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Thunderbolts* | Quais são as cenas pós-créditos do filme? [SPOILERS]

Divulgação/ Marvel Studios. © 2024 MARVEL.

Com estreia marcada para esta quinta-feira (1º), Thunderbolts* já terá sessões disponíveis a partir desta quarta-feira (30). No entanto, desde a primeira exibição internacional, rumores sobre as cenas pós-créditos do filme tomaram conta das redes sociais.

Como de costume, alguns relatos eram falsos, mas houve descrições verdadeiras. Agora que assistimos o filme, podemos falar mais sobre elas e confirmar o que acontece nessas cenas pós-créditos. Obviamente, o texto a seguir contém SPOILERS do filme. Caso não queira saber mais sobre o filme, pare de ler a matéria aqui mesmo.

Divulgação/ Marvel Studios. © 2024 MARVEL.

A primeira cena é de tom mais humorístico e se passa em um corredor de supermercado. Por lá, o Guardião Vermelho (David Harbour) está usufruindo de sua identidade secreta. Como Alexei Shostakov, ele raspou a barba e deixou apenas o bigode, adotando esse novo visual.

Ele avista uma mulher olhando para a seção de cereais e vê a caixa de Wheaties (uma marca popular de cereais dos EUA) com os Novos Vingadores (antigos Thunderbolts) estampados. Alexei está orgulhoso e recomenda que a mulher compre o cereal, enquanto tenta fazê-la perceber que ele é um dos heróis desenhados na caixa. Ela se assusta, finge que vai comprar o cereal e sai correndo.

A cena é bastante descontraída e remete a um momento prévio do filme, no qual o próprio Alexei diz que eles podem se tornar heróis de verdade, daqueles que são tão populares que estampam caixas de Wheaties e dão bonequinhos de brinde. No fim das contas, ele realiza seu sonho, mesmo que não seja exatamente como ele imaginava.

Divulgação/ Marvel Studios. © 2025 MARVEL.

A segunda cena é mais elaborada e conecta o filme diretamente ao próximo longa do Universo Cinematográfico Marvel: Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, que estreará em 24 de julho deste ano. Ela se passa 14 meses após os eventos do filme, com a equipe atuando como os Novos Vingadores. Yelena Belova (Florence Pugh) entra na sala com o time e começa a conversar com o Bucky (Sebastian Stan) sobre o problema dos direitos autorais sobre o nome do grupo. Ela pergunta se o Soldado Invernal conversou com o Capitão América (Anthony Mackie) sobre o caso. Bucky responde que conversou com Sam Wilson, mas que o papo não foi nada amistoso.

Ele revela que Sam não apoia os Novos Vingadores, já que ele foi incumbido pelo Presidente Ross (Harrison Ford) de formar o novo time de Vingadores. Então, com esse novo grupo, ele teve sua autoridade violada. Na conversa com Yelena, é revelado que Sam segue com sua própria formação dos Vingadores e que ele registrou os direitos autorais da equipe, então eles receberão a conta pelo ‘plágio’ muito em breve. Eles falam sobre como esse processo pode ser ainda mais ‘queima filme’ com a opinião pública, já que o time não é uma unanimidade. Nessa hora, Alexei entra com um macacão colorido e diz ter resolvido o problema dos direitos autorais. O Guardião Vermelho sugere que eles se chamem de VingadoreZ.

A relação entre Sam e Bucky está estremecida. Divulgação/ Marvel Studios. © 2021 MARVEL

Logo em seguida, Yelena disse ter recebido um alerta sobre um problema no espaço. O Agente Americano (Wyatt Russell) pergunta como é possível eles terem problema de espaço, sendo que a base deles é gigante. Yelena fica incrédula com o comentário e diz que é um problema no espaço sideral. Há uma tensão na sala.

Ela pede que o computador revele as imagens da tal incursão. O computador afirma ser uma nave interdimensional que adentrou essa realidade. Quando eles dão zoom, é possível ver o foguete do Quarteto Fantástico chegando ao MCU. E a cena chega ao fim.

Para quem não sabe, existia um rumor de o Quarteto Fantástico terminaria seu filme viajando para a realidade do Universo Cinematográfico Marvel porque perderiam a batalha contra Galactus. Apesar de não confirmar essa última parte, a cena pós-créditos confirma aquilo que os fãs já imaginavam: o Quarteto já está no MCU.

Reprodução/ YouTube Marvel Studios.
Thunderbolts* estreia em 1º de maio de 2025.

‘Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita’ deve ser o maior orçamento à venda no Mercado de Cannes, superando US$ 150 milhões

A franquia ‘Jogos Vorazes‘ está prestes a retornar em grande estilo. Segundo o Deadline, o novo capítulo da saga, intitulado ‘Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita‘, será o projeto de maior orçamento colocado à venda no Mercado de Cannes, que acontece no próximo mês, com uma estimativa que ultrapassa os US$ 150 milhões.

Segundo fontes do mercado, o orçamento do filme pode alcançar entre US$ 170 milhões e US$ 200 milhões, superando até mesmo o valor do penúltimo longa da franquia, lançado há quase uma década, que teve um custo de produção reportado em torno de US$ 160 milhões. Isso torna o novo título uma exceção em um cenário dominado atualmente por produções independentes de menor escala e gêneros mais contidos.

Dirigido novamente por Francis Lawrence, que comandou os filmes anteriores da série, o longa começará a ser filmado em julho. O roteiro é assinado por Billy Ray, baseado no livro de Suzanne Collins, que retorna ao universo distópico com uma nova perspectiva sobre os eventos que antecedem os jogos originais.

Com uma bilheteria acumulada de mais de US$ 3,3 bilhões mundialmente, a franquia ‘Jogos Vorazes‘ continua sendo uma das mais rentáveis do cinema moderno. A expectativa é alta entre os compradores internacionais, apesar dos preços elevados e das incertezas econômicas globais.

Com a recente tendência de grandes produções independentes migrarem diretamente para serviços de streaming — como ocorreu com ‘Emancipation: Uma História de Liberdade‘ (Apple TV+), ‘O Irlandês‘ (Netflix) e o reboot de ‘Highlander‘, da Lionsgate — a disponibilidade de ‘Amanhecer na Colheita‘ para aquisição no mercado de Cannes representa uma rara oportunidade para distribuidores interessados em apostar alto em uma propriedade já consolidada.

Vale lembrar que Jesse Plemons (‘Guerra Civil’) foi escalado para interpretar Plutarch Heavensbee, que se tornaria líder da rebelião contra a Capital na época de Katniss Everdeen e que foi interpretado pelo saudoso Phillip Seymour Hoffman na quadrilogia original.

O astro se junta aos previamente confirmados Joseph Zada (Haymitch Abernathy), Whitney Peak (Lenore Dove) e Mckenna Grace (Maysilee Donner).

A trama se passa vinte e quatro anos antes do primeiro capítulo da saga de Katniss Everdeen, “começando na manhã da colheita da 50ª edição dos Jogos Vorazes, também conhecida como o Segundo Massacre Quaternário”.

Para aqueles que não se recordam, a 50ª edição escalou 48 tributos dos Distritos para competirem nos Jogos Vorazes, em vez dos costumeiros vinte e quatro. Haymitch Abernathy (um dos mentores de Katniss e de Peeta Mellark no arco original) foi o vencedor.

O filme chega aos cinemas em 20 de novembro de 2026.

Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita, nos cinemas 2026.

O filme mais recente foi Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes’ (que arrecadou US$340 milhões ao redor do mundo e teve críticas bastante positivas).

‘Sgt. Rock’: Filmagens do novo longa da DC são ADIADAS por tempo indeterminado

De acordo com o Deadline, as filmagens da adaptação de ‘Sgt. Rock‘, que está sendo desenvolvida pelo Luca Guadagnino (‘Me Chame Pelo Seu Nome’), foram adiadas por tempo indeterminado.

