Os Melhores Filmes do Primeiro Semestre de 2015

Os Melhores Filmes do Primeiro Semestre de 2015

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Passamos da metade do ano. Embora muita coisa boa (e ruim) ainda esteja para estrear, já podemos avaliar o que foi 2015 (pelo menos a sua metade), nos primeiros seis meses de seu ano. Pensando nisso resolvemos formular nossa lista com os destaques tanto positivos quanto negativos de 2015. A lista dos piores já está no site, e agora seguimos com o lado bom, a lista – Os Melhores Filmes de 2015 (por enquanto). Veja:

O Ano dos Blockbusters:

Vingadores: Era de Ultron

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Um dos filmes mais aguardados pelos fãs, marcou o fim da fase 2 da Marvel. Embora não tenha sido tão satisfatório quanto o primeiro exemplar (embora muitos achem inclusive superior ao primeiro), o filme cumpriu bem sua missão de levar adiante a saga dos maiores heróis da Terra (pelo menos na Marvel) e apresentar novos personagens, como Visão, Feiticeira Escarlate e Mercúrio.




Velozes e Furiosos 7

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Se eu tivesse que escolher mais um blockbuster para pôr na lista dos dez, este seria o filme. A franquia de Vin Diesel e companhia encontrou seu caminho entendendo bem e abraçando o que verdadeiramente é: diversão extrema e despretensiosa. É o melhor sabor de pipoca. De quebra, “a família” se tornou uma das propriedades mais lucrativas da Universal na atualidade. Além de tudo isso, Velozes 7 tem teor triste de despedida para o ator Paul Walker.

Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros

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O parque foi reaberto e se tornou um enorme sucesso. Os dinossauros voltaram a fazer parte do imaginário coletivo, capturando toda uma geração novamente. Chris Pratt demonstra que, embora o novo Jurassic não seja um sucesso de crítica como Guardiões da Galáxia, seu carisma para superproduções é inegável.




TOP 10:

10 – Kingsman: Serviço Secreto (Kingsman: The Secret Service)

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É sempre bom vermos sucessos inesperados ocorrerem. Kingsman foi um desses filmes unânimes, que emplacou tanto com o público quanto com os críticos. Ao ponto de uma continuação já estar sendo produzida. Tudo bem que não é um material original, já que foi baseado nos quadrinhos de Mark Millar e Dave Gibbons. Mas convenhamos, assim como Kick-Ass, quantos conheciam a obra fonte? Esse é um filme de ação tipicamente britânico (ironizando o cinema de espionagem), e em partes vem daí nosso encantamento. Colin Firth arrebenta em seu primeiro filme blockbuster, e o mundo foi apresentado ao carismático Taron Egerton, o protagonista Eggsy.

9 – Enquanto Somos Jovens (While We´re Young)

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Quem curte cinema de verdade (e não apenas se distrair por duas horas vendo qualquer coisa na tela), gosta de conhecer e aprender um pouco mais sobre a arte de fazer um filme. Para isso, filmes que falam sobre filmes são sempre pontos altos. É justamente em tal lacuna que se encaixa esta nova produção do cineasta Noah Baumbach, responsável por Frances Ha (um dos melhores filmes de 2013). Enquanto Somos Jovens acabou de estrear nos cinemas brasileiros, chegando enaltecido como um dos melhores do ano pela imprensa internacional. Ben Stiller e Naomi Watts são dois profissionais de cinema, que chegam à meia idade querendo se reinventar. Para isso, o jovem casal Adam Driver e Amanda Seyfried (na faixa dos vinte e poucos anos) se tornam a companhia perfeita. Quem já passou dos trinta começa a se identificar.

8 – O Amor é Estranho (Love is Strange)

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Sucesso em festivais de cinema pelo mundo, esta é mais uma produção pequena e independente, mas que possui mais sensibilidade do que a maioria dos filmes grandes e extremamente mecânicos que chegam aos montes. Aqui, o foco são os sentimentos e os personagens bem explorados, tão realísticos que parecemos estar assistindo a um documentário. Somos incluídos nessa história, como um dos amigos do casal afetuoso de terceira idade, vivido por John Lithgow e Alfred Molina. Vivendo juntos há quase quarenta anos, o casal é forçado a se separar por problemas financeiros, precisando se abrigar na casa de amigos. Além de ser uma bonita história de amor maduro, o filme aborda ainda um dos maiores pavores dos EUA, a crise econômica.

