Crítica | Lolo, o Filho da Minha Namorada

Crítica | Lolo, o Filho da Minha Namorada

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O amor de mãe é o combustível que capacita um ser humano comum a fazer o impossível. Dirigido pela queridinha francesa que todos nós amamos Julie Delpy (Antes do Amanhecer), a comédia Lolo, o Filho da Minha Namorada é um típico filme da sessão da tarde com uma imersões estranhas ligadas a uma certa psicopatia doentia do filho da protagonista. O longa-metragem, longe de ser um drama como alguns podem falar, é modelado para ser uma comédia para tirar muitos risos, porém, a trama é fraca e acaba não se sustentando ao longo dos sonolentos 99 minutos de projeção.

Na trama, acompanhamos a elegante, chique e bela quarentona Violette (Julie Delpy), uma produtora de eventos de Moda que mora em Paris. Certo dia, de férias no sul da França, acaba conhecendo o ‘hacker’ Jean René (Dany Boon), um homem que vive uma vida simples mas que está de mudança para a capital francesa. Logo, inicia-se um amor entre os dois. Quem não gosta nada disse é Lolo (Vincent Lacoste), o filho mimado de Violette, um jovem inconsequente e totalmente obsessivo na relação mãe e filho. Assim, lutando contra Lolo, Jean Rene precisará ter muita paciência para conseguir viver feliz ao lado do grande amor de sua vida.

Há uma certa camuflagem na apresentação dos personagens. Violette, por exemplo, se mostra firme e confiança no início do filme mas quando vemos a relação exagerada dela com o filho percebemos uma imaturidade ingênua, que é por pouco tempo explorada pela trama. Já Lolo, de filhinho querido da mamãe, vira um psicopata igual a de filmes de suspense. O único que se mantém bastante original é Jean René, pacato, humilde e amoroso o personagem tenta levar o filme nas costas e até consegue por boa parte da projeção. Mas os exageros que o roteiro comete, nas situações que passam os personagens, atrapalham demais e incomodam muito. O filme se mantém em uma linha reta, veste a camisa de ser uma trama artificial e sem graça.




Lançado em outubro do ano passado na França, Lolo, o Filho da Minha Namorada é uma água com bastante açúcar, completamente esquecível logo assim que dobramos a esquina na saída do cinema.

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