Qual foi o MELHOR ANO da década de 2000 para o Cinema? Ajudamos Você a Decidir!!

Depois dos anos 1980 e 1990, com a consolidação do cinema blockbuster e do uso dos efeitos especiais criados por computadores (e apelidados CGI), as portas estavam abertas, ou melhor “escancaradas” para que os anos 2000 aproveitasse deste advento, criando algumas das produções mais queridas de todos os tempos – e ainda muito comentadas pelos fãs de forma geral. Por exemplo, foi nesta década que vimos o surgimento do que pode ser considerada a era de ouro para as adaptações de quadrinhos de super-heróis, logo no início, com ‘X-Men‘, ‘Homem-Aranha‘, ‘Hulk‘ e todos os demais que reinaram no período. Vimos também o surgimento de tendências no terror, como os torture porn e os remakes de produções japonesas nas mãos de Hollywood.

A década também ficaria marcada pela volta com força total do gênero da fantasia, graças a duas franquias bem específicas e multimilionárias: ‘Harry Potter‘ e ‘O Senhor dos Anéis‘. Fora isso, as animações atingiam um novo patamar com a consagração dos filmes gerados por efeitos 3D – assim, além da Disney, diversos outros estúdios entraram no mercado e emplacavam, como o fenômeno ‘Shrek‘, da Dreamworks. Entrava em cena também um certo Christopher Nolan, que viria a se tornar simplesmente um dos diretores mais populares e estrela da atualidade. Sim, a década de 2000 guarda muita coisa maravilhosa no cinema (como fenômenos brasileiros do nível de ‘Cidade de Deus‘ e ‘Tropa de Elite‘). Mas qual foi o melhor ano da década para o cinema? Difícil né? Abaixo tentamos te ajudar a decidir. Confira.

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2000

O grande filme do primeiro ano da década de 2000 foi sem dúvida ‘Gladiador’, de Ridley Scott, que levou o Oscar e surpreendentemente ganhará uma continuação em 2024. Mas em termos de superproduções ainda temos ‘X-Men: O Filme’, longa que deu o pontapé inicial para o subgênero dos super-heróis como o temos hoje, e ‘Missão: Impossível 2’, que adicionou muito mais ação em sua narrativa. ‘Náufrago’ é um drama, mas não deixa de ser uma superprodução, e um dos filmes mais queridos dos últimos 25 anos.

Em matéria de comédia, ‘Entrando Numa Fria’ foi o grande título do ano, e gerou duas continuações. Temos ainda uma pá de filmes cult. Como ‘Corpo Fechado’, de M. Night Shyamalan. Ou o violento e hilário ‘Psicopata Americano’, um favorito pessoal. Christopher Nolan chegava à cena com o “filme de trás para frente” ‘Amnésia’, e Darren Aronofsky mostrava os efeitos das drogas sem papas na língua com ‘Réquiem para um Sonho’. Fechando, Guy Ritchie continuava pelo mundo da máfia britânica no divertido ‘Snatch – Porcos e Diamantes’.

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2001

O segundo ano da década de 2000 marcou pelas estreias de duas das franquias mais bem-sucedidas da história do cinema, seja de crítica ou público, e que trouxe a magia e fantasia de volta para as telonas em grande estilo. Estamos falando dos primeiros ‘O Senhor dos Anéis’ e ‘Harry Potter’. E o mundo jamais seria o mesmo. Mas ainda tivemos espaço para um dos remakes mais badalados de todos os tempos com ‘Onze Homens e um Segredo’ e o drama vencedor do Oscar ‘Uma Mente Brilhante’.

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O ano ainda marcaria um golaço com a volta da Disney às boas com ‘Monstros S.A.’, uma animação subversiva de conto de fadas com ‘Shrek’ e uma animação japonesa que se tornou cult pelo mundo com ‘A Viagem de Chihiro’. E por falar em filmes cult, não podemos esquecer do filme francês amorzinho de 10 entre 10 meninas alternativas, ‘O Fabuloso Destino de Amelie Poulin’ e o esquisitão ‘Donnie Darko’. Para este que vos fala, um dos destaques foi o thriller policial que premiou Denzel Washington, ‘Dia de Treinamento’.

2002

Se ‘X-Men: O Filme’ foi o pontapé inicial no subgênero dos super-heróis como o conhecemos hoje, ‘Homem-Aranha’, de Sam Raimi, chegava para dizer “não tem mais volta”. Fora isso, Steven Spielberg mostrava que ainda era “o cara” com o blockbuster de muito conteúdo ‘Minority Report – A Nova Lei’ e o filme mais sério que se mostrou um grande blockbuster ‘Prenda-me se for Capaz’. Ah sim, ainda tivemos os capítulos seguintes de ‘O Senhor dos Anéis’ e ‘Harry Potter’ com ‘As Duas Torres’ e ‘A Câmara Secreta’ respectivamente. Por falar em retornos, o ano também marcou o segundo capítulo na nova trilogia de George Lucas, com ‘Star Wars – O Ataque dos Clones’.

