Paradise: a série que virou uma obsessão!


Ano passado, chegou de mansinho Paradise, uma série na Disney Plus que iria se transformar em um dos grandes projetos audiovisuais dos últimos tempos. Isso se deve muito à sua história cheia de complexidade, com prováveis linhas temporais paralelas e personagens envolventes, que começam reunidos em um lugar aparentemente perfeito. No entanto, após o episódio piloto, descobrimos que muitas verdades ainda estavam por vir.

Criado pelo roteirista norte-americano Dan Fogelman, que já tinha deixado sua marca com a aclamada This is Us, essa série tomou uma guinada inesperada em sua segunda temporada, caminhando a passos largos para um drama com altas pitadas de ficção científica – daqueles onde teorias e mais teorias surgem na cabeça dos fãs a cada nova descoberta.

Para entendermos um pouco melhor sobre essa série, vamos analisar alguns pontos chaves abaixo. Mas atenção: o texto contém alguns spoilers.

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Tudo começa em uma comunidade perfeita, de algumas milhares de pessoas, até que um dia o presidente Cal (James Marsden) é brutalmente assinado, no seu quarto. Logo, Xavier (Sterling K. Brown), o responsável chefe por sua segurança, começa a juntar as peças desse quebra-cabeça que nos leva até a exposição de fatos surpreendentes que vão de encontro aos interesses de Sinatra (Julianne Nicholson), uma influente nas relações políticas. Se você acha que a trama se prende a isso, não ande por esse caminho.

Ao longo dessa primeira temporada, segredos são mais sugeridos do que revelados, mas recebemos informações suficientes para entender que esse quebra-cabeça será mais complexo do que imaginávamos. De um assassinato a dramas familiares que vão abrindo camadas, a série rapidamente vira uma luta pela sobrevivência em um mundo prestes a ser redescoberto, desenvolvendo-se, muito, sob a perspectiva do grande protagonista, Xavier, interpretado pelo excelente ator Sterling K. Brown.

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Já na segunda jornada do projeto, que conta com um episódio piloto brilhante, somos apresentados à misteriosa Annie (Shailene Woodley). Essa personagem começa a nos ajudar a decifrar o que aconteceu com o planeta do lado de fora do paraíso criado no bunker. Ao longo dos episódios que se seguem, vamos percorrendo dilemas dilacerantes em um mundo recheado de situações em que precisa se pensar duas vezes antes de agir.

Utilizando bastante o flashback – um recurso narrativo muito bem empregado -, para nos apresentar novos elementos importantes da vida de muitos dos personagens que conhecemos na primeira temporada, a série toma um rumo muito aguardado pelos fãs: a chegada definitiva da ficção científica à trama. Quando isso acontece, sem perder o dinamismo de alcançar o máximo de situações em apenas oito episódios – e também não entregando tudo – começamos a compreender melhor do que se trata essa história.

Com tantas peças embaralhadas em um cenário que liga a filosofia às formas de existência, a série se aproxima muito de um jogo de RPG. Nela, os espectadores não precisam assumir perspectivas através dos personagens, pois a própria trama apresenta múltiplos olhares sobre uma mesma situação, desvendando, assim, os acontecimentos – ou, pelo menos, sugerindo, com fortes indícios, o ponto futuro que nos aguarda.

Ao final da segunda temporada, com todas as surpresas que nos foram reveladas, percebemos que estamos diante de um sci-fi  surpreendente, recheado de emoção e que ainda precisa – e certamente vai – explicar muita coisa que provavelmente definirá o destino dos personagens. E, por falar neles, Link (Thomas Doherty), deve ser um peça importante na terceira temporada, que deve ser a última do projeto, com estreia provável em meados de 2027. Agora, nos resta aguardar para descobrirmos os segredos finais dessa série que virou uma verdadeira obsessão!

Raphael Camacho
Raphael Camachohttps://guiadocinefilo.blogspot.com.br
Raphael Camacho é um profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado cinematográfico. Ao longo de sua trajetória, atuou como programador de salas de cinema, além de ter trabalhado nas áreas de distribuição e marketing de filmes. Paralelamente à sua atuação na indústria, Raphael sempre manteve sua paixão pela escrita, contribuindo com o site Cinepop, onde se consolidou como um dos colaboradores mais antigos e respeitados deste que é um dos portais de cinema mais queridos do Brasil.

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