InícioDestaqueParamount se posiciona contra boicote a cineastas israelenses: "Silenciar artistas"

Paramount se posiciona contra boicote a cineastas israelenses: “Silenciar artistas”


A Paramount se manifestou contra a petição de boicote a instituições cinematográficas israelenses que tem circulado em Hollywood, assinada por centenas de atores, diretores e outros profissionais da indústria.

Segundo o Deadline, a empresa respondeu à carta aberta do grupo Film Workers for Palestine, criticando a organização por “silenciar artistas criativos individuais com base em sua nacionalidade”, em meio ao atual conflito entre Israel e o Hamas.

“Na Paramount, acreditamos no poder da narrativa para conectar e inspirar pessoas, promover compreensão mútua e preservar os momentos, ideias e eventos que moldam o mundo que compartilhamos. Essa é a nossa missão criativa”, afirmou a empresa em comunicado. “Não concordamos com os esforços recentes para boicotar cineastas israelenses. Silenciar artistas criativos com base em sua nacionalidade não promove maior compreensão nem avança na causa da paz. A indústria global do entretenimento deveria incentivar os artistas a contarem suas histórias e compartilharem suas ideias com o público em todo o mundo. Precisamos de mais engajamento e comunicação, não menos”.



A petição, assinada por nomes como Emma Stone, Peter Sarsgaard, Elliot Page e Olivia Colman, defende o boicote a instituições de cinema israelenses que, segundo o grupo, estão “implicadas em genocídio e apartheid contra o povo palestino”.

O movimento foi inspirado no Filmmakers United Against Apartheid de 1987, que protestava contra o regime na África do Sul.

“Inspirados pelos Filmmakers United Against Apartheid, que se recusaram a exibir seus filmes na África do Sul do apartheid, nós nos comprometemos a não exibir filmes, comparecer ou, de qualquer forma, colaborar com instituições cinematográficas israelenses, incluindo festivais, cinemas, emissoras e produtoras, que estejam implicadas em genocídio e apartheid contra o povo palestino”, dizia a carta.

Segundo o grupo, exemplos de cumplicidade incluem “encobrir ou justificar genocídio e apartheid e/ou fazer parcerias com o governo que os comete”.

Em resposta, a Associação de Produtores de Cinema e TV de Israel declarou que a petição “está mirando nas pessoas erradas”.

“Os signatários desta petição estão mirando nas pessoas erradas. Há décadas, nós, artistas, contadores de histórias e criadores israelenses, temos sido as principais vozes permitindo que o público ouça e testemunhe a complexidade do conflito, incluindo narrativas palestinas e críticas às políticas do Estado de Israel”, afirmou.

“Trabalhamos com criadores palestinos, contando nossas histórias em comum e promovendo a paz e o fim da violência por meio de milhares de filmes, séries de TV e documentários. Esse apelo ao boicote é profundamente equivocado”, acrescentou.

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