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‘Guerreiras do K-Pop’: Produtora revela processo “brutal” que transformou animação em fenômeno da Netflix

Michelle Wong, produtora deGuerreiras do K-Pop, revelou o que ela acredita ser o segredo por trás do estrondoso sucesso do filme da Netflix: um processo de escalação de elenco incrivelmente rigoroso.

Em entrevista ao Deadline, Wong relembrou a complexidade da busca por talentos: “Tivemos três diretores de elenco e fizemos uma busca ao redor do mundo. O desafio do nosso filme era que queríamos que todos os talentos fossem coreanos, bilíngues e que soubessem cantar. E isso simplesmente não acontece”.

As performances gravadas para a trilha sonora ajudaram a impulsionar o título da Sony Pictures Animation ao topo do ranking de filmes da Netflix, transformando-o em um verdadeiro fenômeno cultural.

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Segundo Wong, as três personagens principais foram escaladas quase na última hora, e a gravação final das vozes só foi concluída no início deste ano, pouco antes da estreia em agosto.

“As pessoas dizem: ‘Ah, eu sei cantar, eu sei cantar.’ Mas quando você ouve nossas músicas, percebe que não é nesse nível”, disse a produtora, destacando que as canções são uma fusão de “musical teatral e pop”. Ela acrescentou que era essencial que os membros do elenco cantassem de forma emocional, transmitindo sentimentos genuínos através da voz.

A produtora comentou que houve pressão dos estúdios, Sony e Netflix, que acreditavam ser necessário contar com nomes famosos. “Mas nós temos nomes conhecidos”, rebateu.

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Wong explicou que os atores nunca estiveram juntos durante a produção, gravando suas partes individualmente. “A primeira vez que eles se apresentaram juntos foi no Fallon”, contou, referindo-se à performance da música de sucesso “Golden” no programa de TV (o grupo também se apresentou no Saturday Night Live).

‘Guerreiras do K-Pop’: Sucesso da Netflix pode virar trilogia, ganhar live-action e até musical

Joshua Beveridge, chefe de animação de personagens na Sony Pictures Imageworks e diretor de animação do filme, descreveu o momento em que a equipe percebeu que o filme estava tomando forma:

“‘Ah, estamos chegando em algo.’ Depois das gravações com os talentos principais, a equipe de áudio começou a dizer: ‘Rumi é tão Rumi! Mira é tão Mira!’”. Ele completou: “E a equipe de animação dizia o mesmo… Não havia um favorito claro… todos são estrelas”.

Jacky Priddle, co-produtora do filme e produtora de VFX, admitiu que finalizar o elenco no último minuto não foi o ideal, mas a equipe se ajustou à necessidade.

“É apenas uma questão de prioridades. Algumas sequências estavam seguras, outras precisaram de ajustes na coreografia ou em outros elementos. À medida que as vozes chegavam… às vezes era preciso animar sem as vozes e depois substituí-las. Às vezes, era necessário esperar. Às vezes, gravar depois”, concluiu.

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“Quando as superestrelas do K-pop Rumi, Mira e Zoey não estão esgotando estádios ao redor do mundo, elas usam suas identidades secretas como caçadoras de demônios para proteger seus fãs dos perigos sobrenaturais que espreitam pelas sombras. Juntas, elas precisarão enfrentar sua maior ameaça: uma boy band rival irresistível — que, na verdade, são demônios disfarçados”, diz a sinopse.

Quentin Tarantino defende que astros hetero interpretem personagens gays

Quentin Tarantino, cineasta renomado e conhecido por filmes como ‘Pulp Fiction: Tempo de Violência’, recentemente compartilhou sua opinião sobre a escolha de atores para interpretar personagens de etnias ou orientações sexuais diferentes das suas.

Segundo a CBR, ele afirmou que não acredita que filmes do passado devam ser criticados dessa maneira, mas, com isso, ressalta que é importante prestar mais atenção às etnias dos atores em projetos futuros.

“A questão é que eu não tenho problema nenhum com qualquer ator interpretando um personagem de outra raça em filmes do passado. Agora, eu realmente perguntaria: ‘Você não conseguiu encontrar um mexicano para interpretar esse personagem mexicano?’ E ‘Você não conseguiu encontrar um indígena americano, entre todas as pessoas que existem, você não consegue achar [um]?’ Mas também sinto que não quero ver um americano fazendo um sotaque francês falso, quando há franceses e atores franceses disponíveis”, declarou.

Sobre atores heterossexuais interpretando personagens LGBTQIA+, Tarantino esclareceu que não vê problema.

“Eu colocaria uma linha aí. Quando se trata de orientação sexual, qualquer ator poderia interpretar esse papel. Também há o aspecto da atuação. Eu ficaria interessado em ver Al Pacino interpretando uma drag queen, para ver que tipo de drag queen ele criaria, porque ele é um grande ator”, revelou.

Criador de ‘The Walking Dead’ explica a POLÊMICA decisão de matar Glenn

The Walking Deadconquistou milhões de fãs ao redor do mundo e sempre foi conhecida por suas cenas brutais. Um dos momentos mais marcantes da série foi a morte de Glenn, um dos primeiros amigos de Rick Grimes, momento em que a série perdeu audiência e foi ladeira abaixo.

Tanto nos quadrinhos quanto na série, Glenn encontra seu trágico fim ao ser espancado até a morte pelo infame Negan.

Segundo o ScreenRant, o criador da série Robert Kirkman  finalmente revelou a razão por trás da morte de Glenn

“Depois de ver a interpretação de Glenn no programa de TV, e a performance impressionante de um ator cujo nome eu realmente não consigo lembrar (é até estranho, na verdade), o Glenn dos quadrinhos acabou se tornando uma pálida impressão do personagem da série. Então, pensei: por que perder meu tempo contando histórias com esse cara, quando o verdadeiro ator estava fazendo o personagem dos quadrinhos parecer tão ruim?”, afirmou Kirkman.

Kirkman já havia mencionado anteriormente que decidiu matar Glenn, em parte, porque sabia que a maioria dos leitores não continuaria acompanhando o quadrinho após a edição 100, e queria dar um choque na história para manter o interesse do público.

Sua morte nas mãos de Negan, um personagem recém-introduzido, aumentou as vendas de The Walking Dead #100 e surpreendeu os espectadores com uma adaptação para a TV ainda mais emocionante.

The Walking Dead’ está disponível na Netflix.

10 Filmes que são releituras de CLÁSSICOS do cinema!

Remakes são sempre polêmicos muito por conta da análise comparativa que não deixa de existir com a obra original. Algumas produções trazem novas releituras, outras seguem à risca o roteiro original. Pensando em algumas obras que são releituras de clássicos do cinema, segue abaixo uma lista com 10 dessas produções:

 

Cidade dos Anjos

Na trama, conhecemos um anjo chamado Seth (Nicolas Cage), uma alma imortal que tem a missão de olhar pelas pessoas em aflição em uma Los Angeles da atualidade. Quando ele começa a se aproximar da história da médica Maggie (Meg Ryan), uma intensa paixão logo toma conta dele fazendo com que o mesmo opte pela mortalidade mesmo sabendo os riscos desse desejo.

 

Nasce uma Estrela

Na trama, conhecemos a esforçada Ally (Lady Gaga) uma sonhadora que vive de trabalhos pingados mas não deixa de se apresentar como cantora em uma boate na cidade onde mora. Certo dia, em mais uma dessas apresentações acaba sendo avistada pelo famoso músico  Jackson Maine (Bradley Cooper) que fica encantado pela jovem. A partir desse encontro, os dois ficam cada vez mais próximos, apaixonados, e Jackson não medirá forças para conseguir a chance de sucesso que Ally buscava. Mas como tudo na vida tem um preço, o sucesso de Ally acaba afetando demais o relacionamento próximo dos dois.