Mas uma coisa traz alegria como nenhum outra, ao percebermos que o brasileiríssimo ‘Cidade de Deus’ se tornou um dos filmes mais queridos e populares, e não só aqui para nosso povo, como pelo mundo. É a potência do cinema nacional se consagrando internacionalmente. Fora isso, Roman Polanski entregava o estarrecedor ‘O Pianista’; a ação estava garantida e reinventada com ‘A Identidade Bourne’ com Matt Damon; e a animação mais comentada não foi da Disney, e sim da Fox com ‘A Era do Gelo’.

2003

Em 2003, a franquia ‘Harry Potter’ descansava, mas ‘O Senhor dos Anéis’ não, encerrando a trilogia com ‘O Retorno do Rei’ e papando tudo no Oscar. Com a lacuna deixada pelo mundo dos mágicos mirins, quem se erguia eram os ladrões dos sete mares com ‘Piratas do Caribe’, garantindo a navegação segura para Johnny Depp atingir um novo patamar em sua carreira. Mas não podemos falar de 2003, sem mencionar que foi o ano do retorno de ‘Matrix’, um dos maiores cults do cinema – gerando não uma, mas duas continuações no mesmo ano, com ‘Reloaded’ e ‘Revolutions’.

O ano ainda precisou abrir espaço para a continuação ‘X-Men 2’, considerado superior ao original; e um dos maiores sucessos da Disney nos últimos 25 anos com ‘Procurando Nemo’. Os cults também estavam garantidos, com Quentin Tarantino adentrando o mundo das artes marciais em ‘Kill Bill’; o romance britânico natalino ‘Simplesmente Amor’; o perturbador sul-coreano ‘Oldboy’; e o drama passado no Japão que revelou Scarlett Johansson, ‘Encontros e Desencontros’.

2004

Quando falamos em 2004, dois filmes dividem os holofotes. ‘Homem-Aranha’ ganhava uma continuação superior, ao ponto de ser considerada um dos grandes filmes do gênero de todos os tempos. E a Disney também apostava nos super-heróis, com a sátira familiar ‘Os Incríveis’. E por falar nos melhores de suas franquias, ‘Harry Potter’ chegava ao terceiro exemplar, com ‘O Prisioneiro de Azkaban’, considerado por grande parte dos fãs o melhor esforço da saga. ‘Eu, Robô’ trouxe Will Smith mostrando os perigos da inteligência artificial; e Brad Pitt olhava para o passado na adaptação de ‘A Ilíada’, com ‘Tróia’.

Em matérias de cult, nenhum em 2004 supera ‘Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança’, com Jim Carrey e Kate Winslet estragando nossa cabeça. Por falar em destruição emocional, Clint Eastwood entregava o vencedor do Oscar ‘Menina de Ouro’, um dos filmes que mais fazem doer o coração; e Ryan Gosling e Rachel McAdams protagonizam um dos romances mais queridos de todos os tempos com ‘Diário de uma Paixão’. Edgar Wright também chegava em cena com o hilário e assustador ‘Todo Mundo Quase Morto’, uma sátira britânica aos filmes de zumbis. E claro, Quentin Tarantino retornava para a conclusão em ‘Kill Bill Vol. 2’.

2005

Em 2005 tivemos uma verdadeira briga de cachorro grande! Isso porque tivemos literalmente um dos maiores personagens da sétima arte dando as caras novamente em grande estilo. ‘King Kong’ ganhava o tratamento de Peter Jackson, recém-saído da trilogia ‘O Senhor dos Anéis’. Batman também retornava com uma abordagem mais séria pelas mãos de Christopher Nolan em ‘Batman Begins’. Isso sem falar no desfecho da nova trilogia de Star Wars com ‘A Vingança dos Sith’. Mas ainda sobrou espaço para o quarto Harry Potter com ‘O Cálice de Fogo

Steven Spielberg também retornava com o pé direito ao terreno dos blockbusters com a adaptação em grandiosa de ‘Guerra dos Mundos’, com Tom Cruise. Em matéria de superproduções o ano também contou com Tim Burton e sua visita à ‘Fantástica Fábrica de Chocolate’; e Brad Pitt e Angelina Jolie se apaixonando dentro e fora das telas em ‘Sr. e Sra. Smith’. Também tivemos adaptações de quadrinhos alternativos muito populares, vide ‘Sin City’, de Robert Rodriguez, e ‘V de Vingança’, com Natalie Portman. Quando o assunto é comédia, em 2005 o grande destaque foi Steve Carell em ‘O Virgem de 40 Anos’.

2006

Grandes diretores, grandes atores e grandes franquias. Chegamos a mais um ano na década de 2000. James Bond é sem dúvida um dos maiores personagens do cinema, ao menos é o que possui mais filmes. E em 2006, assumia as formas de Daniel Craig para a estreia do ator em ‘Cassino Royale’. O Capitão Jack Sparrow de Johnny Depp ganhava sua tão aguardada sequência com ‘Piratas do Caribe: O Baú da Morte’, e os mutantes de ‘X-Men’ chegavam ao terceiro e último capítulo da trilogia original com ‘O Confronto Final’. Em termos de blockbuster, quem roubava a cena eram os ‘300’ de Esparta, com direção de Zack Snyder.

