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10 curiosidades de ‘Velozes e Furiosos 7’, um dos MELHORES da saga

Lançado há oito anos e marcado por uma tragédia que chocou o mundo do cinema, Velozes e Furiosos 7 se tornou um dos mais emocionantes e melhores dirigidos filmes da saga da Família Toretto nos cinemas.

E como somos muito fãs da saga aqui no CinePOP, reunimos 10 curiosidades sobre os bastidores do filme para você ficar por dentro. Confira!

Acidente fatal

Programado para estrear em julho de 2014, Velozes & Furiosos 7 sofreu um atraso de quase um ano por conta de um acidente fatal que vitimou o ator Paul Walker, em 30 de novembro de 2013. Walker estava no banco do carona de um Porsche dirigido por seu amigo, que bateu em uma árvore em alta velocidade. Com o impacto, o veículo pegou fogo e ambos morreram. Com essa fatalidade, as filmagens foram interrompidas no dia seguinte.

Debate ético

Como Brian – personagem de Walker – era fundamental para a trama e ainda faltavam cenas para concluir sua jornada no filme, houve um debate ético sobre como resolver a situação. Então, em conjunto com a família do ator, eles decidiram manter o personagem no filme e completar sua participação utilizando seus irmãos como dublês de corpo e utilizando da computação gráfica para recriar seu rosto digitalmente.

Conflito de agenda

A morte de Paul Walker gerou uma situação muito complicada para a atriz Jordana Brewster. Na época das filmagens, ela estava ocupada com as gravações da série Dallas. Então, por conta deste conflito de agenda, a produção de Velozes & Furiosos 7 concordou em deixar para filmar suas cenas por último. O problema é que sua personagem era esposa de Brian, e como Walker já havia morrido, ela precisou contracenar com os irmão do ator ou sozinha, interagindo com inserções de materiais não usados ou de filmes anteriores da saga.

Ator de peso

O papel do Senhor Ninguém precisava ser feito por um ator mais conhecido. A ideia inicial era contar com Denzel Washington, mas o ator recusou a proposta da Universal Pictures, que prometeu a ele uma maior participação nos filmes seguintes. O segundo nome considerado para o papel foi da Halle Berry, mas a produção se encantou com o teste de Kurt Russell e acabou convidando o experiente ator para o papel.

Família Shaw

Deckard Shaw se tornou um dos personagens mais interessantes de toda a franquia. No entanto, a ideia era que Jason Statham fizesse parte deste universo no filme anterior, em Velozes & Furiosos 6. O problema é que ele estava gravando nada menos que dois filmes a mesmo tempo e não pôde se comprometer. Assim, o vilão do sexto capítulo acabou sendo Owen Shaw (Luke Evans), irmão de Deckard. Só que Vin Diesel queria mesmo contar com Jason na saga, então conseguiu que ele gravasse uma ponta no 6 para poder ter maior destaque no filme 7.

Cronologia

A cronologia de Velozes & Furiosos é bastante confusa. A ordem correta para assistir é Velozes & Furiosos, +Velozes + Furiosos, Velozes & Furiosos 4, Velozes & Furiosos 5: Operação Rio, Velozes & Furiosos 6, Velozes & Furiosos: Desafio em Tóquio e aí sim Velozes & Furiosos 7.

Sucesso total

Com a direção de James Wan, conhecido como o Midas de Hollywood, toda a comoção do público pela morte de Paul Walker, e a curiosidade de ver qual seria a homenagem prometida para honrar o legado do ator, tudo relacionado a Velozes & Furiosos se tornou um sucesso. O filme se tornou o primeiro da saga a fazer mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias, enquanto a música “See You Again”, feita em homenagem ao ator, quebrou recordes e mais recordes no YouTube.

Impressionante

Na época, Avatar era soberano na marca de filme mais rápido a arrecadar 1 bilhão de dólares em bilheteria. No entanto, Velozes & Furiosos 7 superou as expectativas do estúdio e quebrou esse recorde impressionante com apenas 17 dias em cartaz.

Pioneiro na saga

Parte desse sucesso estrondoso nas bilheterias se deu também porque Velozes & Furiosos 7 se tornou o primeiro filme da saga a ser lançados nos cinemas de todo o mundo, incluindo na América Latina e no poderoso mercado asiático no formato 3D.

Maior lançamento

A Universal sabia do potencial do filme e decidiu transformá-lo em sua galinha dos ovos de ouro, fazendo dele seu maior lançamento da história. Além de ter sido lançado em nada menos que 810 salas IMAX simultaneamente, um recorde deste formato, o filme também foi registrado sendo exibido simultaneamente em 4.004 salas de cinema.

Velozes & Furiosos 7 está disponível nos catálogos do Amazon Prime Video, Globoplay e Max.

10 Filmes dos anos 80 que foram FRACASSO, mas se tornaram POPULARES de novo!

Nada como um dia após o outro. O tempo cura todas as feridas. Você certamente já ouviu esses dizeres antes. Eles são boas filosofias de vida para levarmos conosco. E eles se traduzem também para o mundo do cinema. Neste universo, eles querem dizer que o fracasso do passado, pode vir a se tornar o sucesso do futuro. Tudo o que necessita é a mudança de pensamento de uma geração para a outra.

A verdade é que os filmes muitas vezes precisam se tornar sucesso em sua época de estreia, para renderem dinheiro e fazer valer o seu custo. Mas quando isso não acontece podem ganhar algo ainda melhor: a imortalidade no consciente social. Isso quer dizer que um sucesso financeiro em sua época de lançamento pode não se traduzir ao longo do tempo. E por outro lado, um fracasso do passado pode entrar para a história como um filme verdadeiramente apreciado. Abaixo falaremos justamente de dez casos assim, dez filmes que foram fracasso em sua época de lançamento nos cinemas, mas que depois se tornaram extremamente populares. Confira.

Blade Runner: O Caçador de Androides (1982)

Blade Runner’, de Ridley Scott, define como nenhum outro o propósito desta matéria. Hoje, o longa é considerado um dos melhores filmes da história da sétima arte, e uma ficção científica altamente influente. O longa até hoje é estudado e figura no top 5 dos filmes mais marcantes de seu gênero. Com toda essa glória fica até difícil de acreditar que o longa fracassou em sua época de lançamento, no início dos anos 80. Mas foi o que aconteceu, com a audiência da época não comprando muito sua proposta lenta de uma ficção noir. Justamente por também ser uma quebra dos filmes energéticos que Harrison Ford estrelava na época (vide Star Wars e Indiana Jones). Tudo o que bastou foi o filme ser lançado nas locadoras e ser descoberto por todo um novo público. Assim começava a jornada ascendente de ‘Blade Runner’.

Os Aventureiros do Bairro Proibido (1986)

Por falar em filmes que marcaram época, todos que cresceram nos anos 80 certamente lembram das infinitas reprises deste longa dirigido por John Carpenter na Sessão da Tarde. A frase “marcou época” parece ter sido criada para este filme. Assim, acostumados a adorar o filme quando passou na TV aberta, muitos sequer podem imaginar que ‘Os Aventureiros do Bairro Proibido’ na verdade se tornou um fracasso para a carreira do cineasta e que isso o deixou bastante chateado na época. Acontece que o diretor investiu pesado na criação do filme e esperava ter um sucesso em mãos. Mas na época ninguém ligou muito para o filme. Inacreditável.

O Enigma de Outro Mundo (1982)

Voltando para o ano de 1982 e voltando a falar de John Carpenter, o diretor é considerado hoje um verdadeiro mestre do cinema e um dos maiores marcos dos anos 80. De fato, ele e Steven Spielberg surgem lado a lado como os dois diretores mais adorados e influentes da época, tendo criado um clássico atrás do outro. A diferença, porém, é que os filmes de Spielberg fizeram sucesso quando lançados, já os de Carpenter só seriam descobertos anos mais tarde, por um novo público. Acontece, na arte temos diversos gênios que só foram apreciados após sua morte, inclusive. Carpenter entrega uma verdadeira obra-prima do medo e da paranoia, cujos efeitos práticos ainda chamam atenção até hoje. Porém, o filme precisou lidar com o sucesso do rival ‘E.T.’ (por falar em Spielberg) e daí já viu, não tinha para ninguém.

Highlander: O Guerreiro Imortal (1986)

A graça das videolocadoras é que ninguém se importava ou sabia na época se um filme havia sido sucesso ou não nos cinemas. A partir do momento em que ele chegava em vídeo, bastava olharmos para sua capa para decidirmos se iríamos gostar ou não. Assim surgia a trajetória de muitos clássicos dos anos 80. O mesmo ocorria com suas exibições na TV aberta. Foi só quando nos ternamos mais velhos que fomos capazes de entender que bem, aquele filme que adorávamos não havia feito sucesso nos cinemas. Foi o caso com o cult máximo ‘Highlander: O Guerreiro Imortal’, que mesmo contando com Sean Connery no elenco e a trilha sonora do Queen, passou em branco nas telonas, conquistando o público apenas em casa. Mas foi o que bastou para o longa gerar uma sequência alguns anos depois. Mas isso é assunto para outra hora…

Flash Gordon (1980)

Por falar na banda Queen, o grupo musical comandado por Freddie Mercury é um dos mais celebrados de todos os tempos. Mas isso não impediu a banda de ser considerada “tóxica”, ao menos para as trilhas sonoras do cinema. Acontece que duas produções relativamente ambiciosas contrataram a banda para escrever e cantas as canções da trilha sonora, e ambos se tornaram fracassos de bilheteria. Bom, mas podemos dizer que ambos foram resgatados logo depois se tornando filmes cult. Depois de ‘Highlander’, temos agora na lista ‘Flash Gordon’ – baseado em clássicos quadrinhos pulp. A tentativa foi transformar a ideia no novo ‘Star Wars’, após o sucesso do filme de George Lucas. Aqui também tínhamos uma aventura espacial grandiosa, porém, o longa ficou parecendo uma paródia da saga de Luke Skywalker. Hoje, o filme é visto com olhos bem mais benevolentes.

Deu a Louca nos Monstros (1987)

Aqui temos outro caso de filme bastante querido pela geração cujo primeiro contato com os filmes ocorria através das exibições da rede Globo. Quando pensamos nos filmes queridos de 1987, pensamos automaticamente em longas como ‘O Predador’, ‘Robocop’, ‘Máquina Mortífera’ e até mesmo em ‘Os Garotos Perdidos’. Hoje, as gerações mais novas quase não falam em ‘Deu a Louca nos Monstros’, nome que ‘Monster Squad’ ganhou no Brasil. porém, todos que viveram àquela época jamais esquecerão do filme que juntou em tela os maiores monstros do cinema (Drácula, Frankenstein, Lobisomem, a Múmia e o monstro da lagoa) para enfrentar uma espécie de ‘Os Goonies’. E são justamente estes fãs mais velhos que mantém a obra viva em sessões de meia noite e sessões especiais, principalmente nos EUA, onde o filme ganhou inclusive um documentário. Isso termina apresentando o longa para novas gerações.

Brazil – O Filme (1985)

Ao lado de ‘Blade Runner’, ‘Brazil – O Filme’ se tornaria uma das ficções científicas mais queridas a sair dos anos 80, e um dos filmes mais à frente de seu tempo. A diferença é que ‘Brazil’ é uma grande crítica social, que possui muito humor ácido incluído em sua narrativa, fazendo sátira de tudo o que ainda rege nossa sociedade, desde trabalhos altamente burocráticos, a obsessão por cirurgias plásticas, nossa capacidade de ficar dormente em meio aos grandes problemas e como a engrenagem pode nos engolir se não soubermos dosar com o que verdadeiramente importa. O protagonista vivido por Jonathan Pryce desejava apenas escapar de tudo isso e fugir para longe com sua amada. É claro que um filme tão complexo seria uma venda difícil e ‘Brazil’ realmente não obteve sucesso. Mas obteve o maior prêmio, se tornou um cult por excelência.