 

Overboard

Remake de um homônimo conhecido filme de comédia do final dos anos 80 – com Goldie Hawn, Kurt Russell e dirigido por Garry MarshallOverboard (2018) busca atrair o público com algumas similaridades com o original. Na trama, conhecemos a esforçada Kate (Anna Faris), uma mãe solteira com três filhas para criar que sonha em terminar seu curso de enfermagem. Entre um bico e outro, acaba indo prestar um serviço no iate do megamilionário Leonardo (Eugenio Derbez), com quem logo se estranha e é bastante mal tratada. Alguns dias após esse choque, Anna descobre via matéria de televisão que o mesmo Leonardo está em um hospital desnorteado, pois perdeu a memória. Assim, por incentivo de sua melhor amiga Theresa (Eva Longoria) bola um plano para convencer Leonardo de que é sua esposa.

 

Caçadores de Emoção (2016)

Dirigido pelo cineasta Ericson Core, o remake do clássico de Kathryn Bigelow, na trama conhecemos o ex-perito em esportes radicais Utah (Luke Bracey), que agora é agente do FBI, que descobre uma quadrilha especializada em esportes radicais que não obedece a lei. Sendo assim, pede permissão para se infiltrar como agente disfarçado nessa quadrilha e assim acaba conhecendo o líder do bando Bodhi (Edgar Ramirez), um homem cheio de inconsequências nas ações que busca percorrer 7 desafios que ninguém nunca conseguiu.

 

Poltergeist – O Fenômeno (2015)

Na trama, acompanhamos o azarado Eric Bowen (Sam Rockwell) que mesmo sem emprego tenta dar uma vida nova para sua família. Assim, a família Bowen se muda para uma cidade onde não conhecem nada nem ninguém e aceitam comprar uma nova casa, que mais tarde eles viriam saber ser construída embaixo de um antigo cemitério. As crianças da casa são as primeiras a perceber que a casa está amaldiçoada por fantasmas, sendo assim os pais precisarão reunir força para combater essas inacreditáveis aparições assombrosas.

 

Oldboy – Dias de Vingança

Com a difícil missão de criar um remake de um dos filmes orientais mais aclamados por crítica e público em toda a história do cinema, o diretor norte-americano Spike Lee tentou. Na trama, conhecemos o alcoólatra e cafajeste Joe Doucett (Josh Brolin). Um homem odiado por muitos que após uma reunião imperfeita em um chique restaurante, resolve afogar sua mágoas e beber além da conta, acabando acordando em um misterioso quarto de hotel. Aos poucos, Joe vai descobrindo que está sendo na verdade mantido como refém e isso continua por intermináveis 20 anos. Até que um dia, após uma tentativa frustrada de fuga, é largado dentro de uma mala no meio de um vasto campo verde e assim inicia sua busca pela filha abandonada e por vingança.

 

Robocop (2014)

Na trama ambientada em 2028 na cidade de Detroit, conhecemos o incorruptível detetive Alex Murphy (Joel Kinnaman) que diariamente luta contra os criminosos da cidade, além de colegas de corporação extremamente corruptos. Certo dia, após chegar em casa depois de mais um dia cansativo, sofre um atentado na porta de casa ficando em estado grave, à beira da morte.  Sua sorte é que a equipe do Dr. Dennett Norton (Gary Oldman) estava procurando exatamente um ex-policial que sofrera algum tipo de acidente para criar um robô de combate ao crime, financiado pelo bilionário Raymond Sellars (Michael Keaton). Alex então vira Robocop, um super policial, sem se esquecer de sua mulher e seu filho. Assim, luta contra o crime e busca sua verdadeira personalidade em meio ao caos político que se instaura em sua cidade.

 

Carrie, a Estranha (2013)

Na história, conhecemos Carrie White (Chloë Grace Moretz) uma jovem que entrou no colégio recentemente a pedido da justiça já que antes recebia apenas aulas em casa. Sua mãe Margaret White (Julianne Moore) é uma costureira e fanática religiosa que impõe uma severa disciplina de sua jovem filha. Certo dia, Carrie sofre um intenso bullying de sua classe dentro da banheiro e a partir deste fato vai descobrindo que possui poderes especiais que culminam no terrível dia de sua formatura na escola.

 

Ben-Hur (2016)

O irretocável filme do final da década de 1950, dirigido por William Wyler, ganhou uma nova versão em 2016. Na trama conhecemos Judah Ben-Hur, acusado de traição, luta pela sobrevivência sem deixar de se afastar do desejo de vingança contra o melhor amigo que o traiu.

 

Saída de Mestre (2003)

Remake de um clássico do final da década de 1960, o filme de ação Saída de Mestre nos mostra um criminoso que reúne uma equipe de especialista para pegar de volta um cofre que fora roubado por um ex-parceiro que o traiu.

 

 

Franquia ‘Triplo X’ ganha atualização DECEPCIONANTE…

Já faz oito anos desde a última vez que Vin Diesel interpretou Xander Cage na famosa franquia de ação ‘Triplo X’ – e, desde então, os fãs estão aguardando atualizações sobre um quarto capítulo.

Porém, ao contrário do que poderíamos imaginar, os planos de uma continuação parecem estar estagnados.

Em uma recente entrevista ao ScreenRantRuby Rose, que interpretou Adele Wolff no longa mais recente da saga, admitiu que não tem nada de novo para contar sobre o projeto.

“Não ouvi nada. Não ouvi nada desde 1874 [risadas]”, ela conta. “Não, eu não sei. Eu espero que sim, porque adoraria trabalhar com aquele elenco e aquela equipe de novo. [Eles] são incríveis. Acho que Vin está muito ocupado fazendo vários ‘Velozes e Furiosos’“.

Anteriormente, Diesel havia declarado que estava aberto a retornar para icônicas franquias das quais já participou, inclusive ‘Riddick‘ e ‘XXX‘:

“Depois das filmagens mais longas de minha carreira com ‘Velozes e Furiosos 9’… Um filme do qual tenho muito orgulho. Antes do próximo projeto… [tenho muito] com o que me animar… A continuação da franquia ‘Velozes e Furiosos’, Xander Cage, Riddick… Groot. Sem mencionar a possibilidade de uma continuação de ‘O Último Caçador de Bruxas’ e ‘Bloodshot’. Antes da pressão que coincide com o lançamento de vários filmes no próximo ano, devo tirar um minuto para focar. Para celebrar a incrível família com a qual fui abençoado.” 

Lançado em 2017, ‘xXx: Reativado‘, terceiro filme da franquia, arrecadou US$ 346.1 milhões mundialmente. Apesar disso, o longa dividiu a opinião dos críticos, com apenas 45% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Jim Carrey revela se voltaria para ‘O Grinch 2’

Jim Carrey falou recentemente sobre a possibilidade de reprisar seu papel icônico como O Grinch, o personagem que odeia o Natal, no clássico natalino.

Durante uma entrevista ao ComicBook, Carrey expressou entusiasmo sobre a ideia de retornar ao papel.

“Se conseguirmos fazer o [um novo] Grinch… O problema é que, na época, eu precisava usar uma tonelada de maquiagem, mal conseguia respirar, e era um processo extremamente doloroso. As crianças estavam sempre na minha mente. ‘É pelas crianças, é pelas crianças, é pelas crianças.’ E agora, com a captura de movimento e tecnologias como essa, eu poderia estar livre para fazer outras coisas”, disse o ator.

“Qualquer coisa é possível neste mundo”, concluiu Carrey, deixando no ar a possibilidade de um retorno ao papel.

O Grinch’ está disponível no Prime Video.

Na trama, um Grinch que odeia o Natal resolve criar um plano para impedir que os habitantes da pequena cidade de Quemlândia possam comemorar a data festiva. Para tanto, na véspera do grande dia, o Grinch resolve invadir as casas das pessoas e furtivamente roubar delas tudo o que esteja relacionado ao Natal.

Taylor Momsen, Jeffrey Tambor, Christine Baranski, Bill Irwin e Molly Shannon completam o elenco da comédia.

Ron Howard assina a direção, a partir de um roteiro escrito por Jeffrey Price e Peter S. Seaman.

