uma série que flerta com o real e a ficção ao se inspirar no cenário do jogo do bicho carioca para criar personagens fictícios que remontam criminosos de verdade. A trama gira em torno de quatro famílias da contravenção carioca que ascendem no mundo do jogo do bicho, conciliando os negócios com outras ações ilícitas. E como em toda boa máfia, acordos são feitos e desfeitos, causando uma guerra que vai mexer com as estruturas da cidade e dessa gente.  Série perfeita para maratonar em um dia.

Onde assistir: Netflix.

Tremembé

Inspirado em histórias reais, Tremembé é a série do momento no Brasil. Apelidada de Esquadrão Suicida brasileiro, a produção é ambientada no presídio de Tremembé, para onde são levados os detentos que mais correm risco de vida se ficarem alocados em penitenciárias comuns. E para um indivíduo entrar na mira dos presidiários, é porque coisa boa ele não fez. Nesse recorte de tempo, criminosos como os Irmãos Cravinhos, Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá estavam encarcerados no mesmo lugar. A produção acompanha a rotina da bandidagem e como era o funcionamento do presídio com essa turma do mal toda por lá.

Onde assistir: Amazon Prime Video.

 

Casa de Dinamite

Dirigido por Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror), Casa de Dinamite é mais um daqueles filmes de ameaças invisíveis à segurança dos Estados Unidos. É um tema extremamente batido, mas que ainda reserva alguns fãs. Nessa trama, o mundo vive a tensão de uma guerra nuclear sem precedentes. Em meio a crises de gestão e falhas militares, um míssil é lançado para destruir os EUA, mexendo diretamente com todo o setor de segurança, que precisará correr contra o tempo para impedir a maior tragédia da história norte-americana. É estrelado por Rebecca Ferguson e Idris Elba.

Onde assistir: Netflix.

 

Manutenção Necessária

Nessa comédia romântica, uma oficina de carros formada exclusivamente por mulheres passa por uma crise sem precedentes. Para piorar, nesse momento de baixa, uma grande marca de oficinas planeja abrir uma filial do outro lado da rua para tentar roubar os clientes e se estabilizar na região. Nesse cenário, a jovem Charlie se vê sufocada e passa a desabafar com um confidente virtual. A relação vai crescendo sem que os dois apaixonados saibam que são, na verdade, os principais representantes das duas oficinas mecânicas. Agora, eles decidem se encontrar de verdade, abalando completamente as estruturas da dupla.

Onde assistir: Amazon Prime Video.

Trilogia Shrek

Os três primeiros filmes da saga do ogro Shrek estão de volta à Netflix. A história do ogro que vivia isolado no pântano, até que um lorde baixinho desapropria as casas das criaturas dos contos de fadas para criar uma cidade perfeita, realocando as criaturas para o pântano do Shrek, fazendo com que ele saísse em uma jornada para reconquistar sua solidão, conquistou o mundo e deu origem a uma das franquias animadas mais bem sucedidas de todos os tempos. Agora, a trilogia está disponível novamente na Netflix. E quem quiser assistir o quarto filme, basta acessar o Amazon Prime Video.

Ariana Grande termina gravações de ‘Entrando Numa Fria 4’: “Vejo vocês novembro que vem”

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A vencedora do Grammy e indicada ao Oscar Ariana Grande (‘Wicked’) terminou suas filmagens da aguardada comédia Entrando Numa Fria 4’, que chega aos cinemas no ano que vem.

Grande, que dá vida à personagem Olivia Jones, revelou as boas novas através das redes sociais, escrevendo: “esses últimos meses foram inimaginavelmente especiais. Eu amo meus Fockers e amo meus Byrnes… Amo muito. Vou sentir muito a falta deles. Vejo vocês novembro que vem”.

Confira:

Recentemente, o astro Ben Stiller falou sobre contracenar com Grande na sequência, elogiando a atriz e cantora de sucesso.