Era uma Vez na América (1984)

Um dos cineastas mais cultuados de todos os tempos pelos cinéfilos é o italiano Sergio Leone. Ele foi o responsável por lançar a carreira de Clint Eastwood no cinema, por exemplo, graças aos faroestes conhecido como a trilogia dos dólares (‘Por um Punhado de Dólares’, ‘Por uns Dólares a mais’ e ‘Três Homens em Conflito’). Mas Leone lançaria ainda o que muitos consideram sua verdadeira obra-prima, ‘Era uma Vez no Oeste’. O último filme do diretor, no entanto, contradizendo o resultado de seus trabalhos anteriores, se tornaria um fracasso financeiro. A ideia era realizar “o grande filme de máfia”, assim como havia feito com “o grande faroeste” em ‘Era uma Vez no Oeste’. Mas o público não comprou a ideia e ‘Era uma Vez na América’ amargaria o fracasso. Hoje, mais de 40 anos depois, o filme é lembrado com mais carinho tendo se tornado um cult do gênero gangster.

O Rei da Comédia (1982)

Acima falei de ‘Era uma Vez na América’, filme de Sergio Leone, estrelado pelo grande Robert De Niro. É o veterano ator que aparece de novo na lista agora, estrelando outro longa que foi fracasso em sua época de estreia nos cinemas, somente para ressurgir como sucesso cult alguns anos depois. Bem, e se dissermos que o longa é dirigido por ninguém menos que Martin Scorsese a coisa ainda melhora. Acontece que Scorsese é um dos cineastas mais cultuados de todos os tempos, mas nos anos 80 entregou algumas obras que não foram tão bem-vistas assim pela crítica da época.

Filmes como ‘A Última Tentação de Cristo’, ‘Contos de Nova York’, ‘A Cor do Dinheiro’, ‘Depois de Horas’ e este ‘O Rei da Comédia’. Foi só depois de adentrar os anos 90, e fazer as pazes com os críticos, graças ao indicado ao Oscar ‘Os Bons Companheiros’ (que marcou o início de uma nova boa safra), que os filmes dos anos 80 do diretor começaram a ser revisitados e revistos como obras incompreendidas. Do lote, ‘O Rei da Comédia’ sobressai. Junte a isso o lançamento de ‘Coringa’ (2019), filme que pegou muita inspiração do longa de Scorsese, e que foi redescoberto por uma nova geração graças ao blockbuster do palhaço do crime.

Os Sete Suspeitos (1985)

Finalizando a matéria, temos o “whodunit” definitivo dos anos 80. Mas não se trata de um suspense eletrizante, e sim de uma comédia que brinca com o gênero do assassino oculto, que permeou os grandes livros de Agatha Christie, por exemplo. ‘Os Sete Suspeitos’ na verdade é bem mais que uma brincadeira com o suspense clássico do assassinato em uma grande mansão onde todos são suspeitos, inclusive o mordomo. O longa é a adaptação para o cinema do jogo de tabuleiro ‘Clue’, no Brasil conhecido como “Detetive”. Você lembra?

Pois é, nos anos 80 fizeram um filme dele, que rapidamente foi desmerecido e varrido para debaixo do tapete. É claro que bastou o longa ser lançado nas locadoras para um novo público o descobrir. Hoje, o longa é um dos maiores cults saídos dos anos 80, com uma verdadeira legião de fãs. Também pudera, é diversão garantida. O mais legal é que de fato os realizadores gravaram três finais alternativos, e cada um era exibido em um cinema diferente. Fora isso, a ideia vem sendo anunciada para um reboot, que será encabeçado por Ryan Reynolds e Jason Bateman.

Os Trapalhões na Amazon Prime Video!

Você sabia que nos anos 80 Os Trapalhões dominavam as bilheterias brasileiras, sem dar chance inclusive para as superproduções de Hollywood? Os filmes do quarteto cômico eram a sensação da época no cinema – essa era a fase de sua maior popularidade. Segundo dados da própria ANCINE (a agência nacional de cinema do país), nesta época 13 filmes dos Trapalhões figuraram entre as 20 maiores bilheterias de nosso país. Já imaginou?

Renato Aragão, o eterno Didi, já havia talhado a alcunha como Trapalhão desde meados da década de 1960. Mas a “equipe oficial” com Dedé, Mussum e Zacarias surgiu uma década depois, em 1973, em um programa humorístico aos sábados na extinta rede Tupi. Quatro anos depois, em 1997, mudavam-se para a mais abrangente TV Globo e foi nessa fase que grande parte do público os conheceu, e fez deles um enorme sucesso. O auge, como dito, foram os anos 80, onde todos lembram até hoje de seu programa dominical, que ia ao ar antes do Fantástico.

Essa enorme popularidade na TV, em especial com as crianças, foi levada de maneira sábia aos cinemas, aproveitando o toque de midas do quarteto. Quem cresceu na época certamente lembra de ter assistido a algum dos filmes dos humoristas nas telonas. Esse foi o primeiro contato que muitos de nós tivemos com a sétima arte – como sempre buscando o entretenimento em família. E ninguém melhor para fornecer isso na época do que os Trapalhões. Para termos uma ideia, nessa fase de popularidade máxima, o quarteto lançava dois filmes por ano, chegando inclusive a lançar três longas em um determinado ano.

E foi justamente nessa época que, como citado, os filmes dos Trapalhões não davam folga para as superproduções Hollywoodianas, que chegavam e muitas vezes eram esmagadas pela força dos humoristas de nosso país. Isso nunca mais se repetiu. Esse foi o auge do cinema entretenimento brasileiro. Os filmes dos Trapalhões muitas vezes eram sátiras em cima de personagens e histórias bastante conhecidas, como os Três Mosqueteiros, ‘O Mágico de Oz’, ‘O Auto da Compadecida’ e até aventuras espaciais, pegando carona em ‘Star Wars’.

Justamente por isso, não deixa de ser uma surpresa muito bem-vinda saber que a Amazon Prime Video disponibilizou de forma INÉDITA no streaming nada menos do que 19 filmes do trupe em seu acervo. Abaixo iremos dar uma olhada nos selecionados. Confira e depois corra para assistir os filmes, que são verdadeiras pérolas cômicas de nosso cinema.

Os Saltimbancos Trapalhões (1981)

Provavelmente o maior clássico dos Trapalhões, esse longa marcou época e definiu bastante o sentimento do que era o quarteto na época. Os quatro interpretam parte de uma trupe de circo, explorados por seu patrão. O filme possui canções de Chico Buarque e em 2017 gerou uma continuação tardia.

Os Trapalhões no Auto da Compadecida (1987)

Na infância de muitos da geração anos 80, nada de Selton Mello e Matheus Nachtergaele, a forma que ficamos familiarizados com a obra de Ariano Suassuna foi com este longa estrelado pelos Trapalhões – que reconta de forma hilária a história, trazendo Didi como João Grilo e Dedé como Chicó.

Os Trapalhões e o Mágico de Oróz (1984)

E o que dizer da versão de ‘O Mágico de Oz’ (1939), clássico dos clássicos, estrelada pelos Trapalhões? Muito antes de ‘Wicked’ ser uma investida nova no clássico do cinema, os Trapalhões estavam lá e fizeram primeiro. Como sempre Didi comanda a festa, seguido por Dedé como o Leão, Mussum como o Homem de Lata e Zacarias como o Espantalho.

A Princesa Xuxa e os Trapalhões (1989)

Em meados dos anos 80, uma figura muito importante para a cultura pop do Brasil surgia em cena: Xuxa. Seus filmes, assim como o dos Trapalhões faziam enorme sucesso. Assim não demorou para o “crossover de milhões” acontecer. E ele surgiu no fim da década. A trama espacial apresenta uma aventura intergalática repleta de efeitos.

O Casamento dos Trapalhões (1988)

Vivendo como caipiras do interior, Didi, Dedé, Mussum e Zacarias são irmãos. Mas quando Didi vai até a cidade e arruma uma noiva, a dinâmica do quarteto começa a mudar. Este é outro dos filmes que marcaram época se tornando um dos mais famosos da trupe.

Os Trapalhões e o Rei do Futebol (1986)

No mesmo ano de ‘Top Gun’, os Trapalhões lançavam seu filme com o Rei do Futebol, aproveitando a enorme popularidade do Rei Pelé internacionalmente. E não, não é nesse filme que Pelé xinga uma mulher gerando o famoso meme.

Uma Escola Atrapalhada (1990)

Neste filme, os Trapalhões se tornam coadjuvantes da história, inteiramente passada em um colégio, que precisa ser salvo de inescrupulosos empresários. Os verdadeiros protagonistas são a garotada que interpreta os alunos. Eles são encabeçados pela mocinha Tamí (Angélica) e o rebelde Carlão (Supla).

Adorável Trapalhão (1967)

Esse é de uma época que precede o quarteto. Aqui temos apenas Renato Aragão protagonizando, como um sujeito que tenta arranjar uma namorada para seu patrão. A produção é em preto e branco.

O Cangaceiro Trapalhão (1983)

Outro clássico muito famoso dos Trapalhões, aqui a brincadeira é em cima do mito de Lampião, o mais temido cangaceiro do sertão. Didi é confundido com um homem valente, e entra em um grupo de cangaceiros assumindo a alcunha de “Lamparino”.

O Trapalhão na Ilha do Tesouro (1975)

Nessa época, o famoso quarteto ainda não havia sido formado. Assim, nessa aventura que brinca com o gênero bucaneiro, de capa e espada, piratas e o clássico de ‘A Ilha do Tesouro’, apenas Didi e Dedé estão no elenco.

Cinderelo Trapalhão (1979)

Aqui já tínhamos o time inteiramente formado. Na trama, Didi realiza uma façanha ao derrubar um touro bravo e é visto como valente pelo trio de amigos. Assim, eles são incumbidos de defender uma família humilde de um poderoso coronel das redondezas.

Ali Babá e os 40 Ladrões (1972)

Curiosamente, esse é um dos poucos filmes que não leva a palavra ‘Trapalhão’ no título. Aqui temos o título até bem tradicional para o conto, que você já imagina qual seja. Didi vive o Ali Babá do título, um sujeito desafortunado, que vê uma oportunidade de mudar sua vida e de sua namorada. Para isso precisará encarar uma quadrilha de contrabandistas. Essw também é de uma época anterior ao quarteto.

O Incrível Monstro Trapalhão (1981)

Tudo entra na dança aqui, e o filme mistura inclusive o clássico ‘Superman’, sucesso nos cinemas então. A verdadeira sátira aqui é em cima de ‘O Médico e o Monstro’, com Didi na pele de um cientista que termina se transformando em um homem superforte, porém, monstruoso.

Os Trapalhões na Serra Pelada (1982)

A Serra Pelada foi notícia pelo mundo na década de 1980 por ser o maior garimpo a céu aberto do mundo – foi uma verdadeira corrida pelo ouro aqui no Brasil. Na trama, o quarteto se aventura no local e precisa lidar com homens poderosos que escravizam seus garimpeiros.

Os Fantasmas Trapalhões (1987)

E se o grupo Polegar participou de ‘Uma Escola Atrapalhada’, três anos antes outra “boyband” tupiniquim estrelava um filme dos Trapalhões. O grupo Dominó marcou presença nesta aventura, que leva o quarteto até um castelo assombrado na Itália.

Robin Hood – O Trapalhão da Floresta (1974)

Outro filme de uma época anterior à formação do quarteto, aqui temos uma sátira em cima da lenda de Robin Hood, adaptada para o olhar cômico de Renato Aragão. Curiosamente, inspirado por Suassuna, Didi vive o personagem Zé Grilo na trama, e o elenco conta ainda com Dedé.