Assista a uma cena do filme:

‘Vingadores: Apocalipse’: Channing Tatum celebra participação no longa “além dos meus sonhos mais selvagens”

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Channing Tatum, que finalmente interpretou Gambit em ‘Deadpool & Wolverine’, aumentou as expectativas dos fãs para ‘Vingadores: Doomsday’, o épico da Marvel que abordará a guerra multiversal.

Em sua participação no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon, Tatum brincou sobre o sigilo dos projetos da Marvel:

“Acho que colocaram um chip em mim para que, se eu dissesse algo estúpido, eu começasse a ter convulsões”, disse o ator, rindo, conforme o Deadline.

Tatum expressou sua realização pessoal ao interpretar o mutante: “Eu vou interpretar meu personagem favorito, Gambit… Eu era o garoto em Pascagoula, Mississippi, que jogava cartas nos amigos na sala de estar. Sempre quis ser um X-Man, então agora, estar nos Vingadores, é além dos meus sonhos mais selvagens”.

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Sobre a ambição da trama e o roteiro de ‘Doomsday’, o ator compartilhou sua surpresa:

“Este filme precisa superar as expectativas a cada momento. Eu fiquei pensando: ‘Como eles vão fazer isso? Como vão superar o que já fizeram?’ Li o roteiro, e minha primeira pergunta foi: ‘Como vocês vão conseguir contar essa história?’ E vocês simplesmente não estão preparados para o que vai acontecer”, concluiu Tatum.

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O filme tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para o dia 17 de dezembro de 2026, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

Já a sequência, ‘Vingadores: Guerras Secretas’, está programada para chegar às telonas exatamente um ano depois, em 17 de dezembro de 2027.

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Além de Robert Downey Jr. como Victor Von Doom/Doutor Destino, o elenco contará com Tom Hiddleston (Loki), Anthony Mackie (Capitão América), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Letitia Wright (Pantera Negra), Wyatt Russell (Agente Americano) Simu Liu (Shang-Chi), Florence Pugh (Yelena Belova), Danny Ramirez (Falcão), Winston Duke (M’Baku), Vanessa Kirby ( Mulher Invisível), Ebon Moss-Bachrach (Coisa), Joseph Quinn (Tocha Humana), Lewis Pullman (Bob), David Harbour (Guardião Vermelho), Hannah John-Kamen (Fantasma), Patrick Stewart (Professor Xavier), Alan Cumming (Noturno), Ian McKellen (Magneto), Rebecca Romijn (Mística), James Marsden (Ciclope), Kelsey Grammer (Fera), Channing Tatum (Gambit), Paul Rudd (Homem-Formiga), Chris Hemsworth (Thor) e Pedro Pascal (Sr. Fantástico).

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‘Depois da Caçada’: Luca Guadagnino revela o que o fascina no novo drama com Julia Roberts

Luca Guadagnino, diretor deDepois da Caçada, revelou o que o atraiu a assumir o comando do suspense estrelado por Julia Roberts e Andrew Garfield.

Segundo o Deadline, Guadagnino explicou que a dinâmica de poder e desejo na história foi o que despertou seu interesse pelo longa:

“O que me impressionou foi a forma como [a roteirista] Nora [Garrett] conseguiu unir uma história muito específica em um contexto particular, transformando-o em um palco para explorar idiossincrasias e impulsos humanos que falam a todos nós”, explicou Guadagnino.

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Sobre a ambição por trás da trama, a roteirista Nora Garrett afirmou: “Eu estava muito interessada em retratar alguém com um mecanismo poderoso de autonegação, e como esse mecanismo sustentava seus esforços rumo ao sucesso externo, algo que era impulsionador e forte, mas que comprometia sua integridade emocional”.

O longa chegará às telonas do Rio de Janeiro e de São Paulo no dia 9 de janeiro, antes de expandir para outras regiões uma semana depois, no dia 16 de outubro.

O longa-metragem, estrelado por Julia Roberts (‘O Mundo Depois de Nós’), Andrew Garfield (‘Todo Tempo que Temos’) e Ayo Edebiri (‘O Urso’), explora as consequências e o caos em uma faculdade quando uma aluna acusa uma professora de agressão sexual.

O elenco ainda conta com Chloë Sevigny, Michael Stuhlbarg, Thaddea Graham, Will Price e Christine Dye.

Nora Garrett assina o roteiro.

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Rian Johnson revela desejo de se afastar da franquia após ‘Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out’

Rian Johnson, roteirista e diretor responsável pela franquiaEntre Facas e Segredos, revelou seus planos de se afastar temporariamente do universo do detetive Benoit Blanc para se dedicar a um novo projeto.

Conforme o Deadline, Johnson está atualmente trabalhando em um roteiro original, que será completamente diferente de seus filmes de mistério.

“Estou escrevendo agora, [mas] não é um desses filmes de ‘Entre Facas e Segredos’. É algo completamente diferente, um projeto original”, explicou Johnson. “Na verdade, me sinto muito energizado depois de fazer este [‘Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out’], mas já são três seguidos. Provavelmente é saudável ver outras pessoas”.

Entre Facas e Segredos | Como a franquia de Rian Johnson apresentou um novo lado dos filmes de mistério

O cineasta não deu detalhes sobre o novo projeto, nem confirmou se ele será lançado pela Netflix, com quem assinou um acordo milionário de dois filmes após o sucesso do longa original de 2019.

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O próximo filme da franquia, ‘Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out’, tem estreia marcada para 12 de dezembro de 2025 na Netflix.

Lembrando que o grandioso elenco conta com Thomas Haden Church (‘Homem-Aranha 3’)se junta aos atores Josh Brolin (‘Duna’, ‘Vingadores: Ultimato’), Daryl McCormack (‘Peaky Blinders’), Josh O’Connor (‘Rivais’), Mila Kunis (‘Uma Garota de Muita Sorte’), Cailee Spaeny (‘Guerra Civil’), Andrew Scott (‘Todos Nós Desconhecidos’), Glenn Close (‘A Esposa’), Jeremy Renner (‘Gavião Arqueiro’) e Kerry Washington (‘Scandal’), que haviam sido previamente anunciados.s.

Daniel Craig reprisará o seu papel como o detetive Benoit Blanc.

Crítica | ‘O Último Episódio’ – De ‘Caverna do Dragão’ à dor da perda: Filme mineiro usa a nostalgia para tocar corações

O que se aprende, o que dói, o que nos deixa vivo: o sonhar! Você também adorava assistir ao desenho Caverna do Dragão? Então, acho que você vai gostar desse filme que vamos citar agora! Chega aos cinemas brasileiros nesse início de outubro uma produção que utiliza a nostalgia com muita delicadeza e simpatia para retratar realidades de um Brasil que, mesmo enfrentando dificuldades, nunca deixa de sonhar.

Trazendo para o centro do discurso a cultura pop, os dramas familiares, e aquele olhar carinhoso sobre a juventude, O Último Episódio – primeiro longa-metragem solo do mineiro Maurilio Martins – é um projeto que liga a dor da perda às surpresas de quem curte se deixar envolver por boas histórias.

Ambientado em Laguna, um bairro de Contagem, em Minas Gerais, no início da década de 1990, acompanhamos a história de um jovem que está à beira de momentos importantes de sua vida. Um dia, resolve espalhar uma notícia inusitada: afirma ter o último episódio do seriado Caverna do Dragão – algo que o coloca de frente com situações inusitadas.

A dor da falta leva a simpática comédia a um mergulho nas camadas dramáticas. O pai, recorrente na trama, tem papel preponderante no campo emocional, um alicerce que ajuda a contar essa história. O alvo do discurso busca um Brasil próximo de muitos de nós – trabalhadores, sonhadores –, que se mostra valente em torno dos obstáculos cotidianos.

Assim, em um roteiro que funciona na sua simplicidade e pelo tom da nostalgia, caminhamos pelas dificuldades cotidianas do protagonista ao lado da mãe, o flerte com o primeiro amor, as responsabilidades que chegam ao lado da imaturidade, além da construção, tijolo por tijolo, das grandes amizades. Lições não faltam nesse simpático longa-metragem que, mesmo não conseguindo chegar em camadas muito profundas com uma direção que não se arrisca, convence pela poesia honesta – e pés no chão – que propõe.