As gravações estavam programadas para começarem nos próximos meses, na Inglaterra.

Ainda não se sabe, no entanto, se o projeto foi engavetado pelo estúdio ou se a produção será retomada em um futuro próximo.

Colin Farrell (‘A Hora do Espanto’) foi contratado como o herói titular.

O ator já é conhecido no universo da DC Comics, tendo interpretado o vilão Pinguim em ‘Batman‘ e na série derivada da HBO. Vale lembrar, no entanto, que ‘Sgt. Rock‘ fará parte do universo oficial do DCU nas telonas, que está sendo construído por James Gunn e Peter Safran.

Criado por Robert Kanigher e Joe Kubert, Sgt. Rock é um militar da Segunda Guerra Mundial conhecido por suas habilidades excepcionais em armas e é um lutador de rua altamente eficiente, capaz de sobreviver até a ferimentos por tiros.

Além de Guadagnino na cadeira de direção, Justin Kuritzkes será responsável pelo roteiro. Parceiros de longa data, eles já trabalharam juntos em ‘Queer‘ e em ‘Rivais‘.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

Novo cartaz de ‘Premonição 6: Laços de Sangue’ faz referência ao ACIDENTE do 2º filme; Confira!

A aguardada sequência ‘Premonição 6: Laços de Sangue‘ ganhou um novo cartaz.

A arte destaca as temidas toras de madeira que provocaram o acidente do segundo filme da franquia – e que farão um breve retorno no sexto capítulo.

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O terror será lançado nos cinemas nacionais no dia 15 de maio.

Na próxima iteração, atormentada por um pesadelo violento e recorrente, a estudante universitária Stefanie volta para casa para rastrear a única pessoa que, talvez, possa ser capaz de quebrar o ciclo fatal anunciado e salvar sua família da morte terrível que inevitavelmente aguarda todos eles.

Zach Lipovsky e Adam B. Stein, de ‘Aberrações‘, são responsáveis pela direção.

Kaitlyn Santa Juana (‘O Jogo da Amizade’), Brec Bassinger (‘Stargirl’) e Teo Briones (‘Chucky’) estrelam. O elenco ainda conta com Richard Harmon (‘The 100’), Anna Lore (‘They/Them – O Acampamento’), Owen Patrick Joyner (‘Julie and the Phantoms’), Max Lloyd-Jones (‘O Livro de Boba Fett’), Rya Kihlstedt (‘Obi-Wan Kenobi’) e Tinpo Lee (‘A Mansão’).

O roteiro é assinado por Lori Evans Taylor (‘O Nascimento do Mal’) e Guy Busick (‘Pânico 6’), com a produção de Jon Watts (‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa’).

O primeiro ‘Premonição‘ foi lançado em 2000 e gerou 4 continuações. O ápice da série foi em 2009, com ‘Premonição 4‘, que faturou quase US$ 200 milhões nas bilheterias mundiais. O quinto, e último filme, foi lançado em 2011 e arrecadou US$ 157 milhões mundialmente.

Combinados, os cinco longas arrecadaram mais de US$ 665 milhões.

Chris Hemsworth surge com um visual familiar em vídeo e foto dos bastidores de ‘Vingadores: Apocalipse’

Chris Hemsworth está filmando suas cenas como Thor em ‘Vingadores: Apocalipse‘, e o dublê Bobby Holland Hanton compartilhou uma foto do ator chegando ao set.

O próprio Hemsworth publicou um vídeo no Instagram que o mostra batendo em um saco de pancadas enquanto faz um treinamento de última hora para seu retorno como o Deus do Trovão.

Como você pode ver, Hemsworth está usando o penteado mais curto de “Thor Gladiador”, que estreou em ‘Thor: Ragnarök‘ e manteve para ‘Vingadores: Guerra Infinita‘.

 

 

Além de Robert Downey Jr. como Victor Von Doom/Doutor Destino, o elenco contará com Tom Hiddleston (Loki), Anthony Mackie (Capitão América), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Letitia Wright (Pantera Negra), Wyatt Russell (Agente Americano) Simu Liu (Shang-Chi), Florence Pugh (Yelena Belova), Danny Ramirez (Falcão), Winston Duke (M’Baku), Vanessa Kirby ( Mulher Invisível), Ebon Moss-Bachrach (Coisa), Joseph Quinn (Tocha Humana), Lewis Pullman (Bob), David Harbour (Guardião Vermelho), Hannah John-Kamen (Fantasma), Patrick Stewart (Professor Xavier), Alan Cumming (Noturno), Ian McKellen (Magneto), Rebecca Romijn (Mística), James Marsden (Ciclope), Kelsey Grammer (Fera), Channing Tatum (Gambit), Paul Rudd (Homem-Formiga), Chris Hemsworth (Thor) e Pedro Pascal (Sr. Fantástico).

‘Vingadores: Apocalipse’ chega aos cinemas no dia 01 de maio de 2026, enquanto ‘Vingadores: Guerras Secretas’ tem estreia agendada para 07 de maio de 2027.

Casamento traz PODER no teaser da 3ª temporada de ‘A Idade Dourada’; Confira!

O Max divulgou o primeiro teaser da 3ª temporada da elogiada série de época ‘A Idade Dourada‘.

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O próximo ciclo estreará oficialmente no dia 22 de junho.

A série foi criada por Julian Fellowes (‘Downton Abbey’).

A trama é ambientado nos Estados Unidos, em 1882. A jovem Marian Brook é a filha órfã de um general do sul que se muda para a casa de suas tias rígidas e tradicionais, na cidade de Nova York. Acompanhada pela misteriosa Peggy Scott, ela se envolve na vida deslumbrante dos novos vizinhos, todos estupendamente ricos. Será que Marian seguirá as novas regras sociais ou traçará um caminho próprio?

O elenco conta com Carrie Coon, Morgan Spector, Louisa Jacobson, Denée Benton, Taissa Farmiga, Blake Ritson, Thomas Cocquerel, Simon Jones, Jack Gilpin, Cynthia Nixon e Christine Baranski.

‘Carrie, a Estranha’: Matthew Lillard pode estrelar nova adaptação de Mike Flanagan

De acordo com o Deadline, Matthew Lillard (‘Pânico’) está em negociações para se juntar ao elenco da nova adaptação de ‘Carrie, a Estranha‘, que está sendo desenvolvida pelo aclamado Mike Flanagan (‘A Maldição da Residência Hill’).

Infelizmente, detalhes sobre seu possível papel não foram divulgados.

Summer H. Howell (‘A Maldição de Chucky’) será a nova Carrie White, enquanto Siena Agudong (‘Resident Evil: A Série’) dará vida à Sue Snell.

A nova adaptação será lançada pelo Prime Video.

Publicado em 1974, a clássica obra acompanha Carrie, uma adolescente tímida e solitária. Aos 16 anos, é completamente dominada pela mãe, uma fanática religiosa que reprime todas as vontades e descobertas normais aos jovens de sua idade.

Cada vez mais isolada, ela sofre com o sarcasmo e o deboche dos colegas. No entanto, há um segredo por trás de sua aparência frágil: Carrie tem poderes sobrenaturais e é capaz de mover objetos com a mente.

No dia de sua formatura, Carrie é surpreendida pelo convite de Tommy para a festa – algo que lhe dá a chance de se enxergar de outra forma pela primeira vez. O ato de crueldade que acontece naquele salão, porém, dá início a uma reviravolta cheia de terror e destruição. Chegou a hora do acerto de contas. 

Flanagan assina a produção executiva da minissérie, que contará com oito episódios e será lançada pela Prime Video.

O livro já foi adaptado algumas vezes para a tela. Sua primeira versão foi lançada em 1976 e é considerada um dos grandes filmes de terror da história. Estrelado por Sissy Spacek, o longa foi dirigido pelo icônico Brian De Palma.
Em 1999, o clássico ganhou uma sequência, intitulada ‘A Maldição de Carrie‘, que ainda contou com o retorno de Amy Irving como Sue Snell. Em 2002, uma nova versão foi lançada, dessa vez dirigida por David Carson e estrelada por Angela Bettis.
A mais recente adaptação foi lançada em 2013, com Chloë Grace Moretz no papel principal e Kimberly Peirce na direção.

