quinta-feira, abril 18, 2024

Percy Jackson e os Olimpianos | Quem é Hades, o deus grego do submundo?

O sétimo episódio de ‘Percy Jackson e os Olimpianos’ foi exibido recentemente pelo Disney+ e, como podíamos esperar, a narrativa introduziu o temível deus grego do submundo, Hades.

No capítulo em questão, Percy (Walker Scobell), Annabeth (Leah Sava Jeffries) e Grover (Aryan Simhadri) finalmente encontram uma passagem para o submundo para poderem resgatar o raio-mestre de Zeus das mãos de Hades (interpretado por Jay Duplass), apenas para descobrirem que a deidade não está com o lendário objeto. Pelo contrário, ele conseguiu salvar a mãe de Percy, Sally (Virginia Kull), de ser assassinada pelo mortal Minotauro lá no episódio de estreia da série, transformando-a em uma estátua de ouro até que o herói titular fosse resgatá-la.

E, enquanto o deus é retratado como uma figura “normal”, por assim dizer, sua história dentro da mitologia grega é bem mais complexa do que poderíamos pensar.

Tendo como seu correspondente romano o deus Plutão, Hades funciona tanto como o nome da divindade em questão quanto o nome do sombrio lugar que se encontra abaixo da Terra – considerado o destino final para as almas dos mortos. Considerado o mais temível dos deuses, ele é descrito pelos poetas Homero e Hesíodo como “impiedoso”, “repugnante” e “monstruoso” (uma caracterização bem diferente da que vemos na série do Disney+). Hades também tem uma esposa, Perséfone, que sequestrou para viver com ele no submundo.

Após a derrota de Cronos e dos Titãs pelos deuses do Olimpo, Hades reuniu-se com seus irmãos Poseidon e Zeus para decidir por qual parte do planeta cada um ficaria responsável: Zeus, eventualmente, ficou a encargo do comando dos céus; Poseidon, dos mares; e Hades, designado a governar o submundo. Por essa razão, o personagem não tinha tanta proeminência nas histórias mitológicas, ainda que fosse temido e seu nome, evitado de ser pronunciado (ora, é notável como inúmeros epítetos eram utilizados para se referir a ele, como Eubuleus, que significa “dar um bom conselho”). Além disso, recontagens apontam que diversos sacrifícios eram feitos em sua honra, ocorrendo à noite e com o sangue de vítimas que escorria pela terra até chegar aos confins de seu reino.

Sendo o único deus a não residir no Olimpo, Hades construiu para si um obscuro palácio abaixo do mundo terreno. Ele também tinha um capacete forjado por Hefesto, que lhe dava o poder da invisibilidade – e que, inclusive, foi utilizado por Atena no combate contra Ares durante a Guerra de Troia, e por Perseu em sua batalha contra Medusa.

Na arte grega clássica e arcaica, Hades é representado como um homem mais maduro, barbado e segurando um cetro, uma lança de duas pontas, um vaso de libação ou uma cornucópia (símbolo da riqueza mineral e vegetal que brota da terra). Em certas ocasiões, ele está sentado em um trono de ébano, ou até mesmo comandando uma carruagem guiada por cavalos negros, com Perséfone a seu lado.

Lembrando que o último episódio da 1ª temporada vai ao ar em 30 de janeiro.

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Thiago Nollahttps://www.editoraviseu.com.br/a-pedra-negra-prod.html
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.

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