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Peter Weller reflete sobre o LEGADO de ‘Robocop’: “Um filme que vai viver para sempre”


Peter Weller, o icônico ator que deu vida ao ‘Robocop – O Policial do Futuro’ original, abriu o coração recentemente sobre o impacto duradouro do personagem em sua carreira.

Durante uma entrevista ao ComicBookMovie, ele destacou como os temas atemporais do filme, dirigido por Paul Verhoeven, ressoam profundamente com ele.

“Com o passar dos anos… Lembro que Dean Martin disse uma vez: ‘A melhor coisa que fiz foi me juntar a Jerry Lewis, e a segunda melhor foi sair de Jerry Lewis.’ Então, a melhor coisa que fiz foi RoboCop, e a segunda melhor foi sair de RoboCop para fazer ‘Mistérios e Paixões'”, relembrou Weller.



Ele compara a longevidade de RoboCop a grandes clássicos: “Depois que o tempo passa, você vê um filme que fez que vive e vive e vive, e como Bogart disse: ‘Você tem sorte se fizer três.’ Bogart provavelmente fez oito ou nove, e talvez eu tenha sorte se fizer três que me sobrevivam, mas as perguntas que me fazem… é ótimo que [o jogo] Rogue City reacenda o ideal do RoboCop.”

Weller ainda se aprofundou nas camadas temáticas do filme: “Se isso faz as pessoas irem ver o filme, que vai viver para sempre, porque Verhoeven fez um filme sobre ressurreição. E perda. Perda de identidade, perda da família, e a tragédia de ser roubado. Não de bens, mas de quem você é”.

Ele também aponta para a crítica social intrínseca à obra. “A terceira coisa é a história de fundo, a ópera continua, é a Reganomics. Se Reagan fez coisas boas ou ruins, toda essa ideia de privatizar tudo para que o dinheiro possa mandar… volta para o MI6 e a CIA. Isso não foi criado para espionagem… sim, foi, mas o que os irmãos Dulles queriam era o capitalismo. Controlar o capitalismo. Não era a democracia que todos buscavam, era controlar o dinheiro”.

“Esse tema que permeia RoboCop… as pessoas falam sobre ele repetidas vezes”, continua Weller. “A coisa que eu agradeço em Rogue City. Ok, é um jogo. Mocinhos, bandidos. Mas faz as pessoas verem o filme, e quando voltam para vê-lo depois de 30 anos, eles captam esses temas de ressurreição, família, perda, economia, não só tiroteio ou risadas. Essas coisas são ótimas e tornam tudo divertido, mas não é só isso, são os temas”.

O ator expressa sua gratidão pela obra hoje, algo que nem sempre sentiu. “Estou muito feliz. Não poderia dizer isso há 25 anos. Eu não ligava. Só queria seguir em frente, mas agora, quando me falam disso em uma Comic-Con, numa entrevista, ou algum diretor ou ator que admiro chega e diz ‘Você sabe, esse filme ficou comigo’, eu sou grato. Muito grato. Estou emocionado por ter feito parte de um filme que ainda hoje é tão resistente”.

‘RoboCop – O Policial do Futuro’ está disponível no Prime Video.

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