DOCE PESADELO

Exibido em festivais de cinema (como Sundance e Londres), Terror na Ilha é o segundo filme dirigido pela atriz, roteirista e cineasta independente Katie AseltonBlack Rock (Rocha Negra, em seu título original) foi igualmente criado pela diretora, com o roteiro desenvolvido por Mark Duplass, diretor e roteirista de filmes como Cyrus (2010) e Jeff e as Armações do Destino (2012), e ator de filmes como A Irmã da Sua Irmã (2012), Sem Segurança Nenhuma (2012) e A Hora Mais Escura (2012). Duplass é também o marido da diretora Aselton, e com ela forma uma dupla de talento do cinema indie americano.

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A trama criada pelo casal apresenta três amigas de infância, agora na casa dos 30 anos, com a missão de passar um fim de semana numa remota e pequena ilha na costa do Maine. O local tem pedigree, já que é onde se passam quase todas as histórias do escritor Stephen King, morador do estado. O primeiro problema é que Sarah, vivida por Kate Bosworth (a Lois Lane de Superman – O Retorno, 2006), força o encontro de Abby (a diretora Aselton) e Lou (Lake Bell, de Jogo de Amor em Las Vegas, 2008), sem que elas saibam. As duas estavam brigadas há anos devido a uma traição de relacionamento. Sarah tenta reaproximar suas duas melhores amigas de forma brusca, e sentimentos intensos voarão pela ilha ao longo do fim de semana na natureza.


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Como se não bastasse, o trio precisa lidar com o aparecimento de três caçadores no local. Para a sorte das mocinhas, um deles é um velho amigo de juventude. Ou será? A situação dá uma guinada para o pior, e logo as três se veem lutando por sobrevivência, nesse verdadeiro teste de força e coragem. Terror na Ilha não exibe nada que já não tenhamos visto antes dezenas de vezes, em filmes melhores, sendo o principal deles Amargo Pesadelo (1972) –  filme que estereotipou para sempre os caipiras. O que chama a atenção é a qualidade da diretora, que utiliza uma ótima trilha sonora e fotografia (principalmente noturna), e a entrega das protagonistas.

Aproveite para assistir:

Os diálogos naturais, e situações tensas entre as duas ex-amigas, exalam veracidade. A primeira metade de Terror na Ilha consegue criar um clima autêntico, que por pouco não é estragado pela caricatura apresentada pelo elenco masculino. Acreditamos no trio como amigas, porque provavelmente o são, e deixam transparecer em suas atuações. Em determinado momento, Aselton e Bell chegam a ficar nuas na floresta, para não congelarem com roupas molhadas no frio. Mas tudo possui uma razão de ser. O fato citado apenas exibe o comprometimento das artistas com a obra. Lake Bell também se tornou uma diretora independente esse ano, com o elogiado In a World…, sobre o universo dos dubladores. Se o tipo de filme não for a sua praia, saiba pelo menos que a produção possui uma das melhores mortes (ou piores) e mais inusitadas do ano.

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