O diretor franco-espanhol Oliver Laxe, indicado ao Oscar 2026 pelo filme ‘Sirāt’, gerou uma forte onda de indignação ao questionar a imparcialidade dos membros brasileiros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. As declarações foram feitas durante sua participação no talk show espanhol La Revuelta, da emissora TVE.
Conforme a Rolling Stone Brasil, em uma fala que repercutiu negativamente de imediato, Laxe acusou os profissionais brasileiros de serem “ultranacionalistas” em suas escolhas, sugerindo que o apoio aos filmes nacionais independe do mérito artístico.
“Na Academia há muitos brasileiros, nós gostamos muito deles, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”, disparou o cineasta.
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Apesar de ter tentado amenizar o comentário logo em seguida, elogiando ‘O Agente Secreto’ e chamando Kleber Mendonça Filho de “brilhante”, o dano à imagem do diretor entre o público brasileiro já estava feito.
As redes sociais foram inundadas por críticas de cinéfilos, jornalistas e profissionais do setor, que classificaram as falas como desrespeitosas e matematicamente infundadas. O argumento de Laxe é amplamente refutado pela realidade dos números da Academia:
Atualmente, o Brasil possui cerca de 70 membros na Academia. Esse número é irrisório diante de um total de mais de 10.500 votantes globais. Mesmo que todos os 70 brasileiros votassem em bloco, eles representariam menos de 0,7% do total, sendo incapazes de definir uma indicação ou vitória sozinhos.
O grupo brasileiro inclui ícones como Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Sônia Braga, Selton Mello, Rodrigo Santoro e Walter Salles, cujas trajetórias são marcadas pelo rigor artístico, e não apenas pelo patriotismo.

Em 1977, Marcelo trabalha como professor especializado em tecnologia. Ele decide fugir de seu passado violento e misterioso se mudando de São Paulo para Recife com a intenção de recomeçar sua vida. Marcelo chega na capital pernambucana em plena semana de Carnaval e percebe que atraiu para si todo o caos do qual ele sempre quis fugir. Para piorar a situação, ele começa a ser espionado pelos vizinhos. Inesperadamente, a cidade que ele acreditou que o acolheria ficou longe de ser o seu refúgio.