Simbad – O Marujo Trapalhão (1975)

Novamente, apenas Didi e Dedé estrelam nessa aventura, que precede a criação do quarteto como ficariam mais conhecidos. Aqui, temos uma aventura marítima, tendo como inspiração o conto de Sinbad, a lenda dos sete mares.

Os Trapalhões no Reino da Fantasia (1985)

Um dos filmes mais divertidos e criativos do quarteto, a aventura leva os humoristas até o parque de Beto Carrero, enquanto perseguem criminosos. Assim, o saudoso caubói brasileiro, que era uma espécie de super-herói de nosso país, se junta aos Trapalhões para distribuir muitos sopapos. Quem estrela também é Xuxa no papel de uma freira. Fora isso, 20 minutos do filme são inteiramente criados em animação, desenhada por ninguém menos que Mauricio de Sousa.

Os Três Mosquiteiros Trapalhões (1980)

Sacou o trocadilho? Sim, esses são os mosquiteiros e não os mosqueteiros. Isso porque Dedé, Zacarias e Mussum vivem um trio de jardineiros, partindo atrás de pedras preciosas em Foz do Iguaçu. Didi se junta a eles, como o tratador de aves Zé Galinha.

10 Filmes dos anos 90 que MATARAM Grandes Franquias!

Um dos exercícios que mais gostamos de fazer aqui no CinePOP é voltar no tempo, para as queridas décadas de 80 e 90. Falando da segunda, ela foi responsável pelo surgimento de algumas das franquias mais queridas até hoje na sétima arte, e que continuam a render frutos hoje, com filmes modernos. Sucessos como ‘Jurassic Park’, ‘O Rei Leão’, ‘Toy Story’, ‘Missão: Impossível’ e ‘Pânico’, por exemplo, seguem firmes e fortes inseridos na cultura popular.

Por outro lado, enquanto alguns filmes foram capazes de cativar tanto o público que deram origem à inúmeras continuações até hoje, outros filmes foram responsáveis por cortar essa fonte, e acabar de vez com os planos para as continuações de uma franquia. Abaixo conheceremos 10 filmes muito promissores dos anos 90 que tinham tudo para iniciar ou continuar uma franquia, mas que foram responsáveis por mata-las. Confira.

Robocop 3 (1993)

Robocop – O Policial do Futuro’ (1987), de Paul Verhoeven, se mantém ainda hoje não apenas como um dos melhores filmes de ação de todos os tempos no cinema, como também uma das melhores produções a sair dos anos 80. Ácido, violento e incrivelmente satírico, ‘Robocop’ possui camadas profundas que vão muito além do cinema de ação. Seu recado é claro. Com tantos elogios, o estúdio não ia perder a oportunidade de criar um novo herói, mas sem Verhoeven para dirigir ‘Robocop 2’ (1990), o filme sofreu críticas duras, mas ainda fez dinheiro o suficiente para seguir com os planos de ‘Robocop 3’ (1993). Já este terceiro filme provou que os filmes do policial mecânico já não tinham mais fôlego, ficando cada vez mais infantilizados – terminou por completo com qualquer possibilidade de um ‘Robocop 4’. E a franquia permanece na gaveta.

Super Mario Bros. (1993)

Outro filme de 1993. ‘Super Mario bros.’ guarda o título de ser o primeiro filme baseado em um videogame famoso da história do cinema. O sinal dos novos tempos havia chegado, e a popularidade dos personagens dos games adentrava o mundo do cinema em grande estilo, em clima de superprodução. Afinal, os quadrinhos haviam se mostrado uma fonte bastante rentável com ‘Batman’ (1989). É claro que o investimento pesado do estúdio tinha planos para criar uma franquia, e caso o primeiro filme tivesse caído nas graças do público, certamente teríamos visto um ‘Super Mario Bros.’ ainda nos anos 90, trazendo novos personagens queridos do público. Mas nem os carismas de Bob Hoskins e Dennis Hopper foram capazes de salvar essa versão sombria do colorido jogo. Mais alinhado com a verdadeira essência está o novo filme em animação, lançado em 2023.

As Tartarugas Ninja 3 (1993)

Não é implicância com 1993, mas o ano realmente trouxe muita tranqueira em seu repertório, com alguns dos filmes que infelizmente ficaram muito longe de seu potencial. Assim como ‘Robocop 3’, ‘As Tartarugas Ninja 3’ serviu para enterrar uma franquia querida do grande público, e dizer adeus a muitos milhões de dólares, tendo em mãos um dos produtos mais quentes da época. As quatro tartarugas humanoides eram as figuras mais amadas da criançada na época, e era uma verdadeira fábrica de fazer dinheiro.

Hollywood logo percebeu isso e transformou em filme, com visual mais adulto e sombrio – criando um verdadeiro sucesso em 1990. Os pais reclamaram da violência, e a continuação ficou mais domada, mesmo assim agradando, em 1991. Porém, os produtores deviam achar que podiam fazer qualquer coisa com o título, que teriam um sucesso. Ledo engano. Assim, uma aventura chata, no Japão feudal, sem qualquer personagem dos desenhos (que era o que a criançada queria ver), levou essa franquia para o buraco e nunca mais veríamos as tartarugas de “borracha” em live-action.

Mortal Kombat: A Aniquilação (1997)

Hollywood pode ser uma fábrica de sonhos e movimentar rios de dinheiro, mas a maior indústria de cinema no mundo também sabe como ninguém perder verdadeiras fortunas. E tudo o que precisa para isso é não ouvir os fãs, e deixar de entregar o que eles verdadeiramente querem. A New Line Cinema até tirou a sorte grande e conseguiu adaptar o videogame ‘Mortal Kombat’ de forma satisfatória em 1995. Esse sucesso deu sinal verde para a continuação. Mas infelizmente, o que seguiu foi um dos piores filmes da história, com ‘A Aniquilação’ em 1997, que ficou parecendo um filme totalmente B, com caracterizações dignas de qualquer “cospobre”. Sendo assim, qualquer intenção de um ‘Mortal Kombat 3’ foi varrido para debaixo do tapete. Esperamos que o reboot da franquia se saia melhor – o segundo filme será lançado este ano.

Street Fighter – A Última Batalha (1994)

Se ‘Mortal Kombat’, de Paul W. S. Anderson, fez sucesso em 1995 ao menos para ganhar uma continuação, ‘Street Fighter’ não conseguiu o mesmo no ano anterior, mesmo contendo um dos maiores astros da ação da época estrelando o filme. A geração que cresceu nos anos 90, lembra bem a popularidade dos maiores jogos de luta da época: Street Fighter e Mortal Kombat. O anúncio de que ambos seriam adaptados ao cinema causou comoção em todo menino do período, e de seus pais, que iriam leva-los ao cinema.

Street Fighter’ foi o primeiro a chegar, e a produção conseguiu escalar Jean-Claude Van Damme, um dos maiores nomes da ação da época como o protagonista. Mas não apenas isso, o talentoso Raul Julia também estava no elenco, no papel do vilão. Apesar do grande potencial para se tornar uma franquia, até mesmo os fãs perceberam que muita coisa estava errada, e jamais tivemos um ‘Street Fighter 2’. Mas um reboot da ideia está vindo aí…

Double Dragon (1994)

No mesmo ano de ‘Street Fighter’ nos cinemas, tivemos também o seu irmão pobre ‘Double Dragon’. Como dito acima, os games de luta mais populares da época dos 16 bits eram Mortal Kombat e Street Fighter. Mas eles não eram os únicos. Antes de ambos fazerem sucesso, existiu Double Dragon. Essa produção menor tentou pegar carona na onda que começava a crescer nos anos 90, a de adaptação de games queridos. Super Mario Bros, Street Fighter e Mortal Kombat estavam sendo produzidos, assim só restava vasculhar o que mais poderia ganhar as telas. Com Robert Patrick e Alyssa Milano no elenco, ‘Double Dragon’ contou com efeitos especiais chamativos para a época, mas passou bem longe de ser considerado um sucesso, recaindo mais no terreno cult e permanecendo na gaveta até hoje.

Spawn – O Soldado do Inferno (1997)

Os anos 90 também viram surgir uma era de quadrinhos promissores, com artistas que haviam deixado a Marvel e a DC, e formado sua própria editora, a Image Comics. O carro-chefe da recém-formada editora era ‘Spawn’, um anti-herói demoníaco, que foge do inferno para completar uma missão. Repleto de poderes sobrenaturais, a criação de Todd McFarlane caiu nas graças dos fãs. Assim, rapidamente o sinal verde foi dado para sua versão cinematográfica, repleta de efeitos especiais (revolucionários para a época), uma boa maquiagem e efeitos práticos, figurinos e caracterizações. Tudo parecia no lugar para o sucesso. A única coisa que faltou foi a mão firme de um bom diretor e um roteiro mais enxuto. Há certo tempo comenta-se sobre um reboot com Jamie Foxx, mas que parece não conseguir sair do papel.

Godzilla (1998)

Godzilla é provavelmente o monstro mais famoso do cinema. A criação japonesa de 1954, surgiu como crítica aos testes nucleares realizados pelas grandes potências, que na ficção terminaram por criar o monstro radioativo gigante que se volta contra a humanidade. O filme original fez tanto sucesso que gerou inúmeras sequências japonesas. O personagem sempre fez parte da cultura pop, mas foi só em 1998 que Hollywood resolveu dar seu pitaco sobre a criatura, transformando a ideia em uma superprodução milionária. Para o comando, ninguém menos que Roland Emmerich, o responsável por destruir o mundo em ‘Independence Day’, um enorme sucesso do cinema. Emmerich queria fazer o mesmo com Godzilla, deixando a possibilidade de uma sequência ao final do filme, como os ovinhos do réptil prontos para chocar. As críticas negativas que o longa recebeu colocaram um fim a essa possível franquia.

Predador 2 (1990)

Os dois últimos itens da lista podem soar como uma pegadinha para muitos. O primeiro, ‘Predador 2’ pode fazer muitos pensarem: “peraí, Predador é uma franquia estabelecida, que inclusive irá lançar um novo exemplar esse ano”. Tudo bem, mas vamos por partes. Voltando para 1987, o primeiro ‘O Predador’ fez sucesso ao misturar ‘Rambo’ e ‘Aliens’, como comentaram alguns críticos da época. É claro que o desejo foi por uma continuação, mas o astro Arnold Schwarzenegger não conseguiu chegar a um acordo sobre seu salário para reprisar o papel de Dutch, assim Danny Glover, astro de ‘Máquina Mortífera’, o substituiu em um filme passado no futuro, que apresentava a selva de pedra de uma Los Angeles quase apocalíptica.

Apesar de ser um cult muito apreciado hoje em dia, ‘Predador 2’ foi um fracasso de crítica e público em sua época de lançamento em 1990. O fato colocou um ponto final (até então) na promissora franquia. O bichão com cara de crustáceo ficaria fora do ar por 14 anos, até ser trazido de volta em 2004 para ‘Alien vs. Predador’. Hoje, a franquia passa por seu terceiro ou quarto reboot (já perdemos as contas). Mas o que todos queriam ver mesmo na época era ‘O Predador 3’ – que nunca chegou.

Batman – O Retorno (1992)

Com ‘Batman – O Retorno’ temos o mesmo caso com o item acima. Uma franquia pode continuar, tendo sofrido inúmeras modificações e reboots. É o caso com ‘O Predador’ e ‘Alien’, por exemplo, que não seguiram uma única linha narrativa, e passaram por diversas reformulações. Esse é o caso também com o herói Batman no cinema. Podemos dizer que a primeira linha narrativa do cavaleiro das trevas começou em 1989 no cinema e seguiu até 1997 com o infame ‘Batman & Robin’. Aos trancos e barrancos, essa era para ser uma mesma série de filmes – até sofrer seu primeiro reboot com ‘Batman Begins’, de Christopher Nolan.