“O que é surpreendente, e talvez nem tão surpreendente assim, é o quão bem ela se integrou ao elenco”, disse Stiller, conforme o Deadline. “Ela é extremamente profissional, engraçada e talentosa. Obviamente, todos conhecem o talento dela como cantora, mas ela também foi incrível em Wicked. O que ela está fazendo neste filme é muito único, é um personagem realmente diferente, e estamos nos divertindo muito. É ótimo trabalhar com ela”.

O quarto filme da franquia se chamará Focker-in-Law e tem estreia marcada para 25 de novembro de 2026.

Jay Roach foi confirmado na direção, com roteiro de John Hamburg.

‘Entrando numa Fria 4’: Owen Wilson tem RETORNO confirmado na sequência

O novo filme ainda contará com o retorno de Owen Wilson, Stiller, De Niro e Teri Polo.

John Hamburg, roteirista da trilogia original, assume a direção.

A produção está nas mãos de Jane Rosenthal e Robert De Niro pela Tribeca Productions, com Jay Roach (diretor dos três primeiros filmes) pela Delirious Media, Ben Stiller e John Lesher pela Red Hour Films, além de Hamburg pela Particular Pictures.

A franquia ‘Entrando Numa Fria’ teve início em 2001, seguido por ‘Entrando Numa Fria Maior Ainda‘ (2005) e ‘Entrando Numa Fria Maior Ainda Com a Família‘ (2011), arrecadando juntos mais de US$ 1,1 bilhão em bilheteria mundial.

‘Entrando numa Fria 4’: Skyler Gisondo estaria em negociações para estrelar sequência

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10 curiosidades de ‘O Estranho Mundo de Jack’, clássico do Halloween e do Natal

Poucas produções são tão icônicas para datas tão opostas quanto O Estranho Mundo de Jack. Lançada em 1993, essa animação em stop-motion conseguiu virar um ícone tanto do Halloween quanto do Natal. Misturando aventura com drama e musical, o longa virou um clássico atemporal.

A trama acompanha Jack, o Rei das Abóboras, que é o responsável por fazer o Dia das Bruxas virar realidade na Cidade do Halloween. Porém, ele fica frustrado com seu papel e acaba atravessando o Portal do Natal, onde ele se encanta pela magia do lugar. De volta ao lar, ele não consegue deixar de pensar em tudo o que viu do outro lado do portal e decide convencer os moradores da Cidade do Halloween a se unirem para sequestrarem o Papai Noel. O filme é icônico e tem fãs até hoje. Além disso, ele traz uma série de histórias de bastidores que você talvez não conheça. Pensando nisso, o CinePOP separou 10 delas. Confira!

Muito comum

Quando se fala em O Estranho Mundo de Jack, muita gente associa o longa ao diretor Tim Burton. No entanto, quem dirigiu o longa foi o diretor Henry Selick, que viria a dirigir futuramente longas como James e o Pêssego Gigante e Coraline e o Mundo Secreto. Essa confusão é muito comum. Não só pelos diretores terem estilos muito parecidos, mas principalmente porque Burton escreveu o poema que inspirou o filme e desenhou os protagonistas. Ele era a escolha da Disney para comandar o projeto, só que estava ocupado com as gravações de Batman: O Retorno. Então, o estúdio chamou Henry e deixou que ele dirigisse a aventura como achasse melhor. O problema é que a própria Disney promoveu o filme com o slogan: “da mente visionária de Tim Burton. Então, por conta disso, é uma confusão bastante comum.

Soltou o verbo

Henry sempre se manteve alheio às polêmicas por todo esse tempo, até que decidiu soltar o verbo em 2022 sobre o que achava de Burton levar todos os créditos por O Estranho Mundo de Jack. Durante as entrevistas de divulgação da animação Wendell & Wild, o diretor falou ao The A.V. Club que se sentia injustiçado.