7 – Dois Dias, Uma Noite (Deux Jours, Une Nuit)

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Um filme francês está na lista, mas não se assustem. Esse é um filme protagonizado pela francesa número 1 em Hollywood, Marion Cotillard (A Origem e Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge). Cotillard inclusive foi indicada ao Oscar este ano pelo trabalho – novamente num filme falado em sua língua e não em inglês (isso que é moral). Este também é um filme que fala sobre um fantasma ou monstro adulto, mais assustador do que qualquer criatura de uma produção de terror – o fantasma do desemprego. Cotillard interpreta uma mulher que será cortada do trabalho numa fábrica, a menos que todos os seus colegas votem para que ela fique. O problema é que com a saída da protagonista, todos aumentariam seus salários. Agora, ela precisa ir de casa em casa pedir de forma humilhante para que seus companheiros permitam que ela mantenha o emprego. Cotillard está fantástica.

6 – Acima das Nuvens (Clouds of Sils Maria)

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Outro filme que escancara os bastidores do mundo do cinema para os fãs. Aqui, no entanto, é o relacionamento de atrizes e seus agentes que se torna o foco. A musa francesa Juliette Binoche interpreta uma atriz veterana, que já esteve no topo do mundo, mas agora começa a envelhecer, precisando aceitar papéis coadjuvantes. A mulher tem que aprender a lidar com seu ego inflado, e o faz com a ajuda da assistente e amiga, interpretada por Kristen Stewart (ótima no papel, se tornando a primeira atriz americana vencedora do César, o Oscar francês, pelo filme). Chloe Grace Moretz completa o elenco na pele de uma jovem estrela problemática do momento, que ficará com um papel que havia sido de Binoche no passado, em uma nova produção.

5 – Frank

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Quem assiste a muitos filmes gosta de receber coisas novas, já que em sua grande maioria vemos muito do mesmo. Por isso, Frank chega como ar refrescante, apresentando um filme de teor bem inusitado. O ótimo Michael Fassbender aceita o desafio e deixa o ego de lado para interpretar um personagem que não mostra o rosto em 90% da projeção. Você já deve ter visto imagens do personagem Frank, o líder de uma banda de indie rock e sua cabeçorra, uma grande máscara de papel machê. O filme nos leva por uma viagem musical ao lado de personagens interessantes e curiosos, que se exilam num retiro para a composição de seu novo disco. Domhnall Gleeson é o protagonista, que se torna nossos olhos e guia através dessa experiência única. Frank é divertido, engraçado e emotivo na medida certa.

4 – Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road)

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O ano dos blockbusters está sendo realmente bom para os blockbusters. Em sua maioria todos agradaram, e uma verdadeira bomba ainda não surgiu (embora tenham existido críticas um pouco mais duras a Vingadores: Era de Ultron, Terremoto e Jurassic World). Para incluir nesta lista, fiquemos com o melhor de todos, o quarto Mad Max. Mais uma vez centrado num futuro pós-apocalíptico, Max assumiu as formas de Tom Hardy desta vez. No entanto, os verdadeiros destaques desta superprodução foram a protagonista ultrafeminista de Charlize Theron (num filme de macho, o ponto alto foi uma mulher bem desenvolvida – ótimo e inusitado), e o uso de um cinema da velha guarda, numa era dominada pelos efeitos de computadores.

3 – Whiplash: Em Busca da Perfeição (Whiplash)

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Mais uma vez um filme que aborda o tema da música chega na lista, dessa vez numa posição privilegiada. E quem não gosta de filmes que falem de música também. A relação de professor e aluno nunca será vista da mesma forma após a briga pessoal e profissional de Andrew (Miles Teller) e Fletcher (J.K. Simmons – um dos melhores atores do ano). Numa aula de música, a bateria ganha os holofotes e o protagonista Andrew deseja superar seus limites para se tornar o melhor. A ambição é identificável para muitos, e o sacrifício (pondo em risco a vida pessoal) na maioria das vezes compensa. Mas quando pela frente se tem o exigente (para dizer no mínimo) Fletcher, nosso melhor pode não ser o suficiente. Edificante, surpreendente e simplesmente estarrecedor, Whiplash é bom em variados níveis. Esse é um roteiro majestoso do estreante Damien Chazelle.