Alianças são testadas no trailer da 4ª temporada de ‘BMF’; Confira!

O canal Starz divulgou o trailer completo da 4ª temporada série ‘BMF‘.

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O próximo ciclo estreará oficialmente no dia 6 de junho.

Criada por Randy Huggins, a série conta com produção executiva do Curtis “50 Cent” Jackson.

A trama segue a história de dois irmãos que cresceram nas ruas de Detroit e deram início a uma das famílias criminosas mais influentes do país.

O elenco conta com Demetrius Flenory Jr., Da’Vinchi, Russell Hornsby, Steve Harris, Michole Briana White, Myles Truitt, La La Anthony e Kelly Hu.

Confira o divertido trailer da 4ª temporada de ‘Resident Alien’

O canal USA divulgou o trailer completo da 4ª temporada de ‘Resident Alien‘, série cômica de ficção científica estrelada por Alan Tudyk.

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O próximo ciclo estreará oficialmente no dia 6 de junho.

Na trama, Harry é um extraterrestre que pousa no planeta Terra e tenta se passar como um médico humano. Com a missão secreta de matar todos os humanos, Harry começa a viver uma vida simples – mas as coisas ficam difíceis quando ele é encarregado de ajudar a resolver um assassinato local e ele percebe que precisa entender esse novo mundo.

Criada por Chris Sheridan, a série é baseada nos quadrinhos da Dark Horse.

O elenco ainda conta com Sara Tomko, Corey Reynolds, Alice Wetterlund e Levi Fiehler.

Crítica | Homem Com H – Jesuíta Barbosa Entrega Performance Visceral em Emocionante Cinebiografia de Ney Matogrosso

Mais importante do que homenagear um artista, é fazê-lo ainda em vida. E como as cinebiografias no Brasil têm feito muito sucesso, tanto de público quanto de crítica, é natural que os produtores passassem a olhar ao redor pensando em quem estaria faltando ter sua história contada. Após campeões de bilheteria como ‘Elis’ e ‘Cazuza’, por exemplo, ficou o desafio de criar projetos que abordassem a vida de artistas bastante populares no país, que exatamente por esta razão implicava num grande desafio. Felizmente, a Paris Filmes e a Paris Entretenimento encararam esse desafio e transformaram a história de vida do cantor Ney Matogrosso em um belíssimo filme, que o público pode conferir a partir de hoje nos cinemas de todo o país.

Quando era criança, o menino Ney sofria porque seu pai, Antônio (Rômulo Braga), não o entendia e o forçava a ser o filho homem que sempre sonhou. Quando já mais jovem, Ney decidiu sair de casa para ser a pessoa que queria ser. A partir daí, o jovem Ney passa a morar em diversas cidades no país, ora servindo à Aeronáutica, ora tentando se entender no mundo, enquanto, em paralelo, participa de um coral para expressar sua voz. Passado uns anos, o agora adulto Ney (Jesuíta Barbosa) é incentivado a entrar na banda desconhecida, chamada Secos e Molhados. Mesmo a contragosto, ele topa o desafio com uma condição: no seu metro quadrado de palco, ele vai ser quem quiser. Começa aí a trajetória do artista Ney Matogrosso, que segue brilhando nos palcos até hoje.

O ponto crucial em qualquer cinebiografia é conseguir transformar o seu protagonista na pessoa homenageada – se o espectador conseguir não ver o primeiro e só enxergar o segundo, então a produção é bem-sucedida. E é o que acontece com ‘Homem Com H’. A seu tempo, aos poucos Jesuíta Barbosa vai crescendo em tela e se transformando naquela persona que o grande público tem em mente como Ney Matogrosso (até porque né, no início do filme nem o próprio Ney é Matogrosso ainda). E aí…quando chega esse momento do filme… Jesuíta simplesmente entrega uma atuação visceral, palpável e totalmente apoteótica com seu trabalho de corpo, de postura, de olhar. Lá pelas tantas, já quase no final, Jesuíta roda e roda numa cena de show que, se o espectador piscar rápido, consegue vislumbrar o próprio Ney no palco, tamanha a sintonia que esse imenso ator conseguiu alcançar com sua performance.

Com extrema sensibilidade e dedicação, o roteirista e diretor Esmir Filho (da série ‘Boca a Boca’) se debruça sobre a vida de Ney e faz uma boa seleção do meteoro que é este cantor, desde sua infância conflituosa com o pai, passando pelo mundo sexual em expansão, seu despertar no Secos e Molhados, a carreira solo recheada de críticas e obstáculos e, claro, sua terna amizade com Cazuza (Jullio Reis) e o namoro com o médico Marco de Maria (Bruno Montaleone). A entrada desses dois últimos na vida do biografado são momentos extremamente emocionantes, com atuações impressionante de ambos os atores e que deixa um sabor de nostalgia no espectador.

Honesto, belo, avassalador, inspirador. São muitos os adjetivos para falar de ‘Homem Com H’ e nenhum deles parece dar conta do que é este filme, assim como também faltam palavras para definir Ney Matogrosso. Porém, a sintonia entre departamentos (fotografia, arte, direção, roteiro, elenco, som, montagem) faz com que ‘Homem Com H’ seja uma ousada biografia à altura de seu biografado, que vai fazer o público rir e se emocionar num misto de um apoteótico amargor doce, tal como é a vida de Ney Matogrosso.

Assassino ataca em nova imagem de ‘Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado’; Confira!

O site Bloody Disgusting divulgou uma imagem inédita do novo filme da franquia ‘Eu Sei o Que Vocês Fizeram no verão Passado.

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O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 17 de julho.

Jennifer Kaytin Robinson é responsável pela direção, a partir de um roteiro assinado por Leah McKendrick.

“Cinco amigos, após causarem um acidente de carro fatal e fazerem um pacto para manter o segredo, são confrontados um ano depois por alguém sedento por vingança, deixando claro que sabe exatamente o que eles fizeram no último verão”.

O elenco conta com Chase Sui Wonders (‘O Estúdio’), Sarah Pidgeon (‘O Último Refúgio’), Jonah Hauer-King (‘A Pequena Sereia’) e Tyriq Withers (‘Him’).

Jennifer Love Hewitt e Freddie Prinze Jr. retornam como os sobreviventes originais Julie James e Ray Bronson, respectivamente.

Dica | Produções sobre Ayrton Senna para assistir nos streamings

Para brasileiros, italianos e japoneses, o dia 1º de maio representa muito mais que “apenas” o Dia Internacional do Trabalhador. Esta data marca um evento traumático que mexe com a memória e a paixão dos fãs até os dias de hoje. Em 1º de maio de 1994, no circuito de Ímola, na Itália, o piloto Ayrton Senna batia na curva Tamburello e deixava este mundo em um dos mais trágicos acidentes da história do esporte.

Desde então, Senna deixou de ser apenas um atleta amado em seu esporte para ficar eternizado como ídolo e herói nacional. E falar isso não é ufanismo ou sentimentalismo. Em 2024, Ayrton Senna realmente foi incluído pelo governo no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

Por se tratar de um verdadeiro ícone do Brasil no mundo, Senna foi tema de filmes, séries e documentários que abordam as diversas facetas do tricampeão mundial de F1. Então, neste dia 1º de Maio, o CinePOP selecionou produções sobre Ayrton para você assistir nos streamings. Confira!

