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Novo filme de VINGANÇA estreia fazendo sucesso em 3º lugar na Netflix

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O mais recente lançamento de ação da Netflix, ‘K.O.‘, tem provocado um verdadeiro nocaute nas paradas de filmes mais vistos da plataforma, rapidamente ascendendo para o top 3 global. Estrelado pelo lutador de MMA Ciryl Gane, o thriller francês gerou bastante buzz, mas o que a crítica especializada e o público têm a dizer sobre ele?

Um “Tomatometer” ainda em Formação, mas com Sinais Positivos

No Rotten Tomatoes, ‘K.O.‘ ainda não possui uma pontuação consolidada no Tomatometer devido ao número limitado de críticas de grandes veículos de imprensa. No entanto, as poucas avaliações de críticos que surgiram são predominantemente positivas. Além disso, o filme está recebendo um feedback esmagadoramente favorável do público.

Os críticos que já tiveram a oportunidade de assistir a ‘K.O.‘ destacam a ação visceral e o realismo das cenas de luta. A presença de Ciryl Gane, um lutador de MMA na vida real, é apontada como um grande trunfo, conferindo autenticidade e intensidade aos confrontos.

Uma crítica elogia o filme por sua “saudável dose de retribuição violenta” e pelo fato de as cenas de luta “se beneficiarem por não terem sido excessivamente editadas ou distraidamente embelezadas com efeitos visuais”, um contraste notável com outros filmes de ação. A direção de Antoine Blossier também é mencionada por sua habilidade no gênero.

Assista ao trailer:

Enquanto o número de críticas formais é pequeno, as reações do público em plataformas como IMDb e nas redes sociais são unânimes: ‘K.O.‘ é um filme de ação que entrega o que promete. Muitos espectadores elogiam a forma como o filme não se sente “falso, forçado e superproduzido”, algo que eles sentem falta em muitas produções americanas.

Há quem descreva ‘K.O.‘ como um “filme emocionante, com cenas de luta de ação frenéticas, suspense e muita violência”. O desempenho de’K.O.‘ como herói de ação também é consistentemente elogiado como “de primeira linha”. Curiosamente, alguns fãs até expressaram o desejo de que o filme fosse mais longo ou que uma sequência fosse produzida imediatamente.

K.O.‘ acompanha Bastien, um ex-lutador de MMA assombrado pela morte acidental de um oponente em sua última luta. Anos depois, ele tem a chance de se redimir ao ajudar a viúva de seu rival a encontrar o filho desaparecido, mergulhando em um submundo brutal de crime em Marselha. A jornada de Bastien é uma mistura de ação implacável e uma busca emocionante por expiação.

Primeiras impressões | ‘Chespirito: Sem Querer Querendo’ traz caracterizações impressionantes

O Max já está lançando os episódios de Chespirito: Sem Querer Querendo, a primeira série sobre a vida de Roberto Bolaños e suas criações, como a turma do Chaves e o Chapolin Colorado. A produção estreou no dia 5 de junho e os novos episódios estão sendo lançados no streaming toda quinta-feira. Até o momento, a série já tem dois capítulos disponíveis. Serão oito, no total.

Produzida em parceria com Roberto Gómez Fernández, filho de Bolaños e presidente do Grupo Chespirito, a série aborda aspectos da vida pessoal do ator, diretor e roteirista mexicano, mas encanta mesmo quando entra nos bastidores das principais produções que entraram nos corações de diferentes gerações de fãs. Mas não é só nesse quesito que a série fascina.

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Por ter sido criada e escrita por Roberto Gómez, a série traz um clima nostálgico sensacional, não apenas por contar a história de seu pai, mas principalmente por remontar a sua infância, uma época mais feliz e que geralmente remonta a essa sensação de pureza quando se chega à vida adulta. E como Roberto cresceu em meio aos bastidores das principais produções televisivas de sua época, é possível notar o grande carinho com que ele retrata os estúdios, sua casa de infância, o lar da família de seu pai e os atores que davam vida a ícones como o Quico, Seu Madruga e a Chiquinha, por exemplo.

A escolha por contar a série de forma não linear também é muito curiosa, porque permite mesclar momentos da infância e da juventude de Chespirito com as épocas de ouro das séries do pai na TV. O primeiro episódio, por exemplo, é extremamente acertado porque conta as origens de Bolaños de uma forma romântica, mesclando sua história de amor com o início na TV, contrastando com as pressões das filmagens do icônico especial de Acapulco, que é considerado por muitos fãs como os melhores episódios da série.

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E nesses momentos da juventude de Bolaños acontece um trabalho de ambientação realmente lindo. O público se sente no México das décadas de 1940 e 1950, com a chegada da televisão, as exigências de habilidade com datilografia para vagas de emprego, os figurinos mais elegantes e os carros da época. É tudo feito com muito carinho para tornar aquelas passagens críveis. Em uma dessas viagens ao passado, inclusive, acontece um dos mais belos momentos de toda a série, em que Roberto Gómez interpreta o próprio avô em uma memória na qual ele reconhece o talento de Bolaños para as artes ainda na infância. É realmente muito emocionante.

E o trabalho absurdo de caracterização dos personagens é realmente impressionante. Apesar de não estar tão parecido nas fotos de divulgação e ser consideravelmente mais alto que Bolaños, Pablo Cruz interpreta o Chespirito com maestria. Principalmente nos momentos em que Roberto está mais ‘casual’, a semelhança chega a assustar. Mas nada comparado a Juan Lecanda, que interpreta Carlos Villagrán, o Quico. Ele encarnou todos os trejeitos do ator, sejam eles físicos ou vocais. Na verdade, na série, seu personagem se chama Marcos Barragán. Da mesma forma, a atriz e viúva de Bolaños, Florinda Meza, que se consagrou como a Dona Florinda, foi retratada na série como Margarita Ruíz. Essas alterações aconteceram porque nenhum dos atores autorizou o uso de seus nomes. Villagrán teve uma grande rixa com Bolaños ainda em vida, enquanto Florinda foi um caso extraconjugal de Roberto, que largou sua antiga esposa para casar-se com ela durante as gravações do programa.

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Na vida real, Florinda não apoiou a produção da série por afirmar que ela não retrata a história com fidelidade, mas aí é uma questão de guerras narrativas. No entanto, a própria produção já abre o capítulo inicial afirmando ser uma dramatização apenas inspirada pela vida real. E essas liberdades criativas dão esse ar mágico a essa produção que chega ao streaming com um grande potencial.

Se mantiver esse ritmo, Chespirito: Sem Querer Querendo pode se tornar uma grande produção voltada para o público latino-americano, mas que, assim como as produções de Bolaños, vai acabar sendo abraçada mais pelo público brasileiro.

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Os novos episódios de Chespirito: Sem Querer Querendo estreiam no Max toda quinta-feira.

Dica do fim de semana | Animações para curtir na Netflix

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Fim de semana de onda de frio praticamente implora por um cobertor e um filminho no conforto de casa, então é hora dos streamings se consagrarem. Por isso, o CinePOP listou cinco longas animados sensacionais que estão disponíveis na Netflix para você assistir.

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Mas não pense que só porque são animações que as dicas são todas para as crianças. Os filmes foram escolhidos para entreter a molecada, mas também os adultos. Vale destacar a última dica, porque é um longa que deixará o catálogo da Netflix neste domingo. Confira!

Transformers: O Início

Dois robôs em uma cidade futurista.

Grande novidade da Netflix, Transformers: O Início é um dos melhores filmes da saga e uma das melhores animações do final de 2024. Ambientado milhões de anos antes do nascimento da humanidade, o longa se passa em Cybertron, um planeta robótico separado por castas. Nele, o público acompanha a jornada de dois robôs operários que sonham com uma vida melhor, mas não importa o quanto trabalhem, eles jamais melhoram de vida. Por meio de uma ação ousada para alimentar esse sonho, os dois amigos acabam descobrindo um esquema de corrupção pesadíssimo envolvendo tudo o que eles acreditam. No caminho, eles formam novos amigos e acabam se desentendendo, contando o início de personagens como Optimus Prime, Bumblebee e Megatron, e do embate entre Autobots e Decepticons.

Gato de Botas 2: O Último Pedido

Esse filme não é uma novidade, já que foi lançado em 2022, mas é tão sensacional que precisa ser assistido por todos. Em Gato de Botas 2: O Último Pedido, o divertido espadachim da franquia Shrek se encontra pelo mundo, enfrentando feras gigantes, acumulando dívidas, roubando dos ricos e dividindo entre os pobres, xavecando belas moças, entornando garrafas de leite… Enfim, vivendo uma vida cheia de ação e irresponsabilidade. Porém, ele só age assim porque sabe que tem nove vidas. O problema é que agora o gato chegou a sua última vida. Se ele morrer na próxima aventura, acabou de vez. Por conta disso, ele decide ir atrás da mítica ‘estrela dos desejos’, que poderia restaurar suas nove vidas. Durante a jornada, ele recorre a uma velha amiga e tem que tomar conta de um cachorrinho rejeitado, enquanto tenta escapar de um lendário caçador de recompensas.

Super Mario Bros. O Filme

Em Super Mario Bros. O Filme, primeira adaptação da icônica saga dos videogames em animação 3D, o público acompanha a jornada de Mario e Luigi, dois irmãos que investiram tudo o que tinham em um comercial para promover sua empresa de encanadores. Porém, a dupla acaba sendo transportada para um reino mágico, de onde tentarão escapar. Só que eles vão fazendo novos amigos pelo caminho e acabam irritando o terrível Bowser, que é doentiamente apaixonado pela princesa Peaches. Agora, se quiserem escapar, os Irmãos Mario vão ter de superar desafios inimagináveis, como vencer uma corrida de kart.

Separados Pelas Estrelas

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Nesta animação sul-coreana, o público acompanha a história de amor entre Nan-young, uma cientista que é filha de uma astronauta envolvida em uma missão de exploração de marte, e Jay, um jovem músico. Nan-young sempre sonhou com a chance de viajar ao espaço. Porém, o desaparecimento de sua mãe vai acelerar esse processo, já que ela acaba sendo escolhida para integrar o grupo de astronautas que vão a Marte. Na missão, ela tenta encontrar um meio de procurar pela mãe por lá. O problema é que nesse meio tempo ela conheceu o Jay, um rapaz que também nutre forte relação com a mãe, tentando se conectar com ela por meio da restauração de uma vitrola. Jay e Nan-young se encontram por acaso e começam um inesperado romance que será interrompido pela missão espacial. Será que ele vai resistir a essa viagem interplanetária?

