O astro Michael Douglas, vencedor do Oscar de Melhor Ator em 1987 por ‘Wall Street – Poder e Cobiça’, revelou que o diretor Oliver Stone inicialmente detestou tanto sua atuação que chegou a perguntar se ele estava usando drogas durante as filmagens.
“Estávamos terminando a segunda semana de filmagens quando bateram na porta. ‘Ei, Mike, é o Oliver. Posso entrar?’. Eu disse: ‘Claro, pode entrar’. Ele entrou no trailer, sentou-se e perguntou: ‘Você está bem?’. Eu respondi: ‘Sim, estou bem’. Aí ele perguntou: ‘Você está usando drogas?’. Eu disse: ‘Não, não estou usando drogas’. E ele falou: ‘Porque parece que você nunca atuou na vida'”, relembrou o ator.
Douglas contou que não costumava assistir às diárias para avaliar sua performance. “Sou daquele tipo que sempre vê o que está errado ou o que não vai entrar no filme… então não presto muita atenção nas diárias. Aí eu disse: ‘Acho melhor eu dar uma olhada’, e ele respondeu: ‘É, é melhor mesmo'”.
“Então comecei a assistir com muita atenção, de forma bem crítica, e me pareceram muito boas. E eu ficava dizendo: ‘Acho que está muito bom'”, continuou Douglas sobre a retomada das filmagens.
Com o tempo, Stone mudou de opinião e passou a concordar com seu protagonista, que deu vida ao icônico Gordon Gekko ao lado de Charlie Sheen e Daryl Hannah. O longa acompanha a relação entre um jovem corretor da bolsa e um poderoso empresário do mercado financeiro.
“Ele estava disposto a me fazer odiá-lo pelo resto do filme só para me dar aquele empurrão extra”, disse Douglas sobre as críticas iniciais do diretor, que não foram levadas para o lado pessoal. “O histórico de sucesso dele com atores é bastante impressionante. Sou profundamente grato por ele ter me dado o papel e por ter me levado a outro nível”.