 Senna: O BrasileiroO HeróiO Campeão 

Provavelmente o melhor documentário já feito sobre um ídolo brasileiro, Senna: O BrasileiroO HeróiO Campeão foi lançado em 2010 com uma narrativa ridiculamente envolvente, que faz o público sentir cada nuance da vida e carreira de Ayrton Senna. Você vibra com ele, torce por ele e, no fim, chora por ele. É espetacular! Trazendo imagens restauradas de reportagens, filmagens pessoais e imagens dos próprios carros de Ayrton, o documentário te leva para dentro das corridas, o que dá uma sensação de proximidade muito grande para quem assiste. Por outro lado, é um filme que trata Senna como o grande herói da trama, fazendo de alguns adversários, como o francês Alain Prost, um dos vilões. De qualquer forma, é um filme quase obrigatório para quem não entende a idolatria brasileira – e mundial – por Ayrton Senna.

Onde assistir: Netflix.

Senna por Ayrton

Nesta série documental Globoplay, a narrativa é quase que a antítese de Senna: O Brasileiro, O Herói, O Campeão. Em Senna por Ayrton, a narrativa é contada por meio de relatos do próprio Ayrton Senna por meio de entrevistas, relatos e vídeos resgatados, restaurados ou inéditos. Ao longo de três episódios, os principais capítulos da vida pessoal e da carreira do piloto são retratados pela ótica do próprio, que conta os causos de forma menos glamourizada, mas de forma mais pessoal. Talvez se você já tiver assistir o documentário indicado anteriormente, esse aqui não tenha tanto impacto, mas ainda assim é uma produção que tem bastante valor na hora de construir e compreender quem foi Ayrton Senna.

Onde assistir: Globoplay.

Senna

senna

Lançada no finalzinho de 2024, essa série original Netflix deu o que falar. Ela fez muito sucesso no Brasil e foi massacrada na França, que teve um de seus heróis novamente vilanizado, mesmo que brevemente, em uma produção. A minissérie aborda a vida de Ayrton Senna tanto nos aspectos pessoais quanto profissionais. O maiores destaques são as caraterizações, que estão realmente impressionantes, e a atuação de Gabriel Leone no papel de Senna.

Onde assistir: Netflix.

Meu Amigo Enzo

Para quem acompanha nossas listas de fim de semana, esse filme não é nenhuma novidade, mesmo tendo passado meio despercebido pelos cinemas brasileiros. Ele é um típico “filme de cachorro”, trazendo todos os dramas e desafios de uma família comum que se forma ao redor de um simpático doguinho. Como de costume, a trama é narrada pela ótica do cachorro, Enzo (Vincent D’Onofrio), que está sempre ao lado de seu tutor, um aspirante a piloto de corridas. Fascinados pela Ferrari e pela arte de correr na chuva de Ayrton Senna, a duplinha inseparável passa por poucas e boas, enquanto perseguem o sonho da Fórmula 1 e da construção de uma bela família. É garantia de diversão e muitas lágrimas.

Onde assistir: Disney+.

‘Seven’, ‘Coração Valente’, ‘Toy Story’ e os clássicos que Completam 30 anos em 2025 disponíveis nos Streamings

É inegável que o que leva o público aos streamings são as novidades. Séries e filmes que esperamos que se tornem nossos próximos queridinhos. Mas existe também uma parcela nostálgica, uma galera mais velha que gosta de apostar no que sabe que é bom. Ou seja, revisitar constantemente aquele filme do coração, que não irá desapontar. Existe uma galera que acha que antigamente é que se fazia filmes bons. Bem, e existe também os mais novos que sentem “saudade do que não viveram” – e querem viver e conhecer estes clássicos.

O que podemos dizer é que muito do que vemos hoje realmente já foi feito no passado. Mas naquela época também era assim. Para os cinéfilos o que importa mesmo é a qualidade do que estão vendo. Nessa nova matéria iremos dar voz mais uma vez aos nostálgicos, voltando no tempo para conhecer os filmes que completam 30 anos em 2025, disponíveis atualmente nos mais variados streamings. Conheça abaixo.

Seven: Os Sete Crimes Capitais
Onde: Max

O filme que definiu a carreira do astro Brad Pitt é um dos suspenses mais aclamados da história da sétima arte. ‘Seven’ é o filme mais popular de trinta anos atrás no cinema e também serviu para dar uma segunda chance para o diretor David Fincher, fazendo dele um dos mais cultuados da indústria. ‘Seven’ é tão marcante que em seu aniversário de 30 anos ganhou um relançamento comemorativo nas telonas.

Coração Valente
Onde: Disney+ / Mercado Play

Seven’ pode ser o mais cultuado de 30 anos atrás, mas ‘Coração Valente’ é o mais premiado. O filme dirigido e estrelado por Mel Gibson serviu de porta de entrada para toda uma geração ao gênero dos filmes épicos medievais. A geração dos anos 90 percebeu que longas do tipo não precisavam ser chatos e poderiam ser “puro rock n roll”. ‘Coração Valente’ foi o maior sucesso daquela temporada no Oscar.

Toy Story
Onde: Disney+

Não dá para falar dos filmes que completam 30 anos de estreia em 2025 sem falar de ‘Toy Story’. De todas as animações da Disney, ‘Toy Story’ pode ser considerada a mais revolucionária. Isso porque ela foi a primeira da história a utilizar a técnica da animação em 3D, totalmente criada no computador. Seria um divisor de águas na indústria do audiovisual e do entretenimento pelo mundo.

Fogo Contra Fogo
Onde: Amazon Prime Video / Disney+

Os que quiserem se despedir do astro Val Kilmer (falecido há pouco tempo), poderão homenageá-lo assistindo a um de seus melhores filmes. ‘Fogo Contra Fogo’ é considerado um dos melhores filmes policiais dos anos 90. Kilmer aqui é o coadjuvante para pesos-pesados como Robert De Niro e Al Pacino, em um embate de gigantes.

Cassino
Onde: Amazon Prime Video

Por falar em Robert De Niro, aqui o grande ator é parte de outro trio chamativo. Se em ‘Fogo Contra Fogo’ ele ficava ao lado de Al Pacino e Val Kilmer, aqui ele estrela junto a Joe Pesci e Sharon Stone. Dirigido pelo mestre Martin Scorsese, o filme conta como Las Vegas foi construída em meio ao deserto, pela máfia e seus cassinos. O filme também funciona, de certa forma, como uma sequência espiritual de ‘Os Bons Companheiros’.

Duro de Matar: A Vingança
Onde: Disney+

Duro de Matar’ (1988) é considerado o melhor filme de ação da década de 80 por muitos. O filme policial é inventivo, mais realista do que de costume e fez de Bruce Willis um astro internacional. Dois anos depois, a sequência conseguiu manter o nível (algo difícil), mesmo sem ter a fama do original. Há 30 anos, o mesmo diretor do primeiro entregava ainda outra pequena pérola do gênero, que faz muito jus a esta trilogia. É bom pensar na franquia desta forma, pois os dois últimos filmes, digamos, não são muito bons.

Os Bad Boys
Onde: Max

Por falar em filmes de ação policial alucinantes, enquanto ‘Duro de Matar’ lançava seu terceiro exemplar há 30 anos, uma nova franquia começava na mesma época. Sem grandes pretensões de se tornar uma série no cinema, ‘Os Bad Boys’ trazia como dupla, pela primeira vez em uma grande produção, dois jovens atores negros. Ambos Will Smith e Martin Lawrence pulavam de suas séries cômicas nas telinhas, para as telonas em grande estilo. O filme se tornou um sucesso e quase dez anos depois se tornaria uma franquia.

Batman Eternamente
Onde: Max

Há 30 anos, uma das maiores apostas do cinema foi o terceiro filme do Homem-Morcego. Os dois primeiros (de 1989 e 1992) se mostraram um sucesso para a Warner, dando uma abordagem mais séria e sombria para o maior herói dos quadrinhos. Mas foi justamente este clima mais adulto que fez o estúdio reformular a proposta na terceira aventura do personagem. Assim, autorizaram a troca de diretor e também a troca do protagonista. Saía Michael Keaton e entrava Val Kilmer (esse é outra oportunidade de homenagear o ator). O clima aqui era mais festivo, cartunesco e colorido, mais próximo à atmosfera de uma HQ, recomendada para todos os públicos.