Spirit – O Corcel Indomável

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Hoje (14) é a última oportunidade para assistir uma das mais espetaculares animações da história da DreamWorks Animation. Sim, infelizmente, Spirit – O Corcel Indomável deixará o catálogo da Netflix neste domingo (15). Lançado no comecinho dos anos 2000, essa animação é bastante diferente do padrão da época, porque conta a história de um corcel nos EUA do século XVII. Ele vive livre, correndo com seu bando e protegendo seus amados dos perigos da natureza, até que acaba sendo capturado por colonizadores que pretendem usá-lo como montaria do exército. Dentro do forte, ele conhece um jovem indígena que também está sendo expulso de suas terras por conta da expansão do Velho Oeste. Juntos, cavalo e menino tentam escapar do exército americano. O filme é todo contado por meio de uma narração em off do cavalo, que não fala, mas expõe pensamentos pontuais, e pela trilha sonora brilhante de Hans Zimmer, misturada com a trilha musical composta por Bryan Adams. No Brasil, no entanto, as canções foram interpretadas por Paulo Ricardo. É um daqueles filmes imperdíveis e extremamente encantadores.

‘Drácula: A Última Viagem do Deméter’ já está disponível na Netflix; Confira o trailer!

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O terror Drácula: A Última Viagem do Deméter‘, baseado em um único capítulo arrepiante do romance clássico de Bram Stoker, já está disponível no catálogo brasileiro da Netflix.

A trama conta a terrível história do navio mercante Deméter, que foi fretado para transportar cargas particulares — cinquenta caixotes de madeira sem identificação — de Carpathia a Londres. Estranhos eventos acontecem à tripulação condenada enquanto tentam sobreviver à viagem oceânica, perseguidos todas as noites por uma presença impiedosa a bordo do navio. Quando o Deméter finalmente chega à costa da Inglaterra, é um naufrágio carbonizado e abandonado. Não há vestígios da tripulação.

Com 50% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o longa arrecadou apenas US$ 21.7 milhões mundialmente – a partir de um orçamento de US$ 45 milhões.

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

André Øvredal, de ‘A Autópsia‘ e ‘Histórias Assustadoras para Contar no Escuro‘, fica responsável pela direção.

Corey HawkinsAisling FranciosiLiam CunninghamDavid DastmalchianJon Jon BrionesStefan KapicicNikolai NikolaeffJavier Botet estrelam.

Sarah Paulson tem RETORNO confirmado na 13ª temporada de ‘American Horror Story’

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Através do seu Instagram, Ryan Murphy confirmou o retorno da Sarah Paulson (‘Bird Box’) na 13ª temporada da série antológica ‘American Horror Story‘.

Quando questionado sobre o próximo ciclo, o criador declarou: “Eu e a Sarah Paulson estamos preparando algo especial”.

A atriz foi uma das artistas originais do seriado, tendo estrelado múltiplas temporadas. Sua última aparição aconteceu no décimo ciclo, ‘American Horror Story: Double Feature‘.

Anteriormente, Jessica Lange (‘Cabo do Medo’), a estrela das quatro primeiras temporadas, descartou a possibilidade de voltar à série: “Oh, Deus, não! Não tenho participado dessa série há mais de 10 ou 12 anos, então, não, eu não retornarei.”

‘Jason Vai Para o Inferno’ – Os 32 Anos do Início com “Pé Esquerdo” da Franquia ‘Sexta-Feira 13’ fora da Paramount!

Você certamente já ouviu o título ‘Sexta-Feira 13’, mesmo que não goste particularmente de terror ou sequer tenha assistido a um dos capítulos desta que é uma das mais longínquas séries cinematográficas do gênero. É inegável que sua fama a precede. ‘Sexta-Feira 13’ marcou uma época, os anos 80, e ao lado de ‘A Hora do Pesadelo’ foi a franquia assustadora mais famosa do período, e uma das mais bem-sucedidas de todos os tempos. E pensar que a franquia do imortal Jason nem mesmo tinha o Jason em seu primeiro exemplar.

Tudo começou com o produtor Sean S. Cunningham, que estava numa pior e precisava fazer um dinheiro rápido. Antenado, ele percebeu o sucesso que ‘Halloween – A Noite do Terror’, de John Carpenter, havia feito em 1978, se tornando um fenômeno e o filme independente mais rentável da época. ‘Halloween’ pode ser considerado o “pai” dos slasher. E bem, ‘Sexta-Feira 13’ foi a “mãe”. Cunninghan contratou o roteirista Victor Miller e o pediu para “copiar, mas fazer diferente” do que havia visto em ‘Halloween’. Assim, o escritor bolou uma história passada em um acampamento de verão para crianças (um cenário inocente e longe de qualquer perigo).

Apesar de ser a estrela da franquia, o mascarado Jason só daria as caras no segundo filme de ‘Sexta-Feira 13’.

Acontece que o acampamento Crystal Lake tinha fama de ser amaldiçoado. Isso porque décadas antes, assassinatos misteriosos fizeram o lugar fechar. Assim, um grupo de adolescentes anos depois retorna ao local, com o novo dono, com o propósito de reforma-lo e fazê-lo funcionar novamente. Mas alguém não está feliz com esta iniciativa, e irá eliminar os jovens um a um. É a Sra. Voorhees, a antiga cozinheira do local, cujo filho havia se afogado por negligência dos monitores. Assim, numa espécie de ‘Psicose’ invertido, Jason (o filho) e sua mãe se tornam um só, e ela massacra todos que tentam reabrir o lugar traumático.

Corta para 1993, treze anos depois do sucesso do primeiro ‘Sexta-Feira 13’, uma data emblemática. Treze anos depois e nada menos que oito filmes produzidos. Sim, ‘Sexta-Feira 13’ dominou os anos 80, batendo ponto quase em todos os anos da década, deixando escapar apenas dois, com todas as obras produzidas pela Paramount – por uma década a franquia foi uma verdadeira “galinha dos ovos” de ouro para o estúdio, lucrando mais que muitas das produções mais sérias do estúdio. Assim, a Paramount, mesmo tendo um pouco de vergonha de ser associada ao que os críticos da época chamavam de “terror barato”, não recusava suas bilheterias lucrativas.

Durante toda a década de 80, a Paramount foi a casa do maníaco Jason, lucrando com o personagem por oito filmes.

Imagina só, o valor somado do orçamento de todos os ‘Sexta-Feira 13’ nos anos 80 não chegava sequer a US$20 milhões. Por outro lado, o valor somado em bilheteria do resultado destes mesmos oito filmes foi igual a US$206.2 milhões. Ou seja, um lucro de dez vezes mais. Só o primeiro filme, o mais rentável de toda a franquia na época, arrecadou mais do que o investimento na franquia inteira nos anos 80. Apesar disso, com os filmes cada vez mais caros e obtendo um retorno cada vez menor, com o oitavo longa, de Nova York, sendo o maior fracasso financeiro (e o mais caro), a Paramount percebeu que era a hora de passar a bola.

A Paramount havia usado e abusado o quanto pôde da criação de Sean S. Cunninghan, que surgiu como puro plágio de ‘Halloween’.

Aliás, é seguro dizer que o estúdio igualmente descaracterizou bastante o que o criador original havia planejado, e isso logo no segundo episódio. Acontece que a assassina Sra. Voorhees havia sido decapitada ao final do primeiro filme. Mas com o sucesso, o estúdio queria realizar uma parte dois.

Após oito filmes na década de 80, a Paramount disse “está bom”, e passou os direitos para a New Line Cinema nos anos 90.

Como fazer isso? A opção foi por trazer o filho da mulher, Jason, agora adulto e vivendo na floresta. Mas ele também havia morrido afogado ao início do original. Essa investida sem sentido fez todos os envolvidos originais, incluindo o diretor e produtor Cunninghan, o roteirista Victor Miller, o técnico em efeitos Tom Savini e a atriz Betsy Palmer ficarem bem longe da sequência.

Pior que a ideia de ‘jegue’ deu certo, e Jason se tornava a cada filme um vilão mais popular do que sua mãe havia sido, até chegar no ícone pop que conhecemos hoje. Assim, ao longo da década de 80 o assassino mudava de forma, de cabeludo e barbudo ficava careca, sua deformidade facial também mudava a cada filme, o que não podia mudar era seu símbolo máximo, a máscara de hóquei introduzida no terceiro filme (isso mesmo).

Ele foi esfaqueado, machadado, enforcado, picotado, enforcado, afogado, eletrocutado, morreu, foi enterrado, foi ressuscitado por um raio, enfrentou o clone de ‘Carrie – A Estranha’ e foi passear em Nova York, até a Paramount dizer chega e transforma-lo novamente em criança.

Em ‘Jason Vai para o Inferno’, o vilão ganhava uma família para chamar de sua e novas regras em sua mitologia, aos 45 do segundo tempo.

Com o fim dos anos 80, a Paramount finalmente vendia os direitos de ‘Sexta-Feira 13’ para outro estúdio, a New Line Cinema. Bem, em partes. Acontece que quando o assunto envolve dinheiro, todos sempre querem uma parte. Assim, uma briga judicial pelos direitos da franquia se iniciou entre Sean S. Cunninghan, o dono do conceito, e Victor Miller, o roteirista do filme original. Quando foi vendida para o novo estúdio, o novo proprietário poderia usar o vilão Jason e a mitologia, mas não o título ‘Sexta-Feira 13’ e tampouco a mãe do assassino.

Assim surgia ‘Jason Vai Para o Inferno’, frisando em primeiro plano o nome do vilão. Subtitulado ‘A Última Sexta-Feira’ – repare que não é “A Última Sexta-Feira 13”, e sim ‘A Última Sexta-Feira’. Já que não podiam criar um elo na trama com a mãe de Jason, os realizadores resolveram criar uma família para o vilão, uma que nunca havíamos ouvido falar, com inclusive uma irmã para o psicopata imortal e uma sobrinha. Aliás, nesse tempo todo ficou frisado que Jason era filho único. Se isso não é apelar…

Jason sofreu com as mudanças criativas dos realizadores de seu primeiro filme na New Line, e o longa se tornou o menos apreciado de toda a franquia.

 

Vale dizer a esta altura que a primeira incursão de Jason em sua nova casa (a New Line) o castigou mais que qualquer final girl. ‘Jason Vai para o Inferno’ se tornaria o episódio pelo qual, digamos, os fãs possuem menos afeto na franquia. E isso em uma série que possui os já pouco apreciados ‘Parte 5 – Um Novo Começo’ (1985), ‘Parte 8 – Jason Ataca em Nova York’ (1989) e ‘Jason X’ (2001).