Também tivemos dramas grandiosos no clima de superprodução que chegaram até o Oscar, vide ‘Os Infiltrados’, de Martin Scorsese; ‘À Procura da Felicidade’, com Will Smith; ‘Diamante de Sangue’, com Leonardo DiCaprio; e ‘O Grande Truque’, de Christopher Nolan. E quando falamos em cult, temos dois de diretores mexicanos, que igualmente chegaram até o Oscar: ‘O Labirinto do Fauno’, de Guillermo del Toro; e ‘Filhos da Esperança’, de Alfonso Cuarón.

2007

Continuações, franquias queridas e cults irremediáveis que despertam paixão. Esse foi o ano de 2007 no cinema. ‘Homem-Aranha’, ‘Piratas do Caribe’ e o espião Bourne chegavam aos seus terceiros filmes e conclusões (pelo menos naquele instante) de suas sagas, com ‘Homem-Aranha 3’, ‘No Fim do Mundo’ e ‘O Ultimato Bourne’, respectivamente. Já os ‘Transformers’ estreavam nos cinemas com atores reais naquele ano, dando início a uma das franquias mais rentáveis de Hollywood. A Disney marcava outro golaço com o ratinho cozinheiro de ‘Ratatouille’; e Will Smith era a “última esperança” e o último homem da Terra em ‘Eu Sou a Lenda’.

Os cult adorados não poderiam ficar de fora da festa. Dentre eles o destaque absoluto é para ‘Onde os Fracos Não Tem Vez’, dos irmãos Coen, que levou o Oscar de melhor filme. Seguindo de perto essa visceralidade, Paul Thomas Anderson se uniu a Daniel Day-Lewis para beber o milkshake em ‘Sangue Negro’. Mas em termos de cult adorado por 10 entre 10 cinéfilos, nenhum se compara ao alto-astral de ‘Na Natureza Selvagem’, aquele tipo de filme que nos faz automaticamente ser pessoas melhores. Finalizando os principais destaques, ‘Superbad’ é uma comédia adolescente escrachada, dona de muito coração e que fala acima de tudo sobre a amizade.

2008

Com a chegada de 2008 começávamos a perceber a enxurrada de super-heróis nos cinemas que receberíamos nos próximos anos. Aqui era onde a porteira começava a ser aberta. Dois se destacam: ‘O Cavaleiro das Trevas’, de Christopher Nolan, elevou em todos os conceitos o que havia sido trabalhado em ‘Batman Begins’, criando um hype que surgia como trem desgovernado, em partes pela atuação que custou a vida de Heath Ledger como o Coringa. Já ‘Homem de Ferro’ iniciava o MCU com o pé direito, sendo o anti-Batman, ou seja, um filme mais leve, divertido e menos sisudo e complexo.

Mas os heróis continuavam com Will Smith na comédia ‘Hancock’; a animação do urso preguiçoso ‘Kung Fu Panda’; e um novo filme para o gigante esverdeado com ‘O Incrível Hulk’. Quando falamos nos heróis que não usam capa, Liam Neeson chegava chutando a porta em ‘Busca Implacável’; e o veteraníssimo Clint Eastwood surgia fazendo sinal de arminha num bairro dominado por coreanos em ‘Gran Torino’. No Oscar, o grande vencedor foi o drama indiano ‘Quem Quer Ser um Milionário?’; mas ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’, de David Fincher, com Brad Pitt rejuvenescendo, chegou junto com inúmeras indicações. Finalizando, poucos filmes da Disney são tão emocionantes quanto a ficção ‘Wall-E’.

2009

O Último ano de 2000 trouxe simplesmente o novo campeão de bilheteria, que permaneceu por uma década como o filme mais rentável da história. Falamos da incursão por Pandora de James Cameron em ‘Avatar’, um filme feito para ser visto no cinema. Visto e revisto repetidas vezes. Outro que possui grande valor de reprises é ‘Bastardos Inglórios’, de Quentin Tarantino, o favorito deste que vos fala. Um filme que devemos ver pelo menos uma vez por ano. Em matéria de blockbuster tivemos outros acertos, como ‘Watchmen’, de Zack Snyder, um filme de heróis diferente e de censura alta, tido como inadaptável, mas que resultou em uma pequena obra-prima. E também mais um Harry Potter, o sexto, com ‘O Enigma do Príncipe’.

A equipe clássica da Enterprise em ‘Jornada nas Estrelas’ era reformulada para uma nova geração no reboot de ‘Star Trek’, capitaneado por J.J. Abrams. O maior detetive da cultura pop também retornava nas formas de Robert Downey Jr. e no estilo de blockbuster dirigido por Guy Ritchie em ‘Sherlock Holmes’. A sensação cômica de 2009 foi sem dúvida ‘Se Beber, Não Case’; mas sobrou espaço para o terrir também, com ‘Zumbilândia’. A Disney marcava mais uma com a história do velhinho fofo de ‘UP – Altas Aventuras’, que amarrava balões na casa e saía voando. Finalizando, o cult ‘Distrito 9’ é uma obra de ficção científica sul africana que chegou até o Oscar com sua analogia da segregação.

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