Mas existe ainda um outro porém nessa primeira narrativa – pois ela é dividida entre duas visões do mesmo mundo: a visão de Tim Burton e a de Joel Schumacher. A de Tim Burton termina justamente após ‘Batman – O Retorno’, quando o diretor foi afastado da cadeira de comando, sendo levado a servir como produtor do terceiro filme. O motivo: a violência do segundo. Ah, como toda criança da época sonhou com um terceiro Batman de Tim Burton.

Mark Ruffalo critica bilionários e chama Trump de “grifter”: “Estão roubando vocês enquanto culpam imigrantes

O ator e ativista Mark Ruffalo, conhecido por interpretar o Hulk no universo Marvel e por seu engajamento político, voltou a se posicionar com firmeza contra o ex-presidente Donald Trump e as políticas migratórias dos EUA.

Em uma série de vídeos e publicações recentes nas redes sociais, Ruffalo afirmou que “os bilionários são o verdadeiro problema, não os imigrantes”, e chamou Trump de “grifter” — um termo pejorativo em inglês usado para descrever golpistas ou aproveitadores.

“Imigrantes não são criminosos. Eles contribuem com bilhões para a economia”, declarou Ruffalo em vídeo. “Os verdadeiros vilões são os bilionários, que tornam nossas vidas insuportáveis e nos deixam desesperados.”

O ator também criticou os apoiadores das políticas de deportação de Trump e da atuação do ICE (agência de imigração dos EUA), dizendo que muitos apontam suas armas para as pessoas erradas:

“Vocês querem expulsar quem colhe sua comida, mas não se importam com quem envenena seus corpos com produtos químicos que não deveriam nem existir. Querem eliminar quem facilita sua vida, mas não questionam quem entorpece suas mentes com mentiras para destruir a solidariedade entre nós.”

Em outro post, Ruffalo acusou Trump de “roubar o povo às claras”, enquanto promove medo e desinformação.

“O presidente é um grifter. Sua família está lucrando com esquemas de criptomoeda. Enquanto isso, o bilionário da tecnologia pega o seu dinheiro de imposto para bancar a fantasia de morar em Marte, enquanto você passa fome e se preocupa com o amanhã.”

O ator ainda criticou cortes em pesquisas contra o câncer e a negligência com populações em situação de risco:

“Ele deixa pessoas com AIDS, famintas ou perseguidas morrerem em silêncio. Demite seus familiares e corta fundos que poderiam salvar quem você ama.”

Ruffalo segue ativo tanto no ativismo quanto na carreira artística. Ele recentemente esteve no filme de Bong Joon Ho, ‘Mickey 17‘, e é protagonista da nova série policial da HBO, ‘Task‘, criada por Brad Ingelsby (‘Mare of Easttown’), com estreia prevista para setembro. Também tem o drama ‘Crime 101‘ programado para 2026.

Conhecido por não se calar diante de injustiças, Ruffalo reforça sua posição como uma das vozes mais combativas de Hollywood — usando sua visibilidade para denunciar desigualdades e defender os mais vulneráveis.

‘Superman Vive’, ‘Homem-Aranha 4’, ‘Batman: Ano Um’ e os Filmes de Super-Heróis que Foram CANCELADOS

Hoje, os super-heróis de quadrinhos são a fonte mais confiável e rentável para as superproduções de Hollywood. E os louros devem ir à Marvel. Porém, mesmo hoje – ou quem sabe há alguns poucos anos no passado – estes projetos enfrentam, vez ou outra, problemas para sair do papel. Seja devido ao orçamento, desistência do estúdio ou dos envolvidos, o que inclui o diretor ou os atores principais, tudo pode se tornaram barreira na hora de criar algo deste porte – mesmo, como dito, sendo um negócio altamente lucrativo. Símbolos icônicos e atemporais como Superman, Batman e Homem-Aranha são verdadeiras máquinas de fazer dinheiro, mas é preciso ter muita cautela e planejamento para levar estes personagens simbólicos para a terceira dimensão das telonas.

De fato, para cada filme concretizado com estes personagens específicos, podemos contar muitos mais que terminaram parando em diversas fases de sua pré-produção. Ou seja, assunto para este tipo de matéria é o que não falta, já que existem mais filmes do gênero que não foram feitos, do que existem os que foram feitos. Para começar a demonstrar isso, trago abaixo alguns dos casos mais famosos de blockbusters que geravam grande expectativa, alguns inclusive iniciando seu processo de produção, que simplesmente não foram adiante, frustrando os realizadores e mais ainda o público – é sempre o público que perde mais. Confira abaixo, diga se conhecia todos os casos e não esqueça de comentar dizendo qual destes você mais gostaria de ter visto realizado nos cinemas.

Batman: Ano Um // de Darren Aronofsky

O novo Batman arrecadou US$ 770 milhões mundialmente e recebeu elogios dos fãs e da imprensa ao trazer Robert Pattinson como o herói. Mas o Homem-Morcego é um personagem que quase teve diversos filmes que nunca chegaram a sair do papel. De fato, poderíamos fazer uma lista só com os filmes do herói que nunca chegaram a se concretizar. Porém, para esta matéria escolhemos um dos que consideramos mais interessantes. Batman: Ano Um. Esse foi a planta do projeto que seria Batman Begins (2005) eventualmente, que, como sabemos, foi o início da trilogia do Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan.

Após o resultado, digamos, não muito positivo de Batman & Robin (1997) – tanto financeiramente, quanto de crítica -, a Warner optou por reiniciar a franquia, e alguns projetos foram ventilados. O escolhido pelo estúdio terminou sendo Batman: Ano Um, que contaria a história de como Bruce Wayne vestiu o uniforme do Batman pela primeira vez. Para comandar, o visionário Darren Aronofsky, então recém-saído de Réquiem para um Sonho (2000). O cineasta queria Joaquin Phoenix no papel principal do herói, e um filme de censura alta, com bastante violência. No fim das contas, a Warner deu para trás nesta visão tão pesada, mas como dito, usou muitas destas ideias em Batman Begins.

 

Superman Lives // de Tim Burton

O maior herói dos quadrinhos, muitos dirão, o Superman foi o primeiro personagem do gênero a ganhar uma franquia nas telonas. Durante a década de 80, os filmes do Super-Homem faziam bastante sucesso nos cinemas, até o resultado frio do quarto e último longa em 1987. Depois disso, já na década de 90, a Warner procurava um jeito de revitalizar a marca, e pensou em projetos que variavam de uma continuação direta a um reboot. Ou quem sabe uma mescla dos dois. Assim, o diretor e roteirista Kevin Smith foi chamado para escrever a história, que deveria ter uma aranha gigante, ursos polares e um parceiro robótico, eram as exigências do excêntrico produtor Jon Peters.

Quando o diretor Tim Burton foi contratado para o comando, Smith saiu e o texto foi modificado, para contar Lex Luthor (Kevin Spacey), Brainiac (Jack Nicholson) e Doomsday como o trio de vilões. Sandra Bullock e Courteney Cox competiam pelo papel de Lois Lane, e Chris Rock havia sido contratado como o novo Jimmy Olsen. Ah Sim, o protagonista seria vivido por Nicolas Cage – temos certeza que você já tinha visto os testes de figurino do ator no papel – e a trama seria baseada nos quadrinhos da Morte do Superman. Realmente, este foi um dos projetos que chegou mais perto de sair do papel, com Superman Lives sendo programado para estrear em 1998. Existe inclusive um documentário sobre os bastidores da produção, com entrevistas de todos, incluindo Kevin Smith e Tim Burton, intitulado The Death of Superman Lives – What Happened?

 

Homem-Aranha 4 // de Sam Raimi

Homem-Aranha: Sem Volta para Casa é um dos maiores sucessos do cinema e definitivamente o maior sucesso da última temporada. A parceria entre a Marvel e a Sony para trazer o herói ao MCU se mostrou uma ideia acertadíssima, fazendo a alegria dos fãs. Voltando algum tempo no passado, 20 anos para ser exato, o mundo vivia a celebração de outro Homem-Aranha, o primeiro. Dirigido por Sam Raimi, o filme original do herói foi uma verdadeira comoção e abriu as portas para o gênero, mostrando para Hollywood que a fonte dos quadrinhos podia ser extremamente rentável se feita da maneira correta. Após o terceiro filme, de 2007, que obteve críticas mornas, mas uma boa bilheteria, Raimi ainda almejava realizar não apenas mais um filme, mas dois.

Homem-Aranha 4 e 5 estavam na agenda do diretor e do estúdio. Tobey Maguire e Kirsten Dunst estavam a bordo igualmente, e o diretor iria poder finalmente retratar o Abutre, seu vilão favorito, nas telonas – papel que ficaria com John Malkovich. Outra que estava praticamente contratada era Anne Hathaway no papel de Felicia Hardy, a Gata Negra – embora algumas fontes afirmem que no filme ela se transformaria numa versão feminina do Abutre. Hathaway eventualmente se tornou a Mulher-Gato de O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Também fala-se em Rachel McAdams em algum papel no longa. As filmagens começariam em 2010, para o lançamento em 2011 – porém, o cronograma apertado e o roteiro de um reboot sendo produzido ao mesmo tempo (caso o filme de Raimi não desse certo), terminaram por fazer o cineasta desistir do quarto filme. Uma grande pena.

Pantera Negra // com Wesley Snipes

Pantera Negra (2018) é definitivamente um dos maiores sucessos da Marvel e um dos maiores sucessos recentes do cinema. Extremamente representativo, o longa de Ryan Coogler foi indicado ao Oscar de melhor filme. Esse ano, fomos agraciados com a sequência Pantera Negra: Wakanda para Sempre, que conseguiu honrar o legado deixado por Chadwick Boseman. Antes do blockbuster do MCU, no entanto, o super-herói africano quase foi aos cinemas na década de 1990, e teria ninguém menos que Wesley Snipes como protagonista. Snipes estava muito investido na produção, empolgadíssimo para levar o personagem importante para as telonas. Teria sido um filme bem diferente do que de fato ganhamos, afinal os tempos agora são outros. Fora isso, a realidade dos filmes de super-heróis era outra no início de 1990 também – época em que o ator fazia sucesso com filmes como Homens Brancos Não Sabem Enterrar e Passageiro 57. A produção chegou a ter um roteiro, mas não foi para a frente. Alguns anos depois e Snipes finalmente conseguiria se tornar um personagem de quadrinhos com Blade – O Caçador de Vampiros (1998), uma das principais pedras no alicerce do cinema de gênero.Gambit // com Channing Tatum

Esse é um dos exemplos mais recentes da lista, e um que pode até vir a sair do papel em algum momento futuro. Quem sabe? O personagem é parte do acervo quase ilimitado de mutantes da Marvel, dentro da franquia X-Men. Esse é um universo quase tão rico e repleto de personagens quanto toda a Marvel em si. Após a trilogia dos X-Men no cinema, que terminou em 2006, o plano da 20th Century Fox, estúdio então detentor dos direitos, era criar spin-offs solo para determinados personagens. O primeiro, é claro, foi o mais popular deles, Wolverine, personificado pelo astro Hugh Jackman – que ganhou sua própria trilogia. O segundo da lista seria o vilão Magneto, projeto que foi remodelado como X-Men: Primeira Classe (2011). Depois que Ryan Reynolds fez campanha e ficou à frente do projeto de Deadpool (2016) para que o longa saísse da forma correta, a Fox logo escalou Channing Tatum para ser o frontman do filme solo de Gambit. Por anos o ator e o estúdio tentaram tirar do papel o projeto, com o filme sendo adiado inclusive nos anos de 2019 e 2020. Porém, com a aquisição da Fox pela Disney, a produção foi completamente desligada a esta altura. Mas como dito, pode ser que veja a luz em algum momento futuro.