10 séries que seu grupo do zap vai brigar pra decidir qual assistir primeiro!

De suspenses tensos até caçadas a serial killers, o universo das séries nos apresenta muitas histórias com amplo desenvolvimento ao longo de temporadas realmente viciantes. Para você que está em busca de uma maratona, pega uma dessas dicas abaixo – você não vai se arrepender:

 

Sherlock (Prime Video)

Numa das mais brilhantes adaptações do clássico personagem de Sir Arthur Conan Doyle, voltamos a encontrar Sherlock agora num mundo moderno, mais precisamente numa Londres contemporânea.

 

The Hunting Party (Universal +)

Quando um local secreto que abriga os maiores assassinos do planeta é destruído, uma fuga em massa vira uma dor de cabeça. Para resolver o problema, uma ex-agente do FBI, especialista em análise psicológicas, é chamada de volta para ajudar a capturar os vilões.

 

Arquivo X (Disney Plus)

Quem nunca imaginou sobre peculiares questões ligadas a vida extraterrestre ou qualquer outra situação que foge da normalidade do que vemos em nosso planeta? Em Arquivo X, que teve o total de 11 temporadas, conhecemos dois agentes do FBI que pensam totalmente diferentes um do outro: Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson). Eles são designados para um departamento que investiga casos inexplicáveis. Um dos seriados mais surpreendentes dos anos 90.

 

Lei e Ordem: SVU (Netflix)

Com incríveis 26 temporadas, um dos maiores sucessos do mundo das séries, Lei e Ordem: SVU, nos mostra o cotidiano de detetives da unidade de vítimas especiais da cidade de Nova Iorque.

 

A Garota Desaparecida do Vaticano (Netflix)

Os segredos por trás das verdades escondidas. Chegou recentemente à Netflix uma série documental que aborda um fato real, um misterioso desaparecimento de uma jovem de 15 anos que morava no Vaticano nos anos 80 que se torna o início de uma história onde acompanhamos a busca de soluções de familiares e jornalistas em um caso que abalou os italianos. A Garota Desaparecida do Vaticano é recheado de matérias da época, entrevistas, depoimentos de quem viveu intensamente essa história. O projeto busca reunir em uma via todos os passos de família e jornalistas em busca das verdades sobre o ocorrido.

 

Pacto Brutal – O Assassinato de Daniella Perez (HBO MAX)

Disponível na HBO Max, uma das séries documentais que mais chamaram a atenção do público em 2022 foi sem dúvidas Pacto Brutal – O Assassinato de Daniella Perez. No projeto, dividido em alguns episódios, vamos conhecendo detalhes importantes da história por trás do assassinato da atriz Daniella Perez na década de 1990 no Rio de Janeiro, um crime que choca o país até hoje.

 

Sky Rojo (Netflix)

Na trama, conhecemos Romeo (Asier Etxeandia), um cafetão que montou seu negócio de prostituição que está sendo para ele muito rentável em um ponto isolado de uma cidade badalada. Nesse bordel, encontramos Coral (Verónica Sánchez), Wendy (Lali Espósito) e Gina (Yany Prado), três mulheres de faixa etárias diferentes, com pensamentos completamente opostos em alguns momentos mas que agora precisarão uma da outra após serem autoras de uma situação que levou Romeo quase à morte. Assim, é imposta uma batalha sangrenta pela cidade entre os mandados de Romeo, os irmãos Moisés (Miguel Ángel Silvestre) e Christian (Enric Auquer) e as três mulheres.

 

A Maldição da Residência Hill (Netflix)

Na trama, conhecemos os Crain, a família de Olivia (Carla Gugino) e Hugh (Henry Thomas/ Timothy Hutton) e seus filhos Shirley, Luke (Julian Hilliard/Oliver Jackson-Cohen), Theodora (Mckenna Grace/Kate Siegel), Nell (Violet McGraw/Victoria Pedretti) e Steven (Paxton Singleton/Michiel Huisman) que se mudam para uma casa enorme que possui um passado que eles não sabiam. Lutando contra vários tipos de situações estranhas, a família precisará enfrentar seus medos mais delicados.

 

Barry (HBO MAX)

As eternas dificuldades de se entender como ser humano. Caminhando nas linhas do humor non-sense, um dos grandes sucessos recentes da HBO é sem dúvidas a curiosa série Barry. Com episódios que giram em torno de 30 minutos, vamos acompanhando a saga de um ex-militar, hoje assassino profissional, que após ter o contato com o mundo da atuação vê sua vida mudar radicalmente. No papel principal o ator, e também um dos criadores da série, Bill Hader.

 

Yellowjackets (Paramount Plus)

Na trama, conhecemos quatro mulheres na fase adulta que por mais que sigam suas vidas com suas respectivas famílias foram marcadas por acontecimentos trágicos quando eram adolescentes (cerca de duas décadas atrás) e viajavam de avião para um jogo importante já que eram do time de futebol feminino conhecido em toda a cidade delas chamadas de Yellowjackets. Assim, ao longo de 10 intensos episódios vamos conhecendo Tai (Tawny Cypress), Shauna (Melanie Lynskey), Misty (Christina Ricci) e Natalie (Juliette Lewis) e os segredos que esconderam durante todo o tempo em que estiveram perdidas após um grave acidente de avião.

 

 

Crítica | Depois da Caçada – Filme de Luca Guadagnino, Expõe Corajosa Opinião, Mas Divide o Público

O direito de um indivíduo vai até onde não interfere no direito do outro. Ao menos, em teoria, deveria ser assim; na prática, sabemos que as estruturas sociais diversas no mundo fazem com que determinadas pessoas tenham menos direitos que outras. Na última década, esse debate tem sido cada vez mais intenso, com diversos grupos reivindicando respeito. Porém, esse debate é de mais fácil compreensão quando os elementos são padronizados e evidentes, de modo que qualquer um consegue identificar quem é o opressor e quem é o oprimido, quem é o predador e quem é a vítima. Mas, e se os elementos dessa equação se comportassem tal qual, mas pertencessem a categorias diferentes, será que a equação permaneceria igual? Será que a sociedade reagiria e julgaria igual? Esse é o grande questionamento proposto em ‘Depois da Caçada’, filme de abertura do Festival do Rio 2025 e que chegou esta semana ao circuito nacional.

Alma (Julia Roberts) é professora do departamento de Filosofia em uma prestigiosa universidade. Certa ocasião, ela recebe em sua casa alguns de seus  alunos e orientandos para um jantar, junto com seu marido, Frederik (Michael Stuhlbarg), seu colega de departamento, Hank (Andrew Garfield), e outros convidados. Entre drinks, eles debatem filosofia, questões da vida e a tese de Maggie (Ayo Edebiri), aluna favorita de Alma. Quando a noite acaba, Hank acompanha Maggie à casa dela. No dia seguinte, porém, Maggie não aparece na aula. Preocupada, Alma se surpreende com a visita de uma abalada Maggie em sua casa, dizendo ter sido assediada por Hank após a festa. Sem saber o que fazer ou em quem acreditar, Alma se questionará até que ponto a ética e o profissionalismo devem ser considerados quando a vida e a reputação de uma aluna e um professor estão em jogo.

O debate de ‘Depois da Caçada’ é ótimo, mas sua execução, nem tanto.

O roteiro de Nora Garrett levanta uma importante questão: se as peças do xadrez fossem outras, a relevância do fato seria o mesmo? Em ‘Depois da Caçada’ uma estudante mulher, rica, cheia de privilégios, lésbica e negra acusa um professor branco, cis, hetero e classe média de tê-la assediado. Neste caso, o fato de ela ser mulher, negra e lésbica automaticamente lhe dá a razão, ou ela poderia estar mentindo, apesar disso? O fato de o acusado ser um homem, branco, cis, hetero e galanteador automaticamente o torna culpado, ou ele teria o benefício da dúvida, apesar de suas características? E, no meio disso tudo, a protagonista Alma, que almeja um cargo fixo no seu departamento, tendo tudo a perder ao se envolver nesse escândalo, colocaria sua carreira em risco em prol de defender o lado que acha certo, ou não há lado certo quando o episódio não envolve a você mesmo?

