Todo dia, tiro uns minutos para dar uma olhada nos catálogos dos streamings sempre à procura de algum título interessante que possa trazer reflexões para vocês. Navegando pelo Prime Video na noite de ontem, me deparei com Masterplan, dirigido pelo cineasta francês Thomas Vincent. Um filme sem brilho, que mais parece um repeteco de fórmulas batidas de produções sobre roubos mirabolantes. Um longa-metragem que você assiste e logo esquece.
Com tantas possibilidades de explorar a criatividade que a linguagem cinematográfica oferece e transformar uma ação em algo grandioso, o projeto insiste em se esconder em acomodadas receitas de bolo, que unem a comédia à ação de forma caricata, transformando o fantasioso em exagerado, algo que culmina em tediosos 110 minutos de projeção.

Chiara (Simona Tabasco) uma ladra italiana especialista em computação, e Jay (Victor Belmondo), um criminoso francês expert em explosivos, se conhecem de maneira inusitada ao tentarem entrar na casa de Roger (Stanley Tucci), um outro bandido que se identifica como pai deles. Juntos, os três embarcam em um próximo objetivo, que pode ser o definitivo de suas vidas: roubar a Mona lisa.

Partindo de uma forçada junção familiar, esquecendo de desenvolver além da superfície personagens, cujos passados são marcados pela ausência no quesito família, a obra brinca com a nossa paciência apresentando problemas complexos com soluções fáceis e adotando um ritmo de filmes de espionagem que atropelam uma trama totalmente incoerente. A direção se mostra presa ao mais do mesmo, não aproveitando as oportunidades de transformar a narrativa em algo que tenha algum impacto.
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Na linha do tudo é possível, o roteiro parece, a todo instante, ter um trunfo para uma reviravolta no final – algo previsível, e que não se sustenta e dá o ar de sua graça nos momentos finais. Muito pouco para convencer. Os artistas em cena ficam presos em personagens construídos em cima de pouca complexidade, não provocando em nenhum momento e só seguindo por uma estrada pouco convincente.