Inumanos // da Marvel

Um dos triunfos mais louváveis da Marvel no cinema foi apresentar personagens do time B da editora e transformá-los em grandes astros do cinema. Isso foi verdade até mesmo em seu primeiro filme, afinal o Homem de Ferro não era um produto do mesmo nível do Homem-Aranha ou dos X-Men. Seja como for, o MCU seguiu introduzindo marcas desconhecidas do grande público, vide Guardiões da Galáxia, e extraindo ouro deles. É o que a casa de ideias segue fazendo até hoje, com Shang-Chi e Eternos, por exemplo. Tudo é planejado de forma minuciosa e com muita antecedência, fazendo da Marvel Studios, uma das produtoras mais calculistas da Hollywood atual. Dificilmente veremos um filme anunciado sendo engavetado. Mas existe precedente. É o caso com Inumanos, planejado para estrear em 2018, adiado para 2019 e depois indefinidamente. É curioso que o astro Vin Diesel havia sido contratado com um acordo duplo com o estúdio, cederia a voz para o alienígena árvore Groot, de Guardiões da Galáxia, e seria a forma física do mudo Raio Negro de Inumanos. Mas este foi um projeto que a Marvel varreu para debaixo dos panos, tirando de seu cronograma. Alguns dizem que foi por causa da entrada do Homem-Aranha no MCU, outros dizem que foi por motivo da péssima recepção da série de TV com os personagens em 2017. Existe até a possibilidade de que o projeto tenha evoluído para se tornar o filme dos Eternos em 2021.

Liga da Justiça // de George Miller

“Quem é Jack Snyder?” Bem antes do diretor Zack Snyder entregar sua versão (dupla) da Liga da Justiça, o projeto quase viu a luz do dia em meados da década de 2000. Falando em outro projeto que quase saiu do papel, assim como Superman Lives, o primeiro filme do supergrupo da DC é um dos mais famosos a se tornar lenda urbana do que poderia ter sido. Com o título de Liga da Justiça – Mortal, o diretor e elenco haviam sido contratados, o filme tinha um roteiro, e já estava em fase de pré-produção, sendo cancelado devido a impostos. George Miller, dos filmes Mad Max, estava no comando, e havia escalado Armie Hammer como Batman, DJ Cotrona como Superman, Megan Gale como Mulher-Maravilha, Adam Brody como Flash, Common como Lanterna Verde, Santiago Cabrera como Aquaman, Hugh Keays-Byrne como Manhunter e Zoe Kasan como Iris Allen. Já os vilões seriam Maxwell Lord, vivido por Jay Baruchel e Talia al Ghull, vivida por Teresa Palmer – isso antes de Pedro Pascal e Marion Cotillard viverem os antagonistas nos filmes Mulher-Maravilha 1984 e O Cavaleiro das Trevas Ressurge, respectivamente. Se o nível de ação e adrenalina fosse o mesmo de Mad Max – Estrada da Fúria, estaríamos feitos.

EXCLUSIVO: Diretor de ‘Memórias de um Caracol’ fala sobre as profundas mensagens da animação; Confira!

A aclamada animação indicada ao Oscar Memórias de um Caracol continua em exibição nos cinemas nacionais e, recentemente, tivemos a oportunidade conversar com o diretor Adam Elliot, que trouxe detalhes sobre os bastidores e sobre o processo de construção do filme.

Confira:

O filme é escrito e dirigido por Adam Elliot.

Grace Pudel é uma garota solitária que coleciona caracóis ornamentais e tem um enorme amor pelos livros. Ainda muito jovem, Grace foi separada do irmão gêmeo, o pirofagista Gilbert, e a partir daí, entrou em uma espiral contínua de ansiedade e angústia. Apesar dessas inúmeras dificuldades, a menina volta a encontrar inspiração e esperança quando inicia uma amizade duradoura com uma idosa excêntrica chamada Pinky, repleta de coragem e desejo de viver.

O elenco de voz é formado por Sarah SnookKodi Smit-McPheeJacki WeaverEric BanaMagda Szubanski e outros.

10 filmes brasileiros necessários disponíveis nas plataformas de streaming!

O cinema brasileiro vive um grande momento, conquistando prêmios internacionais e mostrando uma produção que não para de crescer. Mas essa força e versatilidade não são de hoje. Ao longo dos anos, nossas histórias vêm provocando importantes reflexões e aproximando o público da realidade do país. Pensando nisso, selecionamos 10 filmes brasileiros indispensáveis que você pode encontrar nos streamings:

 

Homem com H (Netflix)

Nesta brilhante cinebiografia, acompanhamos a trajetória de Ney Matogrosso desde a infância, conhecendo de perto os passos iniciais e a chegada ao sucesso desse fantástico artista da música brasileira.

 

Oeste Outra Vez (Telecine)

Na trama, conhecemos o amargurado Totó (Ângelo Antônio), dono de um bar decadente, que após ser abandonado pela companheira, resolve acertar as contas com um outro morador da cidade onde mora, Durval (Babu Santana). Totó então contrata Jerominho (Rodger Rogério), que diz ser um competente pistoleiro, para matar Durval. Mas as coisas não saem conforme o planejado, levando essa história para uma série de desencontros rumo às profundezas da solidão.

 

Vítimas do Dia (Globoplay)

O motorista de aplicativo Elder (Amaury Lorenzo) estava em uma noite comum na sua rotina. Chegando em casa, no subúrbio do Rio de Janeiro, após trabalhar o dia todo, vai ao supermercado comprar um item desejado pela esposa Daiane (Jéssica Ellen), grávida. Chegando no lugar, é atingido por uma bala perdida. Em meio a um intenso tiroteio, precisa aguardar atendimento, sendo amparado por frequentadores e funcionários do estabelecimento. Em paralelo, Daiane sem saber notícias do marido, acaba entrando em trabalho de parto e tem dificuldades de sair de casa pois a violência também bate em sua porta.

 

Kubrusly – Mistérios Sempre há de pintar por aí (Globoplay)

 

Uma história de amor em meio a um rico material de um profissional exemplar que sempre colocou a cultura brasileira em suas pautas. Assim podemos começar uma análise sobre esse cativante projeto. Exibido em primeira mão na Mostra de Cinema de Gostoso 2024, Kubrusly – Mistérios Sempre há de pintar por aí reúne uma importante pesquisa, que junta materiais de arquivo aos detalhes do cotidiano, para registrar o começo, meio e as novas descobertas do viver de um homem diagnosticado com uma doença cruel que continua a escrever a sua própria história.

 

Kasa Branca (Telecine)

Na trama conhecemos o jovem e gente boa Dé (Big Jaum) que está passando por um momento delicado. Sua avó, a única parente de seu presente, está numa estrada sem volta com a doença de alzheimer e, precisando cuidar dela, as contas só acumulam. Morador de um bairro de Mesquita, Chatuba, no Rio de Janeiro, ele resolve enfrentar esse momento vivendo o máximo de experiências com ela, contando com a ajuda de seus dois melhores amigos Adrianim (Diego Francisco) e Martins (Ramon Francisco).

 

Propriedade (Netflix)

Na trama, conhecemos Tereza, uma mulher de família rica (Malu Galli) que no passado fora vítima de um assalto que acabou na morte do assaltante, fato que a deixou traumatizada. O tempo passa e junto ao seu marido resolvem fazer uma viagem para a fazenda da família no interior. Só que chegando no lugar, os trabalhadores que prestam serviços lá, liderados por Dona Antônia (Zuleika Ferreira), se revoltam por uma série de situações e tomam o lugar. Tereza consegue se trancar no seu carro mas sem ter a chance de fugir. Assim, começa um jogo psicológico onde a não comunicação se torna um elemento importante para refletirmos sobre o que assistimos até o último segundo de projeção.

 

Tia Virgínia (Canal Brasil)

Na trama conhecemos Virginia (Vera Holtz), uma mulher solteira, que nunca teve filhos ou se casou, que cuida da sua mãe de quase 100 anos em uma casa confortável. Ela está prestes a receber a visita das duas irmãs, o esposo de uma delas e alguns de seus sobrinhos para comemorarem juntos aquele que pode ser o último natal da mãe já bem debilitada. Ao longo de memórias da família, situações que beiram ao constrangimento, Virgínia passa esse dia prestes a perceber que é a hora de realizar tudo aquilo que sempre sonhou, entrando em conflito com quem quer que seja.

 

Levante (Globoplay)

Na trama, conhecemos Sofia (Domênica Dias), uma adolescente super alegre, entrosada com as amigas de longa data, craque do time de vôlei de seu bairro que após se destacar nas quadras recebe uma possível proposta irrecusável, sendo forte concorrente à uma bolsa de estudos para jogar seu esporte favorito em outro país sul-americano. Acontece que no mesmo período dessa grande notícia, uma outra abala suas estruturas emocionais, ela está grávida. Desesperada e querendo interromper a gravidez, ela busca forças nas amigas e no seu pai (Rômulo Braga) mas sem deixar de sentir a fúria de um grupo de pessoas que fica sabendo da tentativa de aborto e que começa a discriminá-la.

 

Estranho Caminho (MUBI)

Na trama, conhecemos um jovem (Lucas Limeira) cineasta que após longos anos volta para o lugar onde nasceu e morou para apresentar o seu mais recente trabalho em um Festival de Cinema. Com a pandemia da Covid batendo na porta, ele busca se encontrar com seu pai (Carlos Francisco) com quem não fala faz mais de uma década. Após uma tentativa quase frustrada, já que o pai se tornou uma pessoa cada vez mais reclusa, algumas situações peculiares começam a atingir seu caminho.

 

Cadê o Amarildo? (Globoplay)

Um caso que chocou o Brasil e até hoje com pontas soltas. Trazendo para o público mais um olhar para uma história que completa 10 anos em 2023, uma abordagem policial feita por membros da UPP da rocinha, no Rio de Janeiro e o sumiço de um ajudante de pedreiro, o documentário da Globoplay Cadê o Amarildo? ao longo das quase duas horas de projeção, busca encontrar mais respostas através de depoimentos da família, das autoridades policiais da época, de testemunhas nunca ouvidas e do julgamento de policiais envolvidos em uma ação que até hoje parece ter peças que não se encaixam. A dor e o sofrimento dos familiares também é mostrada, uma busca por justiça constante ao longo de todo esse tempo.

Terminam as filmagens do aguardado filme ‘Talismã’, de Thais Fujinaga

Após o sucesso do tocante A Felicidade das Coisas, sua participação como roteirista em alguns episódios da série Os Outros, do Globoplay, e com diversos curtas premiados em festivais no Brasil e no exterior, a cineasta paulista Thais Fujinaga acaba de concluir sua segunda direção de um longa-metragem de ficção: o drama Talismã.

Foto: André Luiz de Luiz
Foto: André Luiz de Luiz

Rodado em locações de Porto Alegre e Guaíba, no Rio Grande do Sul, o projeto nos mostrará a história de uma dançarina (Fernanda Chicolet) que, mesmo se dedicando ao máximo, nunca chegou ao sucesso que esperava. Quando sua filha começa a ganhar destaque em um reality show infantil, a protagonista entra em uma complicada crise existencial.

Foto: André Luiz de Luiz
Foto: André Luiz de Luiz

O elenco reúne nomes conhecidos do nosso cinema, como Stepan Nercessian, Fernanda Chicolet e Allan Souza Lima, além da atriz mirim Sophia Fuggacy, que faz sua estreia nas telonas. Outro destaque é a participação especial do jornalista e crítico de TV Chico Barney, conhecido por seus comentários sobre o universo do entretenimento.

Thais Fujinaga - Foto: Daniel de Bem
Thais Fujinaga – Foto: Daniel de Bem

O filme ainda não tem data de estreia mas em breve deve estar chegando aos festivais de cinema e depois aos cinemas brasileiros. Ficaremos de olho!