Tim Burton estava muito ocupado dirigindo dois filmes diferentes em Los Angeles, enquanto eu dirigia ‘O Estranho Mundo de Jack. Não tenho dúvidas da genialidade de Tim, nem que ele estava vivendo sua época mais criativa. Poxa, eu sempre achei que ele criou a história perfeita, e ele também fez o design dos personagens principais da trama, mas quem trouxe tudo isso à vida fui eu, acompanhado da minha equipe, não dele”, disse.

Esquecido

De fato, a carreira de Selick é marcada por uma série de apagamentos de seus trabalhos. Suas principais obras são atribuídas a outras pessoas. O Estranho Mundo de Jack e James e o Pêssego Gigante constantemente são atribuídos a Tim Burton. Já Coraline e o Mundo Secreto, adaptação da obra de Neil Gaiman, é erroneamente atribuído ao próprio Neil. Na mesma entrevista, Henry brincou com a situação.

“Eu tive que esperar muitos anos para que as pessoas reconhecessem meus trabalhos nas animações. Coraline é baseado em um livro de Neil Gaiman. Agora, em Wendell & Wild, eu trabalho com Jordan Peele. São esses caras que ajudam a tirar os projetos do papel, é claro, mas quem comanda as equipes que efetivamente fazem os filmes sou eu”, comentou.

Conceito

Conforme dito anteriormente, o filme nasceu com base em um poema escrito por Tim Burton. E a ideia para a criação deste poema veio de uma forma bastante incomum. Tim havia saído para fazer compras em novembro. Ele viu uma vitrine que estava passando pela transição do Halloween para o Natal. Segundo o próprio, ver aquelas criaturas macabras coexistindo no mesmo ambiente que o Papai Noel, as árvores e as renas deixaram sua mente a mil. Com a imaginação fervendo, ele voltou e escreveu.

Equipe

Quando Henry diz que fica desconfortável ao ver todos os créditos sendo completamente atribuídos a Burton, ele tem um ponto muito válido. Não apenas por buscar reconhecimento por seu trabalho, mas também porque a escolha por contar essa história por meio do stop-motion exigiu uma equipe gigantesca. Foram cerca de 100 membros que trabalharam por três anos para tirar O Estranho Mundo de Jack do papel.

Duas vozes

O protagonista, Jack Skellington, foi vivido por dois atores diferentes. Isso aconteceu porque Tim Burton havia prometido o papel a Danny Elfman, mas enquanto sua atuação cantada era perfeita, sua entrega de falas comuns estava completamente fora do tom. Por isso, a equipe fez testes para encontrar um ator cujo tom de voz fosse parecido com o de Danny para interpretar o nas cenas não-cantadas.

Foi assim que chegaram a Chris Sarandon, que tinha personalidade e estava no tom correto, mas também tinha um tom de voz muito parecido com o de Elfman. Foi pelas vozes dessa dupla que Jack nasceu e se consolidou como ícone do Natal e do Halloween ao redor do mundo.

Danny Elfman

A história de Danny Elfman com esse filme mexeu com o artista em nível pessoal. Ele foi convidado para compor a trilha sonora e as canções do longa. Porém, conforme ele foi aprendendo a história de Jack e todo o seu drama principal, Danny se identificou com o protagonista de forma extremamente pessoal. Ele afirmou que, enquanto líder do Oingo Boingo, ele compreendia perfeitamente a sensação de ser uma pessoa famosa e amada por seus fãs, mas estar extremamente frustrado com “seu papel” na vida. Elfman compôs a trilha numa velocidade impressionante, tamanha sua identificação com o personagem.

Quando entregou o trabalho e teve aprovação imediata, ele deu uma “chorada” com seu amigo pessoal, Tim Burton, para ver se poderia interpretar o Jack no cinema. Tim falou para ele ficar calmo, porque o papel seria dele. O que não deixou de ser verdade, porque Danny acabou dando voz às músicas que ele mesmo escreveu para o Jack.

