Youtubers que resumem filmes estão sendo PRESOS

De acordo com o Torrent Freak, pelo menos seis YouTubers foram presos no Japão desde junho de 2021 por compartilharem resumos de filmes na plataforma de vídeos.

No país oriental, a violação de direitos autorais é uma prática extremamente condenada e o departamento de crimes cibernéticos vem apertando o cerco aos internautas desde 2018.

Um dos YouTubers condenado à prisão foi identificado como Yukio Takasugi, de 48 anos, que administrava o canal Fast Cinema e publicava cortes de 10 minutos de variados títulos.

Antes de ser preso, Takasugi recebeu intimações para remover o conteúdo de seu canal e chegou a protestar com um comunicado da mídia, alegando que não estava praticando nenhum crime.

Por outro lado, distribuir conteúdo licenciado sem permissão dos donos da propriedade é considerado no Japão, assim como aqui no Brasil.

No entanto, as leis aplicadas aos direitos autoriais no Japão é muito mais rígida e inflexível, sem abrir brechas para que os acusados se defendam.

O YouTuber ainda disse que prestava um trabalho de assistência a pessoas que não têm tempo de assistir a um filme de 2h, então ele resumia a narrativa em apenas 10 minutos para ajudar seus inscritos a decidirem se queriam assistir ao filme completo ou não.

Depois de sua declaração, o grupo anti-pirataria Content Overseas Distribution Association (CODA) acionou a polícia contra o YouTuber.

O CODA também descobriu que Takasugi cobrava 500 ienes (cerca de R$ 22) mensais aos inscritos para continuar divulgando os resumos, que incluem filmes aclamados, como Parasita, vencedor do Oscar em 2020.

Além disso, os membros da organização deixaram claro que uma das principais violações do YouTuber é que ele estava lucrando valore que deveriam ser direcionados aos responsáveis pelos filmes resumidos.

Em dezembro de 2021, ele foi levado à delegacia da Província de Miyagi para prestar depoimento e seguiu compartilhando conteúdo em seu canal, até que foi preso formalmente no dia 15 de fevereiro.

Em junho de 2021, quando a primeira pessoa que compartilhava esse tipo de conteúdo foi presa, ela disse que já havia recebido 1.500.000 ienes (aproximadamente R$ 66.807) desde que começou a abastecer o canal em abril de 2020, e confirmou que sabia que estava comentendo um crime.

Entre os seis condenados, um deles recebeu dois anos de regime fechado e uma multa equivalente a R$ 89.385. Outro pegou 18 meses de reclusão e terá que pagar R$ 44 692.

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