As irmãs Chloe e Halle Bailey se tornaram mundialmente famosas a partir do final dos anos 2010 e, em pouco tempo, conquistaram os holofotes através de uma mistura incrível de atuação e canto que roubou o coração dos fãs ao redor do mundo.
Chloe, que já mergulha de cabeça em sua carreira solo, e Halle, que encantou o público com sua rendição como Ariel no live-action de ‘A Pequena Sereia’, são dotadas de um talento nato – que culminou, há cinco anos, no lançamento do aclamado álbum ‘Ungodly Hour’, uma das melhores produções de 2020 e até mesmo da década. Contando com singles como “Do It”, “Catch Up” e “Forgive Me”, o disco foi extremamente elogiado por sua coesão e seu amadurecimento lírico, além de ter conquistado uma indicação ao Grammy na categoria de Melhor Álbum de R&B Progressivo.
Para celebrar seu quinto aniversário, preparamos uma breve lista elencando as melhores músicas do álbum.
Veja abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:
5. “FORGIVE ME”
Seguindo os passos – e as claras influências – de Destiny’s Child, Aaliyah e Alicia Keys, Chloe e Halle não pensam duas vezes antes de mostrarem que mereceram o lugar que possuem no cenário fonográfico. Com “Forgive Me”, as duas se lançam de cabeça a uma faixa bombardeada com o espectro do trap e do trap-pop através das batidas de uma seca percussão e de um orgânico piano ao fundo – contando com uma coesão completa e performances on point.
4. “CATCH UP”, feat. Mike WiLL Made-It
‘Ungodly Hour’ é uma competente produção que explora, talvez mais que a investida anterior das irmãs Bailey, as habilidades e as incursões vocais de artistas incríveis, bem como letras recheadas com uma envolvência sensual. Nesse quesito, “Catch Up” é um irreverente divisor de águas dentro da estrutura do compilado, que dá início à segunda metade e opta por afastar-se do confortável saudosismo e fixar-se na atualidade e num futurista prospecto para o gênero do R&B.
3. “TIPSY”
“Tipsy” funde em um mesmo escopo sinestésico o oitentismo dos sintetizadores, os drills e a familiar retroatividade de uma bateria usada de forma nada ortodoxa, resgatando o aspecto atribulado do new jack swing com poder descomunal e uma letra que discorre sobre relacionamentos tóxicos e um estigma histérico comumente associado às mulheres negras.
2. “BUSY BOY”
À medida que as breve treze faixas do compilado vão se desenrolando, percebe-se que as artistas tratam sua imagem sem quaisquer escrúpulos, transformando-se em audaciosas vozes para a nova geração e em futuros ícones da música, livrando-se de rótulos segregacionistas para dar vida a um gênero próprio – e essa concepção abstrata começa a se concretizar com “Busy Boy”, faixa que opta por uma atmosfera dark que nos arremessa de volta para os últimos anos da década de 2010, pegando certas progressões que dialogam com o extinto e subestimado grupo Mis-Teeq.
1. “UNGODLY HOUR”
As irmãs Bailey pararam o mundo com o lançamento de ‘Ungodly Hour’, uma das produções mais bem construídas e amarradas dos últimos anos. Aqui, a faixa-título emerge como uma apaixonante declamação romântica que tangencia uma deliciosa e pecaminosa blasfêmia muito bem estruturada e que não perde a chance de ser uma das entregas mais mercadológicas do álbum – e, sem sombra de dúvia, sua melhor investida.