Infortúnio

A primeira escolha para dar voz ao Papai Noel era o dono de uma das vozes mais impactantes, assustadoras e famosas da história do cinema: Vincent Price. Ele chegou a ser escalado e gravou todas as falas. Porém, durante as gravações, a esposa de Vincent faleceu, o que afetou diretamente sua saúde e sua voz icônica. Quando o trabalho foi encaminhado para aprovação dos executivos, a voz poderosa de Vincent Price estava fragilizada e irreconhecível.

O material foi considerado “inutilizável” e pediram a escalação de um novo ator para o papel. A troca foi feita com muito pesar por Selick. No fim, o longa foi acabou chegando aos cinemas dos Estados Unidos em 29 de outubro de 1993, apenas quatro dias após a morte de Vincent Price. Sim, esse foi seu último trabalho, mas o público nunca viu sua versão do Papai Noel.

Olhos

O design de Jack Skellington rendeu um embate em dois fronts entre as mentes criativas por trás do filme e a Disney. Quando Tim Burton estava desenhando o personagem, ele quis subverter a primeira regra das animações: a de que todos os personagens devem ter olhos para trabalhar as expressões. Para ele, trabalhar o vazio das órbitas no crânio seria um diferencial inegociável. Os executivos tentaram convencê-lo a desenhar os olhos, mas Burton foi irredutível.

Posteriormente, com Henry Selick na direção, a Disney tentou novamente trazer a ideia de colocar olhos no Jack, mas ele seguiu o desejo de Burton e bateu o pé para deixar o personagem com as órbitas vazias. E assim ficou.

Sequência

Feito com um orçamento relativamente baixo (18 milhões de dólares), o filme foi um sucesso de crítica e arrecadou mais de 90 milhões de dólares em bilheteria. Fora os valores arrecadados em Home Video. Um sucesso! Diante desse bom desempenho, a Disney começou a cogitar fazer uma sequência. A ideia foi ventilada em 2001, mas Tim Burton entrou em desespero, porque desvirtuaria todo o conceito do filme original. A ideia da Disney era fazer a continuação em animação 3D em vez de stop-motion.

O criador desse universo teve extensas conversas com os executivos para tentar convencê-los de que isso seria uma péssima ideia, capaz até mesmo de macular a boa imagem que os fãs tinham do original. Após muitas conversas, ele conseguiu convencê-los a abandonar a ideia com essa fala de manter a “aura” do original intacta. Se isso foi uma boa ideia ou não, só eles podem dizer. Mas é fato que o filme seguiu muito forte nos corações dos fãs, tendo arrecadado mais alguns milhões de dólares apenas com relançamentos nos cinemas.

O Estranho Mundo de Jack está disponível no Disney+.

Terror em Shelby Oaks

(Shelby Oaks)

 

Elenco:

Keith David
Michael Beach
Camille Sullivan

 

Direção: Chris Stuckmann

Gênero: Terror

Duração: 99 min.

Distribuidora: Diamond Films

Orçamento: US$ 5 milhões

Estreia: 30 de Outubro de 2025

Sinopse: 

TERROR EM SHELBY OAKS acompanha a busca desesperada de Mia por sua irmã desaparecida, Riley, uma youtuber famosa por investigar o paranormal. A obsessão de Mia recomeça quando ela recebe uma fita misteriosa com indícios de que Riley ainda pode estar viva. A partir daí, ela mergulha em uma espiral de horror de um mal desconhecido, repleta de revelações perturbadoras e uma atmosfera sufocante.