Crítica em Vídeo | ‘Extermínio – A Evolução’ aposta no drama e esquece o terror

Eu trago a crítica em vídeo de ‘Extermínio: A Evolução‘ (28 Years Later), terceiro filme da franquia.

Assista e siga o CinePOP no Youtube:

Ainda vivendo em quarentena devido ao vírus da raiva, um sobrevivente decide se aventurar no coração sombrio do continente.

Desenvolvido como a primeira parte de uma nova trilogia, o longa contou com um orçamento de US$ 60 milhões.

Extermínio: A Evolução’ já está em exibição nos cinemas.

Além de Jodie Comer, o elenco ainda conta com Jack O’Connell (‘Invencível’),  Ralph Fiennes (‘O Menu’) e Erin Kellyman (‘Falcão e o Soldado Invernal’).

Extermínio: A Evolução’ foi escrito por Alex Garland e conta, mais uma vez, com a direção de Danny Boyle.

Uma das franquias de horror mais aclamadas dos últimos anos, ‘Extermínio’ arrecadou quase US$ 150 milhões com seus dois primeiros filmes, lançados em 2002 e em 2007.

 

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Blumhouse oficializa COMPRA dos direitos da franquia ‘Jogos Mortais’

A Blumhouse, responsável por inúmeros sucessos do terror, adquiriu os direitos de todos os futuros filmes, séries e outras propriedades da franquia Jogos Mortais (via Variety).

A icônica saga slashergore, criada por James Wan, estendeu-se por nada menos que dez longas-metragens, sendo o mais recente deles conquistando inúmeros elogios da crítica e do público.

A companhia pagou um valor não divulgado pela parte da franquia atualmente detida pelos produtores Oren Koules e Mark Burg. Em declarações, Koules disse que parecia “o momento certo para passar o bastão”, enquanto Burg afirmou que queria “seguir em frente e contar novas histórias”.

A Lionsgate, que lançou todos os filmes da série e arrecadou mais de US$1 bilhão em bilheteria global, continuará como parceira na propriedade e manterá sua participação acionária atual de 50%, bem como a distribuição de produções futuras.

Em uma declaração oficial, Jason Blum, fundador da Blumhouse, afirmou que Jogos Mortais “definiu uma geração do terror” e que “seu impacto cultural continua a crescer, tornando este um investimento estratégico em uma das propriedades do gênero mais reconhecidas e bem-sucedidas das últimas duas décadas”.

Blum também disse que disse que Wan e Leigh Whannell, roteiristas do primeiro filme, serão trazidos “de volta ao grupo” e ajudarão a guiar o futuro da franquia.

Crítica | ‘Nem Toda História de Amor Acaba em Morte’ – Comédia romântica apresenta primeira protagonista surda da história do cinema brasileiro

A rotina que mata. Trazendo um importante olhar para a surdez e acessibilidade gerando uma representatividade importante e ainda pouco vista nos produtos audiovisuais brasileiros, o longa-metragem paranaense Nem Toda História de Amor Acaba em Morte, entre beijos e feridas, num cair e levantar, busca um retrato sutil do cotidiano. Escrito e dirigido por Bruno Costa, e já exibido em dois dos principais festivais de cinema do Brasil, este é um projeto que explora, com leveza, as gangorras emocionais do coração.

Sol (Chiris Gomes) é uma professora que está em um casamento na iminência do fim. Quando resolve tomar essa decisão, acaba conhecendo e se apaixonando por Lola (Gabi Grigolom), uma jovem atriz surda que luta para manter viva sua companhia de teatro. Quando as duas resolvem embarcar de forma definitiva nesse relacionamento, conflitos com o ex-marido de Sol, Miguel (Octávio Camargo), se tornam presentes.

Nessa tragicômica jornada, que ganha força à medida que se afasta de seu início, acompanhamos uma protagonista em crise, descobrindo novas formas de amar e de enxergar as relações. O roteiro se arrisca ao adotar uma estrutura quase episódica, como pequenas esquetes que se costuram em busca de simplificar o que é, por natureza, complexo. Fórmula que funciona quando o filme, num segundo momento, engrena.

Uma nova fase da vida e os sussurros dos que cismam em não entender, se tornam alguns dos contrapontos que se chocam numa narrativa com um abre alas com o freio de mão puxado mas que de alguma forma utiliza um trunfo interessante, um papo reto, uma mensagem objetiva, que deixa o filme sutil, com momentos cômicos e fácil identificação. Embora nem sempre alcance maior profundidade e por vezes se embarace em suas próprias propostas, mantém um tom leve e agradável que convida o espectador a seguir até o fim.

Além dos méritos já mencionados, Nem Toda História de Amor Acaba em Morte traz um importante espaço para a representatividade da comunidade surda, apresentando a primeira protagonista surda da história do cinema brasileiro. O filme estreia em 2026 nos cinemas do nosso país.

‘The Boys’: Anthony Starr revela seus cinco momentos favoritos como Capitão Pátria

Com quatro temporadas de sangue, caos e litros de leite desconfortavelmente ingeridos, Antony Starr colecionou momentos icônicos interpretando o instável e ameaçador Capitão Pátria em ‘The Boys‘.

Durante um painel para a campanha do Emmy da série, o ator revelou quais foram os momentos mais marcantes da sua jornada como o super-herói mais perigoso do universo da Prime Video — e ambos envolvem a deterioração psicológica do personagem.

“Um momento que se destaca para mim na terceira temporada foi a cena no espelho”, contou Starr. “Lembro de ler o roteiro e dizer ao [criador] Eric Kripke: ‘Acho que tem algo a mais aqui. A gente pode ir mais fundo.’”

A cena em questão, onde o Capitão Pátria conversa consigo mesmo diante do espelho, escancarando sua dualidade e desequilíbrio mental, nasceu de uma ideia trazida pelo próprio ator — e abraçada por Kripke.

“Temos uma colaboração incrível. É a melhor da minha carreira. A gente construiu aquela cena juntos e ela acabou ficando realmente sombria e distorcida”, disse Starr. “Foi ali que pensei: ‘Meu Deus, podemos ir até lá mesmo.’”

O ator também destacou outro momento de impacto na quarta temporada, especificamente no episódio 4, em que o passado de seu personagem é revelado por meio de flashbacks em um laboratório da Vought, onde ele foi criado como uma experiência.

“Foi mais um daqueles momentos ‘oof, tá aí’. O que estava no papel já era bom, mas enxerguei um novo ângulo. Levei para o Eric, montamos juntos e ficou incrível. Se eu não sei o que vai acontecer, o público também não sabe. E estar nesse limite criativo é um lugar muito fértil.”

No painel, Starr foi acompanhado por colegas de elenco como Jack Quaid, Erin Moriarty, Colby Minifie, Tomer Capone, Susan Heyward, Nathan Mitchell, Claudia Doumit, Jessie T. Usher e Chace Crawford. Juntos, eles refletiram sobre a profundidade emocional dos personagens.

“Todo mundo aqui interpreta personagens profundamente danificados. E isso é algo do qual me orgulho: o quanto vamos fundo nesses lugares escuros com os quais o público se identifica.”

A temporada final de ‘The Boys promete continuar desafiando os limites da sátira e da crítica social, encerrando uma era marcada por violência estilizada, humor corrosivo e reflexões cada vez mais afiadas sobre poder, política e culto à personalidade. Para Kripke, recuar não é uma opção.

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‘O Píer’: Kevin Williamson revela que nova série da Netflix foi inspirada no passado criminoso de seu pai

Mais de 25 anos após conquistar o público com ‘Dawson’s Creek‘, o roteirista e produtor Kevin Williamson retorna ao universo das histórias à beira-mar — desta vez, em um dos projetos mais pessoais de sua carreira.

Em entrevista ao New York Post, Williamson revelou que sua nova série da Netflix, ‘O Píer‘, que estreia nesta quinta-feira (20), foi “livremente inspirada” no passado de seu pai.

“Meu pai era pescador e acabou se metendo em problemas ao contrabandear algumas drogas no barco de pesca”, contou. “Mas era coisa pequena. Ele foi pego, preso e pagou o preço.”

Williamson explicou que o pai, já falecido, sempre dizia: “Espere até eu morrer” para contar essa história.

“Mas sei que ele tinha um grande senso de humor e, onde quer que esteja, deve estar feliz por eu ter feito essa série.”

Na trama de ‘O Píer‘, os Buckleys, uma tradicional família de pescadores da Carolina do Norte, recorrem ao tráfico de drogas para tentar salvar seu império em decadência — mas rapidamente tudo sai do controle.

Apesar das semelhanças, Williamson deixou claro que o enredo é apenas inspirado, não biográfico.

“Meu pai foi o melhor homem que conheci. Sempre me perguntei como alguém tão bom pode ter tomado um rumo errado. Acho que estamos num mundo onde todo mundo tem um ‘bico’, todo mundo está tentando sobreviver, pagar as contas. Quis explorar essa luta.”

O Píer‘ marca uma guinada mais sombria na carreira do criador de sucessos como ‘Pânico‘ e ‘The Vampire Diaries‘, abordando temas como moralidade, sobrevivência e os limites do certo e errado dentro da própria família.

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Holt McCallany, Maria Bello, Jake Weary, Melissa BenoistDave Annable e outros estrelam.

 Williamson assina o roteiro da produção, além de servir como produtor executivo ao lado de Ben Fast.

Apesar de ser conhecido por criar a icônica franquia ‘Pânico‘ e estar fortemente associando ao gênero terror, Williamson também tem experiência em projetos dramáticos – tendo sido responsável pelo clássico teen ‘Dawson’s Creek‘.

Holt McCallany revela que Mindhunter pode voltar como trilogia de filmes dirigida por David Fincher

Cinco anos após o fim de sua aclamada segunda temporada, ‘Mindhunter‘ pode finalmente ganhar uma continuação — e em novo formato.

Em entrevista ao CBR, o ator Holt McCallany, que interpretou o agente do FBI Bill Tench, revelou que o criador da série, David Fincher, está considerando reviver a história como uma trilogia de filmes para a Netflix.

“Tive uma reunião com o David Fincher no escritório dele há alguns meses, e ele me disse que existe uma chance de a série voltar como três filmes de duas horas cada. Mas é só uma chance”, revelou.

Segundo o ator, há roteiristas trabalhando em esboços, mas o projeto só avançará se Fincher estiver completamente satisfeito com o material.

“Ele precisa estar feliz com os roteiros. E para isso acontecer, o sol, a lua e as estrelas precisam se alinhar”, brincou.

McCallany também deixou claro que os filmes seriam produzidos diretamente para a Netflix, plataforma original da série.

“Em termos de datas e logística, tudo pode ser resolvido. Mas depende mesmo de o David ter o tempo e a vontade, e de ele ficar feliz com o material — e isso é uma grande incógnita.”

Baseada no livro Mindhunter: O primeiro caçador de serial killers americano, de John E. Douglas e Mark Olshaker, a série original estreou em 2017 e foi elogiada por sua abordagem minuciosa e sombria sobre a criação da unidade de perfis criminais do FBI.

Holt McCallany e Jonathan Groff interpretaram os agentes Bill Tench e Holden Ford, versões ficcionais dos investigadores reais, que entrevistavam serial killers como Ed Kemper, Charles Manson e David Berkowitz para entender seus padrões psicológicos.

Desde o fim da segunda temporada, os fãs pedem pela continuação — e agora, com a possibilidade da trilogia de filmes, há uma nova fagulha de esperança.

“Me senti muito sortudo por ter feito parte daquela série. Adoraria se ela voltasse”, concluiu McCallany. “Fincher me deu um pouco de esperança nessa reunião.”

Por enquanto, os projetos seguem em fase embrionária, mas os seguidores do universo ‘Mindhunter‘ certamente terão um bom motivo para ficar atentos aos próximos passos de David Fincher.