Esse debate, extremamente atual e relevante, é de suma importância e poderia ser levantado em todos os locais onde o filme seja exibido. A forma como Luca Guadagnino,  transpõe o roteiro em imagens, entretanto, é que cansa em muitos momentos, seja pelas quase duas horas e meia de duração (sem nenhuma necessidade, há pelo menos vinte minutos sobrando aí), seja pela irregularidade com que mantém a narrativa, ora passeando por devaneios estéticos e fotográficos, ora lembrando que precisa contar uma história e que há um tempo limite para tal.

Depois da Caçada’ deixa ao espectador a pulga da inquietação e o convite para pensar antes de se manifestar.  Com canções brasileiras na trilha sonora de Trent Reznor, ‘Depois da Caçada’ é um filme verborrágico, filosófico e inquietante, que lembra ao espectador que o ser humano é capaz de muitas coisas, inclusive de mau caratismo.

‘Wicked: Parte 2’: Cineasta afirma que a segunda metade é o “verdadeiro motivo” para o musical existir

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Jon M. Chu, diretor de Wicked: For Good’, revelou como planeja expandir a sequência musical, destacando a profundidade emocional da segunda parte da história e a inclusão de novas músicas.

Em entrevista ao Deadline, o cineasta recordou a primeira vez em que viu o espetáculo da Broadway:

“Vi o show antes de todo mundo na Broadway, então fui meio que o ‘paciente zero’. Lembro da sensação de assistir a esse novo musical de Stephen Schwartz. E achei que a segunda metade era o verdadeiro motivo para existir”, disse Chu.

Ele detalhou o contraste entre as duas partes da obra original: “Você vê toda a preparação e, então, ela [Elphaba] se liberta. Esse é o lado de conto de fadas. A segunda metade mostra suas versões adultas, olhando para trás, para seus sonhos, esperanças e tudo o que acreditavam sobre o mundo, e tudo isso é despedaçado”.

‘Wicked: Parte 2’ terá PRESS TOUR no Brasil, revelam Cynthia Erivo e Ariana Grande

O diretor revelou que irá expandir a obra, incluindo a adição de novas canções para a versão cinematográfica:

“Para mim, o que a segunda metade precisava era explorar mais as experiências individuais dessas mulheres”, explicou. “Quão solitário é quando você toma uma decisão assim, de enfrentar o poder, e sente que é o único fazendo isso? É uma experiência pesada, solitária… E o que acontece quando você é alguém como Glinda, que vive em uma bolha de proteção e não precisa encarar a verdade se não quiser? Será que você consegue estourar sua bolha de privilégio? Para mim, essas são as grandes questões da saga Wicked”.

Chu acrescentou que as mudanças visam aprofundar a jornada das protagonistas:

“Precisávamos de mais músicas porque precisávamos de mais caminhos para entrar nessa mentalidade. Musicais são incríveis porque não se trata de ser maior, mas de ir mais fundo nesses personagens, entender suas mentes e o que estão vivendo. Então, agora temos novas canções que permitem ao público vivenciar o que elas sentem e pensam”.

Após ‘Wicked: Parte 2’, Jonathan Bailey anuncia pausa na atuação!

Com estreia marcada para 20 de novembro, a sequência dá continuidade ao sucesso global de 2024, que se consolidou como a maior adaptação cinematográfica da Broadway de todos os tempos.

A continuação chega aos cinemas também na versão dublada, com as vozes das atrizes Myra Ruiz (Elphaba) e Fabi Bang (Glinda). O longa recebeu 10 indicações ao Oscar (incluindo Melhor Filme, e venceu as categorias de Melhor Figurino e Melhor Design de Produção) é dirigido pelo premiado cineasta Jon M. Chu e conta ainda com a participação da vencedora do Oscar Michelle Yeoh, por “Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo”, Jonathan Bailey, de “Jurassic World: Recomeço”, Jeff Goldblum, entre outros no elenco.

Crítica | Conselhos de um Serial Killer Aposentado – Britt Lower e Steve Buscemi em Tenso Suspense Cômico [Festival do Rio 2025]

Um casamento é um compromisso que duas pessoas firmam, em teoria, para o resto de suas vidas. Pois só uma pessoa casada consegue entender que, com o tempo, as pessoas mudam: mudam os objetivos, as formas de encarar a vida e o mundo, os empregos, as vontades, os sonhos, as opiniões. Quando o combinado desalinha, alguns casamentos são colocados em dúvida, e muitas vezes procura-se auxílio externo para tentar consertar o que está quebrado, como, por exemplo, a ajuda de uma terapia de casal ou um conselheiro matrimonial. Mas… e se esse profissional fosse, na verdade, um serial killer? Esse é o mote do longa ‘Conselhos de um Serial Killer Aposentado’, exibido no Festival do Rio 2025 e que chega aos cinemas em 16 de outubro.

Keane (John Magaro) é um escritor que ganhou um importante prêmio literário no passado, mas, desde então, não consegue produzir nada de relevante. Enquanto foca sua escrita em histórias desinteressantes, sua esposa, Suzie (Britt Lower, de ‘Ruptura’), se sente cada vez mais distante e, certo dia, decide pedir pelo divórcio. Porém, momentos depois, Keane conhece Kollmick (Steve Buscemi, de ‘Wednesday 2’) em um bar, e o desconhecido se diz ser um serial killer aposentado e tenta convencer Keane a escrever sua história. O que em um primeiro momento parece absurdo, acaba se tornando a grande ideia de Keane não só para um novo livro, mas também para salvar seu casamento.

Utilizando a luz – ou melhor, as sombras e a escuridão – para ambientar a trama numa atmosfera de suspense, o diretor turco Tolga Karaçelik desenvolve seu roteiro entre os elementos do suspense policial e pitadas de humor nervoso que ressurgem na superfície da trama toda vez que o desenrolar se torna denso demais. Se por um lado essa estratégia não permite que o espectador leve a sério o enredo nem se envolva demais, por outro imprime um humor afiado que Britt Lower e Steve Buscemi sabem levar muito bem com suas experiências, uma vez que esse humor não é tanto colocado em falas, mas sim nas reações dos personagens diante das situações absurdas em que se encontram.

Uma vez que o roteiro é escrito pelo próprio Tolga Karaçelik, é o mote de ‘Conselhos de um Serial Killer Aposentado’ que se torna o forte do enredo: e se um serial killer lhe desse conselhos sobre como salvar seu casamento? Para isso, durante as tais sessões de aconselhamento o roteiro traça uma leve comparação entre um assassino em série que estuda e observa as pessoas em suas rotinas para conseguir capturá-las e um casamento falido, que rui justamente por causa disso: a falta de diálogo e de prestar atenção na rotina do outro para manter o interesse e o carinho acesos. Quando o filme coloca ambos os elementos assim, lado a lado, realmente faz o espectador se questionar se a estratégia de um não funcionaria de fato para fazer o outro dar certo. E esse pensamento é absurdo.

Conselhos de um Serial Killer Aposentado’ tem uma ideia interessante e se sustenta pelas boas atuações de Britt e Steve, ótimos em interpretações opostas que visam o mesmo objetivo. Um filme para rir de situações absurdas, mas, de algum modo, possíveis.

Crítica | ‘Viva um Pouco’ – Uma suposição indigesta que leva a um caminho de descobertas [Festival do Rio 2025]

Durante o Festival do Rio 2025, em meio a tantos filmes badalados, fomos conferir uma obra que se revelou intrigante partindo de uma situação alarmante e abrindo-se em camadas de revelações. Tendo como vetor principal um psicológico abalado – uma protagonista mergulhada em conflitos -, esse filme sueco aposta num destrinchar de uma suposição fazendo uma ponte com um despertar para a vida.