2 – O Ano Mais Violento (A Most Violent Year)

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JC Chandor se confirma como um dos melhores cineastas da atualidade. São três trabalhos e três obras-primas, quantos diretores hoje podem ser definidos assim? Depois de Margin Call (2011) e Até o Fim (2013), Chandor retorna com este filme de máfia e crime bem diferente. Para começar não existem tiros ou mortes. A tensão é criada pela não violência, pelo desejo de legitimidade do protagonista. É o pós-máfia, o filme que mostra o que acontece quando ex-criminosos deixam a antiga vida para trás, e lutam com todas as forças para que ela não volte. O Ano Mais Violento é a antítese de todos os filmes de máfia, e Chandor cria em cima da sua desestruturação. Fora isso, temos protagonistas do nível de Oscar Isaac e principalmente “a monstruosa” Jessica Chastain, em provavelmente sua melhor atuação no cinema. A melhor homenagem ao cinema de máfia em tempos recentes.

1 – Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

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Não tem outro. Birdman ganhou o Oscar merecidamente, no entanto, é correto dizer que não é um filme para todos. Ele faz parte do subgênero citado duas vezes antes nessa lista, filmes sobre o mundo do cinema e artístico em geral. Quem se interessa pelas dificuldades de montar uma peça de teatro na Broadway? Ou pela forma com que a crítica de um veículo importante pode influenciar uma carreira? E ainda pela discussão genuína de entretenimento versus arte? Bem, todos que dizem gostar de cinema deveriam, porque Birdman aponta o dedo justamente na sua cara. No mundo atual de jovens dispersos que ditam as tendências de filmes, sempre precisando de uma explosão a cada 15 minutos, ou brigas de super-heróis, Birdman é realmente “um animal em extinção”. Para começar, é válido dizer que é muito mais cinema do que as coisas que a maioria diz adorar. Michael Keaton se reinventa quebrando a quarta parede e interpretando basicamente a si mesmo. E o diretor Alejandro Gonzáles Inarritu resiste provando que o verdadeiro cinema, em toda a sua glória, ainda não morreu.

Menções Honrosas:

Para Sempre Alice (Still Alice), de Richard Glatzer e Wash Westmoreland.
A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante.
Dívida de Honra (The Homesman), de Tommy Lee Jones.
Miss Julie, de Liv Ullman.
Corações de Ferro (Fury), de David Ayer.
Dois Lados do Amor (The Disappearence of Eleanor Rigby), Ned Benson.
O Duplo (The Double), de Richard Ayoade.
Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queirós.
Sniper Americano (American Sniper), de Clint Eastwood.
A Incrível História de Adaline (The Age of Adaline), de Lee Toland Krieger.

Lançamentos em Vídeo:

Complicações do Amor (The One I Love), de Charlie McDowell.
A Vida de Roger Ebert (Life Itself), de Steve James.
Sem Rumo (Rudderless), de William H. Macy.
The Babadook, de Jennifer Kent.
O Predestinado (Predestination), de Michael Spierig e Peter Spierig.
O Atalho (Meek´s Cutoff), de Kelly Reichardt.
Escudo de Palha (Hara No Tate), de Takashi Miike.
Histórias de Amor (Liberal Arts), de Josh Radnor.
Os Mais Jovens (Young Ones), de Jake Paltrow.
Uma Manhã Suave (Some Velvet Morning), de Neil LaBute.
Queria que Você Estivesse Aqui (Wish You Were Here), de Kieran Darcy-Smith.
Irmãos Desastre (The Skeleton Twins), de Craig Johnson.
Laços de Sangue (Blood Ties), de Guillaume Canet.
A Entrega (The Drop), de Michaël Roskam.
Canção para Marion (Song for Marion), de Paul Andrew Williams.
Histórias que Contamos (Stories We Tell), de Sarah Polley.

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