Crítica | Terror em Shelby Oaks – Suspense, Experimentação e Sobrenatural em Boa Pedida para o Halloween

Crítica | ‘Terror em Shelby Oaks’ se inspira em ‘A Bruxa de Blair’, mas não sabe que caminho tomar

Curiosidades: 

»  Além de dirigir, Chris Stuckmann também assina o roteiro ao lado de Sam Liz;

» Terror independente, o longa foi financiado através do Kickstarter. Com uma meta inicial de US$ 250 mil, a campanha ultrapassou a marca de US$ 1 milhão em pouco mais de um mês – quebrando recordes na plataforma;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

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Crítica | ‘Terror em Shelby Oaks’ se inspira em ‘A Bruxa de Blair’, mas não sabe que caminho tomar

Chris Stuckmann pode não ser um nome muito conhecido no cenário mainstream, mas certamente encontrou lugar de sobra no escopo independente com trabalhos de terror ousados e bastante interessantes. Porém, foi apenas em 2025 que o cineasta conseguiu “quebrar a bolha” e alcançar fama significativa com o promissor ‘Terror em Shelby Oaks. Exibido no Fantasia International Film e reeditado para o Fantastic Fest, o comentado projeto finalmente está em circuito mundial e chega nos próximos dias às salas brasileiras – e, enquanto se respalda em uma envolvente premissa, não sabe que caminho percorrer para alcançar seu objetivo.

Com o aclamado cineasta Mike Flanagan assumindo a cadeira de produtor executivo, o longa é centrado em um grupo de youtubers que ganharam fama ao documentarem lugares alegadamente assombrados – e que desapareceram de forma misteriosa após visitarem a cidade abandonada de Shelby Oaks. A princípio alvo de represália e acusados de estarem orquestrando uma narrativa exagerada, os membros da equipe se tornam alvo de uma procura sem sucesso e sem quaisquer pistas de seu paradeiro. Os corpos de três membros do grupo são encontrados, mas não há sinal de Riley Brennan (Brendan Sexton III) a jovem apresentadora que continua desaparecida e que, mesmo uma década depois, não impediu a irmã mais velha, Mia (Camille Sullivan) de desistir da procura.

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Eventualmente sendo convidada para participar de um documentário sobre o misterioso caso envolvendo Riley, Mia recebe a visita de um homem transtornado que aparece na porta de sua casa para dar um tiro na própria cabeça. Em suas mãos, uma fita cassete com informações vitais para encontrar Riley – e que compelem Mia a contrair todos os avisos e todos os traumas de uma infância e uma adolescência complicadas para encontrá-la e colocar um fim em uma saga de terror e de tristeza. Porém, à medida que Mia explora as macabras ruínas de Shelby Oaks, ela percebe que tanto ela quanto a irmã podem estar no centro de uma artimanha diabólica e muito perigosa.

Stuckmann tem uma visão muito clara de como conduzir o projeto, ou ao menos é o que parece no ótimo primeiro ato: apoiando-se na estética do found footage e do mockumentary eternizado por ‘A Bruxa de Blair’, o cineasta tem ao seu dispor inúmeros tropos do gênero para explorar como quiser. Uma cidade pequena e isolada, árvores retorcidas que criam um labiríntico beco sem saída, protagonistas apaixonados pelo sobrenatural e que se veem vítimas desse doentio amor, e uma entidade infernal que rege todo o escopo apresentado. Os elementos narrativos e estéticos são frutos de incontáveis produções do gênero que se amalgamam em uma instigante luta pela sobrevivência – e que se rendem ao mais do mesmo conforme nos aproximamos do finale.

O problema principal é que Stuckmann não consegue se manter fiel ao que se propõe, rendendo-se a uma profusão de escolhas estilísticas que vão criando barrigas cena após cena, desperdiçando um potencial inegável em meio a fórmulas que, de fato, não precisavam existir. Enquanto a praticidade do found footage e do mockumentary traz uma certa nostalgia ao início do filme, criando um espaço familiar e saudosista que nos faz comprar a ideia, migrar para a clássica ficção sobrenatural soa como uma decisão errônea que não deixa muito espaço para investidas além do óbvio.