O motivo de tanto desprezo é para além de uma família de última hora para Jason, ou sequer o fato de o maníaco ressurgir do nada, sem qualquer conexão com o episódio anterior. A barreira maior se encontra na gimmick encontrada para tirar a franquia da mesmice. Coisa que se for distanciar muito do que o público está acostumado, quase sempre resulta em rejeição. A parte 5, por exemplo, deixou Jason de fora (já que havia morrido) e trouxe um farsante em seu lugar. Ninguém comprou. O mesmo foi tentado com o recente ‘Halloween Ends’, que sofreu enorme backlash.

Logo na cena de abertura de ‘Jason Vai para o Inferno’, as expectativas são subvertidas quando o maníaco é explodido em pedaços.

Em ‘Jason vai para o Inferno’, o que os produtores quiseram tentar para sair da mesmice de “Jason ataca jovens no acampamento” foi trazer uma trama totalmente sobrenatural para o episódio 9. Na história, Jason é explodido em pedaços logo na cena de abertura, quando o psicopata acha que vai se dar bem com uma nova vítima sozinha em sua casa no lago – acontece que era uma emboscada do FBI; e o maníaco encontra finalmente o seu fim, já que fica desmembrado.

“The End”? Ainda não. Pois na mesa do legista o coração de Jason começa a bater novamente, e enfeitiça o sujeito que o come a dentadas, assim sendo possuído pelo espírito maligno do vilão. Sem dúvidas é diferente e original, algo nunca tentado na franquia anteriormente. E o que acontece depois daí? O legista assume o manto de Jason, mas o que vemos é um sujeito normal cometendo os crimes do matador de Crystal Lake. E aí temos o mesmo problema da Parte 5: não é quem queremos ver, mesmo que a essência seja dele, a forma não.

A trama inventiva do nono filme traz Jason pulando de corpo em corpo, antes de literalmente ir parar no inferno.

Mas não para por aí, pois a invencionice dos realizadores parece transbordar cada vez mais. Jason não fica no corpo do legista para sempre, já que para fazer graça, o nono filme resolve se tornar também um “whodunit”, aquela espécie na qual temos que adivinhar quem dentre os personagens é o assassino. Aqui sabemos que é Jason, mas a pegadinha se torna: “no corpo de quem Jason está agora”? Isso porque sua essência maligna fica pulando de corpo em corpo, possuindo a população da pequena cidade, desde policiais até advogados. E como ele faz isso: passando uma criatura que mais parece um verme gigante pela boca das vítimas – esse ser é o “Jason real”. É mole?

Mexer tanto no cânone de uma franquia, mesmo sendo um terror slasher, é procurar encrenca com sua base de fãs. E foi justamente isso que ‘Jason vai para o Inferno’ fez. Quis ousar demais, e terminou se tornando blasfemo. Para piorar a situação dos “acréscimos narrativos aos 45 do segundo tempo”, ainda somos introduzidos a um arqui-inimigo de Jason, nas formas de Creighton Duke (Steven Williams), de uma adaga com poderes mágicos, que é a única coisa que de fato pode matar o vilão (e que só pode ser empunhada por uma parente dele) e a regra de que ele poderá voltar à sua forma original caso possua o corpo de alguém da família, coisa que faz e retorna como o mascarado monstruoso. Esse é também o único filme da franquia em que Jason não mostra seu belo rosto para o público.

O nono filme de Jason deveria ser o tão sonhado encontro com Freddy Krueger, já que ambos agora estavam no mesmo estúdio.

No fim das contas, como diz o título, Jason finalmente é mandado para o inferno, com direito a demônios vindo busca-lo aqui na Terra, e puxá-lo para embaixo do solo. A cena final é a mais comentada do filme, e a única coisa pela qual os fãs possuem carinho de verdade. Acontece que ficamos com aquela sensação de que o filme todo só foi produzido para unir no mesmo estúdio os dois grandes monstros dos anos 80: Jason e Freddy Krueger, encontro que já era ensaiado em tal década. Agora, com ambos na New Line o sonho era possível. E a prova disso é tal cena: na qual após ser puxado para o inferno, a mão de Freddy sai do solo para buscar a máscara de Jason, que havia ficado para trás. Esse encontro, no entanto, levaria nada menos que dez anos para sair do papel. O filme está disponível na HBO Max.

Sexta-feira 13 | Os gatos pretos mais ICÔNICOS da Cultura Pop

Apesar de serem extremamente fofinhos, faz séculos que os gatos pretos são considerados sinais de azar e mau agouro, ainda mais numa sexta-feira 13, como hoje. Apesar de haver várias possíveis origens do por quê atribuírem tantas coisas ruins aos bichanos, a mais famosa aponta para a Idade Média. Naquela época, tentando romper com as tradições consideradas pagãs, que promoviam a adoração dos gatos, a Inquisição associou os felinos a bruxaria e ocultismo. E como os gatos eram criaturas de hábito noturno, não demorou para que fossem ligados ao medo e ao mistério das vilanizadas bruxas. Infelizmente, esse preconceito segue até os dias atuais, causando anualmente lesões sérias e até mesmo a morte desses pobres animais, por conta da ignorância de algumas pessoas que levam essa história ultrapassada a sério. Por outro lado, parte da Cultura Pop conseguiu reverter essa imagem negativa dos gatos pretos, usando o animal como inspiração para criar personagens carismáticos que logo caíram nas graças do povo. Pensando nisso, o CinePOP escolheu os 10 gatos pretos mais icônicos da Cultura POP. Confira!

Salem Saberhagen

Ok, não existe lista de gatos pretos icônicos sem o irônico Salem Saberhagen, do universo da bruxinha Sabrina. Além de ser o responsável por praticamente todos os gatos pretos dos anos 90 se chamarem Salem, o felino se tornou um verdadeiro ícone de duas décadas atrás por seu jeitão sarcástico. E apesar de ter feito sua estreia oficial nos quadrinhos da Sabrina em 1962, com uma aparência e funcionalidade narrativa bem diferentes, o gatinho se eternizou mesmo foi na série de TV, Sabrina: Aprendiz de Feiticeira (1996 – 2003). Nesta produção, ele foi interpretado por quatro gatos diferentes para cenas gerais, e por uma marionete espetacular para as cenas de diálogo e para os mais variados looks que o gatinho ostentou. Foi na série também que ele ganhou uma história de origem. Ele era um feiticeiro que foi condenado a viver como gato, após usar a magia para tentar fazer com que uma mortal se apaixonasse por ele.

Gato Félix

Considerado por muitos como o primeiro astro animado do cinema mudo, o Gato Félix foi criado em 1919 e ficou tão popular que se tornou um dos responsáveis pela exibição de desenhos animados em salas de cinema. Sem o artifício do som, ele teve de usar do humor físico e das expressões caricatas para cativar o público. E parte da graça do personagem vinha justamente do contraste de seu nome com sua aparência. Enquanto ele era um gatinho preto, associado a coisas ruins, seu nome, Felix, vinha do latim e significava “Feliz”. Ao longo de sua carreira, Felix chegou a dividir tela com Charlie Chaplin e, acompanhado de sua lendária maletinha sem fundo, conquistou o coração de milhões de crianças e adultos pelo mundo.

Frajola

O Frajola é um gato tão icônico que acabou virando sinônimo de todo felino de pelo preto com manchas brancas. Por isso, até pensei se deveria entrar na lista ou não, mas convenhamos que o tanto que esse coitado sofreu nas telas o credenciou a estar aqui, vai… Lançado em 1945, ele surgiu como um vilão dos curtas do canarinho Piu-Piu. O mais interessante é que seu primeiro nome foi Thomas, o que podia causar confusão com o gato Tom, de Tom & Jerry. Com o passar dos anos, o Frajola ganhou mais popularidade que o próprio Piu-Piu, fazendo aquele papel ingrato do coadjuvante que se dá mal, como o Patolino, o Coiote e o Kiko, de Chaves. E ele também passou a fazer participações em outros desenhos, como o do rato Ligeirinho e o Pepe Le Gambá. E mesmo sem nunca conseguir efetivamente comer suas presas, apesar de chegar bem perto todas as vezes, o Frajola segue aí na luta. Exemplo de perseverança.

Penélope

Pulando de um membro dos Looney Tunes para outra, a gatinha Penélope merece justiça. Ela estreou em 1949, quatro anos depois de seu stalker, Pepe Le Gambá, e já ganhou um Oscar em sua primeira aparição. Desde então, para o terror da coitada, a Penélope apareceu em praticamente todos os curtas do gambá. Seu papel na trama geralmente era uma gatinha comum em Paris que só queria ficar de boa. No entanto, ela acabava tendo sua paz perturbada pelo inconveniente assédio do fedorento Pepe Le Gambá, que estava doentiamente apaixonada por ela, já que acreditava que ela também era uma gambazinha. Com o passar dos anos, a Penélope virou tema de debates sobre assédio e atualmente não está mais em uso nas animações, já que o próprio Pepe se tornou persona non grata, o que quase rendeu uma piada em Space Jam: Um Novo Legado (2021), mas acabou sendo cortada.


Jiji

No clássico de Hayao Miyazaki, O Serviço de Entregas da Kiki (1989), acompanhamos a aventura da bruxinha Kiki, que completa 13 anos de idade e precisa seguir a tradição das bruxas de se mudar para uma nova cidade, onde deve encontrar sua independência. Junto com seu gatinho Jiji, ela precisa achar uma forma de tocar a vida. Então, com sua habilidade de voar na vassoura – e com a ausência de concurso para os Correios – ela inicia um serviço autônomo de entregas. O Jiji é um personagem tão importante nessa história que cativou os fãs e se tornou um dos mais populares no glorioso panteão dos Estúdios Ghibli. Com seus traços simples e a habilidade de fala, o felino traz todas as características físicas e comportamentais de um gato doméstico – com o adicional de fazer comentários engraçadinhos, se passar por um boneco de pelúcia e procurar o amor de uma gatinha que aparece em certo momento. É muito fofo.

Lúcifer

Inspirado em um gato da vida real que fazia de tudo para chamar atenção e conseguir o que queria, o gorducho gato da Madame Tremaine foi pensado como o alívio cômico do núcleo de vilões de Cinderela (1950). Também conhecido como “Gato Mal”, Lúcifer é um gato preto que cresceu no meio odioso de inveja e trapaças da família Tremaine. Ou seja, ele cresceu como vilão para a trama da “underdog” Cinderela. No entanto, vendo por uma ótica mais racional, o Lúcifer não faz nada além do que um gato doméstico comum faria, que é caçar ratos, dormir, implicar com cachorros e derrubar coisas das prateleiras. O problema é que a Disney estava mesmo inspirada na hora de criar um dos ratos mais fofos e engraçadinhos do cinema, o Tatá, para enfrentar o Lúcifer. Aí realmente não tinha como torcer contra os roedores.

