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O Hobbit: A Desolação de Smaug (3)

Caverna do Dragão

Tido por décadas como uma obra inadaptável ao cinema, o livro Senhor dos Anéis (uma trilogia) finalmente sairia do papel para as telonas de cinema no final de 2001. Todos os aficionados (nos Estados Unidos é quase leitura obrigatória) davam pulos de alegria. É claro que todo o cuidado do mundo foi tomado na hora de confeccionar essa obra tão querida. O diretor Peter Jackson ainda era uma dúvida no comando da produção. Vindo do cinema trash (Náusea Total, de 1987, e Fome Animal, de 1992) e Cult (Almas Gêmeas, de 1994), o cineasta havia comandado apenas uma produção de porte maior, Os Espíritos (1996).

Jackson cumpriu a missão, mostrou errados os descrentes, e ainda levou para a franquia da New Line quase US$3 bilhões em bilheterias, e 17 estatuetas do Oscar. Era natural que o estúdio não desistisse de sua grande galinha dos ovos de ouro. Melhor ainda sabendo que existia um material prévio do mesmo autor. O Hobbit, obra literária que precedeu Senhor dos Anéis, então foi dividido em três novos filmes (me espanto em saber que não foram quatro, como tem sido muito feito). Achar um diretor era o próximo passo, afinal Jackson havia perdido alguns anos de vida na produção da trilogia original, e voltaria apenas no cargo de produtor.

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O indicado foi o mexicano Guillermo del Toro (Círculo de Fogo). Mas se existe o bordão “in Nolan we trust”, que se refere a confiança cega que os fãs possuem no cineasta britânico, um novo poderia ter sido inventado para o pobre cineasta mexicano, “in del Toro we don´t trust”. Com medo do projeto ficar com a marca muito particular do cineasta adorador de criaturas (mesmo depois do prestígio de O Labirinto do Fauno), o estúdio afastou del Toro e trouxe de volta Jackson – assim os cargos se inverteram, del Toro como produtor e Jackson como diretor.

O resultado foi O Hobbit – Uma Jornada Inesperada, um filme mais infantil, bonitinho e inofensivo do que qualquer um da trilogia do Anel. Assim como A Sociedade do Anel (2001), o primeiro O Hobbit (2012) serviu para reintroduzir os personagens em nossas vidas (apresentando novos) ou introduzi-los na vida de alguns – embora imagino que seja difícil algum não adepto da trilogia original se aventurar pelos novos filmes. Agora, em O Hobbit – A Desolação de Smaug, assim como As Duas Torres (2002), nos encontramos em um episódio intermediário que capricha na ação, e tem mais liberdade para desenvolver sua trama e personagens, uma vez que os conhecemos bem.

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A Desolação de Smaug logo de início separa nossos heróis e deixa o mago Gandalf, mais uma vez vivido por Ian McKellen (X-Men: Dias de um Futuro Esquecido), sozinho em sua jornada. Os anões comandados por Thorin Escudo de Carvalho, vivido por Richard Armitage (Capitão América), são quem encabeçam todas as aventuras do longa. Bilbo, papel de Martin Freeman (Heróis de Ressaca), demonstra cada vez mais coragem e certa liderança. Num dos momentos de maior adrenalina no início, é capturado por uma enorme aranha e mumificado em sua teia.

Ao longo são muitos momentos de empolgação, que durante sua criação devem ter feito o diretor Peter Jackson se esbaldar como uma criança. Tais momentos também demonstram pura maestria na hora de fazer cinema. Quando são capturados pelos elfos, os anões realizam uma fuga em barris num rio de corredeiras, graças a Bilbo. Na cena frenética, cada canto da tela deve ser observado a fim de não perdermos nada. Tudo exala vida nessa sequência, e os realizadores a aproveitam ao máximo. O momento mais legal é quando o anão mais gorducho usa o barril de maneira inusitada quicando e rodando.

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Visitamos um velho conhecido também, o elfo de pontaria certeira Legolas, trazendo Orlando Bloom (Os Três Mosqueteiros) de volta para a franquia e ao radar do cinema. Os novos personagens são bem vindos, e destacam principalmente Tauriel, elfa arqueira vivida pela belíssima Evangeline Lilly (da série Lost), o vaidoso rei dos elfos e pai de Legolas, Thranduil, papel de Lee Pace (Lincoln), e o humano Bard, vivido por Luke Evans (Velozes & Furiosos 6). De todos, Bard é quem parece ter o arco mais emocionante e dramático, já que é um homem amaldiçoado por uma herança de família negativa. Seu antepassado falhou ao tentar proteger a cidade do dragão Smaug, o antagonista da obra.

Por falar no dragão, Smaug aparece e o efeito é sem dúvida impactante. Mesmo num mundo no qual os efeitos visuais não causam mais tanta surpresa, a confecção do vilão do segundo Hobbit foi detalhada o suficiente para acreditarmos nele, e sentirmos pelas vidas que cruzam seu caminho. A maior vitória aqui é tornar crível algo tão bobo quanto anões combatendo um dragão. Algo saído de contos infantis para ninar crianças. A voz de Benedict Cumberbatch (Star Trek – Além da Escuridão) é grave o suficiente e traz peso ao personagem, embora tenha sido quase totalmente modificada por sintetizadores. Mesmo sem ter grande valor a não ser o de entretenimento, e longe de causar discussões ou servir de analogia política e social (como o melhor blockbuster de 2013, Jogos Vorazes: Em Chamas), O Hobbit – A Desolação de Smaug diverte e promete não deixar ninguém cair no sono.

O Hobbit: A Desolação de Smaug (2)

A mágica jornada de Bilbo na Terra Média ganha força em sua nova aventura.

Chega aos cinemas a segunda parte de mais uma épica saga comandada por Peter Jackson, O Hobbit: A Desolação de Smaug, e com ela vem a óbvia comprovação estrutural capitular, da qual já esperávamos desde o anúncio de como seria o formato do projeto. Pois, diferente da jovem clássicaTrilogia do Anel, que mesmo interligada entre si, tinha como alicerce três livros distintos, de arcos fechados e definidos, as aventuras de Bilbo Bolseiro, conto de leitura assumidamente rápida, nunca teria conteúdo suficiente pra ser a base de três longos filmes. E, mesmo que Jackson, com inteligência, engranze subtramas de outras obras Tolkienianas, ou mesmo crie elementos que enriqueçam a trama, é fato que ainda estará, de certo modo, preso a essa forma – que, sim, incomoda, mas pode ser relevada, pelos seus vários outros atributos.

Logo em seu primeiro plano, entendemos a necessidade do diretor utilizar estratégias ditas nostálgicas, quando revisitamos a antiga aldeia de Bree, relembrando o marcante encontro deAragorn e Frodo, em A Sociedade do Anel; no intuito de nos transportar, quase que de imediato, para a Terra Média. Algo necessário, pois, como bem sabemos, os personagens estão em plena escapada e fugindo dos orcs; assim, se a fita fosse iniciada in media haas, seria muita audácia e soaria, de pronto, como uma continuação assaz direta – o que, felizmente, não acontece por aqui.

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Além de conseguir prender a atenção do espectador, numa tomada de muito suspense, somos rapidamente apresentados a uma das figuras mais icônicas do romance original, o troca-peleBeorn, que ganha vida e personalidade com a imponente presença do ator sueco Mikael Persbrandt. De trejeitos próprios e olhar penetrante, Persbrandt empalidece todos ao seu redor. Servindo, também, como elo para a próxima etapa e fim do primeiro ato, que fará com que os anões entrem na temida Floresta das Trevas, e deem inicio a uma das passagens mais interessantes da jornada. Tendo, por assim, a função de despontar a valentia e transformação do nosso protagonista.

O que, imediatamente, nos faz enxergar o belíssimo trabalho fotográfico de Andrew Lesnie, um já antigo parceiro de Jackson, que é hábil ao conferir uma atmosfera extremamente soturna, quase morta, ao local aludido. Criando uma sensação sufocante, semelhante a que os personagens estão vivendo. Tal feito não seria tão eficaz, não fosse sua brilhante equipe de efeitos visuais e uma direção de arte absolutamente fantástica, que nos faz crer, piamente, no mundo que está sendo exposto em tela. Não ficarei surpreso, e seria justiça, o longa conseguir faturar inúmeras categorias técnicas, em premiações como o Oscar, por exemplo.

