A megaproposta de aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount avançou de forma decisiva rumo à conclusão. Avaliada em US$ 110 bilhões, a transação recebeu o aval das autoridades antitruste da União Europeia nesta quarta-feira, marcando uma vitória estratégica crucial para David Ellison.
Conforme o Deadline, em nota oficial, a Paramount celebrou o avanço e declarou que a decisão representa: “Um marco importante para concluir a transação dentro do cronograma divulgado publicamente”.
A empresa também destacou que as conclusões do órgão regulador: “Refutam diretamente as principais alegações que sustentam a ação dos procuradores-gerais estaduais que buscam impedir a transação”.
O plano da Paramount é finalizar a fusão até o fim de setembro (terceiro trimestre). Para garantir o prazo, os Ellison aceitaram pagar uma taxa diária adicional aos acionistas da Warner para cada dia de atraso após 30 de setembro.
Ao contrário das barreiras enfrentadas nos Estados Unidos, onde procuradores estaduais consideram apenas os cinco grandes estúdios de Hollywood, a Comissão Europeia concluiu que a fusão não traz riscos significativos para a produção cinematográfica nem para o setor audiovisual.
O órgão europeu avaliou que o Espaço Econômico Europeu (EEE) possui estúdios e concorrentes alternativos suficientes para manter a pressão competitiva sobre a nova gigante do entretenimento. A regra também se aplica à TV paga infantil, onde as plataformas de streaming continuam exercendo forte concorrência.
Sobre esse ponto, a Paramount ressaltou: “A Comissão Europeia reconheceu corretamente que as plataformas de streaming competem diretamente com a televisão linear. Essas conclusões enfraquecem ainda mais a definição de mercado utilizada pelos procuradores estaduais em sua ação”.
A aprovação veio acompanhada de remédios regulatórios. A Comissão Europeia identificou que a fusão poderia monopolizar a distribuição cinematográfica em países onde a Paramount atua junto com a Universal através da joint venture United International Pictures (UIP).
Sem restrições, o acréscimo do catálogo da Warner à UIP poderia gerar prejuízos aos consumidores, aumento de concentração e piores condições comerciais para as salas de cinema.
Para solucionar o impasse, a Paramount aceitou um pacote de compromissos:
- Saída da UIP: A Paramount terá 13 meses após a fusão para encerrar sua participação na UIP no Espaço Econômico Europeu.
- Bloqueio de 10 anos: A empresa estará proibida de fechar novos acordos de codistribuição com a Universal na Europa.
- Isolamento de Catálogo: Fica vetada a transferência de títulos da Warner ou da Paramount para distribuidoras que também operem filmes da Universal ou da Disney nesses mercados.
A Comissão Europeia afirmou que os compromissos: “Eliminam integralmente as preocupações concorrenciais identificadas, garantindo que os filmes da nova empresa não sejam distribuídos em conjunto com os da Universal ou da Disney”.
Um administrador independente fiscalizará o cumprimento de todas as medidas sob supervisão direta do órgão regulador europeu.
Bomba! Justiça dos EUA suspende temporariamente fusão entre Paramount e Warner Bros.