Bola de Neve 

A família animada mais famosa da TV norte-americana segue imparável nas telinhas com seu humor sarcástico e previsões bizarras de acontecimentos históricos. Além dos personagens humanos de Os Simpsons, a família conta com dois membros icônicos. O cachorro de Bart Simpson, Ajudante de Papai Noel, e a gatinha preta da Lisa Simpson: Bola de Neve. É engraçado que uma gata preta se chame assim, afinal a neve é branca, mas tem uma explicação. Como a série é pautada no sarcasmo e na paródia da realidade, eles usam do destino trágico que os gatos costumam ter para isso. A primeira Bola de Neve era uma gatinha branca, mas ela morreu. Então, eles foram substituindo os felinos para que Lisa não perdesse o afeta da mascote. A única mudança era a numeração no nome dos animais. O mais bizarro disso tudo é que mesmo com todo o afeto de Lisa, os Bola de Neve II, III e IV acabaram morrendo. Os dois primeiros fugiram para a rua e foram atropelados, o terceiro morreu afogado tentando pegar um peixinho dourado no aquário, e o quarto se assustou com a Lisa tocando saxofone, pulou da janela e morreu. Atualmente, ela está com o Bola de Neve V, que foi arremessado na cabeça dela pela Louca dos Gatos.

Thackery Binx

Os anos 90 definitivamente tinham alguma coisa com gatos falantes. No clássico de Halloween, Abracadabra, Thackery Binx se destacou dentre as divertidas e malignas bruxas. Ele é apresentado como um menino que foi amaldiçoado a viver pela eternidade como um gato preto, abandonado ao relento da floresta. Porém, após as bruxas serem derrotadas, ele se dedica a trabalhar como guardião do mausoléu, para evitar que alguém acenda a vela e traga as bruxas de volta à vida. Como vocês devem imaginar, o pobre coitado não consegue evitar e a trindade maldosa retorna. O gatinho acabou conquistando o público com seu carisma.

Fígaro

Fazendo sua estreia nas telas em 1940, o gatinho Fígaro surgiu como o mascote do sonhador Gepeto. Antes dele criar o Pinóquio, o homem considerava o pequeno felino seu melhor amigo. Na casa de madeira, Fígaro gostava de brincar, dormir com seu cobertorzinho e implicar com a peixinha Cléo, que era apaixonada por ele. Apesar de não ter tanto destaque na trama, Fígaro conseguiu um feito impressionante: ser o personagem favorito do lendário Walt Disney. Por conta disso, o gatinho estrelou alguns curtas depois do filme e atualmente é o mascote oficial da primeira-dama da Disney: Minnie Mouse.

Luna

Encerrando a matéria, precisamos falar de Sailor Moon, o Mangá e o Anime fenômenos nos anos 90, que contam a história de Usagi Tsukino, uma adolescente comum de 14 anos cuja vida virada de ponta-cabeça ao descobrir que ela é, na verdade, uma guerreira espacial renascida para proteger o futuro da Terra e do sistema solar. Assim, Usagi e as outras guerreiras precisam aprender a usar e controlar seus poderes para impedir que uma grande tragédia aconteça. E quem revela a Usagi a verdade sobre sua pessoa é justamente a gatinha Luna, que fala e passa a servir como um tipo de mentora e conselheira da protagonista, além de ajudá-la a descobrir mais sobre sua família e sua linhagem universal. Inicialmente mostrada como uma gatinha, posteriormente é revelado que a Luna é uma alienígena do Planeta Mau (“Mau” é “Gato” em egípcio).

10 Filmes dos Anos 80 de Grandes Diretores, mas que você nunca tinha ouvido falar!

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Ah, os anos 80. Só quem viveu a década para entender o que foi o período. Sem dúvidas foi uma época marcante e que não volta mais. Apesar dos exageros e do teor politicamente incorreto, foi uma era importantíssima para a cultura pop. Foi nesse período que os blockbusters se consolidaram de vez, e os fãs de cinema ganhavam outros tipos de produto e mídia para vincular aos filmes, como desenhos animados, bonecos, brinquedos e videogames, por exemplo.

Lançar um filme no cinema não era mais uma coisa solitária, pois estaria ligado a inúmeros outros produtos licenciados, que poderia render muito dinheiro, mesmo que o filme não tivesse sido um sucesso absoluto. Nessa época alguns nomes reinaram, como o de Steven Spielberg, por exemplo, o rei do cinema entretenimento. Ivan Reitman, Robert Zemeckis, Richard Donner e Ridley Scott também foram outros que contribuíram bastante para o estilo de filme onde a diversão era o primeiro compromisso.

Esses e outros cineastas se tornaram consagrados, e ainda hoje seus nomes são muito significativos para a sétima arte. Mas até mesmo estes diretores lendários possuem dias ruins no escritório. E apesar de terem diversos sucessos no currículo, também possuem “aquele” filme que ninguém ouviu falar. Pensando nisso, essa nova matéria irá dar uma olhada em 10 filmes dos anos 80 comandados por grandes diretores, mas que muitos nunca ouviram falar. Confira.

Além da Eternidade (1989)

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Quando falamos em cinema entretenimento dos anos 80, pensamos imediatamente em Steven Spielberg. E quando pensamos no diretor, lembramos da trilogia ‘Indiana Jones’, ‘E.T. – O Extraterrestre’ e até em seus filmes sérios, como ‘A Cor Púrpura’ e ‘Império do Sol’. Porém, existe um filme dirigido por Spielberg nos anos 80 que ninguém comenta. Falo de ‘Além da Eternidade’ (1989), romance dramático sobre um bombeiro florestal que perde a vida no trabalho e ajuda a namorada seguir em frente com sua vida na forma de um fantasma. O longa é o remake do clássico ‘Dois no Céu’ (1943).

Depois de Horas (1985)

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Martin Scorsese é considerado hoje o “maior diretor de cinema ainda vivo”. A verdade é que o lendário artista entrará para a história como um dos maiores de todos os tempos, dono de alguns dos longas mais memoráveis da sétima arte, vide ‘Taxi Driver’, ‘Touro Indomável’ e ‘Os Bons Companheiros’. Porém, Scorsese passou por uma fase difícil nos anos 80, quando a maioria de seus lançamentos fracassaram – somente para depois ressurgiram como cults. Dessa fase difícil, o menos lembrado é ‘Depois de Horas’ (1985), a única comédia de sua carreira – que sendo um filme do diretor trata-se de uma comédia ácida e alucinada, sobre um homem retraído passando pelo “pão que o diabo amassou” para encontrar uma garota no centro da cidade de Nova York.

Tucker: Um Homem e seu Sonho (1988)

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Francis Ford Coppola pode ter cometido a barbaridade chamada ‘Megalópolis’ ano passado e perdido uma fortuna com isso, mas o lugar do diretor no Olimpo cinematográfico estará para sempre cimentado graças à trilogia ‘O Poderoso Chefão’, ‘Apocalypse Now’, ‘Drácula de Bram Stoker’, ‘A Conversação’ e outros mais. Porém, existe um filme em seu currículo, na década de 80, que quase ninguém ouviu falar. Trata-se do drama biográfico ‘Tucker’, sobre Preston Tucker, um homem que lutou contra gigantes para criar o design de um novo automóvel. No longa ele é interpretado por Jeff Bridges.

Quem Tudo Quer, Tudo Perde (1986)

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Quando falamos do cineasta Brian De Palma, muitos o associarão a grandes obras de suspense, vide ‘Vestida para Matar’ e ‘Dublê de Corpo’, ou “óperas do crime”, vide ‘Scarface’, ‘Os Intocáveis’ e ‘O Pagamento Final’. Mas o que muitos podem não saber é que De Palma também se arriscou na comédia. E isso foi em 1986, com ‘Quem Tudo Quer, Tudo Perde’ (Wise Guys). De certa forma, De Palma não abandonou o tema dos mafiosos, agora imagine um ‘Os Bons Companheiros’ caso tivesse o humor como tópico principal. É o que acontece nesse longa estrelado por Danny DeVito e Joe Piscopo.

O Príncipe das Sombras (1987)

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Voltando para o ano de 1987, tivemos obras muito marcantes dentro do terreno do terror, longas como ‘Os Garotos Perdidos’, ‘Hellraiser: Renascido do Inferno’, e até mesmo cults como ‘Quando chega a Escuridão’. Mas um que ninguém fala ou lembra é ‘O Príncipe das Sombras’. Você já tinha ouvido falar? Mas e se eu te disser que atrás da cadeira de diretor se encontra ninguém menos que John Carpenter, responsável por obras lendárias como ‘Halloween’, ‘O Enigma de Outro Mundo’ e ‘Fuga de Nova York’. Na trama, cientistas conseguem abrir um portal para outra dimensão, a qual eles acreditam que seja o inferno. É claro que uma porta tem dois lados e logo algo do lado de lá chega ao nosso mundo.

Perigosamente Juntos (1986)

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Os Caça-Fantasmas’, ‘Irmãos Gêmeos’ e ‘Um Tira no Jardim de Infância’ são alguns dos filmes atemporais do saudoso Ivan Reitman. Mas nos anos 80, além de caçar fantasmas, o cineasta também investiu em uma comédia romântica criminal, envolvendo advogados. Mas seja sincero, você já havia ouvido falar em ‘Perigosamente Juntos’? A trama apresenta um triângulo amoroso incomum, quando um promotor público de Nova York (Robert Redford) se vê envolvido com sua cliente bela e loira (Daryl Hannah), acusada de assassinato, ao mesmo tempo em que tem um forte elo com sua colega de profissão, papel de Debra Winger.

Carros Usados (1980)

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São inúmeros os sucessos da carreira de Robert Zemeckis, um dos cineastas apadrinhados por Steven Spielberg. Imediatamente lembramos da trilogia ‘De Volta para o Futuro’, de ‘Tudo por uma Esmeralda’ e ‘Uma Cilada para Roger Rabbit’. Mas você sabia que antes de voltar para o futuro, os criadores Robert Zemeckis e Bob Gale decidiram vender carros usados? E fizeram isso com a ajuda de Kurt Russell, um ano antes de o ator viver o inesquecível Snake Plissken em ‘Fuga de Nova York’. Em ‘Carros Usados’, Russell vive um vendedor vigarista, fazendo de tudo para deslanchar sua agência furreca de carros, nesta comédia pouco conhecida.