Com boa parte do segundo ato completamente carregado de cenas de ação, fugas e combates, somos, então, surpreendidos com um romance peculiar do anão Kili (Aidan Turner) e da elfa Tauriel (Evangeline Lilly) – a eterna Kate do seriado LOST –, que ganha forte sobrevida e acaba se tornando uma das figuras mais importantes da trama. O que não acontece com o orc Azog (Manu Bennett), que parece estar ali, apenas, para preencher o espaço vazio de possível vilão. Uma deficiência que também esteve presente em O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, onde a rasa criatura aparecia só nas batalhas, mas não possuía profundidade, limando, dessa forma, o básico processo de identificação. Nessa segunda investida, a figura do Necromante é revelada, definindo, portanto, o real antagonista da história e maquiando o problema recorrente.

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A direção de Peter Jackson flui bem, e sua habitual narrativa esquemática, vista em outros títulos, parece caminhar de maneira orgânica. Tanto que mesmo possuindo longa duração, a fita, em nenhum momento, torna-se prolixa. Embora tenha algumas cenas expositivas, diria que, dessa vez, poucos planos soaram desnecessários, dentro do que o filme se propôs ser. O auxilio do montador Jabez Olssen, é fundamental por criar um ritmo eletrizante e mesclar bem as várias subtramas presentes, sem que a plateia possa se confundir com o que está sendo explanado. Como igualmente é inegável a competência do maestro Howard Shore, que reutiliza alguns de seus temas e pontua, impecavelmente, todas as passagens da obra.

O roteiro assinado pelo quarteto Fran WalshPhilippa BoyensPeter Jackson e Guillermo del Toro, possui diálogos espertos e alguns até interessantes. Principalmente quando Bilbo (Martin Freeman) e Smaug (Benedict Cumberbatch) – quem conhece a série Sherlock, ganhará um bônus aqui – iniciam uma conversa que, mesmo tendo um forte teor hilariante, sintetiza bem os traços típicos dos dois personagens, e resume o conto por uma ótica antagônica. Não posso deixar de citar, também, o esplendido desempenho de Cumberbatch, que através de sussurros e voz impostada, confere um ar malicioso e cheio de soberba ao dragão. Assim comoMcKellen e Armitage, realizam performances eficientes e já estão marcados como Gandalf e Thorin.

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É reconfortante a satisfação de constatar uma aparente evolução deste para o título anterior, pois, ainda que não seja uma grande saga, artisticamente falando, ao mote de se equiparar comO Senhor dos Anéis – e não existe potencial para isso –, O Hobbit parece, enfim, ter se achado e alcançado um lugar dentro do gênero. Creio que após a conclusão do próximo filme, que também será lançado em dezembro do ano que vem, teremos uma obra fechada admirável, do ponto de vista temático. O problema é, justamente, aguardar todo esse tempo – sobretudo depois de A Desolação de Smaug, possuir, em seu final, o cliffhanger mais angustiante já feito dos trabalhos de Tolkien no cinema.

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Para delírio de milhares de fãs espalhados pelo mundo, chega aos cinemas a continuação da saga de Bilbo Bolseiro e Cia, O Hobbit: A Desolação de Smaug. Comandado por Peter Jackson, que faz uma pontinha nos primeiros segundos de projeção, essa continuação é infinitamente superior ao primeiro filme em relação a tudo o que você possa listar como fundamental para entreter qualquer tipo de público. Fugindo de aranhas gigantescas, chamas poderosas de um dragão assustador e monstrengos Orcs famintos por sangue, os nossos heróis, com a ajuda dessa vez de Legolas (Orlando Bloom), voltam a enfrentar inúmeros desafios em busca de seu objetivo.

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Orçado em US$ 250 Milhões e com 161 minutos de fita, O Hobbit: A Desolação de Smaug é o segundo filme da trilogia de adaptação do livro O Hobbit, de J.R.R. Tolkien. Nesta segunda parte, voltamos a acompanhar os novos desafios da jornada épica de Bilbo Bolseiro para recuperar o Reino dos Anões de Erebor. Bilbo, os anões e Gandalf continuam sua ingrata caminhada depois de serem salvos pelas águias nas Montanhas Sombrias (no primeiro filme), chegando até a Floresta das Trevas onde são surpreendidos por criaturas arrepiantes e pelos elfos que os capturam. Quando conseguem fugir da prisão dos arqueiros orelhudos, precisam encarar o maior desafio dessa jornada: roubar Smaug, um dragão que há muito tempo saqueou o reino dos anões do avô de Thorin e que desde então dorme sobre esse tesouro.

Ágeis, corajosos e com verdadeiros corações de guerreiros, os anões de Erebor brindam os espectadores com suas cenas quase circenses de lutas e seus diálogos sempre bem humorados. Eles lutam, ajudam, brigam entre si, mas no final do dia mostram uma união comovente que os faz não desistir de seus objetivos. A cada nova sequência, entre um brinde e outro, os guerreiros liderados por Thorin conquistam e reconquistam o público a cada minuto.

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Por mais que maravilhosos personagens da trilogia O Senhor dos Anéis dêem o ar de sua graça nesse segundo filme da franquia, quem rouba a cena é Thorin. O lúcido e enigmático personagem, líder da legião dos anões, é interpretado com bastante competência pelo ator Richard Armitage (Capitão América: O Primeiro Vingador). Destemido, bravo e com uma personalidade de causar inveja a muita gente, o pequeno guerreiro exala carisma na telona.

Tauriel, personagem de Evangeline Lilly (Ex-Lost), adiciona muita emoção à trama. Além de ajudar o famoso orelhudo elfo Legolas com suas setas e facadas certeiras, vira médica para um certo soldado ferido e figura central de um surpreendente triângulo amoroso com o arqueiro mais famoso da trilogia O Senhor dos Anéis e um dos anões. A bela atriz canadense de poucos trabalhos de expressões no mundo do cinema caiu como uma luva na personagem.

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Os efeitos especiais continuam no mais alto padrão que a tecnologia deste planeta pode oferecer. Porém, o mérito de Jackson e sua equipe não vem só disso. Reunir um roteiro envolvente, uma direção louvável e cenas de tirar o fôlego, usando essa tecnologia mencionada, é uma tríplice mais do que vitoriosa, inesquecível. Os padrões para criar um filme de fantasia que agrade a qualquer tipo de público foram elevados de uma maneira considerável por este audacioso projeto.

A aventura épica, dirigida pelo genial Peter Jackson (ver o filme Almas Gêmeas) é garantia de diversão do início ao fim. Com um corte seco em seu desfecho e uma pergunta fundamental como gancho para o último filme da saga, O Hobbit: A Desolação de Smaug deve agradar não só aos fanáticos pelos textos de Tolkien mas também a todo mundo que ama cinema. Nessa próxima sexta-feira 13, Jason será esquecido facilmente, corra para o cinema e confira esse excepcional trabalho.

Somos o que Somos (2)

Somos o que Comemos

Baseada na obra mexicana Somos lo que hay (2010), exibida no Festival de Cannes, Somos o que Somos é um thriller minimalista em sua essência. Essa versão americana, que chega três anos depois do original, modifica alguns elementos cruciais em relação ao filme mexicano, elevando assim o material. O primeiro deles é a troca do ambiente urbano – uma cidade grande na produção mexicana, pelo cenário rural de uma pequena cidadezinha, no americano.

A estrutura familiar também é modificada. No mexicano tínhamos a mãe como figura dominante da família, e filhos homens e adultos como seus feitore. Na nova versão temos a figura paterna, muito mais autoritária sobre duas jovens mulheres. A trama apresenta a família Parker, aparentemente normal, muito religiosa e devota a Deus, e reclusa. Mas essa família campestre esconde um terrível segredo.