Laura (Embla Ingelman-Sundberg) viaja com sua amiga Alex (Aviva Wrede) pela Europa, uma ideia que vem sendo planejada há anos. Em um dos países que desembarcam, Laura acorda certa manhã numa cama, com indícios de que passou a noite com alguém. Em conflito com a situação e sem saber ao certo o que aconteceu – tendo apenas leves lembranças -, a protagonista passa por uma jornada de descobertas, na qual o medo do que pode ter acontecido se torna cada vez mais sufocante.

Esse é um filme que aborda o despertar, mas também a linha tênue com a autodestruição e a inconsequência. Com boas atuações de um jovem grupo de artistas escandinavos, chegamos até o dilacerante universo da dúvida, centrado em uma personagem principal sempre fiel a seus princípios que se vê arrastada para uma corrente de liberdade que nunca tinha vivido. Esse contraste entre o se lançar ao mundo e as responsabilidades morais torna-se uma gangorra sufocante, transformando a diversão em autoavaliação. O filme explora esse conflito muito bem e com grande sensibilidade.

Um dos méritos do roteiro é sustentar um clímax constante a partir de seu acontecimento principal, compondo cenas de impacto. A narrativa guia nos olhares constantemente para o psicológico, onde o ambiente – o fora de casa – acaba sendo uma variável importante que se soma ao medo de não saber lidar com uma situação embaçada nas memórias. Como é um filme que navega pela visão unilateral de uma situação, o olhar de terceiros surge aos poucos, revelando-se pelas camadas que começam a se formar ao longo da trama.

Selecionado para a Mostra Expectativa do Festival do Rio 2025, e ainda sem previsão para chegar no circuito brasileiro de exibição, Viva um Pouco, escrito e dirigido por Fanny Ovesen, é um filme que se revela aos poucos, levando nossos olhares por muitos lugares – das ponderações existenciais às percepções sobre relacionamentos, do entusiasmo de um despertar ao total desalento de memórias que não se apresentam.

Noah Baumbach revela processo de criação de ‘Jay Kelly’: “Não sabia exatamente o que era”

Noah Baumbach, cineasta por trás da comédia dramáticaJay Kelly, estrelada por George Clooney e Adam Sandler, compartilhou detalhes sobre seu novo longa-metragem. O diretor contou que a ideia do filme foi amadurecendo com o tempo:

“Há alguns anos, tive essa noção”, disse ele, conforme o Deadline. “Mas eu realmente não sabia o que fazer com ela. Então deixei de lado enquanto fazia alguns outros filmes e comecei a juntar ideias. Mesmo assim, sentia que ainda não sabia exatamente o que era. Um dia, estava conversando com Emily Mortimer, que é uma amiga e alguém que sempre admirei, e enquanto eu contava a história, ela começou a me fazer perguntas. De repente, percebi que talvez eu soubesse, sim, o que essa história queria ser, porque havia algo na forma como ela reagia que me inspirava. No dia seguinte liguei para ela e disse: ‘Quer escrever isso comigo? Se for um fracasso, a gente desiste em duas semanas'”.

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O cineasta ainda revelou quais foram suas inspirações para o longa:

“Um ator é alguém que vive interpretando papéis, ele nunca é totalmente ele mesmo”, explicou Baumbach. “E, além disso, ele é uma estrela de cinema. Quando vamos ao cinema, os astros nos impactam tanto porque são fascinantes de assistir, queremos vê-los nos representar. Então, [no filme], há essa noção de que, se uma estrela de cinema representa nossas falhas e nossa humanidade, o que isso significa exatamente? Também há a ideia de que, quando você se torna famoso, de certa forma, perde o próprio nome. Seu nome passa a significar algo diferente do que significava no começo”.

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O produtor David Heyman, que trabalha com Baumbach pela terceira vez, elogiou a visão singular do diretor:

“Cada decisão que ele toma, cada quadro, é cuidadosamente planejado e refinado”, afirmou. “Noah é um colaborador maravilhoso. Sinto que aprendo e cresço a cada trabalho com ele, e todos que trabalham com ele sentem o mesmo. Ele é inclusivo. Essa história me fez rir e chorar, porque fala sobre todos nós. Sim, é sobre o mundo ao nosso redor, mas principalmente sobre a condição humana. É sobre arrependimento, aceitação e sobre a própria vida”.

Jay Kelly’ está programado para chegar ao catálogo da Netflix no dia 5 de dezembro, após um período em cinemas selecionados.

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Baumbach, conhecido por ‘História de um Casamento‘ e ‘Frances Ha‘, dirige a produção a partir de um roteiro coescrito com Emily Mortimer, que também integra o elenco.

A Netflix se referiu ao projeto como uma “comédia de partir o coração”, embora pouco se saiba sobre ele além disso. Segundo a sinopse, “todo mundo conhece Jay Kelly… mas Jay Kelly não conhece a si mesmo”.

A comédia dramática conta ainda com um time de peso formado por Billy Crudup, Laura Dern, Grace Edwards, Stacy Keach, Riley Keough, Patrick Wilson, Nicôle Lecky, Thaddea Graham, Jim Broadbent, Eve Hewson, Alba Rohrwacher, Lenny Henry, Josh Hamilton e Greta Gerwig.

Com um elenco estelar e lançamento posicionado estrategicamente, o longa desponta como uma das principais apostas da Netflix para a temporada de prêmios 2024/2025.

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10 curiosidades de ‘Turma da Mônica: Laços’, uma das aventuras infantis nacionais mais amadas

Lançado em 2020, Turma da Mônica: Laços deu início a uma das franquias mais amadas do cinema nacional. Na trama, o cachorro do Cebolinha foi raptado, levando a turminha em uma aventura que mudará suas vidas para sempre.

Diante de tanto amor pela saga, o CinePOP separou 10 curiosidades que você talvez não conheça sobre o filme. Confira!

Adaptação

Sucesso nos cinemas, Turma da Mônica: Laços foi inspirado na graphic novel de mesmo nome. Lançada em 2013, a história em quadrinhos ganhou uma série de prêmios e deu início a uma série de HQs mais dramáticas e com um tom mais adulto dos personagens da turminha, que fizeram – e fazem – muito sucesso com o público.

Prótese

Uma das piadas mais famosas da Turma da Mônica é a implicância do Cebolinha e do Cascão com os dentes da Mônica. Para interpretar a Mônica no filme, a atriz Giulia Benite usou uma prótese dental para ficar mais dentuça. Mas foi um trabalho tão bem feito que muitos nem perceberam. Porém, a atriz revelou que era muito incômodo no começo, porque ela vivia quebrando, mas depois acostumou.

Referência

Outra referência sensacional aos quadrinhos acontece durante a sequência em que a turminha se perde no meio da floresta. Cascão, Mônica e Magali acabam perdendo seus sapatos, deixando apenas o Cebolinha com calçado. Para quem não lembra, nos gibis, o Cebolinha é o único personagem principal da turma que usa sapatos.

MauricioVerso

O filme é uma grande homenagem à Mauricio de Sousa Produções. Além da participação do próprio Mauricio de Sousa, que faz uma participação como jornaleiro, Sidney Gusman, responsável pelo planejamento editorial da MSP – e uma das maiores autoridades em histórias em quadrinhos no Brasil -, faz uma ponta. Assim como Vitor e Lu Cafaggi, os autores da graphic novel que inspirou o filme.

Ciclo concluído

No filme, a atriz Monica Iozzi interpreta a Dona Luisa, a mãe da Mônica. O papel foi, além da realização de um sonho, a conclusão de uma homenagem que ela carrega no nome. Ela revelou que seus pais a batizaram de Monica justamente por serem fã dos gibis e filmes animados da turminha.

Louco

Uma escalação que chamou muita atenção na época foi a do astro Rodrigo Santoro para o papel do Louco. Segundo o ator, que também era fã da turminha, ele não pensou duas vezes na hora de aceitar o papel, porque o Louco era seu personagem favorito na infância. Ele disse que ele representava uma liberdade que muitas vezes não é bem aceita pela sociedade.