Um Romance Muito Perigoso (1985)

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De Volta para o Futuro’, ‘Os Goonies’, ‘Rambo 2’, ‘Rocky IV’ e ‘Clube dos Cinco’ são alguns dos maiores sucessos do cinema de quarenta anos atrás. Mas nesse mesmo ano, um longa passou sem ninguém perceber, e você provavelmente nem sabe que ele existe. Porém, ‘Um Romance Muito Perigoso’ conta com direção de ninguém menos que John Landis, o mesmo de ‘Os Irmãos Cara de Pau’, ‘Um Lobisomem Americano em Londres’ e ‘Um Príncipe em Nova York’. De certa forma, esse filme tem suas semelhanças com ‘Depois de Horas’. Em ambos os filmes, um sujeito azarado se mete em uma trama mortal, tudo por causa de uma bela mulher. O azarado da vez é vivido por Jeff Goldblum, e a bela é ninguém menos que Michelle Pfeiffer.

Bar Max (1980)

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O que você pensa quando o nome do cineasta Richard Donner é mencionado? Bem, podemos pensar em diversos filmes icônicos. Um deles, é claro, é ‘Superman – O Filme’. Outro poderia ser o citado ‘Os Goonies’. Ou ainda quem sabe os quatro filmes da franquia ‘Máquina Mortífera’, entre outros. Pois é, só um cineasta do tamanho do saudoso Donner para colecionar tantos sucessos. Mas mesmo um gigante como ele teve em sua filmografia aquele projeto que ao ser mencionado todos ficam “o que?”. No caso de Donner esse projeto é ‘Bar Max’, justamente o filme que o diretor escolheu trabalhar depois de ‘Superman’. Trata-se de um drama, com alguns elementos cômicos, que reúne em um bar figuras excêntricas. Entre eles, o protagonista, um sujeito que tentou se matar ao pular da janela, e terminou ficando aleijado.

Perigo na Noite (1987)

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Terminamos a matéria com ninguém menos do que Ridley Scott, octogenário que continua trabalhando nos dias de hoje, como nunca anteriormente. Se duvida, é só dar uma olhada em filmes como ‘Napoleão’, ‘Gladiador II’, ‘Casa Gucci’ e ‘O Último Duelo’, todos lançados nos últimos cinco anos. Ou seja, é praticamente um filme por ano. Mas é claro que o diretor também é dono de verdadeiros clássicos irretocáveis, como ‘Alien – O Oitavo Passageiro’ e ‘Blade Runner’. Porém, Scott é outro que não deu muita sorte em seus projetos no fim dos anos 80 e nos anos 90. Entre seus filmes mais obscuros e que quase ninguém fala ou conhece, está o primeiro longa que dirigiu passado no tempo presente. ‘Perigo na Noite’ é um thriller no qual um policial truculento (Tom Berenger) se apaixona pela socialite que é designado a proteger, papel de Mimi Rogers.

‘A Coisa’ completa 40 anos – Você lembra do filme do iogurte assassino?

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Já pensou em uma sobremesa tão deliciosa que se torna viciante para os seus consumidores? E não apenas isso, ao invés de nós a comermos, ela que termina nos devorando. Essa é a premissa de ‘A Coisa’ (The Stuff), clássico cult da década de 1980 que está completando nada menos que quatro décadas de sua estreia este ano. Quem viveu a época certamente lembra das reprises do filme no SBT – que se tornou a casa do longa no Brasil. Abaixo daremos uma olhada mais aprofundada nesse clássico absoluto do cinema de gênero. Confira.

Em 1985, entre a ascensão do consumismo e o declínio da Guerra Fria, o cineasta Larry Cohen lançou ‘The Stuff(A Coisa), um filme de terror que misturava sátira social, horror corporal e crítica ao capitalismo. Com um orçamento modesto e ideias audaciosas, a obra foi rapidamente engolida pela crítica tradicional e ofuscada por produções mais robustas da época. No entanto, com o passar das décadas, A Coisafermentou nas margens da cultura pop até se tornar um clássico cult adorado por fãs de horror e cinéfilos que apreciam comentários sociais ácidos disfarçados de entretenimento pulp.

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Uma das ideias mais originais para um filme de terror, ‘A Coisa’ trazia o consumismo como vilão.

A ideia para o filme surgiu quando Larry Cohen, diretor e roteirista conhecido por misturar gêneros e subverter expectativas, observava a obsessão americana com produtos alimentícios “milagrosos”. Inspirado por comerciais de iogurte e dietas instantâneas, Cohen se perguntou: “E se um alimento tão saboroso e viciante surgisse… mas tivesse vontade própria?” A resposta foi The Stuff, uma substância misteriosa (e possivelmente alienígena) que brota da terra na neve como petróleo e rapidamente se torna a sobremesa mais popular do país — até que seus efeitos colaterais se tornam mortais.

Produzido de forma independente, A Coisa enfrentou diversas limitações orçamentárias, mas Larry Cohen compensou isso com criatividade e ousadia. O elenco foi liderado por Michael Moriarty, que já havia trabalhado com o diretor em ‘Q – A Serpente Alada’ (1982). Com seu carisma excêntrico, Moriarty interpreta David Rutherford, um espião industrial encarregado de investigar a origem misteriosa do novo sucesso alimentício.

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Todos parecem adorar The Stuff, mas as consequências são letais.

Cohen trabalhou com um time pequeno e eficiente, gravando em locações reais e improvisando soluções para os efeitos especiais. Para simular o movimento e a aparência da “Coisa”, foram utilizados desde espuma de extintor de incêndio até sorvete de iogurte e creme de barbear. Em algumas cenas, tanques inteiros de substâncias brancas eram despejados em miniaturas e estúdios construídos artesanalmente.

O diretor também contou com a presença de Garrett Morris (‘Saturday Night Live’) como “Chocolate Chip Charlie”, um personagem que simbolizava o pequeno trabalhador engolido pelo monopólio corporativo. No terceiro ato, um dos momentos mais memoráveis ocorre quando Charlie se transforma em uma casca humana vazia, revelando que a Coisa controla seus consumidores de dentro para fora — um claro comentário sobre alienação e conformismo.

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A cena mais bizarra de ‘A Coisa’, que chocou toda uma geração. Quem viveu sabe.

A Coisa é muito mais do que um filme de terror. Cohen utilizou o gênero como uma plataforma para criticar o consumismo desenfreado, a manipulação publicitária e o poder destrutivo das corporações. A Coisa é vendida como “leve”, “natural” e “viciante”, ecoando a linguagem das campanhas de alimentos dietéticos que explodiam nos anos 1980. Os comerciais mostrados no filme — paródias de anúncios reais — são quase indistinguíveis dos verdadeiros.

A narrativa sublinha como a sociedade pode ser manipulada pelo marketing e pela conveniência, aceitando cegamente produtos sem questionar sua procedência ou segurança. A crítica implícita ao fast-food, à substituição de alimentos por substâncias sintéticas e ao apetite insaciável da cultura de consumo se mantém incrivelmente relevante.

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Com cores suaves, esse era o logo de ‘Stuff’, a nova sobremesa sensação pronta para dominar o mundo.

Além disso, A Coisaincorpora uma leitura política. A ideia de uma substância alienígena que controla a mente das pessoas remete ao medo comunista (em linha com filmes como Vampiros de Almas) e, ao mesmo tempo, à crescente desconfiança em relação ao governo e às empresas privadas que moldavam os hábitos de consumo dos americanos.

Na época de seu lançamento, A Coisa teve uma recepção fria — tanto do público quanto da crítica. Muitos espectadores esperavam um terror mais convencional e ficaram confusos com o tom satírico do filme. O marketing não soube como vender a proposta híbrida da obra: era terror? Comédia? Crítica social? Suspense industrial? A indefinição de gênero prejudicou sua distribuição.

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Não basta você se viciar em The Stuff sozinho, a ideia era viciar todos, incluindo sua própria família.

Cohen lamentou publicamente a interferência da distribuidora, que editou várias cenas e retirou trechos importantes que aprofundavam a crítica e o desenvolvimento dos personagens. Mesmo assim, o diretor seguiu orgulhoso da obra e nunca renegou a mensagem do filme, que ele considerava uma das mais contundentes de sua carreira.

Com o advento do VHS e, mais tarde, do DVD, A Coisa encontrou seu verdadeiro público. Nos anos 1990 e 2000, o filme passou a circular entre fãs de horror alternativo, sendo redescoberto por uma geração que cresceu em meio à cultura das “guloseimas perigosas” e à expansão das redes de fast-food. Sites especializados, convenções de horror e canais de YouTube começaram a celebrar o filme como uma joia subestimada.

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É claro que The Stuff dominou a mídia, e os comerciais foram massivos. Afinal, que outra forma de convencer o consumidor a comprar seu produto.

Cenas específicas — como a da geladeira transbordando ou a boca derretendo do garoto Jason — viraram memes visuais na internet. A estética oitentista, com cores vibrantes e efeitos práticos, caiu no gosto das novas gerações que buscavam autenticidade estética em um mundo saturado por CGI.

A Coisa passou a ser exibido em sessões de meia-noite, maratonas de horror retrô e listagens de “filmes mais esquisitos que você precisa ver antes de morrer”. Em 2010, o próprio Quentin Tarantino o citou como uma de suas “influências esquecidas favoritas”, reacendendo o interesse em cineastas independentes.

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A Coisa’ aborda literalmente o lema: “você é o que você come”!

Quatro décadas após seu lançamento, A Coisa possui uma base de fãs apaixonada. Produtos inspirados no filme — de camisetas a réplicas da embalagem da sobremesa — são vendidos em lojas especializadas e sites de cultura geek. Artistas gráficos criam pôsteres alternativos, designers fazem embalagens estilizadas e cosplayers até se vestem como “vítimas da Coisa” em eventos de terror.

Grupos online se reúnem para discutir as alegorias do filme, com teorias que vão desde a crítica à indústria farmacêutica até interpretações ambientais. Podcasts como Colors of Fear e RetroScream dedicaram episódios inteiros à análise do subtexto político de The Stuff, reforçando seu status como um dos filmes mais subversivos da era Reagan.

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A produção de Stuff é massiva, sem que ninguém tenha se preocupado com o quão nocivo é o produto. Soa familiar?