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Somos o que Somos, a nova versão, foi igualmente exibido no Festival de Cannes, desse ano, e também no de Sundance. A direção do remake é de Jim Mickle, que também assina o roteiro, e chamou a atenção dos fãs de terror com seu trabalho anterior, o filme de vampiro hardcore Stake Land – Anoitecer Violento (2011), ótimo. Mickle vem se mostrando um especialista no gênero, e já filma um próximo trabalho, Cold in July, para ser lançado em 2014.

O cineasta mostra como deve ser feita uma refilmagem, melhorando uma história ao centrar no relacionamento dos personagens, seu desenvolvimento, e apostando muito mais em atuações e interações, do que em efeitos, sonos ou gratuidade. O suspense aqui é tão grande que até quase a metade do filme não sabemos verdadeiramente do que trata. Tudo é minuciosamente preparado pelo diretor, que consegue criar um grande clima, e eleva a tensão.

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O elenco é incrivelmente satisfatório. Recheado em sua maioria de desconhecidos, todos dão conta do recado. Em especial as duas meninas protagonistas, as loirinhas angelicais e trágicas, Iris e Rose, vividas respectivamente por Ambyr Childers (Dose Dupla) e Julia Garner (As Vantagens de Ser Invisível). As duas exploram de maneira sensível a prisão física e mental em que vivem. Na parte dos rostos mais conhecidos temos a veterana dos anos 1980, Kelly McGillis (Top Gun – Ases Indomáveis), que já havia trabalhado com o diretor em seu filme anterior, e Michael Parks (Django Livre).

Bill Sage (Preciosa) se sai bem como o barbudo patriarca Frank Parker, imprimindo ao personagem autoridade e uma qualidade extremamente assustadora. Um sujeito fanático que vive por sua própria lei. Das duas filhas, Garner, que interpreta a mais jovem, é a presença mais interessante nas telas. A menina de 19 anos esteve no Cult A Fita Azul (Electrick Children), que será lançado em breve no Brasil, e ano que vem será uma das adições do elenco de Sin City: A Dama Fatal.

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Uma refilmagem precisa ser feita assim. Pegando o conceito do original para criar uma coisa totalmente nova. Não foi por falta de tentativa que tivemos Planeta dos Macacos (2001), de Tim Burton, e O Vingador do Futuro (2012), de Len Wiseman, dois filmes que ao menos tentaram ser originais, e não cópias carbono de seus predecessores. Veja o nível da coisa quando ela funciona, como em O Enigma de Outro Mundo (1982), de John Carpenter, ou A Mosca (1986), de David Cronenberg.

Junto com a estreia de Somos o que Somos teremos a de outro remake, o de Carrie – A Estranha. E se olharmos bem de perto para o que foi tentado nesses dois filmes, veremos que o esforço menor em Carrie, que apenas tenta reciclar uma velha história para um novo público. É claro que com mais barulho e efeitos especiais. Já Somos o que Somos capricha no clima, e no desenvolvimento de seus personagens. Não se enganem, essa continua sendo uma história pesada, gráfica (somente quando precisa), e não recomendada para os de estômagos mais fracos. Alguém aí está com fome?

A Grande Beleza

Um dos diretores mais fantásticos do cinema atual Paolo Sorrentino (que dirigiu a ótima atuação de Sean Penn no filme Aqui é o Meu Lugar) chega novamente aos cinemas brasileiros apresentando um personagem e seu conflito. Dessa vez, criticando assiduamente a alta sociedade europeia, seus altos e baixos, coloca um recheio de exuberância, luxo, dança e glamour através do olhar do amadurecimento de um homem e seus passeios nas memórias.

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Jep Gambardella – interpretado pelo excelente ator italiano Toni Servillo (A Bela que Dorme) – anda e contempla sua cidade, Roma. Sempre muito elegante, com seus ternos caros e seus sapatos de grife, o jornalista (famoso por ter escrito um best-seller) vive diariamente em festas na alta sociedade italiana. Cercado de pessoas e contatos importantes, somos testemunhas de diálogos maravilhosos, repletos de sarcasmo, sentimento e verdades proibidas. Levando sua vida entre um deboche e outro, Jep começa a repensar sua vida quando abordado insistentemente sobre suas próximas publicações.

Coreografias remexendo os quadris, quase um flashmob no melhor estilo macarena, além de um coral afinado anunciam que estamos prestes a entrar em um mundo exclusivo, onde só os poderosos possuem acesso. Conhecemos essa história pelo olhar amadurecido de seu protagonista. Somos jogados para um delicioso passeio dentro da alta sociedade italiana pelo olhar e conhecimento do grande personagem principal, que não deixa de ser um fantástico contador de histórias.

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Muitos vão achar que o filme não deixa de ser um resumo de contos de um excêntrico jornalista, acomodado, que começa a ter pequenos lapsos de uma grande mudança em sua vida, oriunda de lembranças de seu primeiro amor. As reflexões e conclusões geniais do Bon Vivant moldam a história escrita por Sorrentino. A perereca soviética, as confissões de um padre quase papa, as girafas que somem, poderiam muito bem ser modelados como contos que juntos formam esse belo filme.

Aos amantes de obras de arte, A Grande Beleza permite um grande tour, exclusivo para príncipes e princesas, por dentro de corredores memoráveis lembrando muito – nestas sequências – o clássico filme do russo Aleksander Sokurov, A Arca Russa. O protagonista fascina pois conhece tudo e todos. Molda seus raciocínios através da larga experiência que possui dentro dessa burguesia dominadora em que vive. O único defeito do filme é o fato de se prolongar muito no seus últimos atos. Diversas conclusões são repetidas deixando o longa-metragem repleto de densidade. O público quase cansa com toda essa repetição que chega aos nossos olhos em forma de realidade que beliscam as fábulas mais bem contadas. Por sorte, a direção é impecável e a história seduz, dando créditos.

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O amor muda destinos, modifica vidas, são dessas escolhas que vivem um ser humano, não há como negar. Sua trajetória só tem um guia, você. Seja quais forem suas escolhas daqui para frente, uma escolha certa é assistir a essa grande história.

Virginia (Twixt)

O novo filme do tio de Nicolas Cage,Francis Ford Coppola, é um dos favoritos ao prêmio de pior filme do ano. Não tem como começar um texto sem mostrar a insatisfação com a qualidade desse bisonho trabalho. Uma narração bizarra logo no início, parecia gravação de chamadas de filmes trash, já indicava a perigosa trilha que faria Twixt (nome original da trama e que não tem nada haver com aquele chocolate). Totalmente sem rumo, o roteiro é muito ruim perdendo o grande destaque negativo somente para a trilha apática que coloca o filme completamente fora de contexto, durante os poucos mais de 80 minutos de fita.

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Na trama, um escritor (que usa um chapeuzinho ridículo a lá ‘Indiana Jones do terror’), mais ou menos famoso, visita uma cidadezinha para autografar seu mais recente trabalho. Após muitos diálogos estranhos com moradores (igualmente esquisitos) é envolvido em um misterioso assassinato. Com direito a sonhos com fantasmas, cenas peculiares e suspense sobre alguns fatos, o escritor corre atrás para apurar toda a louca história em que se meteu. O roteiro é escrito pelo próprio pai de Sophia Coppola, não lembrando em nada seus últimos bons trabalhos.

O longa tem momentos que beiram ao ridículo, o espectador ora fortemente para o filme terminar o mais breve possível. O famoso escritor americano Edgar Allan Poe é citado inúmeras vezes, coitado! Deve estar se revirando no túmulo uma hora dessas. A trilha sonora é horrível, leva o público, em determinados momentos, para dentro de um filme de faroeste e não para um filme de terror/suspense. Dá a ligeira impressão que a composição fora feita para algum outro trabalho, não esse. Val Kilmer (e seu rabo de cavalo) interpreta o escritor de contos de bruxas. Será que algum dia vai baixar, novamente, o santo em Val Kilmer? (fato que ocorreu em sua brilhante atuação no longa “The Doors”). O papel é terrível e a atuação beira à imperfeição.