Relembre o trailer da 2ª temporada:

A história acompanha dois agentes do FBI na década de 1970, que entrevistam serial killers na esperança de ajudar a resolver outros assassinatos.

O elenco conta com Jonathan Groff, Holt McCallany, Anna Torv, Stacey Roca, Michael Cerveris, Joe Tuttle, Lauren Glazier, e Albert Jones. 

‘Juntos’: Diretor, Neon e WME responde a acusação de plágio envolvendo o filme: “A história é profundamente pessoal”

O cineasta Michael Shanks, roteirista e diretor do aguardado thriller de horror corporal ‘Juntos‘, se pronunciou publicamente na última segunda-feira (16) após ser alvo de um processo por suposta violação de direitos autorais.

A ação judicial, registrada em maio, acusa o longa de ser uma cópia do filme independente Better Half (2023), dirigido por Patrick Henry Phelan. A produtora Neon, os atores-produtores Dave Franco e Alison Brie, e a agência WME (que representa todos os envolvidos) também são citados no processo.

Em uma declaração com forte tom emocional, Shanks classificou as acusações como “devastadoras” e afirmou que ‘Juntos‘ é uma obra inspirada diretamente em sua própria vida e relacionamentos.

“Estive com minha parceira por mais de 16 anos — quase metade da minha vida. Essa fusão de identidade, amor e codependência é o que inspirou ‘Juntos‘. Não é apenas um roteiro; é um reflexo de algo profundamente pessoal”, afirmou o diretor.

Segundo ele, o primeiro rascunho do roteiro foi concluído e registrado junto à Writers Guild of America (WGA) em 2019, muito antes do roteiro de Better Half ter sido enviado à WME. Shanks também diz que o projeto recebeu apoio financeiro da Screen Australia em 2020 e que, dois anos depois, foi apresentado a Dave Franco, que se interessou pelo projeto e trouxe Alison Brie para o elenco e produção.

“Ser acusado de roubar essa história — tão profundamente baseada na minha vivência pessoal, desenvolvida ao longo de anos — é devastador”, escreveu.

A Neon e a WME também reagiram fortemente às alegações. Em comunicado conjunto, as empresas acusaram o autor do processo de tentar “conseguir 15 minutos de fama” e de agir de má-fé ao acionar a imprensa antes mesmo de registrar o processo formalmente.

“Não houve qualquer tentativa de apurar se o roteiro de ‘Juntos‘ precedia o do autor da ação — e precede”, afirmam. “Quase todas as semelhanças apontadas já estavam no roteiro original de 2019 escrito por Shanks, muito do qual foi inspirado em sua própria história de vida”.

Juntos‘, que estreou com elogios no Festival de Sundance 2025, foi adquirido pela Neon por US$ 17 milhões — o maior acordo de distribuição do festival.

Apesar do impacto emocional das acusações, Shanks diz estar confiante:

“Os fatos importam. A linha do tempo está documentada. Os rascunhos, registros e comunicações estão todos lá. Eu me orgulho de ‘Juntos‘ e da longa jornada que foi trazê-lo à vida.”

O caso segue em trâmite judicial, mas a disputa promete movimentar ainda mais a discussão sobre originalidade, inspiração e limites criativos na indústria cinematográfica.

Sobre a acusão

Segundo a denúncia, os produtores de ‘Better Half‘, Jess Jacklin e Charles Beale, descobriram a existência de ‘Juntos‘ na véspera de sua exibição no festival e decidiram assistir.

“Enquanto a plateia ria e aplaudia, Jacklin e Beale ficaram em silêncio absoluto, vendo seu pior pesadelo se desenrolar”, diz o processo. “Cena após cena confirmava que os réus não apenas se apropriaram de ideias genéricas, mas roubaram praticamente todos os aspectos únicos da expressão protegida de ‘Better Half‘”.

A origem do suposto plágio remontaria a agosto de 2020, quando a diretora de elenco de ‘Better Half‘ enviou o roteiro e uma proposta formal para Brie e Franco, através de seus agentes na WME. De acordo com os documentos judiciais, a resposta foi rápida: “Dave vai recusar, mas obrigado por pensar nele”. 

Na descrição original, ‘Better Half‘ era apresentado como uma comédia satírica e surreal, e não como um filme de terror. A obra estreou no Brooklyn Film Festival como uma comédia romântica e marcou a estreia do roteirista e diretor Patrick Henry Phelan, que assina o projeto.

A ação destaca várias similaridades entre os dois filmes. Ambas as histórias acompanham casais que precisam aprender a viver fisicamente unidos, explorando o controle compartilhado do corpo e a evolução do relacionamento. “Enquanto inicialmente tentam de tudo para se separar — de intervenções médicas a motosserras —, no final aceitam sua nova condição”, diz a queixa.

Entre as cenas apontadas como cópias, há uma sequência no banheiro em que os protagonistas, unidos pelas genitálias, tentam esconder a situação de outro personagem próximo. A ação também ressalta que ‘Juntos‘ termina com os personagens ouvindo o álbum Spiceworld, das Spice Girls — mesmo desfecho de ‘Better Half‘.

Com estreia marcada para 14 de agosto e distribuição brasileira pela Diamon Films, ‘Juntos‘ agora enfrenta uma batalha legal que pode manchar sua trajetória promissora. Até o momento, os envolvidos no processo não se manifestaram publicamente.

Confira o trailer legendado e siga o CinePOP no Youtube:

Sucesso entre os críticos, o longa conquistou 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Os especialistas, de maneira geral, elogiaram as atuações de Dave Franco e Alison Brie, além de destacarem o roteiro e a direção de Michael Shanks.

Na trama, com uma mudança para o campo já testando os limites do relacionamento de um casal, um encontro sobrenatural inicia uma transformação extrema de seu amor, de suas vidas e de sua carne.

A Neon adquiriu os direitos de distribuição mundial de Together, se tornando a primeira grande venda do Festival de Sundance 2025.

O longa recebeu elogios da crítica e foi disputado por diversos estúdios, como A24 e Mubi, que também tentaram garantir a aquisição do filme do subgênero body horror.

Embora o valor da venda não tenha sido revelado, a Variety indica que o filme pode ter sido negociado com a Neon por algo entre US$ 10 a US$ 15 milhões. Se o valor alcançar o limite superior, Together se tornará uma das maiores vendas da história do festival.

O terror é o primeiro trabalho do roteirista e diretor Michael Shanks e acompanha um casal, interpretado por Franco e Brie, que se muda para o campo. Durante o cotidiano na casa, o vínculo tóxico entre eles se transforma em um pesadelo após a aparição de grotescas manifestações físicas, causadas por uma força sobrenatural presente no local.

‘Extermínio: A Evolução’: Danny Boyle fala sobre retorno ao terror e possibilidade de dirigir James Bond novamente

Após anos afastado da icônica franquia de terror iniciada com ‘Extermínio‘ (28 Days Later), Danny Boyle está de volta com ‘Extermíno: A Evolução‘, novo capítulo da saga que mistura horror, tensão social e vírus que transformam pessoas em criaturas violentas.

Em entrevista ao podcast Crew Call, do Deadline, o cineasta britânico compartilhou detalhes sobre o projeto — e comentou a possibilidade de voltar à franquia 007, agora sob comando da Amazon MGM Studios.

Boyle revelou que o novo longa, protagonizado por Aaron Taylor-Johnson e o jovem ator Alfie Williams, foi filmado com um iPhone 15 Pro Max, utilizando iluminação natural inspirada no estilo do cineasta grego Theo Angelopoulos. A decisão estilística, segundo ele, traz uma estética crua e visceral ao filme, evocando realismo e urgência.

“Há um movimento em direção à beleza. Não é apenas sobre o horror — embora haja muito horror —, mas também é uma jornada em direção ao belo”, afirmou Boyle.

O longa traz uma dimensão mais íntima ao universo caótico dos infectados: um pai tentando proteger seu filho pequeno em meio ao cenário devastado do Reino Unido, agora transformado em uma ilha de quarentena infestada de monstros. A sensibilidade do enredo contrasta com o terror físico e psicológico que marca a franquia.

Alex Garland, roteirista de ‘Extermínio‘, também retorna à parceria com Boyle — algo que os fãs aguardavam desde que os planos de continuação se esfriaram após ‘Extermínio 2‘ (2007), dirigido por Juan Carlos Fresnadillo. A vivência do mundo real com a pandemia de COVID-19 reacendeu o interesse de ambos pelo tema:

“Foi impossível não pensar em como a nossa história parecia ter previsto o que vivemos em 2020”, refletiu o diretor.

Sobre os próximos passos da trilogia, Boyle comentou sobre um possível retorno à franquia James Bond, após sua saída do projeto ‘007: Sem Tempo para Morrer‘. O cineasta deixou a porta entreaberta:

“Nunca diga nunca. Mas no momento, estou totalmente imerso nesse mundo [‘Extermíno: A Evolução‘], e tem sido incrivelmente recompensador.”

Extermíno: A Evolução‘ estreia nos cinemas nesta quinta-feira (21) e deve arrecadar entre US$ 28 milhões e US$ 30 milhões no final de semana de estreia nos Estados Unidos — números promissores que indicam o apetite do público por mais uma dose de terror com assinatura autoral.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Além de Jodie Comer, o elenco conta com Jack O’Connell (‘Invencível’), Aaron Taylor-Johnson (‘Vingadores: A Era de Ultron’), Ralph Fiennes (‘O Menu’) e Erin Kellyman (‘Falcão e o Soldado Invernal’).

Extermínio: A Evolução’ foi escrito por Alex Garland e conta, mais uma vez, com a direção de Danny Boyle.

Uma das franquias de horror mais aclamadas dos últimos anos, ‘Extermínio’ arrecadou quase US$ 150 milhões com seus dois primeiros filmes, lançados em 2002 e em 2007.

Mundo Pixar retorna a São Paulo com novas salas e experiência de imersão inédita

Os estúdios Pixar não alcançaram a aclamação e o impacto que possuem hoje por qualquer motivo: desde 1995, quando estrearem com a lendária animação ‘Toy Story’, o time criativo e executivo da companhia vem apostando fichas em profundas narrativas que fornecem uma perspectiva original sobre a multiplicidade e a complexidade da vida – e que, de maneira apaixonante, atravessam gerações e nos conquistam pelas ambiciosas incursões que promovem.

Através de um sucesso constante e quase sempre certeiro, não é surpresa que o legado do estúdio tenha se expandido mundo afora – conquistando uma legião de fãs no Brasil. E foi pensando nisso que Luiza Queiroz e Wagner Zaratin uniram forças para trazer à vida a exposição Mundo Pixar, que retorna para uma segunda temporada na cidade de São Paulo.

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Após encantar o público no Shopping Eldorado, a exposição agora acontece no estacionamento do Shopping Center Norte, ampliando-se para nada menos que 3500 m² e 14 salas imersivas que respiram história e que nos convidam a uma jornada memorialística e tocante que merece ser apreciada em sua completude.

Com ingressos disponíveis no site oficial do evento e nas bilheterias físicas, a atração conta com cenários inéditos de produções mais recentes da Pixar, além de trazer clássicos atemporais: a exposição tem início com um breve vídeo introdutório antes de abrir espaço para os fãs se divertirem com o formigueiro de ‘Vida de Inseto’, revisitar a casa do Sr. Fredricksen, de ‘Up – Altas Aventuras’, passear pelo ateliê de Edna Moda, de ‘Os Incríveis’, e conhecer o Mundo dos Mortos de ‘Viva: A Vida é uma Festa’.