Além disso, o filme tem sido objeto de estudos acadêmicos. Ensaios e teses de cinema o relacionam a obras como ‘Eles Vivem, de John Carpenter, e ‘Videodrome, de David Cronenberg, compondo um trio essencial da crítica ao consumo de massa no cinema de gênero.

Em 2025, A Coisa permanece atual. Num mundo de ultraprocessados, influenciadores promovendo produtos “milagrosos” e uma indústria alimentícia que ainda privilegia o lucro à saúde, o filme de Cohen parece profético. A pergunta que ele levanta — “sabemos o que estamos comendo?” — ecoa com força.

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A Coisa, como entidade simbólica, representa tudo aquilo que devoramos sem pensar: modas, tendências, produtos, ideias. E como diz um personagem no filme: “Se algo está em toda parte, é melhor você começar a se perguntar por quê.”

Se A Coisafosse lançado hoje, talvez fosse aclamado como sátira social de prestígio — uma mistura de Black Mirror com Não! Não Olhe! de Jordan Peele. Mas sua origem humilde e espírito rebelde são parte de seu charme. É um lembrete de que, no cinema de horror, a criatividade é mais nutritiva do que qualquer blockbuster insosso.

A Coisa talvez não tenha dominado o mundo como no universo do filme, mas certamente conquistou um espaço especial nos corações dos cinéfilos que apreciam terror com substância. E, 40 anos depois, ainda há muita gente saboreando esse clássico.

‘Round 6’: O fim está próximo no eletrizante trailer definitivo da última temporada; Confira dublado!

É hora dos jogos se encerrarem no emocionante trailer definitivo da 3ª e última temporada de ‘Round 6’.

No vídeo promocional, o jogador 456 deve tomar uma decisão final que pode custar o destino de todos os remanescentes no jogo.

Confira, dublado:

A Netflix Brasil divulgou mais um cartaz oficial da 3ª e última temporada de Round 6.

A leva de encerramento da popular atração chega ao catálogo da plataforma de streaming no dia 27 de junho.

Confira, junto ao trailer:

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A 2ª temporada de Round 6 gerou diversas reações dos fãs, especialmente após o final em suspense que deixou muitos com um gosto agridoce.

Embora a série tenha quebrado recordes de audiência na Netflix, a segunda temporada não foi tão esmagadoramente positiva como a primeira, com alguns fãs demonstrando insatisfação.

Em entrevista recente ao Star News Korea, Lee Byung-hun, que interpreta o Líder (Jogador 001) na série, falou sobre as críticas e defendeu o segundo ciclo.

“Pessoalmente, achei divertido. Eu respeito essas opiniões. De fato, nenhuma obra está livre de críticas. Achei que o diretor Hwang Dong-hyuk é uma pessoa muito inteligente”, disse Lee Byung-hun. 

Anteriormente, o criador revelou o que podemos esperar da terceira (e última) temporada da série: “Quando eu estava escrevendo o roteiro da segunda e terceira temporada, senti que havia chegado a um ponto decisivo no final do sétimo episódio, então achei que faria sentido reservar o resto da história para uma temporada diferente. É por isso que tivemos essa separação. O embate violento entre Gi-hun e o Líder irá continuar até o desfecho da terceira temporada, que está programada para estrear no próximo ano.”

Round 6 temporada 3, estreia Netflix 2025, pôr do sol.

 

Nova imagem de ‘Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado’ faz referência à cena clássica do ORIGINAL

i know what you did last summer

O aguardado próximo filme da franquia ‘Eu Sei o Que Vocês Fizeram no verão Passado‘ ganhou uma imagem inédita.

A imagem traz a atriz Gabbriette em uma cena aparentemente tensa, cercada por manequins cobertos por plástico – uma referência direta à clássica cena de perseguição da Helen Shivers, do filme original.

A personagem também aparece usando uma camiseta que faz referência à personagem de Sarah Michelle Gellar, indicando que a Helen se tornou uma figura popular após a sua morte.

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iknow

O terror será lançado nos cinemas nacionais no dia 17 de julho.

Juntam-se ao elenco novos nomes como Chase Sui Wonders (‘O Estúdio’), Sarah Pidgeon (‘O Último Refúgio’), Jonah Hauer-King (‘A Pequena Sereia’) e Tyriq Withers (‘Him’).

“Cinco amigos, após causarem um acidente de carro fatal e fazerem um pacto para manter o segredo, são confrontados um ano depois por alguém sedento por vingança, deixando claro que sabe exatamente o que eles fizeram no último verão”.

A direção do novo filme está a cargo de Jennifer Kaytin Robinson, com o roteiro assinado por Leah McKendrick.

eu sei o que vocês fizeram no verão passado

‘F.A.S.T.’: Juliana Canfield, de ‘Succession’, entra para thriller de ação escrito por criador de ‘Yellowstone’

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O vindouro thriller de ação ‘F.A.S.T.’ segue ganhando forma e mais um membro de seu elenco foi anunciado.

Segundo o Deadline, Juliana Canfield é a mais recente adição ao projeto. A atriz é conhecida por ter estrelado a aclamada série ‘Succession’ e por ter sido indicada ao Tony Award por ‘Stereophonic’.

Detalhes referentes à sua personagem permanecem em sigilo. Ela se junta ao astro em ascensão, Brandon Sklenar, conhecido por seus papéis em ‘Drop‘ e ‘É Assim que Acaba‘.

O aguardado thriller de ação é escrito por Taylor Sheridan, criador do universo ‘Yellowstone‘, para a Warner Bros.

Na trama, Sklenar interpretará um ex-comando das forças especiais recrutado pela DEA para liderar uma operação clandestina contra traficantes de drogas protegidos pela CIA. O filme marca a reunião entre o ator e Sheridan após a bem-sucedida colaboração na série ‘1923‘, do Paramount+.

Com previsão de estreia para 23 de abril de 2027, ‘F.A.S.T.‘ terá direção de Ben Richardson — também egresso do universo ‘Yellowstone‘ — que fará sua estreia como diretor de longa-metragem. Richardson atuou anteriormente como diretor de fotografia em várias produções de Sheridan.

O roteiro foi encomendado pela Warner Bros. antes do atual contrato exclusivo de Sheridan com a Paramount. O estúdio concedeu uma exceção para que o criador pudesse atuar no projeto dentro de uma janela específica permitida pelo acordo.

Entre os produtores estão David Heyman e Jeffrey Clifford, da Heyday Films (‘Harry Potter’, ‘Era Uma Vez em… Hollywood‘), com Sheridan e Jenny Wood, da Bosque Ranch Productions, em negociação para também produzirem.

O presidente de produção da Warner Bros., Jesse Ehrman, e o vice-presidente executivo Kevin McCormick supervisionam o projeto.

Taylor Sheridan se consolidou como um dos nomes mais influentes do entretenimento nos últimos anos, com créditos como ‘Sicario‘, ‘A Qualquer Custo‘ (Hell or High Water) e ‘Terra Selvagem‘ (Wind River), além de um império televisivo que inclui ‘Yellowstone‘, ‘1883‘, ‘Mayor of Kingstown‘, ‘Tulsa King‘, ‘Lioness‘, ‘Landman‘ e ‘1923‘. Entre seus próximos projetos está o neo-western ‘The Madison‘, com Michelle Pfeiffer.

Sklenar, por sua vez, tem uma agenda movimentada: além de ‘F.A.S.T.‘, ele será visto nos thrillers ‘The Housemaid‘ e ‘After Shock‘, ambos da Lionsgate, e no western ‘The Rescue‘, da Skydance.

Com roteiro assinado por um mestre do gênero e uma estrela em ascensão no papel principal, ‘F.A.S.T.‘ promete unir ação intensa e drama com a assinatura inconfundível de Taylor Sheridan.

Boneco assassino ataca no trailer DUBLADO e LEGENDADO de ‘ROB1N: Inteligência Assassina’

A PlayArte divulgou o trailer nacional do terror ‘ROB1N: Inteligência Assassina‘.

Confira, dublado e legendado:

O terror será lançado nos cinemas nacionais no dia 28 de agosto.

Lawrence Fowler é responsável pela direção e roteiro.

Quando um especialista em robótica canaliza o luto pela perda de seu filho de 11 anos na criação de “Robin”, um boneco robótico totalmente funcional, uma série de eventos horríveis deixa claro que Robin fará de tudo para ter seu criador só para si.

O elenco conta com Leona Clarke, Michaela Longden, Victor Mellors, Gareth Tidball, Maximillian Cherry, Ethan Taylor, Simon Davies e Luke James.

‘American Love Story’: Nova antologia de Ryan Murphy ganha data de estreia e primeiras imagens

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Ryan Murphy divulgou as primeiras imagens dos atores Paul Kelly e Sarah Pidgeon como JFK. Jr. e Carolyn Bessette para ‘American Love Story’, sua vindoura série antológica do universo de ‘American Story’.

O material, que corresponde ao teste de câmera dos protagonistas em seus figurinos oficiais, foi compartilhado pelo Instagram e ainda veio acompanhado do anúncio do período de estreia da produção. A temporada inaugural chega em fevereiro de 2026 e suas filmagens já estão acontecendo em Nova York.

Confira as imagens:

Vale lembrar que Grace Gummer (‘American Horror Story’), Sydney Lemmon (‘Succession’) e Alessandro Nivola (‘O Brutalista’) também foram anunciado no elenco.

Infelizmente, detalhes sobre seus papéis não foram revelados.

O trio se junta aos previamente confirmados Naomi WattsPaul Kelly, que serão Jackie Kennedy e John F. Kennedy Jr., respectivamente. Sarah Pidgeon será Carolyn Bessette, esposa de John F. Kennedy Jr..

A primeira temporada da série antológica vai acompanhar a trágica historia de amor de JFK Jr. e Bassette.

Filho homem mais velho do presidente John F. Kennedy e Jacqueline Bouvier Kennedy, JFK Jr. morreu em 16 de julho de 1999, em um acidade de avião. A pequena aeronave que ele pilotava caiu no Oceano Atlântico, a cerca de 12 km da ilha Martha’s Vineyard, em Massachusetts. Ele estava acompanhado de sua esposa, Carolyn, e de sua cunhada, Lauren, que também morreram na ocasião.

John-John, como era chamado pelos mais próximos, era dono de um carisma enigmático e cativante e tinha apenas 38 anos.

Confira a sinopse oficial da 1ª temporada:

“O que começou como uma bela união de um jovem casal, amplamente considerado como a realeza americana, acabou se desgastando sob o estresse da microscópica e implacável perseguição dos tabloides. As pressões de suas carreiras e rumores de discórdia familiar terminaram com suas trágicas mortes, quando seu avião particular caiu no oceano em uma nebulosa noite de verão na costa de Massachusetts”.