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A falta de bom senso destruiu qualquer pretensão que o filme tinha de fazer sucesso não só no Brasil como no mundo. Um dos piores filme do ano disparado, até agora. Merece todos os prêmios framboesa. O personagem principal, tem uma fala que traduz muito bem o sentimento do público: “Meu Deus, estou perdido”. Como Coppola conseguiu dirigir, roteirizar e produzir esse trabalho e não ver que tudo estava muito errado? Realmente, não dá para entender, seu pior filme. Fujam para as montanhas, cinéfilos!

CinePOPcast #7 – Filmes Policiais

O CinePOPcast está de volta, e nesse episódio Renato Marafon, Pimp(Mal)Marcel Camp e Dudu Chaves conversam sobre os maiores policiais do cinema.

Elegemos como rei dos policiais o querido Bruce Willis, e comentamos quais foram os mais lendários personagens desses filmes. Tem também as duplas policiais, que às vezes pode envolver até um parceiro canino…

Ouça:

Baixe:

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Imperdível!

 

 

 

Atração Perigosa

 

(The Town)

 

Elenco:

Ben Affleck, Jon Hamm, Rebecca Hall, Jeremy Renner, Blake Lively, Pete Postlethwaite.

Direção: Ben Affleck

Gênero: Drama/Romance

Duração: 125 min

Distribuidora: Warner Bros.

Estreia: 29 de Outubro de 2010

Sinopse:

Em ‘Atração Perigosa‘, Doug MacRay (Ben Affleck) é um irrepreensível criminoso, líder de um grupo cruel de ladrões de banco que se orgulham de roubar tudo o que querem e sair impunes. Sem vínculos pessoais, Doug não teme perder alguém próximo. Mas tudo mudou no último trabalho do grupo, quando fez de refém uma gerente de banco, Claire Keesey (Rebecca Hall). Eles a libertam ilesa, mas Claire continua sob tensão, já que os ladrões sabem seu nome e seu endereço

. Ela começa a se recuperar quando conhece um homem modesto e bastante charmoso chamado Doug… sem perceber que ele é o mesmo homem que dias antes a tinha aterrorizado. A atração imediata entre eles pouco a pouco se transforma em um apaixonado romance que poderá conduzi-los a um destino perigoso e, até mesmo, mortal.

Curiosidades:

» Atração Perigosa‘ é uma adaptação do famoso romance de Chuck Hogan, ‘O Príncipe dos Ladrões‘, para o cinema.

Como Não Perder Essa Mulher

Após o ano de 2012, com pelo menos três ótimos filmes no currículo, o artista californiano Joseph Gordon-Levitt (Lincoln) resolve ingressar na carreira de diretor apresentando o interessante drama Como Não Perder essa Mulher. O roteiro – que também é escrito pelo Robin do último filme de Christopher Nolan – fala com maturidade sobre a vida sexual de um jovem, tema que em muitos outros filmes é tratado com descaso e ignorância, principalmente pelos bobocas filmes pipocas hollywoodianos. O longa-metragem, estimado em U$$ 6 Milhões, conta com as presenças marcantes de Julianne Moore (Carrie, a Estranha) e da musa Scarlett Johansson (Hitchcock), ambas super divertidas em seus respectivos papéis.

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A comédia cult Como Não Perder Essa Mulher acompanha Jon (Joseph Gordon-Levitt ), um clássico Don Juan dos dias de hoje que vive intensamente sua juventude e seus filmes pornôs. Levando uma vida sem relacionamentos sérios, consegue encontrar felicidade em simples movimentos noturnos cotidianos. Um dia, em mais uma dessas noites regadas a bebidas e mulheres, conhece Barbara (Scarlett Johansson), nascendo deste encontro uma paixão avassaladora. Após os enormes conflitos que atrapalham esse relacionamento, Jon conhece Esther (Julianne Moore) e a maturidade e os simples prazeres da vida são vistos de outra forma por esse curioso personagem.

Não é fácil abordar o sexo no cinema. Um dos grandes méritos de Gordon-Levitt e companhia é conseguir passar muita verdade e naturalidade nos ótimos diálogos que o filme possui. A história a princípio parece bobinha e seu personagem um eterno histrião. Porém, a cada nova sequência somos jogados e postos a pensar sobre as atitudes imaturas desse protagonista que com certeza vai dar o que falar no final da sessão. As coadjuvantes, já mencionadas no primeiro parágrafo, elevam a qualidade da fita, sendo muito bem aproveitadas pelo ótimo roteiro.

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O filme é muito direto na hora de passar suas mensagens se tornando dinâmico mas também um pouco repetitivo. O lado positivo é que essa tática em chegar logo ao tema central da história, prende o público rapidamente (ajudado pelo forte carisma dos personagens). O lado negativo é que perto do fim da história percebemos que muitas mensagens se tornaram repetitivas e isso pode gerar um certo desgosto do espectador que entender assim.

Uma curiosidade marcou a pré-produção deste projeto. Joseph Gordon-Levitt escreveu o papel de Barbara especialmente para Scarlett Johansson. Imaginem a felicidade do jovem artista quando a musa de Woody Allen – e porque não dizer, de todos nós cinéfilos – concordou em estrelar o filme. Além disso, o personagem principal era para ser interpretado por Channing Tatum, porém, o diretor assumiu o posto alguns dias antes de começar a rodar o filme. Não é todo dia que podemos contracenar com a Scarlett não é Sr. Gordon-Levitt?

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Brincadeiras à parte, esse trabalho merece ser conferido por todos os cinéfilos. Afinal, não é todo dia que somos brindados com argumentos inteligentes e fáceis de entender sobre um tema que corre nosso imaginário desde a juventude. Lembramos vagamente de Kinsey e outros tantos estudiosos da área que tentaram surpreender o público em dezenas de publicações. Usar o cinema para falar sobre o sexo desta forma madura é muito mais prazeroso para todos nós.

A Última Viagem a Vegas (2)

Anunciado como o Se Beber, Não Case da terceira idade, A Última Viagem a Vegas consegue superar os filmes do “wolfpack” em todos os quesitos. O primeiro e mais óbvio é o peso do elenco de veteranos que conta com Morgan Freeman (Truque de Mestre), Michael Douglas (Behind the Candelabra), Kevin Kline (Sexo Sem Compromisso) e Robert De Niro (A Família), e traz grande nostalgia para uma fatia do público. Eles são como nossos velhos amigos, que viemos acompanhando por décadas nas telas.

O fato causa identificação imediata para todos que já viram sua época de auge passar. O humor aqui é mais limpo também, e de certa forma seguro, apropriado para todas as idades sem precisar apelar para a escatologia como nos filmes de Alan e Cia. (nada contra, quando o humor sujo funciona). Mas o grande fator diferencial é a alma e coração que A Última Viagem a Vegas surpreendentemente possui. Essa não é apenas uma comédia vazia cujo único mote é juntar velhos astros e fazê-los se comportar como idiotas.

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Pelo contrário. Quem der uma chance ao filme, ganhará uma obra mais calorosa do que o esperado, e que tem muito a dizer sobre amizade e amor. Na trama, quatro amigos de infância e ex-reizinhos de um bairro em Nova York envelheceram, mas sua amizade continuou em grande parte intacta. Billy (Douglas), fazendo uso da persona de galã do ator, vai se casar com uma jovem com idade para ser sua filha, ou quem sabe neta. Vale lembrar que Douglas, na vida real com 69 anos, é casado com a atriz Catherina Zeta-Jones (Red 2), 25 anos mais jovem.

Para a despedida de solteiro, Douglas reúne seus melhores amigos em uma viagem inesquecível. Archie (Freeman, de 76 anos) vive com o filho, a nora e a netinha. Depois de um derrame, sua família se tornou extremamente preocupada com ele, e a viagem para Vegas é um segredo que ele precisará manter deles. Sam (Kline, de 66 anos) é o único da turma ainda casado, e recebe um passe livre da esposa, juntamente com um Viagra, uma camisinha e os dizeres: “o que acontece em Vegas, fica em Vegas”.