A trama principal torna-se previsível depois de um tempo, dando pistas claras demais para deixar que a tensão e o suspense prevaleçam. Algumas delas, entretanto, funcionam dentro da mitologia que Stuckmann cria, visto que também fica responsável pelo roteiro: a apresentação da entidade demoníaca contribui para uma reviravolta interessante envolvendo as irmãs, esquadrinhando uma pontual reflexão sobre destino e sobre poder; e, divertindo-se em meio a um arquétipo conhecido desse subgênero de terror, Sexton e Sullivan fazem o que podem para entregar atuações sólidas e que dialogam diretamente com os tipos de personagens que encarnam – contando com carisma o suficiente para fazer o público se importar.

Apesar da premissa interessante, ‘Terror em Shelby Oaks desperdiça a oportunidade de aproveitar a nostalgia do boom de terrores em found footage e tenta colocar muito em um espaço limitado – transbordando de ideias que não se concretizam como o imaginado. Porém, através de um elenco competente o bastante para nos entreter, o resultado pode ser muito positivo àqueles que apenas procuram espairecer.

Crítica | Enterre Seus Mortos – Selton Mello e Marjorie Estiano em HORROR Non-Sense

Pessoa pensativa segurando copo em ambiente iluminado
enterre seus mortos

Stephen King é mundialmente reconhecido como o mestre das histórias de terror. Todo mundo o venera por suas tramas mirabolantes de cachorros assassinos, crianças fugindo de palhaço, carros possuídos e jovens lutando para sobreviver em contextos perigosos. Mas boa parte desse público que ama as histórias aterrorizantes do King esquece (ou sequer sabem) que o escritor também tem uma larga estrada no campo das narrativas de ficção científica, e que a maioria delas não fazem o menos sentido, mas, mesmo assim, ganharam adaptações audiovisuais, como as séries ‘O Domo’, ‘The Stand’ e ‘O Nevoeiro’. Todas as histórias de King encontram seu público, mesmo as que não fazem tanto sentido, e, seguindo por essa linha, teve apresentações antecipadas durante o Festival do Rio o longa de horror brasileiro ‘Enterre Seus Mortos’.

Cena de 'Enterre seus Mortos' de Marco Dutra

Edgar Wilson (Selton Mello, de ‘Ainda Estou Aqui’) tem um trabalho ingrato: ele dirige uma caminhonete que atende a chamados para recolher corpos de animais atropelados e/ou encontrados mortos à beira da estrada a caminho da cidade. Junto com seu parceiro Tomás (Danilo Grangheia, de ‘O Sequestro do Voo 375’) eles começam a perceber que o número de animais na cidade está diminuindo, e as pessoas estão ou deixando ou local, ou entrando para uma seita religiosa que faz com que as pessoas tomem um chá misterioso que, através dele, seria possível encontrar um bem-estar alternativo. Dividido entre fugir e ficar, Edgar Wilson mantem seu relacionamento com Nete (Marjorie Estiano, de ‘Abraço de Mãe’), visitando-a frequentemente na casa da tia dela, Helena (Betty Faria, de ‘Se Eu Fechar os Olhos Agora’).

Adaptado do romance homônimo de Ana Paula Maia, Marco Dutra (de ‘As Boas Maneiras’) escreve e dirige o roteiro de ‘Enterre Seus Mortos’ na maior vibe ‘A Torre Negra’, de Stephen King. O clima de faroeste com o fim de mundo iminente, já tanto abordado na carreira do mestre do terror, na produção brasileira é representado pelo protagonista que só é chamado pelo nome e sobrenome – Edgar Wilson –, pelo seu parceiro Tomás, sempre de chapéu e poucas palavras, pela solidão da cidade de interior que ninguém conhece e pela ameaça que tira a vida dos animais sem nenhuma explicação. Para quem leu a HQ e posteriormente viu a série ‘A Torre Negra’, o clima é o mesmo no filme brasileiro.

enterre seus mortos

Selton Mello uma vez mais abraça o personagem esquisitão e com certeza se divertiu fazendo um Edgar Wilson totalmente ambientado no clima de non sense que o cerca, lidando com a morte animal e o horror com a naturalidade de um xerife do oeste estadunidense. As cenas de horror, é preciso ressaltar, são bizarras que podem tanto chocar o espectador como provocar o riso, tamanho o absurdo, e elas regem todo o fio condutor da produção, desde a primeira até a última cena, literalmente.