As Patricinhas de Beverly Hills
Onde: Mercado Play

Aqui temos a produção adolescente mais adorada dos anos 90. Mas você sabia que ‘As Patricinhas de Beverly Hills’ é na verdade a adaptação moderna e noventista para o clássico ‘Emma’, livro de Jane Austen? Pois bem, aqui temos o conto levado para a Califórnia da década de 90, onde uma adolescente tenta formar casais por onde passa e fazer o bem, mesmo que muitas vezes o faça para se favorecer. A musa teen da época, Alicia Silverstone, surgiu nos clipes da banda Aerosmith e conquistou o mundo graças ao sucesso deste filme.

Pocahontas
Onde: Disney+

Terminamos com mais uma animação da Disney. Depois de fenômenos de audiência como ‘A Pequena Sereia’, ‘A Bela e a Fera’, ‘Aladdin’ e principalmente ‘O Rei Leão’, a Disney não encontrou o mesmo tipo de sucesso com ‘Pocahontas’. Aqui tínhamos uma história mais séria e dramática, que tentava falar com propriedade de parte da história dos EUA. Assim podemos dizer que o longa não resistiu ao teste do tempo como os demais citados. Junte a isso o fato de que a esta altura o estúdio já investia em animação em 3D, como ‘Toy Story’, que terminou eclipsando totalmente a história da indígena mais famosa da América do Norte.

Crítica | ‘Os Ladrões de Diamante’ – Produzido por Guy Ritchie essa minissérie da NETFLIX é puro suco de entretenimento!

Com um roteiro bem bolado que explora uma tentativa de roubo cinematográfico, chegou sem muito ‘oba oba’ na Netflix uma intrigante minissérie policial de apenas três capítulos que consegue jogar uma lupa para um amplo contexto de uma Inglaterra no início dos anos 2000. Produzido por Guy Ritchie e tendo no centro dos holofotes os pontos de vistas ladrões, polícia e imprensa, Os Ladrões de Diamante é um prato cheio pra quem curte true crime!

Achada no Zaire em meados dos anos 1990, a cobiçada pedra preciosa Millenium Star, da De Beers (empresa sul-africana-britânica líder mundial na indústria de diamantes), um diamante com mais de 200 quilates, ganhou os olhares do mundo na virada do milênio sendo exposta no mega empreendimento Domo do Milênio. Essa última, uma grande construção em forma de cúpula na Península de Greenwich, no sudeste de Londres.

Com tantas notícias sobre, chamou a atenção de um grupo de ladrões que aos poucos foram se organizando para executar um roubo que tinha tudo para ser o maior já feito na história da criminalidade. Em três dinâmicos capítulos, essa série nos mostra os bastidores desse crime ousado que apresenta muitas surpresas, pois, a polícia desconfiada por algumas movimentações, também armou uma estratégia bem criativa nesse duelo entre os heróis e os criminosos.

O projeto consegue ampliar o contexto de alguns porquês através das ações para o novo milênio e as mudanças na terra da Rainha, onde o primeiro-ministro Tony Blair e toda a base governamental buscava cada vez mais impulsionamentos nos atrativos culturais e financeiros das suas regiões. A justiça, a imprensa, também ganham força ao longo dos capítulos. Podemos acompanhar as conclusões desse caso através também dessas variáveis importantes.

Mas a sacada principal da série é a mescla de ficcional com documental, uma fórmula inteligente que se mostra dinâmica preparando o terreno para as surpresas. E bem que poderia virar um filme só de ficção futuramente! A narrativa explora recortes da vida do líder dos assaltantes de joias, numa espécie de antes e depois onde as verdades saem com mais facilidade.

Os Ladrões de Diamante entrou sem muita divulgação na Netflix, mas acreditem: é uma verdadeira pérola a ser descoberta! Pra quem curte True Crime então…

Crítica | ‘O Eternauta’ – NETFLIX brinda o público com uma competente adaptação de uma famosa história em quadrinhos

O silêncio e o estrondo nas relações humanas. Enfim chegou na Netflix a tão aguardada série argentina O Eternauta, protagonizada por Ricardo Darín, baseada na clássica história em quadrinhos de ficção científica criada por Héctor Germán Oesterheld (em colaboração com o desenhista Francisco Solano López), crítico ferrenho aos golpes de estado que marcaram o cotidiano dos nossos vizinhos. Tem invasão alienígena, dilemas dilacerantes, viagem no tempo, várias surpresas e muito mais!

Com uma veia crítica afiada e apontada para os deslizes da sociedade em momentos de crise, essa releitura da criação de Oesterheld nos joga para uma gangorra de paranoia aliada ao medo concreto onde um novo sentido do confiar cria barreiras e dilemas, escancarando em camadas sutis as relação familiares e de amizade. Irmãos, pais e filhos, amigos de longa data se veem na necessidade de ativar o instinto de sobrevivência, colocando qualquer laço à prova.

Sempre renovando uma amizade de quase 40 anos, quatro amigos se reúnem toda sexta-feira para jogar truco. Num desses dias, algo estranho acontece. Ao perceberem estar sob uma misteriosa e mortal nevasca, Juan Salvo (Ricardo Darín) e o restante do grupo precisarão encontrar soluções para sobreviver quando os perigos se mostram presentes. Conforme os dias passam começam a entender que uma invasão aconteceu e nada será como antes.

Ao longo dos seis episódios dessa primeira temporada, que começa com um piloto morno mas que apara o terreno para os cinco restantes deixarem nossos olhares não saírem de perto da televisão, buscamos decifrar um enorme contexto – ainda pouco explicado – através de um pai em busca da sua única filha.

Entre caminhadas solitárias e ações em grupo percebemos ao longo dessa primeira temporada a essência do que está nos quadrinhos. Trazendo as prováveis uniões e a ação conjunta a favor de um objetivo, esse espírito do ‘herói coletivo’ está nítido desde os primeiros minutos. As linhas tênues entre a moral e a ignorância também se mostra presente quase numa espécie de investigação sobre o comportamento humano em momentos decisivos.

Como tudo mudou é capaz de você mudar também. Com os pés no chão sem deixar se levar pelas infinitas possibilidades mirabolantes de caminhos para se reconstruir essa emblemática história, o criador e roteirista da série Bruno Stagnaro explora os conflitos de seus personagens de forma inteligente nos levando para embates que tem como base a: superação vs limitação.

Para criar essa distopia, de invasão do mundo que conhecemos, é importante mencionarmos a impecável direção de arte que com muita criatividade consegue ser um importante elemento. Realmente nos sentimos passeando pelas famosas ruas de Buenos Aires. As filmagens duraram cerca de 5 meses na capital argentina, e se espalharam em cerca de 50 locações. Além disso, contou com quase 3.000 artistas entre elenco e figurantes.

Com ainda muitas pontas soltas e apresentando apenas um pequeno pedaço de toda uma enorme história cheia de reviravoltas, O Eternauta chegou com sua primeira parte buscando explorar cada cantinho dessa distopia que traça pelas entrelinhas vários paralelos com a realidade. E atenção: logo nos créditos do último episódio dessa jornada de seis episódios, a confirmação: teremos uma segunda temporada! Aguardaremos!

10 ÓTIMOS filmes que mostram a força da resiliência

Superar dificuldades e enfrentar qualquer tipo de pressão é uma das características que nós seres humanos temos e muitas vezes nem sabemos. Ao longo da história do cinema, muitas histórias atravessam esses caminhos nos levando até retratos impressionantes de resiliência. Abaixo, uma lista que circulam por esse tema:

 

Chevalier: A Verdadeira História Nunca Contada (Disney Plus)

Quando a maior maldade é nos convencer que não temos escolha. Nos tempos de Mozart e Maria Antonieta, nos prelúdios da revolução Revolução Francesa, um espetacular músico franco-caribenho luta contra o preconceito e consegue seu lugar na alta sociedade francesa se posicionando de forma impactante nas mudanças sociais de uma França à beira de mudanças. Exibido no Festival Internacional de Cinema de Toronto do ano passado, Chevalier: A Verdadeira História Nunca Contada mostra com maestria a história nunca contada desse exímio músico negro que escreveu sinfonias, concertos, óperas e marcou para sempre seu nome no cenário cultural europeu. A direção é assinada pelo ótimo Stephen Williams.