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Por fim temos Paddy (De Niro, de 70 anos), viúvo amargurado que tem problemas não resolvidos com o personagem de Douglas. O personagem de De Niro também faz uso de sua persona ranzinza e durona nas telas. A química entre os veteranos é ótima, e a sensação que temos é a de que esse grupo realmente se divertiu durantes as filmagens. Grande parte reflete no que vemos. A ainda bela Mary Steenburgem (a eterna Clara Clayton de De Volta para o Futuro III) chega para abalar as estruturas desse quarteto na pele de Diana, uma cantora de bar muito especial.

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Entre brigas, reflexões de vida, debates sobre amizade, e gracinhas envolvendo danças, piscinas e vodka com Red Bull, A Última Viagem a Vegas é a comédia mais agradável do ano. Entretém sem nunca passar dos limites, e consegue ser muito mais emocionante do que imaginaríamos. Em especial os personagens de Douglas e De Niro causam nós na garganta em mais de um momento. Escrito por Dan Fogelman, um especialista em obras calorosas, vide Amor a Toda Prova (2011) e Minha Mãe é uma Viagem (2012), o filme ganha o contorno simpático das produções de Jon Turteltaub (Enquanto Você Dormia, Fenômeno e Duas Vidas).

Crítica » O Último Mestre do Ar


Sinopse: Katara e Sokka são habitantes da Aldeia da Água e libertam Aang do meio do gelo. O garoto é o Avatar, destinado a restaurar a paz no mundo. Para isso ele deve aprender a manipular os quatro elementos.

Não há como negar que M. Night Shyamalan é um dos cineastas mais irregulares da atualidade. Sempre assombrado pelo grande sucesso de O Sexto Sentido, entrega filmes bons (A Dama na Água) e fiascos (Fim dos Tempos). Quando ele assumiu a adaptação cinematográfica de O Último Mestre do Ar (The Last Airbender), achei que seria uma boa saída para ele, deixando parte do fardo sobre os ombros de outros.

O problema é que o sujeito não consegue delegar funções: além de dirigir, ele assina o roteiro e produz o filme – e faz questão que todos saibam disso. O resultado já pode ser visto pela triste bilheteria que o título teve nos Estados Unidos.

A saga de Aang é longa e se passa em um universo complexo. O Último Mestre do Ar sofre da mal que outros começos de franquia já penaram: a necessidade de apresentar todo um cenário fantástico. Quando se tem uma série animada – de onde surgiram os personagens –, a estrutura de episódios funciona para que sejam mostrados elementos do universo sem que se perca o entusiasmo pelos protagonistas. No filme, tudo acaba tendo de ser jogado rapidamente e o mascote de Aang parece apenas ser um figurante de luxo, por exemplo.

Uma boa transposição de série animada para longa-metragem é Pokémon, que criou uma história nova, com referência às temporadas televisivas sem influenciar na história central. Talvez um spin-off fosse melhor do que a adaptação, mas com apenas uma pessoa respondendo pelo roteiro, direção e produção, fica complicado de uma ideia infeliz ser barrada antes de ser impressa em celuloide.

Um aviso final: não assista ao filme em 3D! Com tantas opções desse tipo de projeção, é melhor guardar sua verba e investir em títulos que foram realmente pensados para serem apresentados dessa forma. O Último Mestre do Ar foi porcamente convertido para estereoscopia na pós-produção e o efeito é praticamente impercepitível.


Nota:

Crítica por: Edu Fernandes (CineDude)

Crítica 3 » O Último Mestre do Ar


Quando estreou nos cinemas dos Estados Unidos, no dia 02 de julho, a mais nova produção de M. Night Shyamalan (“Sinais”, “O Sexto Sentido”, “A Dama na Água”, entre outros), O ÚLTIMO MESTRE DO AR (The Last Airbender), foi bombardeado pela crítica norte-americana ficando com apenas 7% de aprovação no site Rotten Tomatoes.

Conhecendo apenas por nome e pelo sucesso entre os jovens, resolvi dar uma chance e conferir o filme baseado na famosa série de animação AVATAR: THE LAST AIRBENDER, do canal Nickelodeon. As expectativas eram baixas, tenho que confessar, mas não é que o filme acabou me surpreendendo positivamente e me fez pensar por que ele acabou sendo escorraçado.

As adaptações sempre são alvos de críticas dos fãs, que nunca se dão por satisfeitos e acabam achando defeitos em várias coisas, claro que algumas vezes os defeitos são visíveis, como acontece também em O ÚLTIMO MESTRE DO AR (The Last Airbender), mas não precisamos exagerar, pois o longa-metragem também tem seu lado bom.

Adaptar uma série de animação com cerca de 30 horas em um filme com atores reais não deve ser uma tarefa fácil. A história é boa e foi bem contada pelo diretor M. Night Shyamalan, isso não podemos negar, mas o filme acaba se tornando cansativo.

No filme, a Nação do Fogo, por quase uma década, trava uma batalha mortal para controlar as nações do Ar, Água e Terra, oferecendo a elas as opções de se entregarem ou serem aniquiladas. Dominando a todos, a Nação do Fogo volta suas atenções para a Nação da Água, lugar em que encontram Katara, uma jovem Dominadora de Água, seu irmão Sokka e um garoto chamado Aang.

O que ninguém sabe é que Aang, é na verdade é o último Dominador de Ar, o profetizado Avatar, o único capaz de controlar os quatro elementos, e será o único que conseguirá combater a temida Nação do Fogo e restaurar o equilíbrio no mundo.

O grande problema da produção acaba sendo a falta de experiência e carisma dos atores, fazendo com que o público não se envolva com os personagens. Mesmo mostrando a tradicional saga do herói, fica difícil se envolver com a história e com os protagonistas. Outra falha é não conseguir encontrar um público, pois, trazendo uma história mais voltada para as crianças, o filme por ser muito longo acabará as entediando e será difícil agradar aos adolescentes com mais de 12 anos.

Os efeitos especiais, os cenários, a trilha sonora e especialmente o 3D da produção são o ponto alto da produção, que mesmo com as criticas negativas, poderá ganhar mais dois filmes, fechando a trilogia ou então acabará se juntando a outros filmes como “Bússola de Ouro”, “Eragon”, “Desventuras em Série”, entre outros, que acabaram não ganhando as adaptações das outras obras.

Se você for ao cinema esperando uma grande produção comparando com franquias como “Senhor dos Anéis”, “Harry Potter” e “As Crônicas de Nárnia”, vai se decepcionar, pois O ÚLTIMO MESTRE DO AR (The Last Airbender), que chega aos cinemas nacionais com cópias dubladas e legendas, é uma boa pedida para uma sessão sem compromissos em família ou para divertir a garotada. Além de aguçar a curiosidade pela série de animação.

 

Nota:
Crítica por: Léo Francisco (PlanetaDisney)

O Último Mestre do Ar

(The Last Airbender)

 

Elenco:
Noah Ringer, Nicole Peltz, Jackson Rathbone, Dev Patel, Aasif Mandvi, Shaun Toub, Cliff Curtis.

Direção: M. Night Shyamalan

Gênero: Aventura/Ação

Duração: 94 min.

Distribuidora: Paramount Pictures

Estreia: 20 de Agosto de 2010

Sinopse:

Há muito tempo atrás, o mundo era dividido em quatro grupos: Nação do Fogo, Tribo da Água, Reino da Terra e Nômades do Ar. Essas nações viviam em perfeito equilíbrio, até o dia em que a Nação do Fogo atacou. O Avatar, mestre dos quatro elementos, é o responsável por manter o equilíbrio do mundo e quando o mundo mais precisou, ele desapareceu. Cem anos após esse acontecimento, dois jovens da tribo da água do sul encontram o avatar, um habilidoso dominador de ar chamado Aang.

Curiosidades:

» O filme foi  lançado em 3D convertido.

» Trata-se da adaptação cinematográfica do desenho ‘Avatar: A Lenda de Aang‘ (Avatar: The Last Airbender), que Shyamalan trabalhou dois anos para tirar do papel.

» O filme foi originalmente intitulado ‘Avatar: The Last Airbender‘. Entretanto, James Cameron e 20th Century Fox já tinham registrado o título do filme Avatar (2009), e a palavra foi retirada para evitar confusão.

» Jesse McCartney foi originalmente escalado para interpretar Zuko, mas foi substituído por Dev Patel, devido a conflitos de agenda.

