10 curiosidades de ‘Cruella’, a melhor adaptação em live-action da Disney

Lançado em 2021, o filme da Cruella enfrentou um dos mais complexos períodos de lançamento nos cinemas: o auge da pandemia de Covid-19. Programado para ser um hit de início de ano, o longa acabou enfrentando um lançamento híbrido que virou um dos centros das polêmicas de Hollywood na Era do Coronavírus.

Ainda assim, a situação foi contornada e o filme arrecadou cerca de 233 milhões de dólares, além de ter brilhado no Oscar. Considerado uma das melhores adaptações em live-action da Disney, o filme reuniu uma porção de fãs. Pensando nisso, o CinePOP selecionou 10 curiosidades que você talvez não conheça sobre Cruella. Confira!

Figurinos

O grande destaque do filme são os figurinos. Para ajudar na criação, a produção contratou a designer e estilista Jenny Beavan, após o diretor do filme, Craig Gillespie, ficar encantado pelo trabalho dela em Mad Max: Estrada da Fúria (2015). Para Cruella, Jenny criou 277 peças de figurino, sendo 47 exclusivamente para a protagonista. O resultado foi seu terceiro Oscar de Melhor Figurino.

Outro mundo

Apesar de ser um filme live-action sobre as origens da Cruella, esse longa é ambientado em um universo alternativo. Ou seja, a Estella de Emma Stone não é a mesma Cruella que viria a aterrorizar os cachorrinhos na animação 101 Dálmatas (1961) e também não é a mesma vilã interpretada por Glenn Close em 101 Dálmatas (1996) e 102 Dálmatas (2000).

Participação

Por falar em Glenn Close, o filme começou a ser desenvolvido em 2013 e muitos atribuíram uma nova participação da atriz no longa. Porém, como não seria a mesma personagem que Glenn interpretou no final da década de 1990, os rumores acabaram em 2016, quando Emma Stone foi escalada para o papel da protagonista. Ainda assim, Glenn Close participou do filme como produtora executiva do longa.

Cabelo de confiança

Quando ficou definido que o filme seria sobre o mundo da moda, com a Cruella vivenciando essa experiência intensa em meio à jornada em busca de seu sonho, a atriz Emma Stone conversou com a direção e falou sobre a possibilidade de utilizar diversos penteados diferentes junto com os figurinos. Para isso, ela sugeriu a contratação de sua cabelereira, Nadia Stacey, com quem trabalhou em A Favorita (2018), para criar as perucas para o filme.

Homenagens

Apesar de não ser uma prequel das versões anteriores da Cruella, o filme presta algumas homenagens à história da personagem. Por exemplo, o som da buzina utilizada no caminhão que leva Estella à prisão é o mesmo utilizado no carro da personagem na animação original. Da mesma forma, na cena em que ela está no hotel, é possível reparar que a jovem está assistindo o filme Um Barco e Nove Destinos (1944), que traz a atriz Tallulah Bankhead. O visual dela foi utilizado pelos artistas da Disney para criar a Cruella da animação.

Vetou

Apesar de contar com diversos elementos que compõem a mitologia da personagem, um deles foi deixado de lado: o famoso cigarro que a vilã fuma com elegância. No novo filme, o fumo foi banido da personalidade da Cruella porque a Disney tem uma regra interna de não promover a imagem de cigarros em seus filmes – regra esta que foi estabelecida em 2007.

Inspiração

O filme é livremente inspirado no livro The Enchanted Kingdom Of Sir Thomas Tattletale (O Reino Encantado de Sir Thomas Tattletale), escrito por Johnathan Hallgrey e lançado em 2017. A trama faz uma menção explícita ao livro no nome do jornal em que Anita trabalha, por exemplo, que se chama “Tattletale”.

Além disso, a grande vilã do filme, a Baronesa, é inspirada pela Baronesa Galiana von Chatouiller, do livro. Da mesma forma, a infância da protagonista do filme é bem parecida com a de Gloria Peekaboo. Ambas eram crianças excêntricas, herdeiras de impérios relacionados à moda e extremamente rebeldes.

A trama do livro é bem curiosa, porque se passa em um mundo steampunk da Inglaterra de 1922. Nela, o jovem Thomas Tatlletale cresce em uma mansão com sua mãe, onde descobre ter uma habilidade especial: seu riso tem poder de cura. Após o resto da família descobrir esse poder, o rapaz vira alvo de um ricaço da família que planeja sequestrá-lo. Só que o garoto não é bobo e se junta às tias para embarcar em uma aventura pelo mundo.

Baronesa Veste Prada

Quem assistiu o filme e sentiu um “quê” de Miranda Priestly na Baronesa, a vilã da história, acertou. Isso porque a primeira versão do roteiro do filme foi escrita por Aline Brosh McKenna, roteirista de O Diabo Veste Prada (2006). A versão final contou com diversas modificações, mas a personalidade e história da Baronesa foi mantida na versão final, com Aline sendo creditada como uma das roteiristas da trama.

De olho no clássico

Diferentemente das versões anteriores, a Cruella deste filme é amiga pessoal de Jasper e Horácio, em vez de tê-los apenas como capachos desprezíveis. Inclusive, para dar vida ao Horácio, o ator Paul Walter Hauser se inspirou no trabalho de Bob Hoskins como o Smee de Hook: A Volta do Capitão Gancho (1991), que é um capacho que conta com um tipo de estima do grande vilão do longa.

Polêmica

Quando assinou o contrato para estrelar o filme, Emma Stone tinha assinado um termo que daria a ela participação na bilheteria que o longa arrecadasse nos cinemas. Porém, com a pandemia, o filme acabou tendo um lançamento híbrido porque os principais cinemas do planeta estavam fechados. Com isso, o longa foi direcionado para o Disney+ por meio do Premier Access, uma ferramenta do site que permitia o usuário “comprar” o filme antecipadamente por R$ 69,90. Estima-se que o longa tenha arrecadado cerca de 20 milhões de dólares na semana de estreia na plataforma. Essa opção, em vez de segurar os filmes para lançá-los posteriormente nos cinemas, rendeu uma briga histórica entre a Disney e a atriz Scarlett Johansson, que sofreu o mesmo problema com Viúva Negra (2021). Porém, diferentemente de Johansson, Emma Stone disse publicamente que estaria considerando entrar com um processo contra a Disney, mas desistiu depois do estúdio confirmar uma sequência estrelada por ela.

Cruella está disponível no Disney+.

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Pedro Sobreiro
Pedro Sobreirohttps://cinepop.com.br/
Jornalista apaixonado por entretenimento, com passagens por sites, revistas e emissoras como repórter, crítico e produtor.