O Mês do Orgulho celebra a comunidade LGBTQIA+ e a diversidade sexual e de gênero do mundo – e, ano após ano, torna-se mais importante por representar uma luta constante e que ainda tem muito a angariar para uma das parcelas mais oprimidas da sociedade.
Ao longo desse mês, traremos diversas dicas de produções queer para quem quiser conferir – e a mais nova dela elenca as dez melhores produções do gênero do século (até agora), focando principalmente no impacto que causaram no cenário do entretenimento.
Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual o seu favorito:
10. HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO (2014)

A sutileza de ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’ é, de longe, seu maior mérito. Girando em torno de Leonardo, um garoto cego que já se acostumou à sua condição, mas é constantemente assediado por seus colegas de sala, a narrativa principal baseia-se muito nas comédias românticas hollywoodianas para aprofundar os sentimentos confusos e gradativos que o protagonista começa a sentir com a chegada de um novo garoto à escola, Gabriel. Além de um tratamento delicado sobre o assunto, o filme foi indicado ao GLAAD Awards, maior prêmio LGBTQ+ do entretenimento.
9. COLETTE (2018)

Keira Knightley nos deu mais uma incrível interpretação ao estrelar a cinebiografia ‘Colette’, inspirada na vida da escritora francesa Gabrielle Colette. A romancista e jornalista havia sido contratada para assinar os livros do pedante Henry Gauthier-Villars (Dominic West), casando-se com ele até descobrir suas falcatruas. Os dois permaneceram juntos em laços matrimoniais de fachada, mas Colette se tornou amante da duquesa Mathilde de Morny (Denise Gough). Seu legado segue vivo e, até hoje, são levantados em pautas feministas pelo mundo inteiro que a levantam como um emblema essencial.
8. 120 BATIMENTOS POR MINUTO (2017)

Dirigido por Robin Campillo, ‘120 Batimentos por Minuto’ tornou-se uma das grandes produções de 2017, levando para casa nada menos que quatro estatuetas do Festival de Cannes. A trama nos leva de volta para o início dos anos de 1990, na França, onde um grupo ativista conhecido como Act Up está intensificando seus esforços para que a sociedade reconheça a importância da prevenção e do tratamento em relação a Aids.
7. TANGERINA (2015)

Em ‘Tangerina’, após descobrir que foi traída por seu namorado e cafetão enquanto estava na prisão, uma prostituta e sua melhor amiga saem em busca do traidor e sua nova amante para se vingar. Dirigido por Sean Baker, a dramédia se tornou uma sensação de 2015 após sua estreia no Festival de Sundance, conquistando aclamação crítica e inúmeras outras condecorações.
6. CIDADE DOS SONHOS (2001)

David Lynch é conhecido por gostar de chocar seu público. E é isso o que ele faz com grande sucesso no filme ‘Cidade dos Sonhos’, protagonizado por Naomi Watts e Laura Harring. Misturando o mundo real com as inconstâncias do paralelismo onírico, a história de mistério é perscrutada por uma gradativa tensão sexual pautada no desejo e no primitivismo humano entre as personagens principais, que eventualmente consumam sua atração uma pela outra em uma incrível e memorável sequência.
5. DOR E GLÓRIA (2019)

O sensível retrato semi-biográfico de Pedro Almodóvar alcançou o patamar de um dos melhores longas-metragens da década passada. ‘Dor e Glória’, comandado pela poderosa atuação de Antonio Banderas e de Penélope Cruz, tem um peso inegável por sua beleza cinematográfica, aliada a um roteiro perscrutado por honrarias metalinguísticas que exploram desde a infância até o auge e a consequente decadência do cineasta Salvador Mallo (Banderas), incluindo seu retorno para a infância, a descoberta de sua orientação sexual quando pré-adolescente e seu caso de amor perdido.
4. RETRATO DE UMA JOVEM EM CHAMAS (2019)

Céline Sciamma ganhou fama com ‘Un Certain Regarde’ em 2007, vindo a comandar o poderoso ‘Tomboy’ alguns anos depois; entretanto, seu grande momento viria ano passado com o lançamento do drama de época ‘Retrato de Uma Jovem em Chamas’, que gira em torno de duas mulheres totalmente diferentes que se apaixonam sob circunstâncias inesperadas. A trama acompanha pintora que tenta fazer seu nome em um mundo dominado pelos homens, sendo recrutada por uma excêntrica condessa para pintar o retrato de sua filha rebelde.
3. O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN (2005)

Estrelado por Jake Gyllenhaal e Heath Ledger, ‘O Segredo de Brokeback Mountain’ traz uma história de descobrimento e amor dentro de uma sociedade extremamente conservadora e preconceituosa – sem precisar falar dos tabus que envolvem esse círculo incorruptível e essencialmente humano. O filme gira em torno de dois vaqueiros, Ennis e Jack, que viajam para Brokeback Mountain, no estado de Wyoming, para trabalharem como pastores. Lá, ambos passam a nutrir de sentimentos profundos um pelo outro e forçados a esquecer do que viveram para voltarem à vida que conheciam.
2. CAROL (2015)

‘Carol’ causou grande comoção ao chegar aos cinemas em 2015 e garantiu indicações ao Oscar para Cate Blanchett e Rooney Mara. A história é centrada no crescente romance às escondidas que se desenvolve entre a personagem titular, uma rica mulher que esconde quem realmente é, e Therese, uma lojista que é instantaneamente fisgada pelo magnetismo da socialite. Os temas da sexualidade e da descoberta, assim como em outros filmes do gênero, são tratados com sutileza, sensualidade e uma verdade pungente e derradeira sobre o “amor proibido”.
1. MOONLIGHT: SOB A LUZ DO LUAR (2016)

Vencedor da estatueta de Melhor Filme no Oscar 2018, ‘Moonlight: Sob a Luz do Luar’ é uma análise subjetiva, emocionante e muito relevante sobre inúmeros temas, incluindo tráfico de drogas, racismo, pobreza e principalmente, apesar de extremamente sutil, a aceitação da sexualidade. Desde criança, o protagonista sofria com comentários incisivos sobre seu jeito “afeminado” e não aceito na comunidade onde morava. Conforme crescia, Chiron e seu melhor amigo Kevin veem uma amizade de décadas se transformando em sentimentos confusos e inescapáveis.