» Esta é a primeira adaptação que M. Night Shyamalan dirigiu.

Trailer:


Cartazes:

Fotos:

 

 

Carrie – A Estranha (3)

Carrie – A Super-heroína

O que existia de errado com Carrie –A Estranha, filme de 1976? Para falar a verdade, nada! A onda de refilmagens que assola Hollywood se tornou uma doença, e ela se chama falta de boas e novas ideias. Pensem, o desespero é tão grande que em breve não existirá mais nenhum filme que não tenha sido refeito. Nunca havia pensado de tal forma, de maneira tão contrária a refilmagens até assistir a essa. Filmes mais queridos já haviam sido repaginados antes, então por que será que o remake de Carrie incomoda tanto?

Talvez seja um pouco pela importância de sua história. Carrie original foi o primeiro filme de destaque na carreira do diretor Brian De Palma (Passion), que o alçou de certa forma ao estrelato. Foi também o primeiro romance do escritor Stephen King adaptado para o cinema, e também o primeiro livro de King. O curioso é que sabemos que é difícil uma refilmagem ficar boa, e não ser associado e comparado ao filme original. Raros são os casos. Carrie é um filme que não precisava de refilmagem. Já marcado no consciente popular, o original de 1976 ganhou uma continuação malfadada em 1999, e uma refilmagem feita para a TV em 2002.

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Agora a Sony tenta mais uma vez, trazendo a trama (passada originalmente tanto no livro quanto no filme, na década de 1970) para os dias atuais. Porém, só a modernidade de veículos e apetrechos tecnológicos evoluem, e não os conceitos. E talvez esse seja o seu maior erro. É difícil, por exemplo, pensar que numa época tão informatizada, e que qualquer criança tem acesso as mais altas tecnologias e informações, uma jovem mulher não saberia o que é uma menstruação.

Tudo bem que o mote aqui era vender Carrie para outro público, mais jovem, desses que lotam os cinemas de shopping. E talvez sendo assim a refilmagem tenha atingido seu objetivo e feito um bom trabalho, afinal quanto mais efeitos e barulho melhor para uma geração hiperativa e dispersa. O Carrie original, por outro lado, era mais calmo. E embora usasse jovens em sua trama principal, não era tão indicado para eles, por cenas de nudez e violência. Virou Cult. O novo Carrie capricha na violência (digital), mas nenhuma nudez, afinal a hipocrisia da censura não permite.

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A história todos já conhecem: Ao entrar na vida adulta e ficar menstruada pela primeira vez, Carrie, uma menina solitária e sem amigos, também descobre poderes telecinéticos fortíssimos. A obra original de King servia como uma analogia da entrada na vida adolescente, quando descobrimos grandes mudanças em nossa fisiologia. Ela é criada pela mãe, uma fanática religiosa, que já passou bastante da linha da sanidade. Outro erro do remake é a escolha do elenco. Se no original tínhamos excelentes performances de Sissy Spacek (Histórias Cruzadas) como Carrie, e Piper Laurie (Juventude em Fúria) como sua mãe fanática religiosa, no novo Chloe Grace Moretz (Kick-Ass 2) não convence muito como adolescente reprimida e ao final enfurecida, e a talentosíssima Julianne Moore (Como Não Perder Essa Mulher) também não é ideal para o papel da desequilibrada mãe.

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Não acreditamos nos personagens, que parecem sempre serem interpretados sem pertencerem ao mundo real. O relacionamento de Carrie com o rapaz que decide levá-la ao baile é perfeito no original, e funciona ao ponto de percebermos que existe algo ali, na sinceridade e entrega dos dois. O mesmo não pode ser dito aqui. Mesmo sem ser um filme muito curto, as coisas soam apressadas na refilmagem. Essa história deveria ter evoluído para acompanhar o mundo moderno. Do jeito que está, a solução era ter novamente centrado a trama na década de 1970. Carrie, por ter sido escrito em tal época, não combina muito com os dias atuais.

Quando Carrie começa a dominar seus poderes sobrenaturais, nunca sentimos a ameaça de uma obra que deveria ser de suspense e terror, mas somos logo lembrados de algum filme de super-herói. Afinal, qual jovem hoje não faria tal associação. Quando Carrie levanta voo então, e começa a flutuar é que a coisa descarrila de vez. Não que a sutileza já não tivesse ido embora muitas cenas atrás. Talvez o novo Carrie acerte seu público alvo (embora tenha passado em branco nos Estados Unidos), mas com a existência do original, ou quem sabe até mesmo sem ele, não posso dar o meu aval.

EXCLUSIVO: Entrevista com Chloë Moretz e Julianne Moore, de ‘Carrie, A Estranha’

Nos anos 70, o livro foi banido nas escolas americanas. Foi o primeiro romance do escritor Stephen King, que ganhou fama como o rei do terror.

Carrie, A Estranha‘ virou um clássico nos cinemas, nos anos 70.  Agora, chega a nova versão.

As estrelas do filme Julianne Moore e Chloë Grace Moretz conversaram, em Los Angeles, com nosso repórter Hollywood, Jânio Nazareth.

Assista:

Carrie White é uma jovem que não faz amigos em virtude de morar em quase total isolamento com sua mãe, uma pregadora religiosa fanática. A garota é menosprezada pelas colegas e Sue Snell, uma das alunas que zombam dela, fica arrependida e pede a seu namorado que convide Carrie para um baile no colégio. Mas Chris Hargenson, uma aluna que foi proibida de ir à festa, prepara uma armadilha para ridicularizar Carrie em público. O que ninguém imagina é que a jovem possui poderes paranormais e muito menos conhece sua capacidade de vingança quando está repleta de ódio.

Chloe Moretz concorria ao papel com Dakota Fanning, Emily BrowningBella Heathcote,Haley BennettLily CollinsHailee SteinfeldLindsay Lohan e Megan Fox. Julianne Moore disputava o papel de mãe de Carrie com Jodie Foster.

Kimberly Pierce, premiada diretora de ‘Meninos Não Choram‘, comanda.

Crítica em vídeo | ‘Carrie, a Estranha’

Acaba de sair do forno a nova edição do CineAgenda, vídeo apresentado pelo editor Renato Marafon com as estreias deste final de semana (6 de Dezembro).

Toda semana, vamos informar sobre os lançamentos e comentá-los.

Carrie, A Estranha

Carrie White é uma jovem que não faz amigos em virtude de morar em quase total isolamento com sua mãe, uma pregadora religiosa fanática. A garota é menosprezada pelas colegas e Sue Snell, uma das alunas que zombam dela, fica arrependida e pede a seu namorado que convide Carrie para um baile no colégio. Mas Chris Hargenson, uma aluna que foi proibida de ir à festa, prepara uma armadilha para ridicularizar Carrie em público. O que ninguém imagina é que a jovem possui poderes paranormais e muito menos conhece sua capacidade de vingança quando está repleta de ódio.

 

A Última Viagem a Vegas

Estrelado por quatro atores vencedores do Oscar®, o filme apresenta Billy (Michael Douglas), Paddy (Robert De Niro), Archie (Morgan Freeman) e Sam (Kevin Kline), amigos desde a infância. Billy, o solteirão compromissado do grupo, finalmente pede em casamento sua (claro) namorada de trinta e poucos anos e os quatro vão a Las Vegas com planos de parar de agir como velhos e reviver seus dias de glória. No entanto, ao chegar, os quatro rapidamente percebem que as décadas tem transformado a Cidade do Pecado e testado suas amizades de várias formas que nunca imaginaram. O Rat Pack pode ter reinado no Sands e o Cirque du Soleil talvez agora comande a Strip, mas são esses quatro que agora mandam em Vegas.

 

Como Não Perder Essa Mulher

Jon Martello (Joseph Gordon-Levitt) é um cara sedutor, considerado um verdadeiro Don Juan moderno pelos seus amigos. Seu mundo gira em torno das coisas que lhe interessam, a academia, sua casa, seu carro, sua família, seus amigos e suas mulheres. Até que Barbara (Scarlett Johansson) aparece em sua vida mudando-a completamente.

