Pânico (2022), o quinto exemplar da franquia de terror iniciada em 1996 por Wes Craven e Kevin Williamson, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira 13 (e não sexta) e amanhã em grande parte do mundo, como nos EUA. O mais recente capítulo não conta com direção de Craven (falecido em 2015), sendo o primeiro comandado por outros cineastas, ou texto de Williamson; mas traz de volta o trio de protagonistas interpretados por Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette, além de apresentar todo um novo elenco de nomes formados por Melissa Barrera, Jack Quaid e Dylan Minnette.

Para entrar no clima do novo filme, que estreia debaixo de grande alvoroço por parte dos fãs da franquia slasher, resolvemos criar uma lista diferente nesta matéria. Aqui iremos apontar as mortes mais sentidas dos quatro primeiros filmes da franquia – para ainda não darmos spoilers sobre quem morre e quem fica vivo no quinto filme. O que isso significa? Dizem que um filme de terror só causa efeito verdadeiramente quando nos importamos com os personagens e se conseguem sobreviver ou não ao desfecho do longa. E Pânico faz isso muito bem, criando personagens identificáveis que torcemos para sobreviver. Nem sempre todos chegam até o fim. E aqui iremos apontar quais mortes mais doeram no coração ao longo dos quatro primeiros capítulos. Confira abaixo e não esqueça de comentar.

10. Olivia (Marielle Jaffe)

Começamos a lista com a bela Marielle Jaffe, a Olivia de Pânico 4 (2011). A atriz, infelizmente, durante estes dez anos desde a estreia do longa não conseguiu mais destaque em nenhuma outra produção. O que importa é que o quarto filme da franquia foi seu momento mais marcante no cinema, conseguindo estar entre personagens que se tornaram muito queridos dos fãs ao longo destes 26 anos desde a estreia do primeiro. E sua Olivia é parte da turma de novos personagens adicionados na trama. Embora saibamos que ela será uma das primeiras a ser descartada, e que não passemos muito tempo com ela para saber quem ela verdadeiramente é, o que chama atenção é que sua morte é a que faz a trama girar após a abertura metalinguística, que é uma ótima sacada. Fora isso, a forma como a moça é “descartada”, de uma maneira extremamente brutal e violenta, sem dúvidas mostrou que o quarto filme não iria pegar leve no quesito gore.



9. Derek (Jerry O’Connell)

O namorado é sempre o culpado? Após a revelação de que a protagonista Sidney estava namorando o assassino do filme original (Billy Loomis), o “dedo podre” da mocinha virou motivo de atenção a cada novo exemplar da franquia. Estaria Sidney destinada a só encontrar rapazes com tendências homicidas? Acredite se quiser, este era o plano original para o roteiro de Pânico 2 (1997), que traria o novo namorado da vez Derek (Jerry O’Connell) como um dos assassinos do longa a utilizar a fantasia de Ghostface. A estratégia por trás seria a mesma do original: tudo aponta para um personagem, para despistar o público (que não acredita na obviedade – no fim voltando para esta mesma pessoa). Assim, quando o segundo filme estrou, todos estavam de olho em Derek como o possível vilão. E até existe diálogos no filme que demonstram isso – como quando Dewey desconfia de seu ferimento “conveniente”. No fim das contas, porém, Derek foi só uma distração. E o pobre, que se preocupava realmente em proteger Sidney, termina levando a pior.

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8. Robbie (Erik Knudsen)

Agora pulamos para o quarto filme da franquia, lançado de forma tardia em 2011 (ritmo que o quinto segue de perto sendo lançado ainda dez anos depois). Os personagens estilo nerd sempre despertam nossa simpatia. Isso porque ao longo da história do cinema adolescente de Hollywood fomos ensinados que eles são verdadeiros heróis subestimados e que só precisam de um empurrão para demonstrar seu verdadeiro potencial, superar as adversidades e ficar com “a garota”. A franquia Pânico tratou de construir seu próprio personagem querido nestes moldes, com Randy. No quarto filme, ganhamos “dois Randys” de uma só vez – com Robbie e Charlie. Por isso, nos doeu ver Robbie encontrando um destino cruel e Charlie… bem, você sabe.



7. Cici (Sarah Michelle Gellar)

Quando foi anunciado que a jovem Sarah Michelle Gellar estaria no elenco de Pânico 2, continuação imediata do sucesso de slasher do ano anterior, todos os adolescentes amantes de terror ficaram em polvorosa. Isso porque Gellar era um nome quente na época, era a estrela do popular Buffy – A Caça-Vampiros (que estava a pleno vapor no ar em suas primeiras temporadas) e havia acabado de protagonizar Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado – primeiro “clone” bem sucedido de Pânico. Ao contrário do que muitos esperavam, a participação de Gellar é bem curtinha – mas todos tinham aquela pontinha de esperança de que ela pudesse sobreviver mais um pouquinho. Nada feito. A moça é arremessada de uma varanda para o térreo – cena que a própria Gellar fez sem o uso de dublê.