Enterre Seus Mortos’ é a primeira produção original Globoplay e é uma aposta ousadíssima, uma produção de filme de gênero com uma história que é mais do que parece e que pede a total atenção do espectador. Um filme com a cara dos fãs das ousadias paralelas de Stephen King, com muita morte e sangue sem grandes explicações e, sem dúvidas, um dos filmes mais non sense do Festival do Rio esse ano e que faz parte também da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Dois homens conversando, um deles usa chapéu.

Enterre Seus Mortos

(Enterre Seus Mortos)

 

Elenco:

Selton Mello
Marjorie Estiano
Danilo Grangheia

 

Direção: Marco Dutra

Gênero: Terror

Duração: 128 min.

Distribuidora: O2 Play

Orçamento: R$ 5 milhões

Estreia: 30 de Outubro de 2025

Sinopse: 

Em ENTERRE SEUS MORTOS na pequena cidade de Abalurdes, Edgar Wilson trabalha como recolhedor de animais mortos nas estradas para mantê-las funcionando. Junto dele está Tomás, ex-padre excomungado que distribui extrema unção aos seres moribundos que cruzam seu caminho, e sua chefe Nete – com quem Edgar tem um relacionamento incipiente, além do desejo de fugir de Abalurdes. Ao redor deles, o mundo parece dar sinais de que um arrebatamento final se aproxima.

Crítica | Enterre Seus Mortos – Selton Mello e Marjorie Estiano em HORROR Non-Sense [Festival do Rio 2024]

Curiosidades: 

» O longa é baseado no aclamado romance homônimo assinado por Ana Paula Maia;

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Springsteen: Salve-me do Desconhecido

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(Deliver Me from Nowhere)

 

Elenco:

Jeremy Allen White
Jeremy Strong
Paul Walter Hauser

 

Direção: Scott Cooper

Gênero: Drama

Duração: 119 min.

Distribuidora: 20th Century Studios

Orçamento: US$ 20 milhões

Estreia: 30 de Outubro de 2025

Sinopse: 

Cinebiografia do lendário músico Bruce Springsteen, SPRINGSTEEN: SALVE-ME DO DESCONHECIDO mergulha no processo criativo por trás de Nebraska, álbum sombrio e introspectivo lançado por Springsteen em 1982 — considerado um dos trabalhos mais aclamados de sua carreira.

‘Salve-me do Desconhecido’: Cinebiografia de Bruce Springsteen conquista 100% de aprovação no Rotten Tomatoes; Confira as críticas!

‘Salve-me do Desconhecido’: Cinebiografia de Bruce Springsteen conquista 100% de aprovação no Rotten Tomatoes; Confira as críticas!

Walter Salles, Penélope Cruz e Bruce Springsteen homenageados no Academy Museum Gala 2025

Curiosidades: 

» Baseado no livro homônimo de 2023 escrito por Warren Zanes, o longa tem produção assinada por Scott Cooper, Zanes e Scott Stuber, ao lado de Ellen Goldsmith-Vein e Eric Robinson, da Gotham Group;

» O próprio Bruce Springsteen e seu empresário Jon Landau participaram do desenvolvimento do longa;

» Bruce Frederick Joseph Springsteen, nascido em 1949, é um cantor, compositor, violonista e guitarrista norte-americano. Ao longo de sua carreira, iniciada em 1969, Springsteen acumulou diversos prêmios importantes, incluindo 20 Grammys, 4 American Music Awards e um Oscar, além de ter vendido mais de 120 milhões de discos;

Trailer:

Cartazes: 

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Fotos: 

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