 

À Procura do Amor

Mãe solteira e divorciada, Eva (Julia Louis-Dreyfus) passa seus dias trabalhando como massagista e temendo a partida de sua filha para a faculdade. Ela conhece Albert (James Gandolfini), um homem gentil e engraçado que também está prestes a enfrentar o ninho vazio. Enquanto seu romance floresce rapidamente, Eva conhece Marianne(Catherine Keener), sua nova cliente e melhor amiga. Marianne é uma bela poeta, que parece “quase perfeita”, exceto por um pequeno detalhe: reclama demais de seu ex-marido. De repente, Eva se encontra duvidando de sua própria relação com Albert, quando descobre a verdade sobre o marido de Marianne. À Procura do Amor é uma comédia afiada e introspectiva que explora a confusão de se envolver novamente.

Anita & Garibaldi

(Anita & Garibaldi)

 

 Elenco: 

Ana Paula Arósio, Gabriel Braga Nunes, Antonio Buil, Alexandre Rodrigues, Paulo Cesar Peréio, Leonardo Medeiros.

Direção: Alberto Rondalli

Gênero: Aventura

Duração: — min.

Distribuidora: PoliFilmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 06 de Dezembro de 2013

Sinopse:

Em “Anita e Garibaldi” é a primeira vez que a saga libertária de Garibaldi na América se transforma num grande filme de época.
Os treze anos de Giuseppe Garibaldi no Brasil, Argentina e Uruguai foram anos de uma aventura sem igual. Giuseppe Garibaldi
chegou ao Rio de Janeiro com 26 anos. Partiu de volta para a Itália, de Montevidéu, com 39 anos. Nesse período viveu paixões ardentes, realizou façanhas militares julgadas impossíveis, sobreviveu a naufrágios e tempestades, defendeu o cerco de uma cidade e cercou e incendiou outras.

Garibaldi foi um herói romântico mais sedutor e audaz do que qualquer outro criado pela imaginação dos escritores. E isso é o espantoso: a saga de Garibaldi é real. Sua luta ao lado dos republicanos riograndenses, ao lado dos Lanceiros Negros – a brigada de cavalaria composta apenas de negros fugidos à escravidão – e ao lado dos uruguaios na defesa de Montevidéu é uma aventura verdadeira, e por isso nos toca e nos comove.

Curiosidades:

» Ana Maria de Jesus Ribeiro, Anita, foi uma mulher à frente de seu tempo. Vestindo calças e liderando as tropas em batalha, surpreendeu até mesmo Garibaldi. Anita tinha consciência precisa da guerrilha e da situação política. Lutou por amor a Garibaldi, mas principalmente pela causa. Ela já era republicana.

Trailer:

 

Cartazes:

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Assista um emocionante tributo a Paul Walker

Os produtores da franquia divulgaram um emocionante vídeo em homenagem ao ator Paul Walker.

Relembrando a participação do astro nos filmes da cinessérie, é difícil segurar o choro ao assistir ao vídeo. O ator sofreu uma morte trágica no sábado (30/11).

Assista:

 

Os produtores de ‘Velozes e Furiosos 7’  anunciaram que as filmagens e a produção foram pausadas por tempo indeterminado.

“Neste momento, todos nós da Universal estamos dedicados a fornecer todo o apoio necessário à família de Paul e para toda a equipe e elenco de ‘Velozes e Furiosos 7’. Sentimos que é nossa responsabilidade encerrar a produção por tempo indeterminado, para que possamos avaliar todas as opções disponíveis para avançar com a franquia. Temos o compromisso de manter os fãs de Velozes e Furiosos informados, e iremos fornecer mais informações para quando as tivermos. Nós sabemos que todos os fãs vão se juntar a nós em luto pela morte do nosso querido amigo Paul Walker.”

A produção estava suspensa desde o falecimento de Walker em um acidente automobilístico, ocorrido no sábado (30/11). Mais de metade do filme já foi rodada, mas algumas das principais cenas com o astro ainda não foram completadas. Algumas cenas seriam gravadas em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, em janeiro.

 

Conheça os quatro últimos longas que Walker filmou:

Contagem Regressiva (Hours)

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Neste suspense dramático, Walker interpreta um homem que enfrenta a trágica morte de sua esposa (Genesis Rodriguez) durante o parto, em um hospital em Nova Orleans. A filha do casal sobrevive, mas depende de aparelhos. A tensão aumenta com a passagem do devastador furacão Katrina, que deixa pai e filha ilhados e sofrendo com a falta de eletricidade.

O longa reflete a faceta engajada do astro: ele apoiava a organização beneficente Reach Out Worldwide, que ajuda vítimas de desastres naturais. Ele faleceu em um acidente logo após participar de um evento da organização, realizado para ajudar os filipinos atingidos pelo tufão Yolanda.

Agendado para estrear em 13 de dezembro nos EUA, Hours manterá a data, segundo o Hollywood Reporter.

Walker é um dos produtores do longa. O roteiro e a direção são de Eric Heisserer, roteirista de ‘Premonição 5’ e do remake de ‘A Hora do Pesadelo’.

Paul Walker Hours

 

 

Brick Mansions

Ainda sem título nacional, o drama de ação é uma refilmagem da produção francesa de 2004 ‘B13 – 13º Distrito’, lançada direto nas locadoras no Brasil.

A trama é centrada no policial Damien (Walker), que se infiltra em uma gangue para impedir que um implacável chefão do crime ponha as mãos em uma bomba de nêutrons.

A direção é do estreante Camille Delamarre, editor de ‘Busca Implacável 2’ e ‘Carga Explosiva 3’. Bibi Naceri e Luc Besson, que assinaram o longa original, adaptam seu próprio roteiro para a refilmagem.

Brick Mansions é uma produção franco-canadense. Com filmagens iniciadas em 30 de abril de 2013, o filme deve ser lançado pela Relativity Media no dia 1º de maio de 2014.

Paul Walker Brick Mansions

 

 

Pawn Shop Chronicles

Paul Pawn Shop Chronicles

Esta é uma comédia de ação com orçamento de apenas US$ 5 milhões, mas um elenco repleto de astros. Além de Walker, estrelam Brendan Fraser (‘A Múmia’), Elijah Wood (‘O Senhor dos Anéis’), Norman Reedus (‘The Walking Dead’), Thomas Jane (‘O Nevoeiro’), Vincent D’Onofrio (‘Nascido para Matar’) e Lukas Haas (‘A Origem’).

O roteiro de Adam Minarovich gira em torno do sumiço de um anel de casamento, que leva a uma caçada insana que envolve drogados, skinheads e um sósia de Elvis Presley. Walker interpreta um viciado em metanfetaminas no longa.

A direção é de Wayne Kramer, que já trabalhou com o astro em ‘No Rastro da Bala’.

O longa teve uma passagem breve e mal sucedida em apenas 15 cinemas norte-americanos, e já foi lançado em vídeo. Ainda não há previsão para o Brasil.

Paul Walker Pawn Shop Chronicles

 

 

Velozes & Furiosos 7

 

Velozes & Furiosos 7

Este será o principal lançamento póstumo de Paul Walker. A Universal Pictures adiou por enquanto a produção, mas não há planos de cancelar o lançamento do filme, atualmente agendado para 18 de julho de 2014 no Brasil.

O astro interpretou Brian O’Conner em todos os filmes da franquia, menos no terceiro, ‘Velozes e Furiosos – Desafio em Tóquio’.

Não se sabe como o estúdio terminará Velozes & Furiosos 7 sem Walker. Uma saída já utilizada em ‘Gladiador’, com Oliver Reed, foi usar efeitos visuais para acrescentar diálogos e imagens do intérprete.

Jason Statham será o vilão do longa. Ele fez uma ponta em ‘Velozes & Furiosos 6′ e chegou a negociar para viver o vilão principal, mas o papel ficou com Luke Evans. Kurt Russell aparecerá no sétimo ou no oitavo filme.

Vin Diesel, Tyrese Gibson, Dwayne “The Rock” Johnson e Michelle Rodriguez retornam. O tailandês Tony Jaa (‘Ong Bak – Guerreiro Sagrado’) fará sua estreia em Hollywood no filme, e a campeã de UFC Ronda Rousey terá uma ponta.

