‘Cara-de-Barro’ tenta salvar a DC nas bilheterias com projeções de até US$ 30 milhões em estreia

‘Cara-de-Barro‘ já está em exibição nos cinemas brasileiros e estreia na América do Nortecom a missão de dar uma resposta positiva para a nova fase da DC Studios. Segundo projeções divulgadas pelo The Hollywood Reporter, o filme deve arrecadar entre US$ 25 milhões e US$ 30 milhões em seu primeiro fim de semana na região em questão.

O longa será lançado em mais de 3.400 salas nos Estados Unidos e no Canadá, com uma previsão adicional de US$ 20 milhões a US$ 25 milhões no mercado internacional.

O principal concorrente do filme deve ser ‘You Can See Everything‘, documentário da A24 sobre Elizabeth Holmes, fundadora da fraudulenta empresa Theranos. Depois de estrear em 855 salas e arrecadar US$ 15 milhões, o longa será expandido para 2.600 cinemas.

A produção, dirigida por Nathan Fielder e Lance Oppenheim, tem previsão de arrecadar pelo menos US$ 18 milhões no fim de semana e pode superar essa marca.

Dirigido por James Watkins, ‘Cara-de-Barro‘ teve um orçamento de US$ 44 milhões. A trama acompanha Matt Hagen, interpretado por Tom Rhys Harries, um ator que fica desfigurado e procura uma cientista, vivida por Naomi Ackie, para tentar recuperar o rosto e a carreira.

O procedimento experimental inicialmente parece funcionar, mas acaba provocando transformações assustadoras no corpo do protagonista, dando origem ao vilão conhecido como ‘Cara-de-Barro‘.

O live-action alcançou 73% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.

O consenso geral destaca o tom de terror da produção – que investe pesado no “horror corporal” –, em uma narrativa intimista carregada pelo talento de seu protagonista, Tom Rhys Harries.

Separamos os trechos das principais críticas:

“‘Cara-de-Barro’ é um filme bem executado, que recorre a uma tradição de monstruosidade que desperta empatia — um estilo que relembra Mary Shelley. Mas, como prova de conceito para um Universo DC capaz de abrigar histórias que vão além do habitual espetáculo de super-heróis, a obra funciona muito bem.” (San Francisco Chronicle)

“É um filme que agradará o grande público, emulando a capacidade de seu personagem-título de oferecer um pouco de tudo para todo mundo.” (Associated Press)

“Remova sua máscara carnuda e liquefeita, e você não encontrará muita substância memorável por baixo [da superfície deste filme]; mas, ao menos, o exterior brutal de Cara-de-Barro proporciona deleites selvagens.” (Empire Magazine)

“O suspense inquietante — e frustrante — do diretor James Watkins não consegue ir muito além de deixar os traços marcantes de Tom Rhys Harries deformados em meio a uma série de cenas macabras e a uma carência acentuada de desenvolvimento dos personagens.” (USA Today)

“Tom Rhys Harries carrega o filme nas costas; o ator, em seu primeiro grande papel de protagonista, conduz cada cena com uma intensidade tão marcada pela dor que, mesmo que se acrescentasse uma dúzia de próteses a mais, sua atuação ainda se destacaria.” (Independent UK)

“Para um filme sobre uma massa de gosma senciente capaz de assumir a forma de qualquer pessoa ou coisa, há uma desanimadora falta de autoconsciência — ou de autorrespeito — no que diz respeito às cópias cinematográficas descaradas envolvendo o Cara-de-Barro.” (Globe and Mail)

“[O diretor] James Watkins criou uma história mais pessoal que se torna surpreendentemente comovente, à medida que Hagen lida com seu poder recém-descoberto, a compulsão por vingança e o desejo de não ficar sozinho.” (Houston Chronicle)

“Talvez os personagens e conflitos deste filme perdessem o brilho caso fossem introduzidos ao universo de uma franquia, mas, no contexto de uma aventura independente que mescla gêneros, eles soam originais e proporcionam um deleite um tanto peculiar.” (Variety)

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Para quem não está familiarizado com o universo de Gotham, Cara-de-Barro é um vilão do Batman capaz de mudar de forma. O gênero foi descrito como terror corporal, então imagine algo no estilo de David Cronenberg.

Gunn, anteriormente, já havia explicado que o objetivo do DCU é permitir diferentes estilos cinematográficos, o que justifica a abordagem de terror para o filme do Cara-de-Barro:

“Embora esteja no mesmo universo, é um filme de terror completo”, disse Gunn. “Não há um estilo de estúdio. Não é como se todo filme fosse ser como Superman. Os artistas, diretores e roteiristas envolvidos vão trazer sua própria visão para cada projeto”.

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