“O mais legal é que o Mundo Pixar nasceu no Brasil, né?”, disse Zaratin, sócio-diretor da produtora SolutionOff, em entrevista exclusiva ao CinePOP. “Nós criamos o Mundo Pixar no período pós-pandemia. Então, havia uma demanda muito grande de sair de casa. Todo mundo queria sair de casa e a Pixar queria que as pessoas saíssem em família – e nós tínhamos que tirar as pessoas de dentro do mundo eletrônico”.

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Diferente da primeira edição, o retorno do Mundo Pixar conta com franquias mais recentes do estúdio, como a idílica e fantasiosa ‘Luca’, a aclamada vencedora do Oscar ‘Divertida Mente’, e a subestimada animação ‘Elementos’. E, para compor cada uma das salas, o time responsável pela criação construiu uma experiência sinestésica e introduziu uma aromatização específica para os cenários, prezando pela imersão completa dos visitantes.

“O intuito não é tecnologia, é realmente a história da imersão, do passeio em família e cada um no seu saudosismo. E o contato humano, que é o que a Pixar preza. Quando criamos o projeto, ele foi pensado para isso. Começamos no Eldorado. Não estava nos planos transformá-lo em algo itinerante, mas se tornou um sucesso gigante. Viajamos pelo Brasil e mundo afora. Agora está em Seul e em Bruxelas. Só que precisávamos voltar para São Paulo e, para isso, precisávamos trazer coisas novas. Então, criamos [a exposição], junto à Pixar e usando muito pesquisa, escutando o que as pessoas que visitaram tinham para dizer. Escolhemos essas novas franquias em cima disso e continuamos fazendo essa mistura entre clássicos e novidades”, Zaratin acrescenta.

Quando questionada sobre os principais obstáculos enfrentados para trazer a exposição de volta a São Paulo, Queiroz, diretora de marketing da Live Entertainment & Franchise Integrated, também frisou na necessidade de trazer novidades aos fãs.

“Eu acho que o desafio foi a gente se superar, porque tínhamos que trazer coisas novas, somar àquilo que gostaríamos de repetir, por exemplo, o quarto do Andy. Então, o que a gente pode trazer de diferente? Dessa vez, você pode entrar embaixo da cama e ver o famoso sapato com o nome dele. Então, pensamos em detalhes que pudessem somar à experiência do consumidor e em quais novas histórias traríamos, porque são muitas, não era viável trazer todas”, ela explica.

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Queiroz continua, afirmando que o público sempre teve voz ativa na seleção dos projetos que integrariam as salas, além de esclarecer alguns dos aspectos levados em consideração para a composição do evento: “fizemos uma pesquisa sobre a primeira [exposição], então sabíamos o que o consumidor queria mais ver e ‘Vida de Inseto’ entra nessa seleção – algo que nos surpreendeu. Mas também trouxemos alguns lançamentos [recentes], como ‘Red: Crescer é uma Fera’”.

“Então, acho que foi um pouco dessa soma, sabe? Do que é lançamento, do que é relevante para o consumidor, do que fica legal em 3D. Porque, por exemplo, ‘Wall-E’, tentamos e não ficou tão legal. Ficou um pouco escuro, um pouco triste. Fizemos um pouquinho de cada coisa para que se transformasse nessa mistura”.

Queiroz também foi questionada sobre o impacto da Pixar no Brasil, explorando a visão mercadológica e humana causada pelo estúdio nos espectadores.

“Quando pensamos em fazer esse evento lá atrás, nos perguntamos: por que fazer um Mundo Pixar?”, ela disse. “Primeiro, porque queríamos reforçar o posicionamento da marca Pixar no Brasil, porque as pessoas amam as histórias e os filmes, mas existem obras que elas nem sabem que pertence à Pixar. ‘Luca’, ‘Red’, ‘Valente’Pixar é esse nome de inovação, de tecnologia, de inclusão. Quisemos trazer o mundo Pixar como um guarda-chuva para que o consumidor pudesse reconhecer essas histórias dentro desse panteão”.

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Em 2025, o capítulo inicial da Pixar, ‘Toy Story’, completa trinta anos – e a terceira entrada da saga faz uma década desde sua chegada aos cinemas. Pensando nisso, os idealizadores do projeto remodelaram a sequência de visitação das salas para que os espectadores se encantassem com um grand finale pensado minuciosamente, iniciando com uma recriação em escala do quarto de Andy, com a presença dos icônicos protagonistas Woody e Buzz, e expandindo-se para uma sala adjacente de ‘Toy Story 3’, nos convidando para revisitar a creche Sunnyside e o vilanesco urso de pelúcia Lotso.

Lançado em 1995 e responsável por inúmeras inovações tecnológicas que foram incorporadas em outros espectros, a animação dirigida por John Lasseter promoveu uma grande revolução no cenário animado – e eternizou diversos personagens amados pelo público e que, agora, fazem parte de uma marca multimidiática que continua a gerar frutos.

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“Este ano, ‘Toy Story’ completa três décadas”, Queiroz acrescenta. “Fizemos questão de terminar a exposição com Sunnyside e com ‘Toy Story’, para nos lembrarmos desse legado. Falamos na empresa que existe a geração ‘Toy Story’. Das pessoas que foram assistir ao filme como o primeiro na vida. E hoje elas são millennials e estão trazendo seus filhos para ver os novos filmes da Pixar. Acho que tínhamos essa missão de continuar e preparar essas pessoas para ‘Toy Story 5’. E vão acontecer várias histórias por aí que vão gerar novas memórias inesquecíveis para todo mundo”.

A exposição, que já foi vista por quase 3 milhões de pessoas ao redor do planeta e já passou por países como Chile, México, Espanha, Bélgica e Coreia – com possibilidades palpáveis de ser levada para lugares inéditos, inclusive no Brasil.

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“Nós presenteamos o Rio de Janeiro, que foi um dos grandes públicos na primeira versão. Para além desse eixo São Paulo-Rio, possivelmente iremos para Belo Horizonte, mas não está nada certo, por enquanto. Porém, essa nova versão vai para fora do Brasil primeiro, e só no final do ano que vem”, revela Zaratin.

Lembrando que a exposição Mundo Pixar já estreou oficialmente para o público. Ingressos e informações podem ser encontrados aqui!

Estrelado por Joaquin Phoenix e Pedro Pascal, ‘Eddington’ ganha vídeo INÉDITO de bastidores; Confira!

Eddington, longa estrelado por Joaquin Phoenix e Pedro Pascal, ganhou um novo vídeo promocional nos convidando a conhecer os bastidores do projeto.

O filme tem estreia marcada para o dia 18 de julho nos cinemas norte-americanos.

Confira:

O filme teve uma estreia morna no Rotten Tomatoes, abrindo com 65% de aprovação, com base em 49 análises.

Os críticos, em geral, elogiaram o longa, embora tenham apontado algumas falhas na narrativa.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

“O filme provavelmente teria sido melhor se fosse mais focado (e mais curto), mas a visão insana de Aster faz com que a maioria dos diretores pareça tímida em comparação”, disse Nicholas Barber do BBC.

“Sem cerimônia nem piedade, Eddington arranca o curativo de uma vez — e nem todos vão querer olhar ou pensar sobre o que está por baixo dele”, disse Damon Wise do Deadline.

“Há um lado indulgente em Ari Aster e, embora esteja mais contido aqui, é possível sentir que ele ainda se entrega a isso. No entanto, esse traço também é inseparável do que faz dele, em Eddington, um cineasta tão estimulante”, disse Owen Gleiberman do Variety.

“Se Hereditário e Midsommar mexeram com o psicológico por meio de narrativas genuinamente assustadoras e imagens impactantes, e Beau Tem Medo foi igualmente desconcertante e enlouquecedor, Eddington é apenas irritante e vazio”, disse David Rooney do The Hollywood Reporter.

“Aster nos entregou mais um filme que arrepia, perturba e dá vontade de sair da própria pele. Você só gostaria que este não parecesse tão próximo da não ficção”, disse David Fear do Rolling Stone.

“O quarto longa de Aster é menos impactante como um choque ao sistema do que pela forma vívida, e desconfortável, com que retrata, no dia a dia, o quanto o nosso futuro digital tem tirado das pessoas a capacidade de identificarem suas próprias verdades”, disse David Ehrlich do IndieWire.

“‘Eddington’ pode parecer um passo atrás para Ari Aster no que diz respeito aos seus visuais marcantes e à sua habilidade de criar experiências cinematográficas perturbadoras. No entanto, o filme revela justamente o contrário: Aster mostra que é capaz de transportar esses pesadelos para o mundo real — e fazê-los funcionar dentro dele”, disse Emma Kiely do Collider.

“Um filme melhor sintetizaria de forma coesa o macro com o micro, mas Aster, em vez disso, os deixa lado a lado de forma dissonante, ressoando ao vento do deserto”, disse Richard Lawson do Vanity Fair.

O longa da A24, conta com direção de Ari Aster, responsável por ‘Hereditário’, ‘MidsommareBeau Tem Medo‘.

No elenco temos Joaquin Phoenix (‘Coringa‘), Emma Stone (‘Pobres Criaturas‘), Pedro Pascal (‘The Last of Us‘), Austin Butler (‘Elvis‘), Deirdre O’Connell (‘The Affair: Infidelidade‘), Micheal Ward (‘Top Boy‘) e Clifton Collins Jr. (‘Vermelho, Branco e Sangue Azul‘) completam o elenco.

Crítica | ‘O Último Respiro’ – Chegou no Prime Video uma narrativa intensa e carregada de tensão!

Baseado em uma história real que envolve uma das profissões mais perigosas do mundo, o longa-metragem O Último Respiro vai direto ao ponto, sem rodeios, ao reconstituir um resgate inacreditável – e até hoje considerado inexplicável – ocorrido a centenas de metros de profundidade no Mar do Norte. Sob a direção de Alex Parkinson, o filme conduz o espectador por uma narrativa intensa e cheia de tensão, onde o foco e a precisão exigidos pelo ofício se chocam com variáveis incontroláveis da natureza.

Ao longo de 93 minutos, acompanhamos a trajetória de Chris (Finn Cole), um mergulhador especializado em grandes profundidades, que é escalado para uma missão de manutenção em oleodutos submarinos, ao lado de Duncan (Woody Harrelson) e Dave (Simu Liu). Quando o navio que os leva começa a sofrer com o tempo ruim, Chris acaba ficando para trás com apenas 10 minutos de oxigênio emergencial restante. Correndo contra o tempo, Duncan, Dave e toda a equipe de comando no navio buscam soluções para trazê-lo de volta.

São 30 mil quilômetros de oleodutos – tubulações subaquáticas responsáveis pelo transporte de petróleo – cuja manutenção depende exclusivamente de mergulhadores de saturação, profissionais que passam longos períodos em grandes profundidades. Partindo desse cenário arriscado, o roteiro escolhe um recorte específico: uma intensa história de sobrevivência, que concentra seu foco no clímax e nas decisões cruciais de toda uma equipe, sem se aprofundar em muitas camadas narrativas.

Movimentando-se entre thriller e drama, uma fórmula eficiente acaba sendo imposta, indo direto ao centro de suas questões, algo que se difere de muitos outros filmes que retratam resgate e mostram o sopro da tentativa de sobrevivência. Soma-se a isso uma ótima direção e competentes atuações. O projeto, com cenas de tirar o fôlego, teve locações em Aberdeen (Escócia) e em Malta, tendo o auxílio do documentário Last Breath como referência – também dirigido por Parkinson (ao lado de Richard da Costa).

Essa história é algo até hoje sem muitas explicações científicas. A água fria e a mistura de gases com alta pressão parcial de oxigênio pode ser algo que explique o retorno intacto do mergulhador. Mas até os dias atuais esse resgate bem-sucedido é um dos grandes mistérios do mundo e aqui nessa obra, que chegou na Prime Video em 2025, vemos com real impacto todo o mix de emoções que trabalhadores numa das mais arriscadas profissões do mundo podem passar a qualquer momento do seu perigoso ofício.