A polícia da Flórida encerrou oficialmente as investigações sobre a morte do astro do wrestling Hulk Hogan, que faleceu em 24 de julho de 2025, aos 71 anos, em sua residência em Clearwater.
De acordo com a Entertainment Weekly, o relatório final de 72 páginas divulgado pelas autoridades concluiu que não há qualquer evidência de ação criminosa envolvida no caso.
“A investigação sobre a morte de Terry Bollea [nome de batismo de Hulk Hogan] está agora encerrada e classificada como uma morte natural”, informou o Departamento de Polícia de Clearwater em comunicado oficial.
Os registros médicos revelam que o ex-lutador da WWE sofreu um infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco). O documento detalha que Hogan enfrentava um quadro de saúde debilitado, com histórico de leucemia linfocítica crônica, insuficiência renal e fibrilação atrial, um distúrbio que causa batimentos cardíacos irregulares. Uma autópsia privada contratada pela própria família confirmou os achados e descartou fatores traumáticos ou toxicológicos.
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Na manhã do ocorrido, por volta das 09h30, Hogan estava sob cuidados médicos domiciliares na companhia de sua esposa, Sky Daily, de uma cuidadora e do terapeuta ocupacional Justin McCamey. Ao notar que o oxigênio suplementar do astro estava silencioso e que ele não apresentava pulso, a equipe iniciou manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) até a chegada dos paramédicos. Hogan foi levado ao Hospital Morton Plant, onde o óbito foi declarado às 11h17.
O relatório policial também traz depoimentos que ilustram o desgaste físico do atleta ao longo dos anos. McCamey relatou aos policiais que o corpo de Hogan estava profundamente fragilizado devido ao desgaste de sua carreira: “O Sr. Bollea passou por aproximadamente 20 a 30 cirurgias nos joelhos, quadris e costas ao longo dos anos”.
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A conclusão do inquérito põe fim a um período de fortes especulações familiares. Logo após o falecimento, a filha do lutador, Brooke Hogan, de 37 anos, usou as redes sociais para manifestar dúvidas sobre o atendimento recebido pelo pai, afirmando que exigiria respostas detalhadas sobre os procedimentos médicos.
As tensões e incertezas dos bastidores familiares foram expostas recentemente na série documental ‘Hulk Hogan: Real American’, lançada pela Netflix. Na produção, o filho Nick Hogan, a ex-esposa Linda Claridge e a viúva Sky Daily compartilharam as angústias que cercaram uma cirurgia de fusão cervical (no pescoço) realizada pelo astro apenas dois meses antes de falecer.
“É estranho porque nunca houve um momento em que eu estivesse na academia dele treinando sem a presença dele. Mas é reconfortante, de certa forma, estar perto dos equipamentos dele”, desabafou Nick no episódio final. “Foi difícil processar tudo isso. Todo mundo sabe que ele passou por uma cirurgia no pescoço. E depois da cirurgia houve algumas complicações”.
Sky Daily relembrou com pesar o último dia saudável do marido antes do procedimento cirúrgico, admitindo o arrependimento com o tratamento invasivo na reta final:
“Estamos sorrindo, ele está com os olhos brilhando, e ele nunca mais voltou àquele estado novamente. Eu gostaria que ele nunca tivesse feito a cirurgia no pescoço”, concluiu.