Murphy, Brad Falchuck, Nina Jacobson e Brad Simpson entram como produtores executivos.

Max Winkler (‘Grotesquerie’) comanda o episódio piloto.

A nova série ainda não tem data oficial de estreia.

‘Off Fairfax’: Amazon MGM dá sinal verde para comédia conspiratória

A Amazon MGM Studios anunciou que está desenvolvendo com prioridade a série ‘Off Fairfax’, uma comédia conspiratória sobre cultura pop criada por Rell Battle (Roast Battle) e com produção executiva de Stephen Curry e Erick Payton, via Unanimous Media.

Descrita como uma mistura de humor absurdo, mistério e crítica social, ‘Off Fairfax’ acompanha Quinn, um jovem ainda abalado pelo desaparecimento de sua mãe, ocorrido há 20 anos. Determinado a encontrar respostas, ele lidera um grupo de “detetives de bairro” — uma equipe de amigos excêntricos que se envolvem em investigações hilárias pelas ruas de Los Angeles. Cada caso resolvido desencadeia o mistério do episódio seguinte, formando um grande quebra-cabeça que, no final, levará à verdade sobre o paradeiro da mãe de Quinn.

O projeto traz Rell Battle como criador e roteirista, com os irmãos Yassir e Isaiah Lester (The Gutter, Black-ish) assumindo a função de co-showrunners. Ingrid Escajeda (Griselda, Silo) também está na produção executiva por meio da Sugarwitch Productions.

Em comunicado, Curry e Payton, da Unanimous Media, destacaram o tom irreverente da série:

“Off Fairfax é uma viagem maluca pelos cantos absurdos, hilários e emocionantes da cultura pop e do mistério”, afirmaram. “No fundo, é uma história sobre a família que você constrói e o que acontece quando um grupo de personagens desajustados se recusa a parar de fazer as grandes perguntas.”

Escajeda elogiou a proposta cômica e emocional da série:

“Off Fairfax é uma dessas joias raras que consegue misturar temas comoventes com um humor completamente absurdo. Mal posso esperar para que o público conheça esse universo. Rell é um talento cômico genuíno, assim como Yassir e Isaiah, e não poderíamos pedir parceiros melhores do que a Unanimous Media nessa jornada.”

Além do histórico com Roast Battle e participações em séries como ‘Sr. E Sra. Smith’ e ‘Sugar’, Rell Battle também está envolvido na comédia ‘Tow’.

Yassir Lester tem no currículo a recente comédia ‘The Gutter’, com Shameik Moore e Susan Sarandon, além de passagens por ‘Girls’ (HBO) e ‘Black Monday’ (Showtime).

Ainda sem previsão de estreia ou início de produção, ‘Off Fairfax’ reforça a estratégia da Amazon MGM Studios de investir em comédias de tom irreverente com DNA autoral — e com nomes em ascensão no cenário da TV americana.

Dakota Johnson afirma que Hollywood está “uma bagunça” por conta dos remakes; Concorda?

Em tempos de reboots, remakes e universos compartilhados, Dakota Johnson — estrela de ‘Amores Materialistas‘ e conhecida por papéis que vão de ‘Cinquenta Tons de Cinza‘ à produções independentes — fez um diagnóstico direto (e um tanto melancólico) sobre a indústria do entretenimento.

Durante sua participação no programa Hot Ones (vida The Hollywood Reporter), a atriz comentou a crescente aversão a riscos por parte dos estúdios e refletiu sobre o impacto disso na criatividade cinematográfica.

“Está tudo meio bagunçado agora, não está?”, disse Johnson, ao ser questionada sobre por que Hollywood parece tão resistente a ideias novas. “Acho que é difícil quando decisões criativas são tomadas por comitê. E é mais difícil ainda quando são feitas por pessoas que nem assistem filmes ou sabem algo sobre eles — o que, infelizmente, acontece muito”.

A crítica da atriz se alinha a uma insatisfação crescente dentro e fora da indústria: o domínio das produções baseadas em propriedades intelectuais já consolidadas, como ‘Harry Potter‘, ‘Crepúsculo‘ e os incontáveis spin-offs de ‘Game of Thrones‘ e ‘The Big Bang Theory‘.

Para Johnson, essa estratégia de segurança comercial não responde ao que o público realmente deseja: “Os humanos querem novidade. Querem sentir coisas novas, viver experiências diferentes. Ver coisas diferentes”.

O comentário ecoa um sentimento cada vez mais presente entre criadores e cinéfilos. Em um cenário onde ideias originais enfrentam dificuldade para serem aprovadas, especialmente em grandes estúdios e streamings, Johnson levanta um alerta sobre o que está se perdendo nesse processo: a capacidade do cinema de surpreender, emocionar e, acima de tudo, inovar.

Vale lembrar queAmores Materialistas, novo filme da aclamada diretora Celine Song, estrelado por Johnson, Chris Evans e Pedro Pascal, conquistou uma ótima aprovação no Rotten Tomatoes, atingindo 86% de aprovação com base em 28 críticas.

De modo geral, os críticos elogiaram o longa, destacando o trabalho original da diretora Celine Song, assim como as performances marcantes de Dakota Johnson, Chris Evans e Pedro Pascal.

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“‘Amores Materialistas’ é um filme sofisticado, centrado nos personagens e impulsionado por diálogos afiados e envolventes. É o tipo de obra única que um diretor conquista a chance de realizar após um grande sucesso, e Celine Song aproveita essa oportunidade com maestria”, disse Caryn James do BBC.

“Embora seja fácil imaginar uma versão leve e despretensiosa desse filme nos anos 90, Amores Materialistas está longe disso. É um drama romântico e social afiado, sério e repleto de observações perspicazes sobre os modos de vida contemporâneos”, disse Owen Gleiberman da Variety.

“Um retrato instigante e sensível do amor moderno, da busca por autoestima e dos desafios de se encontrar um parceiro em uma cidade com custo de vida impraticável, abordando com equilíbrio, profundidade e empatia os três lados de um triângulo amoroso”, disse David Rooney do The Hollywood Reporter.

“‘Amores Materialistas’ pode até ser classificado como comédia romântica, mas vai muito além das expectativas, trazendo profundidade e significado raramente vistos no gênero. Chris Evans e Pedro Pascal se destacam, oferecendo performances que representam o auge de suas carreiras”, disse Tessa Smith do The Direct.

“‘Amores Materialistas’ é um aconchego para a alma. Uma bela história do dia a dia que, em certos momentos, toca fundo e emociona intensamente. Personagens extremamente cativantes e realistas, harmonizados com o charme típico do gênero”, disse Jonathan Sim do ComingSoon.

“‘Amores Materialistas’, de Celine Song, reinventa com frescor alguns dos elementos mais tradicionais do gênero romântico, construindo uma narrativa encantadora sobre o amor”, disse Molly Freeman do Screen Rant.

“Song revolucionou o gênero para revelar a superficialidade dessas histórias. Em outras palavras, imagine se dizer que um filme é sobre o “amor que só existe no cinema” deixasse de ser um elogio e se tornasse uma crítica contundente”, disse Kate Erbland do IndieWire.

“Graças à profunda e detalhada compreensão do romance e da natureza humana da escritora e diretora Celine Song, junto a um elenco de estrelas entregando suas melhores performances, ‘Amores Materialistas’ se destaca como um dos melhores filmes de 2025 até agora”, disse Tyler Taing do Discussing Film.

O filme será lançado no Brasil no dia 31 de julho. Nos EUA, a estreia acontece em 13 de junho.

O longa é uma comédia romântica ambientada na cidade de Nova York que gira em torno de uma casamenteira de sucesso que se vê envolvida em um triângulo amoroso complicado, o que coloca em risco seus clientes e sua própria carreira.

O elenco ainda conta com Zoë Winters (‘Succession’), Dasha Nekrasova (‘Mau Comportamento’), Louisa Jacobson (‘A Idade Dourada’) e Marin Ireland (‘Eileen’) estão no elenco.

Os produtores do projeto incluem Christine Vachon (‘Segredos de Um Escândalo’), Pamela Koffler (‘Retratos de uma Obsessão’) e David Hinojosa (‘Vidas Passadas’). A produção está prevista para iniciar em maio.

Celine Song realizou sua estreia no cinema com ‘Vidas Passadas’, recebendo ampla aclamação da crítica. O filme conquistou cinco indicações ao Globo de Ouro e BAFTA Film Awards.

‘Breakthrough’: Darren Aronofsky é cotado para dirigir Dwayne Johnson em novo thriller psicológico da A24

Darren Aronofsky está em conversas iniciais para assumir a direção de ‘Breakthrough’, novo projeto da A24 que terá Dwayne Johnson em um papel coadjuvante.

A informação é do Deadline, que destaca que o acordo ainda está em fase preliminar — mas, se concretizado, marcará o retorno de Aronofsky ao estúdio independente após o sucesso de ’A Baleia’ (2022), longa que rendeu a Brendan Fraser o Oscar de Melhor Ator.

Ambientada no sul da Califórnia na virada do milênio, a história acompanha um jovem alienado que se vê sob a influência de um guru motivacional, cujo charme inebriante mascara seus métodos de manipulação moralmente questionáveis ​​e sua própria escuridão oculta.

Embora Johnson esteja confirmado no elenco como o guru, o papel principal — o jovem protagonista atraído pelo ambicioso mentor espiritual — ainda está em fase de escalação, assim como os demais personagens secundários. Não há previsão de início das filmagens.

Para Johnson, o projeto chega em meio a uma fase de transição de carreira, na qual o ator busca diversificar seus papéis e retomar o prestígio artístico.

Para Aronofsky, é mais uma oportunidade de mergulhar nos dilemas da psique humana — dessa vez, em um cenário que promete mesclar cultura pop, manipulação emocional e críticas à indústria da autoajuda.

Zeke Goodman assina o roteiro.

A A24 ficará responsável pela produção e pelo financiamento.

Stacey Sher também entra como produtora ao lado de Johnson e Dany GarciaJacob EpsteinJustin Wolf são os produtores executivos.

Kate Beckinsale PROCESSA produtores de ‘Canário Negro’ por negligência, agressão e sofrimento emocional

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A atriz Kate Beckinsale entrou com uma ação judicial contra a Anton Entertainment e o produtor John Zois, responsáveis pelo thrillerCanário Negro (2024). A estrela acusa os produtores de negligência, agressão e sofrimento emocional intencional, alegando que sofreu uma grave lesão no joelho devido a “condições perigosas e inseguras” no set de filmagens.