6. Jennifer (Parker Posey)

A melhor coisa do terceiro filme para muitos, e uma personagem chata e insuportável para tantos outros, é inquestionável que a atuação de Parker Posey é caricata e exagerada, funcionando unicamente como forma de ser o grande alívio cômico do terceiro e mais fraco exemplar da franquia Pânico. O lance é que sua personagem foi criada propositalmente desta forma, e a interpretação de Posey é certeira neste sentido. Ela vive Jennifer Jolie (uma brincadeira com Angelina Jolie – em ascensão na época; e ainda temos outra personagem chamada Angelina no filme), uma atriz temperamental que está interpretando Gale Weathers no cinema. Além de todos torcerem para que a personagem “mala” sobrevivesse no final, sua morte mostra que de fato, originalmente, existiam dois Ghostface no terceiro filme – o único longa da franquia a revelar somente um assassino no final.

5. Maureen (Jada Pinkett Smith)

Uma das fórmulas implantadas pela franquia Pânico em seus filmes é que seria necessário ter sempre uma vítima famosa na abertura de cada um de seus capítulos. E como no original ninguém menos que Drew Barrymore deu o pontapé oficial, para o segundo episódio (mais metalinguístico ainda), Jada Pinkett-Smith foi escalada. Existe muito a se prestar atenção nesta primeira cena de Pânico 2. Os assassinatos ocorrem dentro de uma sala de cinema, por exemplo, e enquanto as vítimas estavam assistindo a uma cena do original (ou a versão cinematográfica deste evento dentro do filme) – justamente a cena em que a vítima do original é morta, ligando assim as duas aberturas mais ainda. Fora isso, Maureen (a personagem de Pinkett-Smith) compartilha o mesmo nome da mãe de Sidney, e engaja numa discussão com o namorado sobre o fato de que afrodescendentes são sempre os primeiros a morrer em filmes de terror. E não dá outra, Maureen inaugura as mortes do dois. É surra de metalinguagem.

4. Cotton (Liev Schreiber)



Vilão ou homem injustiçado? Cotton Weary aparece brevemente no Pânico original, somente através de filmagens do noticiário ao ser preso pelo estupro e assassinato da mãe de Sidney. Tendo passado um ano na cadeia, acusado equivocadamente pela protagonista, o personagem de Liev Schreiber se junta ao elenco do segundo filme, em busca de limpar definitivamente seu nome e de quebra ganhar seus 15 minutos de fama. Cotton chega até a se tornar um dos suspeitos pelos crimes no segundo filme, mas no final, após ponderar o certo a se fazer, o sujeito triunfa como o grande herói da sequência, dando cabo da vilã e salvando a mocinha que o denegriu. E para onde seguir com um personagem tão justo e valente? Para a morte, é claro! Afinal, o objetivo de Pânico é mostrar que nada e nem ninguém está jamais seguro. Assim, Cotton se torna a primeira vítima no terceiro longa da franquia.

3. Tatum (Rose McGowan)

Grande favorita de muitos fãs da franquia, Tatum é a melhor amiga da protagonista Sidney no filme original. No fundo, sua morte não chegou como surpresa para ninguém, afinal basta assistir a alguns filmes de terror para saber que a melhor amiga sempre morre. Desta forma, Tatum estava predestinada a encontrar um fim trágico. E ele acontece dentro de uma garagem, com a mocinha presa na porta pela passagem de cachorro, tendo sua bela cabecinha esmagada. Seja como for, Tatum é uma personagem original, atrevida, engraçadinha, espevitada, repleta de atitude e boas sacadas. Ela era também a irmã mais nova de Dewey, e não lhe mostrava qualquer respeito, nem mesmo pela farda que o sujeito exibia.

2. Randy (Jamie Kennedy)

Não tem para ninguém. A discussão sobre qual é a melhor personagem, Kirby ou Tatum, pode até existir. Mas quando se trata de Randy, qualquer fã da franquia sabe que não existe disputa. Até mesmo os realizadores originais, Wes Craven e Kevin Williamson, dizem ter se arrependido de eliminar o nerd especialista em filmes de terror logo no segundo filme. Randy chega até a aparecer no terceiro filme, mas é através de uma fita VHS que ele deixou gravada com dicas caso não sobrevivesse. Randy é definitivamente a falta mais sentida da franquia, uma presença que poderia adicionar muito caso ainda estivesse presente nos episódios mais novos do terror.


1. Casey (Drew Barrymore)

A primeira vítima a gente nunca esquece. E a loirinha Casey Becker teve a honra de ser a primeira a morrer logo no primeiro filme – dando espaço para uma série de vítimas famosas ao decorrer de quatro filmes. Bem, se formos ser mais literais a primeira vítima foi mesmo seu namorado, mas vocês entenderam. O lance por trás da morte de Casey é que sua intérprete Drew Barrymore era então o nome mais famoso do elenco, e seu chamariz. Ou seja, muitos desavisados acreditavam que este era um filme protagonizado por Barrymore – que escalava para o sucesso na época. E quando se depararam com sua morte logo na primeira cena, perceberam que tudo podia acontecer.

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