Apoio da filha

Rodrigo Santoro revelou que contou com uma ajuda muito inesperada na hora de compor o Louco: sua filha de 2 anos. Ele contou que viu a forma como a criança se comportava, guiada exclusivamente pela busca natural por liberdade que somente essa idade proporciona e trabalhou em cima disso.

300

Ele também revelou que fez um trabalho de composição para sua atuação corporal, comparando o personagem a um vagalume, que deveria aparecer e sumir da história num piscar de olhos. Mas o mais curioso é que ele convidou um maquiador com quem trabalhou em 300, (do diretor Zack Snyder) para criar a prótese nasal do Louco.

Cuidado especial

O filme contou com muito cuidado da produção para chegar o mais próximo possível dos personagens e locações idealizados por Mauricio de Sousa. Foram mais de 7,5 mil atores infantis que se candidataram para os papeis da Turminha, e a produção realizou testes em 10 cidades no Brasil para escolher os atores perfeitos para os papeis. Além disso, eles escolheram cidades do interior de Minas Gerais e São Paulo para recriar o Bairro do Limoeiro, fazendo a maior parte das gravações em Poços de Caldas.

Diretor premiado

A missão de dirigir o filme da Turma da Mônica foi dada ao diretor Daniel Rezende, que tem uma das carreiras mais laureadas dessa geração do cinema nacional. Ele já havia recebido indicação ao Oscar e venceu um BAFTA por seu trabalho como montador em Cidade de Deus, além de ter trabalhado em filmes como Tropa de Elite, Ensaio Sobre a Cegueira e ter dirigido Bingo: O Rei das Manhãs.

Turma da Mônica: Laços está disponível na Netflix.

Crítica | ‘Pacificador’ patina entre altos e baixos na segunda temporada

Primeiro lançamento do DCU após o aclamado Superman, a segunda temporada de Pacificador chegou ao HBO Max sob fortíssimas expectativas. Além da primeira temporada ter sido um sucesso, essa aqui teoricamente explicaria como o Pacificador do falecido DCEU migrou para o DCU, o que despertou uma curiosidade absurda ante os fãs. E como os trailers entregaram que seria uma trama de Multiverso, parecia tudo muito óbvio.

Porém, como de costume nas obras escritas por James Gunn, o óbvio se torna inesperado, rendendo momentos que podem dar muito certo ou muito errado, dependendo de quem os dirija. Geralmente, quando é o próprio Gunn dirigindo, as coisas dão certo. Mas quando cai para outras pessoas, nem sempre a transposição do texto para as telas costuma funcionar. E isso acontece em alguns momentos nesta segunda temporada. No entanto, é curioso reparar como nem mesmo a presença de Gunn na direção consegue garantir o sucesso dos três episódios que ele comandou. E muito disso se deve justamente a essa responsabilidade de estabelecer o futuro de um universo cinematográfico a partir de uma série, uma problema que destruiu a Marvel nos últimos anos, por exemplo.

O primeiro episódio, que foi dirigido pelo James, já começou bastante morno. A escolha dele para justificar a “mudança” de universo foi um dos retcons mais agressivos e divertidos já feitos, mostrando que esse Pacificador já estava no DCU e que sua vida era 99% parecida com a do DCEU, mudando apenas alguns personagens com quem ele interagiu anteriormente. Dessa forma, eles conseguiram aproveitar a primeira temporada sem maiores explicações. Isso não caiu bem para alguns fãs, que queriam explicações mirabolantes, mas confesso que me arrancou um riso tão sincero que comprei a ideia nesses três minutos iniciais. E acaba que essa proposta de não se apegar a “conceitos multiversais” é justamente o que Gunn pensou para a temporada. O foco não deveria ser os outros universos, mas sim na cabeça abalada e perdida de Chris Smith (John Cena), que está num limbo existencial perigosíssimo. Ele sente que é descartável e que ninguém o valoriza da forma correta, por mais que ele faça de tudo para ser um herói.

Para piorar as coisas, ele se vê abalado pelo luto de ter matado o próprio pai e pelo peso de não se sentir verdadeiramente amado. E isso é um drama muito pesado, porque não existe nada mais desesperador no mundo do que saber que é amado, mas não conseguir sentir ou identificar esse amor diante das desgraças do dia a dia. Nesse contexto, ele descobre acidentalmente um universo em que sua vida deu certo. Ele atua como super-herói junto ao pai e ao irmão, que não faleceu, e todos reconhecem seu trabalho como algo fundamental. Além disso, ele namora Emilia Harcourt (Jennifer Holland), que o abandonou em seu mundo natal. Só que tem um problema nesse mundo novo: já existe um Chris nele.

E isso é “resolvido” da forma mais grotesca possível ainda no primeiro episódio. O “nosso” Chris mata sua versão alternativa acidentalmente, abrindo portas para que ele viva nesse novo mundo. E esse gesto inicial é muito significativo, porque após matar o irmão e o próprio pai, o Pacificador se vê frente a frente consigo e não consegue fazer nada além de matá-lo, mesmo que sem querer. É um impacto psicológico que o acompanha ao longo de toda a temporada, que segue nesse clima baixo astral do protagonista estar desesperado com os próprios fracassos, enxergando como única alternativa se despedir do mundo e partir para o desconhecido. A jornada de Chris é o grande ponto alto série, porque é conduzida como uma metáfora brilhante para o suicídio. Inclusive, a cena dele consumando a “mudança de mundo” após exaurir suas possibilidades do que ele considera sucesso é de uma sensibilidade sem igual.

E o sucesso desse arco se dá não só pelo brilhantismo do texto, mas também pela atuação espetacular de John Cena. Menos espalhafatoso que em suas participações anteriores, ele consegue construir um trabalho dramático incrível sem perder seu timing cômico, transitando muito bem entre esses dois espectros para emocionar e divertir nos momentos mais inesperados. O momento de solução da temporada, no penúltimo episódio, é de chorar de soluçar. Ele se despe da maturidade e chora feito um bebê, em uma sequência que começa com um humor culposo e termina com um nó na garganta.

Esse desenvolvimento dos personagens é muito interessante, dando destaque a cada um deles em suas próprias formas, em seus próprios dramas, conectando-os ao longo da trama pela necessidade urgente de serem amados em suas jornadas. Não importa quem é o personagem, ele é um excluído – ou ao menos é assim que se sente – e sofreu muito. Encontrar o amor, independentemente da forma, é algo que eles entendem que precisam, mas não sabem como acessá-lo. Com um foco maior dado a Chris e Emilia,  que são o casal relutante da temporada.

Outro ponto sensacional é a construção desse “mundo perfeito” do Pacificador e sua grande virada na trama. O rapaz foi criado por um pai supremacista, em um contexto no qual é um privilégio ser um homem branco médio nos Estados Unidos. Então, a ideia de levá-lo para uma Terra alternativa, em que a Alemanha venceu a Segunda Guerra Mundial, e ele não perceber que está em um mundo nazista por já estar acostumado aos privilégios, foi uma sacada sensacional. Principalmente nas metáforas e comparações feitas entre os EUA nazista e os EUA “da gente”. Leota Adebayo (Danielle Brooks) refletindo sobre as semelhanças entre essas realidades foi incrível, principalmente dado o momento insano que o mundo vive, em que influenciadores defendem a liberdade para partidos nazistas e outras situações grotescas que foram normalizadas. Sem contar que o momento em que a ficha do Chris cai sobre onde ele está é HILÁRIO.

Infelizmente, os méritos ficam por aí. Se a série focasse em desenvolver esses personagens, provavelmente teria uma temporada muito mais regular. No entanto, a necessidade de expandir esse universo cinematográfico fez com que personagens como Rick Flag Sr. (Frank Grillo) ganhassem um espaço exagerado e até mesmo cansativo. E o engraçado disso tudo é que Flag já havia protagonizado Comando das Criaturas, a animação, e havia sido um bom protagonista. Só que a mudança do personagem do desenho animado para a série foi muito grosseira. A ponto de tentarem justificar isso com uma frase dita por um personagem no último episódio, o que não desce muito bem e explicita apenas que o Rick Flag foi mal escrito na série.

