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10 curiosidades de ‘Indiana Jones e o Templo da Perdição’, um dos mais SOMBRIOS da saga


Considerado o filme mais sombrio da saga do aventureiro mais famoso dos cinemas, Indiana Jones e o Templo da Perdição divide muito a opinião de alguns fãs. Enquanto alguns acreditam que ele adiciona elementos do terror sobrenatural de forma muito bem-vinda à franquia, outros o consideram pesado demais para uma saga que começou como uma aventura para todas as idades.

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Independentemente das opiniões, o longa foi um sucesso, garantindo mais três capítulos após esse. Mais do que isso, ele segue como um clássico da aventura e do cinema, trazendo momentos memoráveis e cenas que entraram para a história da sétima arte. Por conta disso, o CinePOP separou 10 curiosidades sobre o longa. Confira!



Estreia dourada

O Templo da Perdição foi o primeiro trabalho do ator Ke Huy Quan, que interpretou o Short Round e depois faria o Dado, de Os Goonies. A parte mais curiosa é que ele não foi para as audições fazer um teste, mas sim para dar apoio moral ao irmão, que tentava conseguir o papel. Só que ele ficava o tempo inteiro orientando o irmão, dizendo a ele o que fazer. Sua atitude chamou a atenção de Spielberg, que o convidou para improvisar aquela cena em que o Shortie briga com o Indy ao vê-lo trapaceando no carteado. A cena agradou tanto que ele foi escolhido dentre seis mil atores mirins. E o mais legal é que anos mais tarde, no Oscar 2023, quando Ke venceu na categoria de Melhor Ator Coadjuvante, ele reencontrou Harrison Ford na cerimônia, rendendo uma das fotos mais legais do evento.

Mentoria

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O improviso da duplinha nos testes foi apenas um reflexo do que seria a química entre Ke Huy Quan e Harrison Ford. Eles realmente se entendiam muito bem dentro e fora das telas, já que Harrison assumiu um posto de mentor do garoto, que era muito curioso e estava disposto a aprender. Inclusive, durante as filmagens do longa no Sri Lanka, eles estavam tirando um tempinho para descanso no hotel. Ford viu Ke encarando a piscina algumas vezes, mas nunca entrava. Ele correu até o pimpolho e perguntou se ele sabia nadar. O garoto disse que não. Foi assim que Harrison Ford ensinou Ke Huy Quan a nadar.

Nunca aconteceu

A cena de abertura original seria uma perseguição de Indy (Harrison Ford) na Muralha da China. Ele usaria uma moto para fugir dos vilões. No entanto, o governo chinês proibiu as filmagens, então a ideia foi descartada. No lugar dela entrou o bar em Shangai, que foi uma sequência baseada em uma cena pensada para fazer parte do primeiro filme, mas que também acabou sendo descartada na época. A cena teria Indy e Marion fugindo de tiros atrás de um gongo de ferro. Partindo desse momento, eles bolaram a cena do bar para encaixar o gongo.

Desejo antigo

A cena mais icônica do filme, sem sombra de dúvidas, é a perseguição nos carrinhos de mineração. Além de ser extremamente bem executada, ela virou sinônimo do longa por sintetizar bem a proposta suja e sombria que tomou conta desta aventura. Assim como a cena do gongo em Shangai, essa sequência foi planejada para fazer parte do primeiro filme, mas acabou sendo descartada na época. Com a continuação aprovada pelo estúdio, George Lucas e Steven Spielberg decidiram usá-la. Felizmente.

Cronologia

Por mais que o filme seja o segundo da franquia, cronologicamente falando, ele é ambientado um ano antes de Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida, o primeiro filme lançado nos cinemas. Isso se deu porque o roteirista George Lucas não queria que os vilões fossem os nazistas de novo. Dessa forma, a saída encontrada foi colocar a aventura para acontecer em 1935, antes do regime nazista tomar a Alemanha e começar a Segunda Guerra Mundial.

Elenco canino

Uma das curiosidades mais legais da franquia é que o apelido do protagonista, Indiana, foi uma homenagem ao cachorro do George Lucas, um simpático Malamute-do-alasca, cujo comportamento também inspirou outro ícone do cinema: o Chewbacca.

