Em 2012, quando a Disney anunciou a compra da Lucasfilm, o mundo do entretenimento sentiu um baque como poucas vezes na história. Na época, a casa do Mickey já tinha mostrado o desenho de adquirir a empresa fazendo pequenas homenagens em seus filmes, como algumas referências a Indiana Jones e uma série incontável de referências a Star Wars. Então, ver aquilo acontecendo foi praticamente um sinal de que veríamos pelo menos uma dessas duas franquias voltando às telonas em pouco tempo. E não demorou para isso acontecer. Logo no dia seguinte, a Disney anunciou uma nova trilogia com o primeiro capítulo dela estreando em 2015.

A Disney nunca fez questão de esconder seu desejo por “Star Wars”.

De 2012 pra frente foi aquele frenesi. Dois anos depois, em 2014, foi revelado o elenco oficial do filme com uma foto deles lendo o elenco. Os até então desconhecidos John Boyega e Daisy Ridley seriam os novos protagonistas, junto ao ator indie Oscar Isaac e ao trio principal da trilogia clássica. Nesse momento houve uma cisão entre os fãs. Teve uma galera que comemorou MUITO esse anúncio do encontro de duas gerações (eu estava nesse meio) e teve o pessoal que reclamou de “lacração” porque os heróis eram um negro, uma mulher e um latino. Mas até mesmo essas pessoas comemoraram o retorno de Mark Hamill, Carrie Fisher e do rabugento Harrison Ford, que sempre reclamava quando lembravam do papel dele em Star Wars. Na direção, J.J. Abrams, que havia feito um trabalho excelente com a franquia Star Trek, veja você, foi unanimidade.

Assim foi anunciado o novo elenco de Star Wars

Então, em novembro de 2014, a Disney quebrou a internet ao lançar o primeiro teaser oficial. Em menos de 1 minuto e meio, o estúdio conseguiu animar até os não fãs para a nova trilogia. E a melhor parte é que ele não revelava nada sobre a trama, apenas mostrava os personagens novos separados, o novo droid da saga, BB-8, o novo design dos Stormtroopers e ela, a lendária Millennium Falcon fugindo de Tie Fighters ao som do tema clássico da franquia. Pronto. Até que não ligava pros filmes ficou ansioso para ver o mais novo evento cinematográfico da década. E claro, rolaram memes e mais memes, principalmente com o diferente sabre de luz do Kylo Ren (Adam Driver) e com o formato de bola de praia do BB-8.



A partir daí, qualquer “ai” que alguém do elenco falasse virava notícia. Pouco tempo depois saiu o primeiro trailer oficial. Mais uma série de recordes foi quebrada e a empolgação aumentava. Dessa vez, o trailer mostrava o retorno de Han Solo, Leia e Luke. E um ponto curioso que talvez alguns não se lembrem é que todo o material promocional que veio depois, incluindo trailers, tv spots e pôsteres traziam o Finn (John Boyega) segurando o Sabre de Luz de Anakin Skywalker, dando a entender que ele era o Jedi da vez. E assim foi até a estreia, quando as pessoas enfim descobriram que a protagonista da vez era a Rey. Rey Skywalker? Rey Kenobi? Rey Solo? “Ah, eles vão responder isso nos próximos filmes”, diziam os fãs.

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Pois bem, o filme teve mais um trailer lançado no Star Wars Day de 2015, agora narrado pelo próprio Luke Skywalker. Então chegou o dia da estreia, há exatos cinco anos, e era simplesmente impossível de conseguir um ingresso de última hora. As sessões Imax para a primeira semana se esgotaram meses antes. Cinemas tiveram que abrir sessões extras para conseguirem atender a demanda. Sessões foram fechadas para fãs fantasiados como os personagens. Os produtos de Star Wars dominavam as lojas de brinquedos e de departamentos. Foi um fenômeno. Todo mundo respirava Star Wars, que 10 anos depois do fim da trilogia prequel, enfim retornava para os cinemas. E a cena de Luke Skywalker no final? Só se falava nisso!



As críticas especializadas foram unânimes: “Excelente!”, “Brilhante!”, “O Melhor Star Wars!” e outros elogios que só eram superados pelos dos fãs empolgados após a sessão. E a bilheteria seguiu o mesmo ritmo. Foram semanas de recordes de bilheterias sendo quebrados. Pela primeira vez desde Avatar, um filme rompeu a casa dos US$ 2 bilhões ao redor do mundo, coisa que só viria a acontecer mais duas vezes depois desse Star Wars, com Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato. Jornais, revistas, programas de TV… Tudo só falava de Star Wars e de como ele apagaria de vez o gosto amargo que a trilogia prequel deixara na década passada.

Até que, meses depois, quando o filme estreou em home video, as pessoas começaram a rever com mais calma e enquanto alguns seguiam jurando amor ao Ep. VII, outros começaram a reclamar online que O Despertar da Força não passava de um reboot de Uma Nova Esperança com nova roupagem. Aí começou um debate que viria a se intensificar no ano seguinte, com o lançamento de um dos xodós dos fãs: Rogue One. Mas isso aí é assunto para a matéria do ano que vem, quando Rogue One completar cinco anos de vida.

Fato é que há cinco anos, os fãs se empolgavam como crianças com a possibilidade de ver pela primeira vez ou assistir mais uma vez um filme do universo Star Wars nos cinemas. Se a trilogia nova cumpriu ou não a expectativa é outra história, mas que Star Wars: O Despertar da Força fez história… Ah, isso é inegável.

Star Wars: O Despertar da Força está disponível no Disney+

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