Enfim, chegou o aguardado sétimo capítulo da franquia criada por Kevin Williamson que mudou completamente o universo dos filmes de terror. Em cartaz nos cinemas de todo o brasileiro, Pânico 7 apresenta aquela fórmula que já conhecemos, na qual psicopatas mal intencionados vestem a icônica máscara Ghostface – inspirado na pintura O Grito, de Edvard Munch – perfilando assassinatos brutais em busca de seus objetivos.
Após uma ausência sentida pelo fãs no último filme da franquia, Pânico 7 abre alas para o retorno, como protagonista, de uma das mais lendárias ‘final girls’ da história do cinema: Sidney Prescott (Neve Campbell) – um símbolo de resistência psicológica e força feminina, cuja complexidade se amplia a cada vez que surge na tela.

Essa é uma das personagens mais intrigantes e resilientes do terror moderno. Em meio ao caos que acompanha sua vida – marcada por acontecimentos trágicos e perdas irreparáveis –, a cada nova página de sua história ela precisa lidar com o recomeçar: uma estrada repleta de obstáculos, consumida por dúvidas que surgem a todo instante, sobre tudo e todos.

Crítica 2 | Neve Campbell volta a enfrentar Ghostface no desconjuntado e sangrento ‘Pânico 7’
Em Pânico 7, a personagem – interpretada pela canadense Neve Campbell desde sua primeira aparição, há 30 anos – está em mais um início de ciclo. Agora estabelecida como dona de uma cafeteria, mãe de duas meninas, sendo uma delas a aborrecente Tatum (Isabel May), e casada com o confiável Mark (Joel McHale), o xerife da cidade. Mesmo na aparente calmaria, ela nunca deixou de ter um plano B para qualquer situação caótica que possa aparecer em sua frente.

Ao longo do filme – vamos tentar fugir dos spoilers ao máximo – percebemos mais características sendo adicionadas a essa heroína que, ao longo do tempo, conseguiu se jogar a uma maturidade adquirida após intensas tempestades sangrentas. Sem baixar a guarda e sempre avançando em direção ao confronto, ela abraça com todas as forças a missão de ressignificar a própria identidade, utilizando o trauma como um trampolim doloroso, porém necessário, para se reconstruir.

Todas essas características mencionadas transformam a personagem em uma das mais complexas da história de filmes que se tornaram franquias no cinema. Um alguém que vai ao encontro do arquétipo do medo coletivo – usando, muitas vezes, a inteligência –, reduzindo a distância entre personagem e espectador e chegando em algo que humaniza diante das realidades difíceis que se apresentam.

Sidney Prescott pode ser considerada uma personagem que se entrelaça no reflexo de muitas histórias na realidade – guardadas as devidas proporções. Uma mulher corajosa que se reconstrói em meio ao caos, lapidada por adversidades, e que não desiste de buscar novos caminhos para dias felizes, mesmo quando o terror encontra seus traumas.

Veja abaixo parte da entrevista de Renato Marafon, editor-chefe do Cinepop, com a atriz Neve Campbell:
Pânico 7 está em cartaz nos cinemas! Corre pra ver!




