O comediante e ator Russell Brand manifestou-se recentemente sobre as alegações de conduta predatória e o iminente julgamento por estupro que enfrentará no Reino Unido. De acordo com o Deadline, Brand reforçou que todas as suas relações sexuais foram consensuais, embora tenha admitido que sua “conduta sexual no passado foi egoísta” e descreveu seu comportamento na época como “terrível, mas legal”.
“Eu era uma pessoa muito diferente”, disse Brand sobre seu histórico. “Eu era bem mais jovem e um homem de 30 anos imaturo. Sexo consensual com várias pessoas, quando existe uma grande diferença de poder, como acontece quando você é um homem famoso com a capacidade de atrair mulheres como eu tinha naquela época, envolve exploração. Eu acredito que é explorador”.
O ator argumentou que, embora o consentimento estivesse no centro de suas interações, a dinâmica era problemática.
“O que a fama me deu, e o que meu vício alimentou, foi oportunidade para consentimento sem fim, o que me levou a ser hedonista, tolo e explorador de mulheres. Isso está errado e é algo que precisa ser redimido, tratado e reparado”, acrescentou.
Russell Brand volta a se declarar INOCENTE das acusações de ESTUPRO e AGRESSÃO SEXUAL
Brand admitiu ter mantido relações com uma jovem de 16 anos quando ele tinha 30, reconhecendo que a situação ultrapassou limites aceitáveis. O caso foi revelado em 2023 por uma investigação conjunta do The Sunday Times, The Times e Channel 4, que trouxe à tona acusações de estupro, agressão sexual e comportamento abusivo. O ator nega veementemente todas as acusações criminais.
Sobre o julgamento, Brand reiterou sua teoria de que a investigação jornalística teria motivações políticas, alegando que se tornou alvo por ser “abertamente crítico da indústria farmacêutica, do governo britânico e de agências burocráticas com poder não eleito”.
Sobre o impacto do processo judicial em sua vida, ele declarou: “Tem sido algo muito, muito, muito humilhante e confrontador, porque eu já reconhecia que o vício sexual era errado. Já reconhecia que, como homem casado ou qualquer pessoa em um relacionamento sério, você precisa ser honesto e fiel”.
O ator, que recentemente se converteu ao cristianismo, acrescentou: “Mas eu acredito em Deus. Então todas as coisas vêm de Deus. Isso vem de Deus. Não gosto muito disso, e é extremamente estressante”.

O julgamento do comediante e ator britânico Russell Brand sofreu uma alteração em seu cronograma oficial. Inicialmente previsto para começar em 16 de junho no Southwark Crown Court, em Londres, o processo foi adiado e agora deve ter início no dia 12 de outubro.
De acordo com informações da Variety, a estimativa é que o julgamento, que consolidará todas as sete acusações formais apresentadas contra o artista no último ano, tenha uma duração de até dois meses devido à complexidade e ao número de depoimentos previstos.
As denúncias contra Brand foram formalizadas em etapas distintas ao longo de 2025:
- Abril de 2025: O ator foi acusado inicialmente de estupro, atentado ao pudor e agressão sexual envolvendo quatro mulheres. Os supostos incidentes teriam ocorrido entre 1999 e 2005.
- Dezembro de 2025: Duas novas acusações — uma de estupro e outra de agressão sexual — foram adicionadas ao processo, referentes a casos que teriam ocorrido em 2009, envolvendo mais duas mulheres.
Ao todo, o Ministério Público britânico avalia sete acusações formais que incluem estupro, agressão indecente e agressão sexual contra diferentes vítimas.
O comediante se declarou inocente de todas as queixas e nega veementemente qualquer irregularidade ou atividade não consensual. Atualmente, Brand aguarda o início do julgamento em liberdade sob fiança.
Em pronunciamentos realizados em suas redes sociais e durante audiências preliminares, o ator adotou uma postura de defesa enfática:
“Quando eu era jovem e solteiro, antes de ter minha esposa e família, eu era um tolo… um dependente químico, viciado em sexo e um imbecil. Mas nunca fui um estuprador. Nunca me envolvi em atividades sem consentimento”, afirmou Brand em abril de 2025.
Recentemente, ao chegar ao tribunal em Londres, o ator declarou aos presentes que se sentia “abençoado” e “incrivelmente grato” pela oportunidade de apresentar sua defesa perante a Justiça.
A Justiça britânica está em fase de finalização dos procedimentos para anexar as novas queixas ao corpo principal do julgamento. Com o adiamento para outubro, a Corte busca garantir que todos os elementos probatórios e depoimentos das sete acusações sejam apresentados de forma conjunta, assegurando o devido processo legal para todas as partes envolvidas.