Mas a influência canina não parou por aí. Isso porque outros dois personagens da franquia receberam nomes dos doguinhos da equipe criativa.

Em O Templo da Perdição, a cantora Willie ganhou esse nome em homenagem à Cocker Spaniel de Steven Spielberg. Essa da foto ao lado.

Já o garotinho Short Round foi chamado assim por conta do cachorrinho do roteirista Willard Huyck, que, por sua vez, recebeu esse nome por causa de um personagem do filme Capacete de Aço, de 1951.

Amor de bastidores

Kate Capshaw, que interpreta a Willie, detestava sua personagem porque, para ela, a cantora não passava de uma loira burra e escandalosa. Da mesma forma, Spielberg já assumiu que não gosta muito de O Templo da Perdição por achá-lo sombrio demais ante o resto da franquia, mas diz que tem um lugar especial em seu coração por ter sido o filme que o fez conhecer Kate, com quem é casado desde 1991. Inclusive, em O Reino da Caveira de Cristal (2008), haveria uma piada do Dr. Jones dizendo que a Willie havia casado com um diretor de cinema, fazendo referência a Spielberg, mas acabaram cortando. Em uma das cenas de O Templo da Perdição, Willie seria atacada por cobras, o que causou pânico em Kate. Ela foi até Spielberg e pediu para cortar a sequência. Ele não gostou muito, mas entendeu o ponto da atriz e substituiu o momento por uma piada na qual ela confunde uma cobra com a tromba de um elefante. É algo rápido e hilário, sem riscos para a atriz. Anos mais tarde, Spielberg brincou dizendo que Kate só aceitou seu pedido de casamento por ele ter aceitado remover a sequência original deste filme.

Insetos

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Divulgação/ Paramount Pictures.

Outra cena impactante do longa é aquela em que a Willie está seguindo os gritos do Indiana Jones em uma câmara secreta no palácio e acaba sendo atacada por insetos que caem sobre seu corpo, arrancando gritos de puro horror da loira. E não foi encenação, ela estava realmente apavorada já que Spielberg apelou para a estratégia mais prática possível: jogar cerca de 2 mil insetos de verdade sobre o corpo da atriz. De primeira, ela achou aquilo uma loucura, mas acabou sendo convencida a enfrentar seu medo de insetos. Para conseguir filmar, ela foi para a cena praticamente dopada com remédios sedativos. Segundo a atriz, deu certo. Ela adorou o resultado final nas telonas e conseguiu imprimir bem o horror que sentiu em cena.

Estereótipo incômodo

Considerada uma das personagens mais irritantes da franquia, senão a mais irritante, a pobre da Willie foi realmente pensada como a donzela em perigo da saga, uma personagem que é burrinha, estonteantemente bonita, vazia de motivações (ela está ali apenas pelos diamantes e porque não sabia voltar para casa sozinha) e ridiculamente escandalosa. E isso foi refletido na quantidade de gritos que ela deu ao longo do filme. foram nada menos que 71 gritos registrados em aproximadamente 2h de duração. O mais interessante disso tudo é que Kate Capshaw não sabia gritar de um jeito “cinematográfico” quando foi escolhida para o papel. Então, ela precisou tomar aulas com ‘profissionais do grito’ para aprender a gritar durante as filmagens. Sobre a personagem ser ‘burrinha’, Kate foi a principal crítica dessa falta de motivações durante os bastidores, mas não conseguiu mudar muitas coisas.

No shape

Apesar de ter uma atuação extremamente elogiada por público e crítica em Caçadores da Arca Perdida, Harrison Ford não gostou de seu visual no filme. Ele achava que seu corpo estava adequado para o de um professor universitário, mas não para o de um aventureiro que corria, pulava e matava nazistas. Então, ele adotou uma dieta estrita e embarcou numa rotina intensa de exercícios para ganho de massa muscular. Por isso que ele está com seu corpo no auge físico neste capítulo. Ele também fez a maioria de suas cenas de ação, porque acreditava que daria mais realismo. Foi muito empenho.

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Indiana Jones e o Templo da Perdição está disponível no Telecine.

Pedro Sobreirohttps://cinepop.com.br/
Jornalista apaixonado por entretenimento, com passagens por sites, revistas e emissoras como repórter, crítico e produtor.
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