Paul Walker

À Procura do Amor

A Vida Começa aos 50

Guardem esse nome: Nicole Holofcener. Se você ainda não conhece essa que é uma das cineastas mais talentosas trabalhando atualmente em Hollywood, chegou a hora de ser apresentado. Roteirista de todos os seus filmes, a diretora estreou no cinema com um curta em 1991. Em 1996, lançou seu primeiro longa, Walking and Talking, uma comédia-romântica dramática protagonizada por sua atriz favorita Catherine Keener (com quem trabalhou em todos os seus filmes).

Depois de Encontro de Irmãs (2001), realizou seu primeiro trabalho de destaque verdadeiro, Amiga com Dinheiro (2006), um dos únicos filmes bons da carreira de Jennifer Aniston. Como o título já diz, o filme discutia a vida de quatro grandes amigas, e como o status financeiro entra em jogo e divide as pessoas. Em Sentimento de Culpa (2010), Holofcener foi ainda mais longe com seu humor ácido, e descortinou o pensamento incorreto contido em cada um de nós, colocando bem na nossa frente uma realidade muito presente em nosso dia a dia, que na maioria das vezes preferimos ignorar.

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Agora, a cineasta volta aos primórdios de sua carreira ao entregar com seu quinto filme uma comédia-romântica agradável, séria e madura. Julia Louis-Dreyfus (a eterna Elaine do seriado Seinfeld) é Eva, uma massagista divorciada, mãe de uma jovem que acabou de entrar na faculdade. Numa festa sem perspectivas, ela conhece Albert, personagem do saudoso James Gandolfini (o eterno Tony Soprano do seriado Família Soprano).

Esse é um dos trabalhos póstumos de Gandolfini, falecido em setembro desse ano, e o primeiro a ser lançado após sua morte. Embora ambos atores sejam mais conhecidos por seus personagens na TV, Gandolfini teve uma boa carreira no cinema também, ao contrário de Louis-Dreyfus que nunca teve muitas oportunidades. Aqui, no entanto, ela tem toda a chance que precisa para brilhar e não decepciona em seu primeiro papel protagonista no cinema, em vias de completar 53 anos de idade.

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Ela é uma atriz muito carismática, e como Eva entrega o retrato da mulher comum, extremamente identificável com seus variados problemas mundanos e rotineiros.  Quando decidem dar uma chance para o amor, nessa fase da vida, os personagens sabem exatamente onde estão se metendo, e tudo o que tal situação acarretará. Os dois são divorciados, e possuem filhas adultas. Nesse trecho da obra, ao abordar o relacionamento, o filme de Holofcener não poderia ser mais honesto.

O desconforto caminha junto com a vontade, ao saberem que seu auge já passou e não estão mais na idade em que vale tudo. Os dois sabem de seu declínio iminente, e entre diálogos sobre falta de dentes e sobrepeso, encontram também a sinceridade absoluta, e nenhuma futilidade ou vaidade. Em um segundo momento, À Procura do Amor apela ao humor, e é nessa hora que entra em jogo uma subtrama.

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Eva (Louis-Dreyfus) cria grandes laços de amizade com a personagem de Catherine Keener, sem saber que ela na verdade é a ex mulher do personagem de Gandolfini. A protagonista então decide seguir em frente, sem contar nada para nenhuma das partes, a fim de receber informações privilegiadas. Se nos negócios tal fato pode acarretar em um longo tempo de prisão, porque na vida social deveria ser diferente.

Como esperado, a obra da diretora consegue ser engraçada, sem apelar ao mais baixo denominador comum. O filme promete prêmios para o trio principal: Louis-Dreyfus, Gandolfini e Holofcener. É muito bom ver uma comédia romântica que traga boa reputação ao gênero, jogado na lama por anos de exemplares ruins impulsionados por Sandra Bullock, Jennifer Aniston e Katherine Heigl . Deixe para Nicole Holofcener entregar um dos romances adultos mais agradáveis dos últimos anos.

Azul é a Cor Mais Quente (2)

A Cor da Liberdade

Subvertendo a fórmula boy meets girl para girl meets girl, Azul é a Cor Mais Quente traz uma das histórias de amor mais emocionantes do cinema em anos recentes. Baseado na graphic novel “Le Bleu est une couleur chaude” (ou Azul é uma cor quente), de Julie Maroh, o filme apresenta a protagonista Adèle e nos leva por sua vida ao longo dos anos. De começo, a conhecemos como uma menina colegial de 17 anos, que ainda não tem, como a maioria das pessoas nessa idade, sua sexualidade completamente definida.

Tudo muda quando vê passar na rua a instigante jovem mulher de cabelos azuis, Emma. Elas se encontram novamente e parecem não desgrudar mais. Enfrentam todos os obstáculos impostos por uma sociedade ainda engatinhando no quesito da tolerância, mas talvez vencer apenas as barreiras vindas de fora do relacionamento não seja tudo. Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes desse ano (entregue pelo Sr. Politicamente correto em pessoa, Steven Spielberg – presidente do júri), o filme chega ao Brasil com grande hype, e já enaltecido como uma das melhores obras cinematográficas de 2013.

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Por uma tecnicalidade não se tornou elegível para representar a França no Oscar 2014. Mas quem sabe possa arrumar vaga em outras categorias. A polêmica dessa história de amor se estendeu para fora das telas também. A estrela da produção, a francesa com carreira nos EUA, Léa Seydoux, fez declarações pouco lisonjeiras sobre o comandante da obra, o diretor tunisiano Abdellatif Kechiche e seus métodos de trabalho exaustivos. O cineasta não deixou por menos e contra-atacou gerando uma guerra fria (ou quente mesmo) nos bastidores dessa produção. Seja campanha de marketing ou não, o fato sem dúvidas chamou mais atenção para a obra.

Com poucos filmes no currículo, Abdellatif Kechiche é um verdadeiro artista no sentido literal da palavra. Adepto do cinema de autor (assim como a maioria dos europeus – embora não tenha nascido, o diretor já trabalha e vive na França há muitos anos), Kechiche assinou o roteiro da adaptação, e minuciosamente define cada detalhe de seus cenas. O que parece é que ninguém teve muito dizer a não ser o próprio, durante a confecção dessa obra. Esse sem dúvidas é um projeto muito pessoal seu.

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Para criar mais intimidade e proximidade do público com a história, Kechiche usa closes quase o tempo todo, como se nos colocasse cara a cara com as personagens, sem ter onde nos escondermos. Ou elas. Seja durante um jantar, quando a protagonista come uma macarronada se lambuzando toda, como uma menina faria na frente dos pais num domingo, ou nas tão faladas e polêmicas cenas de sexo semi explícitas. As atrizes protagonistas ganham as oportunidades de suas carreiras. Léa Seydoux, de 28 anos, que já esteve em Meia Noite em Paris, Missão: Impossível – Protocolo Fantasma e Bastados Inglórios, não tem do que reclamar.

Mas a verdadeira protagonista é Adèle, e sua xará intérprete Adèle Exarchopoulos, de 20 anos, está pronta para ser uma estrela. A francesa de descendência grega ainda deverá receber prêmios por seu desempenho. Sua entrega é gigantesca. Quanto às anunciadas cenas calorosas, elas servem sim para refletir tamanha paixão inesquecível. Mas ao mesmo tempo também passam do limite chegando ao estágio do soft porn. Em especial Adèle Exarchopoulos talvez mostre partes de seu corpo nunca antes mostradas por uma mulher numa produção de cinema mainstream, sem ser pornográfico.

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Em mais de um momento as duas exalam a atração carnal e derretem as telas. Os 179 minutos de projeção não são sentidos, mas necessários para explorar cada detalhe de uma relação única e verídica. Adèle Exarchopoulos exibe a marca de uma grande atriz quando consegue convencer como uma menina de 17 anos, até uma jovem de seus vinte e poucos anos. O tempo passa sem ser anunciado, e nosso relógio e calendário é o desempenho da bela atriz. Esse é o (500) Dias Com Ela francês, lésbico e dramático ao invés de cômico.