De acordo com o Deadline, uma emenda ao processo, apresentada em 21 de maio no Tribunal Superior de Los Angeles, detalha as acusações. Beckinsale afirma que ela e sua equipe alertaram repetidamente os produtores sobre:

  • Jornadas de trabalho excessivas: Chegando a 15 horas diárias.
  • Falta de equipamentos adequados: Para as cenas e demandas físicas.
  • Insuficiência de suporte médico: Inadequado para o ritmo e risco das filmagens.
  • Falta de comunicação: Sendo informada sobre as acrobacias apenas momentos antes de realizá-las.

Apesar das preocupações, Beckinsale alega que os produtores agiram de forma imprudente e intencional, priorizando os lucros em detrimento da saúde e segurança da equipe. Embora tenha iniciado o processo de forma anônima, a atriz agora detalha a lesão sofrida e a comunicação com os responsáveis pela produção.

Sua agente, Shani Rosenzweig, chegou a enviar um e-mail a John Zois, declarando: “Ninguém está tomando uma atitude concreta para resolver essa situação… [Kate] continua comparecendo no horário chamado, mas todos ao seu redor sabem que será um dia de 15 horas — menos ela”.

Rosenzweig chegou a ironizar: “Se vocês estão tentando matar uma pessoa, estão fazendo um ótimo trabalho”.

Zois, por sua vez, respondeu: “Não sei o que mais dizer além de que você está certa”, e admitiu que o ritmo de produção era “insustentável”, prometendo encurtar as jornadas de trabalho da atriz.

No entanto, a equipe de Beckinsale afirma que as condições perigosas persistiram. A atriz teria sido constantemente pressionada a filmar cenas de ação perigosas sem treino prévio ou aprovação médica adequada.

Em dezembro de 2022, durante as filmagens, Beckinsale sofreu um rompimento de menisco no joelho esquerdo, necessitando de cirurgia e afastamento por meses. Antes de retornar, seu cirurgião instruiu que ela não deveria realizar cenas envolvendo corrida, saltos ou suspensão por cabos – instruções que, segundo o processo, foram ignoradas. A atriz ainda alegou ter sido coagida a realizar sequências arriscadas, o que agravou sua lesão.

Canário Negro‘ (Canary Black) está disponível no catálogo do Prime Video.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Pierre Morel é responsável pela direção, a partir de um roteiro assinado por Matthew Kennedy.

Uma agente de alto escalão da CIA, Avery Graves, é chantageada por terroristas para trair seu próprio país para salvar seu marido sequestrado. Separada de sua equipe, ela recorre a seus contatos do submundo para sobreviver e ajudar a localizar a cobiçada inteligência que os sequestradores querem. Traída a cada passo, ela deve confiar em seu treinamento de ponta e habilidades primitivas de luta em uma corrida mortal para realizar um resgate que pode desencadear uma crise global.

O elenco ainda conta com Rupert Friend, Ray Stevenson, Saffron Burrows, Ben Miles, Goran Kostić e Michael Brandon.

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Artigo | Por que a Sexta-Feira 13 é uma data tão supersticiosa e ASSUSTADORA?

Mesmo com inúmeras inovações tecnológicas e científicas nos últimos séculos, o mundo ainda é movido pela superstição. Ora, não podemos ir muito longe para lembrar de algumas tradições que carregamos conosco em ocasiões ou momentos específicos – seja o fato de pularmos sete ondas do mar na virada para o Ano Novo, seja ao tomar grande cuidado para não quebrar um espelho e ter sete anos de azar.

Entretanto, um dos pináculos da superstição ocidental é a data conhecida como Sexta-Feira 13 – e, para ser bem honesto, a história de como esse dia veio a dominar o imaginário popular foi se perdendo ao longo de tempo e mantida através de um movimento mnemônico e hereditário.

Mas por que essa data é tão mística e assustadora?

Para começarmos, é necessário falar que a Sexta-Feira 13 é considerada um dia de má sorte dentro da cultura ocidental (no Japão, por exemplo, os números quatro e nove são vistos como símbolo de azar). É notável como, dentro do calendário Gregoriano, a data acontece no mínimo uma vez por ano, com ocorrências triplas em 2015, por exemplo, em que o dia 13 caiu nas sextas-feiras de fevereiro, março e novembro. Mas o motivo de toda a mitologia em cima dela não tem uma origem certeira, e sim especulações que, normalmente, estão associadas à fé e à espiritualidade.

No livro ‘Extraordinary Origins of Everyday Things’, o autor Charles Panati arquiteta uma linha cronológica que nos leva de volta à cultura nórdica. Em seus escritos, ele delineia o momento em Loki, o deus da trapaça, invadiu um banquete na sagrada Valhalla e tornou-se a 13ª divindade a fazer parte das festividades. Loki, inclusive, conseguiu enganar o deus cego Hodr e fazê-lo atirar no irmão, Balder, o deus da luz, da felicidade e da bondade, matando-o instantaneamente e “acabando” com toda a bonança representada pelo falecido.

Uma história alternativa, mergulhada nas culturas pagãs, associa o número 13 ao sagrado feminino, enquanto Friday (sexta-feira em inglês) deriva do Dia de Frigga, a poderosa deusa nórdica dos céus que é associada ao amor, ao casamento e à maternidade. Frigga fornecia proteção às casas e às famílias, além de ser responsável pela ordem social e ter a habilidade de tecer o destino das pessoas com suas nuvens. Entretanto, teorias apontam que Frigga foi demonizada pela Igreja Católica, que desejava converter os pagãos em cristãos para reiterar sua hegemonia na Europa medieval. Para garantir a conversão, os representantes da Igreja haviam se valido da história que Frigga, unindo-se ao próprio Diabo e a outras 11 bruxas (totalizando treze personagens), saía de seu lar toda sexta-feira para rogar pragas contra os homens.

Migrando para a Escandinávia, a superstição acerca da Sexta-Feira 13 se estabeleceu nas regiões mediterrâneas com a ascensão do Cristianismo. Afinal, o décimo terceiro discípulo de Jesus Cristo era ninguém menos que Judas Iscariotes, que o traiu e o entregou ao exército romano – culminando em sua derradeira crucificação na Sexta-Feira Santa.

Para além da representação de Judas, inúmeras histórias bíblicas também estão associadas à data em questão: sexta-feira teria sido supostamente o dia da semana em que Adão e Eva comeram do fruto proibido no Jardim do Éden, enquanto 13 foi o dia em que Caim matou seu irmão, Abel, em que o Templo de Salomão foi derrubado e o dia em que a grande arca de Noé partiu depois do dilúvio que devastou o planeta.

Mas as incursões não se restringem à mitologia católica: o autor Steve Roud, em sua obra ‘The Penguin Guide to the Superstitions of Britain and Ireland’, conta que a combinação da sexta-feira com o número treze é uma invenção da Inglaterra vitoriana (ou seja, surgida no século XIX). No livro, Roud discorre acerca da publicação da novela ‘Friday, the Thirteenth’, de Thomas W. Lawson, cuja narrativa é centrada em um corretor de imóveis inescrupuloso tomou vantagem das superstições em relação à data para deliberadamente quebrar a bolsa de valores.

As múltiplas possibilidades de origem acerca da data também são refletidas na cultura pop mundial, cujas produções serviram como estrutura para manter a superstição viva no imaginário das pessoas. Nos anos 1980, tivemos o início de uma das sagas slasher mais conhecidas de todos os tempos, Sexta-Feira 13, em que o assassino mascarado Jason Voorhees se lançou em uma matança desenfreada para se vingar; no começo dos anos 2000, o romance O Código da Vinci, de Dan Brown, emplacou uma errônea concepção de que o misticismo da data proveio da decisão do Rei Felipe IV, da França, em destituir o poder da Igreja Católica e ordenar a prisão de centenas de membros dos Cavaleiros Templários na sexta-feira, 13 de outubro de 1307.

A força da superstição, inclusive, serviu como base para certas fobias estudadas por especialistas. Temos, por exemplo, a triscaidecafobia, que discorre sobre o medo irracional do número treze, e a parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia, que é o medo específico da sexta-feira 13 em si, pela representação simbólica que permanece viva na cultura ocidental.

E você? Acredita nas superstições da Sexta-Feira 13?

‘Thunderbolts*’: Apesar da aclamação de Bob Iger, novo longa da Marvel marca mais um fracasso

Thunderbolts*’ encerrou sua passagem pelos cinemas com um desempenho financeiro decepcionante para a Marvel Studios. Mesmo recebendo aclamação da crítica e, inicialmente, sendo elogiado pelo CEO da Disney, Bob Iger, como um sinal do “renascimento da Marvel”, o filme se junta à lista de fracassos de bilheteria do estúdio.

Conforme a Variety, após uma estreia promissora, Thunderbolts*’ viu sua arrecadação despencar, fechando com US$ 371 milhões globalmente. Esse valor o posiciona entre as menores bilheterias da história do Universo Cinematográfico Marvel (MCU).

É importante destacar que Thunderbolts*’ teve uma recepção crítica positiva, algo que o diferencia de outros filmes recentes do MCU que também enfrentaram dificuldades nas bilheterias.

Para comparação, filmes como ‘Capitão América: Admirável Novo Mundo’ (US$ 415 milhões), ‘As Marvels’ (US$ 205,8 milhões) e ‘Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania’ (US$ 476,07 milhões) também tiveram desafios, mas Thunderbolts*’ conseguiu a aprovação da crítica que os outros não obtiveram, ainda assim falhando em atrair público suficiente.

Com um custo de produção de US$ 180 milhões e aproximadamente US$ 100 milhões gastos em divulgação,Thunderbolts*’ precisava arrecadar um mínimo de US$ 425 milhões mundialmente apenas para cobrir os custos e começar a gerar lucro.

 

A Marvel Studios e uma equipe de veteranos guerreiros independentes que se venderam para o lado errado apresentam Thunderbolts*, um grupo irreverente composto pela assassina deprimida Yelena Belova (Florence Pugh) e por figuras desajustadas.

O elenco ainda conta com Sebastian Stan (Bucky Barnes), Wyatt Russell (Agente Americano), Olga Kurylenko (Treinadora), Lewis Pullman (Sentinela), David Harbour (Guardião Vermelho), Hannah John-Kamen (Fantasma) e Julia Louis-Dreyfus (Valentina Allegra de Fontaine).

O roteiro é escrito por Eric Pearson.