 

Blitz (Apple Tv+)

Ambientado durante o primeiro ano da segunda guerra mundial, acompanhamos Rita (Saoirse Ronan, em mais uma bela atuação), uma operária de munições, e sua escolha difícil de enviar seu filho George (Elliott Heffernan) para ficar em segurança num lugar longe dos conflitos mais intensos. Só que o garoto durante o caminho resolve voltar pra casa e embarca em uma jornada dolorosa onde acaba entendendo melhor todo o contexto que vive.

 

Ruído (Netflix)

Na trama, acompanhamos a jornada de dor, tristeza e lampejos ligados à esperança de Julia (Julieta Egurrola), uma artista plástica que vê sua vida tomar outros rumos quando, durante uma viagem a uma cidade do México, sua filha, a psicóloga Gertrudis, desaparece. Lutando com todas as forças que lhe restam, passando pelos absurdos burocráticos, descasos de autoridades, sem saber em quem confiar, acaba conhecendo Abril (Teresa Ruiz), uma jornalista que está disposta a se juntar a Julia nessa caminhada e assim também denunciar os horrores da violência que encontra pelo caminho.

 

Antonia, uma Sinfonia

Na trama, conhecemos Antonia (Christanne de Bruijn), uma jovem com um talento evidente para a música clássica que possui um único grande sonho: ser uma regente de uma importante orquestra. Mas sua vida não é fácil, vinda com a família da Holanda para os Estados Unidos, onde mais tardar descobre ter sido adotada, sofre todo tipo de preconceito em terras americanas em busca do sonho de estudar e alcançar respeito no mundo do música.

 

Uma Mulher Fantástica (Netflix)

Na trama, conhecemos Marina (Daniela Vega), uma jovem transexual, garçonete, que mantém um sonho em ser cantora lírica. Sua vida amorosa está muito feliz, mantém um relacionamento com um homem mais velho chamado Orlando (Francisco Reyes) e o carinho é imenso de ambas as partes. Após uma noite agitada, o casal volta para casa e durante a madrugada Orlando começa a passar mal e acaba falecendo horas depois no hospital. Completamente abalada, Marina precisará enfrentar o preconceito da família de Orlando para poder se despedir do seu grande amor.

 

Viva (Prime Video)

Na trama, conhecemos Jesús (Héctor Medina), um jovem que ganha a vida como cabeleireiro e sonha se tornar uma grande estrela do show de transformistas de um clube de Havana comandado por Mama (interpretado pelo excelente Luis Alberto García). Certo dia, após conseguir sua chance depois de uma audição, durante seu primeiro show, é agredido por um homem bem mais velho que se revela seu pai, de quem não tem notícias desde os 3 anos de idade. A partir desse inusitado encontro, ambos precisarão equilibrar suas diferenças e tentar ter uma relação verdadeira de pai e filho.

 

A Número Um

A força está nos argumentos, nos fatos. Com uma atuação destacada da excelente atriz francesa Emmanuelle Devos (indicada ao Goya e vencedora do Lumiere Awards 2018), A Número Um faz uma espécie de investigação sobre os preconceitos sofridos pelas mulheres no mercado de trabalho, assim, com um eficaz aspirador da ética navega por situações onde o conflito do poder se mostra como uma grande fraqueza em um mundo desenvolvido como o que vivemos hoje.  Dirigido pela cineasta francesa Tonie Marshall, roteirista do recente Sexo, Amor e Terapia, A Número Um é um filme importante e merece nossa atenção.

 

Loving

O casamento é o fim do romance e o começo da história. Dirigido pelo excelente cineasta Jeff Nichols, Loving fala, além de qualquer outra coisa, de maneira impactante, sobre o mais forte dos sentimentos humanos: o amor. O tom do filme é algo lindo, gera metáforas fabulosas mas sempre com uma verdade impressionante. A atuação dos protagonistas Ruth Negga e Joel Edgerton é algo inesquecível, marcante. Exibido no Festival de Cannes, o longa possui alma e muita verdade também ao falar dos obstáculos que ambos precisam enfrentar por conta de seu casamento, numa época de muito preconceito em boa parte dos Estados Unidos.

 

Igualada

Eu sou porque somos. Exibido no Festival É Tudo verdade 2024, o documentário colombiano Igualada chega para mostrar algumas verdades do mundo político e as possibilidades de como a coragem aliada à uma forte corrente de mudanças buscam se libertar do medo, da intolerância. Partindo de um termo desdenhoso, referido à ativista social Francia Márquez, que logo acende uma chama para um caminho de uma candidatura à princípio sem apoio nenhum, o documentário acende uma luz no fim do túnel virando mais um símbolo de um movimento que ganhou força pelas redes sociais e também nas urnas colombianas.

 

Os Dois Hemisférios de Lucca

Desde o nascimento do filho Lucca, o casal Bárbara (Bárbara Mori) e Andrés (Juan Pablo Medina) enfrentam as probabilidades contra uma condição complicada provocada pela paralisia cerebral que atinge a criança. Quase sem esperanças de melhorias para o quadro do primeiro filho, com a epilepsia debilitando cada vez mais o estado de saúde, uma chance aparece do outro lado do planeta, na Índia, um tratamento inovador que pode mudar a vida deles para sempre. Lutando contra todo tipo de adversidade eles embarcam para o que pode ser o início de um passo importante.

Crítica | Sempre Garotas – A juventude de classe média indiana em uma potente jornada de emancipação feminina

Como na icônica canção de Cyndi Lauper, Garotas Só Querem se Divertir, o longa indiano Sempre Garotas (Girls Will Be Girls) apresenta Mira (Preeti Panigrahi), uma jovem estudiosa e melhor aluna da turma, buscando um pouco de diversão antes de trilhar seu caminho rumo à vida adulta. Filme de estreia da diretora Shuchi Talati, a obra retrata uma camada social da Índia raramente representada nas produções audiovisuais: a classe média urbana. 

Após o sucesso de Tudo que Imaginamos como Luz, de Payal Kapadia, Grande Prêmio do Júri em Cannes, Sempre Garotas ficou em segundo plano na corrida por premiações e distribuição internacional — embora ambos compartilhem a mesma proposta: a perspectiva feminina de empoderamento em uma sociedade ainda dominada pelo patriarcado, além de uma mudança na linguagem dos filmes indianos. Os dois títulos ainda apresentam outro ponto de interseção: a atriz Kani Kusruti, que busca sua liberdade no primeiro e interpreta a mãe da protagonista neste.

Por meio do audiovisual, o Ocidente foi constantemente apresentado aos abismos sociais da nação sul-asiática. Fomos, portanto, condicionados a enxergar famílias opulentas, tradições de dança e grandes festas das camadas abastadas nas produções de Bollywood, em contraste com a pobreza extrema retratada por olhares estrangeiros, como em Quem quer ser um Milionário? (2008), de Danny Boyle, e O Tigre Branco (2021), de Ramin Bahrani.

Com uma proposta diferente, Sempre Garotas constroi um drama social e substancial dentro de um microcosmo que se situa entre a escola e a vida familiar. Ao iniciar a narrativa com o discurso de Mira diante de centenas de jovens bem uniformizados e perfilados, Shuchi Talati nos mergulha em um ambiente de classe média e de jogos de poder. Embora as mulheres ocupem os cargos de professoras e direção, o tratamento às alunas é repleto de pudor e distanciamento em relação aos garotos — qualquer passo em falso pode ser considerado uma desonra. 

Aluna de uma escola em regime de internato voltada às classes altas, Mira sonha com uma carreira, demonstra moralidade política e assertividade em suas escolhas. Ela admira sua diretora, a Sra. Bansal (Devika Shahani), mas expressa certo desprezo pela mãe Anila (Kani Kusruti), dona de casa, enquanto idealiza a figura do pai, quase sempre ausente. Criada com o privilégio do acesso à educação e focada em um futuro promissor, a jovem se vê deslocada das demais colegas, mais interessadas em rapazes do que em carreira. 

No fim das contas, ao que parece, um bom casamento ainda é mais importante do que uma boa profissão — mas não é assim que Mira pensa, apesar dos sentimentos da juventude começarem a embaralhar sua visão, principalmente com a chegada do charmoso Sri (Kesav Binoy Kiron). Ele é um estudante estrangeiro e, portanto, “diferente dos outros”, conseguindo cortejar Mira e invadir seu mundo particular. Com maestria, Shuchi Talati escreve e dirige uma história crível e poética sobre as descobertas sexuais de uma menina, ao mesmo tempo que aborda a rivalidade materna em sua busca por emancipação como mulher. 

A diretora constroi, paulatinamente, uma mise-en-scène de tensãosexual latente entre a jovem e o rapaz, invadindo todos os recantos da mente de Mira e levando o espectador a compartilhar com certo acanhamento esse processo íntimo. Sob o pretexto dos estudos, o rapaz passa a frequentar a casa da protagonista. A partir dessas visitas, nasce também uma relação tensa e insólita entre ele e a mãe da menina — o enredo nunca revela claramente as intenções de cada personagem, o que nos faz questionar cada detalhe e nos prende até o surpreendente diálogo final.

Como uma construção de rivalidade por atenção entre mãe e filha, Sempre Garotas é, ao mesmo tempo, perturbador e envolvente. A narrativa nos coloca em dúvida sobre as ações de todos em cena e de desfechos imprevisíveis. e seus possíveis desfechos. Sempre com delicadeza e sutileza, Shuchi Talati sabe exatamente o que mostrar e o que deixar subentendido, revelando-se uma cineasta promissora já em sua estreia.

Com o final impactante, Sempre Garotas nos convida a refletir sobre a força e a resistência feminina diante de uma sociedade ainda marcada por amarras de honra e papeis de gênero profundamente enraizados. Selecionado no Festival Internacional de Cinema de El Gouna, no Egito, como Melhor Filme pela FIPRESCI — da qual fiz parte do júri —, Sempre Garotas é uma pérola cinematográfica oculta sob o rótulo de “filme estrangeiro”. Com coprodução francesa, ele pode ser comparado a Lady Bird: A Hora de Voar (2017), de Greta Gerwig, como uma bela trajetória de amadurecimento e conflito entre mãe e filha.

 

Lançado no Festival de Sundance 2024, Sempre Garotas (Girl Will Be Girls) chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 1° de maio, com distribuição de Filmes do Estação

10 filmes que você assiste e NÃO SE ARREPENDE!

Pesquisar por uma dica de filme da internet é uma ação feita por muitas pessoas quando estão de folga em seu lar e a única coisa que querem é assistir a uma obra que agrade. Pra você que está nessa situação, pode confiar nessa lista abaixo:

 

Meu Bolo Favorito (Reserva Imovision)

A vida da ex-enfermeira e viúva Mahin (Lili Farhadpour), uma mulher que se prendeu em uma solidão faz décadas, caiu na mesmice. Vendo as amigas que adora cada vez menos a cada ano, vive sozinha numa casa tendo contato com as filhas somente pelo celular. Certo dia, algo desperta nela e tomando coragem para se livrar do cantinho solitário que passa o cotidiano, acaba tendo um encontro pra lá de casual com o também solitário, e taxista, Faramarz (Esmaeel Mehrabi), com quem passa uma noite inesquecível, cheia de surpresas.

 

A Filha Perdida (Netflix)

Na trama, conhecemos Leda (Olivia Colman), uma professora universitária de Literatura comprada que vai passar férias em uma região agradável na Grécia. Recebida por Lyle (Ed Harris), os primeiros minutos parece que seriam calmos e da maneira como ela queria, descansar e trabalhar um pouco. Só que logo chega Nina (Dakota Johnson) e sua enorme família. Algumas situações que ela observa acaba gerando uma série de lembranças e assim vamos conhecendo melhor sua história nos primeiros anos de sua jornada como mãe de duas crianças e tendo uma série de realizações profissionais e uma amorosa tendo que equilibrar.

 

Andança: Os Encontros e as Memórias de Beth Carvalho (Netflix)

Ao longo de duas horas acompanhamos entre gravações, momentos marcantes e encontros recortes da trajetória da Madrinha do Samba, Beth Carvalho. Um documentário maravilhoso e emocionante.

 

Armageddon Time

O amadurecimento e a estrada da vida. Exibido no Festival de Cannes (onde teve uma ótima recepção), chega aos cinemas brasileiros tempos atrás um filme tocante que busca na força da família razões e emoções para um amadurecimento de um jovem que se vê rodeado de conflitos em um recorte norte-americano com o preconceito batendo forte de porta em porta e um cenário político em ebulição às vésperas da eleição do 40º presidente dos Estados Unidos. Escrito e dirigido pelo cineasta nova-iorquino James Gray, ambientado em uma Nova Iorque do início dos anos 80, Armageddon Time reflete sobre o sonho americano em uma estrada repleta de aprendizados em memórias que ficariam para sempre, jamais esquecidas. E em falar em memórias, o projeto é baseado nas da infância do próprio diretor.

 

Bonequinha de Luxo

Na trama, conhecemos Holly Golightly (Audrey Hepburn) uma jovem que se muda para Nova Iorque depois de uma vida difícil no interior do país. Mora com seu gato em Nova Iorque, em um apartamento agitado mas quase sem nada na geladeira e onde a bagunça reina. Caça milionários que aparecem nos lugares que frequenta para tentar se casar e enfim completar o sonho de ser milionária, talvez a fim de esquecer seu passado na pobreza. Um dia, o escritor Paul Varjak (George Peppard), bancado pela amante, chega no prédio aonde ela mora para ser seu vizinho. Uma amizade quase instantânea nasce logo no primeiro encontro os levando rumo a uma história de amor inesquecível.

 

Kramer vs Kramer

Na trama, conhecemos o casal Ted (Dustin Hoffman) e Joanna (Meryl Streep) pais do pequeno Billy que de um dia para noite, a segunda resolve ir embora abandonando sua família durante meses sem nunca entrar em contato. Assim, durante esse complicado período, Ted, um profissional da arte das criações publicitárias, em busca de altos cargos, precisará lidar com o fato de ter que criar o filho sozinho. Cada dia acaba se tornando um grande aprendizado até o momento onde Joanna de repente volta e entrando na justiça pela guarda de Billy.

 

Camponeses (MAX)

Jagna é uma jovem sonhadora e delicada que mora numa pequena aldeia dominada por homens gananciosos. Quando é seduzida por Antek, um homem casado, acaba tendo um casamento arranjado com o pai dele, Boryna, o mais rico homem da região. Levada por uma correnteza de incertezas, com a inveja dos outros integrantes do lugar dando início a fofocas cruéis, aos poucos vai entrando em rota de colisão com todos do lugar.

 

Pérola (Globoplay)

Na trama, conhecemos Mauro, já adulto, que recebe uma notícia que o faz refletir sobre uma das pessoas mais importantes de sua vida, sua mãe, Pérola (Drica Moraes). Essa, uma mãe de família, esposa carinhosa, com dois filhos, moradora de Bauru, que tem uma personalidade forte mas nunca deixa de ser amável. Ao longo de alguns anos, onde, entre outras questões, vemos uma curiosa e demorada construção de uma piscina, vamos entendendo os grandes embates dessa família como tantas outras pelo Brasil, que brigam, fazem as pazes, buscam se entenderem nos conflitos mas nunca deixam de se amar.