Outro ponto vindo dessa necessidade de expansão foram as incontáveis pontas soltas para serem desenvolvidas em produções futuras. Nada contra, mas o público já cansou disso, e as séries da rival, Marvel, já provaram isso. O arco do Eagly ter poderes, por exemplo, é divertido e engraçado, mas toma muito tempo de tela para introduzir um poder que será importante numa vindoura produção dos Jovens Titãs. Sem contar que distancia o público da trama principal do Pacificador em um momento em que ela requeria bastante atenção. Isso criou uma “barriga” que quebrou completamente o ritmo da série.

No fim, a série acaba tendo uma conclusão muito justa no penúltimo episódio, transformando o capítulo final em um grande comercial para o que virá a seguir no DCU. E isso é complicado, porque tira completamente o peso da conclusão do arco dramático de Chris, que encontra o amor em seus amigos, dando início a uma nova vida, para três minutos depois se ver isolado novamente em mundo novo que só será trabalhado novamente daqui a dois anos, em Man of Tomorrow. O diferencial do Pacificador era justamente ser uma produção mais autocentrada, sem se preocupar tanto com o resto do universo. E essa segunda temporada quebrou essa escrita, fazendo dela uma peça-chave no novo DCU.

Com a responsabilidade de trilhar esses caminhos para o futuro, a segunda temporada perde muitas chances de consolidar essa nova empreitada da DC em fazer produções mais sólidas e independentes, recuperando de vez o prestígio do estúdio. Ao repetir o mesmo erro da Marvel, James Gunn traz uma segunda temporada de Pacificador que patina entre altos e baixos, ficando muito aquém do que ela mesma estabeleceu nos primeiros capítulos. Não é ruim, mas também não é memorável. Acaba caindo na zona da decepção justamente pelo potencial já conhecido.

As duas temporadas de Pacificador estão disponíveis no HBO Max.

Dica do fim de semana | Novidades para todos os gostos na Netflix

O mês de outubro trouxe novidades interessantíssimas para o catálogo da Netflix. Além de produções originais, há muitos filmes que fizeram sucesso nas telonas e agora chegam à plataforma para atingir ainda mais pessoas.

Por isso, o CinePOP escolheu cinco produções de diferentes gêneros para indicar para você assistir neste fim de semana. Há filmes e séries, longas para adultos, jovens e crianças, só aguardando para serem assistidos. Confira!

Godzilla x Kong: O Novo Império

O segundo filme de uma das franquias mais surtadas e divertidas do cinema atual chegou à Netflix. Na trama, após a destruição causada pelo Mechagodzilla, o Rei dos Monstros segue mantendo a Terra livre de outros Titãs, enquanto o Kong segue observado na Terra Oca. Porém, uma nova ameaça, ligada às origens do gorila, aparece e põe em risco todo o planeta. Importunando tanto o Godzilla quanto o Kong, esse monstro vai exigir uma nova união entre os dois titãs para derrotá-lo.

Caramelo

Produção original Netflix, Caramelo conta a história de um aspirante à chef de cozinha que vê seu caminho cruzar com o de um vira-latas caramelo endiabrado. Enquanto o bichinho apronta, a carreira do rapaz deslancha. O problema é que a notícia de um câncer cerebral pode colocar um fim na ascensão meteórica do jovem, que agora precisará encontrar meios de conciliar o tratamento com a rotina de cuidado do pet, o que o leva a encarar diversos dramas e conhecer pessoas que mudarão sua vida para sempre. É garantia de lágrimas e risadas.

Sonic 3: O Filme

Sonic e Shadow em ação com efeitos especiais

Sucesso dentre a molecada, o terceiro capítulo da saga do Sonic nos cinemas enfim chegou ao streaming. Na trama, Sonic, Knuckles e Tails seguem fazendo o bem pelo mundo, quando uma nova ameaça surge de forma implacável: Shadow. Atormentado pelo passado, o vilão ajuda o avô (Jim Carrey) do Doutor Robotnik (Jim Carrey), que ressurge das sombras para concluir seu plano de destruir a Terra. E dessa vez ele terá o apoio do neto, que é tão maluco quanto. É uma aventura divertida, principalmente para os fãs da franquia de jogos.

Patos!

patos

Andarilho dos streamings, Patos! chegou à Netflix para divertir toda a família. Sucesso nos cinemas há quase três anos, o longa acompanha a aventura de uma família de patos que se estabeleceu em um lago seguro. Porém, à exceção do pai, eles sentem falta de aventuras, de desbravarem o mundo. Então, após alguns constrangimentos, o pai muda de ideia e decide levar seus amados para a migração. No caminho, porém, uma série de confusões acontecem, dando início a uma jornada inesquecível e hilária. É meio que um “Férias Frustradas” com Patos. Bom demais!

Medo Real

Produzida por James Wan, Medo Real é uma minissérie documental de terror em cinco capítulos. Eles mesclam recriações dos casos com os relatos atuais dos personagens retratados em cena. Os primeiros episódios acompanham um estudante que, nos anos 80, se muda para o alojamento de uma faculdade no interior de Nova York, onde começa a ser assombrado por vozes. Os episódios finais acompanham uma família que dá início à reforma de um casarão antigo, mas logo se deparam com um desabamento, sons e acontecimentos sinistros. Sem saber o que fazer, convocam os caçadores paranormais Ed e Lorraine Warren.

‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’ será um RENASCIMENTO de Peter Parker, revela Tom Holland

Homem-Aranha: Um Novo Dia’, novo capítulo da franquia estrelada por Tom Holland, já é um dos filmes mais aguardados da próxima leva de lançamentos da Marvel Studios – e parece que a produção irá apresentar uma narrativa diferente dos outros filmes do Cabeça de Teia.

Em entrevista à revista Complex, Holland contou que o ambicioso longa-metragem será um novo começo para o herói e explicou por que o filme não parece uma continuação direta dos anteriores.

“Parece mesmo que não estamos fazendo o quarto filme. Estamos fazendo o primeiro filme do próximo capítulo. É um renascimento”, explicou Holland. “É algo completamente novo”.

As novidades vêm acompanhadas, como já imaginávamos, de um traje inédito – que não conta mais com a tecnologia das Indústrias Stark.

Considerando que Peter Parker deixou de ser o protegido de Tony Stark após ser apagado da memória de todos, Holland confirmou que o uniforme traz homenagens aos usados por Tobey MaguireAndrew Garfield em suas respectivas franquias.

“Estou muito feliz que as pessoas estejam gostando da homenagem ao traje do Tobey e do Andrew”, disse ele.

“Acho que o terceiro filme foi muito sobre prestar homenagem a esses caras. Gosto muito da ideia de que ele está tentando ser como seus irmãos mais velhos, que ele admira, e vê pequenos detalhes nos trajes deles que ele acha muito legais. Agora ele está fazendo o seu próprio traje e não faz parte dessa equipe maior”.

‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’: Imagem de bastidores pode ter confirmado retorno de [SPOILER]

Tom Holland fala sobre futuro após ‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’

Lembrando que ‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’ tem estreia marcada para 31 de julho de 2026.

Esse será o quarto filme solo do Homem-Aranha no Universo Cinematográfico Marvel (MCU), resultado da parceria entre Sony e Disney.

O novo longa é baseado no arco homônimo dos quadrinhos. Na história original, Peter Parker faz um pacto com o demônio Mephisto para que o mundo esqueça sua identidade como Homem-Aranha e para salvar a vida de Tia May. No entanto, o feitiço essencialmente reinicia sua realidade, apagando até mesmo seu casamento com MJ.

A direção de ‘Um Novo Dia’ está a cargo de Destin Daniel Cretton, conhecido por seu trabalho em ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’. O filme também promete participações especiais de Jon Bernthal como o Justiceiro e Mark Ruffalo como Bruce Banner, o Hulk.