O novo longa-metragem ‘Citizen Vigilante’, comandado pelo controverso diretor Uwe Boll, frequentemente rotulado por críticos como um dos piores cineastas da história, continua gerando intensos debates pelo mundo. No entanto, o desdobramento mais inusitado dessa nova produção veio diretamente de seu protagonista: o ator Armie Hammer decidiu detonar publicamente o filme.
De acordo com informações do World of Reel, a reação do ator ocorreu logo após a estreia da produção, que já vinha dividindo opiniões políticas extremas e acabou sendo banida das salas de cinema da Alemanha por, supostamente, promover mensagens anti-imigração.
Em vez de celebrar a repercussão do lançamento, uma fonte próxima a Hammer revelou que ele ficou profundamente incomodado ao assistir à versão final da obra. O ator teria descrito o resultado como “odioso” e “repugnante”, desabafando que “esse não era o filme que ele acreditava estar fazendo”.
Na trama, Hammer interpreta um vigilante que tem como alvo central populações imigrantes. A forte carga ideológica fez com que as autoridades alemãs impedissem a exibição do longa nos cinemas do país, sob a justificativa de que a obra disseminava discursos anti-imigração e anti-islâmicos.
Em meio ao bloqueio europeu, o bilionário Elon Musk chegou a publicar temporariamente o filme na íntegra na rede social X (antigo Twitter), amplificando ainda mais o alcance da controvérsia.
Fontes ligadas aos bastidores afirmam que Armie Hammer tinha ciência de que o projeto possuía uma inclinação conservadora, mas não imaginava o tom que a mensagem final ganharia. Segundo os relatos, o diretor Uwe Boll trabalhou em ritmo acelerado e entregou à equipe apenas um roteiro resumido, omitindo o escopo completo das cenas. Hammer alega que o produto final foi drasticamente modificado na sala de edição.
A justificativa do ator, contudo, tem sido recebida com forte ceticismo pela indústria de Hollywood. Pessoas próximas ao projeto destacam que Hammer atravessava um momento profissional extremamente delicado e estava disposto a aceitar praticamente qualquer papel após anos enfrentando dificuldades para conseguir novos trabalhos devido a polêmicas em sua vida pessoal.
Além disso, críticos apontam que o teor do roteiro dificilmente passaria despercebido durante as filmagens. Em uma das sequências mais brutais do longa, o personagem de Hammer invade a residência de uma família muçulmana e assassina os pais e a filha, em uma retaliação direta ao envolvimento do filho daquela família em uma gangue. Diante de cenas com tamanha carga de violência explícita, muitos questionam até que ponto o ator realmente desconhecia o teor final de ‘Citizen Vigilante’.
LEMBRANDO QUE AS INFORMAÇÕES AINDA NÃO FORMAM CONFIRMADAS E DEVEM SER TRATADAS COMO RUMORES.
Atualmente, o longa está disponível na América do Norte por meio das plataformas iTunes, Amazon, Fandango e Google Play. De acordo com Boll, o filme já arrecadou cerca de US$ 600 mil.
Como o orçamento da produção foi de aproximadamente US$ 2 milhões, o diretor ainda busca recuperar o investimento antes de tirar do papel a sequência, prevista para o próximo ano.
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First look at Armie Hammer in Uwe Boll’s new film ‘THE DARK KNIGHT’, his attempt at an acting comeback.
The film follows a vigilante who hunts down criminals.
(Source: https://t.co/CHEaelU8tm) pic.twitter.com/WxHB4BANja
— DiscussingFilm (@DiscussingFilm) February 13, 2025
O filme se chamaria ‘The Dark Knight‘, mas teve seu título alterado para ‘Citizen Vigilante‘ após os produtores receberem uma notificação extrajudicial da Warner Bros.
Baseado em um roteiro original de Boll, Hammer interpreta Sanders, um homem que decide fazer justiça com as próprias mãos, iniciando uma missão para caçar criminosos. Enquanto sua cruzada o transforma em uma sensação nas redes sociais e em um herói aos olhos do público, o chefe de polícia local o vê como uma ameaça à sociedade e tenta impedi-lo.
Vale lembrar que, após dirigir fracassos como ‘House of the Dead’, ‘Alone in the Dark’ e ‘BloodRayne’, o diretor Uwe Boll anunciou sua aposentadoria aos 51 anos, em 2016.
Na época, ele ficou furioso ao ser eleito o pior diretor da história do cinema e criou um abaixo-assinado, prometendo parar de dirigir filmes caso o número de assinaturas chegasse a 1 milhão — o que realmente aconteceu.
Já Armie Hammer está tentando reaver sua carreira após ser banido de Hollywood em 2021 por acusações de assédio e tentativa de canibalismo em 2021.