 

O Homem do Norte (Telecine)

Na trama, conhecemos Amleth (Alexander Skarsgård), num primeiro momento um jovem que vê seu mundo se despedaçar ao assistir a morte violenta de seu pai, o rei Aurvandil (Ethan Hawke). Jurando vingança, ele foge do lugar que conhecia como lar e passa por uma enorme transformação sem deixar de se consumir por uma sede de retaliação que o faz retornar anos mais tarde ao local onde nascera para confrontar, e até mesmo aterrorizar, os responsáveis pela morte de seu pai. Mas nesse caminho, algumas variáveis imprevisíveis surgem como por exemplo um sentimento que ele sempre se confundiu, o amor.

 

É Tempo de Amar

A garçonete Madelaine (Anaïs Demoustier) vive seus dias de luta e tristeza em uma França em meados da década de 1950. Mãe solteira de um menino, fruto de um relacionamento com um soldado alemão durante a guerra, um dia conhece François (Vincent Lacoste) um estudante rico por quem logo se apaixona. Mas ao longo do tempo começa a perceber que ele também esconde alguns segredos.

 

 

 

 

‘As Quatro Estações do Ano’: Nova série de Tina Fey estreia no streaming; Saiba onde assistir!

A nova série de comédia dramática co-criada e estrelada por Tina Fey, intitulada ‘As Quatro Estações do Ano‘ (The Four Seasons), já está disponível no streaming. A produção teve sua estreia na Netflix nesta quinta-feira, 1º de maio.

A série é uma adaptação do clássico filme homônimo de 1981, da Universal Pictures, que posteriormente ainda rendeu uma série em 1984.

Na trama, três casais — interpretados por Fey e Will Forte, Steve Carell e Kerry Kinney-Silver, e Colman Domingo e Marco Calvani — viajam juntos para férias e ficam confusos quando um deles anuncia que está se divorciando.

Confira, com as imagens:

Confira o teaser trailer:

A série conta com Alan Alda como produtor. Ele foi o diretor, roteirista e protagonista do longa de 81 e fará uma participação especial na nova versão.

Fey, David Miner, Eric Gurian e Jeff Richmond são os produtores executivos.

Em Paris, Dira Paes discursa em francês e sonha em filmar na cidade: ‘Um único filme pode gerar esperança’

Na noite da última terça-feira, 29 de abril, Paris se rendeu à força do cinema brasileiro. Com casa cheia no tradicional cinema Arlequin, no 6º distrito, a 27ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris teve sua abertura conduzida por Katia Adler, curadora e idealizadora do evento, que neste ano presta homenagem à atriz Dira Paes — presente em nove produções da seleção oficial. 

A programação iniciou com uma homenagem ao cineasta Cacá Diegues, falecido em 14 de fevereiro. Renata Magalhães, sua esposa e produtora, subiu ao palco para lembrar sua trajetória e influência, destacando que Cacá já havia sido celebrado anteriormente pelo festival ao lado do renomado diretor grego-francês Costa-Gavras

Viúva de Cacá Diegues, Renata Magalhães, sob ao palco para homenageá-lo. (Foto: Letícia Alassë)

Outro momento de grande emoção foi o tributo ao diretor Breno Silveira, idealizador do filme de abertura, Vitória. Breno faleceu repentinamente em maio de 2022, pouco antes do início das filmagens. Sua imagem foi projetada na telona do Arlequin, enquanto o público o homenageava com aplausos. Foram lembradas suas obras mais marcantes, em especial o sucesso 2 Filhos de Francisco (2005), protagonizado justamente por Dira Paes.

Após a homenagem, o ator Alan Rocha, protagonista de Vitória ao lado de Fernanda Montenegro, subiu ao palco. Aplaudido com entusiasmo, ele representou com orgulho o elenco do longa dirigido por Andrucha Waddington, que assumiu o projeto após a morte de Breno. Sua presença é símbolo da diversidade do cinema brasileiro contemporâneo, além de reforçar o poder da arte como instrumento de inclusão e transformação.

Homenagem a Breno Silveira, produtor do filme ‘Vitória’. (Foto: Letícia Alassë)

Cultura, política e resistência

Entre as falas institucionais, destacou-se a participação de Marcelo Freixo, atual presidente da Embratur, que discursou em português, com tradução simultânea para o francês. Suas palavras foram recebidas com entusiasmo:

“Não era assim até um passado recente, mas nós conquistamos a democracia. E quando dizemos que a democracia venceu, o cinema venceu, a arte venceu, a vida também venceu. O que mais queremos diante da Torre Eiffel é que o mundo visite o Brasil. Porque isso vai nos ajudar a viver em um Brasil como desejamos. Não existe um Brasil para os turistas e um Brasil para os brasileiros. Só existe um Brasil.”

Esta é 27ª edição do festival de Cinema Brasileiro em Paris (Foto: Letícia Alassë)

A fala ganhou ainda mais força quando foi interrompida por gritos da plateia de “Não à anistia!”, em referência aos processos de responsabilização dos envolvidos nos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, incentivados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação espontânea mostrou como o festival se tornou também um espaço de resistência política e afirmação democrática.

Dira Paes, a estrela da noite

O ponto alto da noite veio com a aparição de Dira Paes, vestida em um elegante modelo preto e visivelmente emocionada. Antes de seu discurso, ela foi apresentada pela atriz francesa Marina Foïs — conhecida por Polissia (2011) e As Bestas (2002), que fez uma ode à colega brasileira:

Voltemos ao seu olhar, esse belo olhar, direto, profundo, pronto, verdadeiro. Observo esses olhos impregnados de todas as certezas que acabam por nos envolver com a idade, desses medos que nos deixaram, dessa ousadia que assumimos, e vejo nos seus olhos o mundo que eu quero e com o qual sonho. Um espaço de representatividade, de inclusão e de respeito.”, declarou a francesa que compartilha além da profissão, os mesmos 55 anos de estrada. 

Marina Foïs é uma atriz francesa consagrada. (Foto: Programma TV/ reprodução)

Oito minutos em francês: o poder de um filme

Dira surpreendeu o público com um discurso de oito minutos em francês com pouco deslizes, no qual falou sobre suas origens, a diversidade do Brasil e seu sonho de filmar em Paris:

“Entrar no Brasil pela cultura é entender que temos uma cultura plural. A diversidade brasileira é incrível. Temos uma vocação natural para o cinema, para o audiovisual. Temos todas as paisagens possíveis para fazer um filme. E representar aqui o cinema brasileiro — por isso eu acredito que a cultura, e um único filme, pode dar uma demonstração de força, de ideias, de futuro, de esperança.”

Dira Paes recebe prêmio de Marina Foïs. (Foto: Letícia Alassë)

“Esse é um momento que jamais esquecerei. Penso na minha família, no meu começo. E posso compartilhar com vocês um sentimento de felicidade e plenitude. Mas isso vai passar amanhã, porque eu continuo buscando os próximos personagens. E tenho um sonho:  filmar aqui em Paris. É isso que eu quero — transformar esse sonho em realidade. Obrigada ao Festival de Paris do Cinema Brasileiro. Estou muito, muito feliz.”

Cinema brasileiro em foco

Com 31 produções selecionadas entre longas e curtas-metragens, o festival segue até o dia 6 de maio, ocupando a histórica sala do cinema Arlequin. Em sua 27ª edição, o evento está inserido na programação oficial do “Ano do Brasil na França”, que promove mais de 300 iniciativas culturais em solo francês até dezembro. Mais do que uma mostra cinematográfica, o Festival de Cinema Brasileiro em Paris afirma-se como uma ponte de afeto e resistência entre Brasil e França. Um espaço onde a arte encontra a política, e onde a cultura se transforma em linguagem